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Etiqueta: empresários

  • Ligação Ferroviária Huelva-Faro-Sevilha é Prioridade

    Ligação Ferroviária Huelva-Faro-Sevilha é Prioridade

    Desenvolvimento Transfronteiriço

    O Comité Empresarial Andaluzia-Algarve reiterou a importância da conexão ferroviária entre Sevilha, Huelva e Faro como um projeto estratégico para impulsionar o desenvolvimento económico e a integração territorial entre as duas regiões.

    A posição foi reforçada durante a apresentação do balanço do Projeto Eures Transfronteiriço Andaluzia-Algarve 2024-2026, liderado pela Confederação de Empresários da Andaluzia (CEA).

    O projeto Eures, com duração de dois anos, focou-se no reforço da cooperação transfronteiriça e na promoção da mobilidade laboral como ferramenta de competitividade para as empresas.

    A criação e consolidação do Comité Empresarial Andaluzia-Algarve como espaço de diálogo e proposta conjunta entre organizações empresariais dos dois lados da fronteira foi um dos resultados mais significativos.

    Apesar dos progressos alcançados, o balanço do projeto aponta para a persistência de obstáculos estruturais que dificultam a integração real do espaço transfronteiriço.

    As organizações empresariais identificaram a necessidade urgente de melhorar a conectividade, simplificar a legislação, reduzir barreiras administrativas e oferecer apoio personalizado a pequenas e médias empresas (PMEs), trabalhadores independentes e empreendedores.

    Neste contexto, a melhoria da ligação ferroviária entre Sevilha, Huelva e Faro surge como uma prioridade fundamental. A infraestrutura é vista como essencial para facilitar a mobilidade de pessoas, impulsionar a atividade económica, reforçar o turismo e promover uma maior coesão territorial entre a Andaluzia e o Algarve.

    Além da ligação ferroviária, o Comité Empresarial sublinhou a importância de investir em infraestruturas hídricas tanto em Huelva como no Algarve.

    O acesso à água é considerado um fator crucial para garantir a competitividade do território e o desenvolvimento sustentável de setores-chave como o turismo, a agricultura, a indústria e as novas atividades ligadas à transição ecológica.

    Outras áreas de foco incluem a necessidade de simplificar os processos de implantação de empresas no território vizinho, abordando dificuldades relacionadas com licenças, permissões, diferenças regulatórias e acesso à informação.

    Para tal, o Comité Empresarial defende a criação de ferramentas mais eficazes de informação, aconselhamento e apoio empresarial transfronteiriço.

    A formação profissional também foi identificada como uma área prioritária. O projeto revelou a necessidade de reforçar as competências de empresários e trabalhadores em áreas como a digitalização, o empreendedorismo, a consultoria, a implantação empresarial no país vizinho e a adaptação a novos setores emergentes.

    A CEA reafirmou o seu compromisso com a continuidade da cooperação empresarial entre a Andaluzia e o Algarve, com o objetivo de transformar as conclusões do projeto em propostas concretas para promover o emprego, o investimento e a competitividade do espaço transfronteiriço.

    A organização, que representa mais de 200.000 empresas e 800 organizações setoriais e territoriais na Andaluzia, compromete-se a continuar a defender os interesses do tecido empresarial andaluz em todos os fóruns de decisão.

  • Depressão Kristin: associações empresariais apoiam medidas do Governo,

    Exigem Maior Celeridade e Apoios Não Reembolsáveis

    As principais associações empresariais das regiões de Leiria, Coimbra e Santarém manifestaram um apoio cauteloso às medidas governamentais anunciadas para mitigar os estragos causados pela Depressão Kristin.

    Contudo, alertam para a insuficiência dos apoios face à dimensão dos prejuízos e exigem uma aceleração urgente na aplicação prática das ajudas, incluindo a extensão de subvenções a fundo perdido para microempresas.

    A AIP – Associação Industrial Portuguesa, juntamente com a NERLEI, a NERSANT e a NERC, reuniu em Leiria para avaliar o impacto da tempestade, que se revelou transversal a quase todos os setores económicos. A conclusão é que os efeitos nefastos ultrapassam largamente a mera destruição de ativos físicos.

