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Etiqueta: Cheias

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  • Buscas intensivas no Guadiana

    Buscas intensivas no Guadiana

    Encontrado o cidadão francês

    A atenção das autoridades e da comunidade local esteve, nos últimos dias, centrada no Rio Guadiana, na zona fronteiriça de La Laja. A confirmação do desfecho das intensas operações de busca encerra o dramático episódio da queda de um cidadão de nacionalidade francesa nas águas do rio internacional.

    O alerta foi dado após o desaparecimento do indivíduo, que terá caído ou sido arrastado pela corrente na região perto de La Laja, um ponto sensível do caudal do Guadiana.

    A resposta das forças de segurança e salvamento foi imediata e coordenada, envolvendo uma mobilização transfronteiriça de recursos, dada a natureza do incidente num rio que serve de fronteira natural entre Portugal e Espanha.

    Em Portugal, elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), em articulação com a Polícia Marítima, os Bombeiros e equipas de Proteção Civil, empenharam vastos meios aquáticos e terrestres.

    A complexidade do terreno e a forte corrente do rio exigiram a utilização de embarcações especializadas e o envolvimento de equipas de mergulho para varrer as áreas mais profundas e de difícil acesso.

    Após um esforço incessante que se prolongou por vários dias, e que manteve a comunidade em sobressalto, as autoridades conseguiram finalmente localizar o corpo do cidadão francês desaparecido.

    Este trágico achado permite agora o encerramento formal das operações de busca. As circunstâncias exatas da queda continuam a ser investigadas, mas tudo aponta para um acidente fatal nas margens do rio.

    Fotografia: Por CorreiaPM – Obra do próprio, Domínio público, Hiperligação

  • Inundações em Mértola: A História dos Três Dias de Sacrifício e Coordenação

    Inundações em Mértola: A História dos Três Dias de Sacrifício e Coordenação

    A câmara municipal de Mértola está preocupada com o volume de águas acumulado na tapada menor da Mina de São Domingos, e com os muros de contenção.

    Segundo a a AMM de Mértola, que reporta do local, a água está a ser escoada tentando evitar o pior que é uma rotura nos muros de contenção, o que colocaria em risco o casario.

    Também o Rio Guadiana elevou os níveis de alerta na região de Mértola, exigindo uma resposta imediata e intensa das autoridades. Durante 72 horas ininterruptas, os Bombeiros de Mértola estiveram na linha da frente, demonstrando um notável “espírito de missão” no apoio à população afetada pelas cheias e inundações.

    A prioridade máxima durante os três dias de emergência foi a salvaguarda de vidas e bens. A missão mais delicada envolveu a rápida evacuação dos utentes do lar de idosos de Mértola, garantindo a sua segurança face à subida das águas. As equipas estiveram em prevenção 24 horas por dia em pontos nevrálgicos junto ao rio, nomeadamente em Pomarão e na área de Mértola (Além Rio), bem como junto à Tapada Pequena, na Mina de S. Domingos.

    O Comando dos Bombeiros de Mértola expressou profundo agradecimento a todos os elementos pelo seu profissionalismo e dedicação contínua. A resposta à crise foi caracterizada por uma coordenação exemplar entre múltiplas entidades.

    O Município de Mértola assumiu a monitorização da situação, trabalhando em estreita parceria com a GNR, o Comando Sub Regional do Baixo Alentejo, a Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, a EDIA e a APA (Agência Portuguesa do Ambiente). Esta união de esforços foi crucial para gerir a crise de forma eficaz.

    No que toca ao apoio logístico, essencial para manter os operacionais no terreno, foi feito um agradecimento especial à direção e aos funcionários do bar e limpeza do quartel. A sua ajuda na preparação da logística garantiu que nada faltasse às equipas de socorro. Foi também destacada a colaboração da Junta de Freguesia de Mértola, que prontamente cedeu uma sala vital para a montagem do Posto de Comando Municipal.

    Apesar de a fase mais crítica ter sido ultrapassada, as equipas de intervenção mantêm-se no terreno, atentas à evolução da situação. As entidades competentes reiteram a importância de a população confiar nas instruções das autoridades para garantir a segurança de toda a comunidade. Bem hajam.

