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Etiqueta: Alqueva

  • Alqueva: Governo aperta uso de água para salvar agricultura no Alentejo e Algarve

    Alqueva: Governo aperta uso de água para salvar agricultura no Alentejo e Algarve

    O Governo de Portugal aprovou um novo pacote de medidas para a gestão e utilização da água no Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA), numa resposta direta à pressão hídrica que afeta o sul do país.

    As novas diretrizes, que visam garantir a sustentabilidade do recurso a médio e longo prazo, foram já detalhadas pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), a entidade responsável pela gestão operacional do maior reservatório da Europa.

    As medidas agora em vigor impõem uma gestão mais rigorosa dos volumes disponíveis, priorizando a eficiência e o uso racional da água, essenciais para a sobrevivência das culturas no Alentejo.

    Embora os pormenores específicos das quotas variem consoante os setores e as necessidades regionais, o objetivo principal é claro: proteger a reserva estratégica e evitar cortes drásticos que poderiam comprometer as campanhas agrícolas futuras.

    Segundo as autoridades, a implementação destas regras é crucial para proteger a resiliência do setor primário.

    O Alqueva não serve apenas o regadiu alentejano, mas também desempenha um papel vital no abastecimento de água para consumo humano e para o apoio à agricultura de valor acrescentado, que tem prosperado na região nos últimos anos.

    A gestão cautelosa é vista como um balanço necessário entre as necessidades imediatas dos agricultores e a garantia de que haverá água disponível em períodos de seca prolongada.

    Um dos benefícios esperados é a estabilização da atividade agrícola nas áreas de regadio mais críticas.

    O Governo e a EDIA esperam que, ao otimizar a distribuição de água, se consiga mitigar os impactos da seca que se tem sentido intensamente, sobretudo nas culturas de maior rendimento e naquelas que empregam um maior número de pessoas na região.

    Esta ação coordenada procura também fornecer maior previsibilidade aos agricultores, permitindo um melhor planeamento das sementeiras e colheitas.

    Adicionalmente, as novas medidas de gestão no Alqueva trazem alívio indireto ao Algarve, uma vez que a capacidade de Alqueva em manter a irrigação no Alentejo reduz a pressão sobre os recursos hídricos algarvios, que têm enfrentado desafios severos.

    A EDIA será agora responsável pela fiscalização rigorosa do cumprimento destas novas regras, assegurando que o uso do recurso hídrico se pauta pela máxima responsabilidade em prol da economia regional.

  • Centro Alqueva abre portas a educadores

    Centro Alqueva abre portas a educadores

    O Centro Alqueva, um novo espaço educativo e interativo situado junto à barragem de Alqueva, recebeu hoje professores de diversos agrupamentos escolares e escolas profissionais da área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

    A visita guiada teve como objetivo apresentar este centro, que integra ciência, território e sustentabilidade na interpretação do projeto de Alqueva.

    O espaço oferece uma perspetiva educativa e interativa sobre a importância e o impacto do empreendimento na região.

    Durante o evento, no auditório do Centro Alqueva, a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, S.A.) apresentou a sua oferta educativa para o ano letivo 2025/2026, integrada no programa “Alqueva vai à Escola”.

    A abertura do Centro Alqueva vem reforçar este programa, proporcionando novas oportunidades de aprendizagem e exploração para os alunos da região.

    O Centro Alqueva pretende ser um ponto de referência para o conhecimento sobre o projeto Alqueva, promovendo a educação ambiental e a consciencialização sobre a importância da gestão sustentável dos recursos hídricos.

  • Duas centrais fotovoltaicas aos pés do Alqueva

    Duas centrais fotovoltaicas aos pés do Alqueva

    Dois projetos de contrução de centrais fotovoltaicas perto da Barragem do Aluqueva, um da EDP Renováveis e outro da Projeto da Lightsource BP, podem ser implantados nas margens do rio Guadiana.

    Ambos os projetos estão em consulta pública e aguardam a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para obter a Declaração de Impacte Ambiental favorável.

    A Central Fotovoltaica da Sobreira de Baixo está prevista para os concelhos de Vidigueira e Portel e será a maior central solar da EDP na Europa, com uma potência instalada de 242 MWp e uma produção anual estimada de 418 GWh.

    O investimento ronda os 115 milhões de euros. O projeto prevê o abate de centenas de azinheiras e sobreiros, com a compensação de replantar o triplo das árvores abatidas.

