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Etiqueta: EUA

  • Crise nos EUA: Escassez de ovos e alta de preços devido a surto de gripe aviária

    Os Estados Unidos enfrentam uma grave escassez de ovos e elevação recorde nos preços de aves, provocada por um surto de gripe aviária (H5N1).

    Desde o final de 2024, mais de 136 milhões de frangos, incluindo 40 milhões de galinhas poedeiras, foram sacrificados para conter o avanço do vírus. A medida, embora drástica, segue protocolos sanitários internacionais para evitar bloqueios comerciais, já que o país exporta US$ 5,5 bilhões anuais em carne avícola.

    A influenza aviária, altamente contagiosa entre aves, levou ao esvaziamento de prateleiras em supermercados de vários estados. O preço da dúzia de ovos, que custava US$ 2 antes do Ação de Graças, quadruplicou, chegando a US$ 8 em janeiro. A carne de frango também registra alta significativa, impactando consumidores e setores alimentícios.

    Autoridades sanitárias, como o CDC, defendem o sacrifício em massa como única forma eficaz de conter epidemias, estabelecendo zonas de exclusão de até 10 km ao redor de focos detectados. Um veterinário espanhol, com experiência em crises similares, ressaltou em vídeo que, apesar do alarmismo, não há registros de transmissão do H5N1 para humanos. Estudos recentes, como o publicado na Science Immunology, indicam que neutrófilos humanos podem neutralizar o vírus.

    Enquanto isso, países como a Espanha adotaram medidas preventivas, como a proibição de criação de galinhas ao ar livre. O especialista ainda criticou a politização da crise, destacando que as ações são técnicas, sem relação com governos anteriores ou a atual administração. Apesar do impacto económico, a prioridade é evitar danos maiores à cadeia produtiva e ao comércio global.

    A situação expõe a vulnerabilidade de setores essenciais a crises sanitárias, reforçando a necessidade de protocolos rígidos e investimento em pesquisa para vacinas aviárias, ainda inexistentes. Enquanto isso, recomenda-se cautela frente a notícias sensacionalistas sobre riscos à saúde humana.

  • Donald Trump 47º presidente dos EUA

    Donald Trump tomou posse como 47.º presidente dos Estados Unidos, após ter vencido as eleições de 5 de novembro. A cerimónia realizou-se em Washington D.C. e contou com a presença de políticos internacionais populistas e de extrema-direita.

    Da União Europeia (UE), nenhum dos altos representantes das instituições recebeu convite para a cerimónia, incluindo os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi a única líder dos 27 Estados-membros da UE presente.

    À semelhança de vários países europeus e como é habitual nas cerimónias de inauguração norte-americanas, Portugal esteve representado ao nível do embaixador, Francisco Duarte Lopes.

  • Greve de estivadores no leste dos EUA

    Pela primeira vez, desde 1977, três dúzias de portos dos EUA estão em greve, desde ontem. Os 36 portos afetados têm capacidade combinada para lidar com metade de todos os volumes de comércio dos EUA.

    A União não conseguiu chegar a um acordo com a United States Maritime Alliance antes do término do contrato em 30 de setembro. Este é apenas o começo do que pode se tornar um evento verdadeiramente catastrófico para a economia dos Estados Unidos.

    O chefe da União prometeu permanecer em greve pelo tempo que for necessário. Para referência, o congestionamento de embarques resultante de uma greve longa e fraca levaria cerca de um mês para ser resolvido.

    À meia-noite de 1º de outubro, as remessas de contentores e carros pelos portos foram interrompidas.

    Segundo Harold Daggett, presidente da International Longshoreman’s Association o mundo de hoje está a mudar para o futuro. Eles não estão mais ganhando milhões. Eles estão ganhando bilhões. E estão a gastar rápido enquanto ganham.

    A União dos sindicatos dos estivadores está a pedir aumentos na ordem dos 70% para os seus homens, a lembrar que quando eles ganharam mais dinheiro foi durante a COVID, quando os homens homens tiveram que ir trabalhar todos os dias, enquanto todos ficaram em casa.

