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Etiqueta: ACP

  • Sand Race de Monte Gordo afirma-se

    Sand Race de Monte Gordo afirma-se

    No segundo dia de competição, 23 de novembro, as atenções centraram-se nas provas de motos e quads. Na corrida principal de motos, o britânico Todd Kellett, aos comandos de uma Yamaha, reafirmou a sua supremacia ao conquistar a vitória, consolidando a sua liderança na Taça do Mundo de Corridas na Areia. 

    Entre os pilotos portugueses, destacaram-se Luís Outeiro e Paulo Alberto, ambos em Yamaha, que alcançaram posições de relevo na classificação geral.

    Na competição de quads, o francês Keveen Rochereau, pilotando uma Honda, repetiu o triunfo do dia anterior, assegurando a vitória na Monte Gordo Sand Race. 

    O francês Pablo Violet completou o pódio, mantendo-se na disputa pelo título mundial.

    O evento não se limitou às competições desportivas, oferecendo um programa diversificado de animação, incluindo desfiles, exibições de trial e concertos, proporcionando uma experiência completa para os visitantes. 

    A organização, que decorreu a cargo do Automóvel Club de Portugal (ACP) e do Município de Vila Real de Santo António, sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP), foi amplamente elogiada, contribuindo para o sucesso do evento.

    A Monte Gordo Sand Race reafirmou-se, assim, como uma competição de referência no panorama internacional das corridas em areia, destacando-se pela qualidade dos participantes e pela excelente organização.

    A autarquia agradeceu a presença da população do concelho e considerou que o evento se saldou por um sucesso, tendo parabenizado os pilotos e prometendo a continuidade da prova no ano de 2025.

    Durante o fim-de-semana os Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António e Castro Marim estiveram na Praia de Monte Gordo, no dispositivo de prevenção do SAND RACE 2024, de forma a garantir a segurança dos desportistas o dos visitantes.

    Contaram com a colaboração dos Bombeiros de Tavira e S. Bartolomeu de Messines em ajuda na materialização do dispositivo de socorro.

    Paulo Alberto obteve o 11º lugar no Campeonato Mundial de Corridas na Areia (Sand Races World Cup).

    A Yamaha Monster Energy Geração, a que o piloto pertence afirmou que a prova serviu «como uma excelente oportunidade de aprendizado para Paulo Alberto, que está focado em sua preparação para a temporada de 2025».

    O evento serviu-lhes,tal como o Supercross de Paris disputado no fim de semana anterior, como parte do plano de recuperação e fortalecimento do piloto, que recentemente passou por uma lesão no Campeonato Brasileiro de Motocross em Interlagos.

    A Yamaha demonstrou seu domínio na competição, conquistando as três primeiras colocações. Todd Kellet, atual campeão e líder da temporada, ficou em primeiro lugar, seguido por Jérémy Hauquier em segundo e Valentin Madoulaud em terceiro. Todos os pilotos utilizaram a motocicleta Yamaha YZ450F, incluindo Paulo Alberto, destacando a superioridade da marca na modalidade.

    Com os olhos voltados para a próxima temporada, Paulo Alberto continua sua trajetória de recuperação e preparação, visando alcançar novos patamares em 2025.

  • Motas e Quads da Sand Race  na Marquês de Pombal

    Motas e Quads da Sand Race na Marquês de Pombal

    Com um circuito ampliado para seis quilómetros, a etapa vai reunir «os melhores pilotos de motos e quads do mundo junto à costa algarvia».

    A competição oficial é dividida em quatro corridas principais: no dia 23 de novembro, a Corrida de Motos, às 12h45, e a Corrida de Quads, pelas 15h30; e no dia 24, a Corrida de Motos (13h45) e a Corrida de Quads (15h30).

    Outras atividades

    A festa começa na sexta-feira, 22 de novembro, com as verificações técnicas das motos e quads, entre as 18h00 e as 22h00, junto ao cais de embarque, em Vila Real de Santo António (VRSA).

    A partir das 19h00, as máquinas estarão expostas na Praça Marquês de Pombal.

