FOZ – Guadiana Digital

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  • Guadiana em cheia: um dia de balanço após as descargas do Alqueva e do Chança

    Guadiana em cheia: um dia de balanço após as descargas do Alqueva e do Chança

    O dia de ontem ficou marcado por um quadro hidrológico exigente em toda a bacia do Guadiana. Depois de vários dias de precipitação intensa no interior e no sul da Península Ibérica, as descargas controladas das barragens de Alqueva e do Chança fizeram-se sentir ao longo de todo o curso do rio, com impacto particular nas localidades ribeirinhas do Baixo Guadiana.

    O dia de hoje trouxe uma pausa relativa, mas o cenário mantém-se sob vigilância, perante a previsão de nova tempestade a atingir o Algarve.

    As descargas do sistema de Alqueva, necessárias para garantir a segurança da infraestrutura, provocaram um aumento significativo dos caudais a jusante. Este acréscimo, conjugado com os contributos naturais dos afluentes, resultou na subida rápida do nível do Guadiana, levando à inundação de zonas ribeirinhas, campos agrícolas e acessos secundários.

    Em Mértola, o rio galgou margens em áreas historicamente vulneráveis. As zonas baixas junto ao cais e terrenos agrícolas adjacentes ficaram submersos, condicionando a atividade local.

    Embora sem registo de vítimas ou danos estruturais graves, a população acompanhou com apreensão a evolução do caudal, num cenário que reavivou memórias de cheias passadas.

    Cheias do Guadiana em 5 de Fevereiro de 2026 - 1

    Mais a sul, na fronteira natural entre Portugal e Espanha, Sanlúcar de Guadiana e Alcoutim viveram horas de particular atenção. A subida do nível do rio afetou zonas ribeirinhas, passadiços e áreas de lazer junto à água, levando ao encerramento preventivo de acessos e à suspensão temporária de atividades turísticas e fluviais.

    A cooperação transfronteiriça revelou-se essencial no acompanhamento da situação, com autoridades dos dois lados do rio em contacto permanente.

    Cheias do Guadiana em 5 de Fevereiro de 2026 - 2

    Já no troço final do Guadiana, o impacto fez-se sentir de forma mais alargada. Em Ayamonte, o aumento do caudal provocou a inundação de zonas baixas próximas da foz, afetando áreas agrícolas e alguns arruamentos junto ao rio.

    Do lado português, Castro Marim registou cheias nos sapais e zonas envolventes ao estuário, com especial incidência nos acessos rurais e terrenos agrícolas.

    Em Vila Real de Santo António, o Guadiana atingiu níveis elevados, condicionando a circulação em áreas ribeirinhas e obrigando à monitorização constante da frente urbana voltada para o rio.

    Apesar do impacto visual impressionante, a proteção proporcionada pelo estuário e pelas infraestruturas existentes permitiu mitigar efeitos mais severos no núcleo urbano.

    Situações semelhantes foram registadas em locais como Laranjeiras e Guerreiros do Rio, onde o Guadiana voltou a ocupar o seu leito de cheia, isolando temporariamente caminhos e afetando pequenas explorações agrícolas. Nestes territórios de menor densidade populacional, a resiliência das comunidades e o conhecimento do comportamento do rio foram determinantes para reduzir riscos.

    O balanço do dia de ontem aponta para danos materiais limitados, mas evidencia a vulnerabilidade persistente das zonas ribeirinhas face a episódios meteorológicos extremos.

    Com a previsão de agravamento do estado do tempo nas próximas horas, as autoridades mantêm os planos de contingência ativos, apelando à prudência, à não aproximação às margens do rio e ao acompanhamento das informações oficiais.

    Cheias do Guadiana em 5 de Fevereiro de 2026 - 3

    O Guadiana dá hoje um curto sinal de tréguas, mas permanece sob observação apertada, num inverno que volta a testar a capacidade de resposta das populações e das infraestruturas ao longo de um dos rios mais emblemáticos do sul da Península.

  • VRSA e Castro Marim assumem gestão direta do CROA

    VRSA e Castro Marim assumem gestão direta do CROA

    Transparência e Profissionalismo no Bem-Estar Animal anunciam

    Os municípios de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim deram um passo decisivo na política de bem-estar animal ao assumirem a gestão direta do Centro de Recolha Oficial de Animais Intermunicipal (CROA). A nova estratégia foca-se na profissionalização dos serviços, no reforço das equipas técnicas e numa comunicação mais transparente e célere com a população.

    Localizado no Sítio de Monte Matos, em Castro Marim, o CROA é uma estrutura vital para a salvaguarda da saúde pública e do bem-estar animal na região. O centro garante a recolha, o alojamento temporário e os cuidados básicos a todos os animais errantes ou abandonados, operando agora sob a responsabilidade integral das autarquias.

    Esta reorganização estratégica visa clarificar responsabilidades e garantir uma maior estabilidade na gestão, permitindo uma resposta mais estruturada e imediata. Até à data, a gestão operacional esteve a cargo da Associação Guadi, cuja colaboração foi relevante no apoio aos animais acolhidos. Encerrado este ciclo, a transição para a gestão direta assegura a continuidade do serviço com um reforço substancial da capacidade institucional.

    Um dos pilares desta nova fase é o investimento em recursos humanos. A equipa técnica, que já contava com a contribuição de uma enfermeira de Castro Marim, integra agora mais uma enfermeira de VRSA, garantindo uma atuação mais próxima e articulada no terreno. Complementarmente, e para responder a uma das maiores necessidades do concelho, VRSA contratualizou um novo médico veterinário, dedicado em exclusivo ao reforço da capacidade de esterilização. Este investimento garante que cada animal sinalizado receba o acompanhamento técnico e clínico adequado.

    No contexto da modernização, foi lançada uma nova página oficial do CROA, gerida em conjunto pelos dois municípios. Esta plataforma digital concentra a divulgação de animais para adoção, o registo de animais perdidos e diversas ações de sensibilização, tornando-se uma ferramenta fundamental para aumentar as taxas de adoção e garantir total transparência sobre o trabalho desenvolvido na estrutura de Monte Matos.

    Para além da gestão do centro de recolha, a autarquia vila-realense continua a consolidar a sua política de proteção com o Programa KAHU. Esta estratégia, prestes a completar meio ano, foca-se no controlo humanizado das colónias de gatos errantes através do método CED (Captura – Esterilização – Devolução).

