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Etiqueta: alimentação

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  • Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Algarve consolidado como Polo de Sustentabilidade

    A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na sua sessão de dezembro, a instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica, que será assinalado anualmente a 16 de novembro.

    Este reconhecimento global sublinha o vasto contributo deste modelo alimentar não só para a saúde pública e longevidade, mas também para a sustentabilidade ambiental, a biodiversidade e a inclusão social.

    A CCDR Algarve (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) afirmou saudar este marco político, que reforça de forma significativa o papel da região na promoção de um modelo alimentar, cultural e territorial sustentável.

    A resolução da ONU, apresentada pela representação de Itália com o apoio expresso de Portugal, surge na sequência da declaração da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    A Dieta Mediterrânica é destacada pela ONU como um modelo alimentar equilibrado, que privilegia o consumo de azeite, frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas.

    Além da prevenção de doenças não transmissíveis e do bem-estar, a dieta é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento socioeconómico local, apoiando pequenos agricultores, artesanato e redes comunitárias, ao mesmo tempo que promove valores essenciais como a hospitalidade, a partilha de saberes e o diálogo intercultural.

    Ao longo da última década, a CCDR Algarve lembra que tem sido a guardiã e impulsionadora desta identidade regional. A instituição preside à Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, acompanhando o plano de atividades para a sua salvaguarda.

    Este trabalho tem-se concretizado através de uma atuação concertada, que inclui a articulação com universidades e municípios, o apoio a projetos de valorização económica e turística, a promoção de cadeias curtas e a sensibilização educativa dirigida a diversos públicos.

    A instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica constitui um reforço político essencial. Este reconhecimento irá dinamizar a cooperação mediterrânica, estimular novos projetos financiados pela União Europeia e aprofundar a promoção cultural e turística da região. Adicionalmente, servirá de catalisador para fortalecer políticas ligadas à saúde pública, à educação alimentar e à adaptação climática.

    A CCDR Algarve confirma que manterá e consolidará o trabalho em rede, acompanhando a implementação desta iniciativa promovida pela FAO. Através da colaboração com entidades municipais, regionais, nacionais e internacionais, o objetivo é claro: reforçar o papel do Algarve na promoção de estilos de vida saudáveis e na sustentabilidade territorial, afirmando-se, em definitivo, como um polo mediterrânico qualificado, competitivo e culturalmente distinto.

  • Microalgas: Uma solução sustentável para a produção de alimentos, rações e fragrâncias

    Microalgas: Uma solução sustentável para a produção de alimentos, rações e fragrâncias

    Uma colaboração de pesquisa financiada pela UE, a MULTI-STR3AM, transformou uma área industrial abandonada perto de Lisboa em uma biorrefinaria de última geração focada em aumentar a produção de microalgas. Este projeto inovador visa atender à crescente necessidade de ingredientes sustentáveis ​​nas indústrias de alimentos, ração animal e fragrâncias, aproveitando as propriedades únicas desses organismos unicelulares.

    As microalgas oferecem uma alternativa promissora às culturas agrícolas tradicionais, exigindo pouca água e nenhuma terra arável para produzir compostos valiosos como proteínas, lipídios e carboidratos. Isso é particularmente crucial diante das crescentes preocupações com a segurança alimentar e o impacto ambiental da agricultura convencional.

    «É possível cultivar microalgas em antigas áreas industriais ou outras áreas que não sejam adequadas para uso agrícola», explicou Mariana Doria, chefe de análise de negócios e mercado da empresa portuguesa de biotecnologia A4F – Algae for Future, e coordenadora do projeto MULTI-STR3AM.

    Atualmente, a agricultura utiliza quase 40% das terras da UE e um quarto dos seus recursos hídricos. Ao separar a produção de alimentos do uso da terra, o cultivo de microalgas representa um passo crucial para um sistema alimentar mais sustentável e seguro.

    Rebecca van der Westen, tecnóloga sênior de produtos do Flora Food Group, enfatizou a importância de explorar fontes alternativas de alimentos. «O mundo está mudando, a agricultura está mudando», afirmou. «Então, como nos sustentamos de forma saudável? As microalgas são uma das respostas

    A biorrefinaria utiliza fotobiorreatores e tanques de fermentação para cultivar diversas linhagens de microalgas. Após a coleta da biomassa, as células são decompostas para extrair componentes valiosos, como proteínas, lipídios, pigmentos e carboidratos.

