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  • Isla Cristina em alerta: «Grupo Andalucista» lança Três ‘SOS’ por soluções urgentes em 2026

    Isla Cristina em alerta: «Grupo Andalucista» lança Três ‘SOS’ por soluções urgentes em 2026

    O Grupo Municipal Andalucista, Andalucía Por Sí (AxSí), anunciou que irá manter e intensificar as suas reivindicações cruciais para o município de Isla Cristina ao longo de 2026.

    Através de uma nota de imprensa, o grupo classificou as suas exigências como um ‘SOS’ triplo, abrangendo as áreas do litoral, acessibilidade e saúde, fundamentais para o bem-estar dos munícipes e visitantes.

    As reivindicações do grupo municipal não se limitam apenas à esfera institucional; o AxSí apela a uma mobilização social por parte de todos os habitantes de Isla Cristina, defendendo que a exigência de melhorias deve ser unificada para garantir que as administrações competentes deem a devida atenção à localidade.

    O primeiro e talvez mais urgente dos apelos é o ‘S.O.S. para as nossas Praias’. O grupo exige uma solução definitiva e estrutural para o problema da erosão costeira que afeta o litoral.

    A preocupação central é garantir que qualquer medida adotada não ponha em risco a integridade da costa, assegurando a proteção deste recurso natural vital para a economia e a identidade da região.

    O segundo ponto foca-se na acessibilidade: ‘S.O.S. para os acessos a Isla Cristina’. O AxSí sublinha a necessidade imperativa de melhorias nas infraestruturas rodoviárias que servem o município. Adicionalmente, exige a otimização da sinalização de forma a facilitar a chegada e a circulação, um aspeto crucial para o turismo e para a segurança rodoviária.

    Por fim, o terceiro apelo, ‘S.O.S. para o nosso Centro de Saúde’, visa a melhoria e ampliação das instalações médicas. O grupo municipal exige que o centro seja dotado de melhores equipamentos e que os serviços prestados sejam reforçados.

    Esta é uma exigência diretamente ligada à qualidade de vida dos residentes, que merecem ter acesso a cuidados de saúde adequados e modernas.

    O Grupo Municipal Andalucista reitera o seu compromisso em continuar a pressionar por estas causas ao longo de 2026, defendendo que Isla Cristina “merece tudo isto e mais” para assegurar o conforto e a prosperidade de quem ali vive e de quem a visita.

  • Polo Museológico da Água homenageia Filipa Faísca em Querença

    Polo Museológico da Água homenageia Filipa Faísca em Querença

    A aldeia de Querença, no concelho de Loulé, preparou-se para prestar homenagem a uma das suas figuras mais emblemáticas.

    O Polo Museológico da Água acolhe, hoje uma tertúlia dedicada a Filipa Faísca, uma personalidade incontornável da cultura popular local.

    Este encontro surge como um justo reconhecimento público pela sua inestimável dedicação à preservação da identidade algarvia e das suas mais profundas tradições. O evento integra-se nas celebrações do mês das Janeiras, reforçando a ligação da iniciativa às raízes culturais da região.

    Filipa Faísca é conhecida por ser uma mulher multifacetada e a personificação da memória viva do Algarve. É, simultaneamente, artesã, poeta popular, contadora de histórias e cantadora de tradições, sendo a sua obra fundamental para manter a chama das tradições de Querença acesa.

    A tertúlia não será apenas um momento de exaltação, mas um espaço de diálogo comunitário. O público está calorosamente convidado a participar ativamente, partilhando as suas próprias vivências, memórias e histórias, num ambiente que celebra a água e a terra como elementos centrais da vida local.

    Esta iniciativa é uma oportunidade única para mergulhar na história e na cultura popular de Querença, celebrando uma das suas mais importantes guardiãs. Recordamos que o evento tem entrada livre.

    Memória Viva do Algarve

  • Para requalificação urgente Porto de Pesca de Olhão recebe mais de 700 Mil Euros

    Para requalificação urgente Porto de Pesca de Olhão recebe mais de 700 Mil Euros

    O Porto de Pesca de Olhão, reconhecido como a principal infraestrutura piscatória do Algarve, está prestes a sofrer uma transformação crucial.

    Foi anunciado um investimento superior a 700 mil euros, destinado à reabilitação estrutural e à melhoria geral da segurança e infraestrutura portuária, um passo fundamental para a comunidade marítima local.

    Esta intervenção de vulto surge como resposta à necessidade de modernização das instalações essenciais do porto, garantindo a sua longevidade e funcionalidade para as operações piscatórias diárias.

    O foco principal da empreitada reside na reabilitação das pontes-cais, estruturas vitais para a atracagem e descarga do pescado, que exigem uma intervenção profunda para assegurar a sua integridade.

    Mais do que uma simples reparação, o investimento visa elevar os padrões de segurança no porto. As melhorias planeadas são essenciais para otimizar as condições de trabalho dos pescadores e dos operadores marítimos, contribuindo diretamente para a sustentabilidade e eficiência da atividade económica que Olhão lidera na região.

    O prazo de execução da obra está fixado em 180 dias, contados a partir da data de adjudicação formal. A comunidade espera que, concluída a intervenção, o Porto de Pesca de Olhão ofereça um ambiente mais seguro e robusto, reforçando o seu papel central na economia azul do Algarve.

  • O projeto para o último Pôr do Sol da Espanha Peninsular

    O projeto para o último Pôr do Sol da Espanha Peninsular

    Ayamonte

    Ayamonte está a afirmar-se como um dos grandes palcos de observação solar da Europa. Através do projeto ‘Atlantic Sunset’, a cidade fronteiriça, situada na província de Huelva, não só celebra a beleza natural dos seus crepúsculos, como utiliza a ciência para se posicionar como um destino turístico de eleição, especialmente durante os meses mais frios.

    Esta iniciativa estratégica, financiada pelo programa Interreg Espaço Atlântico, baseia-se num achado singular.

    Estudos científicos sustentam que, entre os meses de outubro e fevereiro, Ayamonte é o local onde se regista o último pôr do sol da Espanha peninsular. Este facto legitimou a criação e sinalização de novos pontos de observação estratégica, os quais foram formalmente apresentados num ato público realizado no Muelle de Portugal.

    Durante a jornada divulgativa, promovida pela Deputação de Huelva, foi descoberto um painel informativo que indica os principais locais para contemplar o fenómeno.

    O autarca de Ayamonte, Alberto Fernández, sublinhou que esta nova marca turística representa um incentivo ao desenvolvimento local.