    A ligação à rede elétrica será feita através da infraestrutura da Central Hidroelétrica de Alqueva II, permitindo uma operação híbrida que combina energia solar e hídrica.

    Quanto à Central Solar Fotovoltaica do Alqueva, planeada para o concelho de Moura, o projeto representa um investimento de 365 milhões de euros para uma potência de 431,5 MWp.

    A produção anual estimada é de 680 GWh, o que corresponde a cerca de 1,4% do consumo atual de eletricidade em Portugal. O projeto inclui a instalação de quase 630 mil painéis solares e um parque de baterias, para armazenamento de energia,

    por Redacção Digital

    fotovoltaicas
  • São-brasenses visitaram Alqueva e Moura

    São-brasenses visitaram Alqueva e Moura

    Os moradores mais velhos de São Brás de Alportel desfrutaram de um dia distinto, repleto de convívio e de descobertas no Alentejo, especialmente na Barragem do Alqueva e no município de Moura.

    O programa deste ano incluiu um passeio de barco pela Barragem do Alqueva, uma visita ao lagar tradicional de produção de azeite das Varas do Fojo e à adega da Herdade de Santa Vitória em Albernoa, além da chance de saborear a culinária alentejana.

    Esta iniciativa anual alinha-se perfeitamente com as estratégias do município de São Brás de Alportel para promover o bem-estar, a socialização, o envelhecimento ativo e a qualidade de vida dos seus cidadãos mais idosos.

  • Estação Náutica de Moura

    Estação Náutica de Moura

    A cerimónia contará com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Dr. Pedro Machado, que liderará o evento. O investimento total no projeto é de 2,2 milhões de euros.

    Localizada à beira do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, a nova Estação Náutica tem como objetivo revitalizar o turismo na área, oferecendo aos visitantes uma variedade de atividades náuticas, incluindo passeios de barco, canoagem, stand-up paddle e pesca desportiva.

    O projeto, sob responsabilidade da autarquia, receberá um co-financiamento de 72.367 euros do Turismo de Portugal, pelo programa Valorizar, com o restante financiado pelo município.

    A área de serviço do Alqueva contará com oito lugares de estacionamento, incluindo um para pessoas com mobilidade reduzida, e a da aldeia da Estrela terá cinco.

    Cada instalação terá fornecimento de energia elétrica, controle de acesso, Wi-Fi e uma estação de serviço equipada com ponto de água potável e local para descarga de esgotos de autocaravanas.

    Como parte da segunda maior construção do projeto, orçada em 550.000 euros e sob a gestão da autarquia e da EDIA, será criada uma plataforma central de lazer junto à barragem do Alqueva.

    Esta plataforma incluirá uma cafetaria, terraços, um edifício para operadores turísticos, um abrigo para pequenas embarcações e áreas de acesso.

  • Câmara de Monsaraz em desacordo com a EDIA

    Câmara de Monsaraz em desacordo com a EDIA

    «Infelizmente confirma-se o que temos vindo a afirmar, com bastante desilusão» diz a autarquia na sua nota, afirmando que «tudo fará para reverter o total desinvestimento que a anterior governação socialista e a sua tutela da Agricultura deixaram para a nossa terra e para o Bloco de Rega de Reguengos – o esquecimento e o abandono»

    Em abono da sua opinião aponta o atual Plano de Atividades e Orçamento de 2024 da Empresa de Desenvolvimento das Insfraestruturas de Alqueva (EDIA), na sua página 29 do quadro do Referencial Estratégico a Médio Prazo para a Promoção de Novas Áreas de Regadio.

    Lembra que o município de Reguengos de Monsaraz já havia anunciado, na sua Nota de Imprensa de 15 de março de 2024 que «… os 88 milhões de euros que constam na portaria do Governo já não vão chegar para a construção do bloco de rega de Reguengos, uma das empreitadas do projeto. …».

    Para a autarquia, nunca esteve candidato aos fundos europeus do Programa de Desenvolvimento Rural 2020, o PDR 2020, pelo governo liderado pelo Partido Socialista a que acusa de durante oito anos ter iludido, sistematicamente, os agricultores reguenguenses.

    A presidente, Marta Prates, com o apoio do restante executivo em funções, «tudo fará para reverter o estado de abandono a que os agricultores de Reguengos de Monsaraz foram deixados», sublinham.