    O KAHU não se limita ao controlo populacional, integrando a instalação de abrigos normalizados e garantindo condições de higiene e alimentação supervisionada. Esta abordagem equilibra o bem-estar dos felinos com as exigências de saúde pública e sustentabilidade urbana, resultando em colónias saudáveis e monitorizadas.

    Esta reorganização traduz uma opção política clara: assumir diretamente a responsabilidade pela causa animal, reforçando o compromisso público nesta área. Os municípios continuarão a promover a articulação com a sociedade civil, garantindo uma intervenção estruturada e orientada para a melhoria da qualidade de vida de pessoas e animais.

    Os cidadãos são convidados a seguir a nova página oficial para acompanhar o trabalho e as campanhas de adoção: Centro de Recolha de Animais Intermunicipal de VRSA e Castro Marim (facebook.com/croavrsacm).

  • Solidariedade do Algarve para Leiria

    Solidariedade do Algarve para Leiria

    Mais de Uma Tonelada de Bens Essenciais Seguem para Pombal Vítima da Depressão Kristin

    A resposta humanitária e a solidariedade nacional demonstraram mais uma vez a sua força. Em resposta aos graves estragos causados pela depressão Kristin no concelho de Pombal, distrito de Leiria, os municípios de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim uniram esforços numa campanha de angariação de bens que superou largamente o objetivo inicial, resultando na recolha de mais de uma tonelada de produtos essenciais.

    A operação de recolha, que decorreu entre os dias 31 de janeiro e 3 de fevereiro no quartel de bombeiros de VRSA e Castro Marim, reuniu uma vasta e diversificada gama de artigos de primeira necessidade.

    A tonelagem é composta por alimentos para bebés, cereais, leite, azeite, bolachas, arroz, enlatados, massa e água, complementados por produtos de higiene e alimentação para animais de estimação. De vital importância para o processo de reconstrução são também os materiais de construção civil, como telhas, cimento e telas.

    Os bens essenciais seguem viagem ainda esta semana em três viaturas – duas cedidas pelo Município de Castro Marim e uma pela autarquia de VRSA. A gestão de distribuição no terreno será assegurada pela Câmara Municipal de Pombal, que utilizará a sua extensa rede local para garantir que a ajuda chega a todo o território afetado.

    Este notável movimento de apoio foi articulado e organizado pelos Municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    A iniciativa contou com a estreita colaboração das Juntas de Freguesia de Castro Marim, Altura, Odeleite, Azinhal, Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela, sendo o apoio logístico dos bombeiros fundamental para o sucesso da primeira fase da campanha.

    Embora a primeira remessa de apoio esteja a caminho de Leiria, a solidariedade mantém-se ativa.

    A segunda fase do movimento decorre a partir desta semana, e as doações continuam a ser aceites no quartel de bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, permitindo um fluxo contínuo de ajuda para as populações de Pombal atingidas pela tempestade.

  • Salvamento arriscado

    Salvamento arriscado

    𝗡𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗿𝗶𝗮 𝗲 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗼𝘀𝗮 𝘁𝗮𝗿𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝘂𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟬𝟱, 𝗮 𝗦𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗧𝗮𝘃𝗶𝗿𝗮 𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗮-𝘀𝗲 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗰𝗶𝗻𝘇𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗼, 𝗼 𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼 𝘂𝗶𝘃𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗺𝗲𝗱𝗿𝗼𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗮 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮 𝘁𝗲𝗶𝗺𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝗶𝗿, 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗮𝘀𝗳𝗮𝗹𝘁𝗼 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗿𝗺𝗮𝗱𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮𝗱𝗶𝗮.

    Foi nesse cenário implacável que o alerta soou, cortando a monotonia da tarde: um despiste violento na estrada sinuosa que serpenteava pela serra, um carro precipitado numa ravina íngreme, com uma vida esmagada entre oi carro e o terreno.

    A notícia correu pelos centros operacionais como um choque elétrico, em poucos minutos, a engrenagem complexa do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e do Sistema Integrado de Proteção e Socorro (SIOPS) ativou-se.

    O cenário era desolador. O veículo estava irreconhecível, entalado entre rochas e vegetação, a dezenas de metros da estrada. Por baixo, uma pessoa, a vítima que gemia, com ferimentos graves e o tempo a esgotar-se rapidamente.
    A cada minuto que passava, a hipotermia e o choque eram ameaças tão grandes quanto os próprios ferimentos.
    O local era inacessível e a decisão foi rápida: seria necessário um helicóptero com um recuperador salvador.

    O pedido foi enviado e, pouco depois, o som distante das pás a fustigar o ar anunciava a sua chegada.

    O piloto, com uma perícia notável, pairava sobre a ravina, lutando contra o vento forte e a visibilidade reduzida, enquanto um recuperador agarrado a um cabo era descido até ao local por um guincho.
    No solo, após horas de trabalho hercúleo, os bombeiros conseguiram finalmente libertar a vítima dos destroços e com a máxima delicadeza, a vítima foi imobilizada e preparada para a subida.

    Lentamente, metro a metro, a vítima foi içada da escuridão da ravina, emergindo das profundezas para a luz ténue do fim da tarde.

    No helicóptero, a equipa médica já lá aguardava, pronta para estabilizar a vítima e iniciar o transporte urgente para o hospital.

    Aquele dia foi um testemunho vivo da resiliência, coragem e, acima de tudo, da coordenação perfeita entre os diferentes corpos do SIEM e do SIOPS.

    Naquela tarde fria e chuvosa de 2005, na Serra de Tavira, não foi apenas uma vida que foi salva; foi a prova de que, quando a adversidade ataca, a união e o profissionalismo são a nossa maior garantia de esperança.

    Um relato de João Horta Subchefe de 1ª emSAFEPLACE52


  • Risco de cheias aumenta devido a descargas de barragens e influência das marés

    Risco de cheias aumenta devido a descargas de barragens e influência das marés

    Alerta no Baixo GuadianaRisco de Cheias Aumenta Devido a Descargas de Barragens e Influência das Marés

    Os concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António declararam, na tarde de 4 de fevereiro, a Situação de Alerta de âmbito municipal.

    A decisão, tomada às 16h00, surge em resposta ao risco hidrológico elevado que ameaça provocar cheias significativas no troço internacional e terminal do Rio Guadiana, uma área historicamente vulnerável na fronteira entre o Algarve e o Alentejo.

