FOZ – Guadiana Digital

Etiqueta: Água

  • Alívio nas restrições ao consumo de água no Algarve

    Alívio nas restrições ao consumo de água no Algarve

    Segundo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na 19.ª reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, em Faro, em causa está um aumento de 2,65 hm3 no volume autorizado para o setor urbano, de 13,14 hm3 para a agricultura e de 4,17 hm3 para o turismo.

    Estas medidas,incluem golfe e alojamento. Disse que, em causa, está, face a 2023, uma diminuição de disponibilidade de 10% no consumo urbano e de 13% no consumo para agricultura e turismo.

    Para o Primeiro Ministro, o alívio será maior na agricultura, porque também foi a área que sofreu uma restrição maior relativamente à situação a 2023.

    A decisão teve em conta a evolução da situação hidrológica considerada pelo Governo como positiva nos últimos meses.

    Sob o lema ‘Água que une’, anunciou que, até ao final do ano, será apresentada uma estratégia que inclui um novo Plano Nacional da Água (PNA 2025) e que será financiada através de diversos instrumentos.

    Em paralelo será desenvolvido um plano de armazenamento e de distribuição eficiente da água para a agricultura (REGA), promovido pelo Ministério da Agricultura e das Pescas, a articular com o PNA.

  • Castro Marim | Água chega a Pisa Barro

    Castro Marim | Água chega a Pisa Barro

     

    Para assinalar a abertura da Rede de Abastecimento de Água em Pisa Barro e o 50.º Aniversário do 25 de Abril de 1974, a Banda Musical Castromarinense celebrou, com a sua atuação em Pisa Barro, durante as celebrações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 mais um passo dado pelo concelho de Castro Marim no desenvolvimento do interior, a tão esperada abertura da Rede de Abastecimento de Água.

    Comemorou-se, também, «a crescente presença das autarquias na melhoria das condições de vida das pessoas e na prestação de serviços básicos, desde o abastecimento de água à população até à programação cultural aquele que era um dos grandes objetivos do município e do atual executivo»

    Esta semana, assinala a autarquia, ficou totalmente concretizado o objetivo, «permitindo assim o abastecimento de água, em quantidade e qualidade, colocando um ponto final ao fornecimento instável que existia graças a captações subterrâneas que alimentavam redes próprias, particulares ou fontenários».

    O investimento foi superior a um milhão de euros, a alimentação de água efetua-se agora a partir da extensão da rede municipal de distribuição atualmente existente, com base em duas origens alternativas, o Reservatório de Monte Francisco e o Reservatório do Cabeço, integrados no Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água do Algarve.O projeto foi aprovado pelo programa PO SEUR, sendo apoiado por Portugal e pela União Europeia, cofinanciado a 82,04% pelo Fundo de Coesão.

    Em 2020, o Município de Castro Marim executou uma obra que estendeu a rede de abastecimento de água a mais de 30 povoações das freguesias de Azinhal e Odeleite, «pretendendo continuar com esta política nos aglomerados populacionais ainda não servidos».

  • Captar água do Guadiana será a norte da Mesquita

    Captar água do Guadiana será a norte da Mesquita

    A solução prevista. implica a construção de uma «Tomada de Água no Pomarão», que tem como objetivo analisar a potencial interferência do projeto no ambiente biofísico e socioeconómico, e propor medidas de mitigação que possibilitem a implementação sustentável do mesmo.

    O projeto prevê a construção de uma captação de água superficial na zona estuarina do rio Guadiana, a norte da povoação de Mesquita, a montante do Pomarão. A jusante do Pomarão, junto ao paredão da barragem do Chança, afluente do rio Guadiana, já lá se encontra o chamado Boca-Chança que abasteceu de água os campos de frutos vermelhos da província de Huelva.

    Os agricultores espanhóis que utilizam a água do Guadiana ao abrigo do acordo de Albufeira, tem reclamado a abertura desta captação, alegando que os portugueses utilizam a água para outros fins que não o agrícola.

    A partir da captação, agora em apreciação, será ligada uma conduta adutora até à albufeira de Odeleite, onde a água captada será restituída.

