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Etiqueta: Faro

  • ERS ordena medidas no hospital de Faro após morte de utente

    ERS ordena medidas no hospital de Faro após morte de utente

    A Entidade Reguladora da Saúde ordenou à Unidade Local de Saúde do Algarve que garanta qualidade e celeridade nos cuidados de urgência após a morte de um utente que esperou quatro horas para ser observado.

    O doente faleceu no hospital de Faro na sequência de hemorragia interna detectada após acidente rodoviário.

    A decisão consta das deliberações do primeiro trimestre do regulador da saúde, divulgadas hoje. O utente deu entrada nas urgências do hospital de Faro depois de um acidente rodoviário e aguardou quatro horas até à primeira observação médica.

    Durante a espera, o doente começou a sentir falta de ar e foi levado para a sala de cirurgia, onde os médicos detectaram hemorragia interna. O utente acabou por falecer.

    A unidade de saúde admitiu à ERS alguns constrangimentos nas urgências devido às dificuldades em contratar médicos e enfermeiros.

    Contudo, o hospital considerou que o rápido agravamento do quadro clínico não parece decorrer directamente da falta de pessoal, podendo estar relacionado com a condição de base do utente, que tinha cirrose hepática.

    O hospital acrescentou que o doente já tinha recorrido anteriormente 44 vezes à urgência.

    Na decisão, a ERS ordena à ULS do Algarve que tome medidas para assegurar a qualidade e segurança dos cuidados de saúde prestados, designadamente na activação da Via Verde AVC e Trauma.

    O regulador determina ainda que o hospital deve adoptar procedimentos internos para garantir que os cuidados são prestados com qualidade, celeridade e prontidão, não sujeitando os utentes a períodos de espera excessivos e fazendo retriagens sempre que excedido o tempo estabelecido no sistema de triagem de Manchester.

    com Lusa

  • Cinquenta associações unem-se contra venda da Fábrica da Cerveja de Faro

    Cinquenta associações unem-se contra venda da Fábrica da Cerveja de Faro

    Cerca de cinquenta associações culturais criaram o Movimento Pela Fábrica para impedir a venda do edifício da antiga Fábrica da Cerveja de Faro a privados. Uma petição online lançada na semana passada já conta com mais de 800 assinantes.

    O movimento surgiu depois de António Miguel Pina, presidente da Câmara de Faro, ter revelado na assembleia municipal de 11 de maio que existem manifestações de interesse de privados na aquisição do imóvel, embora não haja ainda uma decisão tomada.

    Felícia Silva, porta-voz do movimento, explicou que as associações se uniram para defender a continuidade do espaço ao serviço das associações culturais e artísticas.

    O edifício alberga actualmente a sede da Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro e é utilizado por dezenas de associações para actividades culturais.

    O presidente da câmara afirmou que a posição do movimento “é respeitável”, mas contrapôs que existem “outros que entendem de outra maneira e que propõem outro uso” para o edifício, que apresenta sinais de degradação.

    António Miguel Pina disse que a preocupação da autarquia é o estado do edifício, apontando para um relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil que recomenda o “encerramento por falta de licenciamento“.

    A porta-voz do movimento reconheceu que “são necessárias obras no edifício, que é muito antigo“, mas salientou que o espaço é “muito importante” para a história da cidade, paisagem urbana e actividade cultural da última década no concelho. Felícia Silva lamentou não ter acesso ao relatório da Protecção Civil.

    O edifício foi construído entre 1930 e 1940, mas nunca funcionou como fábrica de cerveja. Foi ocupado entre 1968 e 1992 pela sociedade distribuidora de cerveja e vinhos do sul e, mais tarde, pelo Regimento de Infantaria do Sul. No final da década de 1990, foi adquirido pela Câmara Municipal de Faro.

    Entre as entidades que integram o Movimento Pela Fábrica estão a Associação Recreativa e Cultural do Algarve, o Cineclube de Faro, a CÍVIS, o Laboratório de Actividades Criativas, o LAMA Teatro, o Museu Zer0, a Sciaena e a Sociedade Recreativa e Artística Farense.

    Foto: Fabrica_da_Cerveja_5_-Faro,_Portugal-_14.02.2025

  • Sismo de magnitude 2,8 registado 45 km a sudoeste de Faro

    Um sismo de magnitude 2,8 na escala de Richter, com epicentro a cerca de 45 quilómetros a sudoeste de Faro, foi registado ontem à noite pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

    Segundo a informação disponibilizada no ‘site’ do IPMA, o abalo ocorreu às 23:03. “Até à elaboração deste comunicado não foi recebida nenhuma informação confirmando que este sismo tenha sido sentido. Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados”, pode ler-se.

    Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).
     

