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Etiqueta: Arqueologia

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  • São Brás de Alportel Ensina História Local aos Mais Novos Através da Arqueologia

    Ao longo do ano letivo 2025/2026, os alunos do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico de São Brás de Alportel participaram num programa educativo inovador, promovido pelo município, que os aproximou da história local através da arqueologia.

    O projeto, que teve como foco principal a Calçadinha de São Brás de Alportel, uma antiga via com origens romanas classificada como imóvel de interesse público, consistiu em sessões teóricas e práticas dinamizadas pela arqueóloga Angelina Pereira, da Câmara Municipal.

    Nas aulas, os jovens exploraram a cronologia da história do território e a evolução do concelho, compreendendo a importância das vias que o atravessam desde a Antiguidade. Foi ainda abordado o trabalho dos arqueólogos, desde a prospeção e escavação até ao registo e interpretação das descobertas, incentivando a valorização e preservação do património cultural.

    Os alunos tiveram a oportunidade de observar artefactos arqueológicos dos períodos romano e medieval islâmico, provenientes de trabalhos de campo, o que lhes permitiu contextualizar objetos do quotidiano de outras épocas.

    O programa culminou com uma visita ao Centro Explicativo e de Acolhimento da Calçadinha, onde foi aprofundado o conhecimento sobre o papel das vias romanas à escala regional e nacional. A visita prosseguiu no local, com a exploração direta dos troços visíveis da Calçadinha, incluindo o Troço A, correspondente a remodelações do século XIX, e o Troço B, com pavimento de possível origem romana.

    Através desta iniciativa, o Município de São Brás de Alportel procura despertar o interesse dos mais novos pela história local e contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes da importância da preservação do património arqueológico.

    A abordagem prática e envolvente do projeto permitiu um contacto direto dos alunos com o património são-brasense, promovendo o conhecimento e a valorização da identidade local.

  • Fátima Palma fala das escavações na Mesquita

    Fátima Palma fala das escavações na Mesquita

    A recente entrevista de José Serrano, ao Diário do Alentejo, com Maria de Fátima Palma, arqueóloga e coordenadora científica do projeto Iacam, que, com a devida vénia, resumimos e partilhamos com os nossos leitores, revelou detalhes fascinantes sobre a quarta campanha de escavações na aldeia da Mesquita, em Mértola.

    O projeto, uma colaboração entre a Universidade de Granada e o Campo Arqueológico de Mértola, trouxe à luz novos dados que enriquecem o entendimento do local.

    Foram identificadas três fases distintas: uma necrópole do século X com sepulturas cristãs, uma casa medieval islâmica do século XII ao XIII com um pátio central e vários compartimentos, e uma necrópole do século XVI próxima à ermida de Nossa Senhora das Neves.

    Estes achados sublinham a importância da Mesquita como um sítio de valor arqueológico e histórico, fornecendo uma janela para o passado da região e reforçando o vínculo da comunidade com sua herança cultural.

    Veja completa
  • Encerrou em Mesquita a 4ª Campanha Arqueológica.

    Encerrou em Mesquita a 4ª Campanha Arqueológica.

    Na ausência de tratamento de dados e redação do relatório, os responsáveis descrevem esta nova intervenção em 2024 como muito satisfatória.

    «Foram dias de trabalho, calor e esforço, mas também de convivência e aprendizagem. Certamente aprendemos com todos e vice-versa», observaram.

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    Mesquita, foto de familia

    Os qrqueólogoa agradeceram às instituições que tornaram possível a campanha, o Campo Arqueológico de Mértola, a Câmara Municipal, o Projecto de I&D Maqbara, Sociedade Recreativa Mesquitenses, os técnicos, arqueólogos estagiários do mestrado em Arqueologia da UGR/US, voluntários e outros colaboradores.

  • Balsa é cidade romana exposta em Tavira

    Balsa é cidade romana exposta em Tavira

    Há a promessa aos visitantes de uma viagem ao passado de dois mil anos, até às origens urbanas do Algarve.

    Há cerca de 150 anos, o tavirense Estácio da Veiga, pioneiro da Arqueologia Portuguesa, constituiu o «Museu Arqueológico do Algarve», considerada uma «notável compilação de peças dos diferentes povos e civilizações do Algarve, onde se destacavam os artefactos oriundos da cidade romana de Balsa, nunca chegaram a ser expostos nesta região».
    A mostra pública deste «museu» acabaria por ocorrer, mas, em Lisboa, em 1880, estando na origem do atual Museu Nacional de Arqueologia.


