Ontem, dia 8 de Fevereiro, último dia da «Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira» foi entregue a três projetos e ou produtores do setor agroalimentar, representadas nesta edição do evento o Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica . O público participou com uma quota de 30% na decisão final.
Em primeiro lugar, sagou-se o «Projeto HostLab», com três produtos inovadores, com base em ingredientes endógenos da região – azeite para barrar, creme de queijo de cabra e semifrio de alfarroba.
Em segundo lugar as Crackers de dreches, da «Nova Vida Cerveja». Os dreches são um resíduo do processo de fabrico da cerveja, que é assim reutilizado nas crackers e associado a produtos típicos algarvios. Constituem uma solução inovadora para a gestão de um produto muitas vezes considerado como resíduo.
Em terceiro lugar situou-se «Sabor do Sul (Pecoliva)», com um projeto de tratamento dos resíduos da produção de azeite. Foram implementados equipamentos (tegões), que permitem o armazenamento destes resíduos.
Posteriormente pode serem recolhidos por empresas do setor de tratamento e valorização de resíduos, sem prejuízo para o meio ambiente envolvente e um ganho para o processo de produção do azeite, que já não se obriga a paragens momentâneas.
Foram ainda atribuídas duas menções honrosas às «churritas» e «enchidos de churra algarvia», do projeto PRR Revitalgarve. Este projeto tem o principal objetivo de criar um modelo de organização de um Sistema Alimentar Territorial no Algarve, baseado numa Rede de Produtores Locais do Algarve (RPLA) e no consumo de produtos com origem na RPLA.
É aqui que se enquadra um trabalho de promoção e valorização da raça ovina churra algarvia, raça autóctone e com um sistema de exploração baseado no regime extensivo.
O «Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica» foi fruto de uma colaboração entre a CCDR Algarve, I.P., a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio, a Associação In Loco e a Câmara Municipal de Tavira, e teve o objetivo de premiar e distinguir a inovação no setor agroalimentar no âmbito da Dieta Mediterrânica.
A avaliação incluiu critérios como o grau de inovação, a viabilidade económica, as necessidades do mercado e a sustentabilidade ambiental e social.
Estes foram adquiridos por famílias, e adiantou que o Governo trabalha e vai anunciar em breve medidas que vão no sentido de proporcionar aos municípios mais terrenos para este tipo de construção.
O papel que pode ser desempenhado pelos municípios
Os municípios podem conceder uma série de facilidades e incentivos aos promotores privados que participem na construção de habitação de custos controlados, com o objetivo de aumentar a oferta de habitação acessível. Entre as principais facilidades estão:
Isenções ou reduções no pagamento de impostos municipais, como o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e taxas urbanísticas.
Podem ceder terrenos municipais a preços reduzidos ou mesmo de forma gratuita, para a construção de habitação de custos controlados.
Podem facilitar os procedimentos administrativos simplificados e prioridade no licenciamento de projetos de habitação de custos controlados, para reduzir os prazos de aprovação e iniciar as obras mais rapidamente.
É-lhes possível assumir os custos de construção ou melhoria das infraestruturas públicas necessárias (como redes de água, esgotos, acessos rodoviários) nas áreas onde os projetos serão desenvolvidos.
Também está ao alcance disponibilização de equipas técnicas municipais para apoiar os promotores privados no desenvolvimento dos projetos, garantindo que estes cumpram todos os requisitos legais e técnicos.
Alguns estabelecem parcerias público-privadas, onde o município assume uma parte do risco e do investimento, facilitando a execução dos projetos.
Em alguns casos, os municípios podem conceder apoios financeiros diretos ou subsídios aos promotores, para viabilizar a construção de habitação a preços controlados.
Estas facilidades visam reduzir os custos de construção e tornar os projetos economicamente viáveis para os promotores privados, enquanto se assegura que os preços finais das habitações se mantêm acessíveis para a população.
A União Europeia tem em vigor a lei do Restauro da Natureza, aprovada pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu.
Para que o desconhecimento não facilite a falta de ação que possa suceder, o PEV Partidos Verdes Os Verdes lançou uma campanha nacional «Sítios por Restaurar».
A cápsula Starliner da Boeing já deixou a Estação Espacial Internacional, para regressar à Terra.
Contudo e por persistirem preocupações de segurança com o dispositivo, só em fevereiro é que os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams tem previsto o regresso, a bordo de uma Dragon da SpaceX, de Elon Musk.