    Os empresários sublinham que a paragem forçada da atividade, resultante das interrupções no fornecimento de eletricidade e comunicações, está a provocar um agravamento exponencial da situação.

    A este cenário juntam-se penalizações contratuais, a deterioração de stocks e os custos inerentes às manutenções necessárias para o reinício da produção.

    Em termos gerais, as associações consideram que o pacote de medidas anunciado pelo Governo se encontra “globalmente bem estruturado”, dada a informação disponível no momento da decisão.

    Foram especialmente destacadas como positivas as isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação dos procedimentos de licenciamento e controlo prévio, o recurso ao lay-off simplificado e as moratórias fiscais e linhas de apoio financeiro.

    No entanto, a grande preocupação levantada é a celeridade da intervenção. Foi identificada como crítica a velocidade com que as medidas chegarão efetivamente às empresas, um ponto que, segundo as associações, deve seguir as boas práticas adotadas em situações anteriores, como os incêndios de 2017 e a crise pandémica da COVID-19.

    Da reunião resultou um conjunto de propostas prioritárias que foram imediatamente apresentadas ao Ministério da Economia. A principal exigência passa pelo alargamento das subvenções diretas até 10.000€ — atualmente previstas apenas para os setores da agricultura e floresta — a outros setores, nomeadamente microempresas.

    Foi igualmente defendida a ativação urgente do Sistema de Reposição de Capacidades Produtivas, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 4/2023, permitindo o acesso a apoios não reembolsáveis para as empresas mais afetadas pela tempestade. Os líderes empresariais reivindicam ainda a aceleração do acesso a linhas de crédito já existentes e a reprogramação dos contratos de incentivos em vigor.

    Por último, o sector empresarial pressiona o Governo para que agilize os pagamentos, reembolsos e adiantamentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030, essenciais para garantir o fluxo de caixa e a capacidade de investimento nas empresas atingidas.

  • Primeiro concelho do Alentejo a conquistar a Certificação «Biosphere Sustainable»

    Primeiro concelho do Alentejo a conquistar a Certificação «Biosphere Sustainable»

    Mértola alcançou um marco histórico na quarta-feira, dia 14 de janeiro de 2026, ao ser oficialmente reconhecida como Destino Turístico Sustentável.

    Numa sessão pública realizada na Estação Biológica, foi formalmente entregue o Certificado Biosphere – Sustainable Destination, tornando Mértola no primeiro concelho do Alentejo a receber esta prestigiada distinção.

    Este reconhecimento não é apenas um selo, mas sim a validação de um compromisso profundo com um modelo de desenvolvimento turístico focado na sustentabilidade ambiental, social e económica.

    A certificação Biosphere garante o alinhamento de Mértola com as boas práticas internacionais e com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.

    A distinção agora atribuída reforça significativamente a notoriedade de Mértola enquanto destino diferenciado.

    O concelho valoriza a autenticidade, a identidade local, a preservação rigorosa do património natural e cultural, e, acima de tudo, a qualidade da experiência turística oferecida.

    Simultaneamente, este feito contribui para a afirmação de toda a região do Alentejo como um destino cada vez mais empenhado em adotar modelos de turismo responsáveis e sustentáveis, elevando o padrão regional.

    A obtenção da certificação Biosphere resultou de um trabalho articulado e colaborativo entre diversas entidades, incluindo o Município, a Entidade Regional de Turismo, a equipa Biosphere Portugal e, crucialmente, os agentes locais do setor.

    Este reconhecimento surge na continuidade de distinções internacionais recentes, como a atribuição de Best Tourism Village 2025, solidificando a projeção de Mértola a nível nacional e internacional.

    O empenho de Mértola no futuro foi ainda formalizado durante a cerimónia de entrega. Foi assinado um Memorando de Parceria entre a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Biosphere Portugal, o Município de Mértola, a Associação de Empresários do Vale do Guadiana e todas as Juntas de Freguesia do concelho.