    Os traçados da conduta adutora apresentam três alternativas, uma delas com duas variantes, a percorrerem os concelhos de Mértola, Alcoutim e Castro Marim, prevendo-se assim aumentar a resiliência e capacidade hidráulica do sistema intermunicipal de abastecimento de água do Algarve.

    A Solução da Tomada de Água no Pomarão é financiada no âmbito do PRR para a gestão da água na região, com um investimento de cerca de 61,5 milhões de euros. À Avaliação de Impacto Ambiental, se positiva, segue-se a emissão da Declaração de Impacto de Ambiental que permitirá avançar para o concurso de empreitada.

    A água será captada numa zona do Pomarão, onde as águas não tenham a influência salina, com caudal previsto de caudal de dois m3/s durante quatro meses e um m3/s durante outros quatro meses no ano. Vão ser transferidos anualmente um máximo de 30 hm3 para o sistema Odeleite-Beliche, que serve de origem de água para abastecimento urbano ao sistema intermunicipal do Algarve e para regar o Sotavento Algarvio.

  • É mesmo necessário dessalinizar?

    É mesmo necessário dessalinizar?

    Contra a opinião de muitos algarvos que conhecem e acompanham o regime de chuvas no Algarve, o projeto de construção da estação dessalinizadora, avança. Neste momento está em fase de estudo de impacto ambiental.

    Para os defensores desta obra, o projeto é necessário para o Algarve, atendendo às alterações climáticas que se têm vindo a sentir nas últimas décadas e que se fazem sentir mais intensamente nestes últimos anos.

    E acreditam que ele nos dará uma maior garantia de abastecimento, como outrora acreditaram aqueles que apostaram que a construção das barragens resolveria, como resolveu, por muitos anos o problema da flutuante seca algarvia, mas que a voragem do consumo deixou de respeitar. O Guadiana é cada vez mais um fio de água, apesar da Barragem do Alqueva, mas eu não sou gestor de águas, estou só a emitir uma opinião.

    Porém, a filosofia das barragens era a de termos água quando não chove, porque foi represada quando choveu e não, porque temos água na barragem vamos fazer plantações, vamos aumentar o número de campos de golfe, apartamentos, hotéis, resorts, bombas de água, piscinas, esquecendo que, mesmo os recursos abundantes, são finitos.

    Não há duvida, por experiências ocorridas em outras zonas do globo onde não há outro remédio que não seja utilizar a água do mar, que a dessalinização pode ser um recurso de emergência a ter à mão.

    Porém, responder ao gigantismo da procura atual e futura, esquecendo as vozes avisadas dos mais experientes, não contribuirá para a solução sustentável, aquela que nos interessa.

    Aguardemos com calma o estudo de impacto. Para os prós soam muitas palmas, mas têm de ser sinceros com os contras que, por acaso, até contribuem para a degradação ambiental e o cambio climático.

  • Água e Ecossistemas da Paisagem no Alentejo e Algarve

    Água e Ecossistemas da Paisagem no Alentejo e Algarve

    José Apolinário, presidente da CCDR do Algarve e António Ceia da Silva, participam na sessão. No domínio da resiliência e reforço da resposta aos desafios da água e às problemáticas das paisagens, a CCDR Algarve e a CCDR Alentejo, desenvolveram o ITI Água e Ecossistemas da Paisagem, incidente no território de fronteira das duas regiões, com foco em três domínios, recursos hídricos; ecossistemas terrestres e ambiente; e pessoas e território.

    Este Plano de Ação está previsto nos Programas Regionais do Algarve e do Alentejo, que «consubstanciam investimentos conducentes à sustentabilidade, resiliência e competitividade dos recursos, das comunidades e dos territórios de fronteira do Alentejo e do Algarve, particularmente vulneráveis às alterações climáticas e à desertificação, com impacto na sua disponibilidade hídrica e biodiversidade».

    Este instrumento mobilizará 32,5 Milhões de Euros (M€) de fundo do Programa Regional Algarve 2030, potenciando o desenvolvimento de projetos que se enquadrem as de proteção ambiental e dos ecossistemas; disponibilidade hídrica e uso eficiente da água; economia verde e circular; investigação e inovação; valorização e revitalização económica e social; capacitação e sensibilização.

