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Etiqueta: CPPME

  • Queixas de falta apoio às pequenas e médias empresas

    Queixas de falta apoio às pequenas e médias empresas

    E tal acontece «num momento em que muitas MPME continuam a confrontar-se com enormes dificuldades de sobrevivência, com dificuldade em fazer face ao aumento dos custos de funcionamento e em captar mão-de-obra suficiente (naturalmente valorizada, dada a sua escassez)»,

    E afirma que «dos 750 milhões prometidos e propagandeados, o governo colocou em prática, com mais de 9 meses de atraso, uma linha de apoio à tesouraria destinada às Micro e Pequenas Empresas, que agora se prova não passar de um flop, tantas as alterações, condicionantes e limitações ao seu acesso».

    Logo em Março de 2020 (início da pandemia – COVID 19), a CPPME reclamou a criação de um Fundo de Tesouraria, com taxa de juro zero, período de carência de 24 meses e prazo de reembolso suficientemente dilatado, por forma a não vir a estrangular financeiramente as Micro e Pequenas Empresas.

    Nota que esta reclamação foi sendo, em diversos momentos, apresentada ao governo e aos partidos com assento parlamentar e na discussão do Orçamento de Estado para 2021, por proposta do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) o Governo admitiu criar este Fundo de Tesouraria, que viria a ser aprovado e incluído em OE, com uma dotação máxima de 750 milhões de euros, taxa de juro perto de zero, período de carência de 18 meses e 10 anos de reembolso.

    Diz a CPPME que o Governo atuou em com as condições muito diferentes das estabelecidas na Lei do Orçamento de Estado e acordadas com o PEV, regulamentando com «um artifício jurídico, uma linha de apenas 100 milhões de euros, com uma taxa de juro de 1,5%, período de carência de 18 meses e apenas 4 anos de reembolso», o que levou a que, durante os 3 meses de aplicação, foram concretizados apenas 25 milhões, cerca de 3,3% dos 750 milhões propagandeados.

    As Micro e Pequenas Empresas estão a necessitar de medidas efetivas para suster o aumento brutal do custo da energia (combustíveis, eletricidade, gás natural e gás propano), sejam elas fiscais, de controlo das margens e preços máximos, compensações ou outras!

    Reclamam a reposição dos apoios à retoma nos sectores mais afetados pela pandemia, através de ajudas à tesouraria, a fundo perdido, e linhas de crédito com condições de carência, prazos e juros, adequados às fragilidades evidenciadas pelas empresas, apenas condicionado pela manutenção e criação de postos de trabalho!

    Querem medidas efetivas para limitar a especulação de preços das matérias-primas, bens alimentares e outros fatores de produção! As MPME afirmam-se responsáveis por cerca de 80% do emprego privado nacional, contribuindo com grande valor para os impostos cobrados.

  • Micro, pequenas e médias empresas contra aumentos nos combustíveis

    Micro, pequenas e médias empresas contra aumentos nos combustíveis

    Os aumentos brutais dos combustíveis e da energia em 2021 e 2022, em particular nesta última semana e os que se anunciam para a próxima, deixam cada vez mais claro que os portugueses e as Micro, Pequenas e Médias Empresas estão irremediavelmente reféns da especulação das petrolíferas.

    Consideram-se vítimas do aumento em catadupa de todos os seus custos, não tendo condições de os renegociar ou repercutir nos preços dos seus produtos e serviços, contrariamente às grandes empresas e cadeias de distribuição, levando a que muitas delas tenham de fechar ou reduzir a actividade.

    Perante tal situação, a CPPME – Confederação Portuguesa das Pequenas e Médias Empresas, exige a redução imediata da carga fiscal sobre todos os combustíveis e o fim da especulação com o estabelecimento de preços máximos para a sua comercialização.

  • CPPME pede mais justiça da atribuição dos Fundos Comunitários

    CPPME pede mais justiça da atribuição dos Fundos Comunitários

    Analisando o plano apresentado pelo Governo verifica que o mesmo apresenta vários eixos de investimento considerados prioritários e que afetam o futuro das micro, pequenas e médias empresas, tais como a transição digital.

    Porém, se bem que «a transição digital das empresas seja uma estratégia interessante do ponto de vista da melhoria da presença e competitividade das MPME portuguesas, principalmente no mercado digital e na introdução das mesmas neste paradigma, esta transição deverá ser vista como um caminho a percorrer para atingir um objectivo e não ser um objectivo em si», esclarecendo que tal significa que «o aumento da presença das MPME no mercado online e nas redes sociais «deverá servir para complementar a actividade normal da empresa, até porque no mercado online as MPME estão mais à “mercê” das grandes multinacionais que actuam neste mercado».