    Foto e créditos: AMM Mértola Informação Meio Local

  • Depressão Kristin: Castro Marim mobiliza ajuda Crucial

    Depressão Kristin: Castro Marim mobiliza ajuda Crucial

    Envio de Geradores para o Centro do País

    O Município de Castro Marim em demonstração de «um forte espírito de solidariedade inter-regional» enviou, no dia 31 de janeiro, um carregamento vital de geradores de grande capacidade.

    A ajuda é destinada às zonas do Centro do país, gravemente afetadas pelos danos causados pela recente depressão Kristin.

    A operação logística, conduzida por um motorista do município algarvio, envolveu o transporte de geradores potentes (cerca de 100 kVA), provenientes do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil/Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, juntamente com o apoio dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Portimão e Loulé.

    Os equipamentos de maior dimensão serão cruciais para garantir o funcionamento de centros de saúde e outros equipamentos sociais na área de Leiria. Paralelamente, foram igualmente transportados pequenos geradores domésticos com destino ao Município de Pombal.

    Esta ação de apoio é uma resposta direta à solicitação do Comando Nacional para a constituição de um Grupo de Reforço de Bombagem. Este grupo de intervenção especializado na zona centro conta com um total de sete veículos, 25 bombeiros e dois elementos de comando, mobilizados a partir de corporações algarvias essenciais, incluindo Vila Real de Santo António (VRSA), Castro Marim, Lagos, Loulé, Monchique, Albufeira e Vila do Bispo.

    Além do apoio logístico e de recursos humanos, o esforço de ajuda humanitária continua a contar com o contributo da população. Até ao dia 3 de fevereiro, os cidadãos podem participar ativamente na recolha de bens essenciais.

    As doações, que incluem água, alimentos não perecíveis (como conservas, massa, arroz, azeite, leite, papas infantis, bolachas e cereais), produtos de higiene (champô, sabonete, fraldas, toalhetes) e materiais de construção cruciais (telhas, areia, cimento, lonas e mangas de plástico para proteção de telhados), podem ser entregues nos quartéis de bombeiros de VRSA e Castro Marim.

    A mobilização rápida de Castro Marim e a articulação entre as diversas entidades de proteção civil do Algarve sublinham a importância da coordenação nacional em momentos de crise, reforçando o lema de que ‘Juntos vamos ajudar o País’.

  • Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    As recentes e intensas tempestades que têm assolado o Sul da Europa deixaram marcas visíveis na rede de percursos pedestres mais emblemática do Algarve.

    Os responsáveis pela gestão da Via Algarviana emitiram um alerta urgente, documentado por um testemunho fotográfico impactante, que confirma o estado de cheia em várias secções do percurso.

    A fotografia divulgada foca-se na passagem pela ribeira de Monchique, ilustrando o nível alarmante a que as águas subiram durante o fim de semana.

    O registo mostra claramente o caminho que desce até à ribeira completamente inundado, com a água a cobrir sensivelmente metade de um poste de sinalização, um indicador claro da profundidade e do risco atual.

    Este cenário não se limita apenas às linhas de água. Os gestores da Via Algarviana sublinham que o estado atual de muitos trilhos e caminhos foi gravemente afetado pela saturação dos solos e pela força dos caudais.

    A passagem pela ribeira de Monchique é apenas um exemplo da vulnerabilidade do percurso face à sequência de eventos meteorológicos extremos deste inverno.

    Face à instabilidade e aos perigos inerentes à circulação em caminhos potencialmente danificados ou submersos, a recomendação é perentória: os caminhantes e entusiastas da natureza devem adiar os seus planos de exploração da Via Algarviana por “mais uns dias (ou semanas)”.

    O objetivo é simples: garantir que todos possam desfrutar do percurso em segurança e em pleno contacto com a natureza, assim que as condições climatéricas permitam a recuperação total dos trilhos.

  • Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Enchentes Devastadoras e dezenas de mortos e desaparecidos


    O estado do Texas, nos Estados Unidos, foi atingido por inundações repentinas catastróficas no último fim de semana do Dia da Independência (4 de julho), resultando em um número trágico de mortos e desaparecidos, especialmente na região de Central Texas, ao longo do rio Guadalupe. As chuvas torrenciais transformaram rios e riachos em torrentes mortais, apanhando muitos de surpresa.