    «Os nossos crepúsculos constituem uma forma de turismo sustentável, que atraem cada vez mais visitantes, especialmente na época invernal, e que representam um chamariz adicional para a nossa cidade», afirmou o autarca.

    Numa aposta clara na promoção global, foi também anunciado um avanço tecnológico significativo. Está prevista a instalação de uma câmara no antigo edifício das alfândegas, com sinal em direto 24 horas por dia.

    Esta câmara permitirá transmitir, de forma permanente, a imagem do rio Guadiana com o pôr do sol em frente, para que o espetáculo natural possa ser visualizado via streaming em qualquer parte do mundo.

    A aposta no projeto ‘Atlantic Sunset’ reforça o compromisso da Câmara Municipal de Ayamonte em valorizar o seu património natural e cultural, elevando o interesse turístico e cultural da região e colocando-a definitivamente no mapa internacional.

  • Edifício da RTP em Faro é de interesse municipal e tem zona de proteção

    Edifício da RTP em Faro é de interesse municipal e tem zona de proteção

    A Câmara Municipal de Faro aprovou, por unanimidade, a definição de uma Zona Especial de Proteção (ZEP) para o «Monumento de Interesse Municipal designado por Edifício da RTP em Faro e restantes elementos associados».

    Esta decisão permitirá a proteção deste imóvel, atendendo ao valor histórico e patrimonial que representa para o concelho.

    Recorde-se que, em 2021, o edifício da RTP em Faro e restantes elementos associados, também designado como conjunto urbano formado pelo recinto de proteção à antena, edifício do centro emissor e edifícios anexos, foi classificado como Monumento de Interesse Municipal.

    O Município deu então início aos procedimentos prévios à deliberação de início do Plano de Pormenor de Salvaguarda para este imóvel, em 2022, tendo a então Direção Regional de Cultura do Algarve recomendado a definição de uma Zona Especial de Proteção para este Monumento de Interesse Municipal.

    Após a aprovação da proposta em Reunião de Câmara, esta será levada para deliberação pela Assembleia Municipal e publicação final em Diário da República.

    José, tens aqui um material riquíssimo para transformar num texto histórico-memorial que dignifique o edifício e, ao mesmo tempo, a memória radiofónica do Algarve. Com base no que está nas tuas abas — a classificação municipal e a referência à instalação da Emissora Nacional em 1947 guadianadigital.pt cm-faro.pt— dá para construir uma narrativa sólida, elegante e útil para publicação.

    Segue uma proposta de estrutura e texto-base, já pronta para ser adaptada ao teu estilo editorial.


    🏛️ História do Edifício da RTP em Faro

    Da Emissora Nacional à Rádio Pública do Algarve

    🌟 1. Origem e implantação (década de 1940)

    O edifício que hoje conhecemos como “RTP Faro” nasceu no contexto da expansão territorial da Emissora Nacional, que a partir de 1947 instalou no Algarve um dos seus centros emissores regionais cm-faro.pt. A escolha de Faro não foi casual: a cidade era o principal polo administrativo e cultural do sul do país, e a rádio assumia-se como instrumento estratégico de comunicação pública.

    O conjunto incluía:

    • o edifício principal do centro emissor,
    • estruturas anexas de apoio técnico,
    • e o recinto de proteção da antena, que marcava a paisagem sonora e visual da cidade.

    A arquitetura, da autoria de Artur Simões da Fonseca, segue o modernismo português de meados do século XX, com linhas sóbrias e funcionais, pensadas para acolher tecnologia de ponta da época cm-faro.pt.


    🎙️ 2. A casa da RDP-Sul e da rádio pública no Algarve

    Com a reorganização dos serviços públicos de radiodifusão, o edifício passou a acolher a RDP – Sul, tornando-se o centro operativo da rádio pública na região. Aqui se produziram:

    • emissões regionais,
    • programas informativos,
    • conteúdos culturais e musicais,
    • e serviços de continuidade para a rede nacional.

    Durante décadas, este edifício foi o ponto de encontro de jornalistas, técnicos, produtores e vozes que marcaram a identidade sonora do Algarve.


    🎚️ 3. Estúdio de gravação e laboratório criativo

    Para além da emissão diária, o edifício funcionou como estúdio de gravação, recebendo músicos, grupos corais, projetos experimentais e produções especiais. Muitos registos sonoros de valor histórico — entrevistas, reportagens, música tradicional algarvia — nasceram dentro destas paredes.

    O espaço técnico, robusto e bem isolado, permitia gravações de qualidade num tempo em que os recursos eram escassos e a criatividade era o principal motor.


    📡 4. Sede da RDP Algarve

    Com a evolução da rádio pública, o edifício consolidou-se como sede da RDP Algarve, mantendo funções de emissão, produção e coordenação regional. Tornou-se um símbolo de serviço público, proximidade e identidade algarvia.


    🏛️ 5. Reconhecimento patrimonial

    Em 2021, o Município de Faro classificou o edifício — incluindo antena, centro emissor e anexos — como Monumento de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor histórico, arquitetónico e cultural para a cidade e para a memória coletiva do Algarve cm-faro.pt.

    Em 2024/2025, avançou-se para a criação de uma Zona Especial de Proteção, reforçando a salvaguarda do conjunto e garantindo que o seu legado será preservado para as gerações futuras guadianadigital.pt.


    📘 6. Um lugar de memória viva

    Hoje, o edifício da RTP em Faro é mais do que um imóvel: é um repositório de histórias, vozes, tecnologias e pessoas que moldaram a presença da rádio pública no sul do país. A sua preservação permite não apenas recordar o passado, mas também inspirar novas formas de comunicar e servir a comunidade.


  • Primeiro concelho do Alentejo a conquistar a Certificação «Biosphere Sustainable»

    Primeiro concelho do Alentejo a conquistar a Certificação «Biosphere Sustainable»

    Mértola alcançou um marco histórico na quarta-feira, dia 14 de janeiro de 2026, ao ser oficialmente reconhecida como Destino Turístico Sustentável.

    Numa sessão pública realizada na Estação Biológica, foi formalmente entregue o Certificado Biosphere – Sustainable Destination, tornando Mértola no primeiro concelho do Alentejo a receber esta prestigiada distinção.

    Este reconhecimento não é apenas um selo, mas sim a validação de um compromisso profundo com um modelo de desenvolvimento turístico focado na sustentabilidade ambiental, social e económica.

    A certificação Biosphere garante o alinhamento de Mértola com as boas práticas internacionais e com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.

    A distinção agora atribuída reforça significativamente a notoriedade de Mértola enquanto destino diferenciado.

    O concelho valoriza a autenticidade, a identidade local, a preservação rigorosa do património natural e cultural, e, acima de tudo, a qualidade da experiência turística oferecida.