    Esta medida excecional justifica-se por uma conjunção perigosa de fatores. O caudal do Guadiana aumentou de forma sustentada e significativa, impulsionado pelas descargas massivas das barragens de Alqueva e Pedrógão, em Portugal, e da barragem de Chança, em Espanha.

    Este volume de água extraordinário é agravado pela precipitação persistente que tem afetado toda a bacia hidrográfica.

    Contudo, o fator mais crítico reside na zona estuarina: a conjugação da previsão de caudais elevados nas próximas horas com a influência das marés no estuário do Guadiana está a condicionar drasticamente a capacidade de escoamento do sistema fluvial.

    Este cenário traduz-se num risco acrescido para toda a zona ribeirinha dos respetivos concelhos.

    As autoridades alertam para potenciais impactos em pessoas, bens, infraestruturas, acessibilidades e atividades económicas.

    A declaração de alerta permite a ativação imediata de mecanismos excecionais de coordenação e resposta para mitigar os danos.

    Em articulação estreita com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) – enquanto Autoridade Nacional de Segurança de Barragens – e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os municípios ativaram os Centros de Coordenação Operacional Municipal (CCOM).

    Entre as medidas já adotadas, contam-se o acompanhamento contínuo da evolução hidrográfica do rio, a articulação permanente com os gestores das barragens para a modulação das descargas, e o reforço da vigilância em zonas historicamente vulneráveis.

    Foi igualmente determinado o encerramento preventivo de vias de comunicação e rodoviárias afetadas por cheias ou com risco iminente de inundação, com a participação ativa dos corpos de bombeiros, forças de segurança e Autoridade Marítima Nacional.

  • Governo Equipara Depressão Cláudia a Catástrofe Natural

    Apoio Agrícola no Algarve Ativado até 2026

    O Governo português deu luz verde a um conjunto de apoios cruciais para a agricultura algarvia, após reconhecer formalmente a Depressão Cláudia como um “fenómeno climatérico adverso equiparável a catástrofe natural”.

    Esta decisão, que sublinha a gravidade dos impactos da intempérie, permite acionar o mecanismo de “Restabelecimento do Potencial Produtivo” no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para o Continente.

    Esta medida emergencial visa mitigar os prejuízos e financiar a recuperação das infraestruturas e dos potenciais produtivos que foram danificados pelas chuvas intensas e outros eventos adversos associados à depressão.

    O apoio é visto como um balão de oxigénio vital para a resiliência do setor agrícola da região sul.

    As áreas elegíveis para este apoio concentram-se em várias freguesias e concelhos do Algarve, refletindo os locais mais severamente afetados.

    Os agricultores das seguintes zonas podem apresentar candidaturas: Castro Marim (Odeleite); Faro (União das Freguesias de Faro – Sé e São Pedro); Loulé (Alte e São Sebastião); Portimão (Mexilhoeira Grande); e, Silves, abrangendo as freguesias de São Bartolomeu de Messines, Alcantarilha, Algoz, Pêra e Tunes.

    Os interessados em beneficiar deste apoio devem agir dentro do prazo estipulado e submeter as suas candidaturas através do portal oficial do PEPAC. É imperativo notar que o prazo limite é alargado, estendendo-se até às 17h00 do dia 31 de março de 2026.

    No entanto, é crucial que os agricultores com explorações afetadas procedam primeiro à declaração de prejuízos, um passo prévio obrigatório. Esta declaração de ocorrências deve ser formalizada junto das entidades regionais competentes. Todos os pormenores sobre a legislação aplicável e os formulários de declaração de prejuízos estão disponíveis nos portais oficiais das entidades governamentais e regionais.

  • Luz Verde em Mértola

    Luz Verde em Mértola

    Investimento Reforçado na Educação Sénior, Concessão Turística e Viagem Jovem a Florença

    A Câmara Municipal de Mértola reuniu no passado dia 4 de fevereiro para a sua Reunião Ordinária, sob a presidência de Mário Tomé. O encontro, que contou com a presença unânime de todos os vereadores, resultou na aprovação de um conjunto de propostas estratégicas que marcam o investimento do município em áreas cruciais como a educação, o turismo e o apoio ao associativismo.

    Mértola Consolida-se como Cidade Educadora

    Um dos pilares desta reunião centrou-se na educação e no posicionamento de Mértola no panorama nacional e internacional.

    Foi aprovada, por unanimidade, a alteração ao protocolo de colaboração com a ALSUD – Cooperativa de Ensino e Formação Profissional, garantindo um reforço financeiro para a Universidade Sénior de Mértola.

    O valor por polo foi aumentado para 4.200,00€, garantindo a sustentabilidade e a qualidade da oferta formativa para a população mais velha do concelho.

    Paralelamente, Mértola deu um passo decisivo no seu posicionamento internacional ao aderir à Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE).

    Esta aprovação, acompanhada pela subscrição da Carta das Cidades Educadoras, cimenta o compromisso do município em fazer da educação, em todas as suas vertentes, um motor de desenvolvimento social e cívico.

    Dinamização Turística na Mina de São Domingos

    No campo da economia e do lazer, a Câmara Municipal avançou com uma medida que visa dinamizar a popular praia fluvial da Tapada Grande, na Mina de São Domingos.

    Foi aprovada a proposta de abertura de Concurso Público para a concessão do direito de exploração de embarcações de recreio.

    Esta medida, que será posteriormente enviada para aprovação da Assembleia Municipal, visa potenciar a oferta turística local e o usufruto da zona balnear com atividades aquáticas sustentáveis.

    Mais Apoios para o Desporto e Cultura Jovem

    O associativismo desportivo também viu o seu apoio municipal reforçado. Foi aprovado, por unanimidade, o ajustamento na cabimentação relativa aos Apoios Municipais ao Associativismo Desportivo – Programa PACTARV (Apoio à Cedência de Transportes, Aquisição e Reparação de Viaturas) para 2026.

    Este ajuste implica um reforço de verba no valor de 6.125,00 €, decorrente da aplicação da majoração associada ao número de viaturas por clube, reconhecendo o esforço logístico das associações.

    Por fim, a cultura e a juventude foram contempladas com a aprovação da realização da edição de 2026 da iniciativa “Viagem Cultural com Jovens”.

    O destino escolhido é a icónica cidade de Florença, Itália, definindo-se desde já as datas, condições de participação e critérios de seleção para o que promete ser uma experiência cultural enriquecedora.

