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Etiqueta: bombeiros

  • Algarve testa resposta a incêndios com exercício inspirado num fogo de 2022

    Algarve testa resposta a incêndios com exercício inspirado num fogo de 2022

    Um incêndio rural que deflagrou em 2022 nas Gambelas, em Faro, e se propagou até à Quinta do Lago, em Loulé, vai ser reproduzido na sexta-feira num exercício operacional da Proteção Civil, foi hoje anunciado.

    O exercício DECIRALG’26 vai envolver 250 operacionais para testar e treinar a resposta das várias entidades que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) do distrito de Faro.

    O simulacro vai decorrer na sexta-feira, entre as 07:00 e as 14:00, o que motivará a circulação de vários veículos de emergência e socorro na zona de Gambelas e áreas envolventes, lê-se numa nota da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

    O Posto de Comando Operacional (PCO) vai ficar instalado no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, decorrendo o incêndio fictício nas modalidades de exercícios de posto de comando (CPX), para o nível estratégico, e com meios reais (LIVEX), para os níveis de comando tático e manobra no terreno.

    O exercício reproduz um incêndio rural de “elevada intensidade e complexidade operacional”, ocorrido em julho de 2022, na zona das Gambelas, na freguesia de Montenegro, no concelho de Faro, com propagação até à Quinta do Lago, no concelho vizinho de Loulé.

    Segundo o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve, “trata-se de um incêndio” com progressão rápida em ‘interface’ urbano-rural, “ameaçando habitações, infraestruturas críticas e zonas densamente povoadas”.

    Em julho de 2022, o fogo deflagrou numa zona residencial junto à Universidade do Algarve, tendo chegado à Quinta do Lago e Vale de Lobo, no concelho de Loulé, afetando uma área de 27 quilómetros de perímetro.

    O combate às chamas envolveu mais de 400 operacionais de várias regiões do país, tendo o fogo afetado quatro habitações, duas delas devolutas, quatro viaturas, 35 jardins de habitação e 13 locais de apoio agrícola.

    O DECIRALG’26 é o “culminar do esforço de planeamento, preparação e articulação” desenvolvido nos últimos meses, visando “o reforço da prontidão operacional para a fase mais exigente do ano no domínio dos incêndios rurais”, lê-se na nota.
    O simulacro coincide com o início do Empenhamento Operacional Reforçado do DECIR, assinalando a entrada no período de maior exigência operacional e de prontidão para responder a incêndios rurais.


     com Lusa

  • Câmara de São Brás de Alportel renova protocolo com bombeiros no valor de 33.500 euros

    A Câmara Municipal de São Brás de Alportel aprovou a renovação do protocolo com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários local para manter em funcionamento a 4.ª equipa de intervenção.

    O acordo, no valor anual de 33.500 euros, foi aprovado por unanimidade na reunião de 1 de abril.

    A decisão garante a continuidade de um serviço considerado essencial para a Proteção Civil e para a segurança da comunidade do concelho algarvio.

    O novo protocolo dá seguimento ao acordo anterior, que vigorou entre setembro de 2022 e dezembro de 2024, sucedendo a outro protocolo que terminou a 31 de dezembro de 2025.

    A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel foi fundada em agosto de 1927 e é a única corporação de bombeiros sediada no concelho.

    Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos, de utilidade pública, que tem como principal missão proteger pessoas e bens e prestar socorro em situações de emergência.

    Além das funções de emergência, a associação desenvolve atividades de saúde, desportivas, culturais e sociais destinadas à preparação dos bombeiros e ao apoio à comunidade em situações de urgência ou catástrofe.

    A corporação desempenha o papel de principal agente de proteção civil do concelho e tem relevância na região do Algarve, estando equipada e preparada para atuar em emergências.

  • INEM pagou hoje dívida de 9,7 ME aos bombeiros pelo transporte urgente de doentes

    INEM pagou hoje dívida de 9,7 ME aos bombeiros pelo transporte urgente de doentes

    Lisboa, 27 abr 2026 (Lusa) – O INEM pagou hoje às associações de bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros que estavam em dívida referentes ao transporte urgente de doentes realizado em fevereiro, adiantou o instituto à agência Lusa.

    A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) também confirmou que a dívida vencida do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi “paga hoje na totalidade”.

    Nas redes sociais, a LBP salientou que na quinta-feira, último dia do mês, vencem mais cerca de 10 milhões de euros relativos aos serviços prestados pelos bombeiros em março, “cujo pagamento se espera para esta semana”.

    Fonte do INEM confirmou que a dívida relativa a março vence no final desta semana, estando a “envidar todos os esforços” para fazer os 474 pagamentos às associações de bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa, que são os parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), o “mais rápido possível”.

    O instituto aguarda a necessária autorização do Governo para utilizar o saldo de gerência para fazer o pagamento em causa.
    Segundo a LBP, os “atrasos verificados” nos pagamentos do INEM “provocaram sérios constrangimentos nas tesourarias das associações, nomeadamente, para os pagamentos a funcionários e a fornecedores permanentes”.

    Ao abrigo do acordo assinado com os bombeiros, o INEM tem de pagar até ao último dia do mês seguinte os valores cobrados pelo transporte de doentes urgentes realizados durante o mês anterior.

    O instituto paga aos bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa um subsídio mensal fixo de 8.760 por cada ambulância de socorro, integrada no SIEM, ao qual é acrescido uma taxa variável consoante os quilómetros efetuados nos serviços.

