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Etiqueta: eleições

  • Voto de confiança maciço em José Apolinário

    Voto de confiança maciço em José Apolinário

    Novamente presidente da CCDR Algarve

    José Apolinário assegurou um novo mandato à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, após vencer a eleição indireta realizada no passado dia 12 de janeiro de 2026.

    Os resultados provisórios confirmam um forte apoio dos autarcas da região, sinalizando continuidade na gestão e nas estratégias de desenvolvimento regional.

    O ato eleitoral, que decorreu nos termos da Lei Orgânica das CCDR, registou uma elevada taxa de participação.

    Dos 500 eleitos locais do Algarve, 469 exerceram o seu direito de voto. José Apolinário conquistou 356 votos a favor, o que representa uma expressiva maioria de 75,91% do universo votante. O escrutínio registou ainda 86 votos em branco (18,34%) e 27 votos nulos (5,76%).

    Jorge Botelho Eleito Vice-Presidente em Processo Separado

    Em paralelo com a eleição presidencial, e de acordo com o quadro legal em vigor (Decreto-Lei n.º 36/2023), foi igualmente eleito um dos Vice-Presidentes da CCDR Algarve. O atual deputado Jorge Botelho foi a escolha, num processo que envolveu exclusivamente os Presidentes de Câmara Municipal da região.

    Fica por agendar, contudo, a eleição do segundo Vice-Presidente, cuja escolha caberá aos membros não autarcas que integram o Conselho Regional da CCDR Algarve.

    Vitória Coletiva e Compromisso Regional

    Após a divulgação dos resultados, José Apolinário sublinhou que a sua reeleição transcende o âmbito pessoal.

    «Este é um resultado que não é apenas pessoal, mas coletivo», declarou o Presidente reeleito, agradecendo à equipa que o acompanhou nos últimos anos, destacando o empenho e dedicação dos Vice-Presidentes José Pacheco, Elsa Cordeiro e Pedro Monteiro, bem como do vogal executivo do Programa Regional ALGARVE 2030, Aquiles Marreiros.

    Apolinário reforçou a ideia de que a CCDR Algarve está agora melhor posicionada para enfrentar os desafios do território. «A CCDR é hoje uma instituição mais preparada, mais articulada e mais próxima do território com uma equipa comprometida com o desenvolvimento do Algarve», vincou.

    O Presidente eleito apelou ainda à coesão regional, independentemente das filiações partidárias dos autarcas algarvios, defendendo a necessidade de união na defesa dos interesses estratégicos da região, tanto no contexto nacional como europeu.

    Breve perfil de José Apolinário

    Licenciado em Direito, José Apolinário possui uma vasta experiência no serviço público. Para além do cargo de Presidente da CCDR Algarve, desempenhou funções como Secretário de Estado das Pescas, foi Presidente da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Faro, e teve assentos como Deputado na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

    O seu currículo inclui ainda a presidência do Conselho de Administração da Docapesca e o cargo de Diretor-Geral das Pescas e Aquicultura. É ainda detentor da Medalha de Ouro dos Municípios de Olhão e de Faro.

  • Irlanda tem nova presidente

    Catherine Connolly, 68 anos, é uma política independente irlandesa, natural de Galway, advogada e psicóloga, fluente em irlandês. Foi deputada (Teachta Dála) pelo círculo de Galway West desde 2016, tendo servido também como vice-presidente do Parlamento (Leas-Cheann Comhairle, de 2020 a 2024).

    Tornou-se conhecida por posições de esquerda e pacifistas, sendo defensora da neutralidade irlandesa, justiça social, transparência política e causas progressistas como o casamento igualitário e legalização do aborto.

    É uma das principais vozes pró-Palestina no parlamento irlandês e crítica do rearmamento europeu. Reuniu apoio de partidos como Sinn Féin, Socialistas, Trabalhistas, Verdes e outros independentes. Foi eleita Presidente da Irlanda com 63% dos votos — um recorde histórico de preferências.

