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Etiqueta: CPPC

  • Sindicatos do Algarve e Conselho para Paz querem o fim das guerras

    Sindicatos do Algarve e Conselho para Paz querem o fim das guerras

     Perante uma assistência interessada, a sessão cultural integrou momentos de música, poesia e pintura, para lembrar que, através da arte, é também possível lutar e defende os valores da Paz.

    catarina marques
    catarina marques

    A USAL, pela voz de Catarina Marques, lembrou que a escalada armamentista e as sanções estão a afetar violentamente as condições de vida dos trabalhadores e das populações, enquanto que as multinacionais do armamento, da energia, da alimentação, da distribuição continuam a acumular escandalosos lucros.

    Há a necessidade de travar a guerra na Europa, mas também noutras partes do mundo, reafirmando a urgência de abrir espaço à diplomacia e à solução política dos conflitos.

    Para os organizadores, o Governo Português não deveria contribuir para o agravamento dos conflitos, mas para cumprir a Constituição da República Portuguesa que determina «o respeito pelos direitos dos povos, a solução pacífica dos conflitos internacionais, a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e o reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação, promovendo a cooperação para a emancipação e progresso da Humanidade».

    sofia costa
    sofia costa

    Já  Sofia Costa, a intervir pelo Conselho Nacional do CPPC afirmou a urgência de parar a confrontação e a guerra, dando uma oportunidade à Paz, seja na Palestina, no Sara Ocidental, na Síria, no Iémen, no Sudão ou na Ucrânia, referindo as trágicas consequências e os sérios perigos que estes e outros conflitos comportam de sofrimento, morte e destruição.

    Referiu, também, que é necessário pôr fim à ingerência, ao militarismo e ao uso, ou à ameaça do uso da força, nas relações internacionais, fazendo um apelo a que, cada vez mais pessoas, se juntem para defender a Paz e indignarem-se com a apologia da guerra, da violência e do ódio.

    Destacou a preocupação que está colocada com o anúncio da realização da Cimeira da Nato na Lituânia, prevista para os dias 11 e 12 de julho, reafirmando que uma Paz duradoura só será possível travando a militarização das relações internacionais, travando o alargamento e o reforço dos blocos político-militares, como a NATO, travando a corrida aos armamentos, nomeadamente na Europa.

    Reforçou a urgência de se trilhar um caminho de diálogo, diplomacia e negociação e fez referência à importância do 25 de Abril – agora que se iniciam as celebrações do 50º aniversário – que consagrou a Constituição da República Portuguesa, que deve ser respeitada e cumprida, e que se constitui como uma ferramenta essencial na orientação que deve ser seguida para procurar a Paz.

  • Exposição pela paz Mundial na biblioteca da UALG

    Exposição pela paz Mundial na biblioteca da UALG

    Pela paz, contra as armas nucleares“, no hall da Reitoria da UAlg, durante o mês de Março. A mostra começou a sua itinerância pelo Algarve, no mês de Fevereiro de 2020, em Aljezur e foi interrompida por circunstâncias provocadas pela Covid-19 até Novembro de 2020, quando se realizou essa mostra em Vila Real de Santo António.

    Devido às restrições impostas pela pandemia, não haverá lugar à inauguração. O CPPC realça que «75 anos depois do holocausto de Hiroxima e Nagasaki, em 1945, com centenas de milhares de mortos e efeitos que até hoje perduram, o armamento nuclear continua a ser desenvolvido e hoje apenas um por cento das ogivas nucleares existentes chegaria para destruir a civilização humana. O desarmamento nuclear global é uma questão central na defesa da paz, para a sobrevivência da própria espécie humana e da manutenção da vida sobre a Terra como hoje a conhecemos».

    A questão do armamento nuclear está em “cima da mesa”, avisa o CPPC que tem vindo a promover ações pelo Tratado de Proibição de Armas Nucleares.

    O Tratado de Proibição de Armas Nucleares foi lançado em Julho de 2017 pelos 122 Estados participantes na conferência das Nações Unidas realizada com o objetivo de negociar um instrumento juridicamente vinculativo para a proibição de armas nucleares, que conduza à sua total eliminação: com a ratificação das Honduras, no passado dia 24 Outubro, atingiu-se a marca necessária para a entrada em vigor do Tratado, pelo que o CPPC aproveitou para saudar a ratificação por 50 estados do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, que entrará em vigor em Janeiro de 2021.

    Aquele concelho considera que «Este facto constitui uma significativa vitória dos que, em todo o mundo e também em Portugal, se batem há décadas pela interdição deste tipo de armamento. Ao mesmo tempo que aumenta a pressão sobre os restantes Estados para que, com a sua adesão plena ao tratado, contribuam para um mundo livre de armas nucleares».

    O CPPC, que tem em curso uma campanha para que também Portugal se junte ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares: Pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares – Defender a paz é defender a vida.