FOZ – Guadiana Digital

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  • Odeleite vai ser «Aldeia Florida»

    Odeleite vai ser «Aldeia Florida»

    No interior do concelho de Castro Marim, Odeleite voltará a tornar-se numa “Aldeia Florida”, pelas mãos dos seus habitantes, que irão decorar os seus pátios, janelas e recantos das casas e estabelecimentos com flores e dar cor às ruas e artérias daquela localidade.

    Apesar da presença de flores nas casas e estabelecimentos de Odeleite já ser um hábito com alguns anos, o desafio foi novamente lançado pelo Município de Castro Marim. Ocom objetivo é incentivar os habitantes da aldeia, tornando-a aprazível para viver e atrativa à visita.

    A aldeia é reconhecida pela sua singularidade e considerada uma das mais típicas da região algarvia, pretendendo também ser uma das mais floridas. A iniciativa estende-se aos festejos do Dia do Trabalhador, também celebrado em Odeleite a 1 de maio.

  • Arrow autorizada a comprar  Monterrey

    Arrow autorizada a comprar Monterrey

    A empresa luxemburguesa ACO II, parte do grupo Arrow, notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a intenção de comprar o resort turístico Monte Rei Golf & Country Club, no Algarve.

    A AdC não se opôs ao negócio, afirmando que a operação não cria entraves significativos à concorrência no mercado nacional.

    O valor da transação ainda não é conhecido. A ACO II faz parte do Grupo Arrow, que integra o Grupo TDR. O Grupo Arrow atua em Portugal na gestão de créditos vencidos, investimentos imobiliários, exploração de empreendimentos turísticos e campos de golfe, e produção de pavimentos cerâmicos.

    O Grupo TDR também está presente em Portugal, explorando plataformas de veículos usados e atuando nos setores da educação e formação.

    A operação de concentração consiste na aquisição, pela ACO II, do controlo exclusivo sobre as empresas e ativos que compõem o Monte Rei Golf & Country Club.

    A aquisição faz parte da estratégia da Arrow de expandir o seu portefólio de ativos imobiliários de luxo em Portugal, visando o crescimento no setor turístico e imobiliário de alto padrão. Reconhece o potencial do mercado português e procura consolidar a sua presença através de investimentos em propriedades de prestígio.

  • Ribeira da Fonte Santa com brigadas de limpeza

    A Ribeira da Fonte Santa está a ser limpa e a ser recuperado património natural.

    Para este trabalho foi mobilizado o esforço conjunto da Ecoambiente, empresa concessionária da limpeza de rios e ribeiras, dos funcionários da Junta de Freguesia de Vila Nova de Cacela e da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António com o apoio do CIIPC, do Grupo Motard “Os Duros” e do Clube “Os Matarruanos”.

    A autarquia convidou a população a juntar-se na operação de limpeza à qual atribui grande importância..

  • Arte Contemporânea na Eurocidade do Guadiana

    Arte Contemporânea na Eurocidade do Guadiana

    A Feira Transfronteiriça de Arte Contemporânea realiza-se de 6 a 9 de fevereiro na Eurocidade do Guadiana e reunirá artistas espanhóis e portugueses num evento que contará também com duas exposições paral em Vila Real de Santo António e Ayamonte.

    Vão ser expostas obras de reconhecidos autores como Picasso, Joséallero Ag Ruiz de la Prada ou Ceesepe, bem como alguns dos mais reconhecidos fotógrafos da viragem do século na Espanha.

    A Feira, uma iniciativa da Fundação Olontia, terá ainda concerto, conferências, recitais de poesia apresentações de livros e culturais.

    Catorze artistas contemporâneos terão durante dias as suas obras expostas ostas na Casa do Sal de Castro Marim:

    João Pedro Viegas, Julia Labrador, Greshan, Filipe de Palma, Filipe Farinha, Pedro Noel da Luz e Pedro Alves da Veiga como representação portuguesa.

    Pela parte espanhola estarão Juan Galán, Noelia Mel, Pedro Rodríguez, Juana Manuel González Flores, Pilar Lozano Iglesias e Ángel García Roldán.

    Estes artistas apresentam propostas pictóricas, fotográficas e de video arte.

    «Passeio pelo amor e a morte» (Arquivo Histórico, VRSA) é uma exposição fruto da colaboração entre o presidente Fundação Olontia, Pablo Sycet, reconhecido artista multidisciplinar, e o escritor Juan Cobos Wilkins.

    Na exposição poderão ser vistas obras de Pablo Picasso, José Caballero, Elmyr d’Hory, Lita Mora Alejandro Gorafe, Quico Rivas, Carlos Alcolea, Ciro Marra, Ceesepe, Miluca Sanz, Agredano, Agatha Ruiz de la e José Guadalupe Posada, entre outros.

    A exposição “Rostos e máscaras” (Casa Grande, Ayamonte) apresenta um percurso visual pela transformação da identidade na Espanha desde meados dos anos 70 até a atualidade.

    Através de fotografias de artistas como César Lucas e Nacho Canut, a mostra explora a evolução dos costumes e a expressão individual em um contexto sociopolítico mutante. Com imagens que abrangem desde1977, ano da primeira manifestação pelas liberdades.


