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Etiqueta: Alentejo

  • Governo levanta restrições aos furos de água no Algarve e Alentejo

    Governo levanta restrições aos furos de água no Algarve e Alentejo

    Agricultores e empresas do sul do país podem voltar a fazer novos furos para captação de água subterrânea depois de anos de proibições devido à seca. A medida abrange sistemas aquíferos do Alentejo e Algarve.

    O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou hoje o fim das restrições ao licenciamento de furos de captação de água que vigoravam há vários anos no sul do país. A decisão foi tomada devido à recuperação dos recursos hídricos após as chuvas intensas dos últimos meses.

    A medida vai beneficiar principalmente proprietários rurais, empresas agrícolas e outros utilizadores no Alentejo e Algarve que estavam impedidos de perfurar novos furos para aceder às águas subterrâneas.

    Estamos em condições de levantar as restrições ao licenciamento de captações de água subterrâneas que vigoraram nos últimos anos devido à situação de seca“, disse Montenegro no final do Conselho de Ministros realizado na Ovibeja, em Beja.

    No Alentejo, a medida abrange o sistema aquífero de Moura-Ficalho, enquanto no Algarve inclui os sistemas de Querença-Silves e de Almádena-Odiáxere. Estas zonas estavam sob restrições rigorosas durante o período de seca que afectou o país.

    Apesar do levantamento das proibições, o Governo mantém o apelo à gestão cuidadosa dos recursos hídricos. Montenegro alertou que “esta evolução favorável não deve desviar-nos de proceder a uma gestão rigorosa, equilibrada, cuidada e eficiente dos recursos hídricos“.

    A decisão surge após a melhoria significativa das reservas hídricas do país. Em fevereiro, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente garantiu que o sul tem água armazenada para “dois a três anos”, com todas as barragens “literalmente cheias”.

    José Pimenta Machado, da APA, destacou que o país passou por uma “situação verdadeiramente excecional”, com chuvas persistentes “de Bragança a Faro” na sequência das tempestades do início do ano.

    Lusa

  • Margem Esquerda do Guadiana Aposta na Bio-Região

    Margem Esquerda do Guadiana Aposta na Bio-Região

    Impulsionar Desenvolvimento Sustentável

    Um projeto ambicioso, financiado pelo Alentejo 2030, visa transformar cinco municípios da região, com foco na agricultura biológica e na gestão sustentável dos recursos.

    A Margem Esquerda do Guadiana (BIOMEG) prepara-se para dar um salto qualitativo no seu desenvolvimento com a aprovação do Plano de Desenvolvimento Local PDLBIOMEG 2025/28, um projeto abrangente que pretende impulsionar a região como um modelo de sustentabilidade.

    Financiado pelo programa Alentejo 2030, o projeto, com uma duração de três anos (2025-2028), surge como a primeira iniciativa de animação integral da BIOMEG.

    Os municípios de Mourão, Barrancos, Moura, Serpa e Mértola serão o palco de um conjunto de ações concertadas, que visam promover a autonomia da região na gestão dos seus recursos alimentares e ambientais.

    A Rota do Guadiana – Associação de Desenvolvimento Integrado lidera a candidatura, que conta com um consórcio alargado de parceiros, incluindo a AGROBIO, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o CEBAL e o NERBE.

    O plano ambiciona incentivar produtores, consumidores, organizações e entidades públicas a adotarem práticas mais sustentáveis, com um foco particular na agricultura biológica.

    O objetivo é criar uma dinâmica que envolva todos os atores da região, desde os agricultores até aos consumidores, numa lógica de economia circular e de valorização dos produtos locais,” explica fonte da Rota do Guadiana.

    O PDLBIOMEG 2025/28 prevê uma série de iniciativas, incluindo programas de formação e capacitação em agricultura biológica, jornadas técnicas, seminários e ações de educação alimentar.

    Serão também promovidos encontros de agricultores e elaborado um plano de adaptação às alterações climáticas, um desafio premente para a região.

    Para além da vertente formativa, o projeto contempla ações de promoção territorial, como estratégias de marketing, organização de mercados biológicos, fins de semana gastronómicos, produção de conteúdos audiovisuais e ações de sensibilização ambiental.