    A LPB pretende a atualização destes montantes, com o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, a adiantar recentemente que já há um “princípio de acordo” para aumentar para os 10.800 euros mensais, mas que está dependente de um reforço orçamental do instituto, que permita acomodar o aumento de despesa.

    Este mês, a LBP anunciou que pretende rescindir o acordo de cooperação com o INEM para a prestação de socorro pré-hospitalar, uma medida aprovada por unanimidade no seu Conselho Nacional e que vai efetivar-se 120 dias depois de o instituto ser notificado.

    “A questão não é o valor, é o incumprimento do contrato”, ressalvou o presidente da LBP, António Nunes, precisando que o INEM está obrigado a liquidar o valor devido aos bombeiros pela assistência pré-hospitalar no mês seguinte ao da prestação do serviço, o que, disse o responsável da liga, ultimamente não tem acontecido.



    com Lusa

  • Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

    Algarve Reforça Combate aos Incêndios Rurais

    Investimento milionário

    Municípios do Algarve, Autoridade Nacional de Emergência e Bombeiros unem esforços para o DECIR 2026, visando uma resposta eficaz durante o período de maior risco.

    Os 16 municípios do Algarve aprovaram um protocolo que visa reforçar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026.

    A iniciativa, promovida pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, conta com o envolvimento da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Regional do Algarve, da Federação dos Bombeiros do Algarve e das 13 Associações Humanitárias de Bombeiros do distrito.

    O protocolo, que estará em vigor entre 15 de maio e 15 de outubro, período considerado de maior vulnerabilidade a incêndios rurais, define os critérios e procedimentos para o financiamento do DECIR.

    Este dispositivo tem-se revelado crucial no ataque inicial aos fogos, minimizando a sua propagação e impacto.

    Este ano, os municípios do Algarve comprometem-se a contribuir com um total de 1.023.264,00€ para o DECIR. A decisão de aumentar o investimento foi tomada durante a reunião do Conselho Intermunicipal, realizada na passada sexta-feira, 10 de abril.

    Uma parte significativa deste financiamento destina-se a aumentar a comparticipação diária dos 1.191 bombeiros que integram o dispositivo. Cada município contribuirá com 63.954,00€ para assegurar um apoio diário de 36 euros por bombeiro, um aumento de 6 euros face a 2025. A ANEPC complementará este apoio com mais 84 euros por bombeiro, um acréscimo de 9 euros em relação ao ano anterior.

    O DECIR 2026 procura garantir uma resposta eficaz aos incêndios rurais em toda a região, sem comprometer a capacidade de resposta a outras situações de emergência. A iniciativa torna-se ainda mais relevante considerando o aumento populacional que o Algarve regista durante o período de verão, fruto do turismo.

    O protocolo estabelece ainda que as Associações Humanitárias de Bombeiros e os Corpos de Bombeiros Municipais devem constituir as Equipas de Intervenção do DECIR, seguindo as diretrizes do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, para os diferentes níveis de empenhamento operacional: Bravo (15 a 31 de maio), Charlie (1 a 30 de junho), Delta (1 de julho a 30 de setembro) e, novamente, Charlie (1 a 15 de outubro).

  • Vila Real de Santo António em Alerta

    Vila Real de Santo António em Alerta

    Depressão Leonardo Força Reunião de Emergência e Ativa Nível de Prontidão 4

    O Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) de Vila Real de Santo António (VRSA) reuniu-se de emergência hoje, 3 de fevereiro, para preparar e definir medidas preventivas perante o iminente agravamento das condições meteorológicas provocado pela Depressão Leonardo.

    De acordo com as previsões emitidas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos da depressão começaram a sentir-se com maior intensidade no Baixo Alentejo e Algarve a partir do final da tarde de terça-feira.

    Esperam-se períodos de chuva persistente, vento forte e agitação marítima significativa, com o pico de maior impacto previsto entre a noite de 3 de fevereiro e a manhã de 5 de fevereiro.

    Face à ameaça, o sistema nacional de Proteção Civil encontra-se em estado de prontidão especial – nível 4, e o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi ativado. A região do Algarve mantém, por isso, vários avisos meteorológicos em vigor.

    A reunião do CCOM sublinhou a articulação entre múltiplas entidades. Estiveram presentes responsáveis da saúde, forças de segurança, autarquia, juntas de freguesia, Águas de Vila Real de Santo António, e os Bombeiros de VRSA e Castro Marim, garantindo uma gestão operacional coordenada do território.

    A nível hidrográfico, a situação do rio Guadiana está sob vigilância. Embora estejam previstas marés com alguma amplitude, que poderiam potenciar inundações em zonas vulneráveis se coincidissem com precipitação intensa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não emitiu, até ao momento, alertas de cheia para esta zona.

    Estão igualmente programadas descargas controladas nas barragens de Alqueva, Chança, Odeleite e Beliche, mas a amplitude das marés deverá permitir acomodar os aumentos de caudal previstos.

    Em termos de prevenção local, o Município, em colaboração com a Rede Ambiente, reforçou a limpeza e desobstrução de sumidouros e sarjetas, bem como a limpeza dos cursos de água, visando garantir as melhores condições possíveis para o escoamento das águas pluviais.

    O Serviço Municipal de Proteção Civil mantém-se em contacto permanente com a ANEPC, assegurando que qualquer alteração ao estado de alerta ou emissão de avisos de cheia será prontamente comunicada à população.

