FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: ferrovia

  • Vila Real de Santo António Celebra 120 Anos da Chegada do Comboio

    Vila Real de Santo António Celebra 120 Anos da Chegada do Comboio

    Vila Real de Santo António Celebra 120 Anos da Chegada do Comboio em ano em que celebra 250 anos da Fundação

    Vila Real de Santo António prepara-se para comemorar, no próximo dia 14 de abril, o 120º aniversário da chegada do comboio à cidade, um marco histórico que desempenhou um papel crucial no desenvolvimento económico e social do concelho.

    As celebrações terão lugar na Estação Ferroviária de Vila Real de Santo António, a partir das 18:00 horas, com o objetivo de recordar e honrar o dia em que a ligação ferroviária reforçou a integração da cidade no país e impulsionou o seu crescimento.

    O programa comemorativo inclui um apontamento musical na estação, procurando criar um ambiente que evoque a importância do caminho de ferro para a região ao longo do último século.

    «Esta iniciativa visa reconhecer o papel fundamental da ferrovia na coesão territorial e na mobilidade da população“», afirmou fonte da autarquia, sublinhando a relevância histórica da efeméride.

    A cerimónia é aberta ao público e conta com a colaboração da Infraestruturas de Portugal e da CP – Comboios de Portugal.

    A autarquia convida a população a participar nas comemorações e a celebrar este importante momento na história de Vila Real de Santo António.

  • Ligação Ferroviária Huelva-Faro-Sevilha é Prioridade

    Ligação Ferroviária Huelva-Faro-Sevilha é Prioridade

    Desenvolvimento Transfronteiriço

    O Comité Empresarial Andaluzia-Algarve reiterou a importância da conexão ferroviária entre Sevilha, Huelva e Faro como um projeto estratégico para impulsionar o desenvolvimento económico e a integração territorial entre as duas regiões.

    A posição foi reforçada durante a apresentação do balanço do Projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia-Algarve 2024-2026, liderado pela Confederação de Empresários da Andaluzia (CEA).

    O projeto Eures, com duração de dois anos, focou-se no reforço da cooperação transfronteiriça e na promoção da mobilidade laboral como ferramenta de competitividade para as empresas.

    A criação e consolidação do Comité Empresarial Andaluzia-Algarve como espaço de diálogo e proposta conjunta entre organizações empresariais dos dois lados da fronteira foi um dos resultados mais significativos.

    Apesar dos progressos alcançados, o balanço do projeto aponta para a persistência de obstáculos estruturais que dificultam a integração real do espaço transfronteiriço.

    As organizações empresariais identificaram a necessidade urgente de melhorar a conectividade, simplificar a legislação, reduzir barreiras administrativas e oferecer apoio personalizado a pequenas e médias empresas (PMEs), trabalhadores independentes e empreendedores.

    Neste contexto, a melhoria da ligação ferroviária entre Sevilha, Huelva e Faro surge como uma prioridade fundamental. A infraestrutura é vista como essencial para facilitar a mobilidade de pessoas, impulsionar a atividade económica, reforçar o turismo e promover uma maior coesão territorial entre a Andaluzia e o Algarve.

    Além da ligação ferroviária, o Comité Empresarial sublinhou a importância de investir em infraestruturas hídricas tanto em Huelva como no Algarve.

    O acesso à água é considerado um fator crucial para garantir a competitividade do território e o desenvolvimento sustentável de setores-chave como o turismo, a agricultura, a indústria e as novas atividades ligadas à transição ecológica.

    Outras áreas de foco incluem a necessidade de simplificar os processos de implantação de empresas no território vizinho, abordando dificuldades relacionadas com licenças, permissões, diferenças regulatórias e acesso à informação.

    Para tal, o Comité Empresarial defende a criação de ferramentas mais eficazes de informação, aconselhamento e apoio empresarial transfronteiriço.

    A formação profissional também foi identificada como uma área prioritária. O projeto revelou a necessidade de reforçar as competências de empresários e trabalhadores em áreas como a digitalização, o empreendedorismo, a consultoria, a implantação empresarial no país vizinho e a adaptação a novos setores emergentes.

