No dia 23 de Novembro, decorreu em Vila Real de Santo António, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, uma tertúlia integrada nos 50 anos da Revolução de Abril de 1974, na qual participaram como oradores José Carlos Barros, Luísa Travassos, Neto Gomes e José Cruz, a que se juntou o professor Bruno Gomes.
José Estêvão Cruz participou na tertúlia a cantar canções com poemas de António Gedeão, Pedro Barroso e Rui Mingas.
A Guadinforma esteve presente e realizou uma reportagem de video que compartilha com o FOZ – Guadiana Digital. Clique nas fotos para ver os vídeos.
O vereador Fernando HortaSusana de Sousa, moderadora do debate, com Luísa Travassos, diretora do Jornal do AlgarveJosé Carlos Barros, poeta e escritor, Prémio Leya e Neto Gomes, escritor e cronistaElizabete Guerreiro Isabel, pintoraProfessor Bruno Gomes
Em Faro, centenas de paticipantes estiveram presentes nas comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril de 1974, convocada pela Comissão Organizadora das Comemorações Populares do 25 de Abril.
Gente chegada de todo o Algarve participou no desfile que percorreu várias ruas da baixa de Faro, do Jardim Manuel Bívar até ao Largo de São Pedro, sempre com enorme alegria e emoção, cheia de força e grande combatividade por Abril, as suas conquistas e avanços, como anota a Direcção Regional do PCP que já saudou o êxito do desfile.
Muitos jovens e crianças, de muitas mulheres, de reformados, trabalhadores organizados pelos sindicatos dos professores, do comércio e serviços, da administração pública, da hotelaria, os enfermeiros, dos CTT, entre outros.
Estiveram ex-militares, participantes de movimentos pelo direito à habitação, à igualdade, anti-racistas, pela Paz, empunhando cartazes e faixas, marcando posições de afirmação e exigência do cumprimento da Constituição da República Portuguesa e dos valores de Abril.
Pediam melhores salários, pensões, direitos e condições de trabalho, habitação, dignidade, igualdade, paz, soluções para os muitos problemas com que se vive no Algarve,o que para o PCP «são reivindicações que comprovam de que Abril está vivo e significa luta e acção».
A exigência de que Abril perdure, com a entoação muitas vezes repetidas no percurso – «25 de Abril sempre«, ficou bem vincada com a também associada exigência de que não se quer retrocessos políticos, sociais, económicos e culturais, com a afirmação logo de seguida -«Fascismo nunca mais!».
«O Povo unido jamais será vencido!», «Paz sim, guerra não !», «Não queremos ter de escolher pagar casa ou comer!», «É mesmo necessário o aumento do salário!» – foram das mais repetidas palavras de ordem, demonstrando que celebrar Abril é mais futuro para todos os que estiveram presentes.
Para a DORAL do PCP esta resposta dos trabalhadores e da população é o cabal comprovativo de que o generoso projecto de Abril e os seus valores estão presentes e são factores de confiança na construção de um Portugal fraterno e de progresso.
A Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP
Esta manifestação não foi apenas uma celebração dos 50 anos da Revolução dos Cravos, mas também um grito de resistência contra qualquer retrocesso nos direitos das mulheres.
O MDM, uma organização com uma longa história de advocacia pelos direitos das mulheres, destacou a importância de garantir que a igualdade estabelecida na lei seja efetivamente vivenciada no dia a dia.
A marcha começou no Rossio, avançando para o Largo do Carmo, um local simbólico da liberdade conquistada em 1974. A presença de artistas como Celina da Piedade, o movimento Baque Mulher Lisboa e as Mondeguinas, reforçou a mensagem de que a cultura e a arte são fundamentais na promoção da mudança social.
O MDM enfatizou que, após as eleições de 10 de Março, surgiram novos desafios políticos que exigem uma participação mais ativa das mulheres na sociedade. A organização apela às eleitas para que se posicionem ao lado das mulheres, garantindo que os avanços alcançados desde a Revolução de Abril não sejam perdidos.
Este evento é um lembrete de que a igualdade de género não é apenas uma questão de justiça social, mas também um pré-requisito para o desenvolvimento sustentável e a paz.
A determinação e força demonstradas pelas «Mulheres de Abril» são um testemunho da resiliência e do compromisso contínuo de Portugal com os valores da igualdade e da liberdade.