  • METROBUS para o Algarve Central

    METROBUS para o Algarve Central

    A CCDR Algarve informou que se encontra em consulta pública o Programa Base Estudo e Viabilidade do Traçado do de Público em Canal DedicadoTPSP, do tipo Metro-Bus, que irá ligar as localidades de Olhão, Faro, Montenegro, Aero, Universidade do Algarve, Parque das Cidades e Loulé.

    Aconsulta está disponível por 30 dias úteis, até 13 de março 2025, no site da CCDR Algarve. Este projeto, abrange uma extensão de 37,6 km, no qual será implementado um sistema transporte público «sustentável, eficiente e integrado na região, na bacia de emprego desta área do território».

    O projeto está alinhado com o específico de «RSO2.8 – promover uma mobilidade urbana multimodal sustentável, um projeto estruturante a transição para uma com zero emissões líquidas de carbono» do Programa Regional ALGAR 2030, aprovado pela Comissão Europeia.

    A proposta em consulta prevê a criação de um corredor de público dedicado, operado por um sistema de MetroBus ou Bus Rapid Transit (BRT), apresentando como vantagens uma maior eficiência.

    O sistema MetroBus ou BRT é projetado para permitir uma melhor integração no tecido urbano, proporcionando uma resposta mais adaptada às necessidades dos cidadãos.

    O projeto visa também uma expansão da rede, com possibilidade de pós 2029, integrar outras localidades do Algarve, como Quarteira, Almancil e até Albufeira, contribuindo para a melhoria da conectividade regional.

    No plano da sustentabilidade, é um sistema elétrico, para promover a redução de emissões de carbono e incentivando o uso de modos de transporte mais ecológicos.

    Os promotores anatam a facilidade do sistema como «serviço complementar e interligado com o serviço oferecido pela rede ferroviária existente, permitindo serviço mais flexível integrado.O traçado proposto foi desenvolvido tendo em consideração as necessidades de mobilidade das popula de Faro, Olhão e Loulé».



    Foto: Traçado do corredor Olhão – Faro – Aeroporto – Universidade do Algarve – Parque das Cidade – Loulé através da solução TPSP – em Metrobus (Cenário 4)


  • São Brás de luto municipal por Orlando Sobral da Silva

    São Brás de luto municipal por Orlando Sobral da Silva


    Orlando Sobral da Silva, personalidade singular e exemplar na história da democracia são-brasense, faleceu no dia 30 de janeiro, aos 88 anos de idade,

    Por constituir uma «imensa perda para o Município e a comunidade são-brasense» e por não ter sido possível, em tempo útil, reunir extraordinariamente a Câmara Municipal, o presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel utilizou uma prorrogativa legal e decretou um dia de luto municipal, publicamente manifestado, através do erguer a bandeira do Município a meia haste, no dia 1 de fevereiro, no edifício dos Paços do Concelho.

    Reconhecido como são-brasense de coração, Orlando Silva foi desde sempre um cidadão ativo na vida da comunidade, a nível político, cultural e desportivo, sendo «uma figura singular e exemplar da nossa memória e história local».

    Defensor e leal aos seus ideais político, Orlando Silva foi membro da Assembleia Municipal de São Brás de Alportel eleito em quatro mandatos, nomeadamente: de 1983 a 1985 e de 1986 a 1989, enquanto eleito pela Aliança Povo Unido; de 1994 a 1997 e de 2002 a 2005 enquanto eleito pela Coligação Democrática Unitária.

    Cidadão exemplar na sua participação cívica, Homem de muitas paixões e interesses com especial foco no desenvolvimento da comunidade, foi um dos fundadores do Grupo de Música Popular Portuguesa «Veredas da Memória« e um «entusiástico defensor das tradições locais e da promoção da cultura. Também se destacou pelo seu envolvimento pioneiro na prática desportiva das marchas e caminhadas, mantendo sempre viva a sua paixão pela natureza», releva a autarquia.

    Em dezembro de 2024, tinha já recebido da câmara e ds Assembleia Municipal, um voto de louvor, numa «justa homenagem pelo seu envolvimento na vida democrática do concelho, numa iniciativa integrada nas comemorações do 50.º Aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974».

    O presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vitor Guerreiro, apresentou, em nome da Câmara Municipal, dos seus órgãos eleitos, de todos os seus trabalhadores e colaboradores, em representação da comunidade são-brasense, «os mais sentidos pêsames à sua família enlutada, bem como a todos os seus amigos num reconhecido tributo à sua Vida».

  • História e o Humor na Imprensa de Tavira

    História e o Humor na Imprensa de Tavira

    A apresentação do livro A História e o Humor na de Tavira, uma antologia de crónicas de jornais locais e regionais compiladas por Luís Horta e Ofir Chagas, destacou a importância da imprensa tavirense ao longo de mais de um século.

    O evento contou com a presença de diversas personalidades ligadas à cultura e à história da cidade, incluindo o vice-presidente da Câmara Municipal de Tavira, o professor Eurico Palma, e outros autores e colaboradores da imprensa local.

    O livro reúne crónicas de dez jornalistas que marcaram a imprensa tavirense entre 1901 e 2009, preservando a memória e o legado de figuras emblemáticas como António Rosa Mendes, Sebastião Leiria, Arnaldo Anica, Liberto Conceição, entre outros.

    A obra não apenas revisita a história da cidade e da região, mas também evidencia o papel do jornalismo local como veículo de crítica, reflexão e registo dos acontecimentos.