Segundo a FECTRANS, o objetivo é pressionar o governo a honrar o direito à pré-reforma aos 60 anos e à reforma aos 65 anos, em termos justos, reconhecendo a natureza desgastante e arriscada da profissão.
A greve visa cumprir um acordo estabelecido em 2019, que foi assumido pelo governo daquele tempo, mas não foi mantido pelos governos seguintes.
A reinvidicação é considerada crucial, não só pelos trabalhadores, mas também pelas autoridades portuárias, que veem a necessidade de uma reforma mais equitativa para os pilotos, dada a alta carga física e mental da função.
Embora o aviso prévio de greve tenha sido entregue em 29 de julho, a FECTRANS indica que ainda não recebeu resposta do Governo, que possui «a chave para resolver o conflito».
O assunto já estava a ser discutido antes da dissolução do governo anterior, mas até agora não houve progresso na resolução da questão.
Uma mulher de 84 anos que estava desaparecida desde ontem, foi encontrada sem vida, ao início da tarde deste sábado, num poço na aldeia de Giões, no concelho de Alcoutim.
Segundo a ArenilhaTV, o corpo foi resgatado pelos Bombeiros Voluntários de Alcoutim, sendo, para já, desconhecidas as causas da tragédia.
Estiveram no local 10 operacionais, auxiliados por 4 viaturas, dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim, INEM e GNR, que tomou conta da ocorrência.
Na casa do Alentejo em Lisboa, será evocada a memória de Amílcar Cabral, às 18:00 horas do próximo dia 11 de Setembro.
O lema de homenagem é «Amílcar Cabral, Centenário – esse legado histórico para a luta que continua».
Estão previstas várias intervenções políticas, e como prometido, de certeza será evocada a fraternidade de luta dos povos da Guiné-Bissau e Cabo Verde e dos povos africanos que combateram o regime colonial.
Estão previstas intervenções de representantes do PCP, PAIGC e PAICV. O cantor cabo-verdiano Polaco, terá a presença de Amílcar Cabral dita pelo ator Júlio Mesquita conforme a homenagem e cultura africana.
A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, ANMP, Luísa Salgueiro, não está de acordo com a decisão do Governo que permite à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) fixar as tarifas da água por, em seu entender, «violar a autonomia do poder local».
A ERSAR fixar as tarifas «merece a nossa forte oposição, uma vez que viola claramente a autonomia do poder local», defendeu Luísa Salgueiro, no fim de uma reunião do Conselho Diretivo da ANMP, em Coimbra.
Devem ser os municípios a fixar as tarifas dos serviços que são prestados no seu território, porque «essas tarifas devem ser fixadas pelos municípios em função das condições do próprio território. Não deve ser uma entidade externa a impor as tarifas que se aplicam nos nossos concelhos», considerou.
Com duração de 26 horas, a quarta etapa da Lamera Cup promete ser novamente um espetáculo de animação, estratégia e resistência no próximo fim de semana, dias 7 e 8 de setembro.
Após um agosto de alta velocidade, o AIA inicia setembro com um evento especial, onde por 26 horas, os veículos desta competição monomarca serão testados ao máximo, juntamente com os pilotos que enfrentam este desafio.
Neste ano de 2024, com 35 equipes inscritas, a Lamera Cup volta a colocar no asfalto de Portimão seus renomados chassis tubulares, equipados com motores turbo de quatro cilindros e aproximadamente 330 cavalos de potência. Estes veículos, devido ao seu baixo peso (970 quilos), alcançam um alto nível de desempenho e garantem corridas emocionantes.
Lamera Cup
O início das 26 horas de Portimão está agendado para as 14h30 do próximo sábado, após a sessão de treinos livres e qualificação na manhã do mesmo dia no AIA.
O retorno da Lamera Cup será aberto ao público no «paddock», com ingressos ao custo de 10 euros para o fim de semana, disponíveis para compra na loja do Kartódromo Internacional do Algarve.
Começam hoje as festas organizadas pela junta de freguesia do Espírito Santo, concelho de Mértola, logo às 21:30 horas.Vai haver baile com Cláudio Rosário.