  • Maio 28 – FARO BLUES – 12º Festival Internacional de Blues de Faro

    Maio 28 – FARO BLUES – 12º Festival Internacional de Blues de Faro


    O Faro Blues 2026 celebra a alma do Blues com um cartaz internacional de luxo, voltando a cidade de Faro a afirmar-se como um farol do Blues em Portugal.


    A edição deste ano apresenta um cartaz pensado ao detalhe, integrando artistas com carreiras internacionais consolidadas, como Richard Ray Farrell, referência do Blues norte‑americano, e Gervis Myles Blues Band, uma das vozes mais marcantes da cena de Milwaukee.

    A programação destaca ainda a força criativa europeia com Annie Road, Robbert Duijf, e a energia híbrida de Bonny B. Bluesman & Ice B., além da versatilidade rítmica dos Rhythm Traders, que expandem o Blues para territórios de fusão com funk, soul e rock.


    De 28 a 30/05/2026 – Teatro Lethes – Faro – 21h00
    Organizado pela Blues a Sul – Associação de Blues do Algarve em parceria com o Teatro Lethes, ACTATeatro e Associação Recreativa e Cultural de Músicos com o apoio do Município de Faro

  • Cadáver encontrado na Ria Formosa

    Cadáver encontrado na Ria Formosa

    As autoridades encontraram um cadáver no esteiro Baião, na Ria Formosa, em Faro, após alerta de populares. O corpo foi localizado pelas 10h20 perto da ponte de acesso à ilha de Faro.

    O capitão do porto de Faro, Vítor Conceição Dias, confirmou que a presença do corpo foi comunicada pelas 10h20. O cadáver encontrava-se no esteiro Baião, numa zona próxima da ponte que dá acesso à ilha de Faro.

    A Protecção Civil mobilizou 18 operacionais e oito veículos para o local. Fonte do Comando Regional de Emergência e Protecção Civil do Algarve remeteu esclarecimentos para a Polícia Marítima.

    O corpo será transferido para o Gabinete Médico-Legal de Faro. A investigação ficará a cargo da Polícia Judiciária, que também foi chamada ao local.

    As autoridades não avançaram dados sobre a identidade da vítima nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado e recuperado, remetendo esclarecimentos para mais tarde.

    Lusa

  • Edifício da RTP em Faro é de interesse municipal e tem zona de proteção

    Edifício da RTP em Faro é de interesse municipal e tem zona de proteção

    A Câmara Municipal de Faro aprovou, por unanimidade, a definição de uma Zona Especial de Proteção (ZEP) para o «Monumento de Interesse Municipal designado por Edifício da RTP em Faro e restantes elementos associados».

    Esta decisão permitirá a proteção deste imóvel, atendendo ao valor histórico e patrimonial que representa para o concelho.

    Recorde-se que, em 2021, o edifício da RTP em Faro e restantes elementos associados, também designado como conjunto urbano formado pelo recinto de proteção à antena, edifício do centro emissor e edifícios anexos, foi classificado como Monumento de Interesse Municipal.

    O Município deu então início aos procedimentos prévios à deliberação de início do Plano de Pormenor de Salvaguarda para este imóvel, em 2022, tendo a então Direção Regional de Cultura do Algarve recomendado a definição de uma Zona Especial de Proteção para este Monumento de Interesse Municipal.

    Após a aprovação da proposta em Reunião de Câmara, esta será levada para deliberação pela Assembleia Municipal e publicação final em Diário da República.

    José, tens aqui um material riquíssimo para transformar num texto histórico-memorial que dignifique o edifício e, ao mesmo tempo, a memória radiofónica do Algarve. Com base no que está nas tuas abas — a classificação municipal e a referência à instalação da Emissora Nacional em 1947 guadianadigital.pt cm-faro.pt— dá para construir uma narrativa sólida, elegante e útil para publicação.

    Segue uma proposta de estrutura e texto-base, já pronta para ser adaptada ao teu estilo editorial.


    🏛️ História do Edifício da RTP em Faro

    Da Emissora Nacional à Rádio Pública do Algarve

    🌟 1. Origem e implantação (década de 1940)

    O edifício que hoje conhecemos como “RTP Faro” nasceu no contexto da expansão territorial da Emissora Nacional, que a partir de 1947 instalou no Algarve um dos seus centros emissores regionais cm-faro.pt. A escolha de Faro não foi casual: a cidade era o principal polo administrativo e cultural do sul do país, e a rádio assumia-se como instrumento estratégico de comunicação pública.

    O conjunto incluía:

    • o edifício principal do centro emissor,
    • estruturas anexas de apoio técnico,
    • e o recinto de proteção da antena, que marcava a paisagem sonora e visual da cidade.

