FOZ – Guadiana Digital

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  • Ayamonte decreta recolher obrigatório

    Ayamonte decreta recolher obrigatório

    Após a implantação do novo estado de alerta, que permitiu ao governo espanhol decretar o recolher, a presidente do município de Ayamonte, Natália Santos, compareceu ontem a solicitar a colaboração da cidadania, face à evolução da pandemia do COVID-19 , que neste momento registra casos ativos na localidade.

    Natália Santos, apelou à responsabilidade dos ayamontinos e ayamontinas, insistindo na necessidade de respeitar e cumprir rigorosamente as medidas de prevenção e a não baixar a guarda.

    Insistiu dizendo que ′′esta luta contra o covid-19 não é uma missão apenas das administrações, mas sim uma responsabilidade de todos e todas′′

    A presidente concluiu a sua intervenção com uma mensagem de ânimo para as pessoas afetadas pelo vírus da localidade, aos quais desejou uma recuperação rápida, manifestando a esperança de conseguir vencer a pandemia da Covid-19.

  • Uso obrigatório da máscara contra a propagação do vírus SARS-Cov-2

    Uso obrigatório da máscara contra a propagação do vírus SARS-Cov-2

    De acordo com a Lei n.º 62-A/2020 de 27 de outubro, foi declarada, a título excecional, a partir de hoje, dia 28 de outubro de 2020, a obrigatoriedade do uso de máscara, para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas, em todo o território nacional, sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável.

    Guadiana Digital associa-se ao alerta para a importância do uso de máscara em espaços e vias públicas, bem como a utilização de máscaras reutilizáveis e o correto descarte de máscaras não reutilizáveis.

    Pela segurança de cada um e pela segurança de todos, apelamos a que continue a cumprir o distanciamento social e as regras de etiqueta respiratória, mantendo a higiene ambiental, como a limpeza, desinfeção e não deitar para o chão o seu equipamento de proteção individual, como a máscara ou as luvas, após a sua utilização.

    Saiba em que situações a obrigatoriedade de uso de máscara é dispensada em: https://bit.ly/3jwbuYP.

  • Em Alcoutim há uma Unidade de Saúde Móvel a vacinar contra a gripe

    Em Alcoutim há uma Unidade de Saúde Móvel a vacinar contra a gripe

    O Município de Alcoutim, em articulação com a Administração Regional de Saúde do Algarve IP, através do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Sotavento, está a levar a efeito uma ação de vacinação contra a gripe, gratuita para todas as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos ou com determinadas doenças crónicas.

    A próxima deslocação da unidade está prevista para o dia 17 de novembro.

  • Proibição de armas nucleares ratificada por mais 30 Estados

    Proibição de armas nucleares ratificada por mais 30 Estados

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) acaba de saudar a ratificação por 50 estados do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, que dessa forma entrará em vigor num prazo de 90 dias, o que significa que, durante o primeiro mês de 2021, as armas nucleares serão ilegais à luz do Direito Internacional.

    «Este facto constitui uma significativa vitória dos que, em todo o mundo e também em Portugal, se batem há décadas pela interdição deste tipo de armamento. Ao mesmo tempo que aumenta a pressão sobre os restantes Estados para que, com a sua adesão plena ao tratado, contribuam para um mundo livre de armas nucleares», segundo aquele Conselho.

    O Tratado de Proibição de Armas Nucleares foi lançado em Julho de 2017 pelos 122 Estados participantes, numa conferência das Nações Unidas realizada com o objetivo de negociar um instrumento juridicamente vinculativo para a proibição de armas nucleares, que conduza à sua total eliminação. Com a ratificação das Honduras, no passado dia 24, atingiu-se a marca necessária para a entrada em vigor do Tratado.

    Importa salientar que nenhum dos países detentores de armamento nuclear aderiu ao tratado, assim como nenhum dos membros da NATO. Da União Europeia, apenas o fizeram a Irlanda e a Áustria, que não integram a NATO.

    O CPPC, que tem em curso uma campanha para que também Portugal se junte ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares https://tinyurl.com/fimarmasnucleares, alertou para o facto de a entrada em vigor do Tratado não resolver por si só nenhum dos problemas colocados pela existência de numerosos e poderosos arsenais nucleares.