    Durante a apresentação, Ofir Chagas e Luís Horta explicaram que a motivação para esta compilação surgiu da necessidade de homenagear os antigos cronistas e perpetuar a sua influência no jornalismo e na identidade cultural de Tavira.

    Destacaram ainda a independência editorial e o compromisso com a verdade, valores que sempre caracterizaram a imprensa regional.

    O evento foi também uma oportunidade para recordar episódios históricos, como a relevância de Tavira na Primeira Invasão Francesa e a transformação do seu património ao longo dos séculos.

    Alguns excertos das crónicas foram lidos, incluindo textos de humor e de análise crítica sobre a sociedade e a política, sublinhando a riqueza e diversidade do jornalismo tavirense.

    O vice-presidente da Câmara Municipal encerrou a sessão reforçando a importância da obra para a preservação da memória local e agradecendo o contributo dos autores na valorização do património cultural da cidade.

    O livro foi apresentado como um registo essencial para compreender Tavira e a sua história através das palavras dos que a escreveram e testemunharam ao longo das décadas.

  • Célia Segura com «O melhor de mim» em Vila Real  Santo António

    Célia Segura com «O melhor de mim» em Vila Real Santo António

    A Biblioteca Municipal Vicente Campinas recebeu, ontem à tarde, 1 de Fevereiro, a apresentação do livro de poesia O Melhor de Mim, da autora Célia Segura. A sessão contou com a presença da professora Conceição Pires, responsável pelo prefácio da obra, e com diversos momentos artísticos que enriqueceram o evento, entre música, dança e leituras de poemas.

    Na abertura a cantora Nádia Catarro, acompanhada por Luís Horta, que interpretou No Teu Poema, de José Luís Tinoco, num momento que trouxe emoção à plateia. Seguiu-se uma apresentação de dança, executada antes da leitura dos poemas de Célia Segura, feita por vários amigos da escritora.

    Uma obra que esperou pelo momento certo

    Célia Segura revelou que O Melhor de Mim esteve guardado durante cerca de um ano e meio antes de ser publicado, explicando que a prioridade foi dedicar-se à causa «Vamos Ajudar o Rafael», um projeto de apoio a um menino com paralisia cerebral.

    «Havia alguém que necessitava mais de mim. A Guida sabia que o livro iria sair, era só uma questão de tempo. Mas o Rafael, que não está aqui hoje – está apenas a mãe e a irmã, a Laura –, teve prioridade. Ele precisava mais de mim naquele momento», explicou a autora, visivelmente emocionada.

    Segundo Célia Segura, a escrita é uma extensão da sua vivência e das suas relações pessoais. «Há muitos poemas neste livro que retratam toda uma parte da minha vida, da nossa vida. São situações que já passaram, mas que fazem parte da nossa história. É um registo que fica, são sentimentos que permanecem.»

    A autora admitiu que não escreve sobre tudo, mas apenas sobre aquilo que a toca profundamente. «Não consigo escrever sobre a natureza, não me diz nada. Mas sou capaz de escrever sobre o João, sobre a Leninha, sobre o meu pai que já não está fisicamente comigo, e sobre o Rafael, que muito me diz.»

    Célia também revelou que já está a trabalhar num segundo livro. «Vai sair proximamente, e já não vai levar muito tempo.»

    Poesia como partilha e conexão

    Entre os participantes no evento, o Dr. Fernando Horta, em reprsentação da Cultura da câmara municipal de Vila Real de Santo António, destacou a universalidade dos sentimentos expressos na obra de Célia Segura.

    «Há um poema muito especial que me tocou profundamente, pois fala do pai da autora. E, de certa forma, todos nós nos conseguimos rever um pouco nestas palavras, porque refletem experiências que fazem parte da vida de qualquer pessoa.»

    Sublinhou ainda a forma como Célia encara a escrita como um ato de partilha. «A Célia sente-se bem fazendo aquilo que faz, e gosta de partilhar porque isso lhe faz bem – não numa condição egoísta, mas numa generosa partilha. E isso, ao fim e ao cabo, é também cuidar. Cuidar dos outros.»

    Por sua vez, a professora Conceição Pires reforçou a importância da poesia na construção da identidade cultural e emocional de uma comunidade. «Este livro é um reflexo do que a Célia é: intensa, apaixonada e sempre disponível para dar o melhor de si aos outros.»

    A dança como expressão das emoções

    Um dos momentos marcantes do evento foi a reflexão sobre o papel da dança como forma de expressão emocional. Guida Montes, destacou a importância da arte na canalização de sentimentos e na promoção do bem-estar.

    «A arte é uma forma de nos expressarmos sem palavras. A dança permite-nos transformar emoções em movimento, tornando-as mais compreensíveis. Nos dias de hoje, as pessoas fogem das suas emoções, mas a arte permite-nos enfrentá-las.»

    A também o professor Lino Nunes acrescentou que a dança tem benefícios que vão além da expressão artística. «A dança é uma forma de terapia. A nível físico, melhora a condição cardiovascular, fortalece músculos e articulações e ajuda na prevenção da osteoporose. Mas o impacto emocional é igualmente relevante: reduz o stress, melhora a autoestima e ajuda a canalizar emoções reprimidas.»

    Uma celebração da arte e da partilha

    A apresentação de O Melhor de Mim não foi apenas um evento literário, mas uma celebração da arte e da generosidade, valores que marcam o percurso de Célia Segura. Entre poesia, música e dança, a sessão evidenciou a forma como a autora transforma as suas vivências em palavras, criando uma ligação direta com os leitores.