    A arquitetura, da autoria de Artur Simões da Fonseca, segue o modernismo português de meados do século XX, com linhas sóbrias e funcionais, pensadas para acolher tecnologia de ponta da época cm-faro.pt.


    🎙️ 2. A casa da RDP-Sul e da rádio pública no Algarve

    Com a reorganização dos serviços públicos de radiodifusão, o edifício passou a acolher a RDP – Sul, tornando-se o centro operativo da rádio pública na região. Aqui se produziram:

    • emissões regionais,
    • programas informativos,
    • conteúdos culturais e musicais,
    • e serviços de continuidade para a rede nacional.

    Durante décadas, este edifício foi o ponto de encontro de jornalistas, técnicos, produtores e vozes que marcaram a identidade sonora do Algarve.


    🎚️ 3. Estúdio de gravação e laboratório criativo

    Para além da emissão diária, o edifício funcionou como estúdio de gravação, recebendo músicos, grupos corais, projetos experimentais e produções especiais. Muitos registos sonoros de valor histórico — entrevistas, reportagens, música tradicional algarvia — nasceram dentro destas paredes.

    O espaço técnico, robusto e bem isolado, permitia gravações de qualidade num tempo em que os recursos eram escassos e a criatividade era o principal motor.


    📡 4. Sede da RDP Algarve

    Com a evolução da rádio pública, o edifício consolidou-se como sede da RDP Algarve, mantendo funções de emissão, produção e coordenação regional. Tornou-se um símbolo de serviço público, proximidade e identidade algarvia.


    🏛️ 5. Reconhecimento patrimonial

    Em 2021, o Município de Faro classificou o edifício — incluindo antena, centro emissor e anexos — como Monumento de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor histórico, arquitetónico e cultural para a cidade e para a memória coletiva do Algarve cm-faro.pt.

    Em 2024/2025, avançou-se para a criação de uma Zona Especial de Proteção, reforçando a salvaguarda do conjunto e garantindo que o seu legado será preservado para as gerações futuras guadianadigital.pt.


    📘 6. Um lugar de memória viva

    Hoje, o edifício da RTP em Faro é mais do que um imóvel: é um repositório de histórias, vozes, tecnologias e pessoas que moldaram a presença da rádio pública no sul do país. A sua preservação permite não apenas recordar o passado, mas também inspirar novas formas de comunicar e servir a comunidade.


  • EES: Biometria e Filas de 90 Minutos ‘Congelam’ Controlo de Fronteiras no Aeroporto de Faro

    EES: Biometria e Filas de 90 Minutos ‘Congelam’ Controlo de Fronteiras no Aeroporto de Faro

    O novo Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras (EES) prometia maior segurança e eficiência, mas o seu lançamento em Portugal está a traduzir-se em longas filas e tempos de espera insuportáveis para os passageiros.

    O problema, que já era sentido no Aeroporto de Lisboa, estendeu-se agora com gravidade ao Aeroporto de Faro, um dos principais portões de entrada para o turismo nacional.

    Cidadãos de países terceiros, fora do Espaço Schengen, estão a enfrentar esperas que superam facilmente uma hora e, em alguns casos reportados, atingem os 90 minutos. A causa deste congestionamento reside na introdução obrigatória de novos procedimentos digitais e no registo de dados biométricos.

    Este processo, fundamental para o funcionamento do EES, exige tempo adicional em cada posto de controlo, retardando significativamente a passagem dos milhares de passageiros que utilizam os aeroportos portugueses diariamente.

    A situação tem sido classificada pelas autoridades aeroportuárias como de “constrangimentos graves no controlo de fronteiras”.

    No Aeroporto de Faro, à semelhança de Lisboa, estas longas filas representam um risco real de perda de voos, um cenário particularmente preocupante com a aproximação das épocas altas. As demoras constantes têm um impacto negativo direto na experiência do passageiro e na reputação de eficiência dos principais «hubs» nacionais.

    Face a este cenário, a própria gestora do aeroporto algarvio emitiu um aviso prático aos passageiros. É fortemente recomendado que aqueles que viajam fora do espaço Schengen reforcem a antecedência da sua chegada ao aeroporto, de forma a mitigar o impacto dos tempos de espera, que se tornaram previsivelmente mais longos desde a implementação do novo sistema.

    Embora o EES seja um passo importante para a segurança das fronteiras externas da União Europeia, a sua aplicação prática em Portugal continua a gerar disrupções. A persistência de filas extensas sublinha a necessidade urgente de otimizar os novos procedimentos para garantir que a segurança não comprometa a fluidez essencial ao setor de viagens.

