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  • 3I/ATLAS Novo Cometa interestelar emerge no Sistema Solar

    3I/ATLAS Novo Cometa interestelar emerge no Sistema Solar

    Chega em Outubro e cientistas estão entusiasmados

    Washington D.C., 11 de julho de 2025 A NASA confirmou a passagem de um novo e intrigante visitante pelo nosso Sistema Solar: o cometa interestelar 3I/ATLAS. Detetado pela primeira vez em 1 de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) no Chile, este é apenas o terceiro objeto interestelar conhecido a ser observado pela humanidade. A sua chegada oferece uma oportunidade única para os cientistas estudarem de perto um corpo celeste que se formou noutro sistema estelar.


    Um Viajante do Espaço Profundo

    O 3I/ATLAS recebeu a sua designação “3I” por ser o terceiro objeto interestelar identificado, seguindo o ‘Oumuamua (em 2017) e o 2I/Borisov (em 2019). Este cometa destaca-se pela sua trajetória altamente hiperbólica, indicando claramente que não está gravitacionalmente ligado ao nosso Sol, mas sim a caminho de uma viagem de ida e volta pelo nosso sistema planetário.

    Atualmente, o 3I/ATLAS encontra-se a cerca de 670 milhões de quilómetros do Sol, aproximando-se da órbita de Júpiter. A sua maior aproximação ao Sol ocorrerá por volta de 30 de outubro de 2025, quando passará a aproximadamente 210 milhões de quilómetros (1.4 Unidades Astronómicas), o que o colocará pouco antes da órbita de Marte.


    Sem Ameaça para a Terra, Mas uma Oportunidade Única

    Apesar da sua velocidade impressionante – o cometa move-se a cerca de 60 quilómetros por segundo em relação ao Sol – a NASA assegura que o 3I/ATLAS não representa qualquer ameaça para a Terra. A sua distância mínima ao nosso planeta será de pelo menos 240 milhões de quilómetros, mais de 1.5 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

    A natureza cometária do 3I/ATLAS, confirmada pela presença de uma coma (uma nuvem brilhante de gás e poeira) e uma cauda curta, é de particular interesse para os astrónomos. Observações preliminares sugerem que pode ter até 20 quilómetros de diâmetro, tornando-o potencialmente o maior objeto interestelar detetado até agora. A sua composição e propriedades físicas estão a ser intensivamente investigadas por equipas de todo o mundo.


    Próximos Passos na Observação

    O 3I/ATLAS deverá permanecer visível para telescópios terrestres até setembro, antes de se aproximar demasiado do Sol para ser observado. A expectativa é que reapareça do outro lado da nossa estrela no início de dezembro, permitindo novas rondas de observações e estudos.

    A comunidade científica está entusiasmada com esta rara oportunidade de estudar um objeto vindo de tão longe. Cada novo visitante interestelar oferece pistas valiosas sobre a formação e evolução de outros sistemas estelares, e o 3I/ATLAS promete enriquecer significativamente o nosso conhecimento do universo para além do nosso próprio lar cósmico.


    Curioso para saber mais sobre o 3I/ATLAS ou outros objetos celestes?

    ./com GEM-DIGI

  • Governo quer assegurar acesso público às praias de Grândola

    Governo quer assegurar acesso público às praias de Grândola

    O Governo da República está a trabalhar com todas as 18 praias concessionadas do eixo Troia-Melides, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, para que seja assegurado o acesso público ao areal, anunciou ontem a ministra do Ambiente.

    «Garantir o acesso adequado às praias é uma obrigação que decorre da lei e que queremos ver salvaguardada. Nenhum novo empreendimento turístico junto às praias poderá será aprovado, em Portugal Continental, sem que seja previamente assegurado este direito», afirmou a ministra.

    Maria Graça Carvalho falava durante a apresentação dos resultados de fiscalização dos acessos às 22 praias entre Troia e Melides, na costa de Grândola, das quais 18 estão concessionadas.

    Esta ação foi enquadrada no programa da Orla Costeira Espichel-Odeceixe e foi desenvolvida em articulação com a Autoridade Marítima Nacional e entidades locais, como foi o caso da Câmara Municipal de Grândola.

    Segundo a governante, na maioria das 18 praias concessionadas daquela região «a lei está a ser cumprida».

    Segundo a agência Lusa, no âmbito dessa fiscalização às 22 praias, as autoridades encontraram oito com acesso sem restrições, duas com acesso controlado, oito com acesso condicionado e uma com acesso interdito.

    As restantes três praias não têm condições para ter infraestruturas, explicou fonte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

    Relativamente ao acesso controlado, o Governo referiu que se trata de um acesso viário condicionado por passagens por propriedades privadas, geralmente no interior de empreendimentos turísticos, e estacionamento público disponível em número limitado.

    Nessas praias, a tutela pretende que os operadores coloquem placas a informar a existência de acesso pedonal e colaborem na concretização de projetos para a disponibilização de estacionamento e acessos livres de condicionalismos. São exemplos dessas praias a Troia-Galé e a Galé Fontainhas.

    No caso das praias de acesso condicionado, quer por questões territoriais ou pela ocupação turística, o objetivo passa pela construção de mais parques de estacionamento e de acessos pedonais públicos.
    Já a praia interdita, a da Raposa, não tem acesso público livre, localiza-se junto ao Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz e numa zona destinada a exercícios militares.

    Maria Graça Carvalho defendeu ainda que seja exigido às concessionárias das praias que cumpram um «verdadeiro serviço público», cabendo essa exigência aos municípios.

    «Há um conjunto de condições que as concessionárias devem assegurar. Segurança balnear, bons acessos, balneários e sanitários, um gabinete de primeiros socorros, a limpeza do areal e outros bens e serviços igualmente necessários que as próprias câmaras municipais, enquanto entidades emissoras das licenças, têm legitimidade para salvaguardar junto dos concessionários», afirmou.

    A governante adiantou que, no futuro, irão ser feitas operações de fiscalização em conjunto com a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), no sentido de fiscalizar o cumprimento dessas medidas, admitindo que os preços de alguns bens básicos estejam incluídos nessas ações.

    «São condições de serviço público que não contemplam o controlo de preços, mas sim de condições mínimas, como é a água. Vamos pedir às câmaras que exijam isso dos concessionários», apontou.

    Maria Graça Fonseca admitiu ainda a realização de ações de fiscalização semelhantes à do concelho de Grândola em outras zonas do país, nomeadamente no Algarve, caso existam denúncias ou notificações.
    «O retorno que esperamos por este esforço é que as praias possam ser devidamente aproveitadas por todos, sem restrições e com condições adequadas», concluiu.

    ./Com Lusa

    Foto: https://pixabay.com/pt/users/sarahbernier3140-815740/

  • Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    A Câmara de Vila Real de Santo António aprovou um conjunto de apoios para incentivar a fixação de profissionais de saúde no concelho, onde o custo da habitação está a dificultar o preenchimento de vagas, disse à Lusa o presidente Álvaro Araújo (PS).