    A qualificação do espaço público nos municípios envolvidos e a reabilitação de equipamentos coletivos, incluindo a criação de um laboratório biológico, são também prioridades.

    O projeto tem sido encarado como uma oportunidade de diversificação económica e criação de emprego na região.

    O Presidente do NERBE, José Calixto, sublinha a importância da iniciativa para o desenvolvimento do setor agroalimentar: “Acreditamos que a Bio-região pode ser um fator de atratividade para novos investimentos e de fixação de jovens qualificados na Margem Esquerda do Guadiana”.

    A implementação do PDLBIOMEG 2025/28 será acompanhada de perto, com avaliações externas e intercâmbios nacionais e internacionais, garantindo a eficácia das medidas implementadas e a partilha de boas práticas.

    Com este projeto, a BIOMEG pretende consolidar a sua estratégia de desenvolvimento sustentável, valorizando os seus recursos endógenos e promovendo um modelo económico mais equilibrado e resiliente.

  • Vinhos do Alentejo lançam projeto inédito

    Vinhos do Alentejo lançam projeto inédito

    A região vitivinícola do Alentejo reafirma o seu estatuto de vanguarda na sustentabilidade com o lançamento do projeto Re:Boxed, uma iniciativa pioneira a nível mundial que transforma um resíduo industrial de difícil tratamento – a fita de rótulos – em caixas de transporte de vinho de alta qualidade.

    Promovida pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) em parceria com a empresa Partícula Verde, esta nova solução de economia circular visa eliminar a deposição em aterro ou a incineração de centenas de toneladas de material. O projeto, que foi recentemente apresentado no Sustainability In Drinks (SID), em Londres, representa uma resposta prática e mensurável aos desafios da gestão de resíduos no setor.

    O cerne do Re:Boxed reside num processo inovador que permite que o papel siliconado, usado como suporte dos rótulos adesivos, seja transformado em matéria-prima para a indústria papeleira. Este material, que anteriormente não tinha destino útil, está agora a ser reintroduzido na cadeia de valor.

    Desde o início deste ano, a implementação do projeto nos Vinhos do Alentejo já permitiu desviar mais de 14 toneladas de fita de rótulos dos aterros sanitários. O impacto do projeto torna-se ainda mais visual quando se analisam os números globais da região.

    João Barroso, diretor de Desenvolvimento Sustentável e I&D nos Vinhos do Alentejo, sublinha a dimensão desta iniciativa: “Para uma ideia mais visual de todo o impacto desta iniciativa, se estendermos as fitas adesivas utilizadas nos rótulos de vinhos do Alentejo, só no ano passado, daria o comprimento de 20 mil quilómetros, o que equivale à distância entre o Alentejo e a Nova Zelândia. Até agora, este material era frequentemente aterrado ou incinerado, mas através deste processo é transformado em embalagens, gerando valor e promovendo uma verdadeira economia circular.”

    O lançamento da Re:Boxed enquadra-se no Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), uma iniciativa lançada em 2015 que coloca a região na linha da frente da produção vitivinícola sustentável. O PSVA conta atualmente com mais de 700 membros, abrangendo cerca de 63% da área de vinha do Alentejo, e já possui 27 produtores certificados com um selo de produção sustentável de reconhecimento internacional.

    O objetivo da CVRA é disponibilizar a nova embalagem em exclusivo aos produtores alentejanos como uma opção de transporte nacional e internacional para escoar vendas online, enoturismos ou remessas para concursos de vinhos. Esta iniciativa reforça de forma categórica a bandeira da sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo e posiciona a região como um dos maiores exemplos internacionais de resiliência face aos desafios ambientais.

  • Rede de 322 km liga o património geomineiro da Faixa Piritosa Ibérica

    Rede de 322 km liga o património geomineiro da Faixa Piritosa Ibérica

    Uma nova e ambiciosa rede de percursos pedestres e cicláveis acaba de ser lançada no Alentejo, com o objetivo de divulgar a riqueza histórica, natural e geomineira de uma das regiões mineiras mais importantes do mundo: a Faixa Piritosa Ibérica (FPI).

    A Rede de Percursos da Faixa Piritosa Ibérica estende-se por 322 quilómetros, divididos em seis etapas, e atravessa um total de sete concelhos.