    No sábado, 23 de novembro, as atividades começam com o desfile das motos e quads desde Vila Real de Santo António até Monte Gordo, às 10h30. Durante o dia, e já em Monte Gordo, o público poderá assistir aos Monster Show Trials (11h30, 14h30 e 17h00).

    O sábado termina com um programa noturno de animação musical, incluindo o concerto «Stoned – Rolling Stones Tribute», às 18h00, ao qual se segue as atuações dos DJs Dominique (21h30) e Jonny V (23h00).

    No domingo, 24 de novembro, a animação continua com mais três momentos de Monster Show Trials, às 12h30, 15h00 e 16h20. O evento culminará com a entrega de prémios, às 17h00, e o concerto dos «Cookie Monsters», às 18h00, encerrando assim a programação.

  • Monte Gordo Sand Race

    Monte Gordo Sand Race

    Reúne pilotos de motos e quads de todo o mundo, para disputar a penúltima prova desta prestigiada competição internacional.

    Vai ser a quinta de seis etapas do campeonato, sendo a prova final, disputada em Hossegor-Capbreton, França, no final de novembro.

    Nesta segunda edição, a Monte Gordo Sand Race reforça o seu estatuto no cenário mundial, integrando um calendário de seis provas que percorrem a França, a Argentina, a Itália e Portugal.

    O evento português é uma das competições fundadoras da Taça do Mundo FIM de Corridas em Areia, ao lado de clássicos como o Enduropale du Touquet (França), o Enduro del Verano (Argentina) e o Bibione Sand Storm (Itália).

    A edição de 2024 inclui ainda as provas Ronde des Sables de Loon Plage e Ronde des Sables Hossegor/Capbreton, ambas em França.

    Desportivamente, segundo a organização, uma das grandes novidades deste ano é o aumento da pista para 6 quilómetros, o que garante maior segurança para os pilotos e melhores condições de visibilidade para os milhares de espetadores esperados.

    O percurso é desenhado para proporcionar momentos de grande adrenalina, com desafios que prometem uma competição intensa junto à linha de costa.

    A competição será dividida em duas rondas, com a primeira a decorrer no sábado, 23 de novembro, e a segunda no domingo, 24 de novembro. A classificação final será determinada pela soma dos tempos das duas voltas.

    O evento começa oficialmente no dia 22 de novembro, com as verificações técnicas, e inclui uma exposição pública das motos na Praça Marquês de Pombal, em Vila Real de Santo António, permitindo que o público tenha contacto direto com as máquinas e os pilotos.

    No dia 23 de novembro, antes do início da prova, os veículos irão desfilar pelas ruas da cidade até ao local da competição no areal da praia de Monte Gordo.

    A Monte Gordo Sand Race é coorganizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pelo município de Vila Real de Santo António, sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP).

  • Lisboa desliga painéis publicitários

    O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa «acolheu provisoriamente» a providência cautelar do Automóvel Club de Portugal (ACP) com o objetivo de impedir o funcionamento dos painéis digitais das empresas JCDecaux e MOP.

    Segundo a Lusa, o ACP, a providência cautelar visa impedir o funcionamento de painéis luminosos de grandes dimensões, já instalados, bem como não permitir a instalação de novos painéis desta natureza.

    O ACP considera os painéis digitais de grande formato como um fator de distração à condução e um risco enorme para a segurança de todos, condutores e peões.

  • Poucos clássicos abandonaram as 500 milhas

    Poucos clássicos abandonaram as 500 milhas

    Com quase duas décadas de história, as 500 Milhas ACP são um dos maiores e mais importantes ralis de regularidade da Península Ibérica.

    Não apenas pela quantidade e qualidade dos automóveis que participam, compreendidos entre as décadas de 1950 e 1970, mas também pelo desafio muito particular de percorrer, num único dia, a mais longa estrada da Europa: a emblemática Estrada Nacional 2 de Portugal.

    Este ano, a caravana atravessou a Nacional 2 no figurino original, de norte para sul, desde o Km 0 em Chaves, até ao Km 738 em Faro, com as 500 Milhas a terminarem em Olhão, no porto de recreio daquela cidade algarvia, já ao início da madrugada. Com um total de 77 equipas inscritas.