  • Alqueva celebra Solstício com a quota de 147,96 metros

    Alqueva celebra Solstício com a quota de 147,96 metros

    Hoje, o maior dia do ano, em que às 15h57, em Portugal Continental, chega oficialmente o Verão, a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S.A, anunciou que a albufeira de Alqueva registou hoje a cota 147.96 m, o que corresponde a um armazenamento de 3206.03 hm3.

    A água armazenada em Alqueva, segundo a empresa «permite garantir uma área de 130 000 hectares de agricultura de regadio, o abastecimento público e a produção de energia hidroelétrica, para além de potenciar o turismo e os desportos náuticos».

  • A SIRA Guadiana e as suas competências

    A SIRA Guadiana e as suas competências

    O objetivo é prevenir e controlar o risco de cheias, monitorizar a qualidade das águas e monitorizar o estado dos aquíferos, permitindo racionalizar a utilização dos recursos hídricos.

    Como funções básicas tem a captura de informações sobre o estado do ambiente aquático a partir de sensores; a coleta de informações de qualidade sobre águas superficiais e águas de reúso; a transmissão e disseminação dessas informações para o centro de controle; o processamento e análise de informações que permitem a avaliação do estado; a apresentação às partes interessadas de acordo com suas necessidades específicas de informação.

    Essas funções devem permitir que os responsáveis otimizem o processo de tomada de decisão, a fim de desenhar a melhor estratégia de prevenção e ação.

    A Rede Integrada da bacia do Guadiana, à semelhança das suas congéneres noutras bacias hidrográficas, tem dois objectivos principais, que são a melhoria da informação para previsão e acção em caso de cheias e a melhoria da informação para a exploração dos recursos hídricos e monitorização da sua qualidade.

    Por si só, a rede fornece uma série de dados úteis para os vários serviços da Confederação Hidrográfica do Guadiana que o seu principal utilizador, mas também fornece informação para outros utilizadores, grande parte deles acessíveis a partir da Internet.

    Isto permite que, para além dos dois objetivos principais, a Rede Integrada do Guadiana tenha em conta outros objetivos secundários:

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    Ser capaz de fornecer informações automaticamente e em tempo real sobre as variáveis climáticas, hidrológicas e de estado da infraestrutura hidráulica que são fatores significativos e condicionantes do gerenciamento, controle e operação hidráulica da bacia.

    Conhecer a evolução dos níveis e caudais nos rios da bacia, o que permite a máxima utilização das infraestruturas de regulação, minimizando a magnitude de possíveis danos e a possibilidade de informar prontamente os serviços de proteção civil.

    Conhecer a evolução dos parâmetros de qualidade das águas superficiais e residuais, o que permite o controlo das descargas não autorizadas e o controlo da qualidade da regeneração da água respetivamente.

    O controle e a otimização no curto prazo da operação dos reservatórios, canais e tubulações principais da bacia, tanto para fins de satisfação da demanda quanto para o gerenciamento de cheias.

    Obter informações sobre a disponibilidade de recursos para otimizar sua alocação em diferentes usos (irrigação, abastecimento, produção hidrelétrica, mínimos ambientais, etc.), tanto em sistemas de recursos superficiais quanto naqueles de uso conjunto com recursos subterrâneos. O arquivo de dados hidrológicos confiáveis e contínuos.

  • Continua a criação de taxas para resolver problemas estruturais

    Continua a criação de taxas para resolver problemas estruturais

    Cada taxa que se cobra sobre os turistas, é mais um prego na competitividade do turismo algarvio, em relação as outros destinos que competem com a Região, todos o sabem.

    Comentando a proposta feita pelo Governo na passada sexta-feira aos municípios com menos água, nomeadamente do Algarve, para criarem taxas turísticas que revertam para a sustentabilidade ambiental, o presidente da AMAL afirmou que «esse é o princípio que está na origem da cobrança de um valor aos turistas por cada dormida, embora as taxas turísticas tenham sempre de ser impostas por cada autarquia no seu concelho», do que se deduz que não apenas se trata de um apoio à proposta, como também a assunção da sua viabilidade, em relação ao Algarve.