    A área de intervenção abrange os municípios de Aljustrel, Castro Verde, Almodôvar, Serpa e Mértola, no Baixo Alentejo, e estende-se a norte até Grândola e Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, ligando assim vastas áreas do território através de rotas dedicadas ao turismo ativo.

    A iniciativa, inspirada no sucesso da Rota Vicentina, foi promovida pela Esdime – Agência de Desenvolvimento Local de Aljustrel, em parceria com a Alentejo XXI, a ADL, a Terras do Baixo Guadiana e a Rota do Guadiana.

    A rede contou ainda com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, refletindo um esforço concertado para valorizar esta dimensão do território.

    De acordo com Isabel Benedito, presidente da Esdime, o projeto vai além da simples oferta de um novo produto turístico. O foco está em criar uma rede que valorize a identidade e o território local, destacando a singularidade da sua dimensão geomineira.

    Os percursos incluem antigas zonas de exploração mineira, trilhos naturais e áreas ambientalmente sensíveis, como a Reserva da Biosfera de Castro Verde, classificada pela UNESCO.

    O investimento total no projeto ascendeu a cerca de 200 mil euros, sendo financiado através do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR).

    A apresentação oficial ao público desta nova infraestrutura de turismo de natureza ocorrerá no contexto do Alentejo Walking Fest. Este evento, que decorre entre 30 de outubro e 9 de novembro, irá servir de montra para as múltiplas rotas agora implementadas, garantindo visibilidade e um envolvimento imediato com o público que procura experiências de caminhada e ciclismo no Alentejo.

    O que é a Alentejo Walking Fest

    Alentejo Walking Fest é um festival dedicado a caminhadas, promovendo a descoberta da natureza, cultura, património e gastronomia do Alentejo através de percursos pedestres organizados por toda a região. O evento inclui atividades como conferências, passeios guiados e iniciativas que incentivam um estilo de vida ativo e saudável.

    A iniciativa é promovida pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, com o apoio dos municípios do Alentejo. O festival pretende afirmar o Alentejo como destino de caminhadas, valorizar a rede de percursos pedestres sinalizados e envolver a população local, empresas e entidades regionais.

  • Turismo do Alentejo e Ribatejo diz-se descriminado nas portagens

    O presidente da Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, queixou-se tratamento desigual da região alentejana em relação a outras onde foram abolidas portagens em autoestradas.

    Alega que tal afeta a competitividade turística do seu território, mas deixa claro que não est´s contra a medida de abolição de portagens nas autoestradas do Interior e Algarve conhecidas como ex-Scut.

    Não está e de acordo que não se tenha usado a mesma bitola para com uma parte importante do interior do Alentejo.

    As declarações do dirigente foram registadas pela agência Lusa.

  • Incidente na Ponte do Guadiana entre Serpa e Beja

    Um incidente ocorrido com um homem na ponte sobre o Rio Guadiana, que liga Serpa a Beja, levou ao corte temporário da Estrada Nacional 260, na tarde de ontem, para que os meios de socorro pudessem atuar no local, informou o Canal Alentejo.

    A operação de assistência contou com a presença da GNR, dos Bombeiros de Serpa, de uma ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) de Moura e de um helicópetro do INEM. Procederam às manobras de socorro.

    O trânsito, entretanto, foi reaberto por volta das 16h30, após a estabilização da situação. A vítima foi helitransportada para o Hospital de São José, em Lisboa, onde encontra a receber acompanhamento clínico especializado.

  • Ecosistemas de paisagem

    Ecosistemas de paisagem

    Uma nota da CCDR do Algarve revela que com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo formalizou, na Biblioteca Municipal de Ourique, a instalação do Conselho Consultivo do «Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas da Paisagem – Algarve e Alentejo».

    Desta forma, ficam unidas as duas regiões numa cooperação que visa a promoção de «estratégias integradas para a gestão sustentável dos recursos hídricos e ecossistemas de paisagem, em territórios, onde se identificam desafios, necessidades e recursos comuns, e envolve dezassete concelhos e cinquenta e nove freguesias».

  • Mértola será «Laboratório para o Futuro»

    Mértola será «Laboratório para o Futuro»

    O principal objetivo desta visita, foi proporcionar aos alunos uma experiência in loco das aldeias que serão o foco dos projetos académicos a serem desenvolvidos, durante o curso.