    A CEA reafirmou o seu compromisso com a continuidade da cooperação empresarial entre a Andaluzia e o Algarve, com o objetivo de transformar as conclusões do projeto em propostas concretas para promover o emprego, o investimento e a competitividade do espaço transfronteiriço.

    A organização, que representa mais de 200.000 empresas e 800 organizações setoriais e territoriais na Andaluzia, compromete-se a continuar a defender os interesses do tecido empresarial andaluz em todos os fóruns de decisão.

  • Huelva exige encontro urgente com Sánchez por infraestruturas críticas

    Huelva exige encontro urgente com Sánchez por infraestruturas críticas

    A Cimeira Hispano-Lusa, marcada para 29 de janeiro em La Rábida, Huelva, está a servir de catalisador para uma exigência política urgente. Pilar Miranda, a autarca de Huelva, enviou uma carta formal ao Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, solicitando um encontro de trabalho.

    O objetivo da missiva não é outro senão abordar de forma urgente as infraestruturas pendentes que o Estado mantém com a cidade e a província.

    Miranda reclama um encontro que possa contar com a participação de agentes sociais e representantes institucionais, sublinhando que Huelva sofre há décadas de “uma grave falta de infraestruturas hidráulicas, elétricas e de transportes, especialmente ferroviárias, que representam um agravamento comparativo em relação a outros territórios do país”.

    A autarca destaca o enorme potencial de Huelva como um “nodo logístico, industrial e de conexão natural com Portugal”, e uma cidade em plena transformação. Contudo, adverte que este desenvolvimento está seriamente limitado pela ausência de investimentos estatais chave.

    A ironia de celebrar uma cimeira bilateral entre Espanha e Portugal em Huelva, quando a província carece de uma ligação ferroviária digna, é um dos pontos centrais da reivindicação. Miranda exige a modernização integral da linha Huelva-Sevilha, a conexão de alta velocidade que inclua Faro e o impulso às infraestruturas ferroviárias de mercadorias.

    Esta última reivindicação é, de facto, partilhada por Andaluzia e o Algarve, através de uma iniciativa liderada pelos municípios de Faro, Sevilha e Huelva.

    Huelva não pode nem deve continuar à espera”, sublinha a autarca no seu escrito, no qual exige compromissos concretos e prazos claros por parte do Governo de Espanha. Miranda recorda que os atuais prazos avançados pelo Governo são “irreais”, uma vez que se referem a 42 meses apenas para a redação dos projetos.

    Pilar Miranda confia em que a visita do Presidente do Governo represente “uma oportunidade real para avançar na igualdade e justiça territorial”, mantendo a expetativa de uma resposta de Pedro Sánchez para abordar de forma construtiva as legítimas exigências da sociedade onubense.

  • Menos 30 minutos para chegar a Lisboa

    A nova ponte entre Lisboa (Chelas) e o Barreiro, recentemente aprovada pelo governo português, promete ser um marco significativo na infraestrutura do país.

    Esta ponte não só facilitará o acesso ao planeado aeroporto de Alcochete mas também visa melhorar consideravelmente a capacidade da infraestrutura ferroviária nas ligações ao sul de Portugal.

    Com a promessa de reduzir os tempos de viagem em cerca de 30 minutos nos percursos atuais para o Alentejo e Algarve, e aumentar a frequência dos serviços ferroviários, a ponte representa um avanço significativo para a mobilidade na região.

    A Área Metropolitana de Lisboa beneficiará igualmente, com uma redução de 10 minutos no percurso entre Lisboa e o Barreiro e de 30 minutos para Setúbal.

    Este desenvolvimento permitirá um reforço da oferta ferroviária suburbana nas linhas de Cintura, Sintra e no Eixo Norte-Sul, além de facilitar o tráfego ferroviário de mercadorias sem restrições.

    A ponte também promete aliviar a pressão habitacional sobre Lisboa, contribuindo para a revitalização do Arco Ribeirinho Sul, um projeto que visa reabilitar a zona entre Almada e Alcochete.