    Simultaneamente, este feito contribui para a afirmação de toda a região do Alentejo como um destino cada vez mais empenhado em adotar modelos de turismo responsáveis e sustentáveis, elevando o padrão regional.

    A obtenção da certificação Biosphere resultou de um trabalho articulado e colaborativo entre diversas entidades, incluindo o Município, a Entidade Regional de Turismo, a equipa Biosphere Portugal e, crucialmente, os agentes locais do setor.

    Este reconhecimento surge na continuidade de distinções internacionais recentes, como a atribuição de Best Tourism Village 2025, solidificando a projeção de Mértola a nível nacional e internacional.

    O empenho de Mértola no futuro foi ainda formalizado durante a cerimónia de entrega. Foi assinado um Memorando de Parceria entre a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Biosphere Portugal, o Município de Mértola, a Associação de Empresários do Vale do Guadiana e todas as Juntas de Freguesia do concelho.

    Este memorando reforça a dimensão territorial do compromisso assumido, garantindo que todos os agentes locais — desde o tecido económico às diversas freguesias — partilham a visão de um turismo mais responsável, sustentável e que gera valor tangível para a comunidade. Com o Certificado Biosphere, Mértola consolida-se como uma referência no turismo sustentável, colocando a sustentabilidade como um eixo estratégico inegociável para o futuro do concelho.

  • Voto de confiança maciço em José Apolinário

    Voto de confiança maciço em José Apolinário

    Novamente presidente da CCDR Algarve

    José Apolinário assegurou um novo mandato à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, após vencer a eleição indireta realizada no passado dia 12 de janeiro de 2026.

    Os resultados provisórios confirmam um forte apoio dos autarcas da região, sinalizando continuidade na gestão e nas estratégias de desenvolvimento regional.

    O ato eleitoral, que decorreu nos termos da Lei Orgânica das CCDR, registou uma elevada taxa de participação.

    Dos 500 eleitos locais do Algarve, 469 exerceram o seu direito de voto. José Apolinário conquistou 356 votos a favor, o que representa uma expressiva maioria de 75,91% do universo votante. O escrutínio registou ainda 86 votos em branco (18,34%) e 27 votos nulos (5,76%).

    Jorge Botelho Eleito Vice-Presidente em Processo Separado

    Em paralelo com a eleição presidencial, e de acordo com o quadro legal em vigor (Decreto-Lei n.º 36/2023), foi igualmente eleito um dos Vice-Presidentes da CCDR Algarve. O atual deputado Jorge Botelho foi a escolha, num processo que envolveu exclusivamente os Presidentes de Câmara Municipal da região.

    Fica por agendar, contudo, a eleição do segundo Vice-Presidente, cuja escolha caberá aos membros não autarcas que integram o Conselho Regional da CCDR Algarve.

    Vitória Coletiva e Compromisso Regional

    Após a divulgação dos resultados, José Apolinário sublinhou que a sua reeleição transcende o âmbito pessoal.

    «Este é um resultado que não é apenas pessoal, mas coletivo», declarou o Presidente reeleito, agradecendo à equipa que o acompanhou nos últimos anos, destacando o empenho e dedicação dos Vice-Presidentes José Pacheco, Elsa Cordeiro e Pedro Monteiro, bem como do vogal executivo do Programa Regional ALGARVE 2030, Aquiles Marreiros.

    Apolinário reforçou a ideia de que a CCDR Algarve está agora melhor posicionada para enfrentar os desafios do território. «A CCDR é hoje uma instituição mais preparada, mais articulada e mais próxima do território com uma equipa comprometida com o desenvolvimento do Algarve», vincou.

    O Presidente eleito apelou ainda à coesão regional, independentemente das filiações partidárias dos autarcas algarvios, defendendo a necessidade de união na defesa dos interesses estratégicos da região, tanto no contexto nacional como europeu.

    Breve perfil de José Apolinário

    Licenciado em Direito, José Apolinário possui uma vasta experiência no serviço público. Para além do cargo de Presidente da CCDR Algarve, desempenhou funções como Secretário de Estado das Pescas, foi Presidente da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Faro, e teve assentos como Deputado na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

    O seu currículo inclui ainda a presidência do Conselho de Administração da Docapesca e o cargo de Diretor-Geral das Pescas e Aquicultura. É ainda detentor da Medalha de Ouro dos Municípios de Olhão e de Faro.

  • Novas rotas aéreas estratégicas reforçam a conectividade global do País

    Novas rotas aéreas estratégicas reforçam a conectividade global do País

    O ano de 2026 promete ser um ponto de viragem na aviação nacional, com um reforço sem precedentes na conectividade aérea de Portugal.

    Várias companhias aéreas anunciaram a introdução de novas rotas diretas, criando oportunidades estratégicas para os setores de lazer e negócios.

    As novidades abrangem ligações cruciais à Europa, América do Norte, Brasil e África, consolidando a posição de Portugal como um hub em crescimento.

    EasyJet Lidera o Reforço de Mercado

    A easyJet volta a ser um dos principais motores desta expansão, reforçando a sua operação em várias cidades portuguesas. Na Madeira, a low cost britânica estreia, a 6 de junho, a ligação direta entre o Funchal e Nice, em França, com duas frequências semanais (terças e sábados).

    Em Lisboa, a companhia foca-se no Reino Unido com a introdução de duas rotas: Glasgow, a partir de 29 de março, e Liverpool, a iniciar a 31 de março. Ambas começam com duas frequências semanais, com a rota Lisboa–Liverpool a prever um aumento para três voos semanais no pico do verão.

    O Porto beneficia também de um reforço estratégico. A 30 de março de 2026, a easyJet inaugura a rota para a ilha de São Vicente, em Cabo Verde, com duas frequências semanais (segundas e sextas-feiras), potenciando a ligação ao mercado cabo-verdiano.

    Expansão Transatlântica: Canadá e Brasil em Destaque

    O mercado transatlântico regista adições de peso. A WestJet prepara a sua entrada em Portugal a partir de 1 de maio de 2026, inaugurando uma nova rota entre Lisboa e Halifax, no Canadá, com quatro voos semanais.

    No que toca aos Açores, a Air Canada confirmou uma nova rota sazonal entre Toronto e Ponta Delgada. Esta ligação será operada entre 11 de junho e 5 de setembro de 2026, com três frequências semanais (terças, quintas e sábados). Os voos no sentido inverso iniciam-se a 12 de junho e terminam a 6 de setembro (quartas, sextas e domingos).