    Catherine Connolly é a terceira mulher presidente da Irlanda. Antes dela, Mary Robinson (1990–1997) e Mary McAleese (1997–2011) já ocuparam o cargo.

    Fontes consultadas: Wikipedia, Edublin, Perplexity
  • Autárquicas 2025: Composição política e vencedores por concelho

    Autárquicas 2025: Composição política e vencedores por concelho

    Em 2025, o Algarve apresenta um novo mapa autárquico diversificado. O PS manteve a liderança na maioria dos municípios, mas perdeu autarquias estratégicas para partidos como o Chega (CH) e o PPD/PSD em alguns concelhos, nomeadamente em Albufeira e Vila do Bispo. O movimento independente R-MI segurou Aljezur, e a CDU persiste em Silves.

    Concelho, Presidente Eleito, Partido/Coligação, Votos (%)
    Albufeira, Rui Cristina, CH, 40,51;
    Alcoutim, Paulo Paulino, PS, 56,45;
    Aljezur, Manuel Marreiros, R-MI, 56,86;
    Castro Marim, Filomena Sintra, PSD, 53,93;
    Faro, António Miguel Pina, PS, 39,48;
    Lagoa, Luís Encarnação, PS, 51,57;
    Lagos, Hugo Pereira, PS, 49,84;
    Loulé, Telmo Pinto, PS, 48,21;
    Monchique, Paulo Alves, PS, 50,62;
    Olhão, Ricardo Calé, PS, 39,26;
    Portimão, Álvaro Bila, PS, 41,63
    São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, PS, 56,87;
    Silves, Luísa Conduto Luís, CDU (PCP-PEV), 36,53;
    Tavira, Ana Paula Martins, PS, 46,63;
    Vila do Bispo, Paula Freitas, PSD, 40,85;
    Vila Real de Sto. António Álvaro Araújo, PS, 39,45;

    Forças políticas eleitas:

    • O PS continua como principal força no Algarve, segurando municípios importantes como Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa, Olhão, Lagos, Monchique e São Brás de Alportel.
    • O PSD venceu em Castro Marim e Vila do Bispo.
    • O Chega ganha destaque com a conquista de Albufeira.
    • A CDU manteve Silves, confirmando a tradição local.
    • O independente R-MI consolida Aljezur na margem da Costa Vicentina.​

    Estes resultados refletem o pluralismo partidário crescente e a consolidação de novos protagonistas políticos na região algarvia, confirmando mudanças significativas na dinâmica do poder local em 2025.​Incluir tabela resumida por concelho com partido, presidente e % de votos

  • Autárquicas 2025: Resultados nos quatro concelhos do Baixo Guadiana

    Autárquicas 2025: Resultados nos quatro concelhos do Baixo Guadiana

    Os resultados das eleições autárquicas de 2025 trouxeram novidades e confirmações em quatro concelhos do Baixo Guadiana. Mário Tomé continua a liderar em Mértola, enquanto Paulo Paulino mantém o comando em Alcoutim. Em Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo permanece como presidente. Em Castro Marim, Filomena Sintra, que tinha assumido a presidência na reta final do mandato anterior após Francisco Amaral, conquista agora, pela primeira vez, a presidência da câmara em nome próprio.

    ConcelhoPresidente EleitoNotas
    MértolaMário ToméMantém-se à frente do município
    AlcoutimPaulo PaulinoReconduzido como presidente
    Vila Real de S. AntónioÁlvaro AraújoContinua como presidente da câmara
    Castro MarimFilomena SintraEleita pela 1.ª vez após sucessão de Francisco Amaral

    Esta eleição reforça a continuidade em três autarquias e marca a estreia de Filomena Sintra como presidente eleita em Castro Marim.

  • Algarve Aposta no Desenvolvimento Rural com o Programa PADRE II

    A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e a Autoridade de Gestão do Programa Regional do Algarve 2021-2027, representada pela CCDR Algarve, formalizaram a assinatura do contrato para o PADRE II – Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos 2025 – 2027.

