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  • Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    Descargas na Barragem de Pedrógão com alerta de subidas no Rio Guadiana

    A EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) anunciou que, devido aos elevados caudais afluentes ao Sistema Alqueva-Pedrógão, estão a ser realizadas e serão significativamente aumentadas as descargas na Barragem de Pedrógão.

    A medida surge como resposta à necessidade de gerir o volume de água acumulado, que já excede o Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

    Neste momento, (ontem) a albufeira de Pedrógão encontra-se 1,43 metros acima do seu Nível de Pleno Armazenamento, uma situação que justifica a continuidade das operações de descarga. O objetivo é garantir a segurança estrutural do sistema e gerir o armazenamento face à persistência de afluências elevadas.

    Esta operação é integrada com a central hidroelétrica de Alqueva, onde três grupos estão a funcionar em pleno. Esta turbinação está a libertar um caudal instantâneo total da ordem dos 600 m³/s, contribuindo para a gestão do armazenamento na albufeira de Alqueva antes que a água chegue a Pedrógão.

    Contudo, face à pressão hídrica, prevê-se um aumento do descarregamento de caudais na Barragem de Pedrógão nas próximas horas. Este valor deverá atingir a ordem dos 1.500 m³/s, dependendo da evolução hidrológica verificada.

    Como resultado direto destas descargas, é expectável uma subida notável dos níveis do rio Guadiana a jusante da barragem de Pedrógão. O impacto nas áreas ribeirinhas é inevitável, e a EDIA emitiu um apelo urgente à colaboração de entidades e populações.

    É fundamental que sejam adotados comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas, visando a salvaguarda de pessoas e bens. A monitorização da situação é crucial.

    Relativamente ao tempo de trânsito, os caudais descarregados por Pedrógão demoram cerca de 18 horas a atingir o Pulo do Lobo.

    É importante notar que o aumento dos caudais na região de Mértola só deverá ocorrer após um período superior a 18 horas, dependendo das condições de escoamento do rio. A EDIA assegura que está a acompanhar permanentemente a evolução da situação, garantindo os ajustamentos operacionais necessários e a articulação com todas as entidades competentes.

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  • Barragens do Algarve com níveis históricos

    Barragens do Algarve com níveis históricos

    O “Pleno” hídrico no Sotavento e Barlavento

    De acordo com os dados mais recentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Águas do Algarve, as seis principais barragens da região atingiram, esta semana, uma média de 83% da sua capacidade total.

    O destaque vai para o Sotavento, onde as barragens de Odeleite (98%) e Beliche (83%) estão praticamente cheias. No Barlavento, a barragem de Odelouca, a maior da região, respira agora com 89% da sua capacidade, um contraste drástico face aos 33% registados no mesmo período do ano passado.

    AlbufeiraEnchimento (Jan 2026)Estado
    Odeleite98%Descargas controladas
    Odelouca89%Nível de segurança
    Funcho85%Nível elevado
    Beliche83%Recuperação total
    Arade81%Estável
    Bravura70%Recuperação histórica

    O fim da seca e a “Depressão Ingrid”

    O cenário de “seca fraca” que ainda persistia no final de 2025 foi oficialmente dado como encerrado pelo IPMA. A subida dos níveis foi impulsionada por um dezembro onde a precipitação no Algarve e Baixo Alentejo duplicou os valores médios históricos.

    Atualmente, a região está sob o efeito da Depressão Ingrid, que trouxe novos avisos amarelos e chuva persistente. Este fenómeno está a obrigar as autoridades a manter vigilância apertada e a realizar operações de libertação de água para garantir a segurança das infraestruturas.

    Gestão cautelosa apesar da abundância

    Apesar do otimismo, a APA mantém um tom de prudência. O presidente da entidade reforçou que, embora a situação conjuntural seja excelente, a gestão deve continuar a ser rigorosa, lembrando que o Algarve enfrenta ciclos de seca cíclicos e que a eficiência hídrica continua a ser a prioridade estratégica a longo prazo.

    “É tempo de gerir bem e executar os projetos de resiliência, pois a água continuará a ser um recurso escasso no futuro.”


