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Etiqueta: caudais

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  • Rios a secarem por atuação espanhola

    Rios a secarem por atuação espanhola

    Associação ZERO avalia caudais a algumas semanas do final do ano hidrológico.


    A Associação ZERO, efetuou uma avaliação dos resultados relativos aos caudais dos três principais rios internacionais, Douro, Tejo e Guadiana, desde o início do ano hidrológico que se estende de 1 de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022 e está a apelar ao entendimento sobre caudais ecológicos tal como sugerido na Diretiva Quadro da Água.

    A avaliação foi efetuada «com base nas estações hidrométricas previstas ou equivalentes na Convenção sobre a Cooperação para a Proteção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas». Os dados de caudais foram retirados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos tendo sido considerada a informação até 3 de setembro, inclusive.

    Anota que Espanha alegou exceções em todos os rios, mas deve ter de ir mais longe no Tejo. Descreve que, depois de seca que tem assolado a Península Ibérica, o rio Douro tem um terço do volume de água em falta, o Douro tem um terço do volume de água em falta o Guadiana está em regime de exceção, 20 dias sem atingir o caudal mínimo diário e 17% aquém do mínimo anual no início de setembro

    No caso do Guadiana, a Espanha alegou também uma situação de exceção, não tendo assim que cumprir os caudais em causa. «Efetivamente, no início de setembro, de acordo com os dados da estação hidrométrica do Monte da Vinha, Espanha estava cerca de 17% (51 hectómetros cúbicos) aquém do valor mínimo anual estabelecido na Convenção (300 hectómetros cúbicos), quando não existe regime de exceção

    «A Espanha tem de garantir um valor médio diário de 2 metros cúbicos por segundo», lembra a ZERO, e desde 1 de outubro de 2021 até 3 de setembro, houve 20 dias em que tal não aconteceu. Mais uma vez, apesar da enorme capacidade da albufeira de Alqueva, no longo prazo, uma expansão do regadio pode estar em risco com estas restrições associadas a situações de seca mais frequentes e extremas.

  • Regantes espanhóis manipulam caudais no Alto Guadiana

    Regantes espanhóis manipulam caudais no Alto Guadiana

    A denúncia foi tornada pública pela Confederação Hidrográfica do Guadiana, podendo as penalidades contra os falsificadores excede, se for o caso, 50.000 euros. O objetivo anunciado pela CHG é o de «consciencializar os utilizadores da água e chamar a atenção para a responsabilidade». A CHG releva que estas ações «resultam em detrimento de todos».

    Antes do início da Campanha de Irrigação, a Confederação Hidrográfica de Guadiana verificou, no âmbito das ações de controlo e vigilância do domínio público hidráulico que realiza, «a manipulação de três medidores volumosos instalados em captações de águas subterrâneas no Slto Guadiana, através de diferentes procedimentos (ímãs, fios, hastes)».

    Como já foi dito em outras ocasiões, salienta aquele organismo do Governo espanhol, «tais atos podem constituir crime contra o meio ambiente e os recursos naturais. As penalidades excederão, se for caso disso, 50.000 euros e implicarão o processamento das extinções dos direitos de uso da água desses usos».

    A Lei das Águas do país vizinho prevê que os detentores de concessões administrativas de água, tanto subterrâneas quanto superficiais, e todos aqueles que, por qualquer título, tiverem direito ao uso exclusivo da água, sejam obrigados a instalar e manter os sistemas de medição correspondentes que garantam informações precisas sobre os fluxos de água efetivamente consumidos ou utilizados e, quando apropriado, retorna.

    Os medidores de fluxo fornecem informações sobre os fluxos de água utilizados para garantir o respeito aos direitos existentes, medir o volume de água efetivamente consumida ou utilizada, permitir o planejamento e o gerenciamento corretos dos recursos e garantir a qualidade da água.