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Etiqueta: Desenvolvimento

  • Vidigeira reune com Plataforma Supraconcelhia

    Vidigeira reune com Plataforma Supraconcelhia

    O Grupo Operativo da «Plataforma Supraconcelhia do Baixo Alentejo» reuniu ontem, nas instalações da CIMBAL, com o objetivo de definir a ordem de trabalhos da próxima reunião da Plataforma Supraconcelhia do Baixo Alentejo, agendada para dia 26 de setembro.

    A sessão contou com a presença da equipa do Radar Social do Município de Vidigueira, convidada a fazer uma breve apresentação dos seus instrumentos de planeamento.

    Com esta apresentação pretendeu-se identificar metodologias de investigação e linhas orientadoras para o desenho do Plano de Desenvolvimento Social Supraconcelhio.

  • CCDR Algarve já tem programa 2030

    CCDR Algarve já tem programa 2030

    É o resultado de «prolongada e exigente negociação com a Comissão Europeia» e coexiste com os efeitos da pandemia e com a urgência das transições climática e digital, numa região que foi fortemente impactada em termos económicos e sociais, o que «obriga a uma abordagem mais seletiva, definindo áreas de atuação prioritárias e objetivos específicos, com base nas lições do passado, mas respondendo aos novos desafios do nosso tempo», afirma o organismo regional.

    A CCDR algarvia nota que «do contexto regional e do balanço do PO Algarve 2020, reforçam-se os elementos estruturantes da visão estratégica para a região, pela incorporação de conhecimento e inovação na valorização dos recursos endógenos diferenciadores; a preservação de elementos de identidade territorial, ora com novas ameaças e riscos; a qualificação de estruturas físicas e amenidades do território, enquanto instrumentos fulcrais para a atratividade de investimentos e residentes, e a capacitação multinível e intersectorial dos agentes de transformação do território, dos recursos humanos, das empresas e das instituições públicas e associativas, alavancando os ativos patrimoniais, culturais e turísticos

    Resultante da decisão na reunião extraordinária do Conselho Europeu de julho de 2020, 300 milhões de euros destinam-se a acelerar a diversificação da base económica, robustecendo os atores e ativos regionais, tornando-os mais resilientes e aptos para responder a choques externos, «com o intuito de minimizar os fortes impactos económicos e sociais, procurando desenvolver os setores de especialização regional (EREI), e potenciar a correção de desequilíbrios crónicos derivados do perfil assente nos serviços, em particular no turismo, muito afetado pela pandemia».

    Esperam os responsáveis que, em termos operacionais os objetivos de política e os objetivos específicos mobilizados contribuiam para concretizar a visão: de uma região «reconhecida internacionalmente pela qualidade de vida e identidade, dotada de atores capacitados para fazer face aos novos desafios, por via de escolhas sustentáveis, conducentes a um Algarve mais inteligente, mais conectado, mais verde e com menos carbono, mais social e inclusivo, mais coeso e próximo das pessoas.»

    Reconhecida a fragilidade da estrutura empresarial, «a mudança de perfil exige uma política robusta em matéria de atração de investimento e promoção de novos negócios».

    Desta forma, tendo em vista um Algarve mais competitivo, a aposta passa prioritariamente pela «consolidação do ecossistema de inovação como fator de competitividade e sustentabilidade, reforçando a colaboração entre produtores de conhecimento e o tecido empresarial, estimulando a digitalização da economia e os domínios da EREI (turismo, mar, saúde, recursos endógenos terrestres, indústrias culturais e criativas, digitalização e TIC, sustentabilidade ambiental) alinhados com os desafios societais.»

    Esperam que as comunidades de inovação, baseadas em processos de descoberta empreendedora, entre os centros de investigação e as empresas, deverá resultar o desenvolvimento de novos produtos, soluções e serviços, que com caráter inovador, promovam o desempenho económico regional, capitalizem emprego adequadamente remunerado e a desejável qualidade de vida.

    No Turismo, motor do crescimento regional nos anos pré-pandemia, a aposta passa pelo apoio à sua requalificação em moldes ambientalmente mais sustentáveis e que contribuam para a redução da sazonalidade e para o aumento do seu valor acrescentado.

    Dizem também que se vai procurar partir do reconhecimento internacional do destino Algarve para fomentar circuitos de comercialização e consumo de base local e para alavancar a visibilidade externa e a exportação de produtos de qualidade diferenciadores (citrinos, vinho, frutos secos, doçaria, flor do sal, mariscos, algas), cujas cadeias de valor são aposta para a diversificação.

    Face ao PR 2020, vão ser reforçadas as dotações de apoio à internacionalização e as relativas ao sistema de incentivos de base territorial (para melhor aderência às realidades e prioridades regionais), mas também para fomentar o aumento da copromoção empresas/academia nas áreas de especialização das infraestruturas tecnológicas existentes na Região. Complementarmente, procurar-se-á garantir a cobertura de conectividade de alta velocidade (5G), estando os apoios focados nas áreas de baixa densidade e interior.

