FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: Fogo

  • Três concelhos do distrito de Faro em perigo máximo

    Três concelhos do distrito de Faro em perigo máximo

    Os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel e Tavira, no distrito de Faro, estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê um agravamento deste risco nos próximos dias.

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também vários concelhos de Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Beja e Faro em perigo muito elevado de incêndio rural.

    De acordo com os cálculos do instituto, o perigo de incêndio rural vai começar a aumentar ao longo da semana e pelo menos até ao fim de semana.
    O IPMA prevê um aumento das temperaturas a partir de quinta-feira.

    Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

    O IPMA prevê a partir de quinta-feira uma subida das temperaturas, que pode ser superiores a 40 graus Celsius em algumas regiões de Portugal Continental, em especial do interior.

    «Existe uma tendência para que o anticiclone, localizado na região dos Açores, se intensifique e se estenda em crista para a Europa Central a partir de dia 24, originando um fluxo do quadrante leste e, consequentemente, um transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica e o arquipélago da Madeira», explicou o IPMA, num comunicado divulgado no domingo.

    Assim, depois de dias “com temperaturas próximas, ou ligeiramente inferiores, ao normal para a época do ano no continente”, que vão continuar no início desta semana, “prevê-se uma subida significativa da temperatura do ar no final da semana”, indicou o IPMA.

    Os valores de temperatura máxima vão estar acima de “30 °C na generalidade do território do continente, devendo superar 40°C em algumas regiões, em especial do interior.

    No arquipélago da Madeira, as temperaturas máximas “poderão rondar ou mesmo ultrapassar 30°C, em especial na vertente sul e nas regiões montanhosas”, acrescentou.

    ./com Lusa
  • Incêndio em barco atracado

    Um incêndio destruiu alguns equipamentos instalados na cabina de uma embarcação de pesca, no cais da Docapesca, em Vila Real de Santo António.

    O alerta ocorreu às 06:45 horas, tendo o fogo sido dominado em 20 minutos e extinto por uma equipa dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, que evitou que as chamas provocassem danos mais avultados. com Arenilha TV.

    Artes de pesca prendem veleiro

    Um veleiro de bandeira alemã ficou preso em artes de pesca e sem capacidade de manobrar, junto à ilha da Culatra, em Faro.

    Segundo o Correio da Manhã, uma embarcação da Estação Salva-Vidas de Olhão foi acionada para auxiliar o veleiro em dificuldade e acompanhá-lo até ao fundeadouro da Culatra.

    A operação foi coordenada pelo comandante da Capitania do Porto de Olhão.


  • Populares extinguem incêndio em Cacela

    Populares extinguem incêndio em Cacela

    Um incêndio ocorrido em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, junto à ponte de caminho de ferro, foi rapidamente extinto por populares, informou a Arenilha TV.

    A consolidação do trabalho dos populares coube aos operacionais dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim e aos Sapadores Florestais de Vila Real de Santo António.

    A Guarda Nacional Republicana (GNR), tomou conta da ocorrência. No local estiveram 26 operacionais, auxiliados por cinco viaturas e um meio aéreo.

    O alerta foi dado às 13:38 desta tarde de quinta-feira, 1 de agosto.

  • Incêndio de Castro Marim luzes e sombras

    Incêndio de Castro Marim luzes e sombras

    As chamas já se extinguiram no incêndio que lavrou nos concelhos de Castro Marim, Vila Real de Santo António e a polémica instalou-se quanto ao apoio dos Bombeiros Voluntários aos populares que extinguiam o fogo, especialmente em zonas de habitação dispersa e quanto ao auxílio não prestado pela câmara municipal a um canil onde terão morrido calcinados 14 animais,

    Luís Romão, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António tinha garantido que não havia conhecimento desse espaço no município e que os serviços da autarquia salvaram cerca de 300 de um outro a funcionar legalmente.

    Depoimentos de populares que estiveram no local apoiaram o esforço dos bombeiros e do dispositivo, maior face à velocidade do vento, o excesso de calor e o tipo de vegetação. A balança pende decisivamente a favor dos bombeiros que chegaram a desfalecer no local pelo excesso de horas despendidas no combate.