    «A retirada dos Estados Unidos da América de vários acordos internacionais que promoviam o desanuviamento e o desarmamento e a retórica agressiva que cada vez mais marca as relações internacionais são aspetos marcantes, e graves, da situação internacional», afirma o CPPC. Uma vez em vigor, o Tratado colocará fora da legalidade internacional todos quantos persistam na manutenção, e sobretudo no reforço, dos seus arsenais nucleares, uma vitória para as forças do progresso e da paz.

    Quantas há e quem as tem

    Nove países detêm, atualmente, armas nucleares: Estados Unidos da América, Federação Russa, Reino Unido, França e República Popular da China (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas), mais Israel, Índia, Paquistão e República Popular Democrática da Coreia. Outros cinco países – Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia – acolhem formalmente armas nucleares dos EUA no seu território. Dezenas de outros, como Portugal, pertencem a alianças militares com capacidade e «vocação» nuclear, como a NATO.

    Atualmente, existem no mundo cerca de 15 mil ogivas nucleares (dados da Federação dos Cientistas Americanos), 1800 das quais prontas a serem mobilizadas no imediato. Do total, cerca de 14 mil dividem-se entre os EUA e a Rússia e as restantes estão nas mãos do Reino Unido (215), França (300), China (270), Índia (110-120), Paquistão (120-130), Israel (80) e República popular Democrática da Coreia (menos de 10).

    Os EUA, que têm armas nucleares em bases militares e esquadras navais espalhadas por todo o planeta, gastam mais nas suas armas nucleares do que os restantes oito países juntos. Admitem ainda a possibilidade de um ataque nuclear preventivo, mesmo contra países não nucleares.

    Que consequências teria uma guerra nuclear?

    As bombas lançadas pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, a 6 e 9 de Agosto de 1945, provocaram a morte imediata a dezenas de milhares de pessoas e a morte lenta de outras tantas. Os efeitos destes crimes permanecem hoje, décadas passadas, nos efeitos dramáticos da radiação no aumento da incidência de doenças oncológicas e deficiências físicas.

    Uma explosão nuclear conduz à morte imediata de todos quantos se encontrem num raio de vários quilómetros da zona do impacto, ao gerar temperaturas de vários milhares de graus celsius e ventos com velocidades superiores a 1000 quilómetros por hora. O resultado é a formação de tempestades de fogo de enorme poder destrutivo.

    Uma guerra nuclear, que na atualidade nunca seria localizada num só país ou região, teria efeitos duráveis sobre o ambiente, conduzindo a alterações meteorológicas globais catastróficas que persistiriam por vários anos. Para lá da ação destrutiva direta das explosões e dos efeitos prolongados da radiação, o chamado inverno nuclear reduziria a duração ou eliminaria mesmo os períodos férteis de crescimento das plantas durante anos, levando a maior parte dos seres humanos e outras espécies animais a sucumbir à fome.

    Pela dimensão e potência dos atuais arsenais nucleares, uma guerra atómica não se limitaria a repetir o horror de Hiroxima e Nagasáqui, antes o multiplicaria por muito, pondo em risco a própria sobrevivência da Humanidade.

    A abolição das armas nucleares é uma causa actual e urgente!

    Países que ratificaram o Tratado de Proibição de Armas Nucleares

    África do Sul, Antígua e Barbuda, Áustria, Bangladeche, Belize, Bolívia, Botsuana, Cazaquistão, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Fiji, Gâmbia, Guiana, Honduras, Ilhas Cook, Irlanda, Jamaica, Laos, Lesoto, Malásia, Maldivas, Malta, México, Namíbia, Nauru, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Niue, Palau, Palestina, Panamá, Paraguai, Quiribati, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, Santa Sé (Vaticano), São Marino, São Vicente e Granadinas, Samoa, Tailândia, Trindade e Tobago, Tuvalu, Uruguai, Vanuatu, Venezuela e Vietname.

    Muitos outros estados, tendo já subscrito o Tratado, não depositaram,  até o momento, os instrumentos necessários à sua ratificação.

  • Médicos respondem à carta da Ordem dos Médicos

    Médicos respondem à carta da Ordem dos Médicos

    Um grupo de médicos, cujos nomes tem relevo no nosso País, manifestou em carta aberta a sua discordância com o teor da carta enviada à ministra da Saúde pela Ordem dos Médicos, e da visão de caos, desorganização e risco apreciada pela corporação. A carta da Ordem está assinada pelo atual bastonário e cinco antecessores no cargo.