    Uma entre esta instituição, o Município de Tavira e a Universidade do Algarve, através do seu Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património (CEAACP), boa parte do acervo de Balsa daquele Museu Nacional pode agora ser apreciado no Museu Municipal de Tavira – Palácio da Galeria.

    Trata-se de uma exposição sobre o centro urbano que há dois mil anos se desenvolveu nas margens da ria Formosa, perto de Luz de Tavira, Intitulada Balsa, Cidade Romana, que reúne ainda peças de vários outros museus da região e do país, como o Museu Arqueológico do Carmo, o Museu Municipal de Faro, o Museu Municipal de Olhão, o Museu Paroquial de Moncarapacho, bem como de emprestadores particulares, oferecendo uma visão abrangente do património histórico da cidade de Balsa.

    Ao longo de várias salas, são ilustrados diferentes aspetos desta antiga cidade, desde as primeiras referências, ao seu desaparecimento e à história da sua descoberta. São dados a conhecer alguns dos seus habitantes e os aspetos do seu quotidiano, bem como as atividades económicas, as preocupações com a saúde, com a beleza ou os rituais funerários de alguns balsenses.

    Comissariada pelos arqueólogos João Pedro Bernardes (Universidade do Algarve) e Celso Candeias (Município de Tavira), Balsa Cidade Romana é ainda fruto das últimas investigações realizadas no terreno, no âmbito do projeto Balsa, Searching the Origins of Algarve, prometendo desvendar mistérios e esclarecer equívocos sobre esta cidade que tem captado a curiosidade de muitos.

    A exposição estará patente até 28 de setembro de 2024 e o Museu Municipal de Tavira convida a visitar as memórias de uma cidade romana algarvia e a descobrir a rica história cultural do Algarve.

  • Porto de Taifa de Niebla pode ter sido em San Juan del Puerto

    Porto de Taifa de Niebla pode ter sido em San Juan del Puerto

    Os professores de História Moderna da Universidade de Huelva, David González Cruz e da Área de Arqueologia da própria universidade, Javier Bermejo Meléndez, publicaram na revista científica «Links of History» um artigo citado pelo jornal Huelvs.es, em que colocam as instalações portuárias do reino Taifa de Niebla e dos tempos romanos na cidade de San Juan del Puerto.

    O testemunho oferecido pelo geógrafo islâmico Al-Idrisi foi fundamental, segundo eles, dado que que apontou para que os navios que navegavam no rio Tinto tivessem chegado onde ocorreu o estreitamento de seu estuário, depois de evoluir o canal de uma largura de uma milha, na sua foz, para um comprimento de um passo de distância.

    Partem da consideração desta descrição feita por Al-Idrisi e dos dados de altitude, com relação ao nível do mar, das cidades de Niebla e San Juan del Puerto, tornando evidente que as instalações portuárias necessárias para navios de médio e grande calado não poderiam ter sido localizadas nas instalações da muralha islâmica de Niebla em torno de 39 metros de altitude, já que ali não chegaria em contínuo a influência das marés.

    Diante as evidências observadas, as fontes documentais têm sido contrastadas com a cartografia histórica da região e com os resultados das prospecções arqueológicas realizadas anteriormente, terminam.

  • Simpósio em Albacete aborda Cercado das Alcarias

    Simpósio em Albacete aborda Cercado das Alcarias

    Bilal Sarr e Mª de Fátima Palma apresentaram os resultados alcançados nas escavações, num congresso de alto nível organizado pelo Instituto de Estudos de Albacete Don Juan Manuel.

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    cercado das alcarias 2

    Está previsto o retomar das escavações no próximo Verão, num projeto que mobiliza o interesse do concelho de Mértola e o carinho entusiasmado dos residentes da Aldeia da Mesquita, na margem direita do rio Guadiana.

    As fotos são da autoria de Manuel Tristán, voluntário do projeto, e Inmaculada Camarero, árabe, oradora do simpósio.