    Já a TAP Air Portugal, no âmbito da sua estratégia de crescimento no mercado brasileiro, lança uma nova rota para Curitiba, a partir de 2 de julho de 2026. Serão três voos semanais (terças, quintas e sábados), operados com aeronaves Airbus A330-200, numa operação triangular Lisboa–Curitiba–Rio de Janeiro–Lisboa, alargando a presença da transportadora a cidades fora dos hubs tradicionais.

    Novas Conexões Europeias e Africanas

    A conectividade europeia e o foco no mercado de negócios também ganham força.

    A Eurowings anuncia uma nova ligação direta entre Berlim e Lisboa durante o verão de 2026. Esta rota será integrada no conceito “Capital Express”, visando especificamente passageiros de curta duração e viagens de negócios, reforçando o eixo de conectividade entre Portugal e a Alemanha.

    Por seu turno, a Ryanair, que abrirá a sua quinta base em Marrocos (Rabat), lançará uma nova rota direta entre Rabat e o Porto a partir de abril de 2026, inserindo-se na estratégia de crescimento em mercados periféricos e de reforço da conectividade ponto-a-ponto.

    O Grupo Air France-KLM, através da Transavia, confirma um aumento significativo de capacidade em Portugal para o verão de 2026, operando 24 rotas entre aeroportos portugueses e destinos em França, Países Baixos e Bélgica, com 49 voos semanais a partir do Porto e 35 a partir de Lisboa, mantendo Paris-Orly como destino primordial.

    A diversidade e o volume destas novas rotas sublinham a crescente importância de Portugal no mapa global da aviação, prometendo um impulso substancial ao turismo e ao investimento em 2026.

    Redacção GEM-DIGI

  • Prémio Nova Dramaturgia procura a grande voz feminina

    Prémio Nova Dramaturgia procura a grande voz feminina

    Cepa Torta incentiva escrita por mulheres

    O panorama teatral em língua portuguesa tem uma nova janela de oportunidade.

    Estão oficialmente abertas as candidaturas para a 6.ª Edição do prestigiado Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina, uma iniciativa crucial para o reconhecimento e divulgação das criadoras contemporâneas. O prazo para submissão de peças termina a 31 de março.

    Promovido pela Companhia Cepa Torta, este prémio nasce da missão de incentivar, reconhecer e divulgar a dramaturgia escrita por mulheres. A iniciativa visa preencher lacunas no palco e fortalecer as vozes femininas na literatura dramática, garantindo que novas obras cheguem ao público e à crítica.

    A elegibilidade é clara e inclusiva. O concurso destina-se a pessoas singulares, maiores de idade, que se identifiquem com o género feminino — abrangendo escritoras cisgénero e transgénero. O requisito principal é a apresentação de uma obra dramatúrgica inédita e que nunca tenha sido representada publicamente.

    O reconhecimento da obra vencedora é multifacetado e altamente valorizado no meio. Além de um prémio pecuniário de 1.000 euros, a autora garante a edição em livro da sua peça, fruto de uma parceria com a editora Douda Correria. Mais importante, a peça será integrada na programação de 2026 do Festim Esta noite grita-se, assegurando a sua produção e estreia perante o público.

    Ao longo das suas cinco edições, o prémio já se estabeleceu como um marco, distinguindo talentos emergentes e consolidados. Entre as autoras laureadas encontram-se Sabrina Marthendal, vencedora da 5.ª edição com a peça ‘Pedral’, e Luz Ribeiro, distinguida pela obra ‘Lacuna’ na edição anterior. Nomes como Sofia Perpétua, Maria Giulia Pinheiro e Lara Mesquita também figuram na lista de vencedoras, atestando o impacto da iniciativa.

    A Companhia Cepa Torta convida todas as dramaturgas a apresentarem as suas criações. Os regulamentos completos da 6.ª edição, bem como um conjunto de Perguntas Frequentes (FAQ) que ajudam a esclarecer dúvidas, estão disponíveis para consulta. Em caso de necessidade de esclarecimentos adicionais, as interessadas podem contactar a organização através do email producao@cepatorta.org. Não perca a oportunidade de partilhar a sua escrita e fortalecer a dramaturgia feminina em Portugal.

  • Estabilização de bermas contra derrocadas em Castro Marim

    Estabilização de bermas contra derrocadas em Castro Marim

    Segurança Rodoviária Reforçada

    A segurança rodoviária voltou a ser uma prioridade máxima no Município de Castro Marim.

    A autarquia acaba de anunciar a conclusão de importantes trabalhos de estabilização e reposição de bermas em vários locais do território, com o objetivo claro de minimizar riscos e garantir a boa circulação.

    Os trabalhos concentraram-se em troços críticos, nomeadamente na área compreendida entre a estrada da Cortelha e o limite do concelho.

    Esta intervenção é considerada essencial para proporcionar «melhores condições de segurança aos residentes e visitantes, atuando diretamente em pontos vulneráveis».

    Os trabalhos de limpeza e reposição decorreram com recurso a uma combinação de meios mecânicos e apeados, mobilizando as equipas municipais que se encontram diariamente na rua.

    A estabilização das bermas é crucial, não só para reforçar a estrutura da via, mas também para aumentar significativamente a visibilidade dos condutores, um fator decisivo na prevenção de acidentes.

    Adicionalmente, esta ação preventiva é vital para os períodos de maior pluviosidade. Ao garantir a integridade das margens da estrada, a autarquia previne obstruções causadas por potenciais derrocadas e garante um melhor escoamento da água, assegurando que as condições de circulação se mantêm adequadas mesmo sob mau tempo.

    O Município reafirma, desta forma, o seu compromisso que considera inabalável com a manutenção contínua do espaço público e com o bem-estar da população.

    As equipas operacionais de Castro Marim são mantidas em alerta constante, prontas a responder prontamente às necessidades manifestadas pelas várias freguesias do concelho, garantindo que a rede viária se mantém sempre em ótimas condições de conservação e segurança.

  • Missão de alto risco para resgate de dois cães presos na Arriba dos Caixões

    Missão de alto risco para resgate de dois cães presos na Arriba dos Caixões

    Os Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo (BVVB) voltaram a demonstrar a sua prontidão e capacidade técnica ao efetuarem um resgate complexo de dois cães que se encontravam numa situação de extremo perigo.

    O incidente ocorreu no domingo, 11 de janeiro, na zona conhecida como Caixões, onde os dois canídeos acabaram por ficar presos numa arriba de difícil acesso. Face à impossibilidade de os animais se moverem ou saírem do local pelos seus próprios meios, foi imperativo acionar uma resposta especializada.