    Esta foi uma das edições mais concorridas de sempre uma das mais duras, pelas condições atmosféricas que os concorrentes enfrentarem na travessia de Portugal continental, com períodos de chuva, trovoada e até granizo.

    Apesar de alguns dos clássicos das 500 Milhas ACP terem sido fabricados há mais de 70 anos, a taxa de abandonos foi muito reduzida, já que mais de 90 por cento das equipas conseguiu completar as 19 especiais de regularidade e chegar até Olhão, inclusive atravessando a Serra do Caldeirão, já noite dentro e após muitos quilómetros de percurso.


    Nunca digas nunca

    Além do estado irrepreensível de máquinas históricas, também o nível de preparação das equipas era altíssimo, já que a discussão pela vitória nas diferentes categorias (consoante o ano de fabrico do carro) durou, literalmente, até aos últimos quilómetros.

    Trata-se de uma realidade que poderá ser explicada, em parte, pelo curso de navegação para regularidade do ACP, disponível online.

    Para se perceber as curtas diferenças no topo da classificação, no concelho de Almodôvar, imediatamente antes da entrada no Algarve, apenas 9,8 segundos separavam as oito equipas menos pontuadas da prova!

    No final, foram escassos 2 segundos a decidir a vitória na Categoria F, ganha por Nuno Serrano e Tiago Caio, num Porsche 912 Coupé de 1968, logo na frente de Evandro e Adriana Gueiros, num Porsche 911 E 2.2 de 1970. O pódio ficou completo com a equipa de Jorge Magalhães Correia e Eduardo Carpinteiro Albino, noutro Porsche 911 E de 1968.

    Na Categoria E, reservada aos automóveis mais antigos, a emoção também durou até à chegada, em Olhão, onde apenas 5,3s separavam os vencedores, Pedro Carregosa e Ekta Sureschandre, no belo Jaguar Mk2 3.8 de 1960, do raro Fiat Derivazione Abarth de 1959 conduzido por Nuno Pereira de Melo e navegado por Francisco Pereira de Melo.

    Outro exemplar belíssimo, o MG A de 1959 de Pedro e Duarte Brito, completou o pódio da Categoria E.

    a Categoria G, Sancho Ramalho e António Caldeira levaram o seu Alfa Romeo 2000 GTV de 1973 à vitória, com 5,7s de vantagem sobre Luís Miguel Garcia e João Serôdio, num Fiat 124 Special T 1600, de 1974.

    Victor Júlio e José Santos Madeira também estiveram em evidência, com o Lancia Fulvia 1.3 de 1972, conseguindo o derradeiro lugar do pódio.
    Depois de mais uma edição de sucesso, a equipa do ACP Clássicos já aponta baterias à 20ª edição das 500 Milhas ACP, em 2025.

  • Desafio nas 500 milhas de Chaves a Faro

    Desafio nas 500 milhas de Chaves a Faro

    Quase 80 automóveis clássicos vão alinhar alinham à partida nas 500 Milhas ACP, um dos maiores ralis de regularidade da Península Ibérica.

    A caminho das duas décadas de história, as 500 Milhas ACP regressam ao seu figurino original e levam 77 equipas a percorrer a maior estrada da Europa, a Estrada Nacional 2, para atravessarem Portugal de norte a sul.

    A 19.ª edição da prova do Automóvel Club de Portugal atraiu uma das maiores listas de inscritos de sempre, com 77 clássicos produzidos nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Entre os participantes, destaque para o carro mais antigo, um Jaguar , um dos exemplares com mais de 70 anos que vão enfrentar o desafio de percorrer toda a EN2.

    Outra raridade em prova é um AC Aceca de 1960, mais um destaque numa lista diversificada e que inclui modelos históricos de asmarcas como a Porsche, MG, Austin Healey, Mercedes-Benz, Alfa Romeo, Fiat, BMW, Simca, Morris, Volvo, Triumph, Peugeot, Volkswagen, Lancia, Citroën, Toyota e Opel.

