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  • Amêijoa de lama contaminada no Guadiana e em Guadalquivir

    Amêijoa de lama contaminada no Guadiana e em Guadalquivir

    Um estudo colaborativo entre a Universidade de Sevilha, a Estação Biológica de Doñana e a Universidade Roma Tre detectou microplásticos na amêijoa Scrobicularia plana, conhecida como amêijoa da lama, nos estuários dos rios Guadiana e Guadalquivir.

    A maioria dessas partículas eram fibras escuras, originárias da lavagem de roupas e da filtragem inadequada em estações de tratamento de água.

    Esses micro plásticos são especialmente abundantes em ambientes aquáticos porque flutuam facilmente. Embora ambos os estuários compartilhem contaminantes como PET, celulose, PVC e acrílicos, o estuário do Guadiana tem uma presença maior de PET e celulose pigmentada, sugerindo diferenças nas fontes de contaminação.

    Uma das descobertas mais significativas é que as amêijoas menores continham mais micro plásticos do que as maiores, o que aponta para possíveis mecanismos de expulsão ou filtragem mais eficientes em indivíduos adultos. A Scrobicularia plana vive enterrada em estuários e pântanos, filtrando partículas da água e do sedimento.

    Portanto, além de ser um bioindicador de metais pesados, está emergindo como uma ferramenta fundamental para detectar microplásticos em diferentes camadas do ecossistema.

    Ao contrário de outras espécies usadas em estudos semelhantes, esta amêijoa reflete melhor a poluição da água e do fundo do mar, tornando-se um indicador muito valioso para avaliar a poluição ambiental em diferentes escalas.

    Embora os estuários do Guadalquivir e do Guadiana tenham diferentes níveis de pressão humana, os níveis de microplásticos encontrados nos bivalves foram semelhantes. Isso indica que fatores naturais como correntes e estações também influenciam sua distribuição.

    O estudo de longo prazo do acúmulo de microplásticos em S. plana e outras espécies é fundamental, tanto por seu papel nos ecossistemas quanto para seu consumo humano. Esta espécie pode atuar como vetor de contaminantes em toda a cadeia alimentar, trazendo sérias implicações para a saúde ambiental e humana.

    Fonte: Facebook.

  • Não há morangos contaminados garante a ASAE

    Não há morangos contaminados garante a ASAE

    Aquele organimo fiscalizador informa que «o Sistema Europeu de Segurança Alimentar está bem implementado e funciona, razão pela qual, o problema dos morangos distribuídos em Espanha e provenientes de Marrocos foi detetado e circunscrito» E não foram identificados morangos contaminados no circuito comercial em Portugal.

    Ainda assim, a ASAE, afirma manter-se atenta e a monitorizar a situação, tomando, se for caso disso as devidas medidas cautelares.

    Apesar de não haver motivo para preocupação em Portugal em relação ao consumo de morangos, diz ainda «é importante relembrar algumas práticas que ajudam a controlar a possibilidade de haver contaminação humana por via alimentar, como sejam a higiene frequente das mãos, limpeza e desinfeção de superfícies que contactem com os alimentos e o correto manuseamento de alimentos, com especial atenção para a lavagem cuidada dos alimentos que são consumidos crus».