    Todas as deliberações desta Reunião Ordinária foram tomadas por unanimidade, sublinhando o consenso político em torno destes investimentos estratégicos para o desenvolvimento futuro de Mértola.

    Os cidadãos interessados em conhecer em detalhe o conteúdo integral das atas desta e de outras reuniões podem fazê-lo através do portal do município.

  • A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    A Semana de Comemorações de Santa Maria que Agitou Tavira

    Fé, Cultura e Nostalgia

    A semana de comemorações do Dia de Santa Maria encerrou com chave de ouro, estabelecendo um notável balanço entre a tradição religiosa, a dinâmica cultural e a prática desportiva.

    Os eventos, que decorreram na freguesia, refletiram de forma clara a identidade e as ricas tradições locais, confirmando o forte empenho da comunidade na celebração das suas raízes.

    O sucesso e a abrangência do programa foram fruto de uma colaboração estratégica e multifacetada.

    A Junta de Freguesia, promotora da iniciativa, contou com a parceria essencial das Paróquias de Tavira para a dimensão da fé, com a União Cicloturismo Tavirense para os aspetos desportivos, e com o imprescindível apoio do Município de Tavira.

    Esta conjugação de esforços garantiu que a semana fosse marcada pela partilha, pelo convívio e pela ampla participação popular.

    O ponto alto das festividades, que reuniu a comunidade em torno da cultura, foi o espetáculo musical que lotou o Teatro Municipal António Pinheiro (TMAP). Sob o título “Máquina do Tempo – Anos 60”, o evento foi concebido e apresentado pela talentosa Escola de Música da Fuzeta, sob a direção do músico Domingos Caetano.

    O público foi transportado numa autêntica viagem nostálgica, revivendo os grandes êxitos da vibrante década de 1960.

    O palco foi partilhado por alunos, professores e músicos convidados, num TMAP completamente cheio, demonstrando o poder da arte local em mobilizar e encantar a audiência.

    A Junta de Freguesia aproveita para expressar o seu profundo agradecimento a todos os parceiros institucionais, aos artistas que abrilhantaram as celebrações, a todas as entidades envolvidas e, sobretudo, ao público que, com a sua participação ativa, foi decisivo para o sucesso destas comemorações e para a continuada valorização da nossa freguesia.

  • Na Coesão e Proximidade câmara de Alcoutim aprova apoios

    Na Coesão e Proximidade câmara de Alcoutim aprova apoios

    Cruciais para Seniores e Desporto Local

    A Câmara Municipal de Alcoutim assumiu um forte compromisso com a coesão social e o bem-estar da sua população na reunião executiva desta quarta-feira, 28 de janeiro.

    Foram aprovados protocolos de cooperação que injetam mais de 135.000 euros na rede de apoio social e no movimento desportivo local. Este investimento visa garantir a sustentabilidade dos serviços essenciais, desde o cuidado aos idosos até à formação da juventude.

    O destaque principal vai para a aprovação de um protocolo com a Associação de Solidariedade Social, Cultura, Desporto e Arte dos Balurcos. Este acordo prevê uma comparticipação financeira de 91.000,00 euros, essencial para cobrir as despesas de funcionamento do Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) da instituição.

    Este apoio financeiro é vital, reconhecendo o papel crucial que esta Associação desempenha no apoio à população sénior e aos munícipes em situação de maior vulnerabilidade no concelho. Além da vertente financeira, a autarquia reforçou o compromisso com a qualidade dos cuidados de saúde, aprovando um protocolo tripartido que garante o acompanhamento clínico regular dos utentes do Lar por parte de um médico.

    O presidente da autarquia, Paulo Paulino, sublinha a relevância desta ação: “Este protocolo traduz o reconhecimento do trabalho imprescindível que a Associação dos Balurcos desenvolve diariamente junto da nossa população mais idosa e vulnerável. O apoio financeiro agora aprovado é fundamental para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados, reforçando o compromisso do Município de Alcoutim com a coesão social e o bem-estar da comunidade.”

    Além da rede social, Alcoutim olhou também para o futuro e para a promoção de estilos de vida saudáveis através do desporto. Na mesma reunião, foram aprovadas comparticipações financeiras que totalizam 44.000 euros destinadas a associações desportivas locais.

    O Grupo Desportivo de Alcoutim (GDA) recebeu 35.000 euros e o Clube de Karaté de Alcoutim e Martim Longo foi contemplado com 9.000 euros. Estes fundos destinam-se a apoiar os respetivos planos de atividades para o corrente ano, permitindo a continuidade e o desenvolvimento do trabalho de formação e dinamização desportiva.

    O investimento reconhece o mérito e a consistência destas instituições, destacando, em particular, os excelentes resultados alcançados pelos atletas do GDA na modalidade de canoagem, que tem elevado o nome do concelho a patamares nacionais.

    Para Paulo Paulino, este investimento é crucial: “O Município reconhece o papel fundamental que o movimento associativo desportivo desempenha na formação dos jovens, na promoção de estilos de vida saudáveis e na dinamização do território. Estes apoios são um investimento nas pessoas e no futuro do concelho.”

    A autarquia de Alcoutim reafirma, assim, a sua política de proximidade e cooperação com as instituições locais, assegurando a sustentabilidade dos serviços essenciais e fortalecendo a coesão social do território.

  • Vila Real de Santo António em Alerta

    Vila Real de Santo António em Alerta

    Depressão Leonardo Força Reunião de Emergência e Ativa Nível de Prontidão 4

    O Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) de Vila Real de Santo António (VRSA) reuniu-se de emergência hoje, 3 de fevereiro, para preparar e definir medidas preventivas perante o iminente agravamento das condições meteorológicas provocado pela Depressão Leonardo.

    De acordo com as previsões emitidas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos da depressão começaram a sentir-se com maior intensidade no Baixo Alentejo e Algarve a partir do final da tarde de terça-feira.

    Esperam-se períodos de chuva persistente, vento forte e agitação marítima significativa, com o pico de maior impacto previsto entre a noite de 3 de fevereiro e a manhã de 5 de fevereiro.

    Face à ameaça, o sistema nacional de Proteção Civil encontra-se em estado de prontidão especial – nível 4, e o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi ativado. A região do Algarve mantém, por isso, vários avisos meteorológicos em vigor.