    Os médicos signatários entendem que a carta da Ordem se enquadra num movimento de gente com influência na Comunicação Social e meios universitários que procuram levar o ministério a enviar mais doentes para o setor privado da saúde, aproveitando as dificuldades criadas pela Pandemia da Covid-19 ao descreverem um ambiente de perigo iminente, vaticinando a falência do SNS e amplificando as suas dificuldades, desassossegando e perturbando a saúde mental das famílias e, sobretudo, das pessoas mais idosas e mais isoladas.

    Os medicos discordantes da Ordem colocam em relevo o facto de 41% do orçamento da SNS já vai para pagar serviços a empresas privadas, com exames auxiliares de diagnóstico, hemodiálise e fisioterapia, que em 2018 somavam 10,9 milhões de euros e que, no inicio da pandemia fecharam as portas e enviaram grávidas positivas de Covid-19 para o Serviço Nacional de Saúde. Dizem também que 55% dos testes diários de CoV-2 estão a ser feitos pelos privados que viram aumentado o fluxo financeiro em 600 mil euros por dia.

    Notam que a concretização da proposta de operacionalização do chamado “sistema” de saúde, com “normalização” da compra de serviços de saúde a prestadores privados, subverteria o conceito constitucional do Serviço Nacional de Saúde. e aumentariam as insuficiências que se apontam ao SNS, bem como o que os portugueses teriam de pagar pela sua saúde.

    Ministra anuncia concurso para mais 46 intensivistas no início de 2021.

    A Ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou em conferência de imprensa que se prevê abrir um concurso com 46 vagas para médicos intensivistas no início de 2021, para aumentar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia de Covid-19. 

    «Saliento a abertura de um concurso para 48 médicos intensivistas em outubro e a previsão de um novo concurso para 46 médicos intensivistas no início do ano que vem. Por que é que não os abrimos todos ao mesmo tempo? Porque não é possível fazer com qualidade a formação destes dois grupos simultaneamente. Vai ser uma formação específica, uma repetição dos antigos ciclos de estudos especiais em medicina intensiva e este é o compromisso possível para garantir uma formação de qualidade», afirmou a governante, em conferência de imprensa sobre a capacidade de resposta do SNS à pandemia.

    A necessidade de mais médicos de Medicina Intensiva foi evidenciada com a pandemia de Covid-19, onde estes profissionais têm estado na linha da frente nos hospitais no combate à doença que já causou 2.343 mortos em Portugal. O novo concurso para início de 2021 sucede a outro já lançado este mês e publicado em despacho em Diário da República que previa a contratação de 48 intensivistas até ao final deste ano.  

    A Medicina Intensiva é uma área sistémica e diferenciada das ciências médicas que aborda especificamente a prevenção, diagnóstico e tratamento de situações de doença aguda potencialmente reversíveis, em doentes que apresentam falência de uma ou mais funções vitais. 

    Aumento de efetivos no SNS

    Sem deixar de enaltecer o aumento de efetivos no SNS entre o final do ano passado e setembro de 2020, com mais 5.459 profissionais, dos quais 548 médicos, Marta Temido reconheceu, porém, que os números são inflacionados à custa de internos e que a pandemia significou uma quebra na dimensão dos médicos especialistas.

    «Quando olhamos para os especialistas, o total de médicos ressente-se daquilo que foi o atraso na conclusão da realização dos concursos para a colocação de recém-especialistas. Desde 31 de dezembro de 2019 a setembro de 2020 temos um decréscimo de 323 especialistas, que esperamos compensar com os concursos atualmente a correr: 911 vagas para especialista hospitalar, 39 para médico de saúde pública e 435 para médico de medicina geral e familiar».

  • Estado de alarme em Espanha pode estender-se até 9 de Maio de 2021

    Estado de alarme em Espanha pode estender-se até 9 de Maio de 2021

    O Governo de Pedro Sanches acaba de estabelecer o Estado de Alarme para os próximos 15 dias, com proibição de circulação entre as 23:00 horas e as 06:00 horas da madrugada, para tentar fazer descer a curva de infeções pelo SARS-CoV-2.

    O chefe do Governo espanhol anunciou que vai pedir ao Parlamento que prorrogue a decisão de confinamento e a extensão deste prazo até ao dia 9 de Maio de 2021.