Amanhã, sábado, às 8:30 horas,realiza-se a Feira da Aldeia. A iniciativa inclui, ainda, uma caminhada, uma mostra de cozinha e concurso doces tradicionais. A animação de rua estará a cargo do Trio Alvoroço, Calema e Vento Sul, Etnográfico de Santo António de Arenilha, Cantadores do Alentejo. Fecha com baile com Manuel João.
O encerramento das festas é no domingo com missa e procissão, a partir das 18:00 horas. Na noite, António Manuel faz o baile.
Cadáveres de duas vítimas foram confundidos, depois de um choque frontal entre dois automóveis. O acidente ocorreu nos arredores de Madrid, informou o jornal El País.
A juíza reclamou os corpos dos três falecidos, no passado domingo, para fazer provas complementares de confirmação das identidades.
Já começaram as obras de construção da loja da cadeia alimentar supermercados Lidl, em Mértola, cuja abertura está prevista para o fim de fevereiro de 2025.
Para o presidente da Câmara Municipal, Mário Tomé, a presença deste investimento privado é muito importante e representa uma mais-valia, em termos de oferta e empregabilidade
A partir do próximo dia 20 de Setembro, arranca a campanha nacional de vacinação contra a gripe e o Covid-19 nas unidades de saúde do SNS e nas farmácias, segundo a DGS A partir do próximo dia 20 de Setembro, arranca a campanha nacional de vacinação contra a gripe e o Covid-19 nas unidades de saúde do SNS e nas farmácias, segundo a DGS
Desde julho, jovens de 16 a 21 anos do município de Castro Marim têm participado neste programa, que este ano trouxe novos desafios, dividido que foi em dois períodos.
Os jovens envolveram-se na manutenção e limpeza de espaços públicos, organizaram iniciativas de promoção e conscientização ambiental, colheram sal e flor de sal, visitaram um aterro sanitário, aplicaram cal nas paredes, distribuíram recipientes para coleta de resíduos orgânicos e exploraram a Reserva Natural do Sapal.
O objetivo do programa é que os jovens selecionados, que recebem uma bolsa e certificado, desenvolvam o pensamento crítico e atuem ativamente na valorização dos espaços públicos e na conservação do meio ambiente, tornando-se também promotores de conscientização ambiental.
«Trata-se de um projeto feito por jovens e para jovens. Cremos que este projeto possui múltiplas facetas, como a educacional, ambiental e social, ajudando na valorização dos profissionais da gestão de resíduos e, pelo exemplo, na sensibilização da comunidade e de outros jovens», comentou Filomena Sintra, vice-presidente da câmara municipal de Castro Marim.
Um sismo ligeiro, de magnitude 3,1 na escala de Richter, foi hoje registado em Portugal, com epicentro a cerca de 30 quilómetros a sul de Sesimbra, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O abalo foi registado às 03:26, referiu o IPMA, em comunicado.
De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).
O diploma do Governo que altera o modelo de governação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foi promulgado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como aquele que revoga a Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local (AL).
No caso do PRR, em causa está uma alteração ao decreto-lei que estabelece o modelo de governação dos fundos europeus atribuídos a Portugal através deste instrumento, aprovada pelo Conselho de Ministros a 22 de agosto, visando acelerar a sua execução.
Em causa está a concretização das propostas que fazem parte do plano de ação, destinado a acelerar a execução do PRR. Entre estas está a criação de redes de articulação no âmbito das reformas e dos investimentos do plano, com os objetivos de monitorizar a concretização dos marcos e metas, condição para que Bruxelas desbloqueie os fundos.
Soma-se a ampliação dos instrumentos de divulgação para que a transparência das decisões seja aumentada e o cruzamento e análise de dados entre entidades, de modo a “mitigar o risco de duplo financiamento”.
Após a reprogramação do PRR, aprovada em setembro de 2023, a dotação do plano ascendeu a 22.216 milhões de euros. O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Fim da contribuição extraordinária sobre o AL De acordo com um comunicado divulgado no site da Presidência da República, foi também promulgado o diploma que “procede à revogação da Contribuição Extraordinária sobre o Alojamento Local e a fixação do coeficiente de vetustez aplicável aos estabelecimentos de alojamento local”.
O diploma agora promulgado revoga a CEAL e a fixação do coeficiente de vetustez aos imóveis usados como AL, para efeitos de fixação do IMI, com efeitos a 31 de dezembro de 2023, anulando o efeito prático destas duas medidas que tinham sido contempladas no programa Mais Habitação, lançado no então Governo de António Costa.