    Ao encerrar o evento, Célia deixou uma mensagem de gratidão e de compromisso com a sua escrita: «Tudo o que faço, tento fazer da melhor forma possível. Pode ser que nem sempre consiga, mas tento. Tento dar sempre o melhor de mim.»

    Com um novo livro já a caminho, a autora promete continuar a emocionar o público com a sua poesia, sempre fiel ao lema que dá título à sua obra.

    Nádia Catarro

    Nádia Cattarro

  • Reserva da Foz do Almargem na RNAP

    Após a sua criação oficial, no dia 14 de agosto de 2024, a Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal foi agora integrada na Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP), após verificação do cumprimento dos pressupostos previstos na Lei, por parte do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, entidade pública com competência nessa matéria.

    Nota da autarquia de Loulé, adianta que a Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal «constitui um refúgio natural para muitas espécies de fauna e flora num litoral que se apresenta muito urbanizado, onde se verifica a presença de um mosaico de paisagens diversificado que, a par da presença de duas ribeiras (ribeira do Almargem e ribeira do Carcavai), assegura o fornecimento de um conjunto de serviços ecossistémicos, a diminuição da perda da biodiversidade e até a descoberta de novas espécies para o País».

  • Castro Marim combate à pneumonia

    Castro Marim combate à pneumonia

    Por iniciativa da câmara municipal de Castro Marim, está a ser desenvolvida uma campanha de vacinação contra a pneumonia, considerada a segunda maior causa de morte em Portugal, colmatando lacunas no Serviço Nacional de Saúde.

    A iniciativa da campanha deve-se à sensibilidade um presidente que é médico, Francisco Amaral, que rasgou bairrismos funcionais, e estabeleceu redes de trabalho, com os serviços de proximidade, das instituições e juntas de freguesia.

    Esta iniciativa soma-se a outras da mesmo sensibilidade como o transporte diário para consultas médicas; a Unidade Móvel de Saúde qie existe já há muitos anos; o cartão Social Municipal, idosos e famílias carenciadas; a comparticipação de medicamentos a 100% para beneficiários do CSM: a comparticipação de próteses dentárias, consultas da especialidade, oftalmologia; a comparticipação de obras em habitação própria para agregados carenciados; o apoio à Natalidade (novo regulamento); o psrogramas de cessação tabágica e outras toxicodependências.

    Para o presidente Francisco Amaral, o custo da campanha de vacinação é o equivalente a um minuto de fogo de artifício.

  • Exposição em Tavira realça o Lince ibérico

    Exposição em Tavira realça o Lince ibérico

    A exposição «O Lince na Península — Conectar Territórios e Consolidar Populações», promovida pela CIMBAL — Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, no âmbito do projeto LIFE LYNXCONNECT, está patente ao público, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campo, em Tavira, até a 15 de fevereiro, com o apoio da Câmara Municipal.

    Associada a esta exposição foram promovidos dois momentos de sensibilização e comunicação sobre a importância da reintrodução do lince-ibérico com histórias e contos sobre a espécie partilhados pelo contador de histórias Jorge Serafim para a comunidade local,

    O objetivo da exposição é apresentar à sociedade portuguesa o trabalho realizado, em andamento e planeado para o futuro, no âmbito da conservação do lince-ibérico.

    A vertente de proximidade desta iniciativa vai decorrer nos 13 municípios integrantes da CIMBAL, além de três municípios do Algarve (Alcoutim, Tavira e Silves) e ainda em Lisboa.

    O projeto LIFE LYNXCONNECT tem como objetivo central o aumento da população de lince-ibérico e reforçar a conectividade entre as subpopulações de Portugal e Espanha. Este projeto, que agrega 22 parceiros ibéricos, tem como beneficiário coordenador a Consejería de Agricultura, Ganadería, Pesca y Desarroilo Sostenible da Junta de Andaluzia, e por parte de Portugal, para além da CIMBAL, participam como parceiros a lnfraestruturas de Portugal e o ICNF.

  • Açude da Horta do Ficalho é para remover

    Açude da Horta do Ficalho é para remover

    Será a ANP|WWF quem, no ano de 025, procederá à remoção do açude Horta do Fialho, localizado na Ribeira de Oeiras.

    Esta ribeira nasce na Serra do Caldeirão e desagua no Guadiana (Mértola). Ao que foi informado, o açude já não cumpre a função para a qual foi construído. Nos dias de hoje, está apenas a obstruir o curso natural da ribeira.

    A remoção será realizada com o apoio do programa European Open Rivers Programme, organização que atribui fundos dedicados à remoção de barreiras obsoletas em rios europeus, com vista ao seu restauro.

    Estimam que, a remoção deste açude, pode permitir restaurar a conectividade fluvial da Ribeira de Oeiras, recuperando 2,34 km desta ribeira e melhorando o seu estado ecológico.

    Espera-se a melhoria da vegetação ripícola na área de intervenção, mas também o habitat para peixes nativos e espécies de mexilhões ameaçadas.

    Na Ribeira de Oeiras habitam várias espécies autóctones, ameaçadas de extinção, das quais se destacam o mexilhão-de-rio-do-sul (Unio tumidiformis), cujos peixes hospedeiros estão restritos unicamente às espécies do género Squalius, ou a enguia europeia (Anguilla anguilla).