    Porém não fecha as portas ao diálogo e afirma: «Tal como nós, também a Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG), parceiro do Município de Reguengos de Monsaraz nesta exigência, irá trabalhar com o atual Ministério para, em articulação com a autarquia, verificar e demonstrar a necessidade da concretização do financiamento para esta obra essencial para a sobrevivência e futuro do concelho de Reguengos de Monsaraz».

    Foto: créditos a odigital


  • Descarga no Alqueva criticada no Alentejo

    Descarga no Alqueva criticada no Alentejo

    Em defesa da sua crítica a FAABA alega que esta descarga foi efetuada quando o sul do país enfrenta deficiências hídricas significativas e com restrições já anunciadas para aplicação no futuro próximo, principalmente para a região do Algarve.

    Aquela Federação, entende que se trata de «um enorme desperdício de água e de má gestão dos recursos hídricos disponíveis» por parte do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

    A operação envolveu a libertação de um total de 45 hectómetros cúbicos (hm3) de água a partir da Barragem de Pedrógão, no concelho de Vidigueira (Beja), integrada no EFMA, como tinha sido previamente anunciado pela EDIA, não apenas para efetuar um simulacro de cheias, mas também essencial para limpeza e manutenção dos ecossistemas ribeirinhos no leito do rio Guadiana até à foz, visando garantir o cumprimento do regime natural do rio internacional.

    Contudo, a FAABA argumentou que estes 45 milhões de metros cúbicos (m3) – ou 45 hm3 – de água, se forem somados ao caudal libertado no ano passado, em ano de seca severa, também a partir do Alqueva, corresponde a uma albufeira do Roxo completamente cheia.

    A FAABA entende que, desde a conclusão da Barragem do Alqueva e como consequência dos caudais ecológicos que são necessários manter, o leito do rio Guadiana «se encontra com fluxos de água mais elevados e mais estabilizados ao longo do todo o ano», para salientar que a libertação desta água não se justifica.

    As queixas que a empresa EDIA já rebateu, derivam do facto de esta ser uma ocasião em que oss agricultores «se debatem com cortes de água às suas explorações agrícolas, sempre que ultrapassam as dotações preestabelecidas pela EDIA, em que se impõem barreiras à restruturação de culturas e à distribuição da água aos regantes precários, bem como à sua integração, sempre na perspetiva de reduzir o consumo de água do EFMA».

    A FAABA está a sugeror uma rápida e urgente revisão do compromisso entre a EDIA e o Estado, que implica a libertação de caudais do Alqueva para o Guadiana, caso se conclua que o acordo não está adequado à realidade territorial e de gestão dos recursos hídricos da região.

  • Água do Alqueva não deve rumar a Espanha

    Água do Alqueva não deve rumar a Espanha

    O motivo da recusa desta eventual cedência de água do Alqueva a Espanha tem a ver com a e os prejuízos da agricultura no Alentejo, segundo agência Lusa.

    Trata-se de uma reacção à recomendação do parlamento regional da Andaluzia, em Espanha, solicitandoa utilização da água da barragem, gerida em Portugal pela EDIA.

  • Festival Andanças junto ao Guadiana

    Festival Andanças junto ao Guadiana

    O evento é organizado pela Associação PédeXumbo, em parceria com o Município de Reguengos de Monsaraz, a União de Freguesias de Campo e Campinho e a Associação Gente Nova de Campinho.

    Os participantes têm a possibilidade de fazer passeios de barco pelo Lago Alqueva, um percurso pedestre por Monsaraz e visitas ao Observatório do Lago Alqueva e à destilaria Sharish Gin. Durante o Andanças estará a circular o Transfer Alqueva que vai levar os festivaleiros para darem um mergulho na Praia Fluvial de Monsaraz.

    O festival vai ter lotação para 1.500 pessoas e a partir desta edição será realizado de dois em dois anos. Os bilhetes os residentes no concelho de Reguengos de Monsaraz têm 50 por cento de desconto no preço.

    O Andanças é definido como «uma aldeia global onde os participantes são convidados a interagir e a partilhar entre eles, mas também com a comunidade de Campinho. É um festival que promove a música e a dança popular enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio entre gerações, saberes e culturas, reavivando hábitos sociais de viver a música retomando a prática do baile popular com abordagens às danças tradicionais portuguesas e do mundo».