    Palestra sobre vinhos em Mértola, Portugal.
    mártola alunos

    O grupo era composto por 39 alunos e alunas provenientes de diversas partes do mundo, incluindo países como Líbano, Irão, China, Turquia, Equador, Uruguai, México, Argentina, Itália, Espanha, entre outros e esteve acompanhado por dois respeitados professores.

    O programa da visita incluiu uma palestra-aula enriquecedora, onde renomados arquitetos partilharam conhecimentos e perspetivas acerca de questões de sustentabilidade e inovação.

    Entre os palestrantes estavam a Arquiteta Lívia Tirone, especialista em conceitos de sustentabilidade, João Soares, diretor do curso de arquitetura do Departamento de Arquitetura da Universidade de Évora, Filipa Frois Almeida do estúdio FHAR e Filipe Paixão do estúdio Corpo Atelier.

    Após esta sessão, cada grupo de alunos apresentou as primeiras propostas de trabalho para as seis aldeias selecionadas: Corte Sines, Corte do Pinto, Pomarão, Mesquita, S. Miguel do Pinheiro e Namorados.

    Este programa de parceria com o Instituto Politécnico di Milano está na segunda edição e encontra-se alinhado com a estratégia Mértola, Laboratório para o Futuro, que visa fortalecer as conexões entre Mértola e instituições académicas, centros de investigação, inovação e criatividade em todo o mundo.

    A vereadora da câmara municipal de Mértola, Rosinda Pimenta coordenará a informação e os contatos por telefone, em 961 024 874, e por correio eletrónico em rosindapimenta@cm-mertola.pt

  • Terminou a seca, mas deixou rasto

    Terminou a seca, mas deixou rasto

    O IPMA usou o índice PDSI, que se baseia no conceito do balanço da água tendo em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo e permite detetar a ocorrência de períodos de seca classificando-os em termos de intensidade (fraca, moderada, severa e extrema).

    Balanço e lições para o futuro

    A seca que assolou as regiões do Algarve e Alentejo foi um período desafiador que deixou marcas profundas na paisagem, na economia e na vida das pessoas.

    Durante este tempo, enfrentou-se a pior seca de que há registo, com barragens e reservatórios a atingirem níveis críticos de água, afetando severamente a agricultura, uma das principais atividades económicas destas regiões.

    No Algarve, a Barragem da Bravura, em Lagos, chegou a estar a apenas 8% da sua capacidade, o que representou um duro golpe para os agricultores que dependem deste recurso vital.

    A situação não foi muito diferente na Barragem do Arade, que desceu para 15% da sua capacidade, deixando cerca de 1.800 agricultores com uma quantidade de água insuficiente para as suas necessidades.

    A seca prolongada foi exacerbada pelas alterações climáticas, com 2023 a ser registado como o ano mais quente para o planeta, aumentando o pessimismo quanto à possibilidade de recuperação a curto prazo.

    No Alentejo, a situação também foi grave, com o território a sofrer de seca severa e extrema. Apesar de uma ligeira melhoria na primeira quinzena de Março, grande parte do sul de Portugal não viu variações significativas na quantidade de água no solo.

    O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) relatou que, apesar das chuvas que caíram, o período de Outubro de 2021 a Março de 2022 foi o mais seco desde 1931, evidenciando a gravidade e a persistência da seca.

    A seca no Algarve e Alentejo não só afetou a agricultura mas também teve impactos na biodiversidade, nos recursos hídricos e na qualidade de vida das populações.

    A escassez de água levou a restrições no consumo, aumentou os custos de produção e forçou muitos a repensar as práticas de gestão de água e terra. Este período de seca destacou a necessidade urgente de medidas de adaptação e mitigação das alterações climáticas, bem como de uma gestão mais sustentável dos recursos naturais.

    Com o anúncio do fim da seca, há uma sensação de alívio, mas também a consciência de que eventos semelhantes podem voltar a ocorrer.

    É crucial aprender com esta experiência e trabalhar para garantir que as regiões do Algarve e Alentejo estejam mais bem preparadas para enfrentar os desafios que as alterações climáticas possam trazer no futuro.