  • Concentração de motos de Faro espera 20 Mil participantes

    Concentração de motos de Faro espera 20 Mil participantes

    A 42ª Concentração Internacional de Motos de Faro começou ontem, com a expectativa de atrair cerca de 20.000 motociclistas e entusiastas até domingo. O evento, em Vale das Almas, um pinhal entre o aeroporto e a Praia de Faro, oferece quatro dias de concertos, bike show e outras atividades, culminando com o tradicional desfile de motos pela cidade.

    Segundo Pedro Baptista, presidente do Moto Clube de Faro, organizador do evento, a estrutura está preparada para receber o público esperado, proveniente de diversas partes do mundo, «Esperamos receber 20.000 pessoas, mas temos tudo preparado para 20.000 ou mais», afirmou Baptista em conferência de imprensa.

    Entre os artistas confirmados para os concertos estão The Waterboys e Sara Correia (sábado), Calle del Ruido, Moonspell e Blasted Mechanism (sexta-feira), e The Black Mamba e Bubba Brothers (hoje).

    O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, destacou o impacto económico significativo do evento na região, estimando que injete cerca de dois milhões de euros na economia local. Bacalhau garantiu que as condições de segurança estão asseguradas, com todas as inspeções necessárias já realizadas.

    Para garantir a segurança dos participantes, a organização conta com uma equipa de cerca de 1.000 pessoas, liderada por Pascal Cavaco. Na área da saúde, estarão presentes cerca de 40 profissionais, além de 66 enfermeiros e técnicos da Cruz Vermelha, conforme informou Bárbara Ribeiro, profissional de saúde.

    A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou que intensificará o patrulhamento e a fiscalização rodoviária nos principais acessos à concentração.

    ./com Lusa
  • Rogério Bacalhau e Sophie Matias vão a julgamento

    O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, e a vereadora Sophie Matias vão ser julgados pelo crime de violação de regras urbanísticas, indica o despacho de pronúncia relativo ao processo.

    Em causa está o licenciamento de uma obra para a construção de um parque de autocaravanas na freguesia do Montenegro, junto ao Aeroporto de Faro, num terreno agrícola abrangido pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura-Vila Real de Santo António.

    No despacho de acusação, datado de outubro de 2023, o Ministério Público (MP) pede que seja aplicada aos dois autarcas a pena acessória de proibição do exercício de função pública, alegando que as suas condutas «revelam manifesto e grave desrespeito dos deveres inerentes às funções exercidas».

  • PCP celebra em Faro a obra de Luís de Camões

    PCP celebra em Faro a obra de Luís de Camões

    Com o objetivo de comemorar o V Centenário de Luís de Camões, o PCP promove um diversificado conjunto de iniciativas, que se prolongam por 2025, no qual se integra o debate em Faro «A Exaltação do povo e da Pátria na Obra de Luís de Camões».

    A sessão está prevista para o dia 19 de Fevereiro, no Club Farense, às 18:00 horas com a participação de Carina Infante do Carmo, professora universitária, e de José Augusto Esteves, dirigente do PCP.

    Também para o PCP, Camões e a sua obra são, hoje, património comum da humanidade. «Traduzido em várias línguas, representado, estudado e apropriado em diferentes partes do mundo, o poeta continua a ser, actualmente, um nome maior da história da literatura», salienta a nota da DORAL que divulga a iniciativa.

    Luúis de Camões foi «Artista de grande dimensão, não protegido pelo poder, marginalizado pelos poderosos e privilegiados do seu tempo, Camões é um poeta do povo e da pátria portuguesa – pelo modo como refletiu um acontecimento histórico, os descobrimentos geográficos, e como desenvolveu e apurou as capacidades da língua portuguesa».

    Esta iniciativa vem na sequência do V Centenário do nascimento de Luís de Camões, cuja obra, inseparável de um mundo em transformação, é símbolo de humanismo progressista, assinalado em 2024.


    «Camões é um poeta do Renascimento, de uma época de exaltação das realizações humanas face ao divino e ao obscurantismo, de um mundo em transição, no qual se vai formando um novo pensamento filosófico e científico, ligado à observação da natureza e à experiência, que as forças reaccionárias dessa altura, nomeadamente através da Inquisição, procuraram reprimir e conter», diz ainda o PCP:

    O Partido Comunista Português considera a sua intervenção nas comemorações do V Centenário de Camões como «um contributo insubstituível para a participação ativa do nosso povo nessas comemorações e para um maior conhecimento, difusão, apropriação e fruição da obra do grande poeta».

    O Partido Comunista Português está a apelar ao envolvimento de todos os que valorizam Camões e a sua obra, projetando-o na atualidade e afirmando o património cultural português, a língua portuguesa, a cultura e a arte.

  • Laura Carlos

    Faleceu no passado dia 11 de Janeiro a investigadora na área da cultura e dirigente associativa Laura Carlos, tendo causado grande consternação. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. e a Unidade de Cultura da CCDR Algarve manifestaram o seu profundo pesar pelo falecimento de Laura Carlos, no passado dia 11 de janeiro.