  • Câmara de Mourão entrega cantis de metal

    Câmara de Mourão entrega cantis de metal

    A autarquia pretende, a pouco e pouco, acabar com a utilização de plástico no consumo de água e retirar, assim, de circulação milhares de toneladas de plástico.

    «Estamos a fazer uma convocatória aos colegas do universo da Câmara Municipal de Mourão para combaterem o uso do plástico», justificou o presidente da câmara municipal, João Fortes, «ao tomar parte num gesto que doravante é diário, ou seja, cada funcionário encher a sua própria garrafa de metal num dispensador de água».

    «São ações muito simples que qualquer um pode seguir e, para isso, a Câmara está a fornecer garrafas a quem trabalha nos gabinetes ou para aqueles que trabalham no exterior, levando a que lentamente vamos abandonando as garrafas de plástico que tem imensas repercussões negativas sobre o ambiente e sobre a própria biodiversidade, nomeadamente nos Oceanos», disse ainda.

  • Aproveitamento das águas mortas de Odeleite

    Aproveitamento das águas mortas de Odeleite

    O ministro estava de visita à empreitada de execução do sistema de elevação de água para o túnel de Odeleite – Beliche – Lote A, de remodelação e adaptação da comporta de isolamento da tomada de água para o túnel, na Barragem de Odeleite, no concelho de Castro Marim.

    A nova versão da dessalinizadora produzirá 24 hectómetros cúbicos de água doce, em vez dos dezoito inicialmente previstos, tendo considerado que é o momento próprio de se fazer tal investimento.

    O Estudo de Impacte Ambiental referente a duas possíveis localizações faz parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tal como a obra que o ministro visitou perto da aldeia de Choça Queimada. Porém a obra ainda não tem essa fonte como garantia, o que levou o ministro a dizer que se não o conseguia recorreria a ouras fontes.

    Sobe também de 40 para cinquenta milhões o valor do investimento previsto.

    Já a obra na barragem, relativa à eficiência hídrica, estima-se que estará concluída dentro de mês e meio e terá custado 183 mil euros.
    A intervenção tem por objetivo a preparação da comporta da tomada de água do túnel de água entre a albufeira de Odeleite e do Beliche, para permitir aproveitar o volume morto daquela albufeira, elevando para o Beliche.

    visita do ministro do ambiente 1 odeleite
    visita do ministro do ambiente 1 odeleite
  • Barragem de Alqueva atinge 146,5 metros de altura

    Barragem de Alqueva atinge 146,5 metros de altura

    A EDIA anunciou que Alqueva continua a subir, tendo registado hoje, dia 26 de dezembro, às 07:00, a cota 149,52 m, o que representa um volume armazenado de 3.521 hm3 e corresponde a 85% do armazenamento total da barragem.

    Desde dia 1 de dezembro, a albufeira de Alqueva subiu mais de 5 m e encaixou 924 hm3 de água. A empresa lembra que o Alqueva tem atualmente uma área de regadio direta de 130 mil hectares e garante ainda água aos regadios confinantes, bem como aos sistemas de abastecimento público e industrial.

    O armazenamento máximo da barragem de Alqueva é de 4.150 hm3, à cota máxima de 152 m.

  • Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    Lago de Alqueva já recuperou do Guadiana a água fornecida em 2022

    As gerações que sempre lutaram e continuam a solicitar que se aproveitem as possibilidades de regularização dos caudais excessivos podem sentir-se compensadas com estas notícias, uma vez que as possibilidades de chuvas sobre a bacia do Guadiana distribuem-se de forma irregular ao longo das décadas, ora em anos de chuvas torrenciais ora em anos de aridez pronunciada.

    É natural que a situação ainda venha a apresentar mais melhorias neste Inverno, dado que a sabedoria antiga identifica como altamente chuvoso, sempre que Lua Nova coincide com as proximidades do equinócio de Setembro, o que foi o caso do ano em curso.