    A pandemia em Espanha continua com uma acentuada curva de infeções. Pedro Sanches compareceu perante os órgãos de comunicação, após um concelho de ministro para anunciar que o estado de alarme se inicia já a partir da tarde de hoje.

  • Via do Infante pode ir parar às mãos do capital financeiro

    As autoestradas A22, Via do Infante e a A28, Norte Litoral, passam a ser controladas por uma empresa holandesa gestora de fundos, a DIF Management que acaba de notificar à Autoridade da Concorrência (Adc) a compra do controlo exclusivo das empresas concessionárias dessas autoestrada.

    Recorde-se que recentemente foram anunciados descontos de quantidade na passagem da Via do Infante que não se sabe se ficam ou não comprometidos com essa operação notificada na última terça-feira.

    Esta sociedade holandesa é a gestora e investidora de projetos greenfield e de ativos operacionais de infraestruturas localizados principalmente na Europa, nas Américas e na Australásia, através dos fundos DIF Infrastructure.

    A operação aguarda agora a decisão da AdC, que há menos de uma semana deu ‘luz verde’ à venda da concessão de autoestradas do Douro Interior ao grupo Globalvía, já detentor da subconcessão rodoviária Autoestrada Transmontana e da Concessão da Beira Interior.

    Source: Holandeses notificam Autoridade da Concorrência de controlo das autoestradas do A22 e A28 – O Jornal Económico

  • Alcoutim é dos 34 mais infetados no País

    Segundo o dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o município de Alcoutim, com média de 47,7 dos casos de Covid-19 por cada 10.000 habitantes, encontrava-se entre os 34 que maiores preocupações causavam às autoridades de saúde, entre os 308 municípios, a nível nacional.

    Estes dados constam da publicação «COVID-19: uma leitura do contexto demográfico e da expressão territorial da pandemia» a qual refere que 34 municípios registaram um número de novos casos confirmados com a doença superiores à média nacional, que é de 13,5 novos casos, com respeito aos últimos sete dias, até ao dia 18 de outubro.

    Há 24 municípios que registaram um valor acima do nacional na região Norte, 4 na Área Metropolitana de Lisboa (AML) 3 no Centro, 2 no Alentejo e Alcoutim, no Algarve.

  • Mértola abre Feira da Caça

    Mértola abre Feira da Caça

    A Feira da Caça decorre até domingo no novo Pavilhão Multiusos em Mértola. Apesar de todas as condicionantes, a Feira da Caça continuará a celebrar e promover o património cinegético do concelho e as suas potencialidades turísticas e económicas.

    Devido à pandemia a feira não irá ter espetáculos ao vivo nem a habitual secção de gastronomia que ficará ao encargo dos vários restaurantes do concelho, por forma a evitar grandes ajuntamentos.

    Em paralelo decorre a Semana Gastronómica da Caça decorrerá de 16 a 25 de outubro nos restaurantes aderentes, quer na vila de Mértola quer noutros locais no concelho de Mértola.

    Estão, ainda, definidas regras especificas de higiene e segurança, entre elas o uso obrigatório de máscara em todo o recinto, o controle limitado das entradas e a existência de dispositivos de gel desinfetante em todo o pavilhão.

  • Fazer oposição

    Fazer oposição

    Como é público e até confessado pela maioria PSD a quem os eleitores vila-realenses têm atribuído, sucessivamente desde 2005, a responsabilidade de presidir ao concelho de Vila Real de Santo Antônio, a situação económica e financeira da autarquia encontra-se gravemente degradada.

    De tal modo, que a dívida foi estendida até 2051, atingindo cerca de 102 milhões de euros, dos quais 9,2 foram encontrados sem registo nas contas da autarquia.

    É também incontestável que a assistência financeira do FAM — um fundo financeiro de ajuda aos municípios, mas que arrecada lucros, — perante este descalabro nas contas, está a implicar duras condições de sobrecarga de taxas e tarifas sobre bens essenciais, como o abastecimento de água, a recolha do lixo, o tratamento dos esgotos, cujo valor máximo se prevê que, antes de passarem dez anos, não possam ser aliviadas, acrescidas da taxa de proteção civil e da turística.