    Laura Carlos, nasceu em Buenos Aires, na Argentina, há 43 anos, tendo vindo para Faro, onde completou os seus estudos e se licenciou em Design pela Universidade do Algarve.

    Sempre muito ligada ao setor cultural, Laura Carlos era mestre em Gestão Cultural pela Universidade do Algarve, com a dissertação intitulada “Manifestação Cultural – Alterações ao longo do tempo, Estudo de Caso – Festa da Pinha” (2011-2013)”.

    Laura Carlos era investigadora na área do património cultural imaterial, tendo sido uma das responsáveis pela candidatura da Festa da Pinha à edição de 2020 das 7 Maravilhas da Cultura Popular.
    No âmbito da Algarve Film Commission, à qual esteve ligada cerca de quinze anos, Laura Carlos desempenhou igualmente um papel muito ativo na promoção da produção cinematográfica no Algarve sendo, desde dezembro de 2021, Coordenadora Executiva daquela associação cultural de Utilidade Pública, a primeira Film Commission a ser constituída em Portugal.

    Laura Carlos era também membro da Assembleia da União das Freguesias de Faro desde 2021 e fez parte dos órgãos sociais de várias associações culturais farenses, sendo uma das assíduas participantes nas sessões da Tertúlia Farense.

    Entre 2014 e 2017 esteve envolvida na produção e realização de documentários sobre os vencedores do Prémio Regional “Maria Veleda”, uma iniciativa da Direção Regional de Cultura do Algarve, que pretendia destacar e reconhecer a atividade cultural de personalidades algarvias, protagonistas de intervenções particularmente relevantes e inovadoras na região.

    O velório realizou-se ontem na Igreja de São Luís, em Faro, seguido de missa, tendo ido a cremar em Faro.

  • Nova ponte para a Ilha de Faro

    Nova ponte para a Ilha de Faro

    Com a promessa de que após a inauguração da nova ponte a antiga será desativada, abrirá ao trânsito, no próximo domingo, dia 13 de Janeiro a nova ponte de acesso à Ilha de Faro.,

    A revelação foi feita pelo presidente Rogério Bacalhau, mas não se encontra ainda definida a hora da cerimónia de inauguração, esperando-se que o Governo se venha fazer representar.

    O investimento nesta nova e moderna infraestrutura subiu aos 6,6 milhões de euros.

    Por concluir fica a iluminação LED e outros pormenores, mas a obra estará pronta a entrar em funcionamento no domingo.

    No dia seguinte à inauguração, Rogério Bacalhau, sem terminar o mandato, o seu último por ora possível, deixará a presidência da câmara da capital algarvia para se tornar presidente do Conselho de Administração da Águas do Algarve, sendo substituído pelo vereador e vice-presidente Paulo Santos.

  • Providência cautelar contra o novo porto de Faro

    Providência cautelar contra o novo porto de Faro

    Há três associações regionais de defesa do ambiente – BlueZ C Institute, Civis Cidadania e PROBAAL – que tomaram uma ação legal contra a construção do novo porto de recreio em Faro.

    Estas organizações deram entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé com uma Ação Popular sob a forma de providência cautelar, visando a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, com o Município de Faro como contrainteressado, sendo este o responsável pela obra.

    A iniciativa das associações baseia-se em preocupações ambientais e no impacto potencial do projeto na Ria Formosa, uma área sensível e protegida.

    Segundo as organizações, o projeto levanta sérias questões sobre a sustentabilidade ecológica, o cumprimento das normas de proteção ambiental e a viabilidade de um empreendimento dessa dimensão em ecossistema delicado.

    O Município de Faro defende que o novo porto de recreio será uma peça-chave no desenvolvimento turístico e económico da região, criando empregos e promovendo a atividade náutica.

    No entanto, os opositores alertam para o risco de degradação ambiental e os impactos negativos na biodiversidade local.

    A providência cautelar busca suspender imediatamente qualquer avanço no projeto até que sejam realizados estudos e análises adicionais para garantir que não haja prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.

    A decisão do tribunal sobre a matéria será crucial para determinar os próximos passos do empreendimento.

    Este caso reflete uma crescente mobilização da sociedade civil em defesa do meio ambiente, um tema que ganha cada vez mais relevância no debate público e nos processos de desenvolvimento urbano e regional.

    Continuaremos a acompanhar o desenrolar deste processo judicial e o impacto que poderá ter nas políticas de desenvolvimento da região.