    Este memorando reforça a dimensão territorial do compromisso assumido, garantindo que todos os agentes locais — desde o tecido económico às diversas freguesias — partilham a visão de um turismo mais responsável, sustentável e que gera valor tangível para a comunidade. Com o Certificado Biosphere, Mértola consolida-se como uma referência no turismo sustentável, colocando a sustentabilidade como um eixo estratégico inegociável para o futuro do concelho.

  • Debate em Silves sobre a produção da laranja

    Debate em Silves sobre a produção da laranja

    No próximo dia 15 de fevereiro, sábado, com início previsto para as 11:00 horas, durante a 9.ª Mostra Silves, Capital da Laranja, a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) e a Câmara Municipal de Silves, organizam um debate, no âmbito de uma parceria.

    O objetivo é facilitar o acesso a informação específica que permita encontrar as melhores soluções de apoio e financiamento para o desenvolvimento da atividade e divulgar aos empresários os incentivos e programas de apoio específicos disponíveis.

    Eis os Oradores:

    • Aquiles Marreiros, Vogal Executivo do PR Algarve2030, CCDR Algarve
    • Jorge Pisco, Presidente da Direção da CPPME
    • Nuno Gonçalves, Vice-Presidente do Conselho Directivo do IAPMEI
    • Cláudia Bento, Administradora Executiva da CCAM Terras do Arade
    • Carlos Albano, Vogal da Direção da Vicentina-Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste
  • Colégio de Economistas de Huelva visitou a Eurocidade do Guadiana

    Colégio de Economistas de Huelva visitou a Eurocidade do Guadiana

    O conselho de administração do Colégio de Economistas de Huelva visitou Ayamonte. No Centro de Congressos e Exposições conheceram as suas instalações e aproveitaram para conhecer melhor o modelo de cooperação que a Eurocidade do Guadiana representa e os projetos que esta entidade está a desenvolver.

    O Colégio de Economistas de Huelva é uma instituição de grande relevância para a comunidade econômica, atuando como uma corporação de direito público que oferece uma série de serviços e benefícios para os profissionais da área.

    Com o objetivo de garantir a profissionalidade e a ética na prática econômica, o Colégio desempenha um papel crucial na ordenação do exercício da profissão, na representação exclusiva da mesma e na defesa dos interesses dos economistas.

    Entre as principais funções do Colégio, destacam-se a organização de atividades formativas, que são essenciais para o contínuo desenvolvimento profissional dos economistas.

    Isso inclui cursos de atualização, seminários e workshops que abordam as últimas tendências e mudanças no campo econômico.

    Além disso, o Colégio também se dedica a proteger a profissão contra o intrusismo, assegurando que apenas profissionais devidamente qualificados e registrados pratiquem a economia.

    Outro aspecto importante do trabalho do Colégio é a colaboração com diferentes administrações públicas, estabelecendo acordos de cooperação social que beneficiam tanto os economistas quanto a sociedade em geral.

    Essas parcerias permitem que o Colégio participe ativamente no desenvolvimento econômico e social, contribuindo com sua expertise e conhecimento especializado.

    O Colégio de Economistas de Huelva também se responsabiliza pela supervisão ética da profissão, aplicando um código deontológico que todos os membros devem seguir.

    Isso garante que os serviços prestados pelos economistas não só atendam aos mais altos padrões de qualidade, mas também sejam realizados com integridade e responsabilidade.

    Guadiana
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  • Entidades empregadoras reúnem em Alcoutim

    Entidades empregadoras reúnem em Alcoutim

    Este encontro terá lugar no ????????????????̃???? ???????????????????? ???????? ????????̂???????????????? ???????????????????????????????????? ???????? ????????????????????????????????, com o objetivo de debater diversos temas que permitam compreender as dificuldades e transmitir conhecimentos sobre as oportunidades existentes, «nomeadamente os instrumentos e medidas de apoio ao investimento e ao emprego, possibilidades de integração de desempregados e outros temas e/ou informações de interesse para o público alvo».