    Uma odisseia de Trás-os-Montes ao Algarve

    Os concorrentes vão disputar um total de 19 setores de regularidade, divididos em duas etapas, a exigirem perícia e precisão, por entre algumas das mais belas paisagens do país. A concentração de máquinas e pilotos acontece na próxima sexta-feira, em Chaves, no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, com a partida do primeiro concorrente a acontecer na manhã de sábado, logo às 06h01, no Km 0 da Nacional 2.

    Os concorrentes rumam a sul e passam por Santa Marta de Penaguião, Lamego, Castro Daire, Tondela, Sertã (local do almoço), Abrantes, Mora, Ferreira do Alentejo, Almodôvar e Faro, que marca o final da EN2, com a chegada da prova a acontecer no Porto de Recreio de Olhão, cidade algarvia que também recebe o jantar e a entrega de prémios.

    Em 2023, as 500 Milhas ACP tiveram emoção e indecisão mesmo até aos últimos quilómetros quanto aos vencedores de cada categoria, além de terem registado uma elevada percentagem de concorrentes a concluir a prova, atestando a excelente preparação das máquinas e equipas.

    Além de um dos maiores e mais importantes ralis de regularidade da Península Ibérica, as 500 Milhas ACP são também uma jornada de descoberta da história e dos territórios atravessados pela Estrada Nacional 2, uma oportunidade única para ver verdadeiras máquinas do tempo num desafiante périplo pelo país.

    PROGRAMA 500 MILHAS ACP

    19 de abril (sexta-feira)

    15h00 / 19h00 – Verificações – Chaves – Estacionamento junto ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

    Após as verificações, as viaturas ficam em exposição durante o resto do dia e noite.

    20 de abril (sábado)

    • 06h01 – Partida do Km 0 em Chaves para o primeiro concorrente
    • 13h00 – Almoço na Sertã
    • 21h38 – Chegada ao Porto de Recreio de Olhão para o primeiro concorrente
    • 22h00 – Jantar e entrega de prémios – Olhão

    HORAS DE PASSAGEM

    • 07h35 Santa Marta de Penaguião
    • 08h10 Lamego
    • 08h52 Castro Daire
    • 09h45 Viseu  
    • 11h05 Penacova
    • 11h42 Góis  
    • 12h30 Pedrogão Grande
    • 13h00 Sertã  
    • 15h00 Abrantes
    • 15h45 Domingão / Ponte de Sor
    • 16h38 Ciborro 
    • 17h30 Escoural
    • 18h05 Torrão
    • 18h22 Odivelas / Ferreira do Alentejo
    • 19h23 Ervidel 
    • 20h00 Almodôvar


  • Monte Gordo Sand Experience já aquece motores

    Monte Gordo Sand Experience já aquece motores

    É o ano de estreia e srás em Portugal o encerramento da temporada com provas já realizadas em França e na Argentina.

    Até ao momento, está prevista a presença de mais de uma centena de pilotos com inscrição assegurada, embora longe dios objetivos inicialmente anunciados.

    A corrida é totalmente inédita em Portugal e conta com os melhores pilotos do mundo na especialidade e diversos campeões portugueses.

    A nova competição

    Esta competição é disputada sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) e conta em Portugal com a organização desportiva da equipa do Automóvel Clube de Portugal, instituição centenária do desporto automóvel,regista a participação de pilotos de oito nacionalidades distintas estando os estrangeiros em maioria: 76 em moto, dos quais 33 portugueses e 27 em quad, sendo 9 portugueses.

    O areal da praia de Monte Gordo foi o cenário escolhido para esta derradeira jornada que conta com um circuito único que se desenvolve ao longo de cinco quilómetros para a corrida de hora e meia para motos e de uma hora para quads.

    Entre os cotados pilotos estrangeiros a auatarquia dá destaque, nas motos, para o líder e vencedor das duas corridas disputadas em França e Argentina, o britânico Todd Kellet, que aos comandos de uma Yamaha terá como adversário na luta pelo título o belga Yentel Martens em Honda. Do Top 5 da Taça do Mundo regista-se a presença do também belga e igualmente em Honda Daymond Martens e do francês Camille Chapeliere em KTM.