    O acordo, com uma dotação de 27,2 milhões de euros provenientes do FEDER, foi celebrado durante o Conselho Intermunicipal realizado na sexta-feira passada, 26 de setembro.

    O PADRE II tem como foco principal os territórios rurais e de baixa densidade da região, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Plano de Ação de Desenvolvimento dos Recursos Endógenos (PADRE I), implementado entre 2014 e 2020.

    O objetivo central do programa é promover a valorização e a dinamização destas áreas, impulsionando o seu desenvolvimento sustentável.

    O plano assenta numa estratégia que visa a diversificação económica, a sustentabilidade ambiental e a capacitação da população local, com o intuito de incentivar a fixação de habitantes, fortalecer a resiliência e promover a coesão territorial. A ação do PADRE II está estruturada em cinco eixos principais:

    Conservação da Natureza e Biodiversidade: Iniciativas focadas na proteção e preservação do património natural da região.
    Criação de uma Rede de Aldeias Inteligentes: Implementação de novas tecnologias para estimular o desenvolvimento e a criação de oportunidades de emprego e de novas formas de ocupação nas áreas rurais.
    Medidas Transversais: Consolidação e reforço das boas práticas implementadas durante o período de vigência do PADRE I.
    Intervenções Estruturais Territoriais: Ações específicas para cada território, baseadas nos seus recursos endógenos mais relevantes.
    Capacitação e Governança: Desenvolvimento de competências e capacidade de gestão, tanto para a implementação do plano como para os seus diversos intervenientes.

    A coordenação estratégica e operacional do PADRE II será da responsabilidade da AMAL, assegurando a articulação entre o Conselho Intermunicipal, a AG Algarve 2030 (Autoridade de Gestão) e as entidades gestoras de Projetos Transversais.

    José Apolinário, presidente da CCDR Algarve e da Comissão Diretiva da Autoridade de Gestão do Programa Regional do Algarve 2021-2027, expressou otimismo em relação ao sucesso do PADRE II, destacando a “articulação sempre muito boa entre a AG e a AMAL e a cooperação e colaboração que todos os municípios têm conseguido ao longo dos últimos anos”.

    Composição da AMAL será alterada nas próximas eleições locais

    A AMAL, Comunidade Intermunicipal do Algarve, é uma pessoa coletiva de direito público e natureza associativa, constituída pelos 16 municípios da região: Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, S. Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António.

    Criada em 13 de março de 1992, a AMAL tem como missão potenciar o desenvolvimento dos municípios, reforçar e promover a identidade da Região do Algarve, através da articulação de interesses e da criação de sinergias.

    A sua estrutura é composta pela Assembleia Intermunicipal, o Conselho Intermunicipal e o Secretariado Executivo Intermunicipal.

  • Ricardo Cipriano candidato em Castro Marim

    Ricardo Cipriano candidato em Castro Marim

    A candidatura de Ricardo Cipriano à presidência da Câmara Municipal de Castro Marim nas eleições autárquicas de 2025, foi aprovada por unanimidade nas comissão política concelhia do Partido Socialista.

    Em nota, o PS revê-se nas origens do candidato no concelho de Castro Marim, e releva a sua competência reconhecida e a dedicação e serviço à comunidade.

    O PS em Castro Marim, assenta as bases da sua decisão na «vasta experiência nas áreas de gestão, ambiente, turismo, urbanismo, planeamento e ordenamento do território e desenvolvimento local».

    Afirma que essas competências foram adquiridas nas funções desempenhadas na esfera empresarial, enquanto advogado e gestor de um reconhecido empreendimento turístico em Castro Marim, bem como, enquanto autarca, vice-presidente do Município de Vila Real de Santo António».

    A novel candidatura candidatura, para aquele Partido, representa uma visão de «renovação e desenvolvimento para o concelho, focada em áreas estratégicas como o ordenamento do território, a economia local, as áreas sociais, como o apoio às famílias e o reforço da educação, a promoção da cultura e desporto, envolvendo todas as associações recreativas, culturais e desportivas do concelho, promovendo as alterações necessárias para termos um município mais dinâmico e coeso».