    Redacção GEM-DIGI

  • Descargas Controladas no Algarve: Barragens do Funcho e Beliche Aliviam Pressão Hídrica Após Cheias

    Descargas Controladas no Algarve: Barragens do Funcho e Beliche Aliviam Pressão Hídrica Após Cheias

    A grave situação de seca que assolava o Algarve inverteu-se drasticamente. As intensas chuvas recentes elevaram os níveis de armazenamento das albufeiras a patamares historicamente elevados, levando as autoridades a iniciar, durante a manhã deste domingo, descargas controladas em duas barragens cruciais para a região: Funcho, no concelho de Silves, e Beliche, em Castro Marim.

    A Barragem do Funcho, que se tornou um símbolo da recuperação hídrica algarvia, alcançou um impressionante nível de armazenamento de 84%. Esta percentagem obrigou à execução imediata de uma descarga de segurança controlada, uma medida essencial para garantir a integridade estrutural da albufeira e gerir o volume excedentário de água.

    Paralelamente, a Barragem do Beliche, integrante do sistema da bacia hidrográfica do Guadiana, também procedeu ao alívio de caudal. A ação em Castro Marim enquadra-se na gestão da sub-bacia do Guadiana em território nacional, sublinhando a melhoria generalizada da situação que afeta a região fronteiriça.

    O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve reagiu à situação com notório otimismo, classificando o momento como “histórico para o Algarve”. A entidade vê neste excedente hídrico uma oportunidade estratégica, e não apenas um alívio temporário.

    Estamos agora confiantes que esta ‘almofada’ que S. Pedro nos concedeu seja devidamente aproveitada para concretizar as obras estruturais necessárias, evitando a repetição de situações registadas no passado e contribuindo para que esta Região turística de excelência seja cada vez mais segura e resiliente”, afirmou o Comando Regional, numa clara referência à necessidade de investimento a longo prazo em infraestruturas de captação e distribuição.

    As descargas controladas representam um passo fundamental na gestão de risco após a rápida subida dos níveis de água, mas são encaradas sobretudo como um sinal positivo.

    Com as barragens a aliviar pressão e o Funcho perto da sua capacidade máxima, o Algarve ganha uma folga hídrica essencial para planear o seu futuro e reforçar a segurança de abastecimento, transformando a crise da seca numa oportunidade para reforçar a resiliência regional.

  • As descargas  controladas

    As descargas controladas

    Lena Valério é uma das cidadãs a quem se deve uum conjunto de reportagens e fotografias sobre o território mais eloquentes, que ajudam ao conhecimento da paisagem e à natureza das respetivas mutações geográficas.

    O seu perfil no Facebook, cuja consulta recomendamos é um repositório interessantíssimo das paisagens do Baixo-Guadiana e das mutações sazonais.

    Lena Valério anota o estado atual das descargas nas observações que hoje partilhamos.

  • FENAREG pede investimento urgente

    FENAREG pede investimento urgente

    A agricultura portuguesa enfrenta desafios crescentes, e a gestão eficiente da água é o epicentro da sustentabilidade futura, diz a FENAREG – Federação Nacional de Regantes de Portugal e lança um alerta estratégico contundente sobre a inação no investimento em regadio está a custar ao país mais de 500 Milhões de euros anualmente.

    Para debater esta urgência e traçar o futuro do setor, a FENAREG realiza, a 6 de novembro, as suas XVI Jornadas do Regadio. O evento, que decorre no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, reveste-se de particular importância, assinalando o 20.º aniversário da Federação e contando com o prestígio do Alto Patrocínio do Presidente da República.

    Sob o tema «Regadio: um olhar para o futuro», as jornadas vão servir de plataforma para a Federação exigir a execução imediata da Estratégia Nacional Água que Une. Esta estratégia é vista pelos regantes como o pilar essencial para dotar o setor agrícola das ferramentas necessárias para reforçar a produtividade, garantir a sustentabilidade ambiental e aumentar a competitividade face aos mercados internacionais.

    José Núncio, Presidente da FENAREG, sublinha a dimensão económica da inércia: “Cada ano sem investir em regadio custa a Portugal mais de 500 Milhões de euros”. Este número impressionante reflete as perdas geradas pela falta de modernização e expansão dos sistemas de irrigação, essenciais para mitigar os efeitos da seca e garantir colheitas estáveis.

    As XVI Jornadas do Regadio procuram, mais do que uma celebração de duas décadas de atividade um são um apelo direto aos decisores políticos.

    O futuro da agricultura portuguesa depende da capacidade de Portugal em encarar a água não como um custo, mas como o investimento estratégico fundamental para a segurança alimentar e económica do país.

