Na casa do Alentejo em Lisboa, será evocada a memória de Amílcar Cabral, às 18:00 horas do próximo dia 11 de Setembro.
O lema de homenagem é «Amílcar Cabral, Centenário – esse legado histórico para a luta que continua».
Estão previstas várias intervenções políticas, e como prometido, de certeza será evocada a fraternidade de luta dos povos da Guiné-Bissau e Cabo Verde e dos povos africanos que combateram o regime colonial.
Estão previstas intervenções de representantes do PCP, PAIGC e PAICV. O cantor cabo-verdiano Polaco, terá a presença de Amílcar Cabral dita pelo ator Júlio Mesquita conforme a homenagem e cultura africana.
Intitulada «100 memórias – 100 anos da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense», acompanhou as celebrações que decorreram com muita alegria e uma programação cultural que incluía atuações musicais e bandas convidadas.
Ao princípio do dia foram recebidas as bandas convidadas, a Filarmónica Artística Pombalense e Banda Filarmónica Artistas de Minerva, que percorreram as ruas da vila em arruada, cumprimentando entidades, sócios e população.
A exposição gem estado patente sendo uma oportunidade de viajar no tempo e de reviver momentos marcantes, contando com um acervo da própria sociedade e de particulares, que cederam registos documentais e objetos.
Recoda-se, desta forma, a história da Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense, retratada através de objetos antigos como bandeiras, fardas, divisas, instrumentos e recortes de imprensa.
O dia culminou com atuações da Banda Musical Castromarinense, da Filarmónica Artística Pombalense e da Banda Filarmónica Artistas de Minerva, que encheram a Casa do Sal
Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense
É uma das instituições mais importantes do concelho, considerada como «um orgulho para o Município». Foi fundada com um fim mais diverso do que a música, tendo ao longo da sua vida marcado presença em festas, cerimónias e celebrações, além de elevar o bom nome de Castro Marim.
Está previsto a mrlhoria da exposição com a realização de várias atividades, encontros e ensaios in loco, com este 100.º aniversário a continuar a ser assinalado ao longo de todo o ano, incluindo um concerto a 24 de junho, Dia do Município de Castro Marim, com a participação dos UHF, no Revelim de Santo António.
A câmara municipal considera que a participação desta sociedade na vida social, cultural e recreativa de Castro Marim «teve um profundo impacto na comunidade durante várias décadas, tendo ganho dinâmica com a Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, que celebra este ano o seu 50.º aniversário».
A Sociedade Recreativa Popular – Banda Musical Castromarinense não é apenas um conjunto de músicos, é uma família que se reúne para ensaiar, compartilhar histórias e criar algo maior do que a soma das suas partes individuais.
Este grupo cria crianças e jovens, arrasta famílias e amigos, constrói laços para a vida e transforma a essência humana de todos os que por lá passam, com o empenho e dedicação de todos os dirigentes, maestros, músicos, familiares e autarcas.
Álvaro Araújo e Noronha de Bragança descerraram a placa dos 100 anos.
O descerramento de uma placa comemorativa dos cem anos de entrada em funcionamento do farol de Vila Real de Santo António, ao fim da manhã de 20 de Janeiro deste 2023, pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo e pelo contra-Almirante Noronha de Bragança, assinalaram com a devida solenidade o momento alto das celebrações.
As intervenções foram realizadas no pátio do Farol, perante a presença de público convidado e de autoridades civis e militares, com destaque para o contra-Almirante Noronha de Bragança, o diretor de faróis capitão de Mar e Guerra Miranda de Castro, o chefe de Departamento Marítimo do Sul, Capitão de Mar e Guerra Santos Pereira, o capitão do Porto de Vila Real de Santo António, capitão de Fragata Afonso Martins, a presidente da Assembleia Municipal Célia Paz, membros do executivo municipal, o presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, o diretor regional da Agricultura, o vereador da Câmara Municipal de Castro Marim, os presidentes das juntas de freguesia de Vila Real de Santo António e de Monte Gordo, o Comandante Naval do Huelva e os três faroleiros que trabalham e cuidam 24 horas por dia do farol, Furtado Pacheco, o faroleiro chefe, Boto Caetano e Pereira Fatal.
