FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: construção

  • Castro Marim vai demolia as construções ilegais

    Castro Marim vai demolia as construções ilegais

    A cãmara municipal de Castro Marim decidiu intensificar a fiscalização urbanística e prepara-se para demolir construções ilegais dispersas pelo concelho, incluindo casas de madeira, contentores e outras estruturas não licenciadas.

    O cerco será apertado em torno das construções ilegais que, segundo a autarquia, têm proliferado no concelho e, no exercício das suas competências em matéria de ordenamento do território, pretende combater a proliferação de operações urbanísticas realizadas sem o devido licenciamento, avançando com processos de demolição.

    Nos últimos anos, a fiscalização municipal contabilizou cerca de 100 autos de notícia relativos a construções e intervenções urbanísticas ilegais. Entre as infrações mais comuns, destacam-se a instalação de casas de madeira, casas móveis pré-fabricadas, casas modulares e contentores marítimos.

    A autarquia reconhece que parte destas infrações são cometidas por cidadãos estrangeiros, quer por desconhecimento da legislação portuguesa, quer por terem sido induzidos em erro. No entanto, sublinha a importância de assegurar uma ocupação do solo planeada, legal e ordenada, garantindo o cumprimento da lei e a defesa do interesse público.

    «Antes de avançar para este tipo de solução habitacional, a instalação destas estruturas está obrigatoriamente sujeita a licenciamento municipal, nos mesmos termos legais aplicáveis à construção de uma habitação convencional», alerta a Câmara Municipal.

    Nos casos em que não haja licenciamento prévio e as construções não reunirem condições para legalização, a autarquia garante que recorrerá a medidas de tutela da legalidade urbanística, procedendo à demolição das edificações ilegais. Caso os infratores não procedam voluntariamente à demolição, a Câmara Municipal executará as obras coercivamente, imputando os custos aos infratores e comunicando os factos ao Ministério Público.

    A autarquia garante que procederá à verificação individualizada de todas as situações identificadas, avançando com as demolições de forma faseada e por lotes, com integral respeito pelos procedimentos legais aplicáveis. Para esse efeito, orçamentará os valores associados às demolições, assegurando uma atuação planeada e financeiramente sustentada.

    Paralelamente, a Câmara Municipal apela ao Governo para que crie um diploma legal específico que regule as novas realidades habitacionais, como casas móveis e pré-fabricadas, definindo as condições de implantação e deslocação destas estruturas.

    A iniciativa do município visa também garantir a segurança e o planeamento urbano adequado, especialmente em situações de emergência, onde a habitação dispersa não legal pode dificultar as operações de socorro.

  • Aumento do número de construções clandestinas

    Um pouco por todo o lado, acima de tudo em nas zonas do interior, para responder a alegada falta de habitação, o número de construções ilegais, ten crescido, segundo uma reportagem da TVI.

    Só em Loulé a Câmara Municipal quer avançar com a demolição de 140 situações irregulares, em particular de casas pré-fabricadas, rulotes, casas modulares, de várias tipologias.

    Nos últimos três anos foram analisados quase 700 casos e a autarquia tem 25 processos para demolição nos próximos meses. Nos últimos três anos, a câmara municipal de Loulé analisou quase 700 caso de detetou que 140 estão irregulares, tendo sido dadas 116 ordens de demolição.

  • Custos de nova construção aumentam 7,2%

    Custos de nova construção aumentam 7,2%

    O preço dos materiais e o custo da mão de obra apresentaram, respetivamente, variações homólogas de 9,1% e de 4,5, segundo nota divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística.

    Em janeiro de 2022, a variação homóloga estimada do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova
    (ICCHN) foi de7,2%, taxa superior em 0,2 p.p. à observada em dezembro de 2021.

    Os preços dos materiais aumentaram 9,1% (8,2% no mês anterior) e o custo da mão de obra aumentou 4,5% (5,2% em dezembro).
    O quadro seguinte apresenta um resumo das taxas de variação homóloga dos índices para o total e para as componentes dos materiais e da mão de obra na construção:

    Quanto à vaariação homóloga, o custo dos materiais contribuiu com 5,3 p.p. para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN (4,8 p.p. em dezembro de 2021) e a componente mão de obra contribuiu com 1,9 p.p. (2,2 p.p. no mês anterior). Entre madeiras e derivados de madeira, todos com crescimentos homólogos acima dos 20%.