  • Barragens da Foupana e de Alportel querem os municípios

    Barragens da Foupana e de Alportel querem os municípios

    A Comunidade Intermunicipal do Algarve está a reafirmar a necessidade de construção das barragens da Foupana e de Alportel, e a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento do Algarve (ABPRSA) destaca as vantagens dessas barragens para a região.

    É convição dessas organizações que, com essas barragens, aumentaria a capacidade de armazenamento de água, beneficiando tanto o setor agrícola quanto o consumo urbano.

    Por exemplo, a barragem da Foupana ajudaria a reduzir as tarifas de água doméstica e aumentaria o perímetro de rega do sotavento e a barragem de Alportel teria uma capacidade de armazenamento de 10hm3 e ajudaria no controle de cheias em Tavira.

    Os municípios também destacam a necessidade de captação de água do Guadiana no Pomarão e a ligação do sistema da barragem de Alqueva ao de Beliche-Odeleite. A construção de uma central de dessalinização também é mencionada como uma solução para enfrentar a falta de água na região.

  • Reposição lenta nas barragens do rio Guadiana

    Reposição lenta nas barragens do rio Guadiana

    Na perspetiva do aumento das captações em Portugal, observando a principal fonte que se encontra no débito dos rios versus armazenamento das barragens de Espanha, o conjunto controlado pela Condeferación Htidrografica del Guadiana, ainda se encontra com uma média de -4,31 % que nos últimos dez anos.

    Estão, no país vizinho, armazenados 3.891,41 hm3, 48% da capacidade do sistema, depois de uma subida de 0,16 % no conjunto Oriental e 0,01 % na Ocidental. Há meses que não são divulgados registos relativos ao conjunto Sul.

  • Bacia do Guadiana ainda com défice de água

    Bacia do Guadiana ainda com défice de água

    A água que choveu da Berenice fará a cama para encher as barragens com as próximas chuvas.

    Segundo o sistema de informação espanhol Sira Guadiana, o conjunto de barragens da Confederação Hidrográfica do Guadiana armezenavam, esta semana, à data de 15 de Outubro, 3.701,67 hectómetros cúbicos de água, tendo subido apenas 0,12%.

    Estão agora a 38,98% da capacidade total, mas ainda a menos 7,05% da média dos últimos dez anos.

    Portanto, a tempestade Berenice, com estas primeiras precipitações, desempenhou «um papel fundamental na humidificação do terreno e na otimização da escorrência, o que proporciona o aporte de água às barragens em episódios posteriores de chuva.»

    Analisando a gestão da água em tempos de escassez, na província de Huelva, o jornalista Jordi Landero, afirma, na edição de hoje do Huelva Información que ela enfrenta um desafio crítico com a gestão dos seus recursos hídricos.

    A região, conhecida pela sua agricultura próspera e indústria, tem lidado com uma severa escassez de água que levou a Comissão de Gestão da Seca da Demarcação Hidrográfica Tinto-Odiel-Piedras-Chanza a tomar medidas drásticas para garantir a sustentabilidade hídrica.

    Recentemente, a Comissão decidiu manter a redução de 25% no fornecimento de água para irrigação agrícola e uma redução real de 5% para uso industrial.

    Esta decisão foi tomada após uma avaliação cuidadosa da situação atual e foi recebida positivamente pelas comunidades de regantes da província, representadas pela associação Huelva Riega.

    A medida reflete um esforço coletivo para adaptar-se à realidade da escassez de água e destaca a importância da colaboração entre agricultores, indústrias e autoridades para enfrentar os desafios ambientais.

    A situação de escassez severa em Huelva também afeta o uso urbano de água, com a ativação de planos de economia de água nas Unidades de Demanda Urbana.

    O objetivo é alcançar uma redução de 5% no abastecimento urbano, estabelecendo um consumo máximo de 237 litros por pessoa por dia. Essas restrições são vitais para garantir que a água continue disponível para todos os setores durante períodos de seca prolongada.

    As chuvas recentes foram recebidas com otimismo, mas reconhece-se que não são suficientes para reverter a situação das reservas de água.

    É um lembrete de que a gestão eficiente da água é uma responsabilidade contínua que requer vigilância e adaptação constantes às condições climáticas e hidrológicas.

    O caso de Huelva é um exemplo da necessidade de políticas de gestão de água que sejam flexíveis e adaptáveis às mudanças ambientais.