    Eis o quadro das Intervenções:

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  • Escavações na Mesquita prosseguem em 2023

    Escavações na Mesquita prosseguem em 2023

    Terminou mais uma campanha de escavações na aldeia da Mesquita, na zona da Ermida de Nª Sr.ª das Neves, integrada no projeto Intervenção Arqueológica na Cerca das Alcarias da aldeia da Mesquita que tem a coordenação científica de Fátima Palma (CAM-UGR) e Bilal Sarr (UGR – Universidade de Granada).

    A escavação de caracter internacional juntou arqueólogos, estudantes e voluntários de Portugal, Espanha e Colômbia, do Campo Arqueológico de Mértola e da Câmara Municipal de Mértola e contou com o apoio de voluntárias da aldeia da Mesquita e apoio logístico da Sociedade Recreativa Mesquitense e Junta de Freguesia do Espírito Santo.

    Os achados arqueológicos ali em presença, são um importante contributo para o conhecimento sobre o universo cultural, temporal e geográfico do antigo Garb al-Andalus – período islâmico, em particular, a história do território de Mértola, das suas comunidades rurais e os processos de arabização e islamização ocorridos. As escavações serão retomadas no próximo ano.

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    Os protagonistas de 2022
  • Importante complexo Megalítico nas margens do Guadiana

    Importante complexo Megalítico nas margens do Guadiana

    O terreno estava reservado para o cultivo de abacate, mas antes de darem autorização para esta plantação, as autoridades locais pediram uma análise da terra, caso houvesse algo com importância arqueológica. A revista científica «Trabajos de Prehistoria», entende que o saldo da descoberta é positivo, no trabalho que publicou sobre o achado, intitulado «El sitio megalítico de La Torre-La Janera (Huelva): monumentalidades prehistóricas del Bajo Guadiana»

    As pedras mais antigas do local, chamado sítio de La Torre-La Janera, foram erigidas provavelmente na segunda metade do 6º milênio a.C. ou no 5º milênio a.C. É uma das coleções mais diversas de megálitos, incluindo menires, dólmens, mamoas, cistas e muito mais. Menires isolados eram os mais comuns, com 526 deles. As pedras têm entre 1 e 3 metros de altura.

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    A diversidade e o estado de conservações do complexo também impressionou os arqueólogos: menires alinhados, cromleques e dólmens juntos raramente são vistos na Europa. Cromleques são círculos feitos com várias pedras verticais, dólmens são tumbas construídas empilhando duas ou três pedras, cistas são quatro lajes de pedra formando um triângulo e mamoas são montículos artificiais de pedra, protegendo dólmens.

    A maioria dos menires de La Torre-La Janera estava agrupada em 26 alinhamentos e dois cromleques, ambos no topo de colinas com uma vista aberta para o leste, de onde é possível ver o sol nascer, nos solstícios de verão e inverno europeus, e nos equinócios de primavera e outono do hemisfério norte. Uma boa parte das pedras está cravada bem fundo no solo.

    Espera-se que o complexo seja escavado cuidadosamente, com trabalhos planejados para acontecer até 2026. Após escavações deste ano e do próximo ano, no entanto, os cientistas esperam que parte do sítio arqueológico já possa ser visitada por turistas. Para meios de comparação, o sítio de Carnac, no noroeste francês, tem cerca de 3.000 menires.

    O local no contexto do Baixo-Guadiana

    ‎La Torre-La Janera está localizada na margem esquerda do rio Guadiana, no espaço ao redor do morro de Monte Gordo. É a elevação mais alta (155 m) do ambiente. Fica a 2,5 km a leste do rio Guadiana e pouco mais de 15 km ao norte do litoral atual.

    Os elementos arqueológicos estão localizados em locais de topografia variável e substratos alternados de ardósias e grauvacas da Universidade Culm do Cinturão pirita ibérico (Anexo-Fig. 2). Na Pré-História Recente, durante o máximo transgressor phlandrian (6500-4000 BP), a foz do Guadiana foi formada como um estuário aberto com delta (Klein 2019: 24).

    O nível do mar ultrapassou até 2 m o nível atual no quarto milênio a.C. A mudança das condições paleogeográficas e ambiental após o evento 4.2 ka BP levou do final do iii milênio a.C. a um entupimento fluvial progressivo e formação de pântanos atrás dos bancos de areia e ilhas barreira (Morales e Garel 2019).

