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Etiqueta: Brasil

  • Encontro Internacional pela Paz das Bacias Hidrográficas

    Encontro Internacional pela Paz das Bacias Hidrográficas

    A Eurocidade do Guadiana consolida o seu papel como referência europeia na gestão transfronteiriça de recursos hídricos ao participar num encontro de alto nível na América do Sul.

    A Vice-Presidente, Filomena Sintra, representou a Eurocidade no «Encontro Internacional de Bacias Hidrográficas Transfronteiriças pela Paz», realizado na complexa tríplice fronteira entre Barra do Quaraí (Brasil), Monte Caseros (Argentina) e Bella Unión (Uruguai).

    O evento, visou promover a cooperação e partilha de experiências em governança hídrica e foi promovido pelo Comité para o Desenvolvimento da Bacia Hidrográfica do Uruguai (CCRU) em parceria com a Rede Euro-Latino-Americana para a Governação das Bacias Hidrográficas Transfronteiriças.

    Sob o mote inspirador «Sem paz não há cooperação nem desenvolvimento transfronteiriço possível», a iniciativa reuniu especialistas, autoridades, académicos, organizações multilaterais e representantes da sociedade civil de bacias partilhadas da Europa e da América Latina.

    Coorganizado pelos Ministérios dos Transportes e Obras Públicas e do Ambiente do Uruguai, o encontro teve lugar na Sala de Relações Públicas da Delegação Uruguaia da Comissão Técnica Conjunta de Salto Grande.

    A agenda de atividades incidiu sobre temas-chave para o desenvolvimento regional sustentável, incluindo: o papel das vias navegáveis e bacias transfronteiriças como motores de desenvolvimento; o património da biosfera como instrumento de paz; experiências europeias e latino-americanas na gestão de recursos hídricos partilhados; e a formação de alianças estratégicas entre atores institucionais, sociedade civil e o setor privado.

    O ponto alto da reunião foi a assinatura da Declaração de Salto Grande pelos representantes das várias entidades presentes. O documento destaca a importância dos projetos de cooperação em curso na Europa e na América Latina. Propõe, ainda, que as ações estruturais realizadas nestes territórios sejam obrigatoriamente concertadas com os governos locais, regionais e, fundamentalmente, com a sociedade civil, garantindo uma abordagem inclusiva e transparente.

    A relevância global do evento foi sublinhada pela presença de figuras de peso internacional, como Sergio Abreu, Secretário-Geral da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), e Martín Guillermo, Secretário-Geral da Associação das Regiões Fronteiriças Europeias (AERF), juntamente com a representante do Programa Homem e Biosfera da UNESCO, María Rosa Cárdenas.

    A participação da Eurocidade do Guadiana neste fórum reforça o seu estatuto internacional e demonstra o valor do modelo ibérico na construção de pontes de cooperação para a paz em regiões com desafios transfronteiriços complexos.

  • Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    Brasil acolhe Conferência da Década dos Oceanos

    A cidade brasileira do Rio de Janeiro foi escolhida hoje como sede da Conferência da Década dos Oceanos de 2027, evento organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para promover a ciência oceânica e o desenvolvimento sustentável.

    A escolha foi anunciada num comunicado divulgado pela prefeitura de câmara do Rio de Janeiro, que explicou que a Década das Nações Unidas de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Década do Oceano, foi declarada pelas Nações Unidas em 2017 e compreende o período de 2020 a 2030.

    O objetivo da cimeira que será organizada no Brasil é consciencilizar a população em todo o mundo sobre a importância dos oceanos e mobilizar atores públicos, privados e da sociedade civil organizada em ações que favoreçam a saúde e a sustentabilidade dos mares.

    A escolha do Rio de Janeiro, feita em Paris durante reunião da Comissão Oceanográfica Intergovernamental, refletiu, segundo a UNESCO, a liderança do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à conservação marinha e à ciência oceânica.

    A conferência reunirá chefes de Estado, cientistas, sociedade civil e o setor privado para definir estratégias para reverter a degradação dos oceanos e promover sua sustentabilidade além de 2030.

    O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, comemorou a eleição, destacando o histórico da cidade mais emblemática do Brasil em mudanças climáticas, que remonta à cimeira da Terra de 1992.

    “É uma honra representar o Brasil mais uma vez, mostrando ao mundo não só a beleza da nossa cidade, mas também a nossa capacidade de organizar grandes eventos internacionais com excelência”, disse Paes no comunicado.

    O Brasil, com mais de 10.000 quilómetros de litoral é líder em diversas iniciativas de proteção dos oceanos, incluindo uma iniciativa para transformar o Atlântico Sul em um santuário para baleias.

    Apesar dos esforços para promover a conservação marinha, o Governo brasileiro atualmente apoia a exploração de petróleo em uma área marinha na foz do rio Amazonas.

    Na semana passada, o país promoveu um polémico leilão de áreas de petróleo no qual ofereceu concessões perto da foz do Amazonas a empresas interessadas em operar na região sensível e pressiona autoridades ambientais para que concedam a respetiva licença.

    ./Com LUSA e CYR // RBFSã
  • Cimeira Brasil-Portugal

    Cimeira Brasil-Portugal

    A XIV Cimeira Brasil-Portugal ocorreu em Brasília no dia 19 de fevereiro de 2025, marcando o início das celebrações dos 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Dada a importância da comunidade brasileira no nosso País, publicamos os pontos relevantes dos acordos.

    O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Primeiro-Ministro português, Luís Montenegro, lideraram o encontro, que resultou na assinatura de 20 acordos bilaterais em diversas áreas.