    A colaboração entre diferentes setores e a implementação de medidas de economia de água são essenciais para garantir a resiliência das comunidades frente às adversidades climáticas.

    A medida adotada pela Comissão de Gestão da Sequía é um passo na direção certa, mostrando que, mesmo em tempos de crise, é possível gerir os recursos naturais de forma sustentável e responsável, afirma-se.

    Guadiana
  • Obras hídricas no Sotavento do Algarve

    Obras hídricas no Sotavento do Algarve

    Segundo a CCDR do Algarve, estas obras têm uma lógica de proximidade com as populações, as infraestruturas rurais e do seu reforço para os territórios onde se encontram implantadas, para a promoção da agropecuária e na mitigação do despovoamento e combate à desertificação, atendendo à escassez hídrica ao nível da região do Algarve, nomeadamente nas zonas do Nordeste e Sotavento Algarvios.

    Têm também em consideração que a água é essencial à vida, sustentando a saúde humana, a produção alimentar, os ecossistemas e a regulação do clima, sendo a sua disponibilidade e eficiente aproveitamento essencial para o território e para as pessoas.

    São obras do aproveitamento hidroagrícola de Pão Duro (23,5 ha) e de Vaqueiros (35 ha), na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, e de Almada de Ouro (31,6 ha), nas freguesias de Azinhal e de Odeleite, e da Caroucha (50 ha), na freguesia de Castro Marim, ambas no concelho de Castro Marim.

    Situam-se no nordeste e sotavento do Algarve, cada uma delas englobando uma barragem de aterro e redes de rega que fornecem água aos respetivos perímetros de rega coletivos.

    Aquele organismo regional salienta «a necessidade de adequar o modelo de gestão à complexidade e importância destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas, construídos nas décadas de 1980 e de 1990, reflete-se, sobretudo, a nível local, com o elevado impacte coletivo da mais-valia associada à disponibilidade de água para rega e do potencial de utilização das albufeiras».

    É desta forma que se prepara a a região para um futuro com secas mais frequentes e severas, justificando a reclassificação destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas do grupo IV para o grupo III, obras de interesse local com elevado impacte coletivo.

    Acresce a esta justificação a complexidade técnica inerente à conservação, exploração e gestão das barragens e demais infraestruturas e a possibilidade de aceder ao regime de concessão, só prevista para as obras dos grupos I, II e III.

    A CCDR do Algarve considera que se cumpre «mais uma etapa desta estratégia de conciliação entre desenvolvimento humano e social em zonas do interior algarvio e uma maior eficiência no uso da água, assegurando a disponibilidade de água para a agricultura».

    Fonte oficial

  • Barragem da Bravura em níveis mínimos

    A quantidade de água nas barragens do Algarve eleva-se a apenas 36% da capacidade máxima. É uma situação de natureza crítica, obrigando à manutenção das restrições ao consumo de água.

    Segundo o Correio da Manhã, em todo o País, os dados das 58 barragens monitorizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente, o volume médio de armazenamento é de 77%, com 19 a apresentarem disponibilidades hídricas superiores a 80%.

    Em julho houve uma descida no volume armazenado em todas

  • Cortes iguais querem agricultores algarvios

    Cortes iguais querem agricultores algarvios

    A CSHA representa mais de 1.000 produtores, operadores e associações do setor agrícola algarvio.

    Segundo a CSHA, a previsão de armazenamento de água de superfície nas bacias do Algarve já foi ultrapassada, e a região possui níveis de água suficientes para os próximos anos.

    A comissão espera que os valores dos cortes em vigor desde janeiro sejam atualizados na reunião de terça-feira, com um corte de 15% para o setor urbano e turismo, e de 25% para a agricultura.

    Além do mais, esperam que seja apresentada uma proposta para a legislação da gestão da água subterrânea, permitindo a criação de associações de produtores e usuários de cada aquífero.

    A CSHA também gostaria de ouvir a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) anunciar o aumento do volume de água a ser transferido da barragem do Funcho para a do Arade, no barlavento algarvio.

    A medida foi solicitada pela Associação de Regantes de Silves, Lagoa e Portimão, para que a agricultura naquele perímetro de rega possa operar com um corte de 15%, pois necessita de cinco hectómetros cúbicos de água do Funcho.