    Recomendações Essenciais para a População

    Perante este cenário de alerta, a ANEPC apela à adoção de medidas de autoproteção. A população deve proceder à limpeza dos sistemas de drenagem junto às habitações (esgotos e caleiras); fixar estruturas soltas (andaimes, lonas, toldos); evitar a permanência junto à orla costeira e zonas ribeirinhas; não tentar atravessar zonas inundadas, mesmo que pareçam pouco profundas; adotar uma condução defensiva e reduzir a velocidade nas estradas.

    O Município apela à serenidade de todos os munícipes e ao rigoroso cumprimento das orientações emitidas pelas autoridades competentes, assegurando que continuará a monitorizar de perto a evolução da situação meteorológica.

    Para casos de ocorrência, foram divulgados os seguintes contactos de emergência: Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim — 281 543 112; Número nacional de emergência — 112

  • AHBVMERTOLA Renova Corpos Sociais

    AHBVMERTOLA Renova Corpos Sociais

    A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Mértola (AHBVMERTOLA) assinalou um momento de transição e renovação com a tomada de posse dos seus novos Corpos Sociais.

    A cerimónia, que decorreu recentemente, marcou o início de um novo ciclo de governação, reafirmando o papel central da instituição na segurança e bem-estar da comunidade.

    O evento foi pautado por um profundo sentimento de gratidão e reconhecimento perante os membros que cessaram funções.

    A AHBVMERTOLA fez questão de prestar uma sentida homenagem a Julio Augusto André, António Martins Raposo e Manuel Parreira Leandro. Estes três dirigentes dedicaram mais de uma década da sua vida à causa dos bombeiros.

    A direção expressou o seu “sincero agradecimento pela dedicação e empenho” demonstrados, sublinhando que o seu contributo foi “fundamental para a missão e o sucesso desta nobre instituição”. A saída destes membros experientes encerra um capítulo importante, deixando um legado de altruísmo e serviço.

    No entanto, a perspetiva de futuro é de otimismo. Os novos membros que tomaram posse foram calorosamente acolhidos. Sobre eles recai agora a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido, mantendo inalterados os valores que guiam a associação.

    O desafio lançado à nova equipa é claro: “Esperamos que juntos possamos continuar a servir a comunidade com o mesmo espírito de solidariedade e altruísmo que sempre caracterizou os bombeiros de Mértola.” O foco será o trabalho conjunto para “continuar a fortalecer a Associação e o seu Corpo de Bombeiros, sempre ao serviço da nossa comunidade.”

    Com a renovação dos Corpos Sociais, a AHBVMERTOLA reforça a sua estrutura interna e o compromisso inabalável com a população. A associação mira o futuro com a certeza de que a dedicação dos seus voluntários, alicerçada na experiência dos que agora se retiram, garantirá a excelência do serviço humanitário em Mértola.

  • Salvar Bombeiros Voluntários de Silves

    Salvar Bombeiros Voluntários de Silves

    O Município de Silves tomou uma posição firme na tentativa de resolver as profundas divergências institucionais que têm vindo a afetar a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Silves (AHBVS), cuja instabilidade se tornou pública no final do ano transato.

    Reconhecendo a relevância absolutamente essencial desta instituição de utilidade pública para a comunidade, a Presidente da Câmara Municipal, Luísa Conduto, convocou na passada quarta-feira uma reunião urgente nos Paços do Concelho. O objetivo era claro: promover a resolução das tensões existentes entre a Direção da Associação e o Corpo de Bombeiros.

    A gravidade da situação refletiu-se na lista de presenças. O encontro não envolveu apenas o executivo municipal e os representantes de todos os órgãos sociais da AHBVS, mas também contou com a presença de figuras institucionais de peso, incluindo o Comandante e o 2.º Comandante Regionais da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o Presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve e o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses.

    O resultado mais significativo da reunião foi o compromisso expresso assumido pela liderança da AHBVS. Os órgãos sociais prometeram promover, nos termos estatutários e com a máxima celeridade, a convocação e realização de uma Assembleia-Geral (AG).

    Esta instância própria de diálogo e tomada de decisões será a chave para implementar as soluções necessárias e garantir o regular funcionamento da Associação Humanitária, salvaguardando a história e o prestígio de uma instituição quase centenária.

    Para tranquilidade da população, ficou também assegurada a continuidade operacional. Os bombeiros comprometeram-se, por sua vez, a garantir integralmente a manutenção dos dispositivos de resposta, assegurando o serviço de proteção e socorro às populações.

    O Município esclarece, com base na informação da Proteção Civil, que a capacidade de resposta operacional no concelho de Silves se encontra “plenamente assegurada”, não estando a segurança das populações em causa.

    A Câmara Municipal de Silves apela agora ao elevado sentido de responsabilidade institucional, à ponderação e ao compromisso construtivo de todos os intervenientes.

    O objetivo é que sejam adotadas e concretizadas, com a maior brevidade possível, as medidas indispensáveis ao pleno restabelecimento da normalidade institucional, garantindo que o Corpo de Bombeiros possa continuar a cumprir a sua missão determinante na prevenção de sinistros e no socorro à população.

  • Autarquia de Castro Marim visita Proteção Civil

    Autarquia de Castro Marim visita Proteção Civil

    Autarcas do concelho de Castro Marim visitaram o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, tendo sido recebidos pelo Comandante Regional Vítor Vaz Pinto e a sua equipa que contribui para a defesa da segurança e do bem-estar de todos os algarvios.

    O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, está sediado em Loulé e tem como missão coordenar, em articulação com os municípios e os agentes de proteção civil, as operações de prevenção, socorro e assistência em situações de emergência.