    A EDIA identificou, desde 1 de dezembro uma subida do nível da água na albufeira de perto de 3,5 metros, aproximando-se da cota 148 metros. A albufeira encaixou mais de 600 milhões de metros cúbicos e tem cerca de 3.180 milhões de metros cúbicos de água armazenados, correspondendo a 76,75% da sua capacidade máxima.

    Na sua capacidade total de armazenamento, de 4.150 milhões de m3, à cota de 152 metros, o Alqueva abrange uma área de 250 quilómetros quadrados e mais de 1.100 quilómetros de margens.

    As comporta da barragem do Alqueva fecharam em 08 de fevereiro de 2002 e atingiu o pleno armazenamento por quatro vezes, durante estes quase 23 anos, efetuando algumas vezes descargas controladas

  • Contingência no Algarve para combater a seca

    Contingência no Algarve para combater a seca

    Durante o mês de agosto e muito provavelmente também em setembro, vão estar encerradas as piscinas com exceção das abertas nos territórios mais do interior, imobilizadas as fontes ornamentais, exceto para a manutenção, reduzidos os dias de rega e cessar a rega dos espaços verdes públicos relvados, com reconversão por espécies autóctones e com necessidades menores de disponibilidade hídrica.

    Estas medidas foram decididas pelos municípios algarvios, tendo estado presente Pedro Coelho, diretor da ARH Algarve/APA, Agência Portuguesa do Ambiente.

    Se algumas medidas já estavam a ser aplicadas existem outras que apenas serão tomadas ou reforçadas durante as próximas semanas, uma vez que a região está com «cenário de seca», em alguns casos extrema.

    Cada município vai agora tentar sensibilizar a própria população para a gravidade do problema e para a urgência na redução dos consumos de água. As medidas já em vigor tinham avançado desde o início de março.

    De recordar que a AMAL está também, em concertação com os municípios, empresas municipais e empresas concessionárias de exploração e gestão dos serviços públicos de distribuição de água, a investir no «controlo ativo de perdas de água e na reabilitação de infraestruturas, numa das medidas enquadradas no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência».

  • Vila Real de Santo António recusa aumento da água a empresa privada

    Vila Real de Santo António recusa aumento da água a empresa privada

    O PSD, tinha a maioria quando a autarquia realizou o contrato de concessão. Agora, sem o apoio do PSD que se absteve, e com a maioria dos outros vereadores, o município recusou a proposta de aumento do preço da água.

    O Partido Socialista emitiu um comunicado em apoio da medida da autarquia verberando a posição do PSD que com a sua abstenção «mostrou que não é capaz de colocar-se ao lado das populações e não tem coragem de dizer não àqueles que estão a obter lucros chorudos à custa dos munícipes».

    Em breve mais pormenores.

  • Perguntas da PAS sobre a área agrícola no Algarve

    Perguntas da PAS sobre a área agrícola no Algarve

    A PAS, Plataforma Água Sustentável, chegou à conclusão que a água da barragem e de aquíferos subterrâneos, de melhor qualidade e mais barata, irá servir os interesses da agricultura intensiva, enquanto aa dessalinizadora, que disponibiliza água de mais baixa qualidade e muito mais cara, fica para consumo humano, onerando as despesas das famílias.

    Esta conclusão foi retirada da anunciada a criação no Algarve do primeiro aproveitamento hidroagrícola de múltiplas origens do país, quando, em declarações públicas, o Diretor Regional da Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Alg).

    Ele afirmou que, no projeto piloto, onde se pretende pretende investir três a quatro milhões de Euros de dinheiros públicos para beneficiar 500 a 600  hectasres, incluindo duas grandes explorações de monocultura de abacates, o investimento consiste em obras a levar a cabo no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, a água a utilizar na agricultura terá três origens diferentes: a utilização de águas residuais tratadas da ETAR de Vila Real de Santo António, a requalificação e utilização de furos, que não estavam a ser usados e que serão recuperados, e água das barragens do sistema Beliche – Odeleite, cuja capacidade pensam aumentar com o transvase do Pomarão.