    Para garantir a segurança dos cães e dos operacionais envolvidos, a corporação mobilizou a Equipa de Salvamento em Grande Ângulo. Este tipo de intervenção exige equipamento específico e uma perícia técnica apurada, dada a natureza perigosa e vertical do terreno.

    Segundo o relato dos bombeiros, a operação decorreu sem percalços, culminando no resgate bem-sucedido dos dois animais, que foram retirados da arriba em segurança. A intervenção garantiu que nenhum dos canídeos ou elementos da equipa de salvamento sofresse qualquer dano.

    Os BVVB fizeram questão de sublinhar que esta missão é um claro reflexo do “empenho, da prontidão e da capacidade técnica” dos Bombeiros de Vila do Bispo, reforçando o seu papel essencial, que se mantém “sempre ao serviço da população e da proteção da vida”.

    Fonte: Jorge Eusébio, Algarve Marfado

  • Tavira celebra duas décadas de Sustentabilidade

    Tavira celebra duas décadas de Sustentabilidade

    Bandeira Verde ECO XXI é Reconquistada Pela 20.ª Vez

    Tavira foi distinguida, pelo 20.º ano consecutivo, com a prestigiada Bandeira Verde do Programa ECO XXI da ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação.

    A autarquia algarvia alcançou um Índice ECO XXI de 76,1%, consolidando o seu estatuto como um dos municípios mais sustentáveis do país.

    Este galardão, atribuído pelo desempenho verificado em 2024, visa reconhecer o trabalho contínuo das câmaras municipais em diversas áreas críticas da sustentabilidade.

    O índice avalia a atuação das autarquias nos domínios ambiental, social e económico, abrangendo desde a qualidade do ar e da água, a gestão de resíduos e o saneamento, até ao turismo sustentável, a mobilidade, o ordenamento do território e a participação pública.

    No panorama nacional, a consistência de Tavira destaca-se. Das 61 candidaturas submetidas ao Programa ECOXXI, 60 municípios foram galardoados, ou seja, obtiveram um índice igual ou superior a 50%.

    Contudo, manter um desempenho elevado e uma prossecução de objetivos de sustentabilidade por vinte anos consecutivos coloca Tavira num patamar de excelência inegável.

    O resultado de 76,1% é fruto de boas práticas que foram analisadas por júris especializados de várias entidades que integram a Comissão Nacional ECOXXI. O Município de Tavira demonstrou particular excelência em diversos indicadores cruciais.

    Entre as áreas de destaque, evidenciaram-se as Atividades de Educação Ambiental promovidas e apoiadas pela Câmara Municipal, demonstrando um forte investimento na sensibilização da comunidade.

    A qualidade das infraestruturas e dos serviços também foi crucial. Tavira destacou-se pela Sustentabilidade das zonas balneares, pela Qualidade do ar e pela Certificação dos sistemas de gestão de qualidade e transparência dos procedimentos implementados.

    Adicionalmente, o desempenho na Saúde e bem-estar, bem como na Produção e recolha seletiva e valorização de resíduos urbanos, foram fatores determinantes para a obtenção deste índice elevado.

    Este marco de duas décadas é um testemunho do esforço conjunto. A autarquia sublinha que o sucesso só é possível graças à colaboração e atuação de todos os serviços municipais, das escolas, da Empresa Municipal de Ambiente – Taviraverde, das instituições, clubes, associações e, sobretudo, dos munícipes que contribuem diariamente para que Tavira seja, de forma consistente, um município mais verde e sustentável.

  • Oceania Cruises adota modelo ‘Adults Only’ a partir de 2026

    Oceania Cruises adota modelo ‘Adults Only’ a partir de 2026

    O foco é no Relaxamento e Sofisticação

    A Oceania Cruises, reconhecida pelo seu posicionamento no segmento «upper premium» com ênfase na gastronomia e destinos culturais, anunciou uma alteração estrutural significativa no seu modelo operacional.

    A partir de 7 de janeiro de 2026, a companhia passará a ser estritamente “Adults Only”, aceitando apenas novas reservas para passageiros com 18 ou mais anos de idade.

    Esta decisão estratégica, divulgada em conjunto com o grupo Norwegian Cruise Line Holdings (NCLH), reflete uma profunda análise de mercado e a auscultação de clientes e parceiros comerciais.

    Segundo a empresa, a mudança visa alinhar-se com a preferência dos seus passageiros por ambientes mais tranquilos, focados no relaxamento, na sofisticação a bordo e na descoberta de destinos.

    Os nossos passageiros procuram, acima de tudo, calma e sofisticação a bordo”, refere a companhia, sublinhando a intenção de elevar a essência da experiência de cruzeiro.

    O Período de Transição

    É importante notar que a nova política se aplica exclusivamente a reservas efetuadas a partir da data definida (7 de janeiro de 2026). Todas as viagens já contratadas anteriormente, mesmo que incluam menores de 18 anos, serão integralmente respeitadas. Isto implicará um período de transição durante o qual poderão ainda viajar famílias em alguns itinerários.

    A Oceania Cruises estima que, à medida que os cruzeiros pré-vendidos se esgotam, praticamente 100% da sua frota estará a operar sob o conceito exclusivo para adultos no início da temporada de 2027.

    O marco desta transição será a entrada em operação do «Oceania Sonata», prevista também para 2027. Este navio será o primeiro da companhia a iniciar a sua atividade já totalmente enquadrado no novo modelo Adults Only.

    Nos navios atualmente em serviço, a implementação será gradual, sendo as classes Regatta e Insignia – tipicamente associadas a itinerários mais longos – as primeiras a refletir o novo conceito. Já os navios mais recentes, como o «Vista» e o «Allura», eliminarão progressivamente a presença de famílias, à medida que as reservas antigas forem sendo concluídas.

    Segmentação Estratégica no Grupo NCLH

    Com esta decisão, o Norwegian Cruise Line Holdings reforça a segmentação clara das suas três marcas. A Oceania Cruises passa a ocupar inequivocamente o nicho *upper premium* para adultos, direcionado a casais, viajantes individuais e grupos de amigos que valorizam a alta gastronomia, itinerários culturais e um ambiente mais reservado.

    Em contraste, a Norwegian Cruise Line (NCL) manterá o seu foco no segmento familiar e de lazer, com uma oferta sem restrições de idade e orientada para o entretenimento multigeracional.

    Por sua vez, a Regent Seven Seas Cruises, no segmento de ultra-luxo, continuará a aceitar menores. Contudo, dado o seu posicionamento «all-inclusive» e os elevados padrões de serviço, o seu público-alvo permanece, maioritariamente, adulto.