    Eis as principais áreas de cooperação e acordos assinados:

    • Justiça e Segurança Pública: Acordo de cooperação para investigação e combate ao crime organizado transnacional e ao terrorismo, além da revisão do acordo sobre proteção de informação classificada.
    • Economia e Comércio: Instalação de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Lisboa, visando fortalecer as relações econômicas e comerciais.
    • Defesa e Indústria Aeronáutica: Confirmação da compra de 12 aeronaves Super Tucano pela Força Aérea Portuguesa e parceria entre a OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal) e a Embraer para adaptação das aeronaves aos padrões da OTAN.
    • Saúde e Desenvolvimento Social: Cooperação para promoção da alimentação saudável e prevenção da obesidade.
    • Meio Ambiente: Acordo de cooperação nas áreas de clima e gestão de ecossistemas, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
    • Cultura e Educação: Colaboração entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Instituto de Museus e Monumentos de Portugal, além de iniciativas para promover a língua portuguesa e valorizar o patrimônio histórico.
    • Turismo: Plano de ação para o desenvolvimento do turismo no período de 2025-2027, visando aumentar o fluxo de visitantes entre os dois países.

    Durante a cimeira, os líderes destacaram a importância da integração das comunidades brasileira em Portugal e portuguesa no Brasil, comprometendo-se a intensificar ações para garantir direitos e promover a igualdade racial e de gênero. Também enfatizaram a necessidade de combater o racismo, a xenofobia e a discriminação em todas as suas formas.

    A realização desta cimeira reforça os laços históricos e culturais entre Brasil e Portugal, estabelecendo uma parceria estratégica que busca enfrentar desafios comuns e promover o desenvolvimento mútuo em diversas áreas.

    Foto Governo Brasil: Ricardo Stuckert / PR; RICARDO STUCKERT

  • O Brasil e Angola parceria estratégica em Crescimento

    O Brasil e Angola parceria estratégica em Crescimento

    Este relacionamento robusto reflete-se em mais de 75 projetos de cooperação que têm fortalecido os laços entre as duas nações, ambas ex-colónias portuguesas.

    Os principais setores que beneficiaram destes investimentos incluem infraestruturas, com a presença marcante de grandes empresas de engenharia e construção brasileiras que contribuíram para a reconstrução de Angola após o final da guerra civil em 2002.

    O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) do Brasil desempenhou um papel crucial, fornecendo fundos significativos para este fim.

    Além das infraestruturas, outros setores como o agronegócio, a indústria transformadora, o setor automóvel e o farmacêutico têm sido focos de investimento, alinhando-se com os esforços de diversificação da economia angolana e a redução da dependência do petróleo.

    Estes investimentos são um testemunho da crença do Brasil no princípio da cooperação e da responsabilidade internacional, visando o desenvolvimento mútuo.

    A diplomacia presidencial, especialmente durante o terceiro mandato de Lula da Silva, tem sido fundamental para reforçar esta parceria.

    A visita de Lula a Angola simboliza a importância desta relação bilateral, que se estende além dos negócios, abrangendo também a cultura e a comunidade, com a maior comunidade brasileira em África a residir em Angola.

    Este investimento e cooperação entre Brasil e Angola demonstram um compromisso com o desenvolvimento sustentável e uma parceria que vai além do financeiro, refletindo uma verdadeira “irmandade” entre os dois países.

    FOZ com Copilot
  • Funcionários em calções no Rio de Janeiro

    Núbia Beray, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Geografia do Clima (GeoClima) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Observatório do Calor, explicou à Lusa que as altas temperaturas registadas nos últimos dias no país na quarta onda de calor do ano, são consequência de um El Niño intenso e dos efeitos do aquecimento global.

    A especialista também indicou que existe uma grande hipótese de o Brasil ter outras ondas de calor este ano e no próximo porque os efeitos do El Niño devem ser sentidos pelo menos até abril de 2024 e não há como prever a intensidade deste fenómeno nos próximos meses.

    Em comunicado, a Prefeitura do Rio de Janeiro indicou que «devido à previsão de altas temperaturas neste verão, está liberado o uso de calças ou bermudas na altura do joelho para servidores municipais, motoristas de táxis, de autocarro e de outros transportes coletivos», até ao dia 31 de março de 2024.

    «A primeira explicação para essa onda de calor é o El Niño que nesse último trimestre, entre os meses de agosto, setembro e outubro, acabou se configurando como um El Niño forte”, explicou a coordenadora do GeoClima e do Observatório do Calor.

  • Bombeiros sem meios para combater chamas na Amazónia

    Bombeiros sem meios para combater chamas na Amazónia

    Os incêndios continuam a queimar a floresta tropical amazónica do Brasil. As condições de combate aos fogos são difíceis – só quando a temperatura cai e o vento abranda – e os meios são escassos.

    No parque nacional de Triunfo do Xingu, no estado do Pará do Norte, um pequeno grupo de bombeiros trabalha arduamente para tentar deter as chamas. A equipa é liderada pelo Sargento Nazildo Valente da Silva, que diz que o maior problema que enfrentam é o “desafio físico do trabalho”.

    São cinco homens para cobrir uma área de mais de 84.000 quilómetros quadrados de terra e floresta tropical. Combatem o fogo com o seu equipamento de proteção pessoal, um camião com uma cisterna e bomba de água, algumas ferramentas de raking, mochilas de água, catanas e uma motosserra.

    A maior parte dos incêndios na região da Amazónia tem sido atribuída a operações ilegais de exploração madeireira, mineira e agrícola.

    Source: Bombeiros sem meios para combater chamas na Amazónia | Euronews