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Etiqueta: consumos

  • 6120 piscinas 0limpicas é a perda de água no Algarve

    6120 piscinas 0limpicas é a perda de água no Algarve

    Esta é a conclusão da DECO PROteste, após análise dos dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).


    Segundo a organização, as fugas na distribuição dos 16 municípios algarvios resultaram no desperdício de 15,3 milhões de metros cúbicos de água potável em 2022.

    Elsa Agante, da DECO PROteste, estima que isso cobriria 49% das necessidades das famílias numa região sob pressão turística e com períodos de seca prolongados, que levaram a medidas urgentes, posteriormente atenuadas.

    ALTERAÇÃO DE COMPORTAMENTOS

    Os números permanecem estáveis. Em 2021, foram 15,5 milhões m3 e, em 2020, 14,6 milhões. Elsa Agante suspeita que pouco melhorou em 2023 ou neste ano.

    As obras planeadas – a Comunidade Intermunicipal do Algarve tem 43,9 milhões de euros do PRR para renovar 125 quilómetros de rede até 2026 – podem não ser suficientes para solucionar completamente o problema.

    De acordo com a DECO PROteste, os municípios do Algarve com maiores perdas anuais são Lagoa (370 litros por ramal/dia), Lagos (322), Silves (295), São Brás de Alportel (289), Loulé (242) e Castro Marim (220). Por outro lado, Aljezur (2,2), Tavira (45), Alcoutim (61 litros por ramal/dia), Vila Real de Santo António (78) e Portimão (97) são os que menos desperdiçam água.

  • A polémica com os gastos de água de Lagoa

    A polémica com os gastos de água de Lagoa

    As notícias publicadas são verdadeiras ao ser afirmado que Lagoa é o concelho do país com o maior gasto de água, mas também, não deixa de corresponder à realidade o fato de o Município de Lagoa se sentir de certa forma injustiçado. e entender prestar esclarecimentos «para repor a verdade dos factos».

    A autarquia alega em sua defesa que com apenas 23 734 habitantes, Lagoa tem a sétima maior oferta hoteleira do país. e nos meses de verão, entre população residente e flutuante, o concelho chega a acolher 100 mil pessoas.

    «São 100 mil pessoas que usufruem das infraestruturas de Lagoa, nomeadamente da água que consomem para beber, das refeições, que tomam banho ou lavam roupa ou a loiça. Durante quatro meses a população do concelho multiplica por quatro o universo que está a ser utilizado para fazer a média do consumo de água. O Município de Lagoa considera, no mínimo, desonesto que esse consumo seja distribuído/dividido pelos 23 734 habitantes residentes, dando a ideia errada de que os Lagoenses pouco ou nada se preocupam com um bem essencial e tão escasso como a água».

    E mostra que não é por acaso que os concelhos que aparecem imediatamente depois de Lagoa, Albufeira e Loulé, se juntam a Lagoa no pódio dos concelhos com maior oferta hoteleira em todo o Algarve. Mais do que o consumo médio de água, o que o indicador referido nas notícias mostra é a vitalidade do turismo em Lagoa como uma atividade económica geradora de riqueza e emprego, assim como a resiliência e preparação das infraestruturas de uma pequena localidade para receber e acolher condignamente largos milhares de pessoas.

    De resto, consciente que a gestão da água é um imperativo de sobrevivência no Algarve, onde este bem é cada vez mais escasso, o Município de Lagoa tem feito nos últimos anos um considerável esforço financeiro na substituição de condutas da rede de abastecimento de água e apresenta a sua longa lista de investimentos em benefício do abastecimento e poupança de água.

    Desta forma, a questão levantada pela Câmara Municipal de Lagoa destaca uma preocupação relevante em relação à análise do consumo de água, especialmente em regiões com significativa atividade hoteleira ou turística. O critério de dividir o consumo total de água pela população total para determinar o consumo per capita pode, de fato, distorcer a percepção do consumo real de água por habitante, especialmente em áreas onde o turismo desempenha um papel importante na economia local.

    A análise do consumo de água per capita é um método comumente utilizado para avaliar a eficiência do uso da água e identificar potenciais áreas de melhoria. No entanto, este método assume que o consumo de água é relativamente uniforme entre a população, o que pode não ser o caso em áreas com grandes flutuações na população devido ao turismo ou outras atividades sazonais.

    Em áreas turísticas, como pode ser o caso de Lagoa, o consumo de água pode ser significativamente impactado pelos visitantes, que não são contabilizados na população residente. Hotéis, restaurantes e atrações turísticas podem aumentar o consumo de água de forma considerável, resultando em uma representação imprecisa se o consumo total de água for simplesmente dividido pelo número de residentes permanentes.

    Em alguns casos, pode ser mais apropriado considerar separadamente o consumo de água por setores de atividade econômica ou ajustar a análise de consumo per capita para refletir a população flutuante devido ao turismo.

    A preocupação da Câmara Municipal de Lagoa destaca a importância de utilizar critérios de análise que reflitam com precisão o consumo de água, especialmente em áreas onde o turismo tem um impacto significativo.

    Seria interessante que as entidades de gestão de recursos hídricos procuracem esclarecer os seus métodos de análise para garantir uma avaliação justa e precisa do uso da água, considerando as nuances locais e as demandas específicas do setor hoteleiro e turístico.

    Neste caso, que os orgãos de comunicação social que noticiaram, quer a câmara municipal de Lagoa, cumpriram a missão de informar com clareza os seus cidadãos.

    Há contudo um pormenor uma questão que tem de ser levada em conta. Nem todos os concelhos tem a capacidade o potencial de aproveitamento turístico igual e as medidas de restrição do consumo, têm sempre como referência os contadores e não se preocupam com quem beneficia dos ganhos das atividades económicas.

  • Pode haver corte de água na agricultura e no consumo

    Pode haver corte de água na agricultura e no consumo

    O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) continua a considerar a situação como muito preocupante, e perto de catastrófica e salienta a necessidade de se poupar água a sério.

    Só a imprevisível chuva poderá evitar a falta de água, provavelmente até ao fim de agosto próximo, e as reduções no consumo previstas podiam permitir que a região tivesse água até ao fim do corrente ano.

    Também a redução coersiva do consumo, apoiada no aumento das tarifas de água para determinados escalões, pode vir a ser encarada, definidos consumos considerados moderados e, acima disso, penalizar os «consumidores inconscientes» com o pagamento de coimas.

    Os mais avisados especialistas em matéria de tempo, que se apoiam no saber secular para apreciar situações difíceis que já enfrentaram, consideram que a chegada deste frio, algo radical no mês de Janeiro, poderá eliminar bicharada e fungos parasitas e permitir salutares colheitas na próxima Primavera. O tempo é aleatório, até mesmo para a computação quântica.