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Etiqueta: desertificação

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  • Encontro transfronteiriço sobre pastoreio e desertificação

    Encontro transfronteiriço sobre pastoreio e desertificação

    O encontro é descrito pela ADPM como a oportunidade para analisar as inovações na gestão do pastoreio de ovinos, com melhoria do solo, bem como os bosquetes bio diversos, para combate à desertificação, e a compostagem, para aproveitamento de resíduos agropecuários.

    Mais tarde, na sociedade recreativa, o professor da Universidade de Córdova, Vicente Rodriguez, apresentou as problemáticas associadas à pecuária extensiva e as inovações necessárias para a melhoria da sua eficiência e sustentabilidade. Em destaque esteve a empresa Rega-in que apresentou a inovação na rega, pós-plantação de árvores.

    Os Grupos de Ação Local (GAL) espanhol ADRAO e o português Alentejo XXI apresentaram as suas estratégias para 2030 e o Coordenador do Projeto RAIA apresentou o projeto e os seus objetivos. O sexto e último encontro começou há pouco, nas instalações do CADES, Serpa.

    O projeto RAIA – Rede de Apoio à Inovação Rural Andaluzia – Alentejo – Algarve, coordenado pela Junta de Andaluzia e com outros nove parceiros do território, decorre até ao final de 2025 e é cofinanciado pela União Europeia, Programa Interreg España-Portugal – Poctep.

  • É necessário passar dos estudos à prática quanto à desertificação e à seca

    É necessário passar dos estudos à prática quanto à desertificação e à seca

    Não retirando a importância de assinalar o dia, o que considera muito importante, entende que «só teremos motivos para celebrar, quando sentirmos que das reflexões saiam ações concretas que contribuam para melhorar o problema», e enfatizou a necessidade de passar dos estudos à prática e de resolvê-los, «especialmente no que diz respeito ao acesso a condições de vida digna para aqueles que lutam contra esses fenómeno».

    A Semana Nacional do Combate à Desertificação e Seca, organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas Algarve (ICNF) em parceria com o Município de Alcoutim, na direção do CCDesert (Centro de Competências na Luta Contra a Desertificação), teve início em Gouveia no passado dia 16 e encerrou no dia 22 de junho no CEAM (Centro de Educação Ambiental de Marim), em Olhão.

    Neste ano, em que a região enfrenta uma situação de seca, foi dada ênfase à comunicação através da exibição da curta-metragem “Sortes”, da realizadora Mónica Nunes, premiada em 2022 nos Prémios Nacionais de Cinema na Alemanha. Através das cenas de paisagens e evidências de um meio rural despovoado, a curta-metragem despertou emoções e reações entre os participantes.

    O evento contou com a participação de diversas entidades regionais, incluindo o ICNF – António Miranda (Diretor Regional adjunto); do Município de Alcoutim – Osvaldo Gonçalves (Presidente da Câmara) e Alice Teixeira (técnica do município); do Município de Olhão – Ricardo Calé (Vice-Presidente da Câmara); da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve – José Pacheco (Vice-Presidente Regional); da Agência Portuguesa do Ambiente – Carlos Martins (chefe de Divisão do Planeamento e Informação da ARH); e da Direção Regional de Agricultura e Pescas – Mário Dias (Diretor Regional Adjunto). Durante as intervenções, foi destacada a importância de reforçar o papel das mulheres na gestão sustentável do território, em consonância com o desafio lançado pelas Nações Unidas para 2023. Também se exigiu uma maior contribuição por parte dos agentes do território no delineamento dos programas de intervenção regional.

    A Semana Nacional do Combate à Desertificação e Seca destacou-se como uma «oportunidade crucial para refletir sobre os desafios enfrentados pela região e para fortalecer o compromisso com a gestão sustentável do território», no qual o Município de Alcoutim se declara empenhado em enfrentar esses desafios e colaborar com todas as partes interessadas para encontrar soluções eficazes.

  • Desertificação preocupante na fronteira do Guadiana

    Desertificação preocupante na fronteira do Guadiana

    Revelados pelo Censo de 2021 revelam dados preocupantes sobre a desertificação humana na margem portuguesa do Guadiana, apesar de todos os programas e dos rios de dinheiro gastos em projetos que prometiam a inversão da tendência que continua a verificar-se de abandono e concentração nas grandes cidades.

    Porque fogem do interior os seus habitantes é uma discussão que tem vido a ser feita para a tomada de medidas de correção, mas o certo é que existem causas debatidas diariamente e reconhecíveis nas reclamações não atendidas.

    A vida moderna não chega às populações isoladas, o investimento na produção de postos de trabalho é escasso, a agricultura tradicional está a desaparecer ou por abandono ou por substituição pela cultura intensiva ou reservas de caça. A navegabilidade do rio vai a passo lento, há poucas pontes entre as duas margens.

    Quanto à vida moderna não há quem resista e uma Internet ainda a lentíssima. Por exemplo, na Aldeia da Mesquita, Mértola, onde muitas vezes se fazem os artigos de FOZ – Guadiana Digital só agora temos banda larga 4G e, a maior parte dos dias, a contratada de 40 MB não atinge sequer os 10 MB, repartida que está com o número de chamadas simultâneas. Transportes para o centro uma vez por semana e por concessão municipal, transportes para fora do concelho tem de se agarrar um táxi para embarcar num expresso.

    Quem navega neste mar de dificuldades para uns, mar de rosas para outros, são as companhias que a lei protege e que estão agora a discutir o 5G, mas certamente vão começar a instalar as primeiras ligações dos estádios de futebol e nas grandes arenas, depois nas ruas das grandes cidades e só daqui a outros dez anos vão chegar ao interior a dizer que não vale a pena instalar nada porque não há gente que justifique. Bazucas de pólvora seca é o que mais se veem por aí, dizem os mais céticos.

    ./JEC – Foz do Guadiana