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    Fonte: Vista de El sitio megalítico de La Torre-La Janera (Huelva): monumentalidades prehistóricas del Bajo Guadiana (csic.es)

  • Alunos de arqueologia no Bairro do Progresso em Silves

    Alunos de arqueologia no Bairro do Progresso em Silves

    Durante duas semanas, os alunos integram a equipa de Arqueologia da Câmara Municipal, que tem em curso trabalhos de acompanhamento e de escavação arqueológica no Bairro do Progresso, em Silves, no âmbito da Empreitada de Requalificação Paisagística..

    Os trabalhos arqueológicos têm vindo a colocar a descoberto vestígios materiais da ocupação daquela área durante o final do período de domínio muçulmano da cidade, que se encontram sob os alicerces e pavimentos da fábrica de cortiça que ali existia antes da construção do bairro.

    A intervenção revela também mais uma parte da história da cidade, sendo importante o contributo da Universidade Nova de Lisboa, que escolheu Silves para levar a cabo este campo de trabalho.

    Os alunos vão ter oportunidade de desenvolver a componente prática que integra os conteúdos curriculares da licenciatura em arqueologia preparando-os para a complexidade das metodologias de escavação em contextos urbanos.

    O Município de Silves mantem protocolos de colaboração no domínio da arqueologia com vários estabelecimentos de ensino universitário, estando previstas, outras iniciativas no decurso do segundo semestre de 2022.

  • Castelo Velho de Alcoutim vai ser valorizado

    Castelo Velho de Alcoutim vai ser valorizado

    Será valorizado o sítio arqueológico da época Islâmica, classificado como Imóvel de Interesse Público, criado um produto turístico e cultural inovador com o desenvolvimento de uma aplicação informática e um produto promocional único e distinto com uma forte componente lúdica e didática, onde se incluem a criação e produção dos jogos de tabuleiro, a renovação e produção de uma exposição e a edição de um guia.

    Esta operação tem enquadramento no Programa Operacional CRESC Algarve 2020, eixo prioritário 4. O investimento visa salvaguardar, valorizar e promover um ex-libris do concelho de Alcoutim e da região no que concerne ao legado islâmico e, mais concretamente, ao legado Omíada no sul do país, aumentar a oferta turística e cultural do território e, consequentemente, promover, consolidar e afirmar a atividade turística regional contribuindo para o reconhecimento e diferenciação da imagem do Algarve.

    A candidatura tem um investimento elegível de 395.543,64 euros, ao qual foi atribuída uma comparticipação comunitária (FEDER) de 276.880,55 euros, sendo esperada a sua conclusão até 31 de dezembro de 2023.

  • «Cercado das Alcarias» Mesquita-Mértola publicam resultados

    «Cercado das Alcarias» Mesquita-Mértola publicam resultados

    O trabalho está assinado por Maria Fátima Palma do CEAACP – Campo Arqueológico de Mértola e Bilal Sarr da Universidade de Granada sobre a Primeira Campanha de trabalhos | 2021, realizada noo verão de 2021, entre junho e setembro, na Aldeia de Mesquita, na Freguesia do Espírito Santo, Concelho de Mértola.

    O nosso jornal acompanhou de perto o início deste projeto em que toda a população da aldeia passou a acreditar, e o início do «Projeto IACAM – Intervenção Arqueológica das Cercas das Alcarias de Mesquita (Mértola, Portugal)». como é designada a intervenção arqueológica, cujos primeiros resultados vieram a lume no número 9 da revista Kairos.

    Da Hispânia ao al-Andalus: Arabização, islamização e resistência no meio rural «nasce em resultado dos mais recentes trabalhos de investigação arqueológica no território de Mértola enquadráveis entre o século VIII e XIII. Mas, sobretudo, só foi possível devido a uma antiga parceria entre o Campo Arqueológico de Mértola e a Universidade de Granada, nomeadamente com o grupo de investigação THARG (HUM-162) do Departamento de História Medieval, Ciências e Técnicas Historiográficas», revelam os autores.

