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Etiqueta: espécies

  • A quinta extinção das espécies

    A quinta extinção das espécies

    Tivemos oportunidade de ouvir uma conversa, em rúbrica de João Figueiras e convidados, na Alvor FM, cujo interesse entendemos relevante e, com a devida vénia partilhamos com os nossos leitores.

    O professor Aragão explicou o que se entende por sexta extinção das espécies e como foram as cinco que lhe ficaram para trás. Em seu entender esta sexta extinção está já a ser vivida.

    É assim porque já houve grandes extinções, cinco grandes extinções da vida, no planeta Terra. O facto é verdade, explicou à Alvor FM.

    Chama-se extinção quando pelo menos 75% das espécies viventes desaparecem num dado período de tempo, até agora milhões de anos. E de uma forma homogénea por todo o planeta, não é só no Amazonas, mas no planeta inteiro, desaparecem as espécies.

    A primeira extinção aconteceu há 440 milhões de anos, quando do aparecimento dos peixes e das primeiras plantas terrestres, aí passo o termo, desapareceram 85% das espécies.

    A segunda ocorreu há 370 milhões de anos, mais ou menos, quando do aparecimento dos vertebrados, terrestres e dos insetos. Aí desapareceram entre 70% a 80% das espécies ao longo de 20 milhões de anos.

    A terceira aconteceu há 250 milhões de anos, quando do aparecimento dos mamíferos, e nesta foram-se cerca de 95% das espécies.

    A quarta aconteceu há 200 milhões de anos, quando do aparecimento das aves, dos dinossauros, dos mamíferos e nas árvores, em particular as plantas tipo os pinheiros, chamadas himnospérdico, e aí desapareceram três quartos das espécies viventes na altura.

    A quinta, já mais perto, aconteceu há cerca de 65 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam, e é mais conhecida justamente por essa razão. Foram-se cerca de 76% das espécies e 40% dos géneros, querendo com isto dizer, a espécie é o fim último da árvore, e o gênero é aquele que engloba várias espécies da imediatamente anterior.

    Portanto, espécies 76%, gêneros 40%. Terminando o reino dos animais, de que só sobrou uma linha, a linha das aves. E isto, esta extinção, já durou cerca de 1 milhão de anos. A primeira demorou 20 milhões, a última já demorou 1 milhão de anos.

    Para o professor, que falava aos microfones da Rádio Alvor, todas estas extinções tiveram origem em casos naturais, como, por exemplo, a separação dos continentes, como o africano e a Eurásia, os vulcões, quando se encheu o Mediterrâneo, meteoritos, gelos e degelos, a subida e descida das águas, a acidez das águas. Portanto, todas as alterações profundas foram paleoclimáticas e geológicas.

    E como se sabe? Pelos ácidos, das rochas vulcânicas vítreas, dos fósseis, e modernamente, pelos registros evolutivos do DNA encontrado desses animais muitíssimo mais antigos, onde se nota a alteração do que aconteceu naquela altura.

    Como digo, a mais atual, a mais moderna, demorou um milhão de anos, e a outra, 20 milhões de anos, o que é muito tempo em termos de vivência.

    Na atualidade, que é o que nos interessa, estudos mostram que a atual extinção de espécies está 100 vezes mais elevada que aquela que era estimada.

    Uma vez que as extinções se concretizam num período de milhões de anos, não seria de assustar, há contudo um dado novo muito preocupante. É que desta vez não são as causas naturais, mas sim a atividade antropogénica, ou seja, a atividade humana.

    Desde o surgimento dos hominídeos, que a taxa normal de extinção de espécies acelerou para 100 mil vezes mais rápida do que aquilo que acontecia nos pré-hominídeos.

    E então, desde a revolução industrial, tornou-se perfeitamente incontrolável aquilo que estamos a viver neste momento. Inclusive os dinossauros extinguiram-se-se num milhão de anos. Agora está 100 mil vezes mais rápida a extinção de espécies.

    Lembrou Steve Hawking, quem afirmou que a humanidade poderia estar extinta em 30 anos.

    Os agentes do processo são conhecidos, o crescimento populacional humano, o aumento do consumo de recursos, as alterações climáticas, por ação humana. A Humanidade parece ser o agente causador desta extinção.

    Contudo, planeta Terra continuará e novas espécies aparecerão, e o próprio homem, está convicto o professor, para quem ainda há uma janela de esperança e que o homo sapiens subsista, mas tem de aprende a viver com a diversidade da vida.