    Durante os quatro dias do Andanças vão realizar-se mais de 120 atividades em sete espaços diferentes de programação, com bailes, concertos, oficinas e atividades para as famílias e para as crianças, anuncia a autarquia. A programação apresenta cinco bailes por noite com artistas de Portugal, Espanha, França, Itália e Brasil. No palco vão estar os portugueses Zé Oliveira, Os Burricos, Grupo Velha Guarda da Madeira, Burel, Dahu, Não És Tu Sou Eu, Stompin At Six e Aire, os espanhóis Sérgio Cobos, Obal e Zaroj, os brasileiros Espaço Baião, os franceses Edentia e Duo des Cîmes e os italianos Rudemá.

    O Andanças vai ter concertos com propostas musicais tão diversas como os Malino, Malotira, Fado Badiu ou Ramblers Parade, mas também com artistas do concelho de Reguengos de Monsaraz como os 5 Castas, Al’Canti, Encanta Modas, Brisas do Alentejo e o Grupo Coral da Casa do Povo de Reguengos de Monsaraz. Durante a madrugada atuam dj’s que vão misturar a música latina, africana, caribenha e eletrónica, com os sets a cargo de Waty Barbosa, Dj Deão e Quim Ezequiel, Tito e Estereocleidomastóideo.

    A programação do festival inclui performances, arruadas, oficinas criativas, oficinas de instrumentos e conversas, como por exemplo sobre as tradições de Campinho, pintura alentejana em olaria e produção de tijolos rústicos para construção. O Andanças preparou diversas atividades para as famílias, nomeadamente oficinas de relaxamento com ioga dance, meditação coletiva, danças circulares sagradas ou massagem ayurvédica, mas também para as crianças que vão ter jogos, danças de roda e brincadeiras dançadas, cantigas e brinquedos do Brasil, oficinas de origami, de circo e de feltragem, assim como o Circo VagaMundo que vai apresentar o espetáculo “O Modesto Augusto”.

    Na Praça Bernardino José Cruz vai ficar o Mercado de Artesanato, um espaço tradicional para venda de bens regionais e artesanato do mundo. Para além da Cantina Andanças, com refeições completas, haverá o espaço de tasquinhas junto ao recinto principal.

  • Alqueva celebra Solstício com a quota de 147,96 metros

    Alqueva celebra Solstício com a quota de 147,96 metros

    Hoje, o maior dia do ano, em que às 15h57, em Portugal Continental, chega oficialmente o Verão, a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S.A, anunciou que a albufeira de Alqueva registou hoje a cota 147.96 m, o que corresponde a um armazenamento de 3206.03 hm3.

    A água armazenada em Alqueva, segundo a empresa «permite garantir uma área de 130 000 hectares de agricultura de regadio, o abastecimento público e a produção de energia hidroelétrica, para além de potenciar o turismo e os desportos náuticos».

  • Mourão prejudicado com fim dos Vistos Gold

    Mourão prejudicado com fim dos Vistos Gold

    João Fortes, presidente da Câmara de Mourão, enviou ao Ministro da Economia e do Mar uma carta sobre a decisão do Governo em cancelar as autorizações de residência, por via do investimento externo no setor turístico.

    No entender do presidente, esta medida «compromete dramaticamente as expetativas das populações de Alqueva, ao pôr em causa a execução de projetos de investimento estruturantes para a região e para o país».

    O autarca defende que o programa do Governo «Mais Habitação» deve ser afinado, considerando que «a decisão unilateral de considerar o país como um todo igual entre si, sem considerar as regiões do interior mais desfavorecidas e que não estão em convergência com o litoral do país, é manifestamente nocivo para o desenvolvimento do território».

    Para o edil que representa o Município de Mourão, «é dramático o efeito da suspensão do investimento turístico financiado por investimento externo, que potenciaria no caso concreto da sociedade local a criação de quase duzentos postos de trabalho diretos e indiretos».

    Refere ainda que «qualquer tipo de projeto com elevado interesse municipal é uma benesse que gera instantaneamente proveitos na economia local, num concelho com menos de 2.500 habitantes, dos quais quase 30 por cento têm mais de 65 anos de idade

    Adianta ainda que com «a decisão do governo de acabar com a atribuição de autorizações de residência por via do investimento vai fazer com que Mourão veja ruir uma rara oportunidade de iniciar um processo de recuperação do seu atraso económico e social relativamente ao nível atingido no litoral de Portugal para promover o bem-estar social da população

    João Fortes preconiza que «mais que o Estado vir e proibir tudo, deve existir uma intervenção para um ajustamento legal por parte da tutela que permita a autorização de residência de investidores externos em projetos turísticos com impacto económico e social relevante em zonas desertificadas, do interior e que apresentam um desfasamento a nível dos principais indicadores de coesão social e territorial comparativamente com a média europeia».