    Esta sub-bacia do rio Guadiana é também habitat de mamíferos emblemáticos, como o lince ibérico (Lynx pardinus) e a lontra (Lutra lutra).

    Esta ação de restauro pode ainda criar condições para o regresso de outros peixes ameaçados anteriormente encontrados na ribeira, como por exemplo o caboz-de-água-doce (Salariopsis fluviatilis) ou a lampreia marinha (Petromyzon marinus).

    O projeto inclui a monitorização das comunidades de peixes e mexilhões de água doce, bem como a qualidade da água, para avaliar a abundância de biodiversidade, antes e após a remoção.

    Segundo os promotores, abrirá mais uma oportunidade de trabalhar em estreita colaboração com as autoridades locais e com as comunidades, incluindo os proprietários dos terrenos onde a barreira está inserida, que podem assim contribuir para mitigar os impactos ambientais da mesma.

    Esta remoção também aponta para o restauro total da conectividade da ribeira de Oeiras (143,3 km) e a ANP|WWF está a estudar nove barreiras identificadas na Ribeira com o intuito de libertar todo o seu curso, contribuindo para melhorar o seu estado ecológico e promover a conservação da biodiversidade.

    Esta é a terceira vez que a ANP|WWF ganha um financiamento do European Open Rivers Programme para remover uma barreira fluvial obsoleta e estudar outras para futuras remoções, seguindo a estratégia para a Biodiversidade 2030 e a nova Lei do Restauro da Natureza que obriga os estados membros da UE a libertar pelo menos 25.000 km de rios em toda a Europa, cabendo a Portugal libertar cerca de 600 km de rios.

  • Centro Oncológico do Sul

    Em comunicado de imprensa, o município de Loulé refere que priorizou o processo do Centro Oncológico de Referência do Sul, desde que foi identificado como estratégico para a resposta do SNS na região.

    A Câmara Municipal de Loulé tomou conhecimento da intenção de criar o Centro Oncológico de Referência do Sul (CORS) através do seu promotor, o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA), tendo sido consensual a sua localização no Parque das Cidades, que possui gestão conjunta das Câmaras Municipais de Loulé e Faro.

    Os municípios aceitaram desde logo o lote destinado à localização do CORS proposto pelo promotor, tendo acordado ceder o referido lote, situação que ficou formalmente assinalada com a assinatura de um protocolo tripartido (em abril de 2023).

      Os procedimentos necessários para a edificação do Centro Oncológico de Referência do Sul são da exclusiva responsabilidade do promotor, cabendo à Câmara Municipal de Loulé os procedimentos habituais de avaliação dos processos submetidos pelos promotores das edificações do concelho.

      Acresce, ainda, que a autarquia, reconhecendo a importância estratégica que as entidades competentes da saúde concederam ao CORS para a resposta pública do Serviço Nacional de Saúde (SNS), atribuiu a priorização adequada a um processo estratégico de uma entidade pública.

      Assim, a edilidade «sinalizou e promoveu a atuação célere mantendo o necessário rigor e competência, reconhecida aos técnicos especializados, em prol do melhor interesse público», refere o município.

      «Os louletanos e os algarvios terão sempre na Câmara Municipal de Loulé todo o empenho e colaboração, que as suas competências permitam, para a concretização de todos os projetos que visem melhorar o acesso aos melhores cuidados de saúde disponíveis na atualidade», assegura a autarquia.

    • «Roubei um Livro na Cabine e Hoje vou Ler»

      A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, acolhe a oficina performativa «Roubei uma Livro na Cabine e Hoje vou Ler» de João Brito do LAMA Teatro, entre 05 e 07 de fevereiro, entre as 18:00 e as 20:30horas. A apresentação / performance terá lugar, no seguinte dia 8, pelas 21:30 horas., no mesmo local.

      Os participantes vão ser convidados a «roubar» um livro de uma cabine de leitura, surripiando palavras de outrem que ecoam de certa maneira no seu íntimo. A ideia consiste em trazer um livro e as consequentes palavras para que se possa explorar a relevância desse objeto e seu conteúdo.

    • Lídia Jorge refletiu sobre a Literatura e o Tempo em  Vila Real de Santo António

      Lídia Jorge refletiu sobre a Literatura e o Tempo em Vila Real de Santo António

      A escritora Lídia Jorge esteve presente na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, num encontro promovido pelo Clube de Leitura, onde refletiu sobre o papel da literatura na sociedade, a importância da memória e os desafios do presente.

      A sessão contou com a presença de leitores e admiradores da sua obra, que partilharam as suas impressões sobre os livros da autora, com especial destaque para o mais recente romance, Misericórdia.

      A Literatura como Espelho da Transformação Social

      Durante a conversa, Lídia Jorge definiu-se como cronista do seu tempo, abordando a forma como a sua escrita tem documentado a evolução da sociedade portuguesa nas últimas décadas. Desde o impacto da Revolução de Abril, retratado em O Dia dos Prodígios, à transição do mundo rural para o turismo no Algarve, tema central em O Cais das Merendas, a autora enfatizou que a literatura tem um papel fundamental na compreensão da identidade e na valorização da memória coletiva.

      «A minha escrita nasce da necessidade de dar voz ao que desaparece e de capturar o que muitas vezes passa despercebido”, afirmou, referindo-se à forma como retrata as mudanças socioculturais no país. Para Lídia Jorge, o sul de Portugal é um microcosmo das grandes transformações mundiais, refletindo não apenas a globalização, mas também as tensões entre modernidade e tradição».

