Esta subida, segundo a autarquia, apesar de ser de 16% resulta de uma limitação, em relação aos 50% previstos no contrato inicial, antes da revisão da tarifa de abastecimento de água. «Este reajuste tarifário visa exclusivamente incorporar o valor da inflação, conforme dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)».
Nos termos do contrato, a tarifa deveria ter sido atualizada anualmente desde 2020, explica a câmara municipal e «seria agora cerca de 50% mais cara. Não sendo possível à empresa continuar a manter o tarifário sem, pelo menos, incorporar a inflação, a empresa chegou a este acordo com o município, permitindo poupanças expressivas para os consumidores», justifica.
O presidente da Câmara Municipal, Álvaro Araújo, esclarece que «esta revisão significa que o custo da água no concelho aumentará apenas 8 cêntimos por metro cúbico. Este valor não será significativo para quem tem consumos normais», e destaca o compromisso da autarquia em minimizar o impacto financeiro nas famílias do concelho.
«O contrato atual entre a Câmara Municipal e a AdVRSA teve origem numa decisão do anterior executivo, em 2016, formalizada em 2018 e operacionalizada a partir de 2020. Este contrato incluía, além do valor da retribuição ao município, regras para a atualização extraordinária do preço da água e dos restantes serviços nos primeiros sete anos, incluindo as taxas de saneamento, valores que ao serem aplicados de forma integral iriam onerar e sobrecarregar os munícipes de forma incomportável», esclarece a autarquia em nota divulgada.
O presidente também afirmou que «Caso não se tivesse chegado a este acordo, a falta de atualização das tarifas ao longo dos anos teria levado a um aumento de cerca de 50% em 2024. Além disso, haveria um montante superior a 4 milhões de euros em indemnizações compensatórias pelo incumprimento contratual», recorda Álvaro Araújo.
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Aumento do custo da água anunciado em VRSA
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Preço da água vai subir e muito no Algarve
No primeiro escalão, será de 15 por cento, no terceiro 30 e no quarto 40 por cento. À hotelaria, comércio e indústria, vai ser aplicado um aumento de 15 por cento.
A cobrança vai chegar com a fatura do mês de março e as percentagens vão variar de forma diferenciada. Segundo António Miguel Pina disse aos jornalistas no final da reunião que decidiu o aumento, ele resulta de um instrumento proposto pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).
No nosso site, estamos a tentar saber se estes aumentos repercutem como os regulares, resultantes da inflação e do clausulado dos contratos, sendo extraordinários, vão ou não, ter repercussão nas taxas associadas de saneamento básico e resíduos sólidos, o que elevaria as faturas a preços proibitivos.
Segundo António Miguel Pina, a AMAL, cujo executivo é constituído pelos presidentes das câmaras municipais algarvias, encara esta medida como «instrumento de sensibilização adicional», para penalizar quem consume mais água.O autarca adianta que o consumo urbano, no primeiro mês deste ano, continua a aumentar em relação ao mês homologo do ano anterior» e queixa-se da falta de consciencialização e contribuição para se reduzir o consumo de água, num momento em que é preciso o esforço de todos para enfrentar a escassez hídrica no Algarve.
António Miguel Pina entende que é de facto preciso «chocar de alguma maneira» e revela que, em breve vão chegar outros instrumentos. -
Combustíveis sobem segunda-feira
O litro do gasóleo e o de gasolina sofrem um aumento de sete cêntimos aos quais acresce dois cêntimos da taxa de carbono, 2,5 no gasóleo e 2 na gasolina, incluindo IVA.
Segundo a Direção-Geral de Energia e Geologia, DGEG, registou-se uma tendência de subida e, no dia 27 de julho, o preço médio da gasolina simples 95 alcançou os 1,723 euros/litro e o preço médio do gasóleo simples os 1,539 euros/litro.
O Governo continua a mitigar a subida dos preços dos combustíveis, prolongando para agosto o desconto no ISP em vigor, 13,1 cêntimos por litro no gasóleo e de 15,3 cêntimos por litro na gasolina.
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Portagens mais baixas só se o Governo pagar
Qualquer negociação com o Estado, para poupar os utilizadores das autoestradas ao aumento de 10,6% do preço das portagens terá sempre de incluir mecanismos que compensem a Brisa pelo aumento e o possa diluir no tempo, ou incluí-lo no grupo de trabalho de renegociação da concessão.
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Eletricidade verde menos apoiada pelo Governo
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) alertou para os cortes de que afetam os pequenos e médios agricultores, ao verem reduzido de 20% «para apenas 10%» o apoio na fatura da eletricidade utilizada nas explorações agrícolas e pecuárias, a designada eletricidade verde.
Diz que não estão a ser pagos aos agricultores os retroativos desde Janeiro deste ano, o que consideram inaceitável numa ocasião em a agricultura enfrenta uma crise que consideram sem precedentes e em que os custos dos fatores de produção não cessam de aumentar. Trata-se, diz, de uma machadada mais do Governo nas explorações agrícolas familiares.