    Foram a trabalhar doentes e alguns morreram com o vírus, diz Harold, a justificar a necessidade de compensação do sacrifico.

    Dizem não estar a pedir o Mundo e porque os empresários não corresponderam às reivindicações, foram para a rua lutar pelo que entendem merecer por direito.

    «Essas pessoas hoje não sabem o que é uma greve. Certo. Quando meus homens forem para as ruas do Maine ao Texas, todos os portos serão fechados. Você sabe o que vai acontecer?»

    O que pode acontecer

    Na Primeira semana, estar em todas as notícias a cada nove, bum, bum, bum. Na segunda semana, os que vendem carros não podem vender carros, porque os carros não estão a chegar aos navios. Eles são demitidos. Na terceira semana, os shoppings começam a fechar. Não podem obter os produtos da China, não podem vender roupas. Harold lembra que, nos Estados Unidos tudo chega por navio.

    A greve está fecha cinco dos 10 portos mais movimentados da América do Norte e um total de 36 portos ao longo das costas leste e do Golfo. A última vez que algo muito, muito semelhante aconteceu foi há mais de duas décadas, em 2002.

    Naquela época, uma greve de 11 dias na Costa Oeste causou à economia dos Estados Unidos perto de US$ 1 bilhão com um B, bilhões de dólares todos os dias, mas essa nem é a pior parte.

  • Eólicas destruídas e morte no Iowa – EUA

    Eólicas destruídas e morte no Iowa – EUA

    Ontem, o estado de Iowa nos Estados Unidos foi devastado por uma série de tornados violentos que resultaram em múltiplas fatalidades e ferimentos graves.

    As tempestades severas causaram estragos significativos, com relatos de turbinas eólicas destruídas, evidenciando a força destrutiva dos tornados. As autoridades confirmaram a morte de várias pessoas e pelo menos uma dúzia de feridos em decorrência dos eventos climáticos extremos.

    O governador Reynolds declarou estado de emergência em 15 condados e está prevista uma visita à área afetada. A cidade de Greenfield, com cerca de 2.000 habitantes, foi uma das mais atingidas, com grande parte da sua infraestrutura danificada ou destruída.

    As operações de busca e resgate continuam em andamento, enquanto a comunidade se une para apoiar os esforços de recuperação e ajudar os afetados pela tragédia.

  • Julien Assange com direito a recorrer

    O Supremo Tribunal de Londres decidiu hoje que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, tem o direito de recorrer da sentença de extradição para os Estados Unidos.

    Os juízes determinaram que as alegações dos EUA não eram suficientes, concedendo a Assange permissão para um recurso completo em relação aos pontos sobre liberdade de expressão e nacionalidade.

    Ainda não foi definida uma data para o recurso completo, mas deverá prolongar o processo durante mais vários meses. Assange não compareceu no tribunal por razões de saúde física e mental.

    Os advogados apresentaram vários fundamentos para o recurso ser admitido, e a juíza concedeu que três deles são válidos.

  • Acerca de escolhas e de conflitos

    Acerca de escolhas e de conflitos

    Crónicas Avulsas


    Todos os dias e a toda a hora, a inevitável dinâmica da vida, a nossa e a dos outros com quem interagimos, confronta-nos com a necessidade de fazer escolhas: umas inofensivas, outras mais complicadas!

    Um exemplo simples: querendo nós perder algum do nosso peso em excesso, questionarmo-nos se cedemos à gulodice e comemos aquele apetitoso pastel-de-nata que grita por nós, acabadinho de sair do forno, de mais do que certo saborosíssimo recheio e de massa estaladiça ou, calçamos as sapatilhas e vamos explorar um ainda desconhecido trilho que atravessa algumas pitorescas aldeias da serra?

    Ao termos de escolher entre o pastel-de-nata ou a caminhada, estamos perante um conflito interior que temos de saber gerir. Haverá quem ceda ao pastel-de-nata, todavia, muitos outros calçarão as sapatilhas. Não há respostas certas de aplicação universal. As opções de cada um dependem da sua própria realidade: alguns terão difícil relação com a balança por serem irremediavelmente gulosos, outros, por problemas de saúde que lhes descontrola o funcionamento da tiróide. Com o avançar da idade e o acumular das gordurinhas que tendencialmente se distribuem de forma indiscreta, expondo proeminências inestéticas e indesejadas, teremos maior capacidade de resistir ao pastel mas, também menor mobilidade.

