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Etiqueta: biologia

  • Salpas amigas do ambiente regressam a águas algarvias

    Salpas amigas do ambiente regressam a águas algarvias

    Este organismo marinho, parecido às medusas e que raramente surge nas zonas costeiras tem estado a aparecer de novo junto à costa algarvia, sendo a sua presença é inofensiva.

    Apesar de ser um animal oceânico, a salpa tem sido detetada junto à costa do Algarve e Joana Cruz, investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg), também corrobora a tese de há dois anos de a presença estar relacionada com as correntes.

    Sendo uma espécie que se alimenta de fitoplâncton e a sua deslocação é influenciada pela movimentação marítima, explicou Joana Cruz, investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg), quando prestou declarações à agência lusa, repercutidas em vários jornais.

    O que são as salpas

    As Salpas são criaturas marinhas fascinantes que, embora muitas vezes sejam confundidas com águas-vivas devido à sua aparência transparente e gelatinosa, pertencem a uma classe diferente de organismos conhecidos como Thaliacea.

    Ao contrário das águas-vivas, estes organismos são notáveis pelo seu ciclo de vida único, que inclui as fases solitária e colonial. Na fase colonial, as salpas ligam-se para formar estruturas longas e em cadeia, movendo-se através do oceano de forma sincronizada.

    As salpas desempenham um papel significativo no ecossistema marinho, incluindo a ciclagem do carbono. Alimentam-se de plâncton, que filtram da água, e os seus resíduos podem afundar-se nas profundidades do oceano, removendo eficazmente o carbono das águas superficiais e ajudando a mitigar as alterações climáticas.

    A imagem gerada fornece uma representação visual de uma salpa em seu habitat natural, destacando o seu corpo semitransparente com estruturas internas pouco visíveis e uma característica semelhante à cauda que auxilia em seu movimento através da água.

    com Newsroom Insigth
  • Bivalves de água doce na Bacia do Guadiana

    Bivalves de água doce na Bacia do Guadiana

    Numa reunião de trabalho promovida pela Estação Biológica de Mértola, no âmbito de projetos de investigação em bivalves de água doce na bacia do Guadiana, foram apresentados e discutidos os trabalhos em curso, bem como a implementação de um plano de monitorização de biodiversidade aquática e qualidade da água, formas de divulgação da informação existente e a criação de um grupo de trabalho para o estabelecimento de um plano de gestão e conservação dos bivalves de água doce na bacia do Guadiana.

    A reunião, cujo conteúdo foi divulgado pela câmara municipal de Mértola, decorreu no dia 14 de setembro, no Pavilhão Multiusos de Mértola com a presença de investigadores da Universidades de Évora, Lisboa, Porto e Minho, do Instituto Politécnico de Bragança, e representantes do ICNF, da EDIA e da Somincor.