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  • Novas Rotas Portugal–Cabo Verde podem vir a ser permanentes

    Novas Rotas Portugal–Cabo Verde podem vir a ser permanentes

    A easyJet anunciou a abertura de cinco ou seis, segundo algumas fontes, novas rotas entre Portugal Lisboa e Porto e várias ilhas de Cabo Verde (Sal, Boa Vista, Praia e São Vicente) já para o próximo inverno.

    Esta expansão representa um aumento de 225% na conetividade entre os dois países, com mais de 210 mil lugares disponíveis durante a época de inverno. O principal objetivo declarado pelas autoridades e pela companhia aérea é potenciar o turismo em Cabo Verde, que tem o inverno como estação alta, ao contrário de Portugal.

    As rotas também visam facilitar a ligação da vasta diáspora cabo-verdiana residente em Portugal e noutros países europeus, permitindo viagens mais frequentes e acessíveis. Além do turismo, as novas ligações beneficiam emigrantes, empresários, agentes culturais, estudantes e outros segmentos da população.

    A easyJet já confirmou que, após o sucesso das rotas inaugurais para o Sal, vai prolongar as operações para além do inverno, estendendo-as ao verão de 2025 e prevendo continuidade anual, caso a procura se mantenha elevada.

    O diretor-geral da easyJet em Portugal afirmou que a companhia faz avaliações regulares e, se a operação for bem-sucedida, a tendência é manter ou até aumentar a oferta nos anos seguintes.

    «Com mais de 210 mil lugares disponíveis este inverno para as ilhas de Cabo Verde, não estamos apenas a aumentar a ligação, mas também a criar oportunidades para as comunidades locais, o turismo e o reforço dos laços económicos com a região», declarou José Lopes, diretor-geral da easyJet em Portugal.

    «A adição de Cabo Verde à rede de rotas da EasyJet traduz um novo capítulo da conectividade do país com o mundo e, inevitavelmente, o início de uma nova etapa do turismo.», disse, por sua vez Carlos Santos, ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde.

    As novas rotas são uma aposta estratégica para o turismo e para a diáspora, não especificamente para trabalhadores da hotelaria. A operação tem potencial para se tornar permanente, dependendo da procura e dos resultados das primeiras temporadas. A mobilidade de trabalhadores pode ser beneficiada indiretamente, mas não é o foco central da iniciativa.

  • Roménia e Bulgária entram em Schengen

    Após treze anos de expectativa, a Bulgária e a Roménia celebram um marco significativo na sua integração europeia com a adesão parcial ao Espaço Schengen. Este passo permite que cidadãos destes países viajem por ar e mar dentro do espaço Schengen, sem enfrentar controlos fronteiriços, simbolizando uma Europa mais aberta e conectada.

    A decisão, embora seja um avanço, vem com a ressalva de que os controlos terrestres permanecerão por enquanto, principalmente devido às preocupações da Áustria relacionadas com a migração e a segurança das fronteiras externas. Este é um lembrete de que a livre circulação na Europa ainda enfrenta desafios e debates políticos.

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu este momento como histórico, destacando a construção de uma Europa mais forte e unida. A inclusão da Bulgária e da Roménia aumenta o número de membros do Espaço Schengen para 29, reforçando a visão de uma Europa sem fronteiras internas, onde mais de 400 milhões de pessoas podem circular livremente.

    Enquanto isso, camionistas búlgaros e romenos expressam frustração com a continuação dos controlos terrestres, que resultam em longas horas de espera nas fronteiras. Esta situação sublinha a importância de uma adesão total ao Schengen, que é esperada até o final do ano, para facilitar o comércio e a mobilidade.

    A entrada parcial no Espaço Schengen é um passo positivo para a Bulgária e a Roménia, mas também destaca a complexidade da política de fronteiras na Europa e a necessidade de equilibrar a livre circulação com a segurança.