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Etiqueta: descargas

  • Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    A EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) anunciou que, devido aos elevados caudais afluentes ao Sistema Alqueva-Pedrógão, estão a ser realizadas e serão significativamente aumentadas as descargas na Barragem de Pedrógão.

    A medida surge como resposta à necessidade de gerir o volume de água acumulado, que já excede o Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

    Neste momento, (ontem) a albufeira de Pedrógão encontra-se 1,43 metros acima do seu Nível de Pleno Armazenamento, uma situação que justifica a continuidade das operações de descarga. O objetivo é garantir a segurança estrutural do sistema e gerir o armazenamento face à persistência de afluências elevadas.

    Esta operação é integrada com a central hidroelétrica de Alqueva, onde três grupos estão a funcionar em pleno. Esta turbinação está a libertar um caudal instantâneo total da ordem dos 600 m³/s, contribuindo para a gestão do armazenamento na albufeira de Alqueva antes que a água chegue a Pedrógão.

    Contudo, face à pressão hídrica, prevê-se um aumento do descarregamento de caudais na Barragem de Pedrógão nas próximas horas. Este valor deverá atingir a ordem dos 1.500 m³/s, dependendo da evolução hidrológica verificada.

    Como resultado direto destas descargas, é expectável uma subida notável dos níveis do rio Guadiana a jusante da barragem de Pedrógão. O impacto nas áreas ribeirinhas é inevitável, e a EDIA emitiu um apelo urgente à colaboração de entidades e populações.

    É fundamental que sejam adotados comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas, visando a salvaguarda de pessoas e bens. A monitorização da situação é crucial.

    Relativamente ao tempo de trânsito, os caudais descarregados por Pedrógão demoram cerca de 18 horas a atingir o Pulo do Lobo.

    É importante notar que o aumento dos caudais na região de Mértola só deverá ocorrer após um período superior a 18 horas, dependendo das condições de escoamento do rio. A EDIA assegura que está a acompanhar permanentemente a evolução da situação, garantindo os ajustamentos operacionais necessários e a articulação com todas as entidades competentes.

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  • Barragem de Alqueva: EDIA Inicia Descargas Controladas e Alerta População Ribeirinha do Guadiana

    Barragem de Alqueva: EDIA Inicia Descargas Controladas e Alerta População Ribeirinha do Guadiana

    A EDIA anunciou hoje a abertura dos descarregadores de meio fundo da barragem de Alqueva, com início marcado para as 16h00, para a realização de descargas controladas. Esta medida surge como resposta à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que levaram o nível da albufeira a aproximar-se perigosamente do Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

    Até ao momento, a gestão do volume em Alqueva tem sido realizada sobretudo através do turbinamento das centrais hidroelétricas. Esta operação permitia não só a produção de energia, como também a regulação dos volumes, sendo complementada pelas descargas efetuadas na Barragem de Pedrógão, situada 23 quilómetros a jusante.

    Contudo, face à continuidade das elevadas afluências, tornou-se imperativo complementar a gestão hídrica com descargas também em Alqueva. O objetivo principal é garantir a manutenção das margens de segurança operacionais da albufeira, assegurando a estabilidade e a integridade da estrutura.

    A EDIA alerta que estas descargas irão inevitavelmente provocar uma subida significativa dos níveis e caudais do rio Guadiana, nomeadamente a jusante das barragens de Alqueva e Pedrógão. Esta situação está a ser monitorizada de forma permanente e em estreita articulação com todas as entidades competentes.

    Perante este cenário, a empresa apela veementemente à colaboração das autoridades locais, dos agentes de proteção civil e, em particular, de toda a população que reside ou utiliza as zonas ribeirinhas.

    É fundamental que sejam adotados comportamentos preventivos, prestando especial atenção às áreas potencialmente inundáveis. A salvaguarda de pessoas e bens é a prioridade máxima, sendo crucial o cumprimento das recomendações das autoridades para evitar situações de risco.

    A EDIA reitera o seu compromisso de monitorizar a evolução hidrológica em permanência, garantindo os ajustamentos operacionais que se revelem necessários e fornecendo informação atualizada de acordo com o desenvolvimento da situação.

  • Descargas Controladas no Algarve: Barragens do Funcho e Beliche Aliviam Pressão Hídrica Após Cheias

    Descargas Controladas no Algarve: Barragens do Funcho e Beliche Aliviam Pressão Hídrica Após Cheias

    A grave situação de seca que assolava o Algarve inverteu-se drasticamente. As intensas chuvas recentes elevaram os níveis de armazenamento das albufeiras a patamares historicamente elevados, levando as autoridades a iniciar, durante a manhã deste domingo, descargas controladas em duas barragens cruciais para a região: Funcho, no concelho de Silves, e Beliche, em Castro Marim.

    A Barragem do Funcho, que se tornou um símbolo da recuperação hídrica algarvia, alcançou um impressionante nível de armazenamento de 84%. Esta percentagem obrigou à execução imediata de uma descarga de segurança controlada, uma medida essencial para garantir a integridade estrutural da albufeira e gerir o volume excedentário de água.

    Paralelamente, a Barragem do Beliche, integrante do sistema da bacia hidrográfica do Guadiana, também procedeu ao alívio de caudal. A ação em Castro Marim enquadra-se na gestão da sub-bacia do Guadiana em território nacional, sublinhando a melhoria generalizada da situação que afeta a região fronteiriça.