    «O que se perfila é que, em vez de se adaptar os consumos aos recursos hídricos que temos, a pretexto de uma pretensa eficiência hídrica e económica, se vão consumir e poluir as águas dos aquíferos do Sotavento que deveriam ser preservadas e constituir uma reserva estratégica para consumo humano», segundo a Plataforma.

    Foi nesse sentido que decidiram questionar a Direção Regional de Agricultura e Pescas e os seus parceiros neste investimento, nomeadamente à APA, perguntado se área agrícola a beneficiar existe, ou vai ser criada e/ou alargada e onde precisamente se encontram geolocalizados os 600ha mencionados.

    Querem saber os nomes das duas grandes empresas a beneficiar com este sistema, se estão sediadas em Portugal e são detentoras de TURH (Títulos de Utilização de Recursos Hídricos) válidos.

    Perguntam também em que secção do Plano de Eficiência Hídrica do Algarve- PREHA vem descrito este projeto como uma das «intervenções mais estruturais».

    Da série de perguntas constam ainda perguntas se as orientações da CE sobre a inadequação de investimento em plantas com exigências hídricas elevadas e inadequadas às capacidades hídricas de uma determinada zona foram tomadas em consideração; se este aproveitamento hidroagrícola de múltiplas origens respeita o Plano Nacional  de (água) gestão integrada de recursos hídricos, será acatada a exigência de cumprir  um Plano de Gestão de Rega e de Uso de Fertilizantes e Pesticidas, especialmente importante no caso de explorações com culturas inadaptadas às características climáticas do Algarve.

    Querem daber, ainda, se haverá, sobretudo nas grandes explorações a beneficiar, uma atenção especial na implementação das medidas de regulação, monitorização e fiscalização da eficiência hídrica nas origens do consumo agrícola, se os normativos da RAN, da REN e eventualmente da Rede Natura 2000 nessa área de 600 a a beneficiar, são respeitados e, finalmente, se existe estudo e uma Avaliação de Impacto Ambiental para esse aproveitamento hidroagrícola.

    A PAS insta as entidades responsáveis «a responder publicamente a estas perguntas e manifesta o mais profundo desagrado e oposição à operacionalização do investimento para este primeiro aproveitamento hidroagrícola de múltiplas origens do país, porque pretende gastar o dinheiro que é de todos para, aparentemente, beneficiar maioritariamente duas empresas privadas em prejuízo do interesse público e hipotecando o futuro das novas gerações».

    2 A PAS, Plataforma Água Sustentável, é constituída por A Rocha Portugal, Água é Vida, Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, CIVIS – Associação para o Aprofundamento da Cidadania, Ecotopia Activa,  FALA-Forum Ambiental do Litoral Alentejano, Faro 1540- Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, Glocal Faro, LPN –  Associação Nacional de Conservação da Natureza, ProBaal, Quercus, Regenerarte- Associação de Proteção e Regeneração dos Ecossistemas e Associação.

  • Plantar água na Serra do Caldeirão

    Plantar água na Serra do Caldeirão

    O objetivo e o disseminar as boas práticas junto dos proprietários florestais, da comunidade técnica e científica e das entidades locais e regionais, e o sensibilizar da comunidade local na preservação ativa da sua floresta.

    O projeto Plantar Água, que teve início em 2019, tem como objetivo o restauro ecológico de várias áreas afetadas pelo incêndio florestal da Catraia em 2012 que devastou cerca de 25.000 hectares de floresta no coração da Serra do Caldeirão.

    Através da instalação de mais de 50 mil árvores e arbustos mediterrânicos em 100 hectares da Serra, pretende-se restaurar e devolver ao território a sua água, para todos os usos, bem como recuperar a qualidade dos habitats, biodiversidade e ecossistemas.

    Com o objetivo de assegurar a continuidade e expansão deste projeto, a ANP|WWF está neste momento empenhada em encontrar mais financiamento que permita o restauro ecológico desta região.

  • Caudais no Baixo-Guadiana em debate Ibérico

    Caudais no Baixo-Guadiana em debate Ibérico

    Em FOZ – GuadianaDigital assistimos ao debate e ainda hoje vamos dar nota aos nossos leitores das conclusões e do enquadramento, com destaque para os aproveitamentos para as bacias dos rios Tinto, Piedras e Odiel, a partir do Chança e do conjunto de Barragens Beliche-Odleite e aproveitamentos em todo o Algarve, a partir do Pomarão.