      “Misericórdia”: Um Olhar sobre a Velhice e a Resistência

      O destaque da sessão foi a discussão sobre Misericórdia, romance que aborda o envelhecimento, os lares de idosos e a relação entre cuidadores e residentes. Inspirada em experiências pessoais, a obra retrata a luta de Dona Alberti, uma idosa que resiste à perda de autonomia e à dissolução da sua identidade num lar.

      Lídia Jorge sublinhou que este livro tem sido recebido com uma forte carga emocional pelos leitores, muitos dos quais se identificam com a realidade das personagens. «Este não é um livro sobre decadência, mas sim sobre resistência e o fulgor da vida», disse. A autora destacou a importância do afeto, das relações humanas e da memória na construção do sentido de vida, mesmo em contextos de vulnerabilidade.

      Outro tema relevante foi o papel dos imigrantes nos lares de idosos, uma realidade crescente em Portugal. A escritora observou que o encontro entre idosos e cuidadores estrangeiros, muitas vezes oriundos de contextos precários, gera novas dinâmicas sociais e afetivas, nem sempre isentas de tensões, mas também de solidariedade.

      O Algarve e a Perda da Identidade Cultural

      A sessão trouxe ainda à tona questões ligadas à identidade algarvia, especialmente a partir do livro O Cais das Merendas. Lídia Jorge refletiu sobre a forma como o Algarve se tornou uma região dominada pelo turismo, muitas vezes sem que a população local colha os benefícios desse crescimento. A autora partilhou episódios que ilustram a forma como, ao longo dos anos, a cultura local tem sido marginalizada em prol da adaptação às exigências do turismo de massas.

      «O Algarve foi colonizado economicamente, e muitas vezes, a sua população aceitou essa transformação sem resistência», afirmou. Para Lídia Jorge, a literatura pode ser uma ferramenta para refletir sobre essas mudanças e para preservar a identidade e a memória das comunidades.

      A Literatura como Ato de Resistência

      No encerramento do encontro, a escritora reforçou a importância da literatura como um espaço de resistência, capaz de questionar o presente e projetar o futuro. Referiu-se ao ato de escrever como uma forma de transformar a dor e as experiências em arte, tocando os leitores de forma profunda.

      A sessão terminou com um diálogo entre Lídia Jorge e os participantes, que partilharam as suas experiências de leitura e o impacto das suas obras nas suas vidas. No final, a escritora agradeceu a receção calorosa e elogiou a dedicação do Clube de Leitura e da Biblioteca Municipal Vicente Campinas na promoção do gosto pelos livros e pela cultura.

      Com esta sessão, Lídia Jorge reforçou o seu papel como uma das vozes mais marcantes da literatura portuguesa contemporânea, deixando aos leitores de Vila Real de Santo António uma reflexão sobre a memória, a identidade e o tempo.

      Vereador Fernando Horta apelou à Valorização do Algarve e da Cultura

      A sessão foi inicialmente presidida pelo presididente da câmara municipal Álvaro Araújo que, depois de apresentar os cumprimentos de boas vindas e agradecimento à escritora, se ausentou por outros compriomissos, tendo ficado em sua representação o vereador Fernando Horta.

      Este destacou a importância da cultura, da identidade algarvia e da necessidade urgente de valorizar o património da região. Inspirando-se numa célebre citação do poeta espanhol Federico García Lorca, que afirmava que se tivesse fome preferiria meio pão e um livro, o vereador sublinhou que a literatura é essencial para alimentar o espírito e fortalecer a identidade coletiva.

      «Entrei aqui com os meus simpáticos e responsivos 100 quilos e saio pelo menos com 200. E garanto que não comi nenhum pão», afirmou, numa intervenção marcada pelo tom bem-humorado, mas também pelo compromisso com a valorização do Algarve.

      O Papel da Biblioteca e a Luta da Escritora Lídia Jorge

      Antes de abordar o tema central da sua intervenção, Fernando Horta fez questão de agradecer à equipa da Biblioteca Municipal, destacando o trabalho que considerou meritório de dinamização da cultura e de envolvimento da comunidade em diversas atividades.

      Dirigindo-se a Lídia Jorge, enalteceu a sua relevância na literatura nacional e internacional, mas também a sua força em três dimensões que, segundo o vereador, representam desafios em Portugal: ser escritora, ser mulher e ser algarvia. «Nenhuma dessas condições é fácil, e a Lídia Jorge personifica todas elas com coragem e talento», afirmou.

      A Urgência de Reivindicar o Algarve

      O ponto alto da intervenção de Fernando Horta foi a sua reflexão sobre o Algarve e a sua identidade, um tema que também perpassou as discussões ao longo da sessão com a escritora. O vereador criticou a subalternização da região, alertando para o risco de se continuar a permitir que o Algarve seja apenas um destino turístico e não um território valorizado pela sua cultura, história e economia.

      «O Algarve é subliminizado, e isso acontece porque nós deixamos que aconteça», afirmou, defendendo a necessidade de inverter essa realidade através de um esforço coletivo. «Temos que reverter, sistematizar e operacionalizar esta mudança no terreno, envolvendo toda a comunidade», apelou.