    A presença no evento depende de inscrição, sendo a mesma realizada por meio dos contactos disponibilizados no programa e a data limite para a mesma é o próximo dia 28 de junho, até às 17:00 horas.

  • Sander van Gelder morreu na Holanda

    Sander van Gelder morreu na Holanda

    O holandês Sander van Gelder, fundador do complexo turístico de Vale do Lobo, faleceu no seu país natal aos 85 anos, vítima de doença oncológica.

    O Algarve deve ao empresário a sua visão em épocas ainda primordiais do turismo algarvio, quando criou este empreendimento de alta qualidade, onde o luxo se compaginava com a beleza do local escolhido, a natureza e o estilo de vida da alta sociedade. Sander van Gelder liderou entre 1977 e 2007.

    Refira-se por último que as cerimónias fúnebres de Sander van Gelder vão realizar-se no seu país natal.

  • Como comunicar um bom negócio

    Como comunicar um bom negócio

    Sob o mote da comunicação, e tendo como objetivo fornecer ferramentas aos participantes para a promoção de projetos empresariais, têm início a 3 de maio, às 15h30, em Alcoutim, a 4, de Maio às 17h30, em Bensafrim (Lagos), e no dia 5 de Maio, em São Brás de Alportel, às 17h30, as últimas sessões informativas do ciclo «Articular para Intervir III».

    A iniciativa é da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, em colaboração com a Associação Terras do Baixo Guadiana, Vicentina – Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste e Associação In Loco,.

    Faz parte do ciclo de sessões de informação no âmbito dos fundos europeus, dirigidas a empresários das zonas de baixa densidade do Algarve e podem ser assistidas presencialmente ou por videoconferência.

    As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através da ligação: https://forms.gle/dxp953RjmJ8MosqK8.

  • Presença de Portugal em Sevilha pela especialização territorial

    Presença de Portugal em Sevilha pela especialização territorial

    Entre as empresas, entidades ou clusters que participaram nesta reunião bilateral por parte de Portugal encontram-se, entre outras, a EMBRAER, a Universidade de Évora, a MECACHROME , a LAUAK GROUP, Curtis-Wright Surface Tecnhnologies, IAPMEI e o Parque do Alentejo da Ciência e Tecnologia.

    Do lado espanhol, participaram o Cluster Aeroespacial da Andaluzia, a Federação de Empresários Metalúrgicos (FEDEME), a SIMGI, Curtis-Wright Coporation, GAHA ARANDA, PRODETUR e o Parque Científico e Tecnológico da Cartuja.

    O algarvio vilarense, Fernando Horta, dirigiu o encontro e elogiou “a participação interessada, ativa e enriquecedora de todos os intervenientes.

  • Inferno em Monchique diz a Algarfuturo

    Inferno em Monchique diz a Algarfuturo

    «Infelizmente é o habitual: Calor = Incêndios em Monchique», sublinha a ALGFUTURO que diz ter acompanhado, estudado e proposto soluções, como aconteceu no último incêndio, do qual exibe fotos.

    «Tudo conhecido, mas poderes começam por demorar “séculos” a dar resposta às vítimas ou nunca dão. Medidas de fundo não há: Florestação ;- atração de população ; Incentivos a novas atividades; – Polos de vivência com serviços sociais comuns; Garantir limpezas das matas, recolha e aproveitamento de massa ardida;- Incentivos à reflorestação, etc., etc., etc.»

    Classifica como enorme a incompetência pública, sendo os bombeiros a sacrificar-se para salvar o que a incúria não preveniu. «A serra fica deserta de pessoas e vegetação, a água da chuva vai direta para o mar em vez de se infiltrar para recarga aquíferos, etc.. Mas nada: a causa é o asar!… Tão pequeno que é o Algarve é tudo litoral e turismo a caminho do colapso».

    Declaram-se solidários com a população, sempre com a esperança que, desta vez sem burocracias inventadas e sem falsas promessas, ajudem os prejudicados.

    «Nesta como noutras matérias querem quebrar-nos e calar a nossa voz, por todos os meios, mas nunca o conseguirão. Não baixaremos os braços, nem os nossos gritos de protestos», reiteram.