    A estrutura regional integra bombeiros, forças de segurança, Forças Armadas, INEM, Cruz Vermelha, serviços municipais e várias entidades de apoio logístico, com o objetivo de assegurar uma resposta coesa, eficaz e solidária perante qualquer ocorrência.

    Nos últimos anos, devido a fenómenos extremos, cada vez mais frequentes, associados às alterações climáticas, tornou-se mais necessária a gestão integrada de incêndios rurais, a modernização tecnológica dos sistemas de monitorização e aviso, e a necessidade de reforçar os mecanismos de coordenação entre entidades nacionais, regionais e locais.

    Varias alterações ao modelo organizativo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), parecem estar em curso, visando precisamente reforçar a capacidade de planeamento, prevenção e intervenção, promovendo uma maior descentralização e uma atuação mais próxima das populações.

    O objetivo deste enquadramento é permitir uma resposta mais ágil e integrada, centrada na proteção de vidas humanas, na salvaguarda do património e na resiliência das comunidades.

    Para a presidente da câmara municipal, Filomena Sintra, «grandes oportunidades se esperam na região que revela um grande desenvolvimento e amadurecimento da sua estrutura regional».

    Acrescenta que «Todos com isso ganhamos, pois dá tranquilidade sentir que há organização e um crescente número de meios técnicos, materiais e humanos, ou seja mais resiliência!»

    E dá como a exemplo a presença na base de um dos novos quatro helicópteros do país para emergência médica, de última geração.

    ./Redação

  • Fogo deflagrado em Aljezur está dominado mas não extinto

    Fogo deflagrado em Aljezur está dominado mas não extinto

    O fogo foi dado como dominado esta quarta-feira de manhã, mas não está extinto, mantendo-se as operações de vigilância e rescaldo, devido ao risco de reativações.

    Estão no terreno cerca de 693 operacionais, apoiados por 223 veículos e 12 meios aéreos e, durante a noite anterior, foi possível controlar as várias reativações, o que permitiu estabilizar o perímetro.

    Há registo de 12 feridos ligeiros, entre bombeiros e civis, acima de tudo por inalação de fumo, tendo sido destruída uma casa de segunda habitação em Aljezur. Não há, neste momento, habitações em risco.

    O vento forte tem sido o principal obstáculo, provocando reativações e projeções fora do perímetro controlado, bem como o terreno de mato, pinhal, eucaliptal e sobreiros favoreceu a rápida propagação inicial.

    A Proteção Civil alertou que, apesar do domínio, é necessário manter vigilância apertada, sobretudo devido às previsões meteorológicas e à possibilidade de agravamento com a passagem do ciclone Gabrielle, que poderá trazer ventos até 100 km/h.

    A áreas afetadas

    O fogo começou na freguesia da Bordeira (Aljezur) e alastrou a Lagos, atingindo zonas como Barão de São João e Bensafrim. Houve também preocupação com possíveis projeções em direção a Monchique e Vila do Bispo, mas a situação foi estabilizada.

    Resumindo a situação, o incêndio encontra-se dominado mas não extinto, com centenas de operacionais ainda no terreno. O risco de reativações mantém-se elevado devido ao vento e às condições meteorológicas previstas.

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    www.sulinformacao.pt; pt.euronews.com; RTP – Rádio e Televisão de Portugal ; Jornal o Postal do Algarve; Copilot

  • Forte incêndio em Aljezur

    Forte incêndio em Aljezur

    No momento, a situação mais preocupante no Algarve é o incêndio que deflagrou no concelho de Aljezur ontem, dia 21 de setembro, e que hoje, 22 de setembro, se estendeu para o concelho de Lagos.

    O incêndio começou na freguesia da Bordeira, em Aljezur, e evoluiu para o concelho vizinho. Mais de 500 operacionais, apoiados por cerca de 180 veículos e sete meios aéreos, estão a combater as chamas. O fogo continua com duas frentes ativas.

    A zona mais preocupante neste momento é a mata de Barão de São João, no concelho de Lagos. Uma casa de segunda habitação, que se encontrava desocupada, foi destruída em Aljezur. Por precaução, algumas pessoas foram retiradas das suas casas em Barão de São João, mas já regressaram. Não há populações ou habitações em risco neste momento.

    Também houve um outro incêndio ontem na zona de Faro, atrás do Fórum Algarve, mas esse foi rapidamente dominado. As autoridades alertam para o perigo de incêndio, que continua máximo em vários concelhos do Algarve, devido ao tempo seco e às altas temperaturas. A situação está a ser monitorizada de perto.

    Bordeira

    Um incêndio florestal de grandes proporções deflagrou ontem na área da Bordeira, no concelho de Aljezur, mobilizando um contingente significativo de recursos humanos e materiais. Segundo informações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Regional do Algarve, 492 operacionais e 173 viaturas estão no local a combater as chamas.

    O alerta para o incêndio foi dado às 12h15. A fonte da ANEPC, citada pela agência Lusa, reportou que o fogo progredia com “extrema intensidade” devido ao vento forte que se fazia sentir na região, dificultando as operações de combate.

    Em consequência do incêndio, as autoridades interditaram o trânsito em duas estradas importantes: a Estrada Nacional 120 (EN120), que liga Aljezur a Bensafrim, e a Estrada Regional 268 (ER268), no troço entre o cruzamento com a EN120 e Vila do Bispo.

    A Guarda Nacional Republicana (GNR) desaconselhou a circulação em todas as vias na área de Aljezur, apelando à população para evitar a zona e seguir as indicações das autoridades.