    Embora a ponte esteja planeada para suportar tanto o tráfego ferroviário quanto rodoviário, o governo ainda está a analisar se será exclusivamente ferroviária.

    Os próximos passos incluem a conclusão dos estudos sobre as características da ponte, a avaliação do impacto ambiental e a formação de um grupo de trabalho para analisar as acessibilidades ao novo aeroporto.

    Além disso, está em consideração um novo modelo de gestão para as três travessias do Tejo, o que sublinha a importância estratégica deste projeto para a região e para o país.

    O design da nova ponte que ligará Lisboa (Chelas) ao Barreiro é uma questão de grande interesse público e arquitetónico.

    Segundo as informações disponíveis, a ponte será uma estrutura rodoferroviária, integrando-se na Ligação de Alta Velocidade para Madrid. Este projeto ambicioso promete ser não apenas uma solução de infraestrutura prática, mas também um marco visual impressionante.

    A ponte terá uma linha férrea por baixo e uma estrada por cima, uma configuração que visa resolver vários problemas de capacidade e acessibilidade.

    A componente rodoviária complementará as travessias existentes, como as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, enquanto a componente ferroviária se integrará na Rede Ferroviária Convencional, permitindo uma ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid.

    Embora os detalhes específicos do design ainda estejam em fase de estudo, espera-se que a ponte seja uma obra de engenharia moderna e eficiente, com uma estética que reflita a sua importância e funcionalidade.

    A ponte não só melhorará a coesão territorial na Área Metropolitana de Lisboa, mas também se espera que se torne um ícone da paisagem urbana, contribuindo para a dinamização económica do Arco Ribeirinho Sul.

    Os estudos relativos às características da ponte estão em andamento, e a definição de um novo modelo de gestão para as três travessias do Tejo em Lisboa incluirá a construção desta nova estrutura. Com o avanço dos estudos e a conclusão dos estudos de impacte ambiental, mais detalhes sobre o design da ponte serão revelados ao público.

    ./com Copilot
  • Franceses querem explorar transportes em Portugal

    A multinacional francesa Transdev, que tem já concessões de transporte rodoviário em Portugal, pretende ser licenciada como operador ferroviário e o seu principal interesse são as linhas urbanas, que asseguram a mobilidade diária.

    Quer tornar-se concorrente da CP e não pretende concorrer nas linhas de alta velocidade, porque ninguém apanha o comboio de alta velocidade todos os dias.

    Entrevistado pelo Negócios, Antoine Grange, CEO da Transdev Europa, adianta que o pedido de licenciamento como operador ferroviário assume que a intenção da Transdev em Portugal é operar linhas ferroviárias urbanas, metropolitano e metro ligeiro.

  • Manifestação pelo AVE no Dia da Europa

    Manifestação pelo AVE no Dia da Europa

    Essa decisão tem causado descontentamento tanto na população quanto na administração local.

    A alcaldesa de Huelva expressou sua decepção e reiterou seu compromisso em lutar pela inclusão da cidade nos planos de alta velocidade. Segundo suas declarações, o governo central parece priorizar outras regiões, deixando Andaluzia, e em particular Huelva, em posição desvantajosa.

    A única alternativa para Huelva conseguir uma conexão de alta velocidade antes do mencionado ano é que o governo espanhol decida priorizar a construção do trecho Huelva-Sevilha.

    A alcaldesa afirmou que continuará pressionando as autoridades nacionais e até mesmo europeias, apesar de mencionar que o presidente do governo não demonstrou disponibilidade para se reunir com ela.

    No entanto, ela deixou claro que, além de seu papel como alcaldesa, representa todos os habitantes de Huelva e exigirá que a justiça seja feita à cidade.

    Diante dessa situação, foi convocada uma grande manifestação para o próximo dia 9 de maio, com o objetivo de reivindicar ao governo que reconsidere a inclusão de Huelva no projeto de alta velocidade.