    Este quadro negativo, já de si penalizador, foi agravado por más decisões da maioria como a concessão dos serviços básicos essenciais para a vida das populações a empresas privadas que, têm muita pena, mas não podem deixar de ter lucro, que é da sua natureza. Tal como é da natureza do PSD o ter assinado contratos com a inclusão de cláusulas de rescisão que podem custar fortunas ao município, mesmo que novos eleitos de outras forças políticas exijam a rescisão, por a população não estar satisfeita com os serviços prestados.

    Na minha opinião e na de muitos vila-realenses, está situação não pode continuar, mas continuará se não for alterado o sentido de voto. Muita gente tem estado do lado da abstenção que nada resolve, outros tentam reunir em torno de movimentos de candidaturas independentes a manifestar o seu desagrado com os partidos da oposição e a meter tudo no mesmo saco.

    O objetivo desta minha crónica não é analisar o papel das diversas oposições, no caso as únicas representadas nos órgãos autárquicos do município e das freguesias de Vila Real de Santo António, PS e CDU.  As atas das decisões estão publicadas e deixo esse trabalho a quem o quiser realizar.

    Ao contrário daquilo que é hábito pensar-se, fazer política dá trabalho. Há sessões em que, para serem tomadas decisões com seriedade, implicam a leitura de centenas de páginas com conteúdo de natureza jurídica, porque as decisões afetam a vida de milhares de pessoas e é necessário definir o sentido do voto nos órgãos respetivos.

    Também devemos ter em consideração que, ao longo dos anos, em nome da eficácia e da governabilidade, PS, PSD e CDS, desculpem, não é chavão, mas uma infeliz realidade, reforçaram por lei as competências dos presidentes das câmara municipais, quase os transformando num órgão autárquico à parte, de tal modo que a autonomia dos próprios vereadores a tempo inteiro e a ação dos vereadores da oposição se vêm afetadas por tanto poder concentrado na presidência.

    As Assembleias Municipais, em mais de noventa por cento dos casos, como nos orçamentos, planos estratégicos ou regulamentos que não podem alterar, quando não estão de acordo, nada mais podem fazer senão  votar contra e devolver as mesmas aos executivos, para que as altere, o que não favorece a aproximação de posições.

    Dir-se-ia que tal é possível com o diálogo prévio interpartidário. Seria, não fosse o caso de o poder não estar disponível para o diálogo ou os cidadãos que estão de fora interpretarem que o tentar dialogar ou o votar a favor de decisões que a todos servem é não se estar a fazer oposição.

    Embora muitos desconfiem que não o podem fazer, há lugar nas candidaturas dos partidos para cidadãos sem filiação partidária, o que não é degradação da democracia, mas reforço da sua essência, tal como são perfeitamente legítimas candidaturas independentes.

    A decisão final cabe sempre aos eleitores!

    por JOSÉ CRUZ ./membro da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António

  • Navio autónomo e solar explora oceanos

    Navio autónomo e solar explora oceanos

    Cer­ca de 400 anos após a pas­sa­gem do May­flower, um navio mercante in­glês que trans­por­taou uma cen­te­na de co­lo­nos pa­ra os Es­ta­dos Uni­dos, pa­ra fun­dar a ci­da­de de Ply­mouth, no estado de Mas­sa­chu­setts, um no­vo, to­tal­men­te au­tó­no­mo May­flower es­tá pron­to pa­ra atra­ves­sar os oce­a­nos pa­ra co­le­tar da­dos pa­ra me­lho­rar o am­bi­en­te ma­ri­nho.

    Equi­pa­do com um motor hí­bri­do mo­vi­do a ener­gia so­lar, com 15 me­tros de com­pri­men­to e cin­co to­ne­la­das, foi lan­ça­do em me­a­dos de se­tem­bro a par­tir do por­to de Ply­mouth, su­do­es­te da In­gla­ter­ra.

  • Não é prioritária a ponte Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana

    Não é prioritária a ponte Alcoutim – Sanlúcar de Guadiana

    Os governos de Portugal e Espanha chegaram, na Guarda, a acordo sobre uma estratégia comum de desenvolvimento da fronteira para os próximos anos, na qual se encontra incluída uma ponte entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana. Trata-se de uma boa notícia, mas a decisão continua a não ser prioritária.