    Para um Algarve mais verde e com menos carbono, em linha com o Pacto Ecológico Europeu e a Lei Europeia do Clima, a refletir no PNEC, as intervenções a apoiar serão direcionadas para minimizar as vulnerabilidades da região às alterações climáticas e à descarbonização. Será promovida a gestão adequada dos recursos hídricos (em linha com o Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve) e dos resíduos; defesa, adaptação e valorização da biodiversidade e gestão e valorização das áreas protegidas; descarbonização nos diferentes setores da economia, incluindo os transportes; a eficiência energética, o combate da pobreza energética, a produção e utilização de energias renováveis, bem como a incorporação de processos de produção mais circulares.

    Face ao PR 2020, reforçam-se as dotações para valorizar e tornar resilientes os recursos e ativos territoriais, mitigando riscos e adaptando os territórios e as comunidades para os efeitos crescentes das alterações climáticas. Regista-se uma aposta na mobilidade urbana intermodal sustentável, com dimensões que vão da micrologística funcional à estruturação de oferta de transporte público descarbonizado, que sirva a maior bacia de emprego do sul do país.

    Para um Algarve mais social e inclusivo, em linha com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, o foco centrar-se-á no reforço da oferta de qualificações de nível superior, em áreas que permitam alimentar, com jovens qualificados, as apostas na diversificação da base económica regional, procurando estruturar-se redes de qualificação, públicas e privadas, de nível intermédio e superior, por forma a reforçar sinergias e complementaridades e suprir necessidades emergentes nos domínios EREI, bem como promover uma cultura de formação permanente ao longo da vida, que acelere as transformações digital e climática, e estimulem a requalificação e adaptabilidade de trabalhadores e empregadores, afirmando a região no quadro da sociedade do conhecimento.

    Por outro lado, e tido como garante de melhor inclusão social, vão promover atuações que inovem nas respostas e nos serviços de interesse geral para enfrentar os desafios demográficos, por forma a potenciar os fatores de fixação e atratividade de jovens e profissionais altamente qualificados, para reverter a perda demográfica em escalões etários jovens, atenuar o aumento do índice de envelhecimento e manter um crescimento populacional sustentável, pela melhoria dos fatores de competitividade regional e o investimento na qualidade do emprego. Daí que, em matéria de apoios ao emprego, de qualificações e competências, as prioridades terão em conta as necessidades específicas dos territórios de baixa densidade, designadamente em matéria de valorização dos recursos endógenos, de energias limpas e renováveis, de mobilidade e circularidade.

    Face ao PR 2020, consagra a programação uma reorientação significativa: «prioridade no acesso e criação de emprego com promoção das qualificações e do emprego qualificado, redução dos apoios de banda larga à criação de emprego e ao empreendedorismo, reforço significativo das verbas destinadas à qualificação de nível superior e à inserção de jovens no mercado de trabalho, à adaptação à mudança de trabalhadores, empresas e empresários, bem como o reforço das verbas para a inclusão social e saúde, em particular nos investimentos ao nível da medicina nuclear».

    Para fomentar um Algarve mais coeso e próximo dos cidadãos, as intervenções incidirão nas zonas urbanas e nas não urbanas, centradas em abordagens e instrumentos territoriais distintos, em função das caraterísticas territoriais, funcionais ou temáticas.

    Assim, nas áreas urbanas pretende-se consolidar a abordagem prevista no modelo territorial, explorando as complementaridades entre os polos urbanos, única via para promover a coesão territorial e a inserção competitiva da região em escalas macro (Ibérica e faixa atlântica). Para tal evidenciam-se os instrumentos alinhados com os centros regionais estruturantes, bem como numa abordagem intermunicipal para outros tipos de ação complementares.

    Nos restantes instrumentos, um dos objetivos prioritários é o reforço das redes e de Serviços de Interesse Geral, com vista à adequada provisão e acessibilidade por parte das populações: nas zonas urbanas, garantindo as necessárias complementaridades entre serviços já existentes ou a criar; nas zonas não-urbanas, garantindo um nível de cobertura mínima de serviços básicos, e de condições de base, sem as quais é impossível fixar e atrair população, investimento e emprego.

    Nas áreas não urbanas, evidencia-se a proposta de Investimento Territorial Integrado (ITI) temático do Algarve e Alentejo, associado aos temas da água e ecossistemas de paisagem, promovendo o combate aos desequilíbrios regionais e potenciando as capacidades e os recursos comuns. Acresce uma abordagem de continuidade na valorização dos recursos endógenos, envolvendo os atores do território, através do Plano de Ação de Desenvolvimento dos recursos Endógenos (PADRE).

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional tem como missão assegurar a coordenação e articulação das diversas políticas sectoriais de âmbito regional, aqui se incluindo as responsabilidades de gestão que lhe sejam confiadas no âmbito da política de coesão da união europeia.

    Resultado de prolongada e exigente negociação com a Comissão Europeia «a programação do Algarve 2030 coexiste com os efeitos da pandemia e com a urgência das transições climática e digital, numa região que foi fortemente impactada em termos económicos e sociais. Tal obriga a uma abordagem mais seletiva, definindo áreas de atuação prioritárias e objetivos específicos, com base nas lições do passado, mas respondendo aos novos desafios do nosso tempo».