    A instalação pode processar aproximadamente 10 toneladas de biomassa anualmente, acomodando uma gama diversificada de microalgas. A sustentabilidade é ainda mais aprimorada pelo uso de CO2 residual da combustão de gás natural como recurso para as microalgas e pela utilização de resíduos líquidos de indústrias próximas como meio de cultura. A água também é recirculada após a coleta de biomassa.

    Ao longo da pesquisa, o MULTI-STR3AM criou mais de 40 amostras de ingredientes derivados de microalgas para parceiros da indústria. A colaboração se concentrou em três ingredientes principais: óleos ricos em betacaroteno para corantes e antioxidantes alimentícios, aditivos ricos em proteínas para ração animal e cápsulas à base de proteína para liberação controlada de fragrâncias.

    Van der Westen esclareceu um equívoco comum em relação ao sabor de ingredientes à base de microalgas: «Se você observar a estrutura básica de uma cadeia de ácidos graxos ou alguns aminoácidos que formam uma proteína, eles existem nas microalgas e não têm sabor ou cheiro», explicou ela. «Eles contêm as mesmas gorduras do azeite de oliva e proteínas semelhantes às de aves, peixes e carne bovina

    O sucesso do projeto MULTI-STR3AM reside em sua abordagem integrada, combinando múltiplas tecnologias, linhagens de microalgas e métodos de produção em uma biorrefinaria centralizada. Compreender as condições ideais de crescimento para cada cepa de microalga, incluindo temperatura e níveis de nutrientes, também é crucial para maximizar o valor nutricional e permitir a produção direcionada de ingredientes específicos.

    «As microalgas certamente farão parte da nossa alimentação no futuro. É apenas uma questão de tempo», concluiu van der Westen. Os testes e degustações contínuos desses ingredientes inovadores estão abrindo caminho para sua eventual introdução nas prateleiras dos supermercados, marcando um passo significativo em direção a um futuro alimentar mais sustentável e resiliente.

    «Se você quer sustentar um planeta feliz, precisa fazer esse tipo de pesquisa», acrescentou Van der Westen. «É fundamental para o futuro

    «Observação: Esta pesquisa foi financiada pelo Programa Horizon da UE. As opiniões dos entrevistados não refletem necessariamente as da Comissão Europeia.»

    Ver original AQUI | foto: www.solinca.pt

  • Restricões na publicidade alimentar para os jovens

    Restricões na publicidade alimentar para os jovens

    Foi publicamente apresentado o relatório do Estudo de avaliação de impacto da que introduziu restrições à publicidade alimentar dirigida a menores de 16 anos.

    Segundo a diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação saudável, Maria João Gregório, “Trata-se da primeira avaliação formal da lei portuguesa que pretende reduzir a exposição das crianças à publicidade de alimentos não saudáveis, representando também um dos primeiros estudos nesta área a nível europeu”.

    Segundo a mesma fonte, a regulação do marketing alimentar dirigido a crianças é uma importante medida de saúde pública para a promoção da alimentação saudável e estudo resultou de um trabalho verdadeiramente colaborativo entre a Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral do Consumidor, Direção-Geral da Educação, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

    Envolveu também um conjunto alargado de parceiros, nomeadamente associações representativas dos setores alimentar, comunicação e publicidade, bem como da academia, sociedades científicas e profissionais e outras entidades da sociedade civil.

    Os resultados deste estudo permitiram definir um conjunto de recomendações que acreditamos que podem ser úteis para melhorar esta importante medida de saúde pública.

  • Segurança alimentar na Europa

    A ASAE, enquanto representante de Portugal na EFSA- Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, participou na 92.ª reunião do seu Fórum Consultivo, em Parma, através da Subinspetora-Geral da ASAE, Filipa Melo de Vasconcelos, em representação do Sr. Inspetor-Geral, Luís Lourenço.