    Entre os quad, onde a luta pelo título promete ser mais renhida já que a diferença entre os dois primeiros é mais curta, os cabeças de cartaz são os franceses Michel Trannin e Pablo Violet, o primeiro em Honda e o segundo em Yamaha, que se apresentam separados por cinco escassos pontos.
    é salientado que, no Top 10 desta disciplina, se encontram dois pilotos portugueses radicados em França, Nuno Gonçalves, e Paulo Fernandes, respetivamente 8º e 10º da classificação.

    sandexperience

    A participação lusa suscita enorme curiosidade já que nenhum dos mais destacados pilotos nacionais participou anteriormente em provas desta natureza.

    Vindos do motocross vão estar em Monte Gordo Paulo Alberto, que compete no Brasil desde 2013 e acumula títulos nacionais nos dois países – Brasil e Portugal, Luís Outeiro que foi recentemente o representante luso na classe MXGP no Motocross das Nações e André Sérgio, vice-campeão nacional de Motocross MX1 e que recentemente foi 2º classificado na Baja Portalegre 500.

    Vindos do Todo-o-Terreno estarão os campeões nacionais absoluto de moto e quad, António Maio e Luis Fernandes, ambos em Yamaha e o campeão Júnior Moto João Duarte em Honda.

    A Monte Gordo Sand Experience conta ainda com a participação feminina da francesa Mathilde Denis, em Honda, e da belga Amandine Verstappen, em Yamaha, nas motos e da francesa Nathanaelle Abgrall, em Yamaha, nos Quad.

    A Monte Gordo Sand Experiencie tem início no dia 17 de novembro, com o reconhecimento do circuito a pé na Praia de Monte Gordo e as verificações administrativas e técnicas no centro desportivo de Vila Real de Santo António.

  • Taça do Mundo de Corridas na Areia em Monte Gordo apresentada em Lisboa

    Taça do Mundo de Corridas na Areia em Monte Gordo apresentada em Lisboa

    «Quisemos criar um novo evento âncora que seja simultaneamente um polo de atração de pessoas ao concelho no mês de novembro, na época baixa, gerando um impacto significativo na economia local e promovendo o nosso território em dezenas de países, através desta competição mundial», apontou realçando o Plano de Valorização Ambiental criado para o evento. «Temos a melhor praia do mundo e vamos continuar a ter a melhor praia do mundo», garantiu, uma vez que existem críticas em relação à hipótese de danos ambientais.

    Carlos Barbosa, presidente do ACP destacou a aposta da autarquia local na equipa da organização que dirige, observando que «A Câmara (Municipal) de Vila Real de Santo António fez uma grande aposta ao criar este evento no mês de novembro e tenho a certeza de que teremos milhares de pessoas em Monte Gordo, inclusive espanhóis. O ACP não é só automóveis, temos capacidade para organizar estes eventos de motos e vamos garantir um grande final para a Taça do Mundo», comprometeu-se.

    A Prova

    O que está previsto, para os dias entre 17 e 19 de Novembro, é que o extenso areal da praia de Monte Gordo receba a Taça do Mundo FIM de Corridas em Areia.

    Trata-se de uma competição inédita em Portugal, onde esperam trazer centenas de pilotos de motos e quads ao Algarve, para correr um circuito com cerca de cinco quilómetros, integralmente em areia, destaque de um festival de desportos motorizados promovido pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e organizado pelo ACP.

    Monte Gordo Sand Experience é a etapa portuguesa da nova Taça do Mundo de Corridas em Areia, introduzida este ano pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e procura aproveitar as condições naturais e as infraestruturas hoteleiras da Baía de Monte Gordo.

    A prova será marcada pela presença de alguns dos melhores pilotos internacionais de enduro, rally-raid e motocross. O desafio é percorrer um circuito com cerca de cinco quilómetros de extensão, totalmente disputado no areal da praia de Monte Gordo, numa prova que vai consagrar o primeiro vencedor da Taça do Mundo de Corridas em Areia.