    A reunião do CCOM sublinhou a articulação entre múltiplas entidades. Estiveram presentes responsáveis da saúde, forças de segurança, autarquia, juntas de freguesia, Águas de Vila Real de Santo António, e os Bombeiros de VRSA e Castro Marim, garantindo uma gestão operacional coordenada do território.

    A nível hidrográfico, a situação do rio Guadiana está sob vigilância. Embora estejam previstas marés com alguma amplitude, que poderiam potenciar inundações em zonas vulneráveis se coincidissem com precipitação intensa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não emitiu, até ao momento, alertas de cheia para esta zona.

    Estão igualmente programadas descargas controladas nas barragens de Alqueva, Chança, Odeleite e Beliche, mas a amplitude das marés deverá permitir acomodar os aumentos de caudal previstos.

    Em termos de prevenção local, o Município, em colaboração com a Rede Ambiente, reforçou a limpeza e desobstrução de sumidouros e sarjetas, bem como a limpeza dos cursos de água, visando garantir as melhores condições possíveis para o escoamento das águas pluviais.

    O Serviço Municipal de Proteção Civil mantém-se em contacto permanente com a ANEPC, assegurando que qualquer alteração ao estado de alerta ou emissão de avisos de cheia será prontamente comunicada à população.

    Recomendações Essenciais para a População

    Perante este cenário de alerta, a ANEPC apela à adoção de medidas de autoproteção. A população deve proceder à limpeza dos sistemas de drenagem junto às habitações (esgotos e caleiras); fixar estruturas soltas (andaimes, lonas, toldos); evitar a permanência junto à orla costeira e zonas ribeirinhas; não tentar atravessar zonas inundadas, mesmo que pareçam pouco profundas; adotar uma condução defensiva e reduzir a velocidade nas estradas.

    O Município apela à serenidade de todos os munícipes e ao rigoroso cumprimento das orientações emitidas pelas autoridades competentes, assegurando que continuará a monitorizar de perto a evolução da situação meteorológica.

    Para casos de ocorrência, foram divulgados os seguintes contactos de emergência: Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim — 281 543 112; Número nacional de emergência — 112

  • Depressão Kristin: associações empresariais apoiam medidas do Governo,

    Exigem Maior Celeridade e Apoios Não Reembolsáveis

    As principais associações empresariais das regiões de Leiria, Coimbra e Santarém manifestaram um apoio cauteloso às medidas governamentais anunciadas para mitigar os estragos causados pela Depressão Kristin.

    Contudo, alertam para a insuficiência dos apoios face à dimensão dos prejuízos e exigem uma aceleração urgente na aplicação prática das ajudas, incluindo a extensão de subvenções a fundo perdido para microempresas.

    A AIP – Associação Industrial Portuguesa, juntamente com a NERLEI, a NERSANT e a NERC, reuniu em Leiria para avaliar o impacto da tempestade, que se revelou transversal a quase todos os setores económicos. A conclusão é que os efeitos nefastos ultrapassam largamente a mera destruição de ativos físicos.

    Os empresários sublinham que a paragem forçada da atividade, resultante das interrupções no fornecimento de eletricidade e comunicações, está a provocar um agravamento exponencial da situação.

    A este cenário juntam-se penalizações contratuais, a deterioração de stocks e os custos inerentes às manutenções necessárias para o reinício da produção.

    Em termos gerais, as associações consideram que o pacote de medidas anunciado pelo Governo se encontra “globalmente bem estruturado”, dada a informação disponível no momento da decisão.

    Foram especialmente destacadas como positivas as isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação dos procedimentos de licenciamento e controlo prévio, o recurso ao lay-off simplificado e as moratórias fiscais e linhas de apoio financeiro.

    No entanto, a grande preocupação levantada é a celeridade da intervenção. Foi identificada como crítica a velocidade com que as medidas chegarão efetivamente às empresas, um ponto que, segundo as associações, deve seguir as boas práticas adotadas em situações anteriores, como os incêndios de 2017 e a crise pandémica da COVID-19.

    Da reunião resultou um conjunto de propostas prioritárias que foram imediatamente apresentadas ao Ministério da Economia. A principal exigência passa pelo alargamento das subvenções diretas até 10.000€ — atualmente previstas apenas para os setores da agricultura e floresta — a outros setores, nomeadamente microempresas.

    Foi igualmente defendida a ativação urgente do Sistema de Reposição de Capacidades Produtivas, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 4/2023, permitindo o acesso a apoios não reembolsáveis para as empresas mais afetadas pela tempestade. Os líderes empresariais reivindicam ainda a aceleração do acesso a linhas de crédito já existentes e a reprogramação dos contratos de incentivos em vigor.

    Por último, o sector empresarial pressiona o Governo para que agilize os pagamentos, reembolsos e adiantamentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030, essenciais para garantir o fluxo de caixa e a capacidade de investimento nas empresas atingidas.

  • Depressão Kristin: Castro Marim mobiliza ajuda Crucial

    Depressão Kristin: Castro Marim mobiliza ajuda Crucial

    Envio de Geradores para o Centro do País

    O Município de Castro Marim em demonstração de «um forte espírito de solidariedade inter-regional» enviou, no dia 31 de janeiro, um carregamento vital de geradores de grande capacidade.

    A ajuda é destinada às zonas do Centro do país, gravemente afetadas pelos danos causados pela recente depressão Kristin.

    A operação logística, conduzida por um motorista do município algarvio, envolveu o transporte de geradores potentes (cerca de 100 kVA), provenientes do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil/Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, juntamente com o apoio dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Portimão e Loulé.

    Os equipamentos de maior dimensão serão cruciais para garantir o funcionamento de centros de saúde e outros equipamentos sociais na área de Leiria. Paralelamente, foram igualmente transportados pequenos geradores domésticos com destino ao Município de Pombal.

    Esta ação de apoio é uma resposta direta à solicitação do Comando Nacional para a constituição de um Grupo de Reforço de Bombagem. Este grupo de intervenção especializado na zona centro conta com um total de sete veículos, 25 bombeiros e dois elementos de comando, mobilizados a partir de corporações algarvias essenciais, incluindo Vila Real de Santo António (VRSA), Castro Marim, Lagos, Loulé, Monchique, Albufeira e Vila do Bispo.

    Além do apoio logístico e de recursos humanos, o esforço de ajuda humanitária continua a contar com o contributo da população. Até ao dia 3 de fevereiro, os cidadãos podem participar ativamente na recolha de bens essenciais.