  • Dezembro deu mais mil milhões de m3 ao Alqueva

    Dezembro deu mais mil milhões de m3 ao Alqueva

    Mil milhões de metros cúbicos é quanto a barragem de Alqueva armazenou com as chuvas de dezembro, subindo hoje, às 7:00 horas, para a quota de 148,80, anunciou a EDIA.

    Este valou representa um volume armazenado de 3.580 hm3 e corresponde a quase 87% do armazenamento total da barragem, sendo que, desde o dia 1 de dezembro, a albufeira de Alqueva subiu perto de 5.5 m e encaixou cerca de 1000 hm3 de água.

    A empresa lembra que o nível pleno de armazenamento da barragem de Alqueva é de 4.150 hm3, à cota máxima de 152 m.

  • Barragem de Alqueva atinge 146,5 metros de altura

    Barragem de Alqueva atinge 146,5 metros de altura

    A EDIA anunciou que Alqueva continua a subir, tendo registado hoje, dia 26 de dezembro, às 07:00, a cota 149,52 m, o que representa um volume armazenado de 3.521 hm3 e corresponde a 85% do armazenamento total da barragem.

    Desde dia 1 de dezembro, a albufeira de Alqueva subiu mais de 5 m e encaixou 924 hm3 de água. A empresa lembra que o Alqueva tem atualmente uma área de regadio direta de 130 mil hectares e garante ainda água aos regadios confinantes, bem como aos sistemas de abastecimento público e industrial.

    O armazenamento máximo da barragem de Alqueva é de 4.150 hm3, à cota máxima de 152 m.

  • Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    As gerações que sempre lutaram e continuam a solicitar que se aproveitem as possibilidades de regularização dos caudais excessivos podem sentir-se compensadas com estas notícias, uma vez que as possibilidades de chuvas sobre a bacia do Guadiana distribuem-se de forma irregular ao longo das décadas, ora em anos de chuvas torrenciais ora em anos de aridez pronunciada.

    É natural que a situação ainda venha a apresentar mais melhorias neste Inverno, dado que a sabedoria antiga identifica como altamente chuvoso, sempre que Lua Nova coincide com as proximidades do equinócio de Setembro, o que foi o caso do ano em curso.

    A EDIA identificou, desde 1 de dezembro uma subida do nível da água na albufeira de perto de 3,5 metros, aproximando-se da cota 148 metros. A albufeira encaixou mais de 600 milhões de metros cúbicos e tem cerca de 3.180 milhões de metros cúbicos de água armazenados, correspondendo a 76,75% da sua capacidade máxima.

    Na sua capacidade total de armazenamento, de 4.150 milhões de m3, à cota de 152 metros, o Alqueva abrange uma área de 250 quilómetros quadrados e mais de 1.100 quilómetros de margens.

    As comporta da barragem do Alqueva fecharam em 08 de fevereiro de 2002 e atingiu o pleno armazenamento por quatro vezes, durante estes quase 23 anos, efetuando algumas vezes descargas controladas

  • Debater e olhar o espaço nos céus de Alqueva

    Debater e olhar o espaço nos céus de Alqueva

    A iniciativa é organizada pelo Dark Sky Alqueva, Município de Reguengos de Monsaraz e ATLA – Associação Transfronteiriça do Lago Alqueva e apresenta um cartaz com várais atividades no Lago Alqueva, workshops, palestras, provas de vinho e observações do céu.

    A inauguração da Dark Sky Party Alqueva está prevista para o dia 29 de julho pelas 21h, seguindo-se a palestra «Poluição luminosa: rejeitar uma herança do século XX», por Raul Cerveira Lima, professor adjunto de Física na Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto.

    O programa prossegue pelas 22:00 horas com a palestra «Passeio Cósmico», por Miguel Claro, astrofotógrafo oficial do Dark Sky Alqueva, e às 22:30 horas, José Augusto Matos, guia do Dark Sky Alqueva e formador na área da astronomia vai falar sobre «Murmúrios da Terra». José Augusto Matos realizará ainda pelas 23:00 horas uma visita guiada ao céu, a olho nu.