    As causas do incêndio ainda estão a ser apuradas. A situação permanece em evolução e as autoridades continuam a monitorizar o fogo de perto, com o objetivo de conter a sua progressão e proteger as populações e bens na área afetada.

    O incêndio que deflagrou no concelho de Aljezur ontem, dia 21 de setembro, e que hoje, 22 de setembro, se estendeu para o concelho de Lagos. Mais de 500 operacionais, apoiados por cerca de 180 veículos e sete meios aéreos, estão a combater as chamas.

    O fogo continua com duas frentes ativas. A zona mais preocupante neste momento é a mata de Barão de São João, no concelho de Lagos. Uma casa de segunda habitação, que se encontrava desocupada, foi destruída em Aljezur. Por precaução, algumas pessoas foram retiradas das suas casas em Barão de São João, mas já regressaram. Não há populações ou habitações em risco neste momento.

    Também houve um outro incêndio ontem na zona de Faro, atrás do Fórum Algarve, mas esse foi rapidamente dominado.

    As autoridades alertam para o perigo de incêndio, que continua máximo em vários concelhos do Algarve, devido ao tempo seco e às altas temperaturas. A situação está a ser monitorizada de perto.

  • Praticante de caiaque resgatado na Barragem de Odeleite

    Praticante de caiaque resgatado na Barragem de Odeleite

    Um homem, identificado como Marco António, foi resgatado com vida na Barragem de Odeleite, no concelho de Castro Marim, após ter sido dado como desaparecido durante uma atividade de caiaque, segundo a ArenilhaTV.

    De acordo com informações apuradas, Marco António iniciou a sua atividade de caiaque na manhã de hoje, com o objetivo de percorrer o percurso conhecido como “Dragão Azul”. Próximo do final do percurso, devido ao cansaço, Marco António decidiu regressar, encontrando dificuldades adicionais devido ao calor e à distância a percorrer.

    As autoridades foram alertadas para o desaparecimento do praticante de caiaque, o que desencadeou uma operação de busca e salvamento. A localização de Marco António foi facilitada pelo uso de um drone, permitindo que a equipa de resgate dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim interviesse prontamente.

    A operação de resgate envolveu um total de 14 operacionais, pertencentes aos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, ao Serviço Municipal da Proteção Civil e à GNR de Castro Marim. Foram utilizados 6 veículos de apoio.

    O estado de saúde de Marco António não foi divulgado, mas a sua localização com vida confirma o sucesso da operação de resgate.

  • Transporte por ambulância é mais adequado quando resposta aérea é demorada

    Transporte por ambulância é mais adequado quando resposta aérea é demorada

    A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH) alertou hoje que é “clinicamente mais adequado” um paciente ser transportado por ambulância quando a resposta aérea ultrapassa o tempo estimado de transporte terrestre.

    Quando o tempo total da resposta aérea ultrapassa o tempo estimado de transporte terrestre, é considerado clinicamente mais adequado e seguro que o paciente seja transportado por via terrestre, a fim de garantir uma assistência eficaz e tempestiva”, afirmou a SPEPH em comunicado.

    O organismo comentou assim o caso de um doente de 49 anos com um traumatismo craniano que foi transportado por um helicóptero da Força Aérea, num processo que demorou mais de cinco horas para a transferência do Hospital da Covilhã para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

    De acordo com SPEPH, a decisão entre meios aéreos e terrestres deve ser técnica e segura. “A prioridade deve ser sempre a rápida estabilização e o encaminhamento seguro do paciente à unidade hospitalar mais adequada (cuidados definitivos), respeitando critérios técnicos que visam a maximização das hipóteses de sobrevivência e recuperação”, salientou a SPEPH, recordando que a medicina pré-hospitalar “segue princípios bem definidos no que diz respeito à escolha do meio de transporte mais adequado para pacientes vítimas de trauma grave, tendo em conta várias variáveis essenciais”.

    Entre os principais fatores a serem avaliados estão as condições meteorológicas, o tempo estimado para a chegada do helicóptero ao local do pedido de ajuda, o tempo necessário para preparação da aeronave e da equipa médica, e ainda a duração do voo até ao local do pedido de ajuda”, vincou.

    Esta tomada de posição reporta-se ao caso de, no sábado, um doente, de 49 anos, com traumatismo craniano, ter demoroado mais de cinco horas para ser atendido desde que foi tomada a decisão de transferência do Hospital da Covilhã para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

    Em resposta à agência Lusa, o Ministério da Saúde disse hoje que remeteu para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) quaisquer esclarecimentos sobre o caso. Também o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, remeteu para o INEM a responsabilidade do transporte de doentes, sublinhando que “a transferência hospitalar não é da competência da direção executiva”.

    No mesmo sentido, o presidente do sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar, Rui Lázaro, defendeu que “os responsáveis têm um rosto: é o Governo e o INEM“, sendo que “o INEM não acautelou atempadamente o tempo do concurso” para a contratação do serviço aéreo de emergência médica.
    O concurso público para a contratação deste serviço foi adjudicado à empresa Gulf Med Aviation Services Limited apenas no final de março.

    A empresa teve pouco mais de um mês. O Governo e o INEM deveriam ter iniciado este concurso um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde“, acusou Rui Lazaro, reiterando que os helicópteros da Força Aérea deveriam ser deslocalizados para o interior do país, onde entende fazerem mais falta.