    Redação Digital
  • 25 Anos da IN Versus Fado no Club Farense

    25 Anos da IN Versus Fado no Club Farense

    IN VERSUS FADO ASSINALAM EM FARO 25 ANOS DE ATIVIDADE
    O Club Farense irá receber na sexta-feira, 6 de dezembro, pelas 21:00, o grupo In Versus que assinala 25 anos de atividade como cultores do fado, da canção e da guitarra de Coimbra no Algarve.
    O grupo iniciou a sua atividade na Universidade do Algarve em 1999. A realização das monumentais serenatas académicas nas escadarias da Sé de Faro e da Igreja do Carmo definem um alinhamento com a tradição da Canção de Coimbra e a guitarra portuguesa de Coimbra.
    O grupo tem contado, ao longo da sua história, com alunos e antigos alunos da Universidade do Algarve, Universidade de Coimbra e Universidade do Porto.
    São reconhecidos como referência neste estilo musical a sul de Coimbra. Realizam espetáculos por todo o sul do país com maior incidência no Algarve tendo registado incursões por Espanha.
    Contam no repertório com temas clássicos do reportório de Coimbra bem como fados e guitarradas de novas gerações. Assumem como influências mais marcantes Artur Paredes, Carlos Paredes, Edmundo Bettencourt e Luiz Goes.
    O lançamento do disco “Saudade” em 2017 é um marco no percurso do grupo. Apresenta registos de estúdio que ilustram a forte ligação à canção de Coimbra e às guitarradas existentes no Algarve.

  • Cimeira Ibérica em Faro

    Cimeira Ibérica em Faro

    Depois de se mostrar satisfeito por ter em Faro uma cimeira que «junta os chefes de governo de Portugal e de Espanha», intuiu que «nesta ocasião, visam não só reafirmar a sintonia que partilham no quadro europeu, mas também aprofundar os laços e a cooperação estratégica de forma a dar respostas aos desafios que temos pela frente».

    E afirmou que a própria história, enquanto países, é que nos «conduz para a necessidade de uma parceria e cooperação forte, de forma a que nos mantenhamos, Portugal e Espanha, no quadro europeu na vanguarda de um mundo em plena mudança».

    Lembrou, depois que os dois países viveram tempos de ditadura e que entraram ao mesmo tempo, em 1986 na Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia, «abraçando enormes desafios de modernidade e prosperidade para os nossos países».

    Para Rogério Bacalhau há novos e grandes desafios e novas oportunidades, «que tenho a certeza saberemos abraçar juntos».

    Entre eles, em particular no sul de Portugal e Espanha o relativo à seca e escassez de água, um recurso insubstituível e um tema em que Portugal e Espanha por forma «a garantir a sustentabilidade deste recurso tão precioso para todas as populações».

    O outro desafio, que considera também um pouquinho meu, «passa pela importância das ligações ferroviárias entre Portugal e Espanha». 

    O presidente da câmara municipal de Faro lembrou que, neste ponto, «além da importância estratégica da ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid e Porto e Vigo, que vemos como urgentes, seria também importante fazer lançar uma ligação ferroviária entre Faro, Huelva e Sevilha».

    foto de família

    Conclusões da Cimeira Luso-Espanhola

    Segundo o primeiro ministro, Luís Montenegro, a cimeira em particular permitiu subscrever onze instrumentos «muito importantes naquilo que é a construção de um futuro sustentável e de maior cooperação entre os dois Estados e os dois governos».

    Destacou como principal desta cimeira o tema da água «Um bem comum, um bem que partilhamos, um bem essencial para a preservação dos nossos recursos naturais, essencial na necessidade de ser bem gerido».

    Desse ponto de vista, aquilo foi aprofundado diz respeito à manutenção de caudais, quer no rio Tejo, quer no rio Guadiana, no que concerne à atividade de pesca, de segurança, de navegação e náutica de recreio no rio Guadiana, particularmente importantes para Portugal e muito importantes para o Algarve.

    Confidenciou o Primeiro-Ministro que a escolha do Algarve tem várias razões, mas a principal é exatamente a questão da água, questão ao qual afirma terem dado uma prioridade absoluta, para «não sermos confrontados com necessidades de restrição, como tem sido. Infelizmente, a nota dos últimos tempos é podermos ter capacidade de armazenamento de água que possa ser suficiente para não termos limitações no uso responsável desse recurso».

    O Algarve foi também importante porque no encontro chegaram finalmente à conclusão «de um esforço de cooperação que já vinha há alguns anos, para incluirmos a construção de duas novas ligações, duas novas pontes entre os nossos países».

    Trata-se das ponte sobre o rio Severa em Nisa e da outra que diz muito aa Algarve sobre o rio Guadiana em Alcoutim.