    O que importa reter é que a satisfação de um dos dois estímulos coincidentes em termos temporais tem como consequência a insatisfação do outro; esta circunstância cria alguma frustração mas, a caminhada da vida faz-se de escolhas.

    Este mecanismo que sustenta o processo das escolhas pessoais de cada um de nós perante os impulsos que a vida nos oferece, se o alargarmos a quem exerce funções de liderança, pessoa que deverá estar atenta às relações que se estabelecem entre diferentes indivíduos unidos por uma estrutura ou projecto comum, para que ele seja viável e tenha êxito, teremos de ter em consideração outras nuances.
    Desde logo, conciliar diferentes escalas de valores morais e éticos, assim como diferentes interpretações do mundo e da vida, diferentes “visões do mundo” próprias de diversas etnias ou origens culturais de quem faz parte da equipa liderada, considerando-as como contribuições de cada um para o fortalecimento do grupo.

    Caso não o faça, estarão criadas condições para gerar conflito entre os membros da equipa que lidera, o chamado conflito interpessoal, condenando o projecto comum a um eventual fracasso.

    Se um líder tiver as competências necessárias para gerir relações que resultam de diferentes sensibilidades, tem todas as condições para o sucesso e formar uma boa equipa: seja ela no plano desportivo, profissional ou, inclusivamente, na liderança de um país.

    Este texto foi escrito no rescaldo da inconcebível e inaceitável invasão do Capitólio, nos Estados Unidos da América, protagonizada por uma turba de gente fragilizada mentalmente por militâncias em diferentes organizações extremistas, religiosas e políticas, peões manipulados miseravelmente por um péssimo líder.

    Falo de um líder amoral, vaidoso e narcisista: alguém que acima de tudo quer cumprir a sua agenda pessoal; alguém que se quer esconder na função que exerce por pura cobardia; alguém que insiste em viver uma realidade alternativa; alguém que não reconhece a sua derrota democrática clara nas urnas por manifesta falta de estatura moral e ética; alguém que escolhe ser um miserável criador de ódios que dividem e lançam umas pessoas contra outras.

    O que une uma sociedade são as suas regras de funcionamento, criadas pelos seus representantes e aceites por todos, esse é o cimento que consolida todo o edifício: um líder suscitar o incumprimento dessas mesmas regras porque o resultado de uma eleição não lhe é favorável, significa que esse líder não tem condições para continuar a liderar.

    Este inqualificável líder com lugar garantido na história pelos piores motivos, que deveria assumir ser um símbolo unificador estruturante de uma nação tão importante à escala global, com a sua acção nefasta está a criar condições para um terceiro nível de divergência: o conflito intergrupal!

    Henrique Bonança
    VRSA – 9 de Janeiro de 2021

  • Próximos três meses preocupantes nos EUA

    Próximos três meses preocupantes nos EUA

    Com algum optimismo afirma que «Com as vacinas contra o coronavírus e uma nova administração presidencial a caminho, há uma esperança distante nos Estados Unidos, que agora enfrenta mais de um milhão de novos casos a cada semana».

    Nastasha Frost considera que o ainda presidente DonaldTrump, a pessoa mais capaz de alterar a trajetória entre agora e a Primavera, parece pouco disposto a ajudar seu sucessor, Joe Biden, a fazer o que deve ser feito para salvar a vida de dezenas de milhares de americanos.

    Os hospitais em alguns estados estão além da capacidade, enquanto o número de mortes parece ultrapassar facilmente a média de 2.200 por dia, alcançada na primavera passada.

    Os esforços para instar os americanos a evitar viagens de férias tiveram sucesso apenas parcial: mais de seis milhões de americanos pegaram voos no Dia de Ação de Graças na semana passada, cerca de 40% do número de viajantes no ano passado.