    O edil apelou também ao Governo para que disponibilize uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) para o sotavento (este) algarvio, para juntar às três que estão colocadas no Algarve, mais nomeadamente em Portimão, Albufeira e Faro.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara disse que o Regulamento Municipal de Apoio à Fixação de Médicos e Outros Profissionais de Saúde foi publicado em Diário da República em 30 de junho e cria «incentivos financeiros e logísticos» para ajudar à fixação de profissionais e reduzir o número pessoas sem médico de família.

    «A dificuldade em atrair e fixar médicos de família, enfermeiros e outros técnicos da área da saúde, aliada ao envelhecimento do quadro clínico e aos constrangimentos nas escalas de urgência, tem comprometido a capacidade de resposta das unidades de saúde locais», argumentou em nome do município.

    Os profissionais que optem pelos apoios devem exercer funções nas unidades de saúde do concelho, integradas na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, e a medida visa garantir «a qualidade dos cuidados de saúde primários» e do Serviço de Urgência Básica (SUB). local. Entre os benefícios aprovados estão subsídios ao alojamento, de deslocação ou a redução de tarifas e taxas.

    «Não podemos admitir que o nosso território tenha falta de médicos de família. E aquilo que nós fizemos foi, de alguma forma, arranjar motivos para que os médicos se queiram fixar aqui, os médicos e os profissionais de saúde, porque o regulamento é para apoiar não só médicos, mas também os restantes profissionais de saúde, que vivem num raio de 50 quilómetros do nosso concelho», afirmou Álvaro Araújo.

    O autarca, que se recusa a aceitar que haja munícipes sem acesso a médico de família, defendeu que todos os cidadãos devem ter «o mesmo acesso aos cuidados de saúde» e salientou que é cada vez mais difícil os profissionais fixarem-se no concelho e no Algarve.

    «Por isso, a única forma que tivemos foi a criação deste regulamento», justificou, apontando o elevado custo com a habitação como um dos principais fatores que dificultam a fixação de profissionais nos municípios do Algarve e do Baixo Guadiana, como Alcoutim ou Castro Marim, que também têm em vigor incentivos deste tipo.

    Álvaro Araújo afirmou que existe no Algarve e em Vila Real de Santo António uma «grande carência de habitação a custos normais», acrescentando que as casas têm preços a que a classe média não chega, nem mesmo os profissionais de saúde, e as rendas estão com «valores quase à volta dos mil euros e superior a isso», disse.

    Para o autarca, «esse é o grande problema de quaisquer profissões, dos nossos jovens, da nossa população em geral», tendo admitido a possibilidade de, no futuro, estes apoios serem estendidos a professores ou a elementos das forças de segurança. «Como o Estado Central não cria soluções, têm de ser, como sempre, os municípios a criar essas soluções», ressalvou.

    Sobre a colocação de uma VMER no sotavento do Algarve, Álvaro Araújo entende não pode haver portugueses de primeira e de segunda e que a população tem direito a um meio de socorro que salva vidas e vai cobrir um território entre Tavira, Castro Marim, Alcoutim e Vila Real [de Santo António], de 1.500 quilómetros quadrados.

    A VMER que está mais próxima está em Faro. Se houver um problema em Alcoutim, se houver um problema em Vila Real de Santo António e for precisa uma viatura destas, quando chegar [o socorro], a pessoa dificilmente sobrevive”, afirmou.

    ./Com Lusa
  • Joaquim Manuel Dias homenageado em São Brás de Alportel

    Joaquim Manuel Dias homenageado em São Brás de Alportel

    50 ANOS DE DEDICAÇÃO AO JORNALISMO

    O executivo municipal de São Brás de Alportel entregou um voto de louvor a Joaquim Manuel Dias, pelo seu contributo e dedicação ao jornalismo local ao longo dos últimos 50 anos, um percurso que classificou como «notável ao serviço da informação, da cidadania e da memória coletiva».

    Natural de São Brás de Alportel, Joaquim Manuel Dias iniciou a sua atividade jornalística em 1976, como correspondente do Jornal do Algarve e, desde então, tem sido uma presença constante e respeitada na imprensa regional.

    A sua dedicação à valorização da realidade local tem contribuído decisivamente para o reforço da identidade são-brasense e para a promoção de uma imprensa livre, independente e comprometida com a comunidade.

    Entre 1985 e 1996, a sua colaboração com o jornal O Sambrasense marcou uma etapa significativa do seu percurso, tendo sido o prelúdio da criação, em dezembro de 1996, do mensário Notícias de S. Braz, do qual é fundador, proprietário e diretor.

    Com mais de 27 anos de existência, esta publicação tornou-se uma referência regional, reunindo centenas de colaboradores e promovendo iniciativas culturais, cívicas e de valorização do património humano local.

    Joaquim Manuel Dias é igualmente autor de projetos editoriais de grande impacto cultural, como Poetas da Minha Terra e 100 anos, 100 biografias: Figuras do Passado São-Brasense, que «reforçam a sua missão de preservar e divulgar a memória coletiva do concelho».

    Para além da vertente jornalística, tem tido uma intervenção ativa no associativismo, sendo cofundador de organizações como a ARSOGAR – Associação dos Órgãos de Comunicação do Algarve –, a AIRA – Associação da Imprensa Regional e Algarvia – e membro ativo da Associação Nacional da Imprensa Regional, onde tem sido uma voz firme na defesa da imprensa local e regional, destaca ainda a câmara municipal.

    «A sua generosidade é também visível na doação de exemplares encadernados dos jornais O Sambrasense e Notícias de S. Braz à Biblioteca Municipal, assegurando o acesso das gerações futuras a este valioso legado documental», postula a autarquia.

    Cidadão comprometido com a vida associativa local, tem igualmente contribuído de forma relevante em entidades como a Sociedade Criativa 1.º de Janeiro e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel.

    Diz ainda a autarquia, «Este Voto de Louvor agora atribuído e entregue reflete o profundo reconhecimento da autarquia e da comunidade pelo seu exemplo de dedicação, integridade e serviço público através do jornalismo, afirmando Joaquim Manuel Dias como uma figura incontornável da comunicação social do Algarve e um verdadeiro guardião da identidade são-brasense».

    Desde a Direção de «FOZ – Guadiana Digital», dirigimos as nossas congratulações ao homenageado, colega de imprensa e distinguido homem de Imprensa.

  • Milhares nas festas de Altura

    Milhares nas festas de Altura

    As Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria, realizadas em Altura de 4 a 6 de julho, atraíram milhares de visitantes com uma programação diversificada que incluiu música, artesanato e atividades para a juventude, destacou o município de Castro Marim.

    O evento, que decorreu no Campo de Futebol, destacou-se pela sua Feira de Artesanato e pelo Festival da Juventude, com iniciativas desportivas e debates.

    O festival teve início com um dia dedicado aos jovens, incluindo workshops de padel-surf e torneios de futebol e voleibol de praia. Um dos pontos altos foi o podcast «Inovação, Algarve e Juventude», que contou com a participação de empreendedores e especialistas como Maria Magalhães (Flexgrow e BioVisão), Joana Jesus (Peanuts), Francisco Machado (Easy Harvest), Ricardo Pedro (Flow Productions) e Mariana Santos (Segredos da Infância).