    As doações, que incluem água, alimentos não perecíveis (como conservas, massa, arroz, azeite, leite, papas infantis, bolachas e cereais), produtos de higiene (champô, sabonete, fraldas, toalhetes) e materiais de construção cruciais (telhas, areia, cimento, lonas e mangas de plástico para proteção de telhados), podem ser entregues nos quartéis de bombeiros de VRSA e Castro Marim.

    A mobilização rápida de Castro Marim e a articulação entre as diversas entidades de proteção civil do Algarve sublinham a importância da coordenação nacional em momentos de crise, reforçando o lema de que ‘Juntos vamos ajudar o País’.

  • Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Reconhecimento da ONU: O Dia Internacional da Dieta Mediterrânica

    Algarve consolidado como Polo de Sustentabilidade

    A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na sua sessão de dezembro, a instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica, que será assinalado anualmente a 16 de novembro.

    Este reconhecimento global sublinha o vasto contributo deste modelo alimentar não só para a saúde pública e longevidade, mas também para a sustentabilidade ambiental, a biodiversidade e a inclusão social.

    A CCDR Algarve (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) afirmou saudar este marco político, que reforça de forma significativa o papel da região na promoção de um modelo alimentar, cultural e territorial sustentável.

    A resolução da ONU, apresentada pela representação de Itália com o apoio expresso de Portugal, surge na sequência da declaração da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

    A Dieta Mediterrânica é destacada pela ONU como um modelo alimentar equilibrado, que privilegia o consumo de azeite, frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas.

    Além da prevenção de doenças não transmissíveis e do bem-estar, a dieta é intrinsecamente ligada ao desenvolvimento socioeconómico local, apoiando pequenos agricultores, artesanato e redes comunitárias, ao mesmo tempo que promove valores essenciais como a hospitalidade, a partilha de saberes e o diálogo intercultural.

    Ao longo da última década, a CCDR Algarve lembra que tem sido a guardiã e impulsionadora desta identidade regional. A instituição preside à Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, acompanhando o plano de atividades para a sua salvaguarda.

    Este trabalho tem-se concretizado através de uma atuação concertada, que inclui a articulação com universidades e municípios, o apoio a projetos de valorização económica e turística, a promoção de cadeias curtas e a sensibilização educativa dirigida a diversos públicos.

    A instituição do Dia Internacional da Dieta Mediterrânica constitui um reforço político essencial. Este reconhecimento irá dinamizar a cooperação mediterrânica, estimular novos projetos financiados pela União Europeia e aprofundar a promoção cultural e turística da região. Adicionalmente, servirá de catalisador para fortalecer políticas ligadas à saúde pública, à educação alimentar e à adaptação climática.

    A CCDR Algarve confirma que manterá e consolidará o trabalho em rede, acompanhando a implementação desta iniciativa promovida pela FAO. Através da colaboração com entidades municipais, regionais, nacionais e internacionais, o objetivo é claro: reforçar o papel do Algarve na promoção de estilos de vida saudáveis e na sustentabilidade territorial, afirmando-se, em definitivo, como um polo mediterrânico qualificado, competitivo e culturalmente distinto.

  • O Ritmo da Tradição: Castro Marim promove saúde e convívio

    O Ritmo da Tradição: Castro Marim promove saúde e convívio

    O Regresso do «Baila Coração ao Som do Acordeão»

    A Câmara Municipal de Castro Marim anunciou o regresso da aclamada iniciativa «Baila Coração ao Som do Acordeão», um programa que visa unir a rica tradição popular algarvia com uma política ativa de promoção do envelhecimento ativo e saudável.

    Durante cinco meses, de janeiro a maio, os serões de baile percorrerão as várias povoações do concelho, garantindo animação e um forte impulso ao bem-estar social.

    Mais do que um mero evento de entretenimento, o programa tem um propósito fundamentalmente social e de saúde pública.

    O Município de Castro Marim utiliza o convívio e o exercício físico proporcionado pela dança como ferramentas de combate ao isolamento e à depressão, males que afetam frequentemente as populações mais envelhecidas e isoladas do interior.

    Os bailes, embalados pelo som inconfundível do acordeão, são vistos como um excelente pretexto para a socialização e para o combate às doenças osteoarticulares, contribuindo significativamente para aumentar a qualidade de vida dos munícipes.

    O calendário para 2024 é vasto e começa a aquecer os corações já este mês. O arranque da edição está agendado para o dia 24 de janeiro, no Clube de Caçadores da Corte Pequena. O programa prossegue no dia 31 de janeiro, levando a festa à sede da Banda Musical Castromarinense, em Castro Marim. Todos os serões estão previstos para começar pontualmente às 21h00.

    Em fevereiro, a animação não abranda, com duas datas confirmadas: no dia 21, o palco é o Clube de Caçadores e Pescadores Entre-barragens, seguindo-se o Clube Junqueira, no dia 28.

    Após um interregno em março, os bailes regressam em abril, abrangendo várias associações culturais e recreativas. Estão marcados para o dia 4 de abril, na sede da Associação Recreativa e Cultural do Azinhal; no dia 11, no Clube de Caçadores e Pescadores das Furnazinhas; e, por fim, a 18 de abril, no Clube Desportivo Caça e Pesca do Guadiana, na Corte Gago.

    O ciclo festivo “Baila Coração ao Som do Acordeão” culmina em maio, com os dois últimos encontros: um baile na Antiga Escola do Barrocal/Associação Mito Algarvio, no dia 9, e o encerramento oficial no dia 16 de maio, no Centro de Convívio da Cumeada da Alta Mora.

    Esta iniciativa é uma das bandeiras da política de proximidade da autarquia de Castro Marim na área da saúde e bem-estar, demonstrando um claro empenho na promoção de um envelhecimento ativo e com mais qualidade de vida para toda a comunidade.

  • Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    Via Algarviana Submersa: Responsáveis Pedem Adiamento de Caminhadas Após Cheias em Monchique

    As recentes e intensas tempestades que têm assolado o Sul da Europa deixaram marcas visíveis na rede de percursos pedestres mais emblemática do Algarve.

    Os responsáveis pela gestão da Via Algarviana emitiram um alerta urgente, documentado por um testemunho fotográfico impactante, que confirma o estado de cheia em várias secções do percurso.