    Do ponto de vista técnico, não será entre Alcoutim e Sanlúcar, mas num ponto sensivelmente mais a Norte, quando já esteve prevista sensivelmente mais a sul. Até lá, a única ponte entre as duas localidades continuará a ser provisória, flutuante e pedonal, por ocasião do Festival de Contrabando.

    Contudo, temos de considerar positiva a reunião das vontades dos dois Governos Ibéricos, dando sequência ao desejo unânime dos autarcas locais e da maioria das populações, uma mudança qualitativa em relação ao desenvolvimento do território, que tem conhecido diversas vicissitudes, promessas, avanços e recuos.

    Vários ministros e deputados já colocaram primeiras pedras, normalmente nos terraços do Castelo de Alcoutim. A única ponte que até à data se concretizou no território, mas já no concelho de Mértola, foi a que liga o Granado ao Pomarão.

    No ano de 2017, a Assembleia da República aprovou uma iniciativa do PCP para a construção da ponte de ligação entre as localidades de Alcoutim e Sanlúcar, nas duas margens do rio Guadiana, com a abstenção do PS, PSD e CDS, na qual se recomendava ao Governo a retoma do processo de construção desenvolvendo as necessárias diligências, incluindo contactos com as autoridades espanholas e andaluzas, com vista à rápida concretização desta infraestrutura.

    A construção desta ponte entre Alcoutim e Sanlúcar, sobre o Rio Guadiana terá l ugar no quadro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), este apresentado oficialmente pelo primeiro-ministro António Costa e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Lisboa, integrada numa estratégia de investimento para aumentar o potencial económico dos locais ao longo de toda a fronteira nacional com Espanha. No mesmo plano esta incluída outra ponte no Alentejo, sobre o Rio Sever, dando viabilidade à ligação Nisa — Ponte Internacional de Cedillo.

     A ligação destas duas margens do rio Guadiana no Nordeste Algarvio evitará a deslocação dos alcoutenejos 40 quilómetros até ao sul, para atravessar a Ponte Internacional do Guadiana, que liga Castro Marim a Ayamonte ou alguns quilómetros a mais, para o Norte, no acesso pelo Pomarão.

  • FIKE recolhe imagens do Guadiana  para curtas

    FIKE recolhe imagens do Guadiana para curtas

    O FIKE – Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora está a realizar um filme sobre a memória do Rio Guadiana no concelho do Alandroal. Trata-se de uma ação desenvolvida no âmbito do Projeto Intermunicipal de Inclusão pela Cultura, promovido pela CIMAC, com o apoio da Câmara Municipal do Alandroal.

    Segundo a Rádio Campanário, foi já iniciada a fase de entrevistas e recolhas de imagens e fotografias sobre o rio, nas freguesias de maior proximidade.

    Será realizado um documentário cinematográfico cujo tema é o rio Guadiana, o património natural e cultural do território a partir dos conhecimentos da população do concelho do Alandroal e das suas aldeias ribeirinhas.

    O FIKE integra-se no núcleo de Cinema da Sociedade Operária de Instrução e Recreio Joaquim António d’Aguia, e promove a mostra de filmes de curta-metragem, a exibição regular de cinema e apoia a produção de cinema no Alentejo.

    O Projeto Intermunicipal de Inclusão pela Cultura, promovido pela CIMAC, é financiado pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e Fundo Social Europeu / União Europeia. Quando termina, o filme será exibido em sessões de cinema junto da população. Vela mais em www.festivalfike.com

    Origem: Rio Guadiana: Recolha de imagens e fotografias para festival de curta

  • APDP apela à criação de um registo nacional da diabetes tipo 1

    APDP apela à criação de um registo nacional da diabetes tipo 1

    A APDP lançou um apelo aos partidos políticos para que desenvolvam propostas legislativas que promovam a criação do registo como um instrumento que fornecerá dados exatos sobre a diabetes tipo 1 em todas as idades e que «facilitará a construção de uma estratégia com real impacto».

    A responsabilidade está, agora, nas mãos dos grupos parlamentares e a APDP pensa reunir com todos, «para que não se perca a oportunidade de desenvolver uma proposta de lei que concretize esta intenção», explica José Manuel Boavida, presidente da APDP.