    A programação musical do festival juvenil incluiu atuações de DJ Miax, Julinho KSD e Karetus. No sábado, o palco principal recebeu Acordeanima e um concerto de Matias Damásio, seguido pelo projeto Time Travel.

    No domingo, as celebrações religiosas, incluindo a procissão em Honra do Imaculado Coração de Maria, foram o ponto alto do dia, culminando num baile popular com Hugo Madeira e a atuação do grupo de dança ARUTLA. A noite encerrou com um tributo a Marco Paulo.

    As Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria foram organizadas pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia de Altura, Clube Recreativo Alturense, Paróquia de Altura, Young Link, Instituto Português do Desporto e Juventude, Algarve Evolution e a Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve.

  • Estremoz recebe exposição inédita de gravuras de Nelson Mandela na Howard’s Folly

    Estremoz recebe exposição inédita de gravuras de Nelson Mandela na Howard’s Folly

    A Howard’s Folly, em Estremoz, apresenta até 31 de julho de 2025 a exposição “Nelson Mandela: Arte e Liberdade”, uma rara oportunidade de apreciar na Europa um conjunto de gravuras assinadas pelo ícone sul-africano. A mostra reúne obras das séries “The Struggle” e “Robben Island”, juntamente com peças da coleção “The Symbol” e outras edições limitadas.

    A exposição, que coincide com o mês de aniversário de Nelson Mandela (18 de julho), apresenta um conjunto de obras onde Mandela expressa memórias e promove a esperança, segundo Howard Bilton, presidente da Howard’s Folly.

    Nelson Mandela_Freedom

    As vendas das gravuras terão um propósito social, financiando terapias criativas para jovens e a preservação da cultura africana, através da House of Mandela, fundação da família Mandela, e da The Sovereign Art Foundation (SAF). Esta última, conhecida pelo Sovereign Asian Art Prize, já destinou milhões de dólares a programas de arteterapia para crianças vulneráveis.

    As obras em exposição incluem esboços de 2002, feitos por Mandela durante seu retorno a Robben Island, local onde esteve preso por 18 anos. As imagens, inicialmente marcadas pela dor, foram transformadas em inspiração através de cores luminosas e traços simples.

    A exposição está aberta ao público diariamente das 12h às 19h, com entrada gratuita. A Galeria de Arte Howard’s Folly está localizada no andar superior do restaurante, na Rua General Norton de Matos, em Estremoz.

    Howard’s Folly

    A Howard’s Folly é uma adega urbana, restaurante e centro criativo em Estremoz, Alentejo. Fundada por Howard Bilton, promove eventos culturais que combinam vinho, gastronomia regional e arte contemporânea.

    The Sovereign Art Foundation

    Fundada em Hong Kong em 2003, a SAF organiza o Sovereign Art Prizes e financia programas comunitários de arte na Ásia e em outros lugares do mundo, promovendo o bem-estar de crianças por meio da expressão artística.

  • A respeito de gorjetas e hotelaria

    A respeito de gorjetas e hotelaria

    Têm-se levantado algumas interrogações sobre as gorjetas na hotelaria, um sistemas que abrangeu a relação entre hoteleiros e os seus colaboradores e que foi tornado obsoleto, ao ser substituído pela contratação coletiva. Com os conhecimentos que adquiridos, decidimos apresentar este trabalho de investigação e memória que colocamos â consideração dos nossos leitores.

    Antes da implementação da contratação coletiva na hotelaria portuguesa, vigorava um sistema conhecido como garantias. Este regime era uma prática comum para regular as relações laborais entre empregadores e trabalhadores do setor.

    As garantias eram um conjunto de condições mínimas estabelecidas unilateralmente pelos empregadores ou por acordos informais setoriais e a sua abrangência definia aspetos como salários mínimos, horários de trabalho, folgas, férias, subsídios e condições básicas de segurança e higiene.

    As garantias não tinham força de lei nem resultavam de negociação formal entre representantes dos trabalhadores e empregadores. Podiam variar significativamente entre empresas e regiões.

    A atualização dos valores das garantias dependia da vontade dos empregadores ou de pressões pontuais dos trabalhadores, sem mecanismos obrigatórios de revisão periódica.

    Analisando os aspetos positivos, eram rápidas na implantação do sistema, para permitir aos empregadores definir rapidamente as condições de trabalho, sem necessidade de longos processos negociais.

    Asseguravam flexibilidade às empresas, que podiam ajustar as condições de acordo com as suas necessidades operacionais e conjuntura económica, bem como lhes assegurava custos administrativos reduzidos: A ausência de negociações coletivas e de protocolos legais simplificava a gestão de recursos humanos.

    Não asseguravam, porém proteção para os trabalhadores que tinham pouca ou nenhuma influência sobre as condições impostas, ficando vulneráveis a decisões unilaterais dos empregadores.

    As condições podiam variar muito entre empresas, levando a situações de desigualdade salarial e de direitos dentro do mesmo setor e uma ausência de estabilidade: Não havia garantias de manutenção de benefícios ou de atualização de salários, o que criava insegurança laboral.

    A inexistência de mecanismos formais de resolução de conflitos aumentava a probabilidade de tensões e greves e o sistema não acompanhava necessariamente as mudanças sociais e económicas, podendo perpetuar práticas desatualizadas ou injustas.

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    Transição para a Contratação Coletiva

    A contratação coletiva veio substituir o sistema de garantias, trazendo maior equilíbrio às relações laborais ao introduzir a negociação formal e o estabelecimento de acordos entre sindicatos e associações patronais.

    Foram uniformizadas regras mais homogéneas e transparentes para todo o setor e introduzidos mecanismos de revisão que determinaram processos regulares para atualização de condições de trabalho e resolução de conflitos.

    Em resumo, o sistema de garantias proporcionava flexibilidade e simplicidade para os empregadores, mas criava um ambiente de instabilidade e desigualdade para os trabalhadores, o que justificou a transição para o regime de contratação coletiva em Portugal.

    Funcionamento do Sistema de Garantias

    Durante o período anterior à contratação coletiva na hotelaria em Portugal, o sistema de garantias funcionava, em muitos casos, em articulação com o sistema de gorjetas. Este modelo tinha particularidades relevantes para a remuneração dos trabalhadores e para a gestão dos custos laborais pelos empregadores.

    Para cada cargo e especialidade, eram estabelecidos valores mínimos de remuneração, conhecidos como garantias e o montante das gorjetas recebidas pelos trabalhadores era contabilizado como parte do rendimento necessário para atingir o valor da garantia.

    Se, num determinado período, as gorjetas não atingissem o valor mínimo estipulado para a função, o empregador tinha de complementar a diferença com recursos próprios, até perfazer a garantia acordada.

    Desta forma, os estabelecimentos só desembolsavam verbas próprias para salários quando as gorjetas não eram suficientes para cobrir as garantias.

    Este sistema assegurava grandes vantagens ao empregador que via reduzidos os encargos com custos salariais diretos, transferindo parte da remuneração para o sistema de gorjetas.

    Persiste a alegação de que constituíam um estímulo à Qualidade do Serviço e um incentivo aos trabalhadores a prestar um serviço de excelência, pois o seu rendimento dependia em grande parte da satisfação dos clientes.

