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Etiqueta: aquacultura

  • Maricultura em Vila Real de Santo António

    Maricultura em Vila Real de Santo António

    A proposta é da pela empresa MSP – Mariculture Systems Portugal Unipessoal Lda e está disponível para consulta pública, sendo que as opiniões e sugestões serão consideradas e apreciadas, desde que apresentadas por escrito e dirigidas ao presidente do Conselho Diretivo da APA.

    Há, assim a possibilidade de refutação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico facultativo, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, e contenciosamente, nos termos do Código de Processo dos Tribunais Administrativos.

    O que é a Maricultura

    A Maricultura é o ramo da aquicultura que se dedica ao cultivo de organismos marinhos em ambientes controlados. Inclui o cultivo de peixes, crustáceos, moluscos, algas e outras espécies aquáticas em áreas costeiras, baías, estuários e mar aberto.

    A Maricultura é praticada em diversos países ao redor do mundo, com diferentes graus de desenvolvimento e tecnificação. Entre os principais produtores de maricultura, estão a China, com salmão, ostras e algas marinhas, o Japão, atum, salmão, ostras e pérolaso Chile, a Noruega, o Chile, Maior produtor de salmão do mundo, além de cultivar outros peixes como truta e mexilhão, a Noruega, salmão, truta e bacalhau, Indonésia, camarão, carpa e algas marinhas; Vietnam, camarão, peixe-gato e pangasius

    Em Portugal, a Maricultura também está presente, com destaque para o cultivo de algas marinhas, rincipalmente na região do Algarve, para produção de biocombustíveis, alimentos e produtos farmacêuticos; bivalves como mexilhão, amêijoa e ostra, principalmente na Ria Formosa e na Ria de Aveiro; peixes, como a dourada, robalo e salmão, em várias regiões do país, com destaque para a região Centro; crustáceos:, como o camarão e a lagosta, em algumas regiões do país, como a Ria Formosa e o Algarve.

    A Maricultura destina-se a produção sustentável de alimentos, podendo ajudar a suprir a crescente procura por alimentos de origem marinha, de forma mais sustentável do que a pesca tradicional, à criação de empregos em comunidades costeiras, diversificação da economia, porque pode diversificar a economia de regiões costeiras, que muitas vezes dependem da pesca tradicional.

    Como não há bela sem senão, a Maricultura também apresenta alguns desafios, como o impacto ambiental, sendo importante que a Maricultura seja praticada de forma responsável, o minimizar.

    Salenta-se que as culturas marinhas podem ser suscetíveis a doenças e parasitas, que podem causar perdas significativas e conflituar com outras atividades costeiras, como a pesca tradicional e o turismo, embora se lhe assinale um grande potencial para contribuir para a segurança alimentar, o desenvolvimento económico e a sustentabilidade ambiental.

    Fontes consultadas: Jornal do Algarve e Google Bard.
  • Robalos e Douradas em aquacultura perto da foz do rio Guadiana

    Robalos e Douradas em aquacultura perto da foz do rio Guadiana

    Na sessão de esclarecimento realizada no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, sede do concelho onde se localizará a estrutura, ficou a saber-se que o investimento total ascende aos dois milhões de euros e que o pedido de Título de Atividade Aquícola já foi solicitado à Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

    Falta o Estudo de Impacto Ambiental, para que a plataforma flutuante, posicionada a 15 metros acima do nível do mar, com um tamanho de 55m x 55m, tenha luz verde para ser colocada, tendo, em redor, quatro áreas com jaulas que chegam até aos 30 metros de profundidade.

    A Secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, esteve presente, e apresentou o novo projeto de aquacultura do grupo Mariculture Systems, que ficará localizado a 10 milhas do porto de VRSA, numa zona previamente identificada no Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo (PSOEM).

    A apresentação, realizada na passada semana, contou também com a presença da subdiretora geral da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), Isabel Ventura, do presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, e do presidente do Conselho de Administração da Docapesca – Portos e Lotas, S.A., Sérgio Faias.

    Foi dado a conhecer o projeto à comunidade local, regional, entidades públicas, associações setoriais e organizações de produtores, assim como os benefícios que se espera que o mesmo possa trazer para a região, embora existam preocupações com a pesca e com os pescadores que pretendem tomar em conta.

    Para a autarquia, a estrutura representa um investimento importante que permitirá diversificar a atividade económica do concelho, salvaguardando que «será importante garantir que não vai impactar no território, nem na atividade pesqueira tradicional».

    O gerente da empresa investidora, Peter Beringer, deu garantias de que a Mariculture Systems pretende «criar uma relação mutuamente vantajosa para a comunidade piscatória, a comunidade empresarial, as entidades públicas e a sociedade. Faremos o possível para contribuir para o crescimento económico e o desenvolvimento sustentado de Vila Real de Santo António».