  • Altri alcança Nível ‘A’ no rating CDP

    Altri alcança Nível ‘A’ no rating CDP

    Consolida liderança Global na luta contra as Alterações Climáticas

    A Altri, uma das principais referências europeias na bioeconomia, deu um passo significativo no panorama global da sustentabilidade ao atingir a classificação de nível ‘A’ no prestigiado rating do CDP (Carbon Disclosure Project) em 2025.

    Ou seja, nio abandono do uso do carbono. Este feito coloca a empresa portuguesa no restrito grupo de líderes mundiais em desempenho ESG (Ambiental, Social e Governança), reforçando o seu propósito de construir um futuro mais renovável.

    Este reconhecimento é particularmente relevante, uma vez que o nível ‘A’ obtido pela Altri no pilar das Alterações Climáticas a posiciona muito acima da média internacional do seu setor, que se situa em ‘B’.

    A avaliação minuciosa do CDP incidiu sobre três vetores ambientais cruciais, tendo a Altri demonstrado excelência em todos eles: Alterações Climáticas (A), Florestas (A-), e Água (A-).

    O desempenho de topo foi validado em diversas categorias essenciais. A Altri alcançou a classificação máxima ‘A’ tanto na sua estratégia de negócio ligada ao Clima e à Água, como na gestão de impactos, oportunidades e riscos ambientais.

    Igualmente destacadas foram as suas políticas de energia, as rigorosas iniciativas de redução de emissões de carbono e o elevado nível de verificação e reporte dessas emissões.

    José Soares de Pina, CEO da Altri, sublinha que este reconhecimento é uma validação independente e robusta da estratégia da empresa. «A atribuição da classificação A pelo CDP confirma a solidez da estratégia da Altri e a consistência do trabalho que temos vindo a desenvolver no âmbito do ESG e do combate às alterações climáticas», afirma o CEO.

    Este feito, diz «reforça o nosso propósito de contribuir ativamente para a construção de um mundo mais renovável e sustentável, materializado num Compromisso 2030 exigente, com objetivos claros e mensuráveis, cuja concretização temos assegurado de forma contínua

    A Importância da Avaliação CDP

    O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos e o maior sistema global de divulgação de informação ambiental. As suas pontuações são amplamente utilizadas pelo mercado financeiro e investidores para avaliar o risco e apoiar decisões de investimento, promovendo uma transição para uma economia sustentável, resiliente e com zero emissões de carbono. Ser classificado com o nível ‘A’ demonstra não apenas o compromisso, mas a implementação efetiva de medidas ambientais de alto impacto.

    O que faz a ALTRI?

    A Altri é uma empresa da bioeconomia e um produtor europeu de referência de fibras celulósicas (pasta de papel), obtidas exclusivamente a partir de florestas certificadas.

    O Grupo é responsável pela gestão de mais de 100 mil hectares de floresta em Portugal, integralmente certificada. Além da produção de fibras celulósicas, a sua estratégia assenta no aproveitamento integral dos recursos florestais, estando também presente no setor das energias renováveis de base florestal, garantindo uma operação alinhada com os princípios da sustentabilidade e economia circular.

  • Centro de Reprodução do Lince-ibérico em Silves

    Centro de Reprodução do Lince-ibérico em Silves

    Uma oportunidade única para ser voluntário

    O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) lançou um importante apelo à participação cívica, abrindo seis vagas para voluntariado no Centro Nacional de Reprodução de Lince-ibérico (CNRLI), localizado em Silves.

    Esta é uma oportunidade excecional para indivíduos motivados que desejam participar ativamente nos esforços cruciais para a recuperação e conservação de uma das espécies mais ameaçadas do planeta: o lince-ibérico.

    As vagas disponíveis dividem-se por dois períodos estratégicos que coincidem com a época de reprodução e o início do desenvolvimento das crias. Existem duas vagas abertas para o período compreendido entre fevereiro e abril e outras quatro vagas disponíveis para os meses de maio a julho de 2026.

    Os voluntários selecionados integrarão a equipa de Etologia e Videovigilância do CNRLI. O seu trabalho consistirá em acompanhar as equipas internas na observação minuciosa e no registo comportamental dos linces, um processo essencial para monitorizar o sucesso da reprodução e o bem-estar dos animais. Para garantir a qualidade do trabalho, todos os voluntários receberão formação especializada para o efeito.

    O CNRLI procura candidatos com elevada motivação e, preferencialmente, com formação académica em áreas como as ciências naturais, a etologia ou as ciências do comportamento.

    Em termos de apoio logístico, o Centro assegurará o alojamento gratuito nas suas instalações durante todo o período de voluntariado. Adicionalmente, será concedido um montante diário equivalente ao subsídio de refeição (€6) por dia de trabalho, e a cobertura por seguro de acidentes pessoais.

    O Centro Nacional de Reprodução de Lince-ibérico, coordenado pelo ICNF e em funcionamento desde 2009, desempenha um papel fundamental no Programa de Conservação Ex Situ. O seu objetivo primordial é criar e preparar exemplares em cativeiro para posterior reintrodução no seu habitat natural, reforçando assim as populações selvagens na Península Ibérica.

    Os resultados do Centro em Silves são notáveis e demonstram o sucesso do projeto. Desde a sua criação, nasceram 181 linces no CNRLI, sendo que 114 destes exemplares foram subsequentemente reintroduzidos na natureza em diversas regiões da Península Ibérica. Só durante o ano de 2025, o Centro celebrou o nascimento de 11 novas crias, sublinhando o impacto contínuo do seu trabalho.

    Os interessados em candidatar-se a esta missão de conservação devem enviar os seus currículos e cartas de motivação para o endereço de e-mail: cnrli.voluntarios@gmail.com. Esta é a sua oportunidade de fazer a diferença na recuperação desta espécie icónica.

  • O Jazz Brilha em Lagos

    O Jazz Brilha em Lagos

    Orquestra do Algarve Abre 2026 com Tributo a Ella Fitzgerald

    A Orquestra de Jazz do Algarve (OJA) prepara-se para iniciar o ano de 2026 em grande estilo, marcando o calendário cultural algarvio com um espetáculo imperdível.

    O concerto de abertura está agendado para o próximo dia 28 de janeiro, às 19h00, no Auditório do Centro Cultural de Lagos (CCL), inserido nas celebrações do aniversário da Elevação de Lagos a Cidade.

    Intitulado “Ella & More”, este espetáculo será uma sentida homenagem à “Primeira Dama da Canção”, Ella Fitzgerald, uma das figuras mais incontornáveis da história do jazz mundial.

