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  • INEM pagou hoje dívida de 9,7 ME aos bombeiros pelo transporte urgente de doentes

    INEM pagou hoje dívida de 9,7 ME aos bombeiros pelo transporte urgente de doentes

    Lisboa, 27 abr 2026 (Lusa) – O INEM pagou hoje às associações de bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros que estavam em dívida referentes ao transporte urgente de doentes realizado em fevereiro, adiantou o instituto à agência Lusa.

    A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) também confirmou que a dívida vencida do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi “paga hoje na totalidade”.

    Nas redes sociais, a LBP salientou que na quinta-feira, último dia do mês, vencem mais cerca de 10 milhões de euros relativos aos serviços prestados pelos bombeiros em março, “cujo pagamento se espera para esta semana”.

    Fonte do INEM confirmou que a dívida relativa a março vence no final desta semana, estando a “envidar todos os esforços” para fazer os 474 pagamentos às associações de bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa, que são os parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), o “mais rápido possível”.

    O instituto aguarda a necessária autorização do Governo para utilizar o saldo de gerência para fazer o pagamento em causa.
    Segundo a LBP, os “atrasos verificados” nos pagamentos do INEM “provocaram sérios constrangimentos nas tesourarias das associações, nomeadamente, para os pagamentos a funcionários e a fornecedores permanentes”.

    Ao abrigo do acordo assinado com os bombeiros, o INEM tem de pagar até ao último dia do mês seguinte os valores cobrados pelo transporte de doentes urgentes realizados durante o mês anterior.

    O instituto paga aos bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa um subsídio mensal fixo de 8.760 por cada ambulância de socorro, integrada no SIEM, ao qual é acrescido uma taxa variável consoante os quilómetros efetuados nos serviços.

    A LPB pretende a atualização destes montantes, com o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, a adiantar recentemente que já há um “princípio de acordo” para aumentar para os 10.800 euros mensais, mas que está dependente de um reforço orçamental do instituto, que permita acomodar o aumento de despesa.

    Este mês, a LBP anunciou que pretende rescindir o acordo de cooperação com o INEM para a prestação de socorro pré-hospitalar, uma medida aprovada por unanimidade no seu Conselho Nacional e que vai efetivar-se 120 dias depois de o instituto ser notificado.

    “A questão não é o valor, é o incumprimento do contrato”, ressalvou o presidente da LBP, António Nunes, precisando que o INEM está obrigado a liquidar o valor devido aos bombeiros pela assistência pré-hospitalar no mês seguinte ao da prestação do serviço, o que, disse o responsável da liga, ultimamente não tem acontecido.



    com Lusa

  • Vila Real de Santo António acertou contas com fornecedores

    Vila Real de Santo António acertou contas com fornecedores

    A verba «inclui a regularização de 2.440.108 euros de dívida comercial da Câmara Municipal, desde 2016 a 2021, englobando, de igual forma, todas as obrigações comerciais de 2022, colocando assim em dia toda a conta corrente com fornecedores». Mais 900.000 euros foram fundos próprios municipais.

    A câmara explicitou que foi amortizado um total de 6.787.909 euros, antecipando o pagamento de empréstimos bancários e, ao mesmo tempo, negociada com as entidades financeiras a não aplicação de penalizações pela antecipação. «Relativamente à amortização de empréstimos, foi pago, em 2022, um montante superior aos exercícios de 2020 e 2021 juntos (6.672.755 euros)».

    Em abono da sua gestão, Álvaro Araújo, presidente da câmara municipal, esta é «a maior amortização efetuada desde 2015, sem com isso ter sido utilizada qualquer receita extraordinária do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), do Programa de Ajustamento Municipal (PAM), ou mesmo da concessão do contrato com as Águas de VRSA».

    A autarquia chama a atenção para o fato de em 2018 e em 2019, a concessão da água rendeu município duas tranches 4 milhões de euros (8 milhões no total), sendo que, atualmente, a Águas de VRSA paga uma verba mensal de cerca de 800 euros, conforme as cláusulas do contrato celebrado em abril de 2018.

    A autarquia salienta que, em 2018, a dívida financeira amortizada foi de 4.511.898 euros, e, em 2019, de 4.194.493 euros, mas o atual executivo, sem receita extraordinária de PAM, PAEL, ou mesmo os 8 milhões de euros relacionados com o contrato de concessão de águas, amortizou um total de 6.787.909 euros.

    As opções estratégicas para 2023, segundo o presidente «continuarão a manter a prioridade nas pessoas e na resolução dos problemas estruturais, restaurando a credibilidade da Câmara Municipal junto dos fornecedores, da banca e das entidades».