    Foto: Joaquim Félix
  • Em Serpa há descida do Guadiana

    Em Serpa há descida do Guadiana

    A câmara municipal de Serpa está a propor, para o dia 20 de abril, uma descida do rio Guadiana em canoa, no troço entre os Moinhos Velhos (Brinches) e o Moinho da Amendoeira (Serpa).

    A descida tem quase 10 quilómetros e uma duração prevista de 3 horas, sendo recomendado o uso de roupa e calçado adequado à atividade, chapéu e protetor solar.

    A autarquia promove esta descida do Rio Guadiana porque ela «permite partir à aventura e descobrir o último reduto selvagem e natural de um rio que faz parte da memória coletiva e lendária do Alentejo».

    O percurso é assinalado como calmo e fluído, sendo regularmente animado pelos rápidos, à passagem dos açudes das antigas azenhas, proporcionando a sensação e emoção das «águas bravas».

    A Rota das Azenhas é efetuada no percurso de canoagem homologado desde 2012 e apresentado como «Por Este Rio Abaixo», permitindo usufruir das potencialidades do rio Guadiana para a prática de canoagem como atividade de promoção turística e desporto de natureza.

  • Guadiana o Grande Rio do Sul

    Guadiana o Grande Rio do Sul

    O rio Guadiana é um rio da Península Ibérica que nasce a uma altitude de cerca de 1 700 m, nas lagoas de Ruidera, na província espanhola de Cidade Real, renasce nos Ojos del Guadiana e desagua no oceano Atlântico (mais precisamente no golfo de Cádis), entre a cidade portuguesa de Vila Real de Santo António e a espanhola de Ayamonte.

    Com um curso total de 829 km, é o quarto mais longo da Península Ibérica. A bacia hidrográfica tem uma área de 67 700 km², situada, em grande parte, em Espanha (cerca de 55 000 km²).

    Percorre a Meseta Sul na direção leste-oeste e, perto da cidade espanhola de Badajoz, toma o rumo sul até à foz. O Guadiana faz fronteira entre Portugal e Espanha, desde o rio Chança até à foz. No troço entre o rio Caia e a ribeira de Cuncos a fronteira não está demarcada devido ao litígio fronteiriço de Olivença, entre a ribeira de Olivença e a ribeira de Táliga.

    O Guadiana é navegável até Mértola numa distância de 68 km. No seu curso português foi construída a Barragem de Alqueva, na região do Alentejo, que criou o maior lago artificial da Europa.
    Os seus principais afluentes são, pela margem direita: Záncara, Ciguela, Bullaque, Degebe e a Ribeira do Vascão. Pela margem esquerda são afluentes principais o Guadiana Alto, Azuer, Jabalón, Zújar, Matachel, Ardila e o Chança.

    Créditos: Taberna do Liberato – Moura

  • GNR recupera cortiça roubada em Alcáçovas

    GNR recupera cortiça roubada em Alcáçovas

    Na sequência de uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda detetaram uma viatura ligeira que circulava com levada quantidade de cortiça, de tal forma que condicionado a visibilidade do próprio condutor,.

    Após a abordagem do veículo, por forma a proceder à sua fiscalização, e no decorrer das diligências policiais, apurou que os três suspeitos estavam na posse de 820 quilos de cortiça, cuja proveniência não souberam justificar.

    No decorrer da ação policial foram apreendiddos 820 quilos de cortiça e uma viatura, tendo sido elaborados seis autos de contraordenação por infrações previstas no Código da Estrada. Os suspeitos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Évora.

  • Quase um milhão para saneamento na aldeia de Góis

    Quase um milhão para saneamento na aldeia de Góis

    As obras já foram iniciadas na localidade de Góis, situada na União de Freguesias São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Sólis e São Sebastião dos Carros, e representam «um passo decisivo na melhoria da qualidade de vida dos habitantes desta localidade».

    A concluão está prevista para o mês de novembro de 2024, constanto de infraestruturas vitais para permitir «que todas as residências locais se conectem às redes de abastecimento de água, drenagem de águas residuais domésticas e pluviais. Além disso, o projeto contempla a pavimentação dos arruamentos, garantindo assim condições de mobilidade mais adequadas e confortáveis para os moradores».

    A autasrquia consideran que o objetivo principal desta obra é oferecer condições sanitárias e de higiene adequadas, proporcionando acesso a serviços básicos essenciais para a comunidade de Góis.