      O vereador sublinhou ainda que a história de Portugal continua a ser contada a partir de Lisboa, ignorando muitas vezes a riqueza e especificidade do Algarve. Para mudar essa realidade, afirmou que é necessário unir esforços e iniciar de imediato um trabalho conjunto para fortalecer a presença e a voz da região no panorama nacional.

      A sua intervenção terminou com um compromisso firme: «Estamos juntos e vamos começar a trabalhar a partir de hoje.»

      Diretora do Jornal do Algarve Destaca a Colaboração de Lídia Jorge e a Urgência da Defesa da Comunicação Social na Região


      No Encontro com Lídia Jorge, realizado na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, a diretora do Jornal do Algarve, Luísa Travassos, destacou a importância da recente colaboração da escritora com o jornal e sublinhou a necessidade urgente de defender a comunicação social na região.

      Lídia Jorge começou há duas semanas a publicar crónicas no Jornal do Algarve, tendo iniciado a sua participação com o artigo «Está aí alguém?», um apelo à união da comunidade cultural, empresarial e política em torno da preservação da comunicação social no Algarve.

      «É uma pedrada no charco», afirmou Luísa Travassos, salientando que o texto da escritora gerou uma forte reação, com muitas pessoas a questionarem sobre o futuro do jornal. «O Jornal do Algarve não vai acabar. Estamos todos a dar as mãos para fortalecer a comunicação social e mudar consciências e práticas», garantiu.

      A Solidão do Algarve na Defesa dos Seus Meios de Comunicação

      A diretora do jornal lamentou que, ao contrário do que acontece no Norte do país, onde empresários e comunidades locais se unem para salvar os seus jornais, no Algarve a situação seja diferente. «Aqui, está toda a gente de costas voltadas», alertou, frisando que a falta de apoio coloca em risco a sobrevivência da imprensa regional.

      Nesse sentido, destacou o contributo de Lídia Jorge como uma oportunidade para promover uma reflexão coletiva sobre o futuro do Algarve e da sua comunicação social. «A sua participação pode ser o ponto de partida para um debate mais profundo, para que as pessoas responsáveis nesta região comecem a pensar para onde vamos, que caminho queremos seguir, que futuro queremos para o Algarve», sublinhou.

      A Importância do Jornalismo e do Papel na Era Digital

      Luísa Travassos aproveitou a ocasião para reforçar a importância do jornalismo tradicional e a necessidade de preservar o formato em papel, mesmo num contexto de crescente digitalização da comunicação. «O papel tem um valor insubstituível. Não é a mesma coisa ler um livro num iPad ou num ecrã do que folhear um livro, voltar atrás, sentir o cheiro do papel, acompanhar as letras», afirmou.

      A diretora defendeu ainda que o jornal impresso tem um papel fundamental na circulação da informação dentro da comunidade, alcançando vários leitores numa única casa e promovendo o debate entre diferentes gerações.

      «Quando um jornal chega à casa de uma pessoa, não é lido só por um, mas por vários. Na biblioteca, nos cafés, em qualquer espaço público, os jornais passam de mão em mão e cumprem um papel essencial na difusão da informação e na defesa da democracia», explicou.

      O Perigo das Fake News e o Papel do Jornalismo na Democracia

      Na sua intervenção, Luísa Travassos também alertou para os riscos do crescimento das notícias falsas e do populismo, reforçando a necessidade de um jornalismo responsável, baseado na verificação dos factos. «Hoje, qualquer pessoa pode escrever no Facebook ou no Instagram sem qualquer escrutínio, mas isso não é jornalismo. Os jornais regionais são fundamentais para garantir informação credível e transparente», defendeu.

      Agradecimento a Lídia Jorge e Um Apelo à Ação

      Encerrando a sua participação, a diretora do Jornal do Algarve agradeceu publicamente a Lídia Jorge pela iniciativa de colaborar com o jornal e pela sua dedicação à defesa da cultura e da identidade algarvia. «Temos que aproveitar esta personalidade que é tão importante para a nossa região. Lídia Jorge é capaz de mover montanhas e fazer com que muitas pessoas comecem a agir», afirmou.

      Para Luísa Travassos, o artigo escrito por Lídia Jorge «Está aí alguém?» foi um primeiro passo para um debate essencial sobre o futuro do Algarve e da comunicação social na região. «Temos que começar a discutir e a agir. O Jornal do Algarve está à disposição para que isso aconteça», concluiu.

      jestevãocruz/NewsRoom

    • Tempo na Foz do Guadiana

      Para amanhã, quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, as previsões meteorológicas para Ayamonte e Vila Real de Santo António são as seguintes:

      Ayamonte, Espanha:

      Céu limpo.
      Temperatura máxima: 17°C.
      Temperatura mínima: 6°C.
      Vento calmo, entre 31 e 53 km/h.

      Vila Real de Santo António, Portugal:

      Céu limpo.
      Temperatura máxima: 16°C.
      Temperatura mínima: 9°C.
      Vento calmo, entre 31 e 53 km/h.

      Estas condições indicam um dia ensolarado e agradável em ambas as cidades, com temperaturas amenas durante o dia e mais frescas à noite. Recomenda-se o uso de agasalho leve durante as horas mais frias.

    • Ordenamento do Território na Eurocidade do Guadiana

      Ordenamento do Território na Eurocidade do Guadiana

      A Eurocidade do Guadiana está a liderar um projeto piloto na UE de un plano conjunto de ordenamento do território em âmbito transfronteiriço, financiado pela União Europeia.