  • Nova barragem em Espanha afetará Portugal

    Nova barragem em Espanha afetará Portugal

    O projeto, atualmente aberto a consulta pública, é denominado «Aproveitamento Hidroelétrico de José Maria de Oriol II», foi detalhado pelas autoridades espanholas e está aberto a revisão no «portal Participe» durante 30 dias úteis, terminando a 28 de maio, conforme refere a APA.

    A APA manifestou a sua intenção de participar no processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), dado o potencial impacto ambiental significativo em Portugal, e comunicou-o a Espanha.

    De acordo com o «Protocolo de ação entre o Governo da República Portuguesa e o Governo do Reino de Espanha», a Espanha forneceu documentação sobre os potenciais impactos do projeto transfronteiriço.

    A central hidroelétrica reversível proposta deverá ser construída em Alcántara, Cáceres, utilizando as albufeiras existentes de Cedillo e Alcántara II.

    A Iberdrola, empresa espanhola que supervisiona o projeto, garantiu que a nova central não irá alterar a gestão da água libertada a jusante da albufeira de Cedillo.

    As avaliações de impacto ambiental indicam que se espera que o projeto tenha um impacto ambiental moderado, com efeitos minimizáveis na rede Natura 2000.

  • Guadiana crescerá e há aviso de alerta em Serpa

    Guadiana crescerá e há aviso de alerta em Serpa

    O município de Serpa está a dar, segundo a nota emitida, cumprimento aos deveres da salvaguarda de pessoas e bens, com este alerta para a adoção de medidas preventivas de salvaguarda de bens materiais e animais, nas áreas confinantes com o rio Guadiana.

    Amanhã, 27 de fevereiro a albufeira da barragem do Pedrogão irá sofrer um aumento de cota no seu plano de água, ao longo do dia, e que nos dias 28 e 29 de fevereiro prevê-se a subida o nível do rio Guadiana para caudais de cheia, a jusante daquela barragem do Pedrógão.

    Na comunicação, o SMPCS justifica que tal alerta resulta da comunicação articulada entre a EDIA e a EDP Produção para a manutenção do regime de caudais ecológicos definidos para as albufeiras do Alqueva e Pedrogão.

    Às 23,00 do dia 20 de fevereiro a barragem de Alqueva a 2,06 metros do enchimento total, com um volume de 3609,52 hm3, com uma percentagem de 86,97% da sua capacidade total de 4.150 milhões de metros cúbicos e a 21 de fevereiro, e a barragem de Pedrogão, estava à cota 84,36 metros a 0,46 metros do enchimento total, com um volume de 96,69 hm3, com uma percentagem de 91,21% da sua capacidade total de106 milhões de metros cúbicos.

  • A água nas barragens da Bacia do Guadiana em Espanha

    A água nas barragens da Bacia do Guadiana em Espanha

    Para tal, a CHG analisa como se apresentam as diversas aportações e se distribuem os recursos de forma eficiente, conjugando dois objetivos, o de armazenar o maior volume de água possível e o de proteger as pessoas e bens, situados nas águas sob as barragens.

    Neste momento, e segundo foi divulgado pela Confederação Hidrográfica do Guadiana, na data do dia 22 de janeiro, a reserva hidráulica da bacia do Guadiana, do lado de Espanha, apresenta um total armazenado de 2.994,43 hm3, correspondendo a 31,54% da capacidade e apresentando uma subida de +5,04%, em relação à média dos últimos dez anos.

    As barragens da Zona Oriental da Bacia Hidrográfica do rio Guadiana represam 86,08 hm3, as da Zona Ocidental 2.612,16 hm3 e,as da Zona Sul, 296,19 hm3. Em relação a percentagens, a oriental apresenta 21,66% da capacidade, a ocidental, 32,16 e a sul 30,35%.

  • O equilíbrio ecológico na reivindicação da água

    O equilíbrio ecológico na reivindicação da água

    Nos últimos dias, devido às recentes chuvas que ocorreram durante a passagem das depressões «Irene» e «Juan», as redes sociais encheram-se de críticas ao não aproveitamento integral dos cursos de água que ainda não se encontram represados no Algarve, em situação crítica devido à seca, todos falamos.

    Empresários, responsáveis, políticos pressionam em duas direções, a primeira na repressão dos consumos, em medidas destinadas a aumentar a eficiência hídrica das canalizações, quer em alta, quer em baixa, a segunda no sentido de aumentar as disponibilidades de água para o crescimento económico e benefício do estilo de vida moderno.