    Álvaro Araújo reagiu pela positiva

    Anotando que Ricardo Cipriano tem feito um «excelente trabalho» em Vila Real de Santo António e que lhe agradaria que continuasse, afirmou, na sua página pessoal que não pode ser «egoísta ao ponto de não perceber que ele tem o potencial para ajudar o PS».

    Entretanto, segundo circula nos meios políticos locais, é provável que o PS em Vila Real de Santo António venha a concitar o apoio do Bloco de Esquerda e continuar com o do Livre. Fala-se, ainda, na possível recandidatura do antigo presidente Luís Gomes e que a CDU poderá propor uma mulher para presidir à câmara municipal.

  • Eleições no Reino Unido em Julho

    O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, convocou ontem eleições legislativas para 4 de julho, quando as expetativas da maioria dos analistas apontava para o próximo Outono.

    Declarou ter chegado o momento de o Reino Unido escolher o seu futuro, defendendo a sua governação e acusando os opositores de serem estaca zero, sem um plano e sem certezas.

  • PS assinala sinais de insatisfação e protesto no Algarve

    PS assinala sinais de insatisfação e protesto no Algarve

    «Registamos, com humildade democrática, o significativo aumento dos sinais de insatisfação e de protesto, que impõem a todos os democratas e, em particular, aos socialistas, reflexão e redobrada determinação no combate contra as desigualdades sociais, pela promoção das qualificações dos jovens e de emprego de qualidade e a devida inserção social dos mais frágeis e desprotegidos».

    De acordo com a nota, «Os eleitos socialistas irão trabalhar na Assembleia da República, em estreita ligação com os nossos autarcas, nos municípios e nas freguesias, de forma a honrar a confiança que os algarvios depositaram no Partido Socialista e assumem forte vigilância na execução dos projetos e investimentos que estão em curso na nossa região, desde logo na área da saúde, com o lançamento do concurso do Hospital Central à cabeça».

    No que diz respeito a garantir água, será «com a execução do Plano de Eficiência Hídrico, e a construção da Central de Dessalinização de Água do Mar e a captação de água no Pomarão».

    Anunciam a construção, em parceria com os municípios de um Parque Público de habitação acessível à classe média, aos trabalhadores e aos jovens, a conclusão das obras de eletrificação da linha de caminho de ferro, a construção da Variante de Olhão e o concurso da ligação de São Brás de Alportel à Via do Infante.

    Os investimentos no Serviço Nacional de Saúde, como a requalificação dos centros de saúde, «onde estão garantidos 47 milhões de euros no PRR e o avanço do Centro Oncológico e, tal como assumimos na campanha eleitoral, iremos propor o fim das portagens na Via do Infante». são citados.

    Apesar da vitória alcançada pelo PS na maioria dos concelhos do Algarve, designadamente Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagos, Monchique, São Brás de Alportel, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António e do Partido Socialista ter ficado à frente da Aliança Democrática em 14 dos nossos 16 municípios, «a Federação do PS Algarve não pode deixar de sinalizar que o resultado eleitoral não corresponde às suas expectativas».

  • Governo e autarquias instados pela CNE a evitar práticas de propaganda

    Governo e autarquias instados pela CNE a evitar práticas de propaganda

    Trata-se de um período com características muito específicas que exige de todos os responsáveis políticos a maior contenção e, embora continuem a ser permitidas as inaugurações, está vedada aos governantes a comparência em atos que possam ter influência no comportamento do eleitorado e outros deveres a cumprir.

    Assim, o dever de neutralidade e de imparcialidade vai manter-se até ao dia da eleição, o próximo 10 de março, tendo a Comissão Nacional de Eleições emitido aviso nesse sentido.

    Os titulares de cargos públicos devem abster-se de participar na campanha e beneficiar certas candidaturas e evitar «projetar coisas além do mandato em curso», porque o fariam em violação da lei, diz ainda a CNE.