    Era introduzida uma maior flexibilidade financeira, pois oss custos com pessoal tornavam-se mais variáveis, acompanhando a sazonalidade e o volume de negócio do estabelecimento.

    Porém, para os trabalhadores o sistema de gorjetas significava acima de tudo instabilidade remuneratória e insegurança, pois a sua remuneração podia variar significativamente de acordo com o fluxo de clientes e a generosidade das gorjetas, gerando instabilidade financeira.

    Acentuava a desigualdade entre funções, uma vez que certos cargos, com menos contacto com o público, tinham menor acesso às gorjetas, podendo ficar mais dependentes do complemento do empregador.

    Introduzia a talta de transparência, pois o controlo e a distribuição das gorjetas nem sempre eram claros ou justos e davam origem a conflitos internos.

    Além do mais, havia a dificuldade de fiscalização, uma vez que era difícil garantir que todos os trabalhadores recebessem efetivamente o valor mínimo das garantias, sobretudo em contextos informais ou sem registo rigoroso das receitas de gorjetas.

    Considerações Finais

    O sistema de garantias alimentado pelas gorjetas representava uma solução pragmática para a hotelaria em contextos de baixa regulamentação laboral. Contudo, a sua dependência de receitas variáveis e a falta de mecanismos de proteção robustos para os trabalhadores justificaram, ao longo do tempo, a transição para modelos mais estáveis e uniformes, como a contratação coletiva, que passou a garantir remunerações mínimas fixas e direitos mais claros para todos os profissionais do setor.

    ./José Estêvão Cruz com Perplexity

    Se quiser aprofundas estas opiniões, pode consultar:

    1. https://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/detalhe/as_gorjetas_na_hotelaria_e_restauracao
    2. https://ahresp.com/app/uploads/2025/01/AHRESP_-Informac%CC%A7a%CC%83o-Gorjetas_08.01.2025.pdf
    3. https://contarea.com/gorjetas-e-impostos-tudo-o-que-precisa-de-saber/
    4. https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/ferias-lazer/dicas/como-funcionam-gorjetas-em-portugal
    5. https://www.pearlsofportugal.com/pt-pt/viver-em-portugal/gorjetas-em-portugal/
    6. https://monouso.pt/blog/gorjeta-em-restaurantes/
    7. https://www.revfine.com/pt/gorjetas-para-a-limpeza-do-hotel/
    8. https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/casa-e-familia/Pages/dar-gorjeta.aspx
    9. https://www.noticiasaominuto.com/economia/2811061/cada-vez-mais-comum-em-portugal-quais-sao-as-regras-das-gorjetas
    10. http://theportugalnews.com/br/noticias/2025-06-28/quais-sao-as-regras-para-dar-gorjeta-em-portugal/98831
    11. https://hoteltechreport.com/pt/hr-staffing/digital-tipping
    12. https://saipos.com/sistema/restaurante/lei-da-gorjeta
    13. https://www.occ.pt/pt-pt/noticias/gorjetas-na-hotelaria-e-na-restauracao
    14. https://www.empreendedor.com/startup-portuguesa-lanca-servico-de-gorjetas-digitais/
    15. https://pt.wikipedia.org/wiki/Gorjeta
    16. https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-nacional/artigos/gorjeta-sabe-quando-deve-dar-e-em-que-situacoes-um-especialista-em-etiqueta-explica
    17. https://pt.linkedin.com/pulse/quem-dar-gorjeta-em-um-hotel-sebastiao-p-nunes

  • Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Tragédia no Texas com transbordo do Rio Guadalupe

    Enchentes Devastadoras e dezenas de mortos e desaparecidos


    O estado do Texas, nos Estados Unidos, foi atingido por inundações repentinas catastróficas no último fim de semana do Dia da Independência (4 de julho), resultando em um número trágico de mortos e desaparecidos, especialmente na região de Central Texas, ao longo do rio Guadalupe. As chuvas torrenciais transformaram rios e riachos em torrentes mortais, apanhando muitos de surpresa.

    O Balanço da Tragédia

    Até o momento, mais de 80 pessoas foram confirmadas mortas, e as autoridades continuam as operações de busca por dezenas de desaparecidos. A maioria das vítimas e dos que continuam desaparecidos são da área de Kerr County, onde um acampamento de verão para meninas, Camp Mystic, foi severamente atingido. Várias crianças e monitores do acampamento estão entre as vítimas e os desaparecidos, com pelo menos 10 crianças ainda desaparecidas do Camp Mystic.

    As inundações ocorreram nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, 4 de julho, pegando residentes e campistas desprevenidos. O rio Guadalupe subiu cerca de 8 metros em apenas 45 minutos, arrastando casas, veículos e infraestruturas.

    Causas e Contexto

    A devastação foi intensificada por uma combinação de fatores:

    • Chuvas Extremas: Uma quantidade massiva de chuva, excedendo em muito as previsões (com alguns locais registando mais de 30 centímetros), caiu em poucas horas.
    • Geografia da “Flash Flood Alley”: A região de Texas Hill Country é conhecida como “flash flood alley” (corredor de inundações repentinas) devido ao seu terreno íngreme, solo rochoso e pouca vegetação, que impedem a absorção rápida da água, fazendo-a escoar rapidamente para os rios.
    • Remanescentes de Tempestade Tropical: A humidade significativa trazida pelos remanescentes da Tempestade Tropical Barry, que tocou terra no México, combinada com outros sistemas meteorológicos, “alimentou” a tempestade sobre o Texas.
    • Falta de Alertas Efetivos: Sobreviventes relataram não ter recebido avisos de emergência suficientes ou em tempo hábil. Embora o Serviço Nacional de Meteorologia tenha emitido alertas, há questões sobre a eficácia dos sistemas de alerta locais em alcançar as comunidades mais vulneráveis e os acampamentos ao longo do rio.

    Desafios e Próximos Passos

    As equipas de resgate enfrentam desafios contínuos devido aos detritos, ao calor intenso e à possibilidade de mais chuvas, complicando as buscas pelos desaparecidos. A comunidade está em luto e o Texas está a começar um longo processo de recuperação.

    Este evento trágico sublinha a importância crítica de sistemas de alerta eficazes, preparação para desastres e ordenamento do território, especialmente em áreas propensas a inundações repentinas. As autoridades estão sob escrutínio para avaliar como podem melhorar a resposta a futuros eventos climáticos extremos.

    A Atuação das Autoridades e os Desafios na Resposta às Inundações no Texas


    Diante da escala da tragédia das inundações no Texas, a atuação das autoridades tem sido marcada por uma intensa mobilização de recursos para busca e resgate, mas também por um crescente debate sobre a eficácia dos sistemas de alerta e a preparação para desastres dessa magnitude.

    Operações de Busca e Resgate: Uma Corrida Contra o Tempo
    Desde o primeiro momento, as equipes de emergência do Texas, apoiadas por agências federais, têm trabalhado incansavelmente em operações massivas de busca e resgate. Centenas de profissionais, incluindo socorristas da Guarda Costeira dos EUA, equipes de resgate em águas rápidas (Swiftwater Rescue Boat Squads da Texas A&M Task Force 1 e 3), guardas de caça (Game Wardens) e helicópteros com capacidade de içamento, foram mobilizados. Mais de 1.700 pessoas estão envolvidas nas operações.