    O Balanço da Tragédia

    Até o momento, mais de 80 pessoas foram confirmadas mortas, e as autoridades continuam as operações de busca por dezenas de desaparecidos. A maioria das vítimas e dos que continuam desaparecidos são da área de Kerr County, onde um acampamento de verão para meninas, Camp Mystic, foi severamente atingido. Várias crianças e monitores do acampamento estão entre as vítimas e os desaparecidos, com pelo menos 10 crianças ainda desaparecidas do Camp Mystic.

    As inundações ocorreram nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, 4 de julho, pegando residentes e campistas desprevenidos. O rio Guadalupe subiu cerca de 8 metros em apenas 45 minutos, arrastando casas, veículos e infraestruturas.

    Causas e Contexto

    A devastação foi intensificada por uma combinação de fatores:

    • Chuvas Extremas: Uma quantidade massiva de chuva, excedendo em muito as previsões (com alguns locais registando mais de 30 centímetros), caiu em poucas horas.
    • Geografia da “Flash Flood Alley”: A região de Texas Hill Country é conhecida como “flash flood alley” (corredor de inundações repentinas) devido ao seu terreno íngreme, solo rochoso e pouca vegetação, que impedem a absorção rápida da água, fazendo-a escoar rapidamente para os rios.
    • Remanescentes de Tempestade Tropical: A humidade significativa trazida pelos remanescentes da Tempestade Tropical Barry, que tocou terra no México, combinada com outros sistemas meteorológicos, “alimentou” a tempestade sobre o Texas.
    • Falta de Alertas Efetivos: Sobreviventes relataram não ter recebido avisos de emergência suficientes ou em tempo hábil. Embora o Serviço Nacional de Meteorologia tenha emitido alertas, há questões sobre a eficácia dos sistemas de alerta locais em alcançar as comunidades mais vulneráveis e os acampamentos ao longo do rio.

    Desafios e Próximos Passos

    As equipas de resgate enfrentam desafios contínuos devido aos detritos, ao calor intenso e à possibilidade de mais chuvas, complicando as buscas pelos desaparecidos. A comunidade está em luto e o Texas está a começar um longo processo de recuperação.

    Este evento trágico sublinha a importância crítica de sistemas de alerta eficazes, preparação para desastres e ordenamento do território, especialmente em áreas propensas a inundações repentinas. As autoridades estão sob escrutínio para avaliar como podem melhorar a resposta a futuros eventos climáticos extremos.

    A Atuação das Autoridades e os Desafios na Resposta às Inundações no Texas


    Diante da escala da tragédia das inundações no Texas, a atuação das autoridades tem sido marcada por uma intensa mobilização de recursos para busca e resgate, mas também por um crescente debate sobre a eficácia dos sistemas de alerta e a preparação para desastres dessa magnitude.

    Operações de Busca e Resgate: Uma Corrida Contra o Tempo
    Desde o primeiro momento, as equipes de emergência do Texas, apoiadas por agências federais, têm trabalhado incansavelmente em operações massivas de busca e resgate. Centenas de profissionais, incluindo socorristas da Guarda Costeira dos EUA, equipes de resgate em águas rápidas (Swiftwater Rescue Boat Squads da Texas A&M Task Force 1 e 3), guardas de caça (Game Wardens) e helicópteros com capacidade de içamento, foram mobilizados. Mais de 1.700 pessoas estão envolvidas nas operações.

    Os esforços se concentram nas áreas mais devastadas, como Kerr County e ao longo do rio Guadalupe, onde casas e acampamentos foram arrastados pela força da água. As equipes utilizam helicópteros, barcos, drones e maquinário pesado para remover detritos e vasculhar as margens dos rios. Voluntários também foram direcionados para auxiliar nas buscas.

    Até o momento, mais de 850 pessoas foram resgatadas, muitas delas encontradas agarradas a árvores ou em estruturas isoladas. Contudo, as condições são extremamente desafiadoras: o terreno está coberto por lama e destroços, há presença de cobras e o calor intenso, somado à previsão de mais chuvas, complica ainda mais as operações. A extensão dos danos e o volume de detritos tornam a busca por desaparecidos uma tarefa árdua e demorada.