    Nesta reunião discutiram-se os desafios científicos na área da avaliação dos riscos na cadeia alimentar, na Europa e no mundo, destacando-se a especial participação neste fórum do Presidente do Conselho de Gestão da EFSA, Aivars Bērziņš, tendo abordado temas sobre os processos de revisão da politica de transparência da EFSA e dos desafios que se colocam.

    Foi ainda destacada a importância de fortes consórcios que reproduzam as sinergias das #parcerias na Europa, com interoperabilidade de #dados e das diferentes dimensões da #Avaliação dos Riscos Alimentares para garantia de segurança alimentar aos cidadãos na União Europeia.

  • Polémica com a alimentação escolar em Portimão

    Polémica com a alimentação escolar em Portimão

    O incidente causou natural preocupação entre os encarregados de educação e a associação de pais, que pediram esclarecimentos à direção do estabelecimento escolar.

    Após investigação preliminar realizada pela câmara municipal de Portimão e as autoridades de saúde, foi informado não terem sido detectados indícios de presença de corpos estranhos no peixe.

    A delegada de saúde regional do Algarve, Ana Cristina Guerreiro, até mencionou que as amostras de peixe recolhidas não estavam em mau estado e colocou em dúvida a veracidade das imagens.

    Também a diretora do Agrupamento de Escolas da Bemposta, Sandra Tenil, afirmou que a equipa de saúde não teve acesso ao prato com a alegada contaminação, pois não foi reportado ou apresentado pela aluna.

    A controvérsia continua, uma vez que o PSD de Portimão solicitou a abertura de um inquérito, para investigar mais a fundo a situação e assegurar a saúde e o bem-estar da comunidade escolar.

    As análises das amostras recolhidas estão ser realizadas no Laboratório Regional de Saúde Pública Laura Ayres e pela ASAE​

  • Até ao fim de Setembro é bom comer melão

    Até ao fim de Setembro é bom comer melão

    Embora o melão não seja uma fruta, pois vem da família das cucurbitáceas,, como pepino, algumas variedades de abóbora e a própria melancia. Em tempo de calor e no Algarve ajuda a repor água no organismo.

    Porém, o nosso hábito é o consumo como fruta no Verão e a época ideal é entre Junho e Setembro, o que nos ajuda a renovar as reservas de água do organismo, ainda mais nestes dias que cada vez são mais quentes.

    O melão é consumido como sobremesa e contêm vitaminas que contribuem para o funcionamento do sistema imunológico e a protecção das células contra a oxidação. Contribui com o potássio, essencial ao funcionamento do sistema nervoso, ajuda a regular a pressão arterial. É rico em folatos, que ajudam na formação das células sanguíneas e reduzem o cansaço e a fadiga. Bom para a dieta alimentar, tem 28 calorias por 100 gramas, 6% de açúcar e 92% de sua composição é água, próprio de uma alimentação saudável.

    Ao escolher o melão, deve reparar se não tem amolgadelas ou fissuras e deve ter uma boa textura e está no topo da pilha. Quanto à cor, deve ser ligeiramente amarelada e não deve ser brilhante e quanto mais escura, mais maduro. em verde médio. Deve-se comparar o peso, pois o mais pesado é melhor e mais suculento, por ter mais água. Não deve ser muito mole, pois isso significa que está cozido demais. Deve ter um cheiro doce.

    Quando está no ponto, aperta-se de um lado, o outro incha.

  • AMAL promove seminário “Sistemas Alimentares Sustentáveis”

    AMAL promove seminário “Sistemas Alimentares Sustentáveis”

    Participam eleitos autárquicos do país e dirigentes de entidades do setor. O evento decorre na Universidade do Algarve, Campus da Penha, Auditório 1.05, Complexo Pedagógico (Faro), entre as 09:00 e as 12:00 horas. Está inserido na iniciativa «Algarve Tech Hub SUMMIT» que decorre até 3 de Abril.

    Este seminário surge na sequência do trabalho que a AMAL está a desenvolver para a concretização de “Sistemas Alimentares Sustentáveis” que «aproximem agricultura e ambiente, estimulando a alteração dos comportamentos de compra, com vista a agilizar circuitos curtos de comercialização e hábitos de consumo saudáveis e, por outro lado, incorporando a economia circular de resíduos e de desperdícios alimentares». 