    A alcaldesa fez um apelo a todos os cidadãos para se unirem à protesto, enfatizando que não se trata de uma questão política, mas sim de justiça social e da necessidade de reconhecer Huelva como uma cidade com os mesmos direitos e necessidades que qualquer outra no país.

    Origem: conversação com o Bing, 27/04/2024
    (1) Huelva fuera de los planes de alta velocidad hasta 2050 según el ….
    (2) Uma má notícia para o Algarve – FOZ – Guadiana Digital.
    (3) Autarcas de Faro, Huelva e Sevilla reivindicam ligação em alta velocidade.
    (4) Municípios pedem comboio de alta velocidade que ligue Faro, Huelva e ….
    (5) El AVE no llegará hasta 2050 a Huelva y la deja totalmente aislada.

  • Capitais andaluzas e algarvia insistem na Alta Velocidade

    Capitais andaluzas e algarvia insistem na Alta Velocidade

    Huelva, Sevilha e Faro continuam a lutar pelo seu objetivo de conseguir que Lisboa, Madrid e Buxelas se disponham a incluir muito antes de 2050, a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade que uma a Andaluzia e o Algarve, dois destinos turísticos europeus de excelência.

    A presidente da Câmara Municipal da Huelva, Pilar Miranda, promoveu uma reunião com os presidentes da Câmara Municipal de Sevilha e o presidente da Câmara Municipal de Faro, respetivamente José Luis Sanz e Rogério Bacalhau e assinaram um «manifesto institucional».

    O documento vai agora ser apreciado em sessões plenárias municipais das cidades envolvidas e, em seguida, será apresentado a Madrid e Bruxelas.

    Este documento insta as autoridades nacionais e europeias a assumirem um compromisso inequívoco com o desenvolvimento de uma linha de alta velocidade Faro-Huelva-Sevilha.

    Apela também aos governos espanhol e português para que transmitam à União Europeia a necessidade de ligar o Algarve à Andaluzia através de um corredor ferroviário, defendam a sua inclusão como projeto prioritário na Rede Transeuropeia de Transportes e disponibilizem os fundos necessários para o desenvolvimento do projeto.

    Mias pormenores em: Huelva Información

  • Ucraniano morre no Algarve colhido por combóio

    Ucraniano morre no Algarve colhido por combóio

    Segundo apurou o «Algarve Marfado», o homem utilizava auscultadores e, provavelmente por essa razão, não terá ouvido a aproximação do comboio, que circulava no sentido Lagos-Portimão.

    O alerta foi dado pelas 8:15 horas, tendo-se deslocado ao local um total de 20 operacionais dos Bombeiros de Portimão, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e Polícia de Segurança Pública (PSP). O corpo foi removido pelas 9:12 horas e a circulação ferroviária retomada pelas 9:36 horas.

  • Corredor Internacional Sines-Caia também terá passageiros

    Corredor Internacional Sines-Caia também terá passageiros

    A bordo de um veículo de inspeção da Infraestruturas de Portugal (IP) ao longo do troço Évora – Freixo, os técnicos responsáveis pela obra explicaram na presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, do Presidente da IP, Miguel Cruz, autarcas da região e jornalistas, quais as caraterísticas mais importantes desta nova linha ferroviária, a primeira considerada de alta velocidade a ser construída em Portugal, cujo valor de investimento ronda os 500 milhões de euros.

    Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Évora fez questão de salientar a importância da possibilidade de inclusão do transporte de passageiros. Obteve da parte do Secretário de Estado a garantia de que esta linha foi concebida também com esse objetivo.

    Frederico Francisco, respondeu a Carlos Pinto de Sá afirmando que, apesar de não estarem planeadas estações específicas para passageiros, o projeto foi concebido também com esse objetivo para todo o trajeto, e que este deverá ter paragens em Évora e Elvas.

    Quanto a prazos, o Secretário de Estado admitiu algum atraso, mas adiantou que a conclusão deverá acontecer no início de 2025.

