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  • Algarve perde cinco presidentes de câmara devido ao limite de mandatos nas autárquicas

    Algarve perde cinco presidentes de câmara devido ao limite de mandatos nas autárquicas

    As próximas eleições autárquicas, marcadas para 12 de outubro, vão resultar na saída de cinco presidentes de câmara no Algarve devido à lei que limita os mandatos consecutivos. Rogério Bacalhau (PSD), de Faro, é um dos autarcas impossibilitados de se recandidatar.

    As autarquias algarvias do rio Guadiana, Alcoutim e Castro Marim podem conhecer outros presidentes eleitos, embora ali tenha já havido substituição de autarcas que não poder candidatar-se e ser mais difícil registarem-se alterações.

    Além de Bacalhau, também os presidentes socialistas de Loulé, São Brás de Alportel e Olhão, bem como a autarca da CDU em Silves, se despedem dos cargos. No total, quase 90 presidentes de câmara em todo o país estão na mesma situação.

    Estes são alguns dos 89 autarcas que atingiram o limite de três mandatos consecutivos à frente dos seus municípios. Outros 46 já deixaram as câmaras nos últimos dois anos para assumir outros cargos, incluindo lugares no Governo, na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

    A nível nacional, dos 89 presidentes de câmara em final de mandato, a maioria é do PS (49), seguido pelo PSD ou coligações lideradas pelo PSD (21) e pela CDU (12).

    Com Lusa

  • Refeições gratuitas no ensino básico e secundário

    Refeições gratuitas no ensino básico e secundário

    A câmara municipal de Vila Real de Santo António anunciou a renovação do fornecimento gratuito de refeições escolares para todos os alunos do ensino básico e secundário.

    A medida será paga com 150 000 € destinados ao Agrupamento de Escolas de VRSA e 350 000 € ao Agrupamento D. José I, e a autarquias assegura que vai garantir refeições de qualidade, «promovendo igualdade de oportunidades e apoiando o sucesso escolar».

    A autarquia declara-se comprometida em «construir um município mais inclusivo e focado no bem-estar e no futuro dos nossos jovens».

  • Cultura em áreas marinhas desagrada em Lagos

    Cultura em áreas marinhas desagrada em Lagos

    Câmara Municipal de Lagos discorda de exploração de aquacultura em mar aberto no Barlavento Algarvio com a eventual concessão de um Título de Atividade Aquícola (TAA).

    Trata-se da expansão em águas marinhas, na costa sul do concelho vizinho de Vila do Bispo, abrangendo a área 2 956 955 m2), entre a Ponta dos Caminhos e Ponta do Torre.


    Teme-se que prejudique a pesca, a náutica e o turismo e, consequentemente, a economia e tecido social local e algarvios.

    A expansão da exploração pela empresa Finisterra S. A. destina-se à produção de Mexilhão-do-Mediterrâneo (Mytilus galloprovincialis), em regime extensivo, entre a Ponta dos Caminhos e Ponta do Torre (Vila do Bispo), representando uma área total de 2 956 955 m2.

    O que a autarquia teme é que seja afetada a astividade de centenas de embarcações de pesca artesanal exercem a sua faina, impactando negativamente a sua atividade e fontes de rendimento de mais de 300 famílias.

    A área em causa constitui uma zona de pesca com valor significativo na captura de pelágicos (sardinha, carapau e cavala), espécies demersais e moluscos (besugo e polvo), mariscos, entre outas espécies.

    Também a náutica (recreio, turismo de mar, eventos, operadores marítimo-turísticos, reparações navais) será afetada por esta exploração, acarretando consequências nefastas para o concelho de Lagos, bastante ligado a esta valência.

    Tendo em conta o habitual tráfego marítimo na costa do barlavento algarvio, incorre também o risco de que as embarcações de recreio possam afastar-se ou até evitar atracar em território nacional.

    A segurança é outra das preocupações, dado que este tipo de infraestrutura envolve equipamentos (cabos e boias) que condicionam a navegação, muitas vezes com deficiente sinalização que, associadas aos ventos e correntes, podem ser um perigo para pessoas e bens, para além dos danos na reputação relativamente às atividades de mar no território.

    Apesar de reconhecer a importância da aquacultura em mar aberto e os seus contributos para a economia do país, perante os efeitos prejudiciais desta exploração nas atividades piscatórias e náuticas, turismo e economia local, a Câmara Municipal de Lagos manifestou junto da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos a sua total discordância em relação à concessão do TAA à empresa Finisterra.

    Aproveeitou para alertar para a necessidade de se reavaliar a legislação reguladora deste tipo de atividade de forma a ter em conta os impactos negativos nas regiões e implementar instrumentos de fiscalização mais eficazes.