    A fotografia divulgada foca-se na passagem pela ribeira de Monchique, ilustrando o nível alarmante a que as águas subiram durante o fim de semana.

    O registo mostra claramente o caminho que desce até à ribeira completamente inundado, com a água a cobrir sensivelmente metade de um poste de sinalização, um indicador claro da profundidade e do risco atual.

    Este cenário não se limita apenas às linhas de água. Os gestores da Via Algarviana sublinham que o estado atual de muitos trilhos e caminhos foi gravemente afetado pela saturação dos solos e pela força dos caudais.

    A passagem pela ribeira de Monchique é apenas um exemplo da vulnerabilidade do percurso face à sequência de eventos meteorológicos extremos deste inverno.

    Face à instabilidade e aos perigos inerentes à circulação em caminhos potencialmente danificados ou submersos, a recomendação é perentória: os caminhantes e entusiastas da natureza devem adiar os seus planos de exploração da Via Algarviana por “mais uns dias (ou semanas)”.

    O objetivo é simples: garantir que todos possam desfrutar do percurso em segurança e em pleno contacto com a natureza, assim que as condições climatéricas permitam a recuperação total dos trilhos.

  • IA da Google na prevenção de cheias no Baixo Guadiana

    IA da Google na prevenção de cheias no Baixo Guadiana

    A platafirma Google Flood Hub Prevê Risco de Cheias para os Próximos Dias


    A combinação de chuvas intensas e a gestão dos caudais da Barragem de Alqueva coloca a região do Baixo Guadiana sob vigilância. A plataforma Flood Hub, da Google, utiliza Inteligência Artificial para antecipar subidas do nível das águas, servindo como uma ferramenta crucial de utilidade pública.
    Vila Real de Santo António – A região do Baixo Guadiana enfrenta um cenário de vulnerabilidade meteorológica nos próximos dias. Com a passagem de sucessivas frentes de precipitação e a necessidade de descargas controladas na Barragem de Alqueva para modular os caudais afluentes, o risco de transbordo do rio em zonas críticas aumentou significativamente.
    De acordo com os dados mais recentes processados pela plataforma Flood Hub da Google, o modelo hidrológico aponta para uma subida gradual do nível das águas entre Mértola e a foz do Guadiana. A ferramenta, que cruza dados de satélite com previsões meteorológicas em tempo real, permite antecipar cenários de inundação com uma antecedência de até sete dias, oferecendo uma margem de manobra preciosa para as populações e autoridades locais.
    Tecnologia ao Serviço da Segurança
    O Flood Hub não é apenas um mapa de risco; é um sistema avançado de resposta a crises. Ao contrário dos métodos tradicionais, esta plataforma utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar dois modelos distintos:

    • Modelo Hidrológico: Prevê a quantidade de água que corre no rio.
    • Modelo de Inundação: Identifica as áreas específicas que serão afetadas e a profundidade prevista da água no solo.
      Utilidade Pública: Como o Cidadão Pode Proteger-se
      Para os residentes de localidades como Alcoutim, Guerreiros do Rio ou Azinhal, o acesso a esta informação é gratuito e direto. Através do portal Flood Hub, qualquer utilizador pode:
    • Visualizar em tempo real as zonas com maior probabilidade de inundação.
    • Receber alertas diretamente no smartphone através do Google Maps ou Pesquisa Google.
    • Planear a proteção de bens e a evacuação de gado ou veículos em áreas ribeirinhas antes que o pico da cheia ocorra.
      Recomendações das Autoridades
      Embora a tecnologia da Google ofereça uma previsão de alta precisão (estimada em cerca de 80% de correspondência com a realidade no terreno), a Proteção Civil reforça que estas ferramentas devem complementar os avisos oficiais do IPMA e das autarquias.
      Perante a previsão de chuva forte e vento para esta semana, recomenda-se à população que evite atividades junto às margens, garanta a desobstrução de sistemas de escoamento e acompanhe a evolução dos mapas de risco online.

    por Redacção GEM-DIGI

  • Guadi abandona CRO de Castro Marim

    Guadi abandona CRO de Castro Marim

    É o fim de uma era para a GUADI que decidiu abandonar o Canil Intermunicipal de Castro Marim e VRSA Após 20 Anos de Serviço, rementendo as explicações para mais tarde.

    A comunidade algarvia ligada à causa animal foi surpreendida esta semana com a notícia da saída de uma associação histórica do Centro de Recolha Oficial (CRO) Intermunicipal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (VRSA).

    Após duas décadas de dedicação ininterrupta ao acolhimento de animais, a entidade optou por cessar a sua colaboração, remetendo a explicação completa desta «decisão muito pensada» para um momento posterior.

    Durante 20 anos, a associação foi o pilar da gestão e apoio no canil intermunicipal. O comunicado emitido pela organização sublinha a longevidade deste compromisso, mencionando que, apesar das «muitas adversidades», a equipa conseguiu alcançar resultados significativos na defesa e bem-estar dos animais.

    Com a retirada imediata, há uma alteração operacional crucial para o público. A associação informa que, a partir de agora, qualquer contacto referente a informações ou assuntos relacionados com o canil deve ser dirigido exclusivamente às autarquias de Castro Marim e VRSA.

    A entidade manifesta, contudo, a sua disponibilidade para prestar apoio em “qualquer outro assunto” que não o canil em si.

    Embora a nota oficial assegure que “não há culpa, nem culpados”, o tom da comunicação é marcadamente emocional e sugere que a decisão não foi fácil. A associação refere que a vida “é feita de ciclos” e expressa o seu pesar por não poder, neste momento, fornecer todos os detalhes sobre o fim desta parceria de longa data.

    “Teríamos muito para dizer, mas neste momento não consigo”, confessa a entidade no comunicado, revelando que a decisão, apesar de apresentada como um fecho de ciclo ponderado, pode estar ligada a dificuldades subjacentes que se tornaram insustentáveis.

    A totalidade dos motivos que levaram a esta rutura será, portanto, esclarecida apenas quando os responsáveis se sentirem preparados para tal.

    O adeus é marcado por uma profunda gratidão. A associação aproveitou a oportunidade para agradecer publicamente a todos os voluntários, colaboradores e amigos que, de uma forma ou de outra, fizeram parte da equipa ao longo das duas décadas de serviço no CRO Intermunicipal.