    As barragens têm-se afirmado como estruturas que desempenham um papel crucial na gestão dos recursos hídricos em todo o mundo, oferecendo uma variedade de benefícios como geração de energia, controle de enchentes, e fornecimento de água para consumo humano e irrigação.

    No entanto, a construção e operação dessas estruturas não vêm sem um custo ambiental significativo. Um dos dilemas mais prementes associados às barragens é o balanço entre os benefícios proporcionados pela retenção de água e a perda ecológica decorrente da interrupção do fluxo natural de sedimentos para o mar.

    A geração de energia hidrelétrica é talvez o benefício mais citado das barragens, uma vez que se constituem como fonte de energia renovável, relativamente limpa. São também fundamentais no controle das enchentes e protegem milhões de pessoas que vivem em áreas propensas a inundações. Além disso, as barragens armazenam água para uso na agricultura, a espinha dorsal de muitas economias locais e globais, fornecendo água potável para comunidades ao redor do mundo.

    Mas não há bela sem senão, porque as barragens ao alterarem significativamente os ecossistemas aquáticos e terrestres, reduzindo o fluxo de sedimentos ao mar, provocam uma consequência ecológica grave.

    Não apenas afetam a biodiversidade aquática, mas também as praias costeiras, as quais dependem desses sedimentos para se manterem. Espécies de peixes e outros organismos aquáticos, muitos dos quais são vitais para a segurança alimentar de comunidades locais, enfrentam declínios devido à alteração de seus habitats naturais e à interrupção de ciclos de vida essenciais.

    Desta forma, toda a nossa reivindicação nesta área tem de balancear estas duas alternativas, com moderação, e apostar na eficiência de ambos os modelos, no respeito integral pelos caudais ecológicos definidos, mas tão desrespeitados e num consumo responsável e bem calculado.

    José Estêvão Cruz

  • Plano de Eficiência Hídrica abordado na Feira da Perdiz

    Plano de Eficiência Hídrica abordado na Feira da Perdiz

    José Apolinário falava em Matinlongo, na abertura da Feira da Perdiz, uma iniciativa do Município de Alcoutim, defendendo o consenso regional em torno da disponibilidade de novas fontes de abastecimento de água, considerando «premente a execução das verbas dos projetos elencados no plano de eficiência hídrica do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas também preparar o pós PRR, com o início dos trabalhos de viabilidade económica e técnica de uma conduta de água nos 77 quilómetros entre as barragens de Alqueva e de Odeleite, bem como do projeto da Barragem de Foupana».

    O Presidente da CCDR Algarve destacou igualmente a importância no novo quadro comunitário 2021-2027, a continuidade do Plano de Ação de Desenvolvimento dos Recursos Endógenos (PADRE) no Programa Regional ALGARVE 2030 , incidindo nos territórios rurais e de baixa densidade, com a implementação de ações de valorização económica de recursos endógenos, com vista à diversificação económica, sublinhando e agradecendo o empenho do Município de Alcoutim na realização da Feira da Perdiz, e da promoção associada de produtos locais e do território do interior.

    Nesta 14.ª edição da Feira da Perdiz, voltaram a Martinlongo as empresas e associações ligadas aos setores da caça, pesca e desenvolvimento rural, disponibilizando várias atividades como exposições de espécies cinegéticas, artesanato, atividades equestres, atividades infantis, concurso canino, concurso de matilhas e concurso de mel, e da produção apícola.

  • Dezembro deu mais mil milhões de m3 ao Alqueva

    Dezembro deu mais mil milhões de m3 ao Alqueva

    Mil milhões de metros cúbicos é quanto a barragem de Alqueva armazenou com as chuvas de dezembro, subindo hoje, às 7:00 horas, para a quota de 148,80, anunciou a EDIA.

    Este valou representa um volume armazenado de 3.580 hm3 e corresponde a quase 87% do armazenamento total da barragem, sendo que, desde o dia 1 de dezembro, a albufeira de Alqueva subiu perto de 5.5 m e encaixou cerca de 1000 hm3 de água.

    A empresa lembra que o nível pleno de armazenamento da barragem de Alqueva é de 4.150 hm3, à cota máxima de 152 m.

  • Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    As gerações que sempre lutaram e continuam a solicitar que se aproveitem as possibilidades de regularização dos caudais excessivos podem sentir-se compensadas com estas notícias, uma vez que as possibilidades de chuvas sobre a bacia do Guadiana distribuem-se de forma irregular ao longo das décadas, ora em anos de chuvas torrenciais ora em anos de aridez pronunciada.