    Os esforços se concentram nas áreas mais devastadas, como Kerr County e ao longo do rio Guadalupe, onde casas e acampamentos foram arrastados pela força da água. As equipes utilizam helicópteros, barcos, drones e maquinário pesado para remover detritos e vasculhar as margens dos rios. Voluntários também foram direcionados para auxiliar nas buscas.

    Até o momento, mais de 850 pessoas foram resgatadas, muitas delas encontradas agarradas a árvores ou em estruturas isoladas. Contudo, as condições são extremamente desafiadoras: o terreno está coberto por lama e destroços, há presença de cobras e o calor intenso, somado à previsão de mais chuvas, complica ainda mais as operações. A extensão dos danos e o volume de detritos tornam a busca por desaparecidos uma tarefa árdua e demorada.

    Desafios e Críticas à Gestão de Emergências
    Apesar da dedicação das equipes de resgate, a tragédia levantou questões sérias sobre a preparação e a resposta das autoridades, gerando um intenso debate público e político.

    Um dos pontos mais críticos é a eficácia dos avisos e alertas meteorológicos. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) emitiu alertas de inundação potencial com antecedência e, nas primeiras horas da sexta-feira, 4 de julho, emitiu alertas de inundação repentina e até mesmo “emergências de inundação repentina” – um aviso raro que sinaliza perigo iminente. No entanto, muitas vítimas e moradores afirmam não ter recebido alertas adequados ou em tempo hábil.

    Problemas de Comunicação: O gerente municipal de Kerrville, Dalton Rice, apontou que muitas áreas rurais e acampamentos têm pouca ou nenhuma cobertura de telefonia celular, dificultando a entrega de alertas diretos aos telefones. Há também questionamentos sobre se os alertas federais foram devidamente retransmitidos pelas autoridades locais e estaduais de maneira eficaz para o público.

    Falta de Evacuação: A investigação futura focará em por que alguns acampamentos e residências não evacuaram ou se moveram para terrenos mais elevados, apesar da vulnerabilidade da área a inundações repentinas (“flash flood alley”). Enquanto alguns acampamentos agiram rapidamente para realocar pessoas, outros não o fizeram, resultando em perdas trágicas, como no Camp Mystic.

    Controvérsia Política: A tragédia também se tornou um ponto de disputa política. Alegações de que cortes orçamentários na National Weather Service (NWS) e na Federal Emergency Management Agency (FEMA) poderiam ter comprometido a capacidade de previsão e alerta têm sido levantadas, embora autoridades como o senador Ted Cruz neguem que tais cortes tenham impactado os avisos. O Presidente Donald Trump, que visitará o estado, também se pronunciou, defendendo que o evento foi “inesperado”.

    As autoridades afirmaram que, uma vez concluídas as operações de busca e resgate, haverá uma investigação aprofundada para analisar a cadeia de alertas, as comunicações e os protocolos de emergência, buscando identificar o que poderia ter sido feito de forma diferente para mitigar o impacto de eventos futuros. A tragédia do Texas reforça a importância de uma coordenação robusta entre todos os níveis de governo e de sistemas de alerta e comunicação de emergência mais resilientes e acessíveis para proteger as comunidades em áreas de alto risco.


    Podemos aprofundar a discussão sobre os esforços de resgate ou as medidas de prevenção no Texas, se desejar.

  • Alcoutim e San Lúcar de Guadiana celebram avanços no processo da Ponte

    Alcoutim e San Lúcar de Guadiana celebram avanços no processo da Ponte

    A construção de uma nova ponte internacional sobre o rio Guadiana, ligando Alcoutim, em Portugal, a Sanlúcar de Guadiana, em Espanha, deu um passo significativo em frente, com a aprovação formal do projeto por parte de ambos os governos. Esta infraestrutura, aguardada há décadas, é vista como um marco crucial para o desenvolvimento transfronteiriço, esperando-se que dinamize o turismo, o comércio e a mobilidade entre as duas comunidades.

    Atualmente, a ligação é feita exclusivamente por pequenas embarcações fluviais, o que limita consideravelmente o intercâmbio entre as duas margens. A nova ponte irá resolver este constrangimento, fortalecendo os laços culturais e económicos entre Portugal e Espanha nesta região.


    Próximos Passos e Previsões

    O acordo para a construção da ponte foi assinado na Cimeira Luso-Ibérica em Faro, a 23 de outubro de 2024, e entrou em vigor a 26 de junho de 2025, após a conclusão das formalidades constitucionais em ambos os países. O projeto de execução da ponte está concluído desde agosto de 2024, e o Município de Alcoutim, enquanto dono da obra, afirma ter cumprido todas as etapas sob a sua responsabilidade para o avanço do projeto.

    Para que a obra possa, de facto, arrancar, é essencial a aprovação formal do projeto de execução pelos governos de Portugal e Espanha, após um parecer favorável da Comissão Técnica Mista. Os autarcas de Alcoutim, Paulo Paulino, e de Sanlúcar de Guadiana, José María Pérez Díaz, apelam a que a reunião desta comissão ocorra “o mais brevemente possível”, e que as autoridades nacionais de ambos os países se comprometam com o financiamento e um prazo exequível para a realização da obra.

    Embora ainda não exista uma data exata para o início da construção, a conclusão do projeto de execução e a entrada em vigor do acordo são sinais claros do compromisso em concretizar esta obra. A expectativa é que o financiamento se enquadre nos prazos previstos pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pelos contratos de financiamento, dado o caráter estruturante e a longa espera por esta ligação.

    Os próximos meses serão cruciais para a agilização da burocracia final, nomeadamente a reunião da Comissão Técnica Mista e a formalização dos compromissos de financiamento, que permitirão finalmente lançar o concurso para a construção da ponte e dar início às obras no terreno.

    Com GEM-Digi

  • Castro Marim reforça combate a incêndios florestais com equipa de intervenção

    Castro Marim reforça combate a incêndios florestais com equipa de intervenção

    O Município de Castro Marim ativou a sua Equipa Municipal de Intervenção Florestal (EMIF) para garantir a vigilância diária e a primeira intervenção contra incêndios rurais durante o período de junho a setembro, com possibilidade de extensão consoante as condições meteorológicas.

    A EMIF, composta por seis operacionais e equipada com uma viatura de primeira intervenção, irá percorrer mais de 16 mil quilómetros em 122 dias, cobrindo todo o território concelhio. A iniciativa, coordenada pelo SEPNA/GNR no âmbito do DECIR, integra o esforço nacional de prevenção de incêndios florestais.

    O dispositivo conta com o apoio de diversas entidades, incluindo Sapadores Florestais, Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, SEPNA, vigilantes da natureza do ICNF e associações de caçadores.

    O município alerta para o elevado risco de incêndio devido ao acúmulo de pasto resultante das chuvas da primavera e apela à população para a adoção de comportamentos responsáveis e redobrados cuidados no uso do fogo durante o verão.