    O encontro contou com os oradores como Afonso do Ó e Rafael Seiz, especialistas em Água na ANP|WWF e WWF Espanha, respetivamente, Inmaculada Pulido Calvo, investigadora da Universidade de Huelva, Amparo Sereno, investigadora da Universidade Autónoma de Lisboa, André Matoso e Pedro Coelho, Diretores Regionais do Alentejo e do Algarve (respetivamente) da APA e Laura Díaz, Técnica da Dirección General del Agua (DGA).

  • Gestão integrada da água na AM de Lagos

    Com a participação do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da Região do Algarve, José Apolinário, realiza-se, nesta segunda-feira, a sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lagos, está hoje em debate a gestão integrada e sustentável da água no Concelho de Lagos,.

    A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as Águas do Algarve e Associação de Regantes e Beneficiários do Alvor, vão tambémm estar presentes no Auditório do Edifício dos Paços do Concelho Século XXI, em Lagos

  • Regantes espanhóis manipulam caudais no Alto Guadiana

    Regantes espanhóis manipulam caudais no Alto Guadiana

    A denúncia foi tornada pública pela Confederação Hidrográfica do Guadiana, podendo as penalidades contra os falsificadores excede, se for o caso, 50.000 euros. O objetivo anunciado pela CHG é o de «consciencializar os utilizadores da água e chamar a atenção para a responsabilidade». A CHG releva que estas ações «resultam em detrimento de todos».

    Antes do início da Campanha de Irrigação, a Confederação Hidrográfica de Guadiana verificou, no âmbito das ações de controlo e vigilância do domínio público hidráulico que realiza, «a manipulação de três medidores volumosos instalados em captações de águas subterrâneas no Slto Guadiana, através de diferentes procedimentos (ímãs, fios, hastes)».

    Como já foi dito em outras ocasiões, salienta aquele organismo do Governo espanhol, «tais atos podem constituir crime contra o meio ambiente e os recursos naturais. As penalidades excederão, se for caso disso, 50.000 euros e implicarão o processamento das extinções dos direitos de uso da água desses usos».

    A Lei das Águas do país vizinho prevê que os detentores de concessões administrativas de água, tanto subterrâneas quanto superficiais, e todos aqueles que, por qualquer título, tiverem direito ao uso exclusivo da água, sejam obrigados a instalar e manter os sistemas de medição correspondentes que garantam informações precisas sobre os fluxos de água efetivamente consumidos ou utilizados e, quando apropriado, retorna.

    Os medidores de fluxo fornecem informações sobre os fluxos de água utilizados para garantir o respeito aos direitos existentes, medir o volume de água efetivamente consumida ou utilizada, permitir o planejamento e o gerenciamento corretos dos recursos e garantir a qualidade da água.

  • Abastecimento do Campo de Calatrava em licitação

    Abastecimento do Campo de Calatrava em licitação

    O projeto visa‎ ‎resolver permanentemente o problema do abastecimento de água potável‎ aos municípios de Campo de Calatrava e o valor estimado do contrato é de 962.945,81 euros. ‎

    ‎O principal objetivo do‎ é estudar‎ ‎a atual situação de‎ ‎abastecimento das populações que fazem‎ ‎parte do Consórcio de‎ Abastecimento Vega de Jabalón, por forma a complementar a outras populações que compõem o ramo sudoeste até Ciudad Real.

    A licitação contempla um estudo de soluções que incluam as diferentes‎ ‎alternativas de conexão‎ ‎com o Sistema Geral da Planície de Manchega e o desenvolvimento, no nível‎ ‎do projeto construtivo, da solução selecionada como a mais adequada, com o objetivo final de resolver permanentemente o problema do abastecimento de água potável para o Campo de Calatrava, e, ao mesmo‎
    ‎tempo, melhorar a garantia de fornecimento da capital de Ciudad Real e outras populações da Comunidade de Gasset‎.