    A incidência e a prevalência da diabetes tipo 1 está a aumentar e, sendo ainda uma doença pouco conhecida pela população em geral e pelos decisores de políticas de saúde, é crucial que existam dados concretos e atualizados como ponto de partida. Em causa estão entre 30 e 75 mil pessoas de todas as idades que morrem se não injetarem insulina.”, frisa João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP

    Esta petição tem o apoio da Associação Mellitus Criança, do Grupo DiabéT1cos, da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, da Secção de Endocrinologia e Diabetologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria e do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

    Sobre a Diabetes tipo 1:

    A diabetes tipo 1 atinge na maioria das vezes crianças ou jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos. Na diabetes tipo 1, as células ß do pâncreas deixam de produzir insulina pois existe uma destruição maciça destas células produtoras de insulina pelo próprio sistema de defesa do organismo (sistema imunitário) da pessoa.

    Pessoas com diabetes tipo 1 necessitam de terapêutica com insulina para toda a vida porque o pâncreas deixa de a poder fabricar. A causa deste tipo de diabetes não é, ainda, plenamente conhecida e não está diretamente relacionada com hábitos de vida ou de alimentação menos corretos.

    Sobre a APDP

    Fundada em 1926, a APDP é a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo. Com cerca de 15 mil associados, desenvolve a sua atividade na luta contra a diabetes e no apoio à pessoa com esta doença, tendo sempre como meta a integração das pessoas com diabetes enquanto elementos ativos na sociedade. A APDP tem sido pioneira na prevenção, na educação e no acompanhamento personalizado. Conhecer melhor a doença e explorar novas formas de tratamento são os seus principais objetivos, a par da criação de estruturas capazes de dar resposta aos diversos problemas que envolvem a diabetes.

    Fonte: www.apdp.pt e PlanetAlgarve.

  • Medidas contra a Pandemia agravadas pelo Governo

    Medidas contra a Pandemia agravadas pelo Governo

    O Governo vai poder adotar sempre que necessário, as medidas que se justifiquem para conter pandemia, desde as restrições circulação a outras medidas, disse hoje o Primeiro-Ministro, António Costa, anunciando o «agravamento do alerta para estado de calamidade»

    António Costa falava no final do Conselho de Ministros desta manhã, tendo em conta que o estado do alcance pandémico é “grave”.

    Vai, portanto, ser elevado o estado de alerta em todo o país, de contingência para estado de calamidade; ajuntamentos de mais de cinco pessoas na rua, em espaços comerciais e restaurantes serão proibidos; os casamentos e batizados não podem contar com mais de cinquenta participantes, devendo usar máscara, sendo que aqueles que estão já marcados estão dispensados de cumprir estar regras; os festejos e praxes académicas são atingidos;

    As multas para estabelecimentos que não cumpram regras podem subir a dez mil euros. Haverá reforço da fiscalização para todos.

    O Governo continua a recomendar o uso de máscara na rua e a instalação da aplicação informática Stayaway Covid (mantém-te afastada Covid);

    Ainda hoje e com carácter de urgência vai ser apresentada na Assembleia da República uma proposta “urgente” para que o uso de máscara passe a ser obrigatório na rua, “com bom senso”, quando houver alguma concentração de pessoas.

    As medidas aplicadas vão ser avaliadas daqui a quinze dias, disse ainda o Primeiro-Ministro. O presidente da República foi previamente informado sobre as mudanças.

  • José Apolinário presidirá à CCDR-Algarve

    José Apolinário presidirá à CCDR-Algarve

    Realizaram-se ontem, com abertura das urnas nas Assembleias Municipais às 16:00 horas e encerramento às 20:00 horas, em todo o País, as eleições para a presidência das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), tendo sido eleitos os candidatos apresentados em acordo prévio entre PS e PSD.

    Com exceção do Alentejo, eram todos candidatos únicos. No Algarve, o presidente é José Apolinário, quem deixou o Governo e o cargo de Secretário das Pescas, durante a última remodelação do Governo, para se candidatar ao cargo, cuja ocupação era dada como garantida.

    No Alentejo, António Ceia da Silva, que presidia à Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo sobrepôs-se a Roberto Grilo, o atual presidente da CCDR no Alentejo e candidato dissonante, neste modelo de eleição, a quem venceu por 94 votos.

    No Norte, o novo presidente é o ex-reitor da Universidade do Minho, António Cunha, no Centro, Isabel Damasceno e Teresa Almeida, em Lisboa e Vale do Tejo (LVT).