    Desde o passado dia 01 que a Força Aérea assegura o transporte de emergência médica com quatro helicópteros que deveria funcionar 24 horas por dia, mas apenas um está atualmente apto para voar à noite, numa operação transitória até que a empresa que ganhou o concurso tenha os meios suficientes.
    Além destas quatro aeronaves da Força Aérea, a Gulf Med assegura, através de um ajuste direto até o contrato entrar em vigor, dois helicópteros Airbus, que ficam nas bases de Macedo de Cavaleiros e de Loulé, mas que apenas operarão no período durante o dia.

    Segundo o ministro da Defesa, Nuno Melo, a Força Aérea tem ao serviço do INEM helicópteros com base em Beja, Montijo e Ovar.

    ./Com Lusa

  • Incêndio difícil em Villablanca

    Incêndio difícil em Villablanca

    Um amplo dispositivo com quatro meios aéreos assim como outros meios terrestres do “Consorcio Provincial de Huelva” e do “Plan Infoca” combatem um incêndio em Villablanca, “Finca La Gitana”, a 23 quilómetros de Vila Real de Santo António, informa a ArenilhaTv.

    O alerta foi dado, cerca das 12:51, hora portuguesa, nas imediações do KM5 da estrada A-499. Neste momento não se consegue determinar a área ardida, porque o incêndio continua ativo.

    Foram desalojadas cinco pessoas, de três residências, uma delas ferida com queimaduras. A estrada A-499 está cortada ao trânsito.

  • Hangar de Alcoutim será remodelado

    Hangar de Alcoutim será remodelado

    O Município de Alcoutim vai lançar um concurso público para a empreitada de Remodelação do Hangar de Alcoutim, situado junto aos Bombeiros Municipais, para construção do Parque Operacional Municipal.

    A empreitada decidida na última reunião da câmara municipal, segundo, anunciou o presidente da autarquia Paulo Paulino, visa a construção de um equipamento «desenhado em função das necessidades dos diversos serviços operacionais de forma a garantir a melhoria das condições de trabalho dos funcionários que lhe estão afetos, assim como a eficácia e eficiência dos serviços prestados à população».

    O prazo estimado para execução dos trabalhos é de 365 dias e a estimativa orçamental da empreitada é de 799.000,00 euros acrescidos de IVA.

  • Centro Intermunicipal de Protecção Civil

    Centro Intermunicipal de Protecção Civil

    O aniversário dos Bombeiros foi celebrado com inauguração do Centro Intermunicipal de Proteção Civil e assinatura de Plano Estratégico com mais de 400 mil euros de investimento.

    Castro Marim e Vila Real de Santo António terminaram no sábado, dia 18 de janeiro, as celebrações com uma formatura e uma sessão solene que decorreu no quartel.

    A sessão solene contou com várias homenagens, condecorações, promoções e juramentos de bombeiros, além da assinatura do Plano Estratégico de Cooperação entre o Município de Castro Marim e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Marim e Vila Real de Santo António, que representa um investimento de mais de 400 mil euros.

    Por outro lado, este plano dá ainda a possibilidade de uma candidatura através da Comunidade Intermunicipal de Algarve para a aquisição de novas viaturas, com um investimento do Município de Castro Marim que pode ir até aos 375 mil euros até 2029.

    No mesmo dia foi inaugurado o Centro Intermunicipal de Proteção Civil, localizado no quartel dos bombeiros, que vai servir os dois concelhos do sotavento algarvio e melhorar a qualidade de toda a operacionalização e que vai permitir às populações de Castro Marim e de Vila Real de Santo António dispor de uma linha telefónica para comunicação de ocorrências durante 24 horas, todos os dias.

    Esta ideia poderá ainda ser uma ação a replicar no resto do país e traduz-se numa economia de custos para a gestão pública, com um melhor serviço ao cidadão.

    Para além de agora honrar e imortalizar os nomes dos concelhos de Castro Marim e de Vila Real de Santo António nas novas insígnias, o Município tem a convicção da importância da decisão estratégica do aproveitamento de sinergias e a valorização de um projeto conjunto, com uma corporação única e com um reforço significativo dos apoios públicos.

    A Câmara Municipal de Castro Marim assume que o melhor caminho para todos é o reforço e a criação de uma instituição única, que sirva a globalidade do território.

    «É um marco honrosamente imortalizado nas novas insígnias e passa a ser um exemplo da importância da valorização de serviços e recursos partilhados, num período onde se começa a discutir também a carreira do bombeiro», salienta a vice-presidente do Município de Castro Marim, Filomena Sintra.

    Nos últimos cinco anos, o Município de Castro Marim aumentou em seis vezes os apoios financeiros aos bombeiros, tendo agora o compromisso de suportar mais de 40% dos custos da estrutura e acrescentou mais de 400% no apoio.

    Para o futuro está prevista a entrega de novos equipamentos de proteção individual, um novo serviço de transporte de doentes não urgentes, um melhor serviço à população com a nova central de atendimento e ações de prevenção e sensibilização para a Proteção Civil.

    As celebrações deste aniversário iniciaram-se a 13 de janeiro e contaram ainda com um exercício de desencarceramento que decorreu no parque de estacionamento da Zona Envolvente à Casa do Sal, hastear das bandeiras, quartel aberto com atividades à população, uma Mostra Filatélica no Mercado Local de Castro Marim e ainda um desfile motorizado pelos dois concelhos.

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  • Cerca de 500 mil euros para os Bombeiros VRSA/CM

    Cerca de 500 mil euros para os Bombeiros VRSA/CM

    O município de Vila Real de Santo António estabeleceu, com a Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, um protocolo para assegurar a cooperação operacional, logística e financeira, no âmbito da atividade de Proteção Civil.