    Na variação em cadeia, A taxa de variação mensal do ICCHN foi 1,1% em janeiro de 2022 e o custo dos materiais aumentou 2,7%, tendo o custo da mão de obra diminuído 1,1%.

    Quanto ao índice de Custos de Construção de Habitação Nova Taxas de variação mensal, total e por fator de produção. As componentes materiais e mão de obra contribuíram com 1,6 p.p. e -0,5 p.p..

  • Prédio de Monte Gordo vai ser recuperado

    Prédio de Monte Gordo vai ser recuperado

    O prédio foi construído e sofreu um embargo pelo fato do construtor ter ultrapassado os limites licenciados. Posteriormente outra empresa adquiriu o edifício, depois de ter avaliado que a estrutura poderia ser recuperada.

    Após o licenciamento é estimado que a construção dos andares possa estar concluída dentro de dois anos, sendo que o andar de topo vai ser suprimido para que sejam respeitadas as normas urbanísticas da zona.

  • Guadiana já tem estaleiro para a ciência do Mar

    Guadiana já tem estaleiro para a ciência do Mar

    «Mar profundo» é assim mesmo que está nomeado o primeiro navio com essa finalidade, uma embarcação capaz de testar a tecnologia de ponta desenvolvida no nosso País e que qualifica a Nautiber como empresa capaz de participar neste nicho especializado da construção naval.

    O navio deslizou no carro para as águas mansas do rio Guadiana, atestando desde logo a flutuabilidade. Terá a missão de testar novas tecnologias na área das ciências marítimas, como robots, sensores e veículos submarinos não tripulados. Vai ser utilizado acima de tudo pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) da Universidade do Porto e pelo Centro de Investigação Tecnológica do Algarve (CINTAL) da Universidade do Algarve, mas também por outras entidades académicas.

    Foi construído durante a pandemia, atestando a resistência do mundo do trabalho à adversidade, tendo a construção demorado cerca de um ano.

    Rui Roque, responsável pelo estaleiro e pela empresa afirmou aos jornalistas que a obra era de grande importância para a empresa «porque pode abrir-nos outros mercados que até agora, sem executar e sem fazer algo assim, possivelmente, não teríamos acesso. Esta oportunidade que o INESC TEC nos deu é fundamental para a nossa indústria»

    Salientou que está criado um produto específico, vendável lá fora. Lembrou que a empresa já tinha realizado outros trabalhos, mas não com uma embarcação tão especializada. «É a nossa entrada no segmento da ciência», confirmou.

    A cerimónia de «bota-abaixo» contou com a presença de Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; José Apolinário, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve; José Manuel Mendonça, professor catedrático no Departamento de Engenharia e Gestão Industrial da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e presidente do Conselho de Administração do INESC TEC; de Paulo Águas, Reitor da Universidade do Algarve; e de Helena Pereira, presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) , madrinha do «Mar Profundo»  marinheira com curso de Patrão de Costa.

    A embarcação foi financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional Regional do Norte, e pela FCT através de fundos nacionais.

    Muito trabalho ainda por fazer

    O «Mar Profundo» ainda não está pronto, falta a instalação de computadores e outros meios de apoio à missão que se destina, permitir dar um salto muito grande para testar se aquilo que foi feito em tanque no laboratório está ou não, funcional para a função que foi projetada. Os robots são do tipo AUV (Autonomous Underwater Vehicle) e ROV (Remotely Operated Vehicle) para a exploração dos recursos da plataforma marinha, assim como vários tipos de sensores.

    O «Mar Profundo» terá «computadores a bordo, um sistema de comunicação e duas plataformas de acesso ao mar. Terá também uma grua e plataforma móvel e pode testar se os robots conseguem localizar e chegar a recursos. Prevê-se que entre ao serviço em setembro, cento e cinquenta dias por ano. Tem 19 metros por 7 de boca, permitindo a presença de oito investigadores a bordo, mais três a quatro tripulantes. Tem uma autonomia até três dias no mar antes de voltar a um porto…

    A Nautiber foi escolhida em concurso público, emprega diretamente setenta pessoas e mais dez subcontratadas. Em média, a empresa entrega dez embarcações por ano, o que representa uma faturação média de sete milhões de euros. Neste momento de incerteza e da crise mundial, o estaleiro tem encomendadas catorze embarcações já em construção, sendo oito para exportação e as restantes para o mercado nacional, revelou Rui Roque aos jornalistas presentes.