Discursos com o Farol em fundo
Noronha de Bragança, depois de agradecer ao presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, em nome de todos os que servem regional e localmente na Autoridade Marítima Nacional, lembrou o apoio que «esta região de secular ligação ao mar tem continuadamente disponibilizado às mulheres e homens que servem o país e os portugueses, na Autoridade Marítima Nacional»
Agradeceu a presença na cerimónia de «ilustres representantes do reino de Espanha, o que honra este ato e o qual entendo como um sinal de amizade entre os nossos povos e as nossas autoridades marítimas».
O contra-Almirante destacou o fato de o farol de Vila Real de Santo António, farol mais a leste de todos os faróis de Portugal, «com uma imponência única devido à sua altura e espaços que o rodeiam, constitui-se como um património arquitetónico e de engenharia importante na região, perfeitamente integrado na malha urbana desta cidade e o senhor presidente se me permite, pela experiência que tive ontem, também no coração de todos os que habitam nesta cidade».
O militar referia-se à tertúlia da tarde anterior, onde participaram Fernando Pessanha, Neto Gomes e José Cruz e o público que ocupou a sala do Arquivo Histórico Municipal, António Rosa Mendes, a que nos referiremos noutro artigo.
«Passados cem anos e após várias alterações, modificações e modernizações, recorrendo a automatismos e sucessivos aperfeiçoamentos tecnológicos, não podemos esquecer todos aqueles que garantiram, que continuam a garantir, o contínuo funcionamento deste farol e de todos os outros cinquenta e dois faróis do nosso país.», continuou, enaltecendo, depois, a presença dos «faroleiros que aqui habitam com as suas famílias e garantem a manutenção técnica dos assinalamentos marítimos da região, bem como da preservação do conjunto edificado que constituem estas instalações».
Sublinhou «a significativa especificidade da profissão de faroleiro, única pela natureza do contexto geográfico e tipicidade e a sua multidisciplinaridade de ações que a mesma implica».
Destacou ao presidente da câmara municipal o fato de a autoridade marítima nacional e os seus órgãos centrais e locais contarem com o apoio das autarquias em que se inserem e deu como exemplo «a receptividade evidenciada para com este evento, com as atividades já desenvolvidas e que irão decorrer nas próximas semanas em comemorações deste centenário com atividades culturais e desportivas várias, mantendo viva esta ligação da comunidade ao seu farol»
Asseverou que a autoridade marítima honrará o compromisso de permanente cooperação que tudo fará para «manter a dignidade estrutural deste farol, acompanhando a evolução natural e tecnológica que as regras internacionais determinarem e a segurança marítima o exigir».
publico presente nos 100 anos do farol
As palavras de Álvaro Araújo, presidente da Câmara Municipal
O presidente do executivo municipal começou a pedir uma grande salva de palmas de reconhecimento pelo trabalho que desenvolvem os faroleiros e por designar o dia como «especial» para Vila Real de Santo António.
Considerou o farol como património material e imaterial da cidade, um símbolo e um marco da nossa história que «escreve-se com homens e mulheres, mas também se escreve com edifícios e com tudo o que eles representam».
«A história de Vila Real de Santo António está e estará eternamente ligada ao mar, que é o ponto de partida e de chegada de embarcações e de pessoas. Pessoas que, ao longo dos séculos, se cruzaram aqui e fizeram da nossa terra um ponto de confluência de gentes e culturas. O mar foi e ainda é o sustento de várias famílias, que todos os dias esperam pelos barcos da pesca que regressam a terra firme, guiados pela luz do nosso farol e repletos de peixe e de histórias para contar»
Sublinhou que a construção do edifício do Farol foi o resultado de vários anos de discussão, sobre a necessidade de ele existir como foco orientador das embarcações e a forma como poderia assentar sobre o terreno.
«Em janeiro de mil novecentos e vinte e três, numa época de ouro em que as fábricas conserveiras alavancavam o tecido económico vila-realense, o farol impôs-se no céu, a quarenta e seis metros do solo, numa torre circular imponente que marcou para sempre a malha urbana de Vila Real de Santo António. Pensamos num farol, pensamos imediatamente na luz que dele emana. A luz que assume um ponto de referência para todos os barcos, numa longa distância, e que é capaz de os guiar até casa. Os vilarealenses vivem ao longo do último século com a presença dessa luz incandescente. A luz que é detentora da esperança de regressar a casa e de rever quem amamos».