    Afinal, é a diversidade da vida que o mantém vivo. Ficamos com esta ideia, mas uma coisa é facto e é verdade, é que assistimos quase diariamente, às situações, alterações, mudanças, que nos surpreendem muito. E é lá que estamos nesta expedição, não sou eu a perguntá-lo, já são umas dezenas a afirmá-lo. Fica aí a pergunta.

    Fonte: Rádio Alvor FM

  • Restauro da Ribeira do Vascão é interesse europeu

    Restauro da Ribeira do Vascão é interesse europeu

    Alegam que essa recuperação servirá para «diminuir os impactos da seca e favorecer a biodiversidade»

    A ribeira, também designada como rio Vascão, nasce na serra do Caldeirão, entre o Alentejo e o Algarve, desagua no rio Guadiana e está incluída no relatório Rivers2Restore.

    Este relatório, já pela ANP/WWF, em associação com a WWF, inclui 11 projetos de recuperação de rios em Portugal, Áustria, Finlândia, Alemanha, Grécia, Itália, Letónia, Países Baixos, Roménia, Eslováquia e Espanha.

    A intervenção que propõem proposta para estes rios europeus dizem que permite diminuir o impacto da seca, beneficiar as pessoas e a biodiversidade.

    O modo sugerido é através de uma ação imediata desde a nascente até à foz para eliminar as barreiras existentes, restaurar os rios da Europa e ajudar a cumprir os objetivos de recuperação da natureza recentemente acordados pela União Europeia (UE).
    Segundo a coordenadora de água da associação, Maria João Costa, a bacia do Guadiana é uma das mais áridas e propensas à seca na Europa e alberga várias espécies ameaçadas cujos habitats precisam de ser recuperados.

    Eliminar 17 barreiras

    O projeto previsto para o rio Vascão prevê a eliminação de 17 barreiras fluviais consideradas obsoletas «ao longo da totalidade do seu trajeto», uma vez que a ausência de barreiras favorece o «funcionamento do ecossistema fluvial através do restauro da conectividade ecológica e aumento da disponibilidade de habitats».

    Procuram melhorar as rotas migratórias dos peixes, e proporcionar habitats para outras espécies, como a lontra europeia, melhorando a qualidade e disponibilidade de água, fatores que, destacou, podem depois incentivar a criação de mais emprego e mais receitas de turismo.

    A associação sublinhou que a execução dos 11 projetos propostos para Portugal, Áustria, Finlândia, Alemanha, Grécia, Itália, Letónia, Países Baixos, Roménia, Eslováquia e Espanha permitem alcançar os 2.200 quilómetros de rios restaurados e quase 10% do objetivo da Estratégia da UE para a Biodiversidade.

  • Captura tubarão viola muito raro e devolve ao mar

    Captura tubarão viola muito raro e devolve ao mar

    O pescador devolveu-o ao mar por se tratar de uma espécie em vias de extinção. A sua decisão foi amplamente aplaudida nas redes sociais. Os Guitarfish habitam mares e oceanos em todo o mundo, geralmente em águas rasas e em zonas de clima tropical ou temperado. Geralmente, esses parentes dos tubarões e raias são muito pouco conhecidos na sociedade.

    Há exemplares de tubarão-viola (Rhynochobatus diiddensis) no nosso país levado em 2010, no aquário Sea Life no Porto. A espécie, originária da Índia Oriental, viajou durante 26 horas para chegar a Portugal, onde vai andar em digressão.

    Com um ano e cinco meses de idade, 1,4 metros de comprimento e 30 quilos de peso, este tubarão-viola é um parente próximo das raias e, como todos os da sua espécie, é um animal solitário, que prefere nadar e atuar sozinho, lia-se no site Boas-Notícias.

  • Camaleão alvo de acções de defesa

    Camaleão alvo de acções de defesa

    Uma parceria entre a Associação “Vita Nativa” – Conservação do Ambiente e o município de Vila Real de Santo0 António, está a promover a conservação do camaleão comum (Chamaeleo chamaeleon), através do “Projeto Camaleão”.

    Foram já colocadas placas informativas da importância da conservação desta espécie no concelho de Vila Real de Santo António com o objetivo de desenvolver uma campanha de sensibilização de forma a valorizar a manutenção deste animal tão emblemática, promover a investigação científica sobre a sua ecologia e atual distribuição e capacitar o único centro de recuperação de animais selvagens do Algarve (RIAS) para a receção e recuperação de indivíduos encontrados feridos ou debilitados.

    Numa das placas que tivemos oportiunidade de ler no passadiço da Praia de Santo António, a placa faz o apelo a quem avist um camaleão que não lhe toque e telefone para as autoridades, para as efetivas medidas de protecção.