    O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve reagiu à situação com notório otimismo, classificando o momento como “histórico para o Algarve”. A entidade vê neste excedente hídrico uma oportunidade estratégica, e não apenas um alívio temporário.

    Estamos agora confiantes que esta ‘almofada’ que S. Pedro nos concedeu seja devidamente aproveitada para concretizar as obras estruturais necessárias, evitando a repetição de situações registadas no passado e contribuindo para que esta Região turística de excelência seja cada vez mais segura e resiliente”, afirmou o Comando Regional, numa clara referência à necessidade de investimento a longo prazo em infraestruturas de captação e distribuição.

    As descargas controladas representam um passo fundamental na gestão de risco após a rápida subida dos níveis de água, mas são encaradas sobretudo como um sinal positivo.

    Com as barragens a aliviar pressão e o Funcho perto da sua capacidade máxima, o Algarve ganha uma folga hídrica essencial para planear o seu futuro e reforçar a segurança de abastecimento, transformando a crise da seca numa oportunidade para reforçar a resiliência regional.

  • As descargas  controladas

    As descargas controladas

    Lena Valério é uma das cidadãs a quem se deve uum conjunto de reportagens e fotografias sobre o território mais eloquentes, que ajudam ao conhecimento da paisagem e à natureza das respetivas mutações geográficas.

    O seu perfil no Facebook, cuja consulta recomendamos é um repositório interessantíssimo das paisagens do Baixo-Guadiana e das mutações sazonais.

    Lena Valério anota o estado atual das descargas nas observações que hoje partilhamos.

  • Descarga no Alqueva criticada no Alentejo

    Descarga no Alqueva criticada no Alentejo

    Em defesa da sua crítica a FAABA alega que esta descarga foi efetuada quando o sul do país enfrenta deficiências hídricas significativas e com restrições já anunciadas para aplicação no futuro próximo, principalmente para a região do Algarve.

    Aquela Federação, entende que se trata de «um enorme desperdício de água e de má gestão dos recursos hídricos disponíveis» por parte do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

    A operação envolveu a libertação de um total de 45 hectómetros cúbicos (hm3) de água a partir da Barragem de Pedrógão, no concelho de Vidigueira (Beja), integrada no EFMA, como tinha sido previamente anunciado pela EDIA, não apenas para efetuar um simulacro de cheias, mas também essencial para limpeza e manutenção dos ecossistemas ribeirinhos no leito do rio Guadiana até à foz, visando garantir o cumprimento do regime natural do rio internacional.

    Contudo, a FAABA argumentou que estes 45 milhões de metros cúbicos (m3) – ou 45 hm3 – de água, se forem somados ao caudal libertado no ano passado, em ano de seca severa, também a partir do Alqueva, corresponde a uma albufeira do Roxo completamente cheia.

    A FAABA entende que, desde a conclusão da Barragem do Alqueva e como consequência dos caudais ecológicos que são necessários manter, o leito do rio Guadiana «se encontra com fluxos de água mais elevados e mais estabilizados ao longo do todo o ano», para salientar que a libertação desta água não se justifica.

    As queixas que a empresa EDIA já rebateu, derivam do facto de esta ser uma ocasião em que oss agricultores «se debatem com cortes de água às suas explorações agrícolas, sempre que ultrapassam as dotações preestabelecidas pela EDIA, em que se impõem barreiras à restruturação de culturas e à distribuição da água aos regantes precários, bem como à sua integração, sempre na perspetiva de reduzir o consumo de água do EFMA».

    A FAABA está a sugeror uma rápida e urgente revisão do compromisso entre a EDIA e o Estado, que implica a libertação de caudais do Alqueva para o Guadiana, caso se conclua que o acordo não está adequado à realidade territorial e de gestão dos recursos hídricos da região.

  • Guadiana crescerá e há aviso de alerta em Serpa

    Guadiana crescerá e há aviso de alerta em Serpa

    O município de Serpa está a dar, segundo a nota emitida, cumprimento aos deveres da salvaguarda de pessoas e bens, com este alerta para a adoção de medidas preventivas de salvaguarda de bens materiais e animais, nas áreas confinantes com o rio Guadiana.

    Amanhã, 27 de fevereiro a albufeira da barragem do Pedrogão irá sofrer um aumento de cota no seu plano de água, ao longo do dia, e que nos dias 28 e 29 de fevereiro prevê-se a subida o nível do rio Guadiana para caudais de cheia, a jusante daquela barragem do Pedrógão.

    Na comunicação, o SMPCS justifica que tal alerta resulta da comunicação articulada entre a EDIA e a EDP Produção para a manutenção do regime de caudais ecológicos definidos para as albufeiras do Alqueva e Pedrogão.

    Às 23,00 do dia 20 de fevereiro a barragem de Alqueva a 2,06 metros do enchimento total, com um volume de 3609,52 hm3, com uma percentagem de 86,97% da sua capacidade total de 4.150 milhões de metros cúbicos e a 21 de fevereiro, e a barragem de Pedrogão, estava à cota 84,36 metros a 0,46 metros do enchimento total, com um volume de 96,69 hm3, com uma percentagem de 91,21% da sua capacidade total de106 milhões de metros cúbicos.