    Assim, «os governos e autarquias têm a responsabilidade de não cometer práticas propagandísticas, ou que possam ser entendidas como propaganda pelos eleitores»

  • Javier Milei da extrema-direita vence na Argentina

    O peronismo caíu na argentina com aquele que é considerado o leão de extrema-direita, o candidato da coalizão La Libertad Avanza,.

    Javier Milei, reverteu os resultados da primeira volta e derrotou o candidato oficial, Sergio Massa, por quase 12 pontos, recebndo o apoio de 55,75% dos eleitores, num total de 14.319.272 votos contra os 44,24% obtidos pelo candidato peronista.

    Javier Milei, vai ser o presidente da Argentina jã partir de 10 de dezembro, sendo que os analaistas considera que uma boa parte de sua vitória eleitoral incontestável se ficou a dever ao pacto assinado com a ex-candidata da conservadora da Proposta Republicana (Pro), Patricia Bullrich, que há pouco mais de um mês pediu o voto em uma ultradireita que na campanha, que tinha ficado em terceiro lugar.

  • Portugueses vão a votos no próximo mês de março

    Portugueses vão a votos no próximo mês de março

    O Presidente da República, Narcelo Rebelo de Sousa, na sequência da queda do Governo, por demissão do Primeiro-Ministro, e depois de ter ouvido os partidos políticos e o Conselho de Estado, vai marcar eleições legislativas para 10 de março de 2024.

    Entretanto, decidiu adiar a assinatura do decreto de demissão, para que o Orçamento de Estado possa ser aprovado, em reunião prevista para 29 de novembro, sendo que existe uma maioria absoluta do Partido Socialista na Assembleia da República que dá garantias de que não será rejeitado.

    Assim, o Orçamento do Estado terá condições para entrar em vigor a 1 de janeiro de 2024.

  • PP ganha mas pode não formar Governo

    Numa semana final surpreendente, o eleitorado espanhol decidiu comparecer massivamente nas urnas, com uma votação a rondar os 70%, aumentando os deputados no PSOE e mantendo vivos os valores defendidos pela esquerda e autonomias.

    Ficam derrotadas as sondagens e os receios sobre o voto no Verão, com o reforço da participação popular.

    O PP tem uma vitória amarga, pois não poderá formar Governo, mesmo apoiado no partido de extrema direita Vox, tendo este perdido centenas de milhares de votos.

    Sanches terá um processo difícil e moroso de negociação com a nova esquerda, agregada em Somar, e com os projetos independentistas da Catalunha e do País Vasco.

  • Macron e Le Pen na segunda volta em França

    ‎O presidente francês e candidato à reeleição, Emmanuel Macron, direita, foi o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais francesas, realizadas ontem, e disputará a presidência a 24 de abril próximo com a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen .

  • Acção da CDU com trabalhadores do Mar Shopping

    Acção da CDU com trabalhadores do Mar Shopping

    No centro das preocupações colocadas pelos trabalhadores que foram transmitidas à CDU, esteve a situação dos baixos salários pagos.

    A CDU consttou que a maioria dos trabalhadores do Mar shopping tem como referência o salário mínimo nacional sendo que muitos destes recebem valores bastante inferiores, uma vez que estão a tempo parcial.

    «Os problemas da precariedade, com a instabilidade que esta representa na vida de cada um, tal como a desregulação dos horários de trabalho, assim como a falta de transportes públicos, colocam sérias dificuldades à organização da vida pessoal de centenas de trabalhadores», anotas aquela força política. que afirma: «seja no Mar Shopping, seja noutros locais da grande distribuição, ao mesmo tempo que imperam os baixos salários e o ataque aos direitos, assiste-se à acumulação de elevados lucros e à distribuição de chorudos dividendos pelos grupos económicos que aí intervêm».