    Portugal recebe a terceira e última etapa do calendário, num evento destinado a pilotos de motos e quads, com duas corridas por dia durante os três dias do evento.

    A prova é promovida pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António conta com a organização do Automóvel Club de Portugal e a competição da FIM arrancou no emblemático Enduropale du Touquet, em fevereiro, onde mais de 2.000 concorrentes disputaram a famosa prova francesa.

    Três semanas depois, a Taça do Mundo atravessou o Atlântico Sul rumo à Argentina, para o Enduro del Verano, com a presença de algumas estrelas sul-americanas do Dakar.

    Agora, o título mundial da modalidade decide-se em Portugal, com a organização desportiva a cargo do Automóvel Club de Portugal, sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo e da Federação de Motociclismo de Portugal.
    O britânico Tod Kellet é favorito ao título, Paulo Alberto está entre a elite.

    Alguns dos nomes mais famosos da modalidade já estão confirmados no Monte Gordo Sand Experience, como o atual líder da Taça do Mundo, Tod Kellet (Yamaha). O britânico venceu as duas provas da competição até ao momento, disputando o título mundial em Monte Gordo com o belga Yentel Martens (Honda), atual segundo classificado e filho do ex-campeão do Mundo de Motocross, Jacky Martens. Outra estrela das areias que estará em Portugal é o francês Milko Potisek (Yamaha), triplo vencedor do Enduropale du Toquet.

    Paulo Alberto (Yamaha) será uma das grandes atrações para o público português em Monte Gordo. O pluricampeão português e brasileiro de Motocross e Supercross vai interromper a sua época no Brasil para viajar até ao Algarve, onde vai competir com os melhores especialistas mundiais das corridas em areia. Espera-se um forte contingente nacional na estreia da Taça do Mundo em Portugal, embora as inscrições ainda estejam a decorrer.

    O Público terá vista privilegiada para a ação

    Com um circuito mais curto do que o das duas provas anteriores, a visibilidade para o público é um dos grandes atrativos do Monte Gordo Sand Experience. Estarão disponíveis três localizações com uma vista privilegiada para toda a área de competição: rooftops para uma visão mais elevada; um imenso passadiço na praia – que oferece uma posição sobrelevada em relação ao percurso; e uma área reservada no areal, onde um dos principais motivos de interesse é a proximidade com os pilotos.

    Ao longo da avenida marginal de Monte Gordo, serão dinamizadas várias atividades dedicadas ao público, que terá também à sua disposição um Fun Park para toda a família. Uma extensa zona de exposição dedicada às marcas e à venda de merchandising será ponto de paragem obrigatório para os amantes das duas rodas. A tudo isto, soma-se a vasta área de restauração da praia de Monte Gordo.

    Há um Plano de Valorização Ambiental para a sustentabilidade da prova

    Para evitar qualquer impacto ambiental, foi criada uma equipa técnica responsável pela elaboração, implementação e monitorização do Plano de Valorização Ambiental.

    Este plano agrega um conjunto de projetos e ações consideradas importantes na redução da pegada de carbono associada à realização do evento e no controlo dos eventuais impactos que as atividades possam gerar.

    Estão igualmente previstas ações como a plantação de pinheiros, a distribuição de informação relativa a boas práticas e o reforço dos equipamentos de recolha de resíduos indiferenciados e recicláveis. O circuito será também desenhado de forma a permitir que o público aceda com facilidade, utilizando os acessos existentes (passadiços) e não outros. A prova reúne também todos os pareceres necessários para a sua realização, emitidos pelas entidades competentes.

    De forma a monitorizar a qualidade do areal e da água serão realizadas, pela ARHAlg, análises aos parâmetros microbiológicos e aos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PHAs).

    A recolha das amostras da areia será efetuada em três momentos distintos, nomeadamente, antes da movimentação das areias, necessárias para a criação do circuito das provas, no dia útil imediatamente a seguir à realização do evento e após a regularização do areal. Todas as movimentações de areias a realizar serão as mínimas possíveis, sendo as mesmas repostas no local logo que termine a prova.