  • Tavira transforma-se em palco a céu aberto com o Festival Cenas na Rua

    Tavira transforma-se em palco a céu aberto com o Festival Cenas na Rua

    O XIX Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua de Tavira – Cenas na Rua, arrancou a 5 de julho e prolonga-se até dia 12, transformando a cidade num palco vibrante com mais de 10 apresentações de companhias de França, Espanha, Itália e Portugal. O evento marca o início do programa cultural “Verão em Tavira” e consolida a posição da cidade como referência no panorama nacional e internacional das artes de rua.

    O festival teve início com o espetáculo itinerante “Lampadophores” da Cia Picto Facto (FR), uma performance de luzes de grande formato com música ao vivo, que partiu do Jardim da Alagoa em direção à Praça da República.

    Ao longo dos próximos dias, o festival apresentará uma programação diversificada em vários locais do centro histórico de Tavira:

    • 6 de julho, 22h00, Praça da República: “Libertenano- Enano” (PT), um espetáculo de clown que aborda a liberdade individual com humor e poesia.
    • 7 de julho, 22h00, Largo Abu-Otmane: “Concorda” (PT), uma performance multidisciplinar que cruza dança, teatro físico e manipulação de objetos, premiada no Mais Imaginarius 2024 e na Mostra Nacional de Jovens Criadores.
    • 8 de julho, 22h00, Praça da República: “Fly me to the moon” (ES), um espetáculo de circo contemporâneo e clown sobre a viagem de dois palhaços até à lua.
    • 9 de julho, 22h00, Praça da República: “Carena” (FR), um espetáculo de funambulismo a 5 metros de altura que explora a força e a vulnerabilidade.
    • 10 de julho, 22h00, Praça da República: “Doppio Zero” (IT), um espetáculo de circo contemporâneo que celebra a alegria de viver com números circenses e música dos anos 50.
    • 11 de julho, 22h00, Alto de São Brás: “Sorriso” (PT), uma peça de teatro de objetos sobre a solidão e a memória de um casal de idosos.
    • 12 de julho, 22h00, Jardim de São Francisco: “Vozes Perdidas” (PT), uma performance poética intimista com música ao vivo, que celebra a poesia de autores locais e internacionais.

    Com quase 20 anos de história, o Cenas na Rua procura promover o acesso à cultura, divulgar diversas disciplinas artísticas e proporcionar novas perspetivas sobre a cidade de Tavira. A entrada é gratuita.

    O Município de Tavira reafirma o seu compromisso com uma programação cultural de excelência, que aproxima artistas e público, e consolida a posição da cidade como um centro cultural dinâmico e inclusivo.

    Foto e Fonte: Município de Tavira

  • Transporte por ambulância é mais adequado quando resposta aérea é demorada

    Transporte por ambulância é mais adequado quando resposta aérea é demorada

    A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH) alertou hoje que é “clinicamente mais adequado” um paciente ser transportado por ambulância quando a resposta aérea ultrapassa o tempo estimado de transporte terrestre.

    Quando o tempo total da resposta aérea ultrapassa o tempo estimado de transporte terrestre, é considerado clinicamente mais adequado e seguro que o paciente seja transportado por via terrestre, a fim de garantir uma assistência eficaz e tempestiva”, afirmou a SPEPH em comunicado.

    O organismo comentou assim o caso de um doente de 49 anos com um traumatismo craniano que foi transportado por um helicóptero da Força Aérea, num processo que demorou mais de cinco horas para a transferência do Hospital da Covilhã para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

    De acordo com SPEPH, a decisão entre meios aéreos e terrestres deve ser técnica e segura. “A prioridade deve ser sempre a rápida estabilização e o encaminhamento seguro do paciente à unidade hospitalar mais adequada (cuidados definitivos), respeitando critérios técnicos que visam a maximização das hipóteses de sobrevivência e recuperação”, salientou a SPEPH, recordando que a medicina pré-hospitalar “segue princípios bem definidos no que diz respeito à escolha do meio de transporte mais adequado para pacientes vítimas de trauma grave, tendo em conta várias variáveis essenciais”.

    Entre os principais fatores a serem avaliados estão as condições meteorológicas, o tempo estimado para a chegada do helicóptero ao local do pedido de ajuda, o tempo necessário para preparação da aeronave e da equipa médica, e ainda a duração do voo até ao local do pedido de ajuda”, vincou.

    Esta tomada de posição reporta-se ao caso de, no sábado, um doente, de 49 anos, com traumatismo craniano, ter demoroado mais de cinco horas para ser atendido desde que foi tomada a decisão de transferência do Hospital da Covilhã para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

    Em resposta à agência Lusa, o Ministério da Saúde disse hoje que remeteu para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) quaisquer esclarecimentos sobre o caso. Também o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, remeteu para o INEM a responsabilidade do transporte de doentes, sublinhando que “a transferência hospitalar não é da competência da direção executiva”.

    No mesmo sentido, o presidente do sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar, Rui Lázaro, defendeu que “os responsáveis têm um rosto: é o Governo e o INEM“, sendo que “o INEM não acautelou atempadamente o tempo do concurso” para a contratação do serviço aéreo de emergência médica.
    O concurso público para a contratação deste serviço foi adjudicado à empresa Gulf Med Aviation Services Limited apenas no final de março.

    A empresa teve pouco mais de um mês. O Governo e o INEM deveriam ter iniciado este concurso um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde“, acusou Rui Lazaro, reiterando que os helicópteros da Força Aérea deveriam ser deslocalizados para o interior do país, onde entende fazerem mais falta.

    Desde o passado dia 01 que a Força Aérea assegura o transporte de emergência médica com quatro helicópteros que deveria funcionar 24 horas por dia, mas apenas um está atualmente apto para voar à noite, numa operação transitória até que a empresa que ganhou o concurso tenha os meios suficientes.
    Além destas quatro aeronaves da Força Aérea, a Gulf Med assegura, através de um ajuste direto até o contrato entrar em vigor, dois helicópteros Airbus, que ficam nas bases de Macedo de Cavaleiros e de Loulé, mas que apenas operarão no período durante o dia.

    Segundo o ministro da Defesa, Nuno Melo, a Força Aérea tem ao serviço do INEM helicópteros com base em Beja, Montijo e Ovar.

    ./Com Lusa

  • Patrulhas do Exército reforçam segurança na serra de São Brás de Alportel

    Patrulhas do Exército reforçam segurança na serra de São Brás de Alportel

    Este verão, a serra são-brasense volta a contar com um reforço de peso na missão de proteger a floresta e as comunidades locais: as patrulhas do Exército Português.

    Fruto de uma parceria que já soma 13 anos, o Município de São Brás de Alportel e o Exército renovaram o protocolo que garante ações de vigilância e prevenção de incêndios rurais desde 1 de julho até 30 de setembro.

    Com dois terços do concelho integrados na área serrana, esta colaboração é uma peça-chave na Estratégia Municipal de Prevenção de Incêndios Rurais. As patrulhas militares garantem presença no terreno em zonas remotas e de difícil acesso, contribuindo para prevenir comportamentos de risco e identificar situações de perigo antes que se tornem incêndios.

    “Este trabalho conjunto tem sido essencial para manter a nossa serra mais segura. A presença do Exército no terreno, aliada ao esforço incansável dos nossos bombeiros, sapadores e da comunidade, reflete a nossa aposta firme na prevenção como melhor arma contra os incêndios”, reagiu o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, afirma Vitor Guerreiro.