  • Agostinho substituído

    Agostinho substituído

    O ciclista português Ruben Guerreiro (EF Pro Cycling) venceu ontem isolado a 9ª etapa da Volta a Itália em bicicleta.

    João Almeida, que corre pela Deceuninck-quick Step, continua com a camisola cor de rosa, equivalente à nossa camisola amarela.

    Juntando-se a Acácio Silva como vencedor de etapas no Giro italiano, Ruben Guerreiro percorreu os 208 quilómetros da etapa que ontem foi disputada entre San Salvo e Roccaraso, cumprindo o tempo de 5 horas 41 minutos e 20 segundos.

    O ciclista espanhol Jonathan Castroviejo (Ineos) a oito segundos e o dinamarquês Mikkel Bjerg a (Uae–emirates) a 58.O destaque vai porém para João Almeida que, apesar de ter terminado a etapa de ontem, a 1 minuto e 56 segundos do vencedor da etapa e perdendo segundos para os seus mais diretos perseguidores na geral individual, manteve a camisola rosa de líder, conquistada na terceira tirada do Giro 2020, na sua posse até amanhã, terça-feira, uma vez que hoje, segunda-feira, é dia de descanso para o pelotão.

    Acácio da Silva venceu cinco etapas em Itália em 1985 e 1986. e Joaquim Agostinho vestiu por cinco dias a camisola amarela no Tour de França. trata-se da sua primeira vitória no World Tour e a primeira desde 25 de junho de 2017, quando se sagrou campeão nacional.

  • Ciclo de concertos em Cacela

    Ciclo de concertos em Cacela

    A 9ª edição não vai ter lugar em Cacela Velha, ficando a mudança excecional a dever-se ao facto de a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António ter decretado o cancelamento de todos os eventos culturais e desportivos, devido ao aumento súbito de novos casos de Covid-19 no município.

    O pianista internacional Vasco Dantas, conta com mais de 50 prémios e uma estreia no Carnegie Hall, Nova Iorque, em Novembro de 2019.

    Neste recital recital apresentará o seu novo CD “Poetic Scenes”. O tema deste programa é o ‘Belcanto’, num instrumento percutido (de cordas percutidas – o piano), e o conteúdo recai sobre obras para piano com inspiração vocal, especificamente fados para piano de três compositores portugueses (Alexandre Rey Colaço, Óscar da Silva e Eduardo Burnay), e Lieder (canções) de R. Schumann, transcritas para piano solo pelo compositor alemão, Carl Reinecke, as quais nunca foram publicadas e são praticamente desconhecidas do mundo musical.

    A edição do Clássica em Cacela conta com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Algarve e da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. A direcção artística deste ciclo é da competência de Teresa Matias, embora, a edição deste ano está, a título excecional, a cargo da violoncelista Isabel Vaz.

  • Como treme a terra em redor

    Como treme a terra em redor

    Este mapa apresenta a quantidade de sismos, grandes e pequenos que a toda a hora ocorrem. Podemos observar que a sismicidade nos mares da Madeira, Algarve, em Portugal e no de Álboran, Andaluzia, em Espanha e no de Marrocos é muito mais frequente.

    Fonte:

    Fonte: http://www.ign.es/web/resources/sismologia/www/dir_images_terremotos/mapas_sismicidad/sismicidad.jpg

  • Startups e empresários do turismo algarvio conversam a bordo

    Startups e empresários do turismo algarvio conversam a bordo

    A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, vai participar numa operação de incentivo à entrada de “startups” no turismo do Algarve e do Baixo Alentejo.

    A 14 de outubro, na Marina de Albufeira, Rita Marques vai falar a 35 startups e a mais de três dezenas de investidores, parceiros e potenciais clientes que integram a “Net Me Up”, iniciativa para impulsionar a retoma do setor do turístico na região algarvia, procurando que se torne mais inovador e competitivo.

    Para a apresentação a bordo de um barco estão os programas de apoio 3.ª edição da Call Tourism, lançada em 30 de setembro pela Portugal Ventures e pelo Turismo de Portugal, dispondo de 10 milhões de euros para investimento em projetos tecnológicos e não tecnológicos na área do turismo até janeiro de 2021. 

    Source: Startups vão tornar o turismo algarvio mais inovador e mais competitivo – PlanetAlgarve