    Zona do Terror

    Luís Guimarães, vila-realense que habitualmente percorrer a serra fala-nos que na sua «Voltinha matinal de bicicleta, na zona do “Terror”, e destaca, pela positiva, a presença ainda de Bombeiros de vários pontos de Portugal, após a extinção, quando observou viaturas de São João da Madeira, Estarreja, Odivelas, entre outras. «Era sempre assim que o nosso país deveria funcionar, solidários uns com os outros e seguir o exemplo destes homens e mulheres»

    Os 14 animais calcinados em Canil ilegal

    A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, que visitou o local, disse que o veterinário municipal de Vila Real de Santo António sabia da existência do abrigo ilegal, onde morreram 14 animais, devido ao incêndio de Castro Marim.

    A líder do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) esteve na zona do abrigo onde morreram os animais, na localidade de Santa Rita, onde pôde constatar a “falta de condições” do espaço, agora totalmente destruído.

    Nós temos conhecimento de que, desde 2018, este abrigo tinha sido denunciado, inclusivamente ao veterinário municipal [de Vila Real de Santo António], pelas associações de proteção animal. A mesma, tinha três abrigos, dois deles foram desmantelados, um em Castro Marim e outro em Tavira, e faltava desmantelar o de Vila Real de Santo António”, disse à agência Lusa.

    Gabinete de crise em Castro Marim

    Entretanto, em Castro Marim foi constituído um Gabinete de Crise para apoiar as vítimas do incêndio, que lavrou cerca de 9.000 hectares de floresta, segundo os dados da Proteção Civil.

    O presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, ainda, sublinhou a existência de falhas no combate ao incêndio, nomeadamente na retirada dos meios aéreos quando o incêndio foi declarado como dominado, e classifica os apoios do Estado, como «carregados de burocracia e morosidade», e que, por tal, podem não responder a estas situações, que requerem ajudas urgentes.

    Na primeira reunião do Gabinete de Crise, ficaram definidos apoios económicos urgentes aos agricultores mais carenciados; apoios à replantação de efetivos de produção; aquisições urgentes de rações para os animais; abertura de uma conta solidária para a população mais atingida.

    A concretização destas medidas municipais, é reconhecido, mas «representa um investimento considerável, mas entende o executivo que é fundamental para as pessoas e para o território».

    Área afetada

    O fogo de Castro Marim, dado como dominado na terça-feira, provocou um total de 5.957 hectares em área ardida, afetando ainda 163 edifícios e 2.774 hectares de áreas agrícolas, segundo o programa Copernicus da União Europeia.

    Após a ativação do mapeamento de emergência na passada segunda-feira a pedido de Portugal, entretanto desativado, o Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus da União Europeia (UE) divulgou hoje dados sobre a dimensão dos danos causados pelo fogo na área de Castro Marim. 

    O incêndio, que teve início na madrugada de segunda-feira, chegou a ser dado como dominado nessa manhã, mas uma reativação durante a tarde levou as chamas aos concelhos de Vila Real de Santo António e de Tavira. O fogo foi dominado cerca das 16:00 horas de terça-feira, dia 17 de Agos de 2021.

  • Trinta mil toneladas  de madeira aguardam novo desastre

    Trinta mil toneladas de madeira aguardam novo desastre

    O problemas de financiamento da recolha e transporte atrasam uma retirada urgente e necessária se o objetivo é prevenir,. Caso contrário fica no terreno um bomba de retardador que sairá muito mais cara em termos de eventuais prejuízos resultantes de uma diferente calamidade.

    Até existe um compromisso para um protocolo entre o município e a tutela para para ser assegurado o transporte e cinco mil toneladas de madeira já cortadas e empilhadas ao longo de várias estradas da serra e a começaram a ser transportadas para a fábrica de produção de biomassa em Huelva, Espanha.

    O transporte financiado pela autarquia de Monchique e o acordo para as restantes 30 mil toneladas terá como base o protocolo assinado entre o município e a Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio.

    Sobra então sobre os problema económicos, de proteção civil e de saúde pública, a questão ambiental. As árvores que não são retiradas apodrecem e podem criar um problema fitossanitário capaz de prejudicar as outras espécies e atrasar o ciclo normal do corte.

    O presidente câmara municipal Rui André, ouvido pela agência Lusa, revelou que a autarquia decidiu avançar com os 45 mil euros necessários para transportar a madeira queimada, já recolhida, para uma fábrica em Espanha, porque o preço de compra deixou de cobrir os custos da operação.

    Claro que a autarquia não mas não tem capacidade para custear a totalidade da recolha. Além do mais foi encerrada inesperadamente a central de biomassa mais próxima, no Cercal do Alentejo, e há ainda o facto de o valor pago por outra fábrica em Setúbal, com o aumento do custo do transporte, deixar de compensar o trabalho dos madeireiros.