    Exército vigia em S. Brás de Alporte - Protocolo

    Além do apoio do Exército, o Município conta com três Equipas de Intervenção Permanente dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel, reforçadas no período crítico de verão com mais uma equipa dedicada ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). Esta equipa adicional é destacada estrategicamente para a serra em dias de risco muito elevado, garantindo uma resposta mais rápida e eficaz.

    Esta estratégia de proximidade e vigilância ativa é parte integrante do compromisso assumido pela autarquia com a proteção do território, a segurança das populações e a valorização de um património natural que é, também, fonte de identidade e riqueza para o concelho.

    Fonte: Cm S Brás

  • União Europeia aponta para redução de 90% das emissões até 2040

    União Europeia aponta para redução de 90% das emissões até 2040

    Nova Proposta da Lei do Clima

    Bruxelas, Bélgica – A Comissão Europeia apresentou na passada quarta-feira uma proposta ambiciosa para alterar a Lei Europeia do Clima, estabelecendo um novo objetivo de redução de 90% nas emissões líquidas de gases com efeito de estufa (GEE) até 2040, em comparação com os níveis de 1990. Esta mudança estratégica visa acelerar a descarbonização da economia europeia e reforçar a liderança global da UE na ação climática.

    Porquê esta Alteração Estratégica? – A proposta de uma meta mais ambiciosa para 2040, que representa um salto significativo, baseia-se em várias considerações cruciais:

    • Necessidade Urgente de Ação Climática: Os impactos das alterações climáticas são cada vez mais sentidos pelos cidadãos europeus, gerando uma forte exigência por parte da opinião pública para que a Europa atue de forma mais decisiva.
    • Consistência com a Neutralidade Climática de 2050: A Lei Europeia do Clima já prevê a neutralidade climática até 2050, tornando a UE o primeiro continente a comprometer-se legalmente com este objetivo. A meta de 90% para 2040 é vista como um passo essencial e pragmaticamente exequível para garantir que a trajetória rumo à neutralidade é mantida e reforçada.
    • Previsibilidade para Investidores e Indústria: Ao definir um objetivo claro e vinculativo para 2040, a Comissão pretende proporcionar a previsibilidade e estabilidade de que os investidores e as empresas necessitam para planearem as suas transições para energias limpas e investirem em tecnologias e processos mais sustentáveis. Isto reforça a liderança industrial europeia e a segurança energética do continente.
    • Reforço da Competitividade da UE: A descarbonização é vista como uma oportunidade para modernizar a economia, tornando-a mais eficiente em termos de recursos e competitiva, alinhando-se com a “Bússola para a Competitividade da UE” e o “Pacto da Indústria Limpa”.
    • Progresso Atual e Confiança: A UE está no bom caminho para cumprir a meta de 55% de redução de GEE até 2030, demonstrando a capacidade de alcançar objetivos ambiciosos. Este sucesso incute confiança para se estabelecerem metas ainda mais elevadas.

    Abandono da Meta Antiga? – Não se trata de um abandono de metas antigas, mas sim de uma evolução e reforço dos objetivos climáticos da UE. A Lei Europeia do Clima, aprovada em 2021, já estabelecia o objetivo juridicamente vinculativo de reduzir as emissões líquidas de GEE em pelo menos 55% até 2030, em comparação com os níveis de 1990. Esta meta intermédia permanece em vigor e a UE está a trabalhar ativamente para a atingir.

    A nova proposta para 2040 não substitui a meta de 2030, mas sim a complementa, delineando uma trajetória a longo prazo para a descarbonização. A Lei do Clima previa, inclusive, que a Comissão propusesse uma meta climática para 2040 após a primeira revisão global (Global Stocktake) do Acordo de Paris.

    A proposta de 90% para 2040 reconhece a necessidade de acelerar os esforços para além dos objetivos já estabelecidos para 2030, para garantir que a Europa atinge a neutralidade climática até 2050 de forma eficaz e que se mantém na vanguarda da transição energética global. A proposta será agora objeto de discussão e aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho.

    Com GEM-DIGI

  • Cervejaria familiar do Algarve  Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Cervejaria familiar do Algarve Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Inova com Crackers de Resíduos de Cerveja e Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Loulé, Algarve – A cervejaria familiar Nova Vida Cerveja, sediada em Loulé, conquistou o segundo lugar na primeira edição do “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” em 2024 com suas inovadoras Crackers de Dreche. O projeto, que utiliza resíduos de cereais do processo de fabricação da cerveja para criar um novo produto, demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a criatividade no setor agroalimentar.

    O prêmio, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve, I.P.) em conjunto com o Município de Tavira e outras entidades, visa incentivar a inovação alinhada com os princípios da Dieta Mediterrânica.

    As Crackers de Dreche, ainda em fase de desenvolvimento, representam um passo significativo para a Nova Vida Cerveja, que busca parcerias com produtores locais para expandir a linha de produtos e incorporar ingredientes regionais como ervas e queijos.

    “Queremos trazer algo inovador e saudável ao mercado”, afirmam os responsáveis pela Nova Vida Cerveja. “Este produto acompanha muito bem o que já produzimos, a cerveja artesanal.”

    A empresa reconhece o prémio como um importante apoio para o desenvolvimento do projeto, abrindo portas para potenciais parcerias e investimentos. A Nova Vida Cerveja projeta, produz, engarrafa e distribui todas as suas cervejas, e está orientada para a “reutilização de produtos, circuitos locais e valorização de produtos locais”. A empresa ambiciona efetivar a análise nutritiva das crackers e conseguir “uma cozinha industrial” para a sua produção.

    Sobre o Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica

    O “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” é uma iniciativa da CCDR Algarve, I.P., do Município de Tavira, da Associação IN-LOCO e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio. Tem como objetivo selecionar, divulgar e premiar projetos inovadores na área agroalimentar que promovam os princípios da Dieta Mediterrânica e cujos produtores estejam representados na Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira.

    [Inserir imagem das Crackers de Dreche ou da Nova Vida Cerveja]

  • Portugal aumenta procura por minerais críticos

    Pedidos de exploração de lítio

    Portugal está a assistir a um aumento significativo nos pedidos de prospeção e exploração de matérias-primas críticas, com 63 candidaturas ativas atualmente em análise pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

    Dessas, dez visam especificamente o lítio, um componente crucial para baterias e para a transição energética.

    Este aumento sublinha o papel crescente de Portugal na estratégia da União Europeia para garantir recursos essenciais.

    A procura crescente destaca o potencial do país para se tornar um fornecedor chave destes materiais vitais, equilibrando a oportunidade económica com as considerações ambientais.

  • Novas Rotas Portugal–Cabo Verde podem vir a ser permanentes

    Novas Rotas Portugal–Cabo Verde podem vir a ser permanentes

    A easyJet anunciou a abertura de cinco ou seis, segundo algumas fontes, novas rotas entre Portugal Lisboa e Porto e várias ilhas de Cabo Verde (Sal, Boa Vista, Praia e São Vicente) já para o próximo inverno.