    A escolha do tema é simbólica, uma vez que a carreira fulgurante de Fitzgerald começou precisamente em orquestras de jazz, e a sua colaboração com grandes formações, como as de Duke Ellington e Count Basie, cimentou o seu estatuto.

    Com 13 prémios Grammy e mais de 40 milhões de álbuns vendidos, o seu legado musical continua a ser uma referência intemporal.

    Para dar corpo e voz a este programa de puro swing, a OJA convidou Sara Miguel, uma voz já familiar ao público da orquestra.

    A cantora portuense tem vindo a consolidar a sua posição no panorama nacional com projetos originais, mantendo sempre uma forte ligação às raízes jazzísticas. Sara Miguel, atualmente residente na Ilha do Pico, nos Açores, regressa ao Continente em exclusivo para apresentar algumas das suas mais notáveis interpretações inspiradas na obra de Ella Fitzgerald.

    Este pontapé de saída para 2026 segue-se a um ano de 2025 notavelmente bem-sucedido para a Orquestra de Jazz do Algarve. As salas continuaram a encher e a OJA recebeu centenas de mensagens de reconhecimento que atestam a qualidade da sua programação intensa, diversificada e dos seus convidados de excelência.

    É um motivo de enorme orgulho para esta orquestra — formada e desenvolvida no Algarve e para o País — sentir o carinho e o apoio constante do público.

    O sucesso da OJA não seria possível sem o apoio estrutural de diversas entidades. A Orquestra conta com o suporte de 12 autarquias algarvias e com o apoio sustentado da DGArtes, renovado até 2030.

    Adicionalmente, a OJA é uma das poucas orquestras a beneficiar do patrocínio de marcas internacionais de referência, como a Denis Wick, a Eastman Winds e a Schilke, que fornecem diariamente equipamentos e instrumentos de excelência, garantindo a alta qualidade sonora das suas apresentações.

    Para 2026, a Orquestra ambiciona alargar o seu alcance a um número ainda maior de algarvios e consolidar o seu crescimento. Mas, por agora, o primeiro grande momento do ano está marcado: Lagos, 28 de janeiro, às 19h00.

    Os bilhetes para o concerto “Ella & More” estarão brevemente disponíveis através da bol.pt e poderão também ser adquiridos diretamente no Centro Cultural de Lagos. Para mais informações, o contacto telefónico é o 282 770 450. Não perca o encontro de jazz que promete aquecer o final de janeiro.

  • Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    Opinião | A nova unidade hospitalar do Algarve

    por José Estêvão Cruz

    O Governo decidiu criar uma nova unidade hospitar para o Algarve e ainda bem. CCDRA, por José Apolinário e AMAL, por António Pina, apresentaram as naturais saudações devidas à decisão de uma obra que tardava.

    Porém, tal unidade de saúde só estará concluída no ano de 2031. Ou seja, daqui a cinco anos num Mundo que acelera em termos de construção e tecnologia. Cinco anos é muito tempo no estágio de desenvolvimento atual da Humanidade e no espaço dos países desenvolvidos em que nos integramos.

    É natural que qualquer algarvio se encontre contente com esta decisão, pois é a primeira pedra legal para o arranque, mas sabemos todos os empecilhos que têm sido erguidos no caminho de qualquer obra e a lentidão dos procedimentos e obstruções. Ser PPP também não ajuda.

    Que pensa a sociedade algarvia que já se manifestou e que saúde poderá ser encontrada daqui a cinco anos com o número de residentes e visitantes a aumentar a taxas anormais, teremos de o averiguar.

    Foi, em contexto de parceria público‑privada, com um investimento previsto de cerca de 420 a 426,6 milhões de euros e um encargo total na ordem dos 1 100 milhões ao longo de cerca de 27 anos, que o Governo aprovou em Conselho de Ministros a construção do Hospital Central do Algarve, segundo a CNN Portugal.

    O Executivo estima que a unidade esteja operacional em 2031, depois de décadas de anúncios falhados e «oito primeiras pedras», o que é apresentado como correção tardia de uma injustiça para a região., salienta o Algarve Primeiro.

    Vemos que o novo Hospital Central do Algarve é apresentado como «dia histórico» e «sonho de décadas» por governantes e entidades regionais, mas a distância entre o anúncio e a entrada em funcionamento em 2031, alimenta a inquietação numa sociedade que já sente hoje o SNS no limite.

    Entretanto, vamos ter de lidar com o contraste entre o alívio político-institucional e a ansiedade de profissionais de saúde, autarcas, utentes e empresários perante mais cinco invernos e cinco verões de pressão sobre um sistema fragilizado.​

    O reforço para já das estruturas do SNS é muito mais importante que o anúncio de mais uma PPP.

    O Algarve bateu em 2024 o recorde de hóspedes, com 5,2 milhões de visitantes e cerca de 20,7 milhões de dormidas, mantendo‑se como principal destino turístico nacional e com o aeroporto de Faro a ultrapassar 9,8 milhões de passageiros.

    Esta dinâmica turística, somada ao crescimento de residentes, traduz‑se numa pressão sazonal extrema sobre urgências, internamentos e meios complementares de diagnóstico, num contexto em que os hospitais de Faro e Portimão acumulam queixas de sobrecarga e falta de profissionais.​

    É necessário reconhecer que, se muitos algarvios reconhecerão a importância simbólica e prática de finalmente haver uma decisão com calendário, a promessa tem 20 anos. Ou seja, a necessidade foi reconhecida nessa ocasião e vai ser apenas cumprida 25 anos depois, em 2031. Temos de convir que é um horizonte demasiado distante para as necessidades de hoje.

    E ainda falta saber se ter um novo hospital em 2031 nos trará os cuidados que consigam serviços que possam suprir as listas de espera, a falta de médicos de família e o recurso a privados, que já fazem parte do quotidiano.​

  • Espírito do Dakar na 13.ª Edição do ‘Nosso Dakar’ parte do Pomarão

    Espírito do Dakar na 13.ª Edição do ‘Nosso Dakar’ parte do Pomarão

    A 13.ª edição do evento de aventura “Nosso Dakar” teve o seu arranque hoje, sexta-feira, dia 9 de janeiro, no pitoresco local do Pomarão, concelho de Mértola. Organizado pela Longitude 009, este ano o rali celebra um marco duplo de grande relevância para a história dos desportos motorizados nacionais.

    Para além de assinalar a sua 13.ª edição, o “Nosso Dakar” homenageia os 20 anos da partida do primeiro rali Lisboa–Dakar. Com o arranque dado em pleno Baixo Alentejo, este evento assume, assim, um simbolismo acrescido, ligando a atual aventura à memória do percurso histórico que colocou Portugal no mapa dos grandes ralis mundiais.