Sublinhou ser essa a principal função do farol com capacidade de guiar e de trazer a casa quem anda no mar. «Essa luz é que se opõe às trevas, que é reconfortante para quem avista e foi avistada durante os últimos cem anos por milhões de pessoas no mar e em terra. De Castro Marim a Ayamonte, o rasto de luz do nosso farol cumpriu e cumpre a missão para a qual estava destinado. Trouxe a luz onde havia trevas, encontrou quem estava desencontrado. Uniu quem estava separado. Por isso, hoje, em nome do município de Vila Real de Santo António, onde a cidade iluminista se enche de luz, reitero a importância que o Farol assume como património da nossa cidade, não só do ponto de vista marítimo, mas também, do ponto de vista urbano, como parte integrante da estrutura da cidade.»
O presidente da câmara vincou, ainda, a importância da Autoridade Marítima Nacional e do capitão do Porto, que têm desempenhado um papel muito fundamental em tudo o que diz respeito ao concelho, reiterando que «este executivo municipal está ao vosso lado e disponível, desde a primeira hora, para colaborar convosco, sempre em prol do desenvolvimento e da segurança de Vila Real de Santo António e do seu território, seja Marítimo seja terrestre».
A cerimónia inaugural da exposição do centenário e, descerramento da lápide contou com a presença de Rosinda Pimenta, vice-Presidente da Câmara Municipal de Mértola, Manuel Gonçalves, presidente da Assembleia do S. Domingos F.C, Miguel Rasquinho, diretor Regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e Juventude e ainda com a presença de um representante da Associação de Futebol de Beja.
Para assinalar a data os veteranos do S. Domingos F. C. disputaram um jogo contra o C.D. Beja, e a equipa sénior da casa jogou com o Mértola United F.C.
As palavras de Hugo Cavaco
Na apresentação da terceira edição do seu livro dedicado ao centenário do clube que titulou como S. DOMINGOS FUTEBOL CLUBE (Um baluarte do lazer, do desporto «mineiro« e de outras curiosidades…) e (contributos para a sua história), o reputado historiador Hugo Cavaco, dirigindo-se à Assembleia que enchia literalmente a sala, afirmou:
«Sou filho das gentes da Mina de São Domingos e esse foi um estímulo para transformar o que, em princípio, era apenas uma recreação e uma minha paixão numa conclusão. Nas vésperas do primeiro centenário do São Domingos Futebol Clube o livro, sendo elemento integrador para um conhecimento mais profundo, quanto à vivência da população inglesa, tem, na parte das fotografias os elementos mais apelativos para as classes sociais mais jovens que bem diminuídas já o são».
«Assim, procura-se, através da profusão das imagens, cativar a atenção daqueles que podem ver os filhos ganharem o gosto de conhecer algo da vivência bem diferente daquela que foi a vida dos seus antepassados, no campo social, económico e desportivo.»
.A escolha do Museu Municipal de Faro para a realização desta sessão pública é inseparável das várias referências que sobre ele existem na obra “Viagem a Portugal”, bem como a escolha de Vila Real de Santo António que merece referência na obra analisada.
A análise da obra em ambas as localidades esteve a cargo de Carina Infante do Carmo. Em Faro, foi Vasco Cardoso quem falou da vida e da militância comunista do homenageado no Centenário. Essa tarefa esteve a cargo de Sandra de Jesus em Vila Real de Santo Antonio, onde também participou o escritor José Estêvão Cruz.
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Ao assinalar o centenário de José Saramago, sob o lema “Escritor universal, intelectual de Abril, militante comunista”, o PCP afirma pretende contribuir para a divulgação e para o debate em torno da obra de um dos mais destacados intelectuais do Portugal de Abril, para a democratização da cultura, com especial preocupação com as novas gerações, bem como, para o conhecimento do seu papel na luta contra o fascismo, pelas conquistas de Abril, como militante comunista.
São hoje apresentados em Lisboa, na Fundação Portuguesa da Comunicações, os selos da República relativos ao centenário da Fundação do PCP, a 6 de Março de 1921. Na iniciativa participam uma delegação deste partido e representantes dos CTT. Os selos, já emitidos, encontram-se em circulação desde o dia 31 de Março do ano em curso.