Tivemos oportunidade de ouvir uma conversa, em rúbrica de João Figueiras e convidados, na Alvor FM, cujo interesse entendemos relevante e, com a devida vénia partilhamos com os nossos leitores.
O professor Aragão explicou o que se entende por sexta extinção das espécies e como foram as cinco que lhe ficaram para trás. Em seu entender esta sexta extinção está já a ser vivida.
É assim porque já houve grandes extinções, cinco grandes extinções da vida, no planeta Terra. O facto é verdade, explicou à Alvor FM.
Chama-se extinção quando pelo menos 75% das espécies viventes desaparecem num dado período de tempo, até agora milhões de anos. E de uma forma homogénea por todo o planeta, não é só no Amazonas, mas no planeta inteiro, desaparecem as espécies.
A primeira extinção aconteceu há 440 milhões de anos, quando do aparecimento dos peixes e das primeiras plantas terrestres, aí passo o termo, desapareceram 85% das espécies.
A segunda ocorreu há 370 milhões de anos, mais ou menos, quando do aparecimento dos vertebrados, terrestres e dos insetos. Aí desapareceram entre 70% a 80% das espécies ao longo de 20 milhões de anos.
A terceira aconteceu há 250 milhões de anos, quando do aparecimento dos mamíferos, e nesta foram-se cerca de 95% das espécies.
A quarta aconteceu há 200 milhões de anos, quando do aparecimento das aves, dos dinossauros, dos mamíferos e nas árvores, em particular as plantas tipo os pinheiros, chamadas himnospérdico, e aí desapareceram três quartos das espécies viventes na altura.
A quinta, já mais perto, aconteceu há cerca de 65 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam, e é mais conhecida justamente por essa razão. Foram-se cerca de 76% das espécies e 40% dos géneros, querendo com isto dizer, a espécie é o fim último da árvore, e o gênero é aquele que engloba várias espécies da imediatamente anterior.
Portanto, espécies 76%, gêneros 40%. Terminando o reino dos animais, de que só sobrou uma linha, a linha das aves. E isto, esta extinção, já durou cerca de 1 milhão de anos. A primeira demorou 20 milhões, a última já demorou 1 milhão de anos.
Para o professor, que falava aos microfones da Rádio Alvor, todas estas extinções tiveram origem em casos naturais, como, por exemplo, a separação dos continentes, como o africano e a Eurásia, os vulcões, quando se encheu o Mediterrâneo, meteoritos, gelos e degelos, a subida e descida das águas, a acidez das águas. Portanto, todas as alterações profundas foram paleoclimáticas e geológicas.
E como se sabe? Pelos ácidos, das rochas vulcânicas vítreas, dos fósseis, e modernamente, pelos registros evolutivos do DNA encontrado desses animais muitíssimo mais antigos, onde se nota a alteração do que aconteceu naquela altura.
Como digo, a mais atual, a mais moderna, demorou um milhão de anos, e a outra, 20 milhões de anos, o que é muito tempo em termos de vivência.
Na atualidade, que é o que nos interessa, estudos mostram que a atual extinção de espécies está 100 vezes mais elevada que aquela que era estimada.
Uma vez que as extinções se concretizam num período de milhões de anos, não seria de assustar, há contudo um dado novo muito preocupante. É que desta vez não são as causas naturais, mas sim a atividade antropogénica, ou seja, a atividade humana.
Desde o surgimento dos hominídeos, que a taxa normal de extinção de espécies acelerou para 100 mil vezes mais rápida do que aquilo que acontecia nos pré-hominídeos.
E então, desde a revolução industrial, tornou-se perfeitamente incontrolável aquilo que estamos a viver neste momento. Inclusive os dinossauros extinguiram-se-se num milhão de anos. Agora está 100 mil vezes mais rápida a extinção de espécies.
Lembrou Steve Hawking, quem afirmou que a humanidade poderia estar extinta em 30 anos.
Os agentes do processo são conhecidos, o crescimento populacional humano, o aumento do consumo de recursos, as alterações climáticas, por ação humana. A Humanidade parece ser o agente causador desta extinção.
Contudo, planeta Terra continuará e novas espécies aparecerão, e o próprio homem, está convicto o professor, para quem ainda há uma janela de esperança e que o homo sapiens subsista, mas tem de aprende a viver com a diversidade da vida.