    O evento, que junta pilotos e aventureiros de várias gerações, é encarado pela organização como muito mais do que um desafio motorizado. Trata-se de um ponto de encontro alicerçado nos valores da famosa prova africana.

    Segundo a Longitude 009, o evento “é mais do que uma aventura, é um ponto de encontro de gerações de pilotos e aventureiros, unidos pela superação, pela amizade e pela liberdade que sempre definiram o Dakar”.

    Os participantes iniciaram a sua jornada no Pomarão, para três dias intensos de navegação e grandes vistas, percorrendo paisagens vastas e desafiantes. A rota desenrola-se pelas serras e planícies que ligam o Alentejo ao Algarve, solidificando a região de Mértola como o ponto de partida ideal para a aventura no sul do país.

  • Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    Água para o Interior: Transferência de Gestão Hídrica Reforça Agricultura em Alcoutim

    A gestão da água para a agricultura no interior do Sotavento Algarvio acaba de ser reforçada, numa medida crucial para a resiliência dos campos de Alcoutim.

    O Ministério da Agricultura e Mar, através do Ministro José Manuel Fernandes, aprovou a transferência da gestão de mais quatro aproveitamentos hidroagrícolas para a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento do Algarve (ABPRSA).

    Esta decisão, formalizada por despacho de 7 de janeiro, aprova a segunda adenda ao Contrato de Concessão para a Gestão do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio, dando seguimento a um modelo de gestão partilhada que visa maior eficiência e capacidade de resposta.

    Para o concelho de Alcoutim, esta é uma notícia de particular relevância, abrangendo duas infraestruturas críticas, que representam a maior área de intervenção desta nova tranche: o aproveitamento de Preguiças (24 ha), na freguesia de Vaqueiros, e o de Pessegueiro (68 ha), em Martim Longo. No seu conjunto, as quatro infraestruturas transferidas abrangem 126 hectares de área beneficiada e uma capacidade de armazenamento de 0,8 hectómetros cúbicos, essenciais para a produção agrícola da região.

    A necessidade desta consolidação surge devido à dificuldade sentida pelas anteriores entidades gestoras. As associações responsáveis pelos aproveitamentos de Pessegueiro, Mealha (Tavira) e Monte da Ladeira (Castro Marim) renunciaram voluntariamente à função, reconhecendo que a ABPRSA, por possuir maior capacidade e recursos humanos, estaria mais apta a prosseguir os fins de interesse público, garantir o cumprimento das obrigações legais e, fundamentalmente, responder aos desafios colocados pela emergência climática.

    No caso específico do aproveitamento das Preguiças, a sua gestão estava suspensa por despacho ministerial desde novembro de 2025, o que torna urgente esta nova atribuição de responsabilidade.

    A integração destes aproveitamentos insere-se numa estratégia ministerial mais vasta de consolidação da gestão dos pequenos aproveitamentos hidroagrícolas no Algarve. O objetivo é claro: garantir o cumprimento das exigências legais, promover a manutenção e valorização das infraestruturas e otimizar o uso e a gestão do recurso água, num contexto de crescente escassez hídrica.

    Para os agricultores de Alcoutim, a centralização da gestão na ABPRSA espera-se que represente uma garantia de maior estabilidade e eficiência operacional nas suas infraestruturas hídricas, assegurando que os aproveitamentos vitais para o interior têm o apoio necessário para enfrentar os períodos de seca e promover a sustentabilidade agrícola local.

  • Vila Real de Santo António: Obras de 50 Milhões de Euros do PRR podem reabilitar 372 Fogos de Habitação Social

    Vila Real de Santo António: Obras de 50 Milhões de Euros do PRR podem reabilitar 372 Fogos de Habitação Social

    O município de Vila Real de Santo António (VRSA) anunciou que acaba de assegurar o maior investimento estrutural da sua história no parque habitacional municipal.

    Um plano de requalificação de 50 milhões de euros, integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), irá reabilitar profundamente 372 fogos de habitação social, garantindo melhores condições de conforto e segurança a centenas de famílias que aguardavam por esta intervenção há décadas.

    O projeto anuncia-se como representando um passo decisivo para resolver as carências habitacionais do concelho, abrangendo a renovação integral de todos os bairros de habitação social.

    Financiadas a 100% pelo PRR e pelo Programa 1.º Direito, as obras arrancam já este mês de janeiro e estender-se-ão, em várias frentes e em simultâneo, por todas as freguesias, até ao primeiro semestre de 2026.

    O presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, salientou que a iniciativa é «o culminar de uma estratégia rigorosa para devolver a dignidade e a qualidade de vida que os nossos munícipes aguardavam há décadas», tratando-se de um investimento tão ambicioso quanto necessário.

    Ao contrário de manutenções pontuais realizadas no passado, esta intervenção foca-se na reabilitação profunda e estrutural das frações. Os trabalhos são vastos, incidindo sobre o reforço estrutural, a envolvente térmica e acústica, isolamentos e impermeabilizações de coberturas, bem como a substituição integral das redes de distribuição de água, eletricidade, telecomunicações e saneamento.

    Estima-se que as obras permitam uma melhoria mínima de 10% no desempenho térmico de todas as habitações, promovendo uma eficiência energética fundamental para o bem-estar das famílias residentes.

    Consciente do impacto das obras nos agregados familiares, a autarquia implementou um cuidadoso plano logístico, que incluiu reuniões setoriais com os moradores para planeamento.

    Para garantir o bem-estar das famílias durante a intervenção, foi desenvolvida uma solução inovadora de alojamento temporário através de mobile homes, já visíveis.

    Estas estruturas permitirão que os agregados familiares permaneçam em condições de conforto, junto dos seus bairros, enquanto as suas casas são renovadas, minimizando o transtorno. Segundo Álvaro Araújo, este planeamento prova que a coragem política permite «colocar as pessoas no centro da governação», assegurando que nenhum residente será esquecido.

    O investimento global ascende a 50.274.304,71 euros e será distribuído pelos sete bairros e pelos fogos dispersos do concelho. O Bairro Santo António concentra a maior fatia da verba (mais de 20 milhões de euros para 143 fogos), seguido pelo Bairro da Barquinha (cerca de 8,9 milhões de euros para 73 fogos).

    Esta requalificação histórica supera as barreiras financeiras que, durante anos, impediram a melhoria do parque habitacional social de VRSA.

    Com este passo, o município não só investe na revitalização urbana, mas reafirma o seu compromisso com a justiça social, garantindo que as famílias arrendatárias terão finalmente o conforto, a segurança e a qualidade de vida merecidas.