    Esta expansão representa um aumento de 225% na conetividade entre os dois países, com mais de 210 mil lugares disponíveis durante a época de inverno. O principal objetivo declarado pelas autoridades e pela companhia aérea é potenciar o turismo em Cabo Verde, que tem o inverno como estação alta, ao contrário de Portugal.

    As rotas também visam facilitar a ligação da vasta diáspora cabo-verdiana residente em Portugal e noutros países europeus, permitindo viagens mais frequentes e acessíveis. Além do turismo, as novas ligações beneficiam emigrantes, empresários, agentes culturais, estudantes e outros segmentos da população.

    A easyJet já confirmou que, após o sucesso das rotas inaugurais para o Sal, vai prolongar as operações para além do inverno, estendendo-as ao verão de 2025 e prevendo continuidade anual, caso a procura se mantenha elevada.

    O diretor-geral da easyJet em Portugal afirmou que a companhia faz avaliações regulares e, se a operação for bem-sucedida, a tendência é manter ou até aumentar a oferta nos anos seguintes.

    «Com mais de 210 mil lugares disponíveis este inverno para as ilhas de Cabo Verde, não estamos apenas a aumentar a ligação, mas também a criar oportunidades para as comunidades locais, o turismo e o reforço dos laços económicos com a região», declarou José Lopes, diretor-geral da easyJet em Portugal.

    «A adição de Cabo Verde à rede de rotas da EasyJet traduz um novo capítulo da conectividade do país com o mundo e, inevitavelmente, o início de uma nova etapa do turismo.», disse, por sua vez Carlos Santos, ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde.

    As novas rotas são uma aposta estratégica para o turismo e para a diáspora, não especificamente para trabalhadores da hotelaria. A operação tem potencial para se tornar permanente, dependendo da procura e dos resultados das primeiras temporadas. A mobilidade de trabalhadores pode ser beneficiada indiretamente, mas não é o foco central da iniciativa.

  • Cabo Verde celebra 50 Anos de Independência

    Olhos no Futuro e Laços Fortes com Portugal

    Cabo Verde comemorou ontem, 5 de julho, o 50.º aniversário da sua independência de Portugal, alcançada em 1975.

    A data foi assinalada com cerimónias oficiais na cidade da Praia, que contaram com a presença de vários chefes de Estado, incluindo o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

    As celebrações destacaram o percurso de sucesso do arquipélago como uma democracia consolidada e um exemplo de estabilidade em África.

    O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, enalteceu o percurso do país e classificou a relação com Portugal como um “farol de entendimento”.

    Marcelo Rebelo de Sousa, por sua vez, sublinhou a parceria “verdadeiramente única e singular” entre as duas nações, perspetivando um futuro de cooperação “imparável”. A efeméride serve, assim, para recordar a história e, simultaneamente, para reforçar os profundos laços de amizade e cooperação que unem os dois povos.

    Com Gem-Digi

  • Algarve perde cinco presidentes de câmara devido ao limite de mandatos nas autárquicas

    Algarve perde cinco presidentes de câmara devido ao limite de mandatos nas autárquicas

    As próximas eleições autárquicas, marcadas para 12 de outubro, vão resultar na saída de cinco presidentes de câmara no Algarve devido à lei que limita os mandatos consecutivos. Rogério Bacalhau (PSD), de Faro, é um dos autarcas impossibilitados de se recandidatar.

    As autarquias algarvias do rio Guadiana, Alcoutim e Castro Marim podem conhecer outros presidentes eleitos, embora ali tenha já havido substituição de autarcas que não poder candidatar-se e ser mais difícil registarem-se alterações.

    Além de Bacalhau, também os presidentes socialistas de Loulé, São Brás de Alportel e Olhão, bem como a autarca da CDU em Silves, se despedem dos cargos. No total, quase 90 presidentes de câmara em todo o país estão na mesma situação.

    Estes são alguns dos 89 autarcas que atingiram o limite de três mandatos consecutivos à frente dos seus municípios. Outros 46 já deixaram as câmaras nos últimos dois anos para assumir outros cargos, incluindo lugares no Governo, na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

    A nível nacional, dos 89 presidentes de câmara em final de mandato, a maioria é do PS (49), seguido pelo PSD ou coligações lideradas pelo PSD (21) e pela CDU (12).

    Com Lusa

  • Ministra do Ambiente apela a municípios para aproveitarem fundos para o litoral

    Ministra do Ambiente apela a municípios para aproveitarem fundos para o litoral

    A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, apelou hoje aos municípios para aproveitarem os dois terços ainda disponíveis dos fundos para intervenções no litoral, ao abrigo do Programa Operacional “Sustentável 2030”.

    Em declarações aos jornalistas na praia de Faro, onde participou num almoço depois de ter estado numa reunião da comissão de acompanhamento da seca na região, na capital algarvia, Maria da Graça Carvalho destacou que há 167 milhões de euros disponíveis para intervir no litoral em projetos ao abrigo desse programa, que só tem intervenções aprovadas no valor de 50 milhões de euros.

    «Temos, neste momento, cerca de 50 milhões de euros em obras a decorrer, que são financiadas 85% pelo Programa Operacional Sustentável e cofinanciadas a 15% pelo Fundo Ambiental, em todo o país. A maior de todas é na Figueira da Foz, que começou na segunda-feira» afirmou a governante, frisando que só este projeto representa 20 milhões de euros de investimento.

    A ministra salientou que estão também previstas intervenções para reposição de areias na Costa da Caparica, em Esposende, Furadouro (Ovar), em Espinho e no Algarve, como no caso da praia do Vau, em Portimão.

    «Vamos ter o contrato pronto ainda este mês para a maior de todas aqui no Algarve, que é no Garrão e Vale do Lobo. E na Fuseta saiu ontem [quinta-feira], em Diário da República, o concurso internacional», adiantou, sublinhando que na Fuseta, concelho de Olhão, já foi feita uma “obra de emergência”.

    Segundo explicou Maria da Graça Carvalho, em março “houve um completo arrastar da areia” que deixou a Fuseta “sem praia” e foi preciso fazer uma “obra de urgência” para garantir a sua abertura no início da época balnear, em junho.

    «Mas, agora vamos fazer uma obra mais completa, portanto de maior dimensão, para que fique uma extensão de 30 metros de largura de areia na praia da Fuseta», justificou a ministra, que durante a tarde visitou a ilha.

    Maria da Graça Carvalho insistiu que o Programa Operacional Sustentável “ainda tem bastante financiamento” disponível, só estando “em obra um terço do financiamento”, sendo que as intervenções têm de estar prontas em 2029 para os montantes serem aproveitados.

    «Já conseguimos ter projetos no valor de 50 milhões e agora, por isso, é que estamos a dizer que é preciso executar, é preciso avançar com os projetos para que não se perca o dinheiro e que se aproveite isso para recuperar todo o litoral», disse ainda a ministra, esclarecendo que os projetos podem abranger reposição de areias, intervenções em arribas ou melhorias da qualidade de água.

    Mas, apesar de que ainda existir “algum tempo”, é “importante chamar já a atenção, porque o projeto tem que ser preparado, tem que ser submetido, aprovado e depois a obra executada” pelos municípios, com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), reforçou.

    ./ com Lusa