Afinal, é a diversidade da vida que o mantém vivo. Ficamos com esta ideia, mas uma coisa é facto e é verdade, é que assistimos quase diariamente, às situações, alterações, mudanças, que nos surpreendem muito. E é lá que estamos nesta expedição, não sou eu a perguntá-lo, já são umas dezenas a afirmá-lo. Fica aí a pergunta.
A Biblioteca Municipal de Lagoa prossegue, no próximo dia 25 de setembro, pelas 18h00, com a rúbrica «Celebrando a Liberdade», um ciclo de palestras literárias que se está a realizar ao longo de 2024.
O tema desta sessão é As Palavras, o Mundo e tem como convidado o escritor e erquiteto Paisagista José Carlos Barros. A apresentação ficará ao cuidado de Maria Luísa Francisco, e a entrada é livre.
José Carlos Barros é arquiteto Paisagista pela Universidade de Évora e vive em Vila Nova de Cacela. Foi director do Parque Natural da Ria Formosa e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.
É autor de três romances, tendo vencido o Prémio LeYa com As Pessoas Invisíveis (Abril de 2022). O seu mais recente livro, Taludes Instáveis – Poemas Escolhidos, Publicações Dom Quixote, Março de 2024,, reúne doze títulos de poesia publicados entre 1984 e 2023.
O ciclo de palestras literárias «Celebrando a Liberdade» pretende criar cumplicidade entre os diferentes convidados(as) e os leitores, assim como, assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril.
O acesso é livre, apenas limitado à lotação existente.
Terá lugar no Centro de Experimentação Agrária de Tavira, no âmbito da X Feira da Dieta Mediterrânica.
Para os promotores, «a sustentabilidade dos solos tem sido um tema da ordem do dia e tem ocupado a agenda dos decisores da União Europeia, que, inclusive, deliberaram o ano passado sobre um conjunto de medidas que visa reforçar a resiliência dos sistemas alimentares e da agricultura da Europa».
Avalia-se em 60 a 70 % a degradação dos solos da UE e mil milhões de toneladas de solo são anualmente removidas devido à erosão, o que significa que a camada superior fértil desaparece rapidamente.
Segundo a Comissão Europeia, os custos associados à degradação do solo são estimados em mais de 50 mil milhões de euros anuais, salienta aquela CCDR.
Daí que este seminário se vá debruçar sobre esta problemática e propor alguns caminhos e respostas a um uso mais eficiente dos recursos naturais, reforçando a resiliência e saúde dos solos agrícolas.
O objetivo é proteger as colheitas dos efeitos das alterações climáticas, da perda de biodiversidade e da degradação ambiental.
Espera-se a apresentação dos projetos LivingSoil, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e + Solo + Vida – Adaptação e Mitigação das Alterações Climáticas e Luta contra a Desertificação no Vale do Guadiana, promovido pela Associação para o Desenvolvimento do Património de Mértola, ADPM.
A Dieta Mediterrânea é chamada para o caso por ser «um conjunto de competências, conhecimentos, práticas e tradições relacionadas com a alimentação humana, que vão da terra à mesa».
E por promove «uma atitude de respeito pela terra e pela biodiversidade, promovendo o desenvolvimento de uma agricultura conservacionista».
A CCDR Algarve, bem como os serviços regionais de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e de Cultura, integra a comissão dinamizadora da Dieta Mediterrânica desde a apresentação da candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade, junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura(UNESCO).
A Dieta Mediterrânica foi declarada, a 16 de novembro de 2010, Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, durante a reunião do Comité Intergovernamental, em Nairobi, no Quénia.
Posteriormente, em 2013, na 8ª sessão do Comité realizada em Baku, no Azerbaijão, Portugal, Croácia e Marrocos juntaram-se a Espanha, França, Itália e Grécia, países integrantes da candidatura original, ficando o município de Tavira designado como comunidade representativa de Portugal.
Esta iniciativa está integrada no Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica na Região do Algarve 2023- 2027 (PASDM), elaborado pela Universidade do Algarve e dinamizado pela CCDR, em colaboração com as entidades regionais.
O plano define os objetivos e as iniciativas para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Dieta Mediterrânica, no âmbito dos seguintes vetores estratégicos: identificação, investigação e documentação; preservação e proteção; promoção e valorização; e transmissão, através da educação/ensino, formal e não formal.es.