    Quanto às metas negociadas negociadas pelo Governo na questão da descarbonização, a CPPME, entende que «estas deverão ter em consideração os custos no curto/médio prazo para as MPME, especialmente no custo de investimento que as mesmas terão de fazer para ir de encontro a essas metas, sendo necessário um estudo de avaliação destes custos».

    Defende também a «inclusão de medidas de apoio à empregabilidade e formação profissional, apoios fiscais e nos custos operacionais nos primeiros anos pós-pandemia, maior acesso das MPME aos fundos europeus estruturais, uma maior aposta no mercado interno e na produção interna, apoios para a produção e distribuição de produtos regionais, entre outros apoios para a recuperação das MPME que a CPPME tem vindo a reivindicar no último ano».

    São as seguintes, as medidas propostas pela A CPPME para o PRR nacional:

    PROGRAMA DE EMPREGABILIDADE – com o objetivo de integração profissional de desempregados (subsidiados ou não), reforçando a aquisição e manutenção de competências socioprofissionais, para a contratação de desempregados, as empresas receberiam um apoio a fundo perdido de 15.000 €, ficando condicionadas à manutenção do posto de trabalho em, pelo menos, 2 anos.
    PROGRAMA DE APOIO À MANUTENÇÃO DE EMPREGO – com o objetivo de incentivar a manutenção dos postos de trabalho, junto das empresas que foram obrigadas a suspender ou a registar uma redução substancial da sua catividade.
    O apoio financeiro não reembolsável (a fundo perdido) é de 75% do valor recebido no âmbito das medidas covid-19 (de março de 2020 a Maio de 2021), para as empresas que mantiverem o nível de emprego até 31 de Dezembro de 2021, podendo ser majorado, em mais 10%, se a empresa mantiver os postos de trabalho até 30 de Junho de 2022.
    PROGRAMA DE APOIO AOS CUSTOS OPERACIONAIS – Para micro, pequenas e médias empresas, assim como empresários em nome individual, com e sem contabilidade organizada, na modalidade de subsídio não-reembolsável de 50% das despesas elegíveis.
    APOIO À EXPORTAÇÃO, VALORIZANDO PRODUTOS REGIONAIS DE DENOMINAÇÃO PROTEGIDA – Comparticipação dos encargos com o transporte para o exterior, de produtos regionais de Denominação de Origem Protegida, de forma a compensar os custos com a exportação, permitindo assim a valorização do produto nacional e o apoio a pequenos produtores.
    Despesas Elegíveis:
    a) Fretes marítimos; férreos ou aéreos desde o ponto de origem ao ponto de destino;
    b) Taxas portuárias e aeroportuárias;
    c) Despesas com estiva e handling nos portos e aeroportos de origem e de destino;
    d) Despesas com manuseamento e armazenagem temporária na medida em que estas se relacionem com o trajecto;
    2e) Despesas com seguros de mercadoria e seguros de expedição.
    Taxa de comparticipação
    Taxa de comparticipação de 90%, a incidir sobre as despesas elegíveis.
    Natureza e montante do apoio:
    O apoio a conceder, às despesas elegíveis, reveste a forma de incentivo não reembolsável.
    APOIO A PROJETOS SIMPLIFICADOS PROMOVIDOS POR MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS, ATRAVÉS DA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS NO DOMÍNIO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS – Comparticipação dos encargos com serviços de consultoria informática e serviços de cloud e e-commerce, com o objectivo de reforçar as capacidades de organização e gestão das empresas e de criar melhores condições de acesso aos mercados, através de presença efectiva na economia digital mediante investimento em tecnologias digitais (TIC)
    Taxa de comparticipação:
    A taxa de comparticipação de 90%, a incidir sobre as despesas elegíveis.
    Natureza e montante do apoio:
    O apoio a conceder, às despesas elegíveis, reveste a forma de incentivo não reembolsável.

    No final desta apreciação, a CPPME considera que o Governo no PRR, «deverá prestar mais atenção às micro, pequenas e médias empresas e à sua sobrevivência no pós-pandemia, pois os apoios que lhes estão a ser destinados em nada fazem justiça á relevância que as mesmas têm no tecido económico português e à sua importância para a manutenção e criação de postos de trabalho» e. ainda, que o Governo terá de criar as condições necessárias para «uma maior justiça, na distribuição dos fundos comunitários, com um aumento significativo nos valores, a serem atribuídos, aos projetos de investimentos apresentados pelas Micro, Pequenas e Médias Empresas Nacionais».

    foto: Photo by Brooke Cagle on Unsplash