    Muitas das linhas de investigação são eixos comuns e têm vindo a fortalecer-se há décadas, mas continuando atuais e pertinentes, destacam e, «para o caso em questão destaca-se a transição do mundo tardo antigo ao alto medieval e os processos de transformação (arabização e islamização) que levam ao desaparecimento da Hispânia e à formação do al-Andalus»

    E foi assim que, após uma vontade conjunta em estudar o território de Mértola, foi eleita a zona da Aldeia da Mesquita, devido a diversos fatores e evidências histórico arqueológicas que levaram à candidatura e obtenção de financiamento no programa de “Proyectos de investigación e intervención arqueológica española en el exterior“, do Ministério da Cultura e Desporto de Espanha (Projeto T002020N0000045514). Este projeto foi candidatado através da Universidade de Granada – Espanha (UGR) e dirigido pelo professor e investigador Bilal Sarr (UGR) juntamente com a arqueóloga Maria Fátima Palma (Campo Arqueológico de Mértola/CEAACP/FCT-BD/ 118065/2016/UGR), com uma importante participação financeira da Câmara Municipal de Mértola, organização do Campo Arqueológico de Mértola, e com o apoio essencial do Centro de Estudos em Arqueologia, Arte e Ciências do Património (CEAACP), do Museu de Mértola, da Sociedade Recreativa Mesquitense, Mesquita Turismo de Aldeia e da Junta Freguesia do Espírito Santo.

    A escolha desta zona foi determinada pelos elementos atrás referidos, bem como dos próprios interesses do projeto de investigação, no sentido de caracterizar a ocupação humana neste território na cronologia abordada (entre os séculos VI –XIII). Assim os objetivos gerais do projeto e desta intervenção visam contribuir para o debate da transição do mundo tardo antigo ao alto medieval; Estudar o processo de arabização e islamização e as suas resistências no ocidente islâmico, mais especificamente nesta região do Garb al-Andalus; Analisar as transformações no âmbito rural nos séculos tardo-antigos e da alta idade média; Fortalecer as relações hispano-lusas, especialmente, no que respeita a colaborações em cultura e investigação; Gerar conhecimento e divulgar socialmente para ajudar a construir uma sociedade mais e melhor instruída, e que possa gerir e divulgar o seu património, não só no presente, mas também no futuro; Fomentar a proteção e preservação da cultura e do património; Gerar e valorizar os novos elementos patrimoniais, contribuindo indiretamente para o desenvolvimento de novos modelos de turismo cultural e sustentabilidade, em consonância com a zona em que se insere o sítio arqueológico (Freguesia do Espírito Santo, concelho de Mértola, Baixo Guadiana).

    Trabalhos de prospeção geofísica com GPR, na zona da Cerca das Alcarias, a cargo do Laboratório de Geofísica e Sismologia de Universidade de Évora –27/07/2021.

    Ver os publicados aqui

  • Vestígios arqueológicos promissores na Aldeia da Mesquita

    Vestígios arqueológicos promissores na Aldeia da Mesquita

    Decorreu esta tarde na Aldeia da Mesquita a apresentação das conclusões preliminares no projeto arqueológico ICAM, com incidência na cerca das Alcarias da Mesquita e na Ermida da Nossa Senhora das Neves, território de Mértola.

    Após 23 dias de escavações, alguns indícios de que por ali teria existido gente abastada, capaz de comprar louça do Mediterrâneo, que o local pudesse também ter sido um entreposto de ligação ao rio Guadiana.

    Como afirmou Fátima Palma do Campo Arqueológico de Mértola, parceiro no projeto, “ainda é cedo para tirar conclusões”.

    Trata-se pois de um momento ainda de apreciações preliminares. Existe a convicção de que vale a pena investir trabalho por ali e, mais adiante, pensar na criação de um polo arqueológico.

    Bilal Sarr, quem representa a parte da vizinha Espanha e lidera o projeto e também a técnica portuguesa esforçaram-se por garantir aos habitantes locais, que começam a ver com agrado a presença da juventude na aldeia, que todos os achados ficam em território português, apesar do iberismo do projeto.

    Foram mostrados  muitos dos cacos que importa classificar e os moradores tiveram a oportunidade de visualmente os contactar. Seguiu-se uma apresentação de diapositivos das áreas de intervenção e de objetos encontrados, incluindo ossadas de crianças.

    O motivo deste projeto é conhecer o processo da Hispânia ao al-andalus e como se deu a arabização e islamização do território e a resistência ao mundo rural.

    A sessão de esclarecimento decorreu no salão da Sociedade Recreativa Mesquitense,  fundada em 1937, também parceira do projeto.