  • Deputados andaluzes insistem na ligação ferroviária com o Algarve

    Deputados andaluzes insistem na ligação ferroviária com o Algarve

    Dois dos quatro Eurodeputados de Andalucía, no Parlamento Europeo, Juan Ignacio Zoido (PP) y Clara Aguilera (PSOE), continuam a sustentar que se deve avançar com o projecto de ligação ferroviária entre o Algarve e a Andaluzía, unindo as cidades de Sevilla, Huelva y Faro.

    En declarações ao Joly Digital, prestadas Estrasburgo, assinalaram a importância desta ligação, uma infraestrutura muito desejada, em especial pelo setor empresarial da província de Huelva, como janela de oportunidade para o desenvolvimento transfronteiriço das duas províncias.

  • Choque de comboios na Índia

    De acordo com o relato das agências internacionais de notícias, há quase 300 mortos e perto de 1000 feridos após acidente ferroviário na Índia, que ocorreu às 13:50 de Lisboa, perto de uma estação na localidade de Bahanaga, no estado de Odisha, a 1.600 quilómetros a nordeste da capital Nova Deli.

    Carruagens completamente destruídas, amontoados de metal no local da tragédia, fazem temer por um maior número de mortos.
    A agência de notícias Press Trust of India (PTI), apontam para 292 vítimas mortais e cerca de 900 pessoas ficaram feridas no acidente, escreveu na rede social Twitter P.K. Jena, um responsável do estado de Odisha.

    O acidente ocorreu devido a um choque de dois comboios, mais um terceiro estacionado no local da tragédia.

  • Ligação ferroviária Algarve-Andaluzia fora das prioridades dos governos nacionais

    Ligação ferroviária Algarve-Andaluzia fora das prioridades dos governos nacionais

    Entretanto, nos Orçamentos Gerais do Estado espanhol, a linha de Alta Velocidade entre Huelva e Sevilha terá um milhão de euros, no próximo ano, verba que é considerada insuficiente. Na província fronteiriça ao Algarve, o governo espanhol preferiu beneficiar as para melhorias na linha entre Huelva e Zafra, e não o AVE.

    Significa que os dois governos não estão ainda disponíveis para considerar esta ligação transfronteiriça dentro das prioridades nacionais.

  • CCDR Algarve insiste na alta velocidade ferroviária

    CCDR Algarve insiste na alta velocidade ferroviária

    Esta tomada de posição ocorreu no quadro da XIV Comissão Luso-Espanhola de Cooperação Transfronteiriça, realizada em Vila Nova de Gaia, na qual a CCDR Algarve esteve representada pelo presidente e pela vice-Presidente, Elsa Cordeiro.

    Esta posição acompanha igualmente a defesa da concretização de um investimento no troço de ferrovia entre Tunes e Torre Vã, como vem sendo defendido em diversas ocasiões na Região, designadamente no quadro do debate sobre o futuro Plano Ferroviário Nacional pós 2030.

    José Apolinário, presidente da CCDR Algarve, afirma ser «urgente avançar com o.s projetos de modernização da linha ferroviária entre Tunes e Terra Vã, uma estimativa de investimento de 253 milhões de euros”.

    Esta obra permitiria reduzir em 30 minutos a viagem de comboio Algarve-Lisboa, uniformizando a velocidade do comboio ao longo e todo o trajeto. Atualmente nos 150 quilómetros entre Torre Vã e Tunes a velocidade média do comboio raramente ultrapassa os 100 quilómetros/hora. Com este investimento, a viagem intercidades ou comboio Alfa entre Lisboa e Faro passaria a 2:30, sendo assim competitivo com o modo autocarro, afirma o organismo regional de coordenação.

    Nos últimos 30 anos, o investimento na Ferrovia mais significativo na ligação a Sul foi a modernização da linha ferroviária entre Pinhal Novo e Torre Vã, um investimento de 225 milhões de euros realizado antes do Euro 2004 a que, só agora em 2022 e 2023, se somarão 80 milhões de euros de conclusão da eletrificação e modernização da Linha Ferroviária do Algarve, concretizados com o apoio dos Fundos Europeus.

