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Etiqueta: finanças

  • Adicional ao IMI: Prazo para declaração de herdeiros termina

    Adicional ao IMI: Prazo para declaração de herdeiros termina

    Nem todos precisam de se preocupar

    O dia 31 de março marcou o fim do prazo para os cabeças de casal identificarem os herdeiros junto da Autoridade Tributária. No entanto, para patrimónios de menor valor, a lei garante isenção automática.

    Terminou ontem o prazo legal para que os cabeças de casal de heranças indivisas submetessem a declaração identificando os herdeiros e as respetivas quotas-partes para efeitos de Adicional ao IMI (AIMI).

    A partir de hoje, 1 de abril, arranca a segunda fase do processo: a confirmação por parte de cada herdeiro.

    O “alívio” dos 600 mil euros – Apesar da pressão do calendário fiscal, muitos contribuintes podem respirar de alívio. Segundo as regras em vigor, se a soma do Valor Patrimonial Tributário (VPT) dos imóveis da herança (destinados a habitação ou terrenos para construção) for inferior a 600.000 €, não há lugar ao pagamento deste imposto.

    Nestes casos, a Autoridade Tributária aplica uma isenção automática, e o cabeça de casal fica dispensado de qualquer burocracia. «Se o valor não atinge o limiar, o Fisco ignora a cobrança, tratando a herança como isenta sem necessidade de declaração“» explicam especialistas.

    Para as heranças que excedem o valor de 600 mil euros e cujos cabeças de casal cumpriram o prazo de março:

    De 1 a 30 de abril: Todos os herdeiros devem aceder ao Portal das Finanças para confirmar a sua quota-parte.

    Setembro: É o mês do pagamento do imposto, que deve ser liquidado numa única prestação.

    Para quem tem patrimónios modestos, o calendário do AIMI passa ao lado, mantendo-se apenas a obrigação do pagamento do IMI tradicional, cujas notas de liquidação começam a chegar em breve.

    Dica ao leitor: Verifique sempre o Valor Patrimonial Tributário na caderneta predial dos imóveis para confirmar se está ou não abrangido por este «imposto sobre a fortuna»

  • As finanças dos casais

    As finanças dos casais

    Além de garantir uma boa saúde financeira ao casal, elaborar planos conjuntos e discutir elementos que envolvem o dinheiro da casa têm um papel fundamental em relacionamentos atuais. Ao partilhar interesses, salários e despesas, o casal está aberto ao crescimento financeiro na vida a dois.

    De acordo com um estudo da University Kelley School of Business, publicado pelo Journal of Consumer Research, casais que unem finanças sentem-se mais protegidos, evitando a queda na qualidade do relacionamento e contribuindo para casamentos mais felizes e duradouros.

    Independentemente da escolha de divisão financeira, ao morarem juntos, as despesas com a manutenção da casa passam a ter um papel crucial no balanço financeiro do mês. Sendo assim, ao dialogar com o parceiro sobre contas correntes, é possível evitar conflitos envolvendo questões monetárias.

    Além de assegurar as despesas financeiras da casa, o casal deve definir limites de gastos e promover a independência financeira de cada um. Desta forma, para além de preservar a individualidade de ambos, é viável surpreender o parceiro com presentes, passeios e outras ocasiões que mantêm a harmonia do casal, sem a obrigação de explicações e justificações de gastos.

    Momentos de instabilidade financeira podem abalar a relação e ocasionar problemas na convivência. Por isso, após estabelecer o acordo sobre a divisão das contas correntes, o casal necessita de conversas periódicas sobre as finanças da casa. Além disso, é viável considerar o planeamento para criar uma reserva financeira para problemas emergenciais.

    Além de garantir melhores possibilidades monetárias para contornar os contratempos, o casal não necessitará de empréstimos, que podem ocasionar endividamento futuro e comprometer o orçamento.

    Com o objetivo de alcançar conquistas e realizar sonhos, é fundamental que o casal conte com parceria e planeamento. Ao agirem em sintonia, a relação transforma-se numa forma de partilhar sucessos, como viagens e cursos profissionais, por exemplo. Além disso, é essencial considerar objetivos a longo prazo para manter a relação em harmonia.

    Ao fazer a gestão das finanças para casais e assegurar um planeamento eficaz e duradouro, o casal pode estabelecer metas que garantem segurança financeira no futuro. Isso faz com que a realização dos objetivos ao envelhecerem juntos se torne mais segura, incluindo a tranquilidade de uma reforma mais estável.

    Por fim, mesmo que falar sobre dinheiro seja muitas vezes visto como um tabu em diversos tipos de relacionamentos, quando o casal escolhe partilhar e discutir maneiras de administrar as suas finanças, é possível fortalecer a conexão e parceria, contribuindo para um casamento feliz e duradouro.

  • CPPME Lamenta Votação da Assembleia da República sobre o SAF-T

    CPPME Lamenta Votação da Assembleia da República sobre o SAF-T

    A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas manifestou em comunicado a sua «enorme estranheza», por ter visto ser chumbada na Assembleia da República a revogação da obrigação para efeitos de preenchimento da IES, referente ao Projeto Lei n.º 655/XIV, 2.ª, que alterava os procedimentos da entrega do ficheiro SAF-T (PT) relativo à contabilidade».

    A CPPME lembrou que foi um dos subscritores da petição dirigida à Assembleia da República e «lamenta profundamente esta Votação».

    A proposta teve apenas os votos favoráveis do PCP, PSD e CDS-PP. O voto contra do PS, e a abstenção do BE, impediram a aprovação das propostas de revogação.

    A CPPME contua a defender que «as bases de dados da contabilidade a entregar ao Estado/AT não podem incluir os registos contabilísticos. Somente devem ser entregues, para fins declarativos, elementos de reporte, ou seja, saldos. Mesmo esses têm de respeitar, entre outros aspetos, os direitos de privacidade das pessoas singulares, bem como, a AT não pode imiscuir-se na elaboração e apresentação pública das contas anuais das empresas e apenas tem que as receber sem interferir».

    E remata ter sido ser sempre este o seu entendimento e que a AT «não pode elaborar ou condicionar a forma como a contabilidade se executa. A CPPME reitera a sua posição de exigir a imediata suspensão da entrada em vigor do SAF-T, e tudo continuar a fazer para salvaguardar os interesse dos Micro, Pequenos e Médios empresários e os seus Contabilistas Certificados».

  • Alcoutim chega ao topo dos municípios com menor passivo

    Alcoutim chega ao topo dos municípios com menor passivo

    Alcoutim está entre os 100 melhores concelhos a nível nacional com eficiência e eficácia financeira de acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios respeitante ao ano de 2019, divulgado pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC).

    No Ranking Global dos municípios de pequena dimensão integrados na lista dos 100 melhores classificados globalmente, Alcoutim ocupa a 30ª posição com uma pontuação de 1.022, entre 50% e 70% da pontuação total (1.900 pontos).

    Alcoutim está também no pódio dos 50 municípios com menor Passivo Exigível (capital em dívida) que ascende a 2.047.445 euros.

    Estes são efetivamente indicadores muito positivos, pois refletem o cuidado do executivo camarário em manter o equilíbrio financeiro da autarquia”, referiu Osvaldo Gonçalves, presidente do município.