    A medida representa uma atribuição financeira de 472 mil euros e destina-se a fazer face à missão da corporação durante o ano de 2025.

    Por outro lado, o protocolo dá continuidade ao compromisso já estabelecido, em 2023, entre o Município de Vila Real de Santo António e a Associação de Bombeiros.

    Com este protocolo, o município de Vila Real de Santo António reafirma o seu compromisso com a segurança da comunidade, assegurando os recursos necessários para uma resposta eficaz às emergências e à atividade de proteção e socorro.

  • Desfibriladores para os bombeiros de VRSA e Castro Marim

    Desfibriladores para os bombeiros de VRSA e Castro Marim

    São desfibrilhadores automáticos para salvar vidas e a entrega simbólica dos equipamentos decorreu no Quartel dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, na presença do presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, que destacou a prioridade atribuída à proteção da vida e a resposta a emergências.

    Os DAE vão ser instalados em locais estratégicos do concelho, assegurando uma resposta rápida em situações de paragem cardíaca súbita, designadamente nos seguintes espaços:

    Parque Municipal de Campismo de Monte Gordo; Piscinas Municipais de Vila Real de Santo António; Viatura da Proteção Civil; Pavilhão Municipal de Vila Nova de Cacela; Complexo Desportivo de Vila Real de Santo António; Paços do Concelho da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

    Diversos estudos comprovam que o uso de um desfibrilhador, nos primeiros três minutos após uma paragem cardíaca, pode aumentar a taxa de sobrevivência até 74%.

    Este investimento representa, assim, um passo crucial na proteção da vida e no reforço da segurança da população.

    Para garantir a correta utilização dos dispositivos, foi realizada uma formação em Suporte Básico de Vida (SBV) e utilização de DAE.

    A iniciativa foi desenvolvida em articulação com os Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, o Serviço Municipal de Proteção Civil e o Gabinete Municipal de Saúde, capacitando os funcionários municipais para responderem, de forma eficaz, a emergências nos locais onde os dispositivos serão instalados.

    Com este investimento e a formação complementar, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António diz-se a reafirma «o seu compromisso com a saúde, segurança e bem-estar da comunidade, contribuindo para um concelho mais resiliente e preparado para salvar vidas».

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  • LIDL apoia os Bombeiros

    LIDL apoia os Bombeiros

    Foi em julho que as lojas Lidl de norte a sul do país, desafiaram os seus clientes a aderir às faturas eletrónicas, através da app Lidl Plus, com o duplo objetivo de sensibilizar os clientes para a redução do uso de papel, contribuindo para a preservação do ambiente, e de apoiar os Bombeiros Portugueses.

    Em cada distrito é entregue a quantia de 2.500 euros na loja que obteve o maior número de novos clientes a aderirem às faturas eletrónicas, tendo sido a de Vila Real de Santo António, no distrito de Faro que alcançou o objetivo.

    No ano passado, por ocasião do 2º aniversário da app Lidl Plus, o Lidl doou 36.000 euros a um total de 18 corporações de bombeiros,.

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  • A tragédia dos incêndios e a natureza da floresta

    A tragédia dos incêndios e a natureza da floresta

    O eucalipto, que alimenta as grandes indústrias de celulose no centro do país, é frequentemente citado como a principal causa dos incêndios em Portugal, sendo incompatível com o clima local.

    Tem sido inúmeros os alertas sobre os perigos da proliferação dos eucaliptos, pouco tem sido feito para mitigar o risco. O maior incêndio do ano, antes destes, ocorreu na Madeira, onde centenas de hectares de eucaliptos foram consumidos pelas chamas.

    Nos últimos anos, os incêndios florestais em Portugal têm apresentado um aumento significativo em frequência e intensidade, o que levanta preocupações sobre a gestão do território e as condições climáticas na região. De acordo com dados do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), nos últimos cinco anos, houve um registro alarmante de incidentes, com cerca de 13.000 hectares queimados apenas em 2022. Esta situação tem gerado sérios danos ao meio ambiente, à biodiversidade e à economia local, especialmente em áreas do interior do país, onde a vegetação é mais densa e suscetível ao fogo.

    Os fatores que contribuem para a incidência de incêndios florestais em Portugal são variados. A mudança climática tem intensificado as temperaturas extremas e reduzido a umidade do ar, criando um ambiente propício para o alastramento das chamas. Além disso, a gestão inadequada do território, marcada pelo abandono de terrenos agrícolas e florestais, resulta no acúmulo de biomassa, que serve como combustível para os incêndios. Regiões como a Beira Alta e o Minho têm sido particularmente afetadas, com suas florestas densas e uma biodiversidade rica, mas vulnerável a esses eventos devastadores.

    Estudos recentes também indicam que a falta de investimento em infraestrutura e na prevenção de incêndios tem exacerbado a situação. A escassez de recursos para a manutenção de caminhos e acessos nas áreas florestais dificulta o combate aos incêndios, além de aumentar o risco de grandes incêndios devido à dificuldade em controlar o fogo rapidamente. As florestas de pinheiro e eucalipto, predominantemente presentes no interior de Portugal, são espécies altamente inflamáveis e, quando combinadas com as condições climáticas adversas, criam um cenário alarmante para os ecossistemas e as comunidades locais.