      Esta ação piloto decorre através da Direção-Geral da Política Regional e Urbana, da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa e da Mission Opérationale Transfrontàlier.

      Trata-se de um instrumento de planeamento territorial que abrange os municípios de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, sendo uma ação piloto, pioneira na União Europeia.

      Vem no seguimento do realizado no Observatório Transfronteiriço do Guadiana e através de um grupo de trabalho intermunicipal, onde foi apresentada a proposta às ações Resilient Borders, coordenadas pela Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE) e pela Mission Opérationale Transfrontàlier (MOT).

      Podas

      Uma vez aprovado o projeto, a Eurocidade do Guadiana vai já elaborar um documento para articular o previsto nos planos de ordenamento urbanístico e territorial que afetam a os três municipios.

      Deve também apresentar as opções necessárias para que os três municípios possam crescer «tendo complementariedade e as suas necessidades em prol de um crescimento harmonizado e sustentavel».

      A Eurocidade do Guadiana consolida-se, desta forma como um «referente em matéria de cooperação transfronteiriça a nível europeu. Com uma visão partilhada de desenvolvimento e uma longa trajetória de trabalho conjunto, esta região demonstrou os benefícios de uma gestão coordenada do território».

      A Eurocidade do Guadiana foi pioneira na elaboração de uma das primeiras agendas urbanas transfronteiriças da União Europeia.

      Este ambicioso projeto, juntamente com planos de gestão conjuntos em áreas-chave como o turismo e o património, são as bases para uma cooperação mais estreita e eficaz.

      Complexo Desportivo

      O ordenamento do espaço transfronteiriço permite à Eurocidade do Guadiana criar um território coerente e coeso, onde as autoridades competentes coordenam ações de forma conjunta.

      Esta sinergia deve facilitar a construção de infraestruturas necessárias, a criação de espaços públicos partilhados e a resposta coordenada a desafios comuns como as alterações climáticas ou a gestão de recursos naturais.

      Os benefícios desta cooperação afiguram-se múltiplos e traduzem-se numa melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, num maior desenvolvimento económico e numa maior competitividade das empresas do território. Ao trabalharem de forma conjunta, os municípios da Eurocidade do Guadiana conseguirão otimizar recursos, potenciar as suas fortalezas e fazer face aos seus desafios de forma mais eficaz.

      Crias de flamingos
    • Nova dinâmica nos mercados de Castro Marim

      Nova dinâmica nos mercados de Castro Marim

      Aos mercados mensais de Castro Marim, Odeleite e Azinhal, organizados pelo município, foi atribuída para o ano de 2025 uma nova imagem gráfica que pretende criar uma nova dinâmica.

      O objetivo é uniformizar os três mercados do concelho de Castro Marim, juntando as tradições e os destaques de cada um com a modernidade e as novas tendências do design.

      O novo grafismo destina-se a atrair um novo público para os três mercados, que todos os meses «exploram e partilham as tradições da serra do concelho de Castro Marim através dos produtos, das gentes, dos costumes, da história e da música».

      O Mercadinho na Aldeia em Odeleite decorre no primeiro domingo de cada mês, enquanto em Castro Marim acontece no segundo sábado do mês, ao mesmo tempo que a Feira das Velharias, e no Azinhal há mercado no último domingo do mês.

      A autarquia lembra que está disponível uma rede de transportes do Município com quatro circuitos e com destino ao Mercado Mensal de Castro Marim.

    • Ampliação do cemitério de Cacela Velha

      Ampliação do cemitério de Cacela Velha

      A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António deu início à empreitada de ampliação do Cemitério Paroquial de Cacela Velha, a qual contempla a construção de 72 jazigos e 48 ossários.

      O projeto é tido como de carácter fundamental para a localidade e, para tanto foi preparado um investimento na ordem dos 103 mil euros, acrescido de IVA.

      A execução da obra está a cargo da empresa BeiraCruz, Lda. e a autarquia justifica-a pelo facto de o cemitério estar próximo da sua capacidade máxima, assegurando resposta às necessidades da freguesia.

      O prazo de execução é de 120 dias, calculando-se que a intervenção possa estar concluída até ao final do primeiro trimestre de 2025.

      A nova área será integrada na estrutura já existente, permitindo «uma ligação harmoniosa entre as infraestruturas».

      A autarquia considera que esta ampliação reflete um dos compromissos assumidos pelo executivo municipal para a freguesia de Vila Nova de Cacela e foi planeada de forma a respeitar o enquadramento histórico e paisagístico de Cacela Velha.

    • Diagnóstico Social em Castro Marim

      Diagnóstico Social em Castro Marim

      No âmbito do projeto Radar Social, o Município de Castro Marim está a atualizar o Diagnóstico Social do Concelho e a solicitar a colaboração para o preenchimento de um questionário disponível em https://forms.cm-castromarim.pt.

      O objetivo é identificar os principais problemas e desafios da comunidade e a opinião considerada essencial para o planeamento de futuras intervenções sociais.

      A participação é pedida como voluntária, anónima e confidencial e estima que o preenchimento do questionário demore, em média, dois minutos, podendo ser realizado até dia 31 de janeiro de 2025.

      A câmara faz um apelo a que se seja «um agente ativo e contribua para o desenvolvimento da sua comunidade», dando como fundamental a participação pública.