  • CUF Conclui Aquisição de 75% do Hospital Particular do Algarve

    A CUF formalizou um passo estratégico significativo no mapa da saúde nacional. A empresa anunciou a conclusão da aquisição de 75% do capital social do Hospital Particular do Algarve (Grupo HPA Saúde), uma operação que expande drasticamente a sua presença geográfica em Portugal continental e insular.

    O fecho da operação só foi possível após a obtenção do indispensável aval regulatório, nomeadamente a decisão de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência (AdC). Esta compra de participação maioritária representa um investimento substancial, tendo sido liquidada por uma contrapartida que corresponde a cerca de 7,5% do total de ativos da CUF, tomando como referência a situação de junho de 2025, conforme comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

  • Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Eólicas gigantes no Nordeste Algarvio

    Entre a Promessa Energética e o Grito de Alerta Ambiental da Serra


    TAVIRA E ALCOUTIM — O interior do Algarve encontra-se no centro de uma nova vaga de investimentos em energias renováveis que está a dividir opiniões.

    A instalação de parques eólicos com aerogeradores de nova geração — caracterizados por uma altura sem precedentes e elevada potência — nos concelhos de Tavira e Alcoutim está a colocar em confronto a urgência da transição energética e a preservação do património natural e social da região.


    O Projeto: Gigantes de Aço no Horizonte

    O principal foco de tensão é o projeto de hibridização da Central Fotovoltaica de Alcoutim (Solara4), que prevê a instalação de 25 aerogeradores com uma potência unitária de 6,6 MW. Somando a outros projetos em avaliação, como os parques de Cachopo (Tavira) e Pereiro, estima-se que mais de uma centena de turbinas possam vir a ocupar uma área de 500 km^2 no nordeste algarvio.

    Estes novos geradores são significativamente mais altos do que os modelos tradicionais, visando maximizar a captação de vento em altitudes superiores, o que altera de forma irreversível a linha do horizonte das serras algarvias.
    Autoridades: O Dilema entre Desenvolvimento e Ordenamento
    As autoridades locais e regionais encontram-se num equilíbrio delicado:

    Impacto Positivo: É reconhecido o potencial de criação de receitas diretas para os municípios (através de taxas e rendas) e o contributo para as metas nacionais de descarbonização. O reforço da rede elétrica na subestação de Tavira é visto como um ativo estratégico.

    Preocupações: Existe o receio de que o interior se torne um “quintal energético” do litoral, sem benefícios diretos na fixação de população ou na descida da fatura de energia para os residentes locais. A pressão sobre o ordenamento do território é uma preocupação constante nas câmaras municipais.
    Sociedade Civil e Ecologistas: “Impactos Irreversíveis”
    A reação da sociedade civil tem sido de forte oposição, liderada por movimentos como a Plataforma pela Sustentabilidade e Biodiversidade do Algarve (PPSBA) e a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).
    Em janeiro de 2026, a SPEA emitiu um parecer contundente pedindo o chumbo definitivo do projeto Solara4. Os argumentos focam-se em dois eixos:

    • Biodiversidade: O projeto situa-se num corredor migratório crítico e ameaça espécies protegidas, como a Águia-de-bonelli, o abutre e a cegonha, devido ao risco de colisão.
    • Qualidade de Vida: Aldeias como Malfrades e Monte das Preguiças poderão ficar a menos de 800 metros das turbinas, expondo os moradores a ruído constante e ao impacto visual de estruturas de grande escala.

    “A transição energética é necessária, mas não pode ocorrer à custa da natureza ou da qualidade de vida das populações locais”, afirma a SPEA em comunicado recente.

    Quadro Comparativo de Impactos

    DimensãoAspetos PositivosInconveniências / Riscos
    EconómicaReceitas municipais e investimento direto.Desvalorização de propriedades e impacto no turismo de natureza.
    AmbientalRedução de emissões de CO_2.Risco para aves migratórias e destruição de habitats sensíveis.
    SocialReforço das infraestruturas elétricas.Poluição sonora e alteração drástica da paisagem serrana.

    Antevisão Eólicas

    O processo de consulta pública para a reformulação do projeto de Alcoutim encerra no início de fevereiro, prometendo ser um marco na definição de quão longe o Algarve está disposto a ir na produção de energia “limpa”.

  • Vila Real de Santo António é Palco de estrelato do juvenil mundial em 2026

    Vila Real de Santo António é Palco de estrelato do juvenil mundial em 2026

    A agenda desportiva de Vila Real de Santo António (VRSA) acaba de ganhar um brilho internacional para 2026. O município algarvio será novamente o anfitrião do prestigiado Torneio de Desenvolvimento UEFA Sub-16, um evento que atrai as mais promissoras jovens talentos femininas e masculinas do futebol mundial.

    Entre os dias 4 e 17 de fevereiro de 2026, a cidade algarvia transforma-se no epicentro da formação desportiva europeia. Todos os encontros serão disputados no Complexo Desportivo de VRSA, aproveitando a excelência das infraestruturas do Estádio Municipal, reconhecido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) como um local ideal para competições de alto nível de formação.

    O torneio contará com um cartaz de luxo e uma forte presença internacional, abrangendo competições femininas e masculinas.

    Na vertente feminina, Portugal terá a difícil tarefa de defrontar as seleções da Alemanha, do México e dos Países Baixos. No que toca à competição masculina, a Seleção Nacional enfrentará equipas de alto calibre, nomeadamente a Alemanha, o Japão e, novamente, os Países Baixos. Esta diversidade de estilos de jogo promete um futebol de elevado nível tático e técnico.

    Mas o que realmente eleva a importância deste torneio não é apenas a competição, mas sim a montra de talentos que representa. Todos os anos, dezenas de ‘olheiros’ dos principais clubes do futebol europeu rumam a VRSA, na esperança de detetar a próxima grande estrela. Para estes jovens atletas, esta é uma oportunidade inigualável para mostrarem o seu valor sob os holofotes e, potencialmente, garantir uma vaga nos plantéis dos gigantes do desporto-rei.

    A organização deste evento de desenvolvimento está a cargo da FPF, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Complexo Desportivo local.

    Os entusiastas do futebol têm uma excelente notícia: a entrada para todos os jogos do Torneio de Desenvolvimento UEFA Sub-16 é totalmente livre, permitindo que o público possa assistir, de perto e gratuitamente, ao desabrochar destas futuras estrelas internacionais.