    Catarina Marques, primeira candidata da CDU na lista do Algarve, que participou na acção, reafirmou «o compromisso de defender o aumento geral dos salários, incluindo do salário mínimo nacional para 850€ em 2023 (800€ em 2022), o combate à desregulação de horários e a aplicação do princípio de que a um posto de trabalho permanente deve corresponder um contracto efectivo de trabalho».

    Outro dos problemas anotados foi que a ausência de transportes públicos é um problema que atinge particularmente a região, pelo que a CDU exige o reforço da oferta de transportes enquanto serviço público.

  • PCP analisa no Algarve os resultados eleitorais

    PCP analisa no Algarve os resultados eleitorais

    Dizem os comunistas que o valor do resultado que a CDU obteve nas eleições autárquicas no Algarve foi contrariado por ter «de enfrentar na sua construção um conjunto de factores adversos mas que a mobilização e empenhamento de centenas de activistas e candidatos ergueu, afirmando o trabalho, a honestidade e a competência enquanto reconhecida razão de apoio e confiança à Coligação Democrática Unitária».

    Relevam o facto de, com a obtenção de mais de 16.500 votos, correspondente a mais de 9% dos resultados apurados, com a conquista de 81 mandatos directos e a confirmação da CDU como terceira força mais votada na região, é a grande força de esquerda no poder local, o que representa, no quadro em que estas eleições foram disputadas, «um resultado que importa e deve ser valorizado».

    O PCP diz que o resultado não ilude a perda de um vereador em Aljezur e de eleitos nas Assembleias Municipais de Albufeira e Tavira, que fica também fica marcado pela renovação das maiorias absolutas na Câmara Municipal de Silves e nas juntas de freguesia de Santa Bárbara de Néxe, de São Bartolomeu de Messines e de Silves, pela confirmação da posição do vereador na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e a conquista de novas posições em órgãos municipais, com destaque para a recuperação de um vereador na Câmara Municipal de Lagos ou de um eleito na Assembleia Municipal de Loulé. Com 6 vereadores eleitos na região, 24 eleitos nas Assembleias Municipais e 51 eleitos directos nas Assembleias de Freguesia, a CDU «confirmou, no essencial, as posições que já detinha».

    Quanto à não eleição de vereadores da CDU, designadamente nos concelhos de Faro, Olhão ou Portimão «onde tal constituía um objectivo assumido (até porque tal representaria a recuperação de posições perdidas em 2017), não apaga o amplo reconhecimento que se verificou sobre o papel da CDU ao longo de toda a campanha eleitoral».

    Nos casos em que não foi ainda possível assegurar esse objectivo, o PCP manté a sua intenção de «trabalhar e de lutar, com as populações, para suprir e colmatar, num futuro tão próximo quanto possível, as consequências dessa ausência

    Explicação das perdas

    O PCP sublinha que o resultado da CDU «é inseparável de factores que foi necessário enfrentar e que, tendo expressões distintas num ou noutro local, marcaram em geral a sua construção: o peso da epidemia e dos condicionamentos no plano da participação, proximidade e envolvimento populares, essenciais para a construção do resultado da CDU; os efeitos de uma prolongada e intensa campanha anticomunista visando, com recurso à mentira e à manipulação, atingir a reconhecida e distintiva seriedade dos eleitos da CDU; a desfocagem alimentada ao longo de semanas da natureza e objectivos destas eleições, esbatendo o seu carácter local e a distinção nesse plano entre os vários programas e projectos em disputa; a promoção dada a outras forças políticas acompanhada, nalguns casos, de uma ostensiva menorização da CDU; a utilização do aparelho do Estado ao serviço dos objectivos eleitorais do partido do Governo, que foi aliás bem visível no Algarve».

    Diz este partido que os 81 mandatos directos obtidos pela CDU nestas eleições no Algarve corresponderão a uma «decidida intervenção com que as populações podem contar».

    Afirma que o apoio agora recolhido será integralmente colocado ao serviço das populações, mas »será também um factor que contará para prosseguir a intervenção e a luta por melhores condições de vida, por uma política alternativa patriótica e de esquerda que o Algarve e o País precisa».