    «Ao possibilitar o acesso a estas redes, a autarquia reforça o seu compromisso em promover o bem-estar dos residentes, criando um ambiente mais saudável e sustentável para todos», e a câmara municipal de Mártola afirma reiterar o seu «compromisso com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida dos cidadãos, prosseguindo com determinação na concretização de projetos que beneficiem a população e promovam o progresso do concelho».

  • Nadir Afonso com exposição em Reguengos

    Nadir Afonso com exposição em Reguengos

    Esta mostra foi possível através da colaboração da autarquia com a Fundação Nadir Afonso e poderá ser visitada de segunda-feira a sábado das 9h às 12h30 e entre as 14:00 e as 17:30 horas.

    A exposição “Civilização” apresenta 22 serigrafias editadas durante quase quatro décadas e três tapeçarias realizadas pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. Os temas dominantes desta mostra são as cidades e as civilizações e integra obras como “Évora Surrealista”, “Procissão em Veneza”, “Copacabana”, “Idade Média”, “Dusseldorf”, “Babilónia”, “Sevilha”, “Pequim”, “Os Portugueses”, “Parque de São Paulo” e “Pontes sobre o Reno”.

    Os traçados geométricos evocam “pontes, jardins, catedrais, construções que contrastam com os horizontes e as águas onde as formas se espraiam, como que absorvidas pela imensidão dos céus ou dos oceanos, numa grande variação cromática. O artista considerava que a combinação das formas desencadeia entre elas relações e espaços intermédios cujas proporções devem ser igualmente harmoniosas, pois para realizar a obra de arte é necessário que as formas complementares mantenham as leis de proporções que a sensibilidade pressente nas formas elementares”.

    Nadir Afonso nasceu no dia 4 de dezembro de 1920 e faleceu no dia 11 de dezembro de 2013 e é considerado um dos artistas de maior relevo da arte do século XX e XXI, pioneiro na arte cinética em Portugal, corrente que explora efeitos visuais através de movimentos físicos ou de ilusão de ótica. Autor de uma obra singular e sustentada no contexto artístico internacional, o artista foi Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada de Lisboa (2010) e pela Universidade do Porto (2012) e condecorado com os graus de Oficial (1984) e Grande-Oficial (2010) da Ordem Militar de Sant’lago da Espada.

    Durante a sua carreira teve vários períodos, nomeadamente primeira modernidade, surrealista, barroco, pré-geometrismo, egípcio, espacillimité, ogival, perspético, antropomórfico, organicismo, fractal e realismo geométrico. Nadir Afonso fez muitas vezes apelo ao rigor matemático, acreditando que o Homem antes de adquirir o sentido abstrato do equilíbrio moral possuía já o sentido concreto do equilíbrio e do rigor espacial dados pela Geometria, a sua primeira ciência, um dos seus primeiros cultos e uma das paixões do artista. As obras de Nadir Afonso têm sido exibidas em centenas de exposições e os seus trabalhos integram coleções públicas de importantes museus portugueses e estrangeiros, como o Museu Nacional de Soares dos Reis, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), CitiBank (Nova Iorque, Estados Unidos da América), Centre George Pompidou (Paris, França), Museum Im Kulturspeicher (Würzburg, Alemanha) e Szépmüvészeti Múzeum (Budapeste, Hungria).

  • Guadiana Interior distingue mérito empresarial

    Na Pousada Castelo de Alvito, a CCAM do Guadiana Interior distinguiu o mérito das empresas que alcançaram o selo de reputação de PME Líder e PME Excelência atribuídos pelo IAPMEI. Este evento compreendeu as empresas apoiadas pela CCAM do Guadiana Interior no processo de candidatura ao estatuto PME Líder.

    A distinção das PME Líder nacionais com desempenhos superiores é atribuída pelo IAPMEI em parceria com o Turismo de Portugal, no caso das empresas do sector turístico, um conjunto de Instituições de Crédito parceiras, e as Sociedades de Garantia Mútua, tendo por base as melhores notações e indicadores económico-financeiros.

    No decurso da pandemia da Covid-19 não foi possível a realização deste tipo de eventos, pelo que a CCAM juntou as empresas premiadas nos anos de 2021 e 2022.