    Estratégias de prevenção e preparação

    O combate aos incêndios no interior de Portugal tem se beneficiado de um conjunto diversificado de estratégias de prevenção e preparação. Uma das abordagens mais eficazes envolve a implementação de programas de sensibilização que buscam informar a população sobre a importância das práticas adequadas de manejo de florestas e da minimização de riscos. Esses programas frequentemente oferecem workshops e materiais informativos, permitindo que os cidadãos compreendam melhor como atuar proativamente em caso de incêndios e a relevância das práticas preventivas.

    A limpeza regular das florestas é outra estratégia fundamental na mitigação do risco de incêndios. A acumulação de material combustível, como folhas secas e galhos, cria um cenário propenso para o início e a rápida propagação de incêndios. Portanto, ações como o desbaste e a remoção de resíduos florestais são promovidas em várias comunidades. Além disso, a prática de queimadas controladas se apresenta como uma técnica eficaz, quando realizada sob condições adequadas e com monitoramento, ajudando a reduzir a carga de combustível nas florestas e, consequentemente, o potencial de incêndios descontrolados.

    Outro aspecto crucial da prevenção é a colaboração entre diferentes entidades. Associações de bombeiros, Organizações Não Governamentais (ONGs) e a comunidade local desempenham papéis vitais nesse esforço. A troca de informações e recursos entre essas partes garante uma resposta coordenada e eficiente em caso de emergência. Finalmente, a formação e capacitação de voluntários são indispensáveis, fornecendo a esses indivíduos as habilidades necessárias para atuar em situações de incêndio. Essa preparação não apenas fortalece a rede de apoio durante emergências, mas também estimula a resiliência da comunidade frente aos desafios que os incêndios florestais podem trazer.

    Tecnologia e inovação no combate aos incêndios

    A crescente ameaça de incêndios florestais em Portugal tem impulsionado o investimento em tecnologias inovadoras que visam aprimorar as estratégias de combate e prevenção. Uma das ferramentas mais promissoras é o uso de drones, que oferecem uma visão aérea detalhada das áreas afetadas. Equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos, esses dispositivos permitem a detecção precoce de focos de incêndio, possibilitando uma resposta mais rápida por parte das equipes de emergência.

    Além dos drones, imagens de satélite desempenham um papel crucial no monitoramento das condições climáticas e na identificação de áreas propensas a incêndios. Essas imagens são utilizadas para analisar a vegetação, a umidade do solo e outros fatores que podem influenciar o surgimento de focos. Essa abordagem baseada em dados permite que as autoridades planejem ações preventivas, otimizando o uso de recursos e minimizando riscos.

    Sistemas de monitoramento em tempo real também têm se mostrado essenciais no combate aos incêndios. Com o uso de sensores e redes de comunicação, é possível acompanhar a evolução das chamas e as condições meteorológicas, garantindo uma coordenação mais eficaz das operações de combate. Essas inovações possibilitam um uso mais direcionado de recursos, como equipes de combate e equipamentos, aumentando a eficácia no controle das chamas.

    As novas técnicas de combate, como o uso de retardantes e outros produtos químicos, apresentam vantagens adicionais em relação aos métodos tradicionais. Os retardantes criam uma barreira que impede a propagação do fogo, sendo utilizados para proteger áreas vulneráveis. A aplicação dessas tecnologias e metodologias inovadoras não apenas melhora a capacidade de resposta, mas também redefine as práticas de combate, contribuindo para um futuro mais seguro em relação aos incêndios florestais em Portugal.

    Desafios e oportunidades futuras

    O combate aos incêndios no interior de Portugal ainda enfrenta uma série de desafios significativos. Entre esses, destacam-se as limitações financeiras que impactam diretamente a capacidade de resposta e a implementação de medidas preventivas. Muitas vezes, os investimentos em tecnologias de monitoramento e em formação especializada para equipes de combate são insuficientes, resultando em uma resposta que pode ser lenta e ineficaz. Além disso, a falta de infraestrutura adequada em áreas rurais e de difícil acesso torna o combate aos incêndios mais complicado, exacerbando as consequências de um evento já devastador.

    Com relação às oportunidades futuras, é imperativo considerar a implementação de políticas públicas que incentivem investimentos em um sistema de gestão de incêndios mais resiliente. Uma abordagem integrada, que envolva as comunidades locais, instituições de ensino e órgãos governamentais, pode promover uma maior conscientização sobre o cuidado com as florestas e a utilização de práticas de manejo sustentável. Por exemplo, programas de reabilitação de áreas afetadas por incêndios e a criação de corredores ecológicos podem contribuir para a mitigação dos riscos.

    Além disso, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, como drones para monitoramento aéreo e sistemas de alerta precoce, podem ser oportunidades valiosas para fortalecer a resposta a eventos de incêndios. A promoção de parcerias público-privadas também se revela uma estratégia eficaz, pois pode unir esforços e recursos de diferentes setores na luta contra este problema. Essas iniciativas são cruciais para que o sistema de gestão de incêndios se torne não apenas mais eficaz, mas também mais sustentável no longo prazo.

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  • Populares extinguem incêndio em Cacela

    Populares extinguem incêndio em Cacela

    Um incêndio ocorrido em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, junto à ponte de caminho de ferro, foi rapidamente extinto por populares, informou a Arenilha TV.

    A consolidação do trabalho dos populares coube aos operacionais dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim e aos Sapadores Florestais de Vila Real de Santo António.

    A Guarda Nacional Republicana (GNR), tomou conta da ocorrência. No local estiveram 26 operacionais, auxiliados por cinco viaturas e um meio aéreo.

    O alerta foi dado às 13:38 desta tarde de quinta-feira, 1 de agosto.