  • Polo Tecnológico em Portimão

    Polo Tecnológico em Portimão

    Projeto estruturante, considerado de elevadíssima importância para a Universidade do Algarve, contribuirá com uma maior relação da instituição com o território, neste caso a Barlavento. O polo há de permitir a transferência de conhecimentos e contribuir para que a região consiga mais emprego qualificado.

    No final do próximo ano 2023, provavelmente estará concluída a estrutura física, podendo receber empresas no ano seguinte, 2024, para interagirem com Universidade e a Parkalgar e o conjunto de serviços prestados.

    A Parkalgar é empresa proprietária do Autódromo Internacional do Algarve e vai avançar com a última componente do seu projeto, a construção de um polo tecnológico, tendo dado o primeiro passo em 26 de agosto, com a apresentação de uma parceria com a Universidade do Algarve. Está, assim, constituída a Associação Parque Tecnológico do Algarve CELERATOR, que vai construir instalações, com 2.000m2 de área, compostas por laboratórios e centros de ensaios.

    É neles que serão desenvolvidas atividades de investigação, pesquisa, desenvolvimento e implementação de soluções energéticas, aplicáveis aos transportes, com e sem sistemas híbridos de energia acoplados, e à mobilidade bem como de pilhas de combustível em meios de transporte convencionais. A ideia é a investigação e desenvolvimento de unidades para a reciclagem, com reutilização maximizada de baterias elétricas automóvel em fim de vida.

    As futuras instalações podem vir a ter condições técnicas do mais evoluído que há no mundo para que se possa testar componentes, combustíveis, formas de combustão e veículos autónomos, o que vai fazer com que os caminhos futuros para a mobilidade e sustentabilidade passem por Portimão.

    Para a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, o projeto começa da melhor forma, é importante para o Algarve e o país”. É equipamento consensual na região e que foi votado na associação de municípios, AMAL, como um dos mais relevantes.

    Este polo terá um investimento de 7.278.900,00 €, com cerca de 55% da verba, 4 milhões de euros, garantida através do programa comunitário FEDER, gerido na CCDR Algarve.

  • Universidade do Algarve volta ao ranking do desenvolvimento sustentado

    Universidade do Algarve volta ao ranking do desenvolvimento sustentado

    A UAlg apresentou melhoras de desempenho, e está colocada na posição 101-200 na classificação geral do THE Impact Rankings, de entre 1115 IES de 94 países, mais 349 IES e nove países do que na edição anterior, que cumpriram os requisitos de inclusão.

    Mais de 1154 instituições de Ensino Superior (IES) de 94 países submeteram informação para este ranking. Nesta terceira edição o ranking contabiliza dados para a totalidade dos 17 ODS. Cada objetivo tem várias métricas específicas associadas, que medem o impacto das IES para a prossecução desse ODS.

    As universidades podem enviar dados para o número de ODS que desejarem, mas para serem incluídas no ranking global os requisitos são a submissão de dados para um mínimo de 4 ODS, sendo que o objetivo 17, que contabiliza as parcerias para o desenvolvimento dos objetivos, é obrigatório.

    A UAlg foi avaliada em 16 dos 17 ODS, tendo obtido como classificação global de 79.2 em 100. Para esta classificação foram tidos em conta três dos ODS onde a UAlg obteve melhor classificação. A Academia destacou-se no ODS 10 – Reduzir as desigualdades (72,4), ficando na posição 79 em 669 IES que apresentaram evidências de contributos para este objetivo; ODS 15 – Proteger a vida terrestre (74,6), ocupou a posição 48 em 402 IES, ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes (83,9), na posição 16 em 653 IES, e o ODS 17 – Parceria para a implementação dos objetivos (65,7), ocupando a posição 201-300 em 1154 IES.

    Neste ranking, que avalia as universidades pela forma como estas contribuem para a sociedade, as instituições são avaliadas tendo em conta três indicadores: a investigação, que produz conhecimento para ajudar a resolver os problemas do mundo; a administração, que deve gerir bem os recursos; e a ação direta, ou seja, a forma como a universidade atua na sociedade.

    Relativamente aos ODS em que a UAlg se destacou, o ODS 10 – Reduzir as desigualdades mede a investigação das IES sobre esta temática, bem como o seu contributo para a igualdade de oportunidades e para inclusão social, económica e política de todos. O ODS 15 mede o contributo da UAlg para a conservação, recuperação e uso sustentável de ecossistemas terrestres e água doce e no combate à desertificação à gestão sustentável de ecossistemas, nomeadamente através da sua investigação e ação. O ODS 16 – Paz, justiça e instituições eficazes mede a investigação das IES neste tópico, bem como as suas políticas para garantir a igualdade de acesso à justiça, para a redução de todas as formas de violência e o seu compromisso na promoção do Estado de Direito, a nível nacional e internacional.

    A inclusão neste ranking e os resultados obtidos são consideradas como uma grande conquista para a UAlg porque é reconhecida como pioneira a nível global, demonstrando o seu compromisso não só em apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável através do ensino, investigação e transferência de conhecimento, mas também em incorporar estes objetivos nas principais linhas orientadoras da Instituição.