    Desafios e Críticas à Gestão de Emergências
    Apesar da dedicação das equipes de resgate, a tragédia levantou questões sérias sobre a preparação e a resposta das autoridades, gerando um intenso debate público e político.

    Um dos pontos mais críticos é a eficácia dos avisos e alertas meteorológicos. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) emitiu alertas de inundação potencial com antecedência e, nas primeiras horas da sexta-feira, 4 de julho, emitiu alertas de inundação repentina e até mesmo “emergências de inundação repentina” – um aviso raro que sinaliza perigo iminente. No entanto, muitas vítimas e moradores afirmam não ter recebido alertas adequados ou em tempo hábil.

    Problemas de Comunicação: O gerente municipal de Kerrville, Dalton Rice, apontou que muitas áreas rurais e acampamentos têm pouca ou nenhuma cobertura de telefonia celular, dificultando a entrega de alertas diretos aos telefones. Há também questionamentos sobre se os alertas federais foram devidamente retransmitidos pelas autoridades locais e estaduais de maneira eficaz para o público.

    Falta de Evacuação: A investigação futura focará em por que alguns acampamentos e residências não evacuaram ou se moveram para terrenos mais elevados, apesar da vulnerabilidade da área a inundações repentinas (“flash flood alley”). Enquanto alguns acampamentos agiram rapidamente para realocar pessoas, outros não o fizeram, resultando em perdas trágicas, como no Camp Mystic.

    Controvérsia Política: A tragédia também se tornou um ponto de disputa política. Alegações de que cortes orçamentários na National Weather Service (NWS) e na Federal Emergency Management Agency (FEMA) poderiam ter comprometido a capacidade de previsão e alerta têm sido levantadas, embora autoridades como o senador Ted Cruz neguem que tais cortes tenham impactado os avisos. O Presidente Donald Trump, que visitará o estado, também se pronunciou, defendendo que o evento foi “inesperado”.

    As autoridades afirmaram que, uma vez concluídas as operações de busca e resgate, haverá uma investigação aprofundada para analisar a cadeia de alertas, as comunicações e os protocolos de emergência, buscando identificar o que poderia ter sido feito de forma diferente para mitigar o impacto de eventos futuros. A tragédia do Texas reforça a importância de uma coordenação robusta entre todos os níveis de governo e de sistemas de alerta e comunicação de emergência mais resilientes e acessíveis para proteger as comunidades em áreas de alto risco.


    Podemos aprofundar a discussão sobre os esforços de resgate ou as medidas de prevenção no Texas, se desejar.

  • Prevenção de cheias e o abastecimento em Tavira

    Prevenção de cheias e o abastecimento em Tavira

    Este protocolo não esquece o atual contexto de escassez hídrica, o aproveitamento de água como reforço do sistema de Odeleite-Beliche para rega e abastecimento público.

    A direção da Associação de Regantes do Sotavento Algarvio lançou o concurso para a elaboração do projeto de uma obra que pode proteger a cidade das cheias, assegurando o caudal ecológico desde a Soalheira do Pereiro até São Domingos (águas de maré).

    O aproveitamento da água para consumo humano e algum reforço do sistema de rega para estabilizar reservas em tempos de seca é outra das possibilidades.

    «Está previsto o armazenamento de cerca de 10hm3, em ano médio, num cenário de redução de precipitação e isto próximo da ETA de Tavira que fornece água tratada a todo o Sotavento do Algarve e a 4,5 Kms do reservatório central de Santo Estêvão que abastece a agricultura também», observa a autarquia.

    Com o concurso agora lançado, a Associação de Regantes conta dispor de projeto e estudo de impacte ambiental atualizado, durante o segundo semestre de 2025. Em função das condições estudadas será depois realizado o projeto de execução.

    O Município de Tavira manifestou dá nota positiva ao empreendimento e «congratula-se e disponibiliza-se para apoiar, sempre que necessário, o projeto e a futura construção de uma barragem tendo em conta a subida do nível das águas do mar no contexto das alterações climáticas e a probabilidade de agravar o risco e cheias na baixa da cidade de Tavira, tal como aconteceu em 1969 e 1989 e em outras ocasiões, embora com menos impacto».

    Foto: SAFEPLACE52