    Autarquia e ACP realçam parceria

  • PSD não concorda com as motas na praia de Monte Gordo

    PSD não concorda com as motas na praia de Monte Gordo

    Qualificam a realização da prova como um «retrocesso na política de ambiente e na estratégia turística de VRSA, porque a mesma vai degradar a imagem ambiental e paisagística do turismo de VRSA, ao meter 250 motos nos areais da Praia de Monte Gordo», entendendo que «o ACP aufere e a Câmara paga cem mil euros».

    Não é apenas a verba prevista que desagrada ao PSD, mas o facto de «levar veículos motorizados aos areais da Praia de Monte Gordo, num tempo em que os destinos turísticos apostam cada vez mais na imagem da defesa do ambiente e da conservação da natureza, e em que as preocupações com as alterações climáticas estão cada vez mais na ordem do dia».

    Para o PSD esta prova não favorece a imagem do turismo concelhio perante os principais mercados emissores, «num concelho onde parecia consensual a necessidade de privilegiar o turismo desportivo e de saúde, a mobilidade ciclável, os percursos pedonais, as atividades ao ar livre, o aproveitamento das nossas especificidades naturais, paisagísticas e ambientais».

    E prosseguem, em defesa do seu ponto de vista considerando que «num concelho onde as nossas áreas naturais são uma imagem de marca e um dos pilares de qualquer estratégia de afirmação económica e territorial do município, numa perspectiva de médio e longo prazo, as praias com areais a perder de vista, a Reserva, o Parque Natural da Ria Formosa, a Mata Nacional e os seus percursos de manutenção e de descoberta da natureza».

    Justificam, ainda, o voto contra porque a prova, no entender do PSD, dá sinais errados aos agentes económicos, nomeadamente em termos da degradação da imagem turística do nosso concelho.

    Pronunciou-se também contra a desadequação do modelo de financiamento da prova. «De facto, nos termos do Protocolo celebrado com o Automóvel Clube de Portugal, o ACP terá direito às receitas auferidas com as inscrições dos participantes na prova desportiva», enquanto que o Município é responsável pelas «despesas necessárias à realização da prova», no valor «expectável e previamente cabimentado de 100.000 euros»”.

  • ACP faz 120 anos e celebra também em Faro

    ACP faz 120 anos e celebra também em Faro

    O presidente do ACP Carlos Barbosa recebeu os sócios, após uma pequena cerimónia de confraternização entre os presentes, falando dos vários desafios que se colocam aos automobilistas e das alterações arbitrárias que a Brisa tem introduzido nos contratos dos dísticos, bem como dos novos desafios que impõe a mobilidade elétrica.

    Para o presidente do ACP, o desenvolvimento dos combustíveis sintéticos fará com que as atuais viaturas possam perdurar muito para além da diretiva da União Europeia que prevê o fim dos carros de combustão nas estradas e a sua substituição por elétricos. Estas afirmações foram proferidas perante uma vetusta plateia de condutores algarvios e uma esclarecedora sessão, na qual os sócios tiveram ocasião de manifestar as suas preocupações do momento, sobre viaturas, caravanas e trotinetas.

    No final da cerimónia foram agraciados com diplomas os três associados que cumpriram cinquenta anos de filiação no clube e oferecido ao mais júnior na sessão, ainda criança, o primeiro exemplar de banda desenhada que conta a história do ACP, também entregue aos presentes.

    O Real Automóvel Clube de Portugal foi fundado em 15 de Abril de 1903, na sede da Sociedade de Geografia de Lisboa, dez anos depois da chegada do primeiro automóvel a Portugal, Panhard & Levassor, importado como máquina agrícola, na sequência do êxito alcançado por uma corrida entre a Figueira da Foz e Lisboa que durou 7 horas, 29 minutos e 25 segundos, organizada por um grupo de jornalistas ligados ao jornal «A Época», de Lisboa,

    Após a implantação da República em 1910 caíram a palavra Real e a coroa no emblema, ficando simplesmente a designar-se Automóvel Clube de Portugal. A História do ACP em banda desenhada foi oferecida aos presentes nesta ocasião comemorativa tendo sido o mais júnior da plateia a receber o primeiro livro.