    À mesma hora decorre uma observação noturna pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e pelo Dark Sky Alqueva.

    Via Láctea
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    No dia 30 de julho o programa integra atividades no Lago Alqueva a partir das 17:00 horas, com canoagem, barco com bananaboat e stand up paddle promovidas pela Alentejo Break. Às 18:00 horas haverá uma observação solar pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e pelo Dark Sky Alqueva.

    Segue-se às 18:30 horas uma prova de vinhos com o produtor vitivinícola Casa de Sabicos e à mesma hora decorrem as primeiras sessões dos workshops «Sistema Solar comestível» (segunda sessão às 19) e «Universo de papel» (segunda sessão às 19:30), pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

    «Viajando do Macro ao Microcosmos» é o tema da aula de ioga que vai realizar-se às 19:30 horas pelo Áshrama Évora Dhyána – Centro do Yoga. Pelas 21:30 horas decorre a palestra «Dos buracos negros às ondas gravitacionais», por Francisco Lobo, coordenador e investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

    A palestra «Ir ao Espaço dá saúde e faz crescer» pelo astrónomo Miguel Gonçalves acontece às 22:00 horas, seguindo-se vinte minutos depois Humberto Campins, membro da Missão OSIRIS-REx da NASA e professor de física e astronomia na Universidade da Flórida (Estados Unidos da América), com a palestra em inglês «How likely is na asteroid to ruin your day». Pelas 22:40 horas, a ex-astronauta da NASA e capitã aposentada da Marinha dos Estados Unidos da América, Heidemarie Stefanyshyn-Piper, apresenta a palestra «My Story».

    O produtor de vinhos Louro Wines vai realizar às 23h uma prova cega de vinhos intitulada «Via Vínica na Via Láctea» e à mesma hora decorre um concerto meditativo com Moksha Sound Journeys. A fechar, pelas 23h30 realiza-se uma observação noturna pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e pelo Dark Sky Alqueva.

  • Competição no Lago Alqueva integra o Campeonato da Europa de Formula Foil

    Competição no Lago Alqueva integra o Campeonato da Europa de Formula Foil

    Na cerimónia de abertura do campeonato, que decorre logo, pelas 18:30, vai atuar a Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense. O programa para o público integra diariamente passeios de balão e no dia 13 de abril, pelas 23h, uma sessão no Observatório do Lago Alqueva para observação do céu na Reserva Dark Sky Alqueva.

    A primeira largada está prevista para dia 12 de abril, às 11h, se o vento estiver entre o intervalo mínimo e máximo indicado nas regras da classe para decorrerem as regatas.

    O Campeonato Nacional de Formula Windsurf Series tem seis provas, nomeadamente a única que vai ser disputada em água doce no Lago Alqueva, seguindo-se as competições em Viana do Castelo (13 a 15 de maio), Lagoa (2 a 5 de junho), Lagos (10 a 12 de junho), Cascais (1 a 3 de julho) e Ponta Delgada (14 a 18 de setembro).

    As Formula Windsurf Series são organizadas pela Associação Formula Windsurfing Portugal e pela International Windsurfing Association sob a égide da Federação Portuguesa de Vela e com o apoio do Município de Reguengos de Monsaraz na prova que vai decorrer no Lago Alqueva.

  • Maior percentagem da superfície agrícola utilizada não usa regadio

    Maior percentagem da superfície agrícola utilizada não usa regadio

    Os números provém do estudo “Regadio 20|30 – Levantamento do Potencial de Desenvolvimento do Regadio de Iniciativa Pública no Horizonte de uma Década”, coordenado pela EDIA — Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, que salienta que revelam a necessidade de continuar a beneficiar as zonas carenciadas deste recurso fundamental à manutenção das actividades económicas sustentáveis em territórios rurais.

    O estudo está em consulta pública. Todos os contributos deverão ser remetidos para até ao próximo dia 14 de Janeiro.

    Ainda segundo o estudo, as relações entre área regada/SAU «revelam bastantes assimetrias regionais, situando-se este valor, na área das DRAP [Direcções Regionais de Agricultura e pescas], entre um mínimo de 8% e um máximo de 37%. Existem assim bastantes contrastes entre regiões do país, também fruto das diferenças climáticas e disponibilidades hídricas existentes».