  • Fotografia de João Taborda exposta em Reguengos de Monsaraz

    Fotografia de João Taborda exposta em Reguengos de Monsaraz

    A mostra integra 27 fotografias e expõe as fotos de João Taborda, (1950-2020) estando aberta ao público de segunda-feira a sábado das 10:00 às 12:30 horas e entre as 14:00 e as 17:30 horas.

    João Taborda, conceituado pneumologista com talento para a fotografia, realizou mais de 40 exposições em Portugal e no estrangeiro. O gosto pela fotografia surgiu-lhe na adolescência com o pai e o avô e quando tinha tempo para fotografar procurava sempre tirar fotografias humanizadas.

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    João Taborda

    Durante a sua carreira recebeu mais de 800 distinções na área da fotografia nos cinco continentes, entre as quais mais de 300 medalhas de ouro, como a medalha de ouro da Sociedade Americana de Fotografia que lhe foi atribuída mais de 40 vezes, mas também 30 medalhas de ouro da Federação Internacional de Arte Fotográfica e 12 medalhas de ouro da União Global de Fotógrafos.

    João Taborda alcançou o primeiro lugar na categoria Rostos e Personagens dos Prémios Internacionais de Fotografia de Siena em 2017 e recebeu em 2019 o título de Master da Sociedade Americana de Fotografia. Em 2021 foi lançado o livro «João Taborda – Um Fotógrafo Humanista».

  • Reguengos paga incentivos a trabalho na USF REMO

    Reguengos paga incentivos a trabalho na USF REMO

    Depois de aprovada por unanimidade na reunião de câmara, é aguardada a decisão da Assembleia Municipal, que tem a decisão final.

    O pacote de incentivos e apoios foi concertado com o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, a Administração Regional de Saúde e o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central, durante a visita que o governante efetuou ao concelho no dia 3 de abril.

    O incentivo de mil euros mensais a cada médico vai ser atribuído até que a USF REMO transite para USF de modelo B, que já prevê uma remuneração mais alta para os clínicos. Quando a USF REMO for constituída em modelo B, a autarquia vai passar a conceder um incentivo de 500 euros mensais a cada médico.

    Marta Prates, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, explicou à comunicação social que tiveram «uma postura de grande resiliência e nunca desistimos nem baixámos os braços até encontrarmos as melhores soluções junto das autoridades de saúde para resolvermos o grave problema da falta de médicos de família no concelho. Mesmo não sendo uma responsabilidade direta da autarquia, estamos a apresentar um dos maiores programas de incentivos a nível nacional para a fixação de clínicos neste concelho do interior do país».

    Quanto ao esforço financeiro, ele destina-se «garantir cuidados de saúde primários a toda a população do concelho, pois atualmente cerca de 50 por cento dos habitantes, quase cinco mil pessoas, não tem médico de família, pelo que através destes incentivos e apoios esperamos poder atingir a resposta de saúde adequada que deveria ser assegurada pelo Serviço Nacional de Saúde».

    A câmara municipal anunciou que «possui três casas de função para disponibilizar a três clínicos e às suas famílias e pode conceder um apoio de 250 euros mensais, até quatro beneficiários que não usufruam de casa de função, para comparticipar no arrendamento de habitação ou para despesas de deslocação da localidade onde residem até à unidade de saúde

    Os apoios e incentivos diretos são atribuídos aos clínicos que efetuem o pedido na autarquia e que assumam o compromisso de prestar serviço na USF REMO em horário de trabalho a tempo inteiro pelo período mínimo de dois anos.

    O Município de Reguengos de Monsaraz tem igualmente apoios indiretos para dar aos médicos de família que se fixem no concelho ou que pertençam à equipa criada para tratar do processo de transição da USF REMO para o modelo B. Neste âmbito, o regulamento municipal prevê a isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis durante oito anos para os clínicos que construam ou adquiram habitação multifamiliar no concelho de Reguengos de Monsaraz e nos quatro anos seguintes à isenção terão uma redução do imposto em 0,02 por cento ao valor indexado (até atingir o mínimo legal).

    Os médicos vão ter também isenção de taxas municipais relativas a licenças de construção, beneficiação e ampliação de casa para habitação própria e permanente, aplicação do Tarifário Doméstico Social no consumo de água da habitação permanente e isenção de Taxa Fixa de Abastecimento e Saneamento durante quatro anos.