    Luís Montenegro agradeceu o empenho do Presidente do Governo de Espanha, «porquanto era uma matéria que estava bloqueada. Foi uma das questões que lhe coloquei no encontro de Abril em Madrid. Ficámos de aprofundar o tema para ver se o desbloqueava-mos. Até porque temos financiamento para a sua construção e esta cimeira marca também nesse domínio o aprofundamento da nossa mobilidade que queremos que possa agora desenvolver se com o reforço das ligações rodoviárias e ferroviárias».

    A mobilidade, em especial na componente ferroviária entre Portugal e Espanha e entre a Península Ibérica e a Europa, por serem fundamentais vão ter uma carta subscrita por Luís Montenegro e Pedro Sánchez . São fundamentais. Eu e o presidente do Governo de Espanha vamos subscrever uma carta que vamos endereçada ao senhor Primeiro-Ministro de França, precisamente «para poder levar a cabo a interligação ferroviária que é necessária para o transporte de passageiros e de mercadorias entre a Península Ibérica e o centro da Europa».

    A cimeira foi relevante não só pelos acordos que acabámos de assinar, mas também no desenvolvimento de projetos ambiciosos como são, por exemplo, o Centro Ibérico de Investigação, de Armazenamento de Energia e o Desenvolvimento da constelação Atlântica e o trabalho conjunto que vimos realizando «no contexto das áreas da microeletrónica e dos semicondutores, que são componentes essenciais do aprofundamento desta cooperação científica, à qual juntamos também o projeto do veículo elétrico».

  • Feira de Santa Iria

    Aa Ambifaro- Gestão de Equipamentos Municipais, está a realizar a Feira de Santa Iria no Largo de São Francisco, Faro, este ano prolongada por mais um dia até 27 de Outubro de 2024.

    Um ar retroativo para um recuo no tempo, a lembrar a longa história da Feira de Faro, as novidades e a diversão e, naturalmente, os «comes e bebes».

  • Faro celebra centenário de António Ramos Rosa

    Faro celebra centenário de António Ramos Rosa

    Natural de Faro, nascido a 17 de outubro de 1924, onde frequentou os estudos secundários, António Ramos Rosa cedo rumou a Lisboa, onde trabalhou como empregado de escritório, tradutor e professor.

    Por iniciativa do Município de Faro e da associação A Tal Emersa, o seu centenário será celebrado ao longo de dois dias com um programa especial que incluiu a exposição “António Ramos Rosa e a Interrogação do Real”.

    A inauguração está prevista para as 17:30 do dia 16 de outubro, e uma jornada de trabalho com conferências, mesas-redondas e recital de poesia, a partir das 9 horas do dia 17 de outubro, sempre na Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa.

    António Ramos Rosa tem o seu nome ligado a publicações literárias dos anos 50. Foi cofundador da revista Árvore (1951-1953) e participou na Cassiopeia e nos Cadernos do Meio-Dia. Estes primaram não só por uma postura de isenção relativamente aos diversos feixes estéticos que atravessam aquela década (legado surrealista e evolução da poesia neorrealista, entre outros), como por um critério de respeito pela qualidade estética dos trabalhos literários publicados.

    Viveu intensamente a vitória dos Aliados, aquando do término da II Guerra Mundial e desenvolveu uma importante atividade nos domínios da teorização e da criação poética.

    Complementarmente, Ramos Rosa colaborava com textos de crítica literária na Seara Nova e no Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas.

    É no primeiro número da Árvore, onde garante a participação dos poetas António Luís Moita, José Terra, Luís Amaro e Raul de Carvalho, que subscreve o texto “A Necessidade da Poesia”, apontando como princípios imperativos da publicação a liberdade e a isenção (“Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas.”), postergando apenas da aventura poética a “gratuitidade como intenção“, posto que a poesia decorre de uma “superior necessidade […] tanto no plano da criação como no da demanda social” (ibi., p. 4).

    Como poeta, estreia-se em 1958 no jornal «A Voz de Loulé» com o poema “Os dias, sem matéria” e na coletânea “O Grito Claro”, n.º 1 da coleção de poesia «A Palavra», editada em Faro e dirigida pelo seu amigo e também poeta Casimiro de Brito. Seria apenas o primeiro de uma obra poética que ultrapassa os cinquenta títulos.

    É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Estava assim lançado o movimento da moderna poesia portuguesa onde o autor circulava. 

    Ramos Rosa foi distinguido com numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988, o Prémio Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT – Correios de Portugal em 1989, pela recolha “Acordes”, e em 2006, pelas obras “Génese” e “Constelações”, que estão igualmente na base da atribuição do Prémio Luís Miguel Nava, no mesmo ano; em 1990, o Grande Prémio Internacional de Poesia, no âmbito dos Encontros Internacionais de Poesia de Liège; em 1992, o Prémio Jean Malrieu, para o melhor livro de poesia traduzido em França, e o Prémio Municipal Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa (Prémio de Poesia), pela obra “As armas imprecisas”; e, em 2005, o Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen (Prémio de Poesia), São João da Madeira, pela obra “O poeta na rua. Antologia portátil”.