    Dentro da área regada em Portugal, salienta o documento que cerca de 40% (240.000 ha) são ocupados por regadios de iniciativa pública, sendo que destes cerca de 70.000 ha se encontram em avançado estado de degradação e com mais de 50 anos de existência.

    E acrescenta que «existem sistemas de adução de água em funcionamento extremamente modernos e eficientes, mas continuam a subsistir outros, com níveis de obsolescência e perdas de água completamente inaceitáveis para os padrões actuais, e que necessitam de uma rápida e eficaz correcção»”

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  • Arqueologia nos novos caminhos da água

    Arqueologia nos novos caminhos da água

    Promovida pela câmara municipal de Moura, a EDIA e o Museu da Luz, engloba, segundo a autarquia local, os achados provenientes das mais de duas mil intervenções arqueológicas, realizadas durante a implementação do projeto Alqueva, com especial incidência em materiais oriundos do concelho de Moura.

    O investimento da EDIA em património cultural permitiu trazer à luz do dia inúmeros vestígios arqueológicos preservados no subsolo e, grande parte deles, desconhecidos da comunidade científica, identificados no âmbito dos processos de «Avaliação de Impacte Ambiental», principalmente durante os trabalhos de mobilização de terras, em contexto de obra.

    A exposição Alqueva: Arqueologia nos Novos Caminhos da Água ficará patente no Museu Municipal até ao dia 25 de julho de 2021 onde também pode ser visitada a exposição «Moura Arqueológica: Tesouros por Descobrir».

  • Acesso de agricultura espanhola a Alqueva deve ser pago

    Acesso de agricultura espanhola a Alqueva deve ser pago

    A FENAREG entende ser urgente regulamentar as captações diretas em Alqueva a partir de Espanha, estimada em 50 hm3/ano e ser «necessário garantir que os regantes espanhóis pagam um preço pelo uso da água, à semelhança dos regantes portugueses em situação de ‘precários’»

    Para o Algarve, a Federação apoia a construção de uma barragem na Ribeira da Foupana, onde constataram que a precipitação ocorrida entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021 teria sido suficiente para completar 51% da capacidade total (130 hm³) da albufeira.

    NoTejo, a FENAREG vê como essencial avançar com a barragem do Alvito, no rio Ocreza, para regularizar os caudais nesta bacia hidrográfica. Aunsculatados os regantes portugueses, no Verão, o caudal de água libertado por Espanha no Tejo é insuficiente para as necessidades dos regantes e de outros utilizadores, além de constituir uma ameaça ao equilíbrio dos sistemas ribeirinhos.

  • PCP quer alargamento do perímetro de rega de Alqueva

    PCP quer alargamento do perímetro de rega de Alqueva

    Em comunicado o PCP refere que «o concelho de Cuba está inserido na região vitivinícola da Vidigueira, sendo que nas freguesias de Vila Alva e Vila Ruiva, existe uma importante área de vinha, constituída na sua maioria por vinhas novas, bem tratadas, com boa capacidade produtiva, não obstante os agricultores enfrentarem grandes dificuldades no acesso à água».

    Entende o PCP que a expansão do empreendimento de fins múltiplos de Alqueva (EFMA) e, em particular no Bloco da Vidigueira, representa para os agricultores, onde se integra a referida área das freguesias, uma oportunidade de melhoria das condições de produção.

    Uma vez que é do conhecimento público que o Empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, está numa fase de alargamento do perímetro de rega e, neste caso tem um bloco de rega que está inserido no circuito hidráulico de Vidigueira, o qual é composto por várias freguesias que abrangem dois concelhos, Vidigueira e Cuba”.

     O PCP nota que se refere a cerca de 2200 há, tem 1400 prédios rústicos, que estão envolvidos nestas freguesias: Vila Alva; Vila Ruiva; Vila de Frades; Cuba; Selmes e Vidigueira, e que foram criadas espectativas para a construção deste bloco de rega, que já deveria estar concluído em 2020.

    Para o PCP, «este projecto beneficiará um elevado número de pequenas explorações que com ele conseguirão o acesso à água, permitindo valorizar os investimentos já feitos na sua lavoura, melhorando os níveis de produção, os seus rendimentos e contribuindo para a inversão da tendência associada à desertificação do mundo rural e do abandono de terras».

    Nesse sentido, solicitaram ao Governo esclarecimentos sobre a expansão do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, no caso particular do Bloco da Vidigueira, onde se integra a área agrícola das Freguesias de Vila Alva e Vila Ruiva.