  • Cáceres-Badajoz em 50 minutos

    Cáceres-Badajoz em 50 minutos

    Contudo, vozes críticas apontam que a ligação não reúne características para ser designada de alta velocidade, fazendo o troço parte da futura ligação Madrid-Lisboa, da qual, de momento, só estará em funcionamento a parte entre Plasencia e Badajoz, na Estremadura.

    A ligação ferroviária entre Plasencia e Madrid continuará a ser feita numa linha convencional, não eletrificada e com apenas uma via (que não permite o cruzamento de comboios fora de uma estação, em que um deles tem de estar parado).

    Ainda assim, a viagem de comboio entre a fronteira com Portugal, em Badajoz, e a capital espanhola, Madrid, passará a ter menos 51 minutos.

  • Menos 25 minutos de Lagos a Vila Real de Santo António

    Menos 25 minutos de Lagos a Vila Real de Santo António

    Na cerimónia de assinatura compareceu o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos. Salientou que o País, em matéria de ferrovia, está a fazer um grande investimento e que o Governo quer reduzir a década de atraso que estima Portugal tenha neste setor.

    Pedro Nuno Santos defendeu “um novo ciclo de investimentos” no desenvolvimento e atualização da ferrovia em Portugal e a importância dos comboios elétricos como transporte coletivo “com ganhos evidentes”, sobretudo ambientais.

    O presidente da câmara municipal de Lagos, Hugo Pereira lembrou que o início das obras de eletrificação dos 45 quilómetros do troço de ferrovia se faz 100 anos após a chegada do comboio àquela cidade em processo moroso e difícil, considerando que há um impacto visual negativo devido à construção de catenárias com sete metros de altura na linha situada paralelamente à Meia-Praia.

    O vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, afirmou que os investimentos na Linha do Algarve vão assegurar vantagens ao nível da qualidade do serviço de transporte ferroviário de passageiros em toda a região algarvia, em termos de maior rapidez, eficiência e sustentabilidade.

    O contrato para a eletrificação do troço da Linha ferroviária do Algarve entre Tunes e Lagos, que serve os concelhos de Silves, Lagoa, Portimão e Lagos, foi assinado com o consórcio formado pelas empresas Comsa Instalaciones y Sistemas Industriales SAU, FERGRUPO – Construções Técnicas Ferroviárias, S.A. / COMSA, S.A..

    A obra é desenvolvida no âmbito do programa de expansão e modernização da Rede Ferroviária Nacional, Ferrovia 2020 e envolve o investimento de 25,4 milhões de euros, comparticipado pela União Europeia no âmbito do programa COMPETE 2020.

  • A Linha Faro-Sevilha e o Porto de Sines

    A Linha Faro-Sevilha e o Porto de Sines

    Apesar do baixo orçamento que o governo espanhol destina à Andaluzia, a esperança do outro lado da fronteira de Huelva com o Algarve é a de que Portugal os ajude a ir de AVE a Sevilha.

    A parte espanhola não esconde que, por trás deste desejo dos algarvios para reforço do turismo, se esconde o aproveitamento da linha para reforçar a posição do Porto de Huelva como primeiro destino face ao Porto de Sines e com todas estratégias relacionadas com os corredores ferroviários.

    No dia 28 de outubro, serão discutidas na cidade de Cáceres as propostas emanadas da XIII Reunião da Comissão Hispano-Portuguesa de Cooperação Transfronteiriça, realizada em Mérida, no dia 29 de setembro. O jornal Huelva Información teve acesso ao documento em seis pontos que inclui todas as propostas que serão apresentadas no encontro entre o Primeiro-Ministro português, António Costa, e o Presidente espanhol, Pedro Sánchez, com os respectivos gabinetes.

    É que a região portuguesa conseguiu que um documento central seja tratado na XXXII Cimeira Ibérica entre os governos espanhol e português no final do mês, a fazer parte de um plano básico de infra-estruturas ferroviárias que se vai desenvolver-se em todo o território português nos próximos 15 anos. A ligação transfronteiriça com o vizinho peninsular é essencial nesta rede de comunicações elaborada, que prevê a passagem de fronteira em vários pontos raianos.