    É natural que a situação ainda venha a apresentar mais melhorias neste Inverno, dado que a sabedoria antiga identifica como altamente chuvoso, sempre que Lua Nova coincide com as proximidades do equinócio de Setembro, o que foi o caso do ano em curso.

    A EDIA identificou, desde 1 de dezembro uma subida do nível da água na albufeira de perto de 3,5 metros, aproximando-se da cota 148 metros. A albufeira encaixou mais de 600 milhões de metros cúbicos e tem cerca de 3.180 milhões de metros cúbicos de água armazenados, correspondendo a 76,75% da sua capacidade máxima.

    Na sua capacidade total de armazenamento, de 4.150 milhões de m3, à cota de 152 metros, o Alqueva abrange uma área de 250 quilómetros quadrados e mais de 1.100 quilómetros de margens.

    As comporta da barragem do Alqueva fecharam em 08 de fevereiro de 2002 e atingiu o pleno armazenamento por quatro vezes, durante estes quase 23 anos, efetuando algumas vezes descargas controladas

  • Desmantelada barragem de Los Jurales

    Desmantelada barragem de Los Jurales

    ‎A‎ ‎Confederação Hidrográfica do ‎Guadiana anunciou o desmantelamento da represa de‎ ‎Los Jarales,‎ no âmbito‎ ‎das ações de melhoria do estado ecológico do Rio‎ ‎Bullaque, um afluente direito na bacia do meio do rio Guadiana, ao norte do município de Piedrabuena (Ciudad Real), em Espanha.

    Era uma barragem hidráulica de alvenaria de 5 m de altura, 6‎ ‎m de largura e 114 m de comprimento, com três portões de drenagem. ‎A obra destinou-se a de melhorar o estado ecológico do rio Bullaque, um ambiente‎ ‎ribeirinho que se destaca por sua naturalidade e diversidade biológica. As obras‎ ‎começaram a 11 de novembro, e duraram várias semanas. ‎

    Esta barragem, associada à atividade agrícola desde 1960, fragmentou‎ ‎a área e impediu as ações necessárias para recuperação do habitat ribeirinho, natural do ambiente afetado pela infraestrutura. Da mesma‎ forma, seu estado atual refletia sintomas de abandono,‎ ‎identificando vazamentos, rachaduras, incompatibilidades e o aparecimento de vegetação enraizada na barragem. ‎

  • Perante a água da barragem ministro quer dessalinizar

    Perante a água da barragem ministro quer dessalinizar

    João Matos Fernandes, no alto de paredão da barragem, avistando a albufeira recarregada por dois meses de chuva para os próximos dois anos, declarou aos jornalistas que «a dessalinização é de facto mui to importante, mais ainda quando ela vai ser financiada a 100%» e quando o PRR vai pagar todo este investimento a 100%».

    O ministro do Ambiente e da Ação Climática, afirmou que os portugueses não podem perder uma oportunidade destas – fundos dos planos de resiliência – para o Algarve, e ter um projeto, que considerou pioneiro no continente.

    João Pedro Matos Fernandes apresentou três projetos para melhorar a eficiência hídrica na região, num investimento conjunto de cerca de cinco milhões de euros, entre os quais se encontra a criação de um sistema para a captação de água em profundidade na albufeira de Odeleite, que vai permitir a retirada de mais 15 milhões de metros cúbicos daquela barragem, com um investimento de 1,5 milhões de euros.

    Os outros projetos destinam-se a bombar águas residuais, tratadas para rega em dois campos de golfe de Castro Marim, a partir da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Real de Santo António, um investimento de 1,5 milhões de euros, e para secagem de lamas na mesma ETAR, com um valor de 2,2 milhões de euros.

    O governante frisou a necessidade de uma nova origem uma nova origem de água, presumivelmente no Pomarão, isto é, no Guadiana, a jusante da albufeira de Alqueva, para, em casos de necessidade, poder abastecer a barragem de Odeleite, projetos que permitirão aumentar a “resiliência” da região.

    Após a cerimónia junto à barragem de Odeleite, o ministro do Ambiente seguiu para outras zonas do Algarve, onde participou nas inaugurações das estações elevatórias do mercado de Olhão, do Ferragial, em Faro, e do novo edifício da Flotação da Estação de Tratamento de Águas de Alcantarilha.