    Os sistemas alimentares desempenham um papel de grande relevância na transição para modelos de desenvolvimento sustentável e inclusivo, representando uma clara oportunidade para a coesão e para a inovação territorial.

    O projeto “Sistemas Alimentares Sustentáveis” é co-financiado pelo FEDER, através do Programa Operacional Regional CRESC ALGARVE 2020.

    Eis o alinhamento das intervencões:

    09H00 | Painel I
    Apresentação do Projeto “Sistemas Alimentares Sustentáveis”
    Sessão de Boas Vindas
    Brandão Pires – Primeiro Secretário AMAL

    Sistemas Alimentares Sustentáveis e Alimentação Escolar
    Francisco Sarmento – Vagari

    Apresentação do projeto “Sistemas Alimentares Sustentáveis”
    Sofia Freitas – Diretora executiva da Ruris
    Artur Gregório – Presidente da Direção In Loco

    10H00 | Painel II
    Implementação de Sistemas Alimentares Sustentáveis: Exemplos de Boas Práticas
    Programa de Sustentabilidade na Alimentação Escolar
    Laura Maria Rodrigues – Presidente da CM de Torres Vedras

    Bio Região
    Pedro Mouro – Vice-Presidente da CM de São Pedro do Sul

    Bio Cantinas
    Armindo Jacinto – Presidente da CM de Idanha-a-Nova

    10H45 | Mesa Redonda
    O Impacto do Mercado Institucional de Alimentos na Saúde, Educação e Economia
    João Pedro Valadas da Silva Monteiro – Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve
    Alexandre Martins Lima – Delegado Regional de Educação do Algarve
    Paulo Morgado – Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do
    Algarve

    Moderador: Francisco Amaral – Médico e Presidente da Câmara de Castro Marim
    11H30 | Encerramento da Sessão

    António Pina – Presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL)

  • Projeto SAL da In-Loco em fase final

    Projeto SAL da In-Loco em fase final

    É promovido pela Associação in-Loco e está na fase final do apoio a diversos atores locais na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis

    Em março do ano em curso, o projeto Sistemas Alimentares Locais (SAL), com financiamento do programa Civic Europe, deu os primeiros passos na mobilização de atores-chave da região do Algarve e também de outros locais do país, em torno da temática dos sistemas alimentares territoriais e sustentáveis.

    Os últimos cinco meses do projeto foram dedicados à realização de um conjunto de ações de capacitação que decorreram com periodicidade semanal, num total de 28 atividades, entre as quais se destacam webinares, formação modular, ações de intercâmbio, oficinas com especialistas e reuniões de acompanhamento.

    Segundo os responsáveis, «as ações tiveram dois objetivos: i) criar um entendimento conceptual comum acerca da importância dos sistemas alimentares territoriais para a sustentabilidade e para o desenvolvimento das economias locais; ii) Apoiar os atores locais na implementação de sistemas alimentares sustentáveis nos seus territórios, nomeadamente propiciando momentos de contacto com boas práticas a decorrer no país e momentos de análise e de discussão acerca dos constrangimentos sentidos nas iniciativas que estão a desenvolver e soluções a aplicar».

    No total foram proporcionadas mais de 50 horas de ações de capacitação e o projeto trouxe para a participação 77 representantes de autoridades locais e regionais, de organizações não governamentais, de instituições de ensino superior e também agricultores/as e cidadãos.

    Foram formuladas parcerias com sete organizações do país «de forma a trazer o seu conhecimento e experiência neste tipo de sistemas e temáticas relacionadas, promovendo momentos de intercâmbio com os participantes envolvidos».

    Na atual fase final, o projeto está a apoiar a implementação de oito sistemas alimentares locais, da iniciativa das autarquias ou de agricultores, em seis concelhos da região do Algarve, nomeadamente Albufeira, Castro Marim, Lagos, Loulé, São Brás de Alportel e Tavira.

    Está previsto que todo o conhecimento coletivo construído durante a realização do projeto acerca de sistemas alimentares sustentáveis, será reunido numa publicação a ser editada a partir de setembro, cujos conteúdos serão decididos pelos participantes no mesmo.