    As medidas previstas no Regulamento Municipal de Apoio à Atração e Fixação de Médicos de Família estão a ser divulgadas aos profissionais de saúde juntamente com uma apresentação do concelho de Reguengos de Monsaraz. Desta forma, a autarquia «pretende conseguir aumentar o número de clínicos de medicina geral e familiar na USF REMO e criar mecanismos para melhorar os cuidados de saúde no concelho e satisfazer as necessidades dos utentes».

  • Ginásio municipal com mais recursos em Mourão

    Ginásio municipal com mais recursos em Mourão

    Há mais três novos aparelhos no Ginásio Municipal, em Mourão, investimento que o município realizou para reforçar a componente cardiovascular com a inclusão de um remo e uma elíptica, bem como a parte muscular através da colocação de uma multifunções com pesos.

    A autarquia reforça a informação que vais sempre estar de serviço um técnico de exercício físico, no Ginásio Municipal, para acompanhar e orientar os treinos, além da oferta de aulas de grupo e nutrição comunitária.

    A prática regular de exercício físico é para a autarquia um fator de saúde, bem-estar e qualidade vida das pessoas e faz um convite a quem não conhece o espaço, a entrar e beneficiar de todas as condições que tem para oferecer.

  • Vila Viçosa em desacordo no RecolhaBio

    Vila Viçosa em desacordo no RecolhaBio

    Por unanimidade a câmara municipal de Vila Viçosa decidiu contestar a repartição orçamental do Programa RecolhaBio 2023, tendo deliberado «Manifestar o seu desagrado e discordância, relativamente à distribuição de montantes pelas CIM´s, proposta pelo Fundo Ambiental, para apoio à implementação de projetos de recolha seletiva de bio resíduos;

    Manifesta também desagrado pelo facto de a CIMAC passar de uma verba de 864.859,77€, em 2022, para 131.172,95€ em 2023, quando os 12 municípios da Gesamb pagaram de TGR, em 2022, 1.073.826,19€ e a meta que está prevista no PERSUS2030, para a região, é uma das mais altas do país.

    A autarquia exige uma fórmula de cálculo mais equitativa.

  • Mourão prejudicado com fim dos Vistos Gold

    Mourão prejudicado com fim dos Vistos Gold

    João Fortes, presidente da Câmara de Mourão, enviou ao Ministro da Economia e do Mar uma carta sobre a decisão do Governo em cancelar as autorizações de residência, por via do investimento externo no setor turístico.

    No entender do presidente, esta medida «compromete dramaticamente as expetativas das populações de Alqueva, ao pôr em causa a execução de projetos de investimento estruturantes para a região e para o país».

    O autarca defende que o programa do Governo «Mais Habitação» deve ser afinado, considerando que «a decisão unilateral de considerar o país como um todo igual entre si, sem considerar as regiões do interior mais desfavorecidas e que não estão em convergência com o litoral do país, é manifestamente nocivo para o desenvolvimento do território».

    Para o edil que representa o Município de Mourão, «é dramático o efeito da suspensão do investimento turístico financiado por investimento externo, que potenciaria no caso concreto da sociedade local a criação de quase duzentos postos de trabalho diretos e indiretos».

    Refere ainda que «qualquer tipo de projeto com elevado interesse municipal é uma benesse que gera instantaneamente proveitos na economia local, num concelho com menos de 2.500 habitantes, dos quais quase 30 por cento têm mais de 65 anos de idade

    Adianta ainda que com «a decisão do governo de acabar com a atribuição de autorizações de residência por via do investimento vai fazer com que Mourão veja ruir uma rara oportunidade de iniciar um processo de recuperação do seu atraso económico e social relativamente ao nível atingido no litoral de Portugal para promover o bem-estar social da população

    João Fortes preconiza que «mais que o Estado vir e proibir tudo, deve existir uma intervenção para um ajustamento legal por parte da tutela que permita a autorização de residência de investidores externos em projetos turísticos com impacto económico e social relevante em zonas desertificadas, do interior e que apresentam um desfasamento a nível dos principais indicadores de coesão social e territorial comparativamente com a média europeia».