Memória e Identidade: Vila Real de Santo António em Destaque na Sociedade de Geografia de Lisboa
Num encontro que uniu o rigor académico ao fervor identitário, a histórica Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL) abriu as suas portas para uma jornada cultural inteiramente dedicada a Vila Real de Santo António (VRSA).
O evento celebrou não apenas o traçado iluminista da “Vila de Pombal”, mas também o seu papel crucial na história económica e social do Algarve e do país.
O Palco da História
O imponente Auditório da SGL serviu de cenário para uma análise profunda sobre a génese da cidade. Fundada em 1774 por ordem do Marquês de Pombal, VRSA é frequentemente citada como um exemplo máximo de urbanismo planeado.
Durante a jornada, especialistas e entusiastas debateram como a cidade se ergueu das areias em tempo recorde, servindo como uma afirmação de soberania nacional junto à fronteira espanhola.
Painéis e Temáticas
A jornada foi estruturada em diversos eixos que ligam o passado ao futuro, com a discussões sobre a simetria das ruas e a importância da Praça Marquês de Pombal como centro nevrálgico.
Quanto ao Património Industrial foi abordado o legado das conservas de peixe e a ligação umbilical ao Rio Guadiana
A preservação das tradições locais e a promoção de VRSA como um destino de turismo cultural e desportivo de elite, foi painel de cultura e sociedade
O objetivo de tratar o caso de Vila Real de Santo António na Sociedade de Geografia, mais do que um ato de descentralização cultural constitui o reconhecimento de que a periferia geográfica de Portugal é, muitas vezes, o centro da nossa resiliência e inovação histórica.
Um Olhar sobre o Guadiana
A celebração não esqueceu a vertente transfronteiriça. A relação com a vizinha Ayamonte e o papel do Rio Guadiana como via de comunicação e elemento de união foram destacados como fundamentais para compreender a identidade “vilarrealense”.
Esta jornada cultural insere-se num esforço contínuo de autarquias e associações locais para elevar o património de Vila Real de Santo António a novos patamares de reconhecimento nacional, reforçando a candidatura das suas áreas históricas a distinções de conservação e valorização urbanística.