    O empresários de Huelva aproveitam o impulso do Algarve que consideram como principal aliado, no outro lado do Guadiana, tendo promovido um movimento liderado pela Câmara de Comércio e a FOE (Federação Onubense de Empresários) para o qual se conseguiram a adesão de diferentes grupos e dos autarcas de Huelva, Faro e Sevilha.

    O projeto alta velocidade entre Huelva e Sevilha está uma espécie de limbo e, antes, já tinha expirado um estudo de impacto ambiental de outro projeto anterior de um dos investimentos prometidos por sucessivos governos, desde 1991.

    O Algarve, em princípio, não faz parte de nenhum dos corredores desenhados em Bruxelas, embora se tenha entendido desde a região portuguesa que a união com Huelva e Sevilha integraria Faro numa rede que será fundamental para o desenvolvimento económico regional através de comunicações na Europa, nas próximas décadas.

  • Plano Ferroviário Nacional será apresentado no Algarve

    Plano Ferroviário Nacional será apresentado no Algarve

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da Região do Algarve, em parceria com o Gabinete do Ministro das Infraestruturas e Habitação e com o Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), promovem na próxima segunda-feira, dia 19 de julho, pelas 15 horas, uma sessão de apresentação das bases do Plano Nacional Ferroviário, nos termos do programa anexo.

    O debate sobre o Plano Ferroviário Nacional (PFN), um instrumento que irá definir a rede ferroviária de interesse nacional e internacional realiza-se quando o ano assinalado como Ano Ferroviário Europeu avança. Com este plano, pretendem conferir «estabilidade e previsibilidade ao planeamento da rede ferroviária para um horizonte de médio e longo prazo».

    O setor dos transportes representa 25% das emissões de gases com efeito de estufa da União Europeia, fazem notar, enquanto o transporte ferroviário é responsável por apenas 0,4% dessas emissões. O setor dos caminhos-de-ferro é, em grande parte, eletrificado, tendo sido o único modo de transporte a reduzir consideravelmente as suas emissões desde 1990. «Este setor também pode desempenhar um papel significativo no âmbito do turismo sustentável».

    A adoção de um Plano Ferroviário Nacional está prevista no programa do XXII Governo Constitucional, que também estabelece como objetivos «levar a ferrovia a todas as capitais de distrito, reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Porto e promover melhores ligações da rede ferroviária às infraestruturas portuárias e aeroportuárias. Além desses, o PFN deverá assegurar uma cobertura adequada do território e a ligação dos centros urbanos mais relevantes, bem como as ligações transfronteiriças ibéricas e a integração na rede transeuropeia. Deverá ainda garantir a integração do modo ferroviário nas principais cadeias logísticas nacionais e internacionais».

    Os promotores da reunião lembram que, na Estratégia de Desenvolvimento Regional – Algarve 2030 destacam-se como muito relevantes a melhoria das ligações modais intrarregionais, em particular na ligação ao aeroporto internacional de Faro, bem como o desenvolvimento do estudo de ligação a Andaluzia, posição partilhada e recentemente reiterada por ambas as regiões através de manifesto assinado por associações empresariais e autarcas.

  • Modernização da Linha do Alentejo

    Dois concursos públicos foram lançados para a modernização da Linha do Alentejo. O investimento global é superior a seis milhões de euros, incluindo estudos e projetos para eletrificar o troço ferroviário entre Casa Branca e Beja.

  • Com FEDER chega a proposta da alta velocidade  FARO-HUELVA

    Com FEDER chega a proposta da alta velocidade FARO-HUELVA

    Com recurso a fundos FEDER, ligar a Alta Velocidade entre Sevilha e Faro, aproxima-se mais a realidade. Na mesma reunião do plenário da Câmara de Comércio, segundo relata o jornal onubense Huelva24.com, foi apresentada uma proposta pela ZAL do Puerto de Huelva como o melhor instrumento para a necessária reindustrialização de Huelva e também chegaram a acordo para converter o Clube de Exportadores em Clube Cámara de Exportadores.