    Cláudio Torres, que esteve presente, anotou que é necessário perceber se o local era um porto, porquê al,i e lembrou que a arqueologia é um processo lento e pode ali acontecer algo importante para aumentar o interesse em conseguir o financiamento que coloque mais meios ao serviço da investigação atual.

  • Começou a intervenção arqueológica na Ermida da Mesquita – Mértola

    Começou a intervenção arqueológica na Ermida da Mesquita – Mértola

    Começam ontem, 23 de Agosto, os trabalhos arqueológicos na Mesquita, com três espaços abertos junto à Ermida de Nossa Senhora das Nieves e em Cerca das Alcarias. Dois na Zona 1.

    Este início de actividade juntou arqueólogos, estudantes e voluntários de Portugal e Espanha. Entre os presentes esteve o voluntário Paulo Cruz, os estudantes Román,e Noelia, ambos da Universidade de Granada, Manuel da Universidade de Sevilha, Kevin (Universidade Nova de Lisboa) e Daniela (U. de Évora), os técnicos Marta Dias (CAM) e Gil Vilarinho (Universidade de Porto) e José Filipe (CMM), o arqueólogo Virgilio Lopes (CAM) e os directores da intervenção e do projeto, Fátima Palma (CAM-UGR) e Bilal Sarr (UGR).

    Vai haver informação continuada sobre as principais descobertas do dia a dia da escavação. Esta intervenção faz parte do projecto IACAM concedido pelo Ministério da Cultura espanhol e conta com o apoio e colaboração da Câmara Municipal de Mértola, do Campo Arqueológico, do Museu de Mértola e da junta da Freguesía Espírito Santo.

  • Mértola lança escavações de relevo internacional na Aldeia da Mesquita

    Mértola lança escavações de relevo internacional na Aldeia da Mesquita

    Com a presença de Cláudio Torres e Fátima Palma, respetivamente diretor e arqueóloga do Campo Arqueológico de Mértola, CEAACP, Bilar Sarr, professor e investigado da Universidade de Granada Rosinda Pimenta, vereadora a cultura da câmara Municipal de Mértola, foi ontem, 12 de Junho, ao final da tarde, no salão de festas da Sociedade Recreativa Mesquitense, lançado o novo projeto de escavações arqueológicas da Aldeia da Mesquita, freguesia do Espírito Santo. Presente esteve também Cláudia Arsénio, presidente da freguesia do Espírito Santo, território onde se integra a aldeia alvo da intervenção.

    ´«Este é um projeto da comunidade da Aldeia da Mesquita» disse Maria de Fátima Palma, arqueóloga no Campo Arqueológico de Mértola, CEAACP, na apresentação do novo projeto arqueológico das Cercas da Alcaria aos naturais da Aldeia da Mesquita que ali acorreram. Estava presente uma plateia de gente interessada, bem representativa, descendente dos fundadores.

    Bilar Sarr, professor e invetigador na Universidade de Granada, logo que lhe foi dada a palavra, esclareceu: «O projeto que aqui estamos a apresentar para as Cercas da Alcaria, parte da estreita colaboração que sempre existiu entre a Universidade de Granada, especialmente do grupo em que me integro, e o Campo Arqueológico de Mértola. Um campo que tem sido uma grande referência não apenas para Granada, mas também para toda a arquologia peninsular, Ibérica, e para toda a arqueologia europeia. Temos aprendido e participado aqui, a diversos títulos, nas atividades e em congressos, em cada iniciativa, em cada ação participando e em ações de formação», continuando:

    «Este projeto vem na continuidade desta colaboração estreita não apenas dos centros mas das relações de amizade entre os dois países, Espanha e Portugal. E eu atesto a influência que tem tido este campo», e definiu o que se procurava: «A nossa participação neste projeto das Cercas da Alcaria vem na sequência da autorização que pedimos para realizar atividades arqueológicas no estrangeiro».

    A arqueóloga do Centro de Mértola, Fátima Palma, adiantou que as escavações vão ser realizadas entre os próximos dias 23 de Agosto e 19 de Setembro. «A aldeia vai ter mais umas quantas pessoas a andar por aqui. A informação não ficará mantida em meio académico e será aberto um gabinete de informação para manter a população informada, revelou Fátima Palma», informou:

    «O projeto para o qual foi obtido o financiamento, terá a participação de arqueólogos portugueses, espanhóis e mesmo italianos, apresenta segundo Bilar Sarr, várias perguntas, desde a transição do mundo tardo antigo para o medieval, tendo em conta os vestígios arqueológicos presentes na jazida».