    A 10 de Junho de 1992 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e a 9 de Junho de 1997 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2001, o seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Faro. Em 2003, a Universidade do Algarve, atribui-lhe o grau de Doutor Honoris Causa.

    Considerado um dos grandes poetas portugueses da atualidade, a sua atitude crítica perante a sua própria palavra, fez dele um dos mais esclarecidos críticos portugueses contemporâneos. 

    Faleceu a 23 de setembro de 2013, em Lisboa, tendo doado todo o seu espólio literário à Biblioteca Nacional de Portugal.

    No âmbito da sua Missão e das atribuições no domínio da Cultura, a CCDR do Algarve, I.P. congratulou-se com esta iniciativa, que considera meritória, eevoca a memória de um dos mais distintos algarvios e a obra de um nome maior da Poesia do Século XX.

  • Faro altera plano de pormenor da Lejana

    A Câmara Municipal de Faro anunciou o início de um novo procedimento para a primeira alteração do plano de pormenor da Lejana, nos termos de um aviso que fez publicado o dia da República.

    Deliberou também aproveitar todos os atos e formalidades praticados no procedimento anterior e estabelecer um prazo de nove meses para a conclusão do procedimento.

    O aviso vai ser publicado na segunda série do Diário da República.

  • Deficiência mental com novas instalações em Faro

    A Associação Algarvia de Pais e Amigos dos Cidadãos Deficientes Mentais inaugurou a sua sede no passado sábado, dia 7 de Setembro.

    A Associação Algarvia, está a abandonar a denominação, que já não considera muito própria, de diminuídos mentais, por esta terminologia já não ser bem aceite.

    A novas instalações chegam ao cabo de quase 60 anos, há muito tempo que as vinham aspirando, para que pudessem, de facto, ser utilizadas, no âmbito do trabalho que tem vindo a desenvolver.

    Saiu da Rua do Compromisso, de instalações exíguas, já muito apertadas, sem espaço para o trabalho que têm vindo a desenvolver.

    A obra foi realizada recorrendo a fundos europeus, o de Portugal 2020 e à disponibilidade dos municípios. Custou cerca de cinco milhões de euros.
    Desta verba, cerca de 70%, circularam por intermédio da CCDR.

  • Faro é terceira cidade com ar mais limpo da Europa

    Faro é terceira cidade com ar mais limpo da Europa

    A estação de monitorização da qualidade do ar de Faro é uma das quatro estações que compõem a rede de monitorização da qualidade do ar do Algarve, sendo gerida pela CDR do Algarve desde 2004.

    • Estação urbana de fundo de Faro, na Escola Joaquim Magalhães
    • Estação urbana de fundo de Albufeira, junto do depósito de água de Malpique
    • Estação urbana de tráfego de Portimão, na Escola David Neto (junto da Estrada de Alvor)
    • Estação regional de fundo de Alcoutim, no sítio do Cerro


    As estações de monitorização funcionam em contínuo 365 dias por ano, sendo da responsabilidade da CCDR a sua manutenção, remodelação, reparação de avarias, etc, trabalhos que são efetuados por técnicos da CCDR Algarve, IP.

    Os principais poluentes atmosféricos indicadores da situação de qualidade do ar na região são as partículas em suspensão, o ozono (O3) e os óxidos de azoto (NOx), partículas em suspensão (PM) de 2 diâmetros 2,5 e 10 µm, sendo igualmente monitorizados, os compostos orgânicos voláteis (BTX), o dióxido de enxofre (SO2) e o monóxido de carbono (CO).

    Salvo situações anómalas e pontuais, o tecido económico da região, alicerçado sobretudo nas atividades de comércio, serviços e transformação agroalimentar, em regra não gera emissões atmosféricas relevantes.

    Assim, a qualidade do ar nas quatro estações de monitorização da região têm estado consistentemente abaixo dos valores limite de qualidade do ar que estão legislados em Portugal, através do Decreto-Lei n.º 102/2010, de 23 de setembro.

    A região do Algarve tem em regra bons níveis de qualidade do ar e o poluente que mais preocupações acarreta são as partículas em suspensão, face à proximidade com o continente africano e a suscetibilidade da região para os fenómenos de excesso de partículas na atmosfera com potenciais consequências das mesmas na saúde pública.

    Embora classificadas como evento natural, estas ocorrências são previamente alvo de aviso à população para cuidados redobrados sobre a exposição a estes fenómenos.

    Os dados da qualidade do ar monitorizados nas estações de monitorização, podem ser consultados online em QualAR, podendo ser obtidos relatórios de cada estação e de cada poluente medido.

    Fonte: CCDR Algarve