    «Esta colaboração entre a câmara municipal de Mértola e a Universidade de Granada de referência internacional ajuda-nos muito. Há colaboradores espanhóis, continuidade da colaboração estreita entre as duas entidades dos dois países» disse Fátima Palma para destacar como positivo, entre os vários lugares, o interesse especial.

    Mesquita, Espírito Santo, Mértola

    A vereadora da cultura Rosinda Pimenta observou: «Não estamos apenas a falar de um projeto de investigação no domínio da arqueologia o campo arqueológico. O projeto é uma iniciativa que acontece numa pequena aldeia,  na busca do conhecimento, que possa ser importante, vestígios que possam ter interesse para os dias de depois de adaptados à realidade e ao contexto do local».

    E figurou o futuro: «Um caminhante. quando chega da aldeia vai dizer muitas coisas, mas uma das coisas que vai acrescentar é que ali, no lugar da Mesquita, há uma zona de escavação. À medida que este conhecimdento for encontrado e transmitido, as pessoas vão-se dele apropriar e tornar-se seus transmissores. Este processo, mais que em Mértola, que é um local maior, ganha mais significância, por ser numa pequena aldeia, entrando a Mesquita numa escala global, quanto mais não seja no Sul e no Mediterrâneo.

    Para Cláudio Torres, «Este conjunto do rio, a chegada ao velho porto! Isto é um sítio fantástico, portanto deve ter tido outro desenvolvimento histórico. É provável criar de um cerro abandonado qualquer coisa interessante. Que pode ser valorizada. E isso é um ponto fundamental. É o fato do seu passado é a riqueza arqueológica, que vai trazer a vida

    Cláudio considera fundamental para o projeto arqueológico da Mesquita, o apoio e o interesse dos habitantes locais e a sua participação. Conseguindo alguma possibilidade de fixação na terra poderá ser ensaiado um caminho inverso ao dos seus antepassados.

  • Arqueologia nos novos caminhos da água

    Arqueologia nos novos caminhos da água

    Promovida pela câmara municipal de Moura, a EDIA e o Museu da Luz, engloba, segundo a autarquia local, os achados provenientes das mais de duas mil intervenções arqueológicas, realizadas durante a implementação do projeto Alqueva, com especial incidência em materiais oriundos do concelho de Moura.

    O investimento da EDIA em património cultural permitiu trazer à luz do dia inúmeros vestígios arqueológicos preservados no subsolo e, grande parte deles, desconhecidos da comunidade científica, identificados no âmbito dos processos de «Avaliação de Impacte Ambiental», principalmente durante os trabalhos de mobilização de terras, em contexto de obra.

    A exposição Alqueva: Arqueologia nos Novos Caminhos da Água ficará patente no Museu Municipal até ao dia 25 de julho de 2021 onde também pode ser visitada a exposição «Moura Arqueológica: Tesouros por Descobrir».

  • Cláudio Torres na Aldeia da Mesquita

    Cláudio Torres na Aldeia da Mesquita

    O arqueólogo Cláudio Torres e a equipa esteviveram de visita aos campos da Aldeia da Mesquita, Mértola, na preparação dos trabalhos precisto para o próximo mês de Junho.

    É provável que comece uma escavação nas Cercado das Alcarias, nos arredores daquela aldeia que começou a adquirir poeminência com o projecto de turismo de aldeia, a criação de um Albergue com a Sociedade Recreativa Mesquitense, a recuperação da Venda da Mariana e a recuperação de caminhos e percursos, em especial ligados à GR5 e aos Caminhos de Santiago.

  • Cláudio Torres distinguido

    Cláudio Torres distinguido


    Cláudio Torres, arqueólogo e diretor do Campo Arqueológico de Mértola, foi distinguido, com o prémio APOM (Associação Portuguesa de Museologia) como personalidade do ano 2020 na área da museologia.

    A câmara municipal de Mértola enderecou públicas felicitações ao professor Cláudio Torres e a toda a equipa do Campo Arqueológico que dirige, por mais esta distinção que a autarquia considera honrar Mértola e o trabalho ali desenvolvido pelo distinguido em prol da salvaguarda e dinamização do património cultural.