Vila Real de Santo António será palco, no próximo dia 16 de agosto, da XXXI edição do Festival de Folclore do Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha.
O evento, que terá lugar na Praça Marquês de Pombal às 21:00 horas, contará com a participação de grupos folclóricos de diversas regiões de Portugal.
Além do grupo anfitrião, o Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha, atuarão o Grupo de Danças e Cantares de Santo Estevão das Galés (Mafra), o Rancho Típico dos Foros de Salvaterra (Salvaterra de Magos), o Rancho Folclórico S. Vicente do Irivo (Penafiel) e o Rancho Folclórico Flores de Serpins (Lousã).
O festival é organizado pela Associação Cultural de Vila Real de Santo António, com o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e do comércio local.
Em julho, a pequena localidade de Canela, em Ayamonte, Huelva, Espanha, transforma-se num vibrante palco de fé e tradição para celebrar a sua padroeira, a Virgem do Carmo (Virgen del Carmen). Esta festividade, profundamente enraizada na cultura piscatória da região, culmina num dos momentos mais emocionantes e pitorescos: a procissão marítima da imagem da Virgem pelo rio Guadiana.
A devoção à Virgem do Carmo, padroeira dos pescadores e homens do mar, é particularmente forte em Canela, uma aldeia de pescadores com uma ligação intrínseca ao oceano e ao rio. As festividades, que se estendem por vários dias, são marcadas por uma atmosfera de alegria e fervor religioso, com diversas atividades que antecedem o ponto alto da celebração.
A Procissão Fluvial: Um Espetáculo de Fé e Cor
O momento mais aguardado e espetacular é, sem dúvida, a procissão marítima. A imagem da Virgem do Carmo, cuidadosamente adornada, é retirada da igreja e levada em andor até às margens do rio Guadiana. Ali, aguarda-a uma frota de embarcações de pesca, engalanadas com fitas e flores para a ocasião. Os barcos, de todos os tamanhos, juntam-se num cortejo aquático que percorre as águas do rio, num espetáculo visual de cor e devoção.
Os pescadores, devotos e visitantes enchem os barcos, que navegam lentamente ao som de cânticos e orações, enquanto os sinos tocam e as buzinas das embarcações se fazem ouvir. Muitos atiram flores à água em homenagem à Virgem, num gesto simbólico de gratidão e súplica por proteção no mar. A paisagem ribeirinha, com Portugal de um lado e Espanha do outro, serve de cenário majestoso a esta procissão única, que estreita ainda mais os laços entre as comunidades fronteiriças.
Para Além da Procissão: Tradição e Convivialidade
Além da procissão fluvial, as festividades da Virgem do Carmo em Canela incluem uma série de eventos que celebram a cultura local. Há missas solenes, atuações musicais (muitas vezes com música flamenca e sevilhanas), bailes populares e, claro, muita gastronomia local, com destaque para os frutos do mar frescos. As ruas da aldeia enchem-se de gente, e a hospitalidade dos habitantes de Canela é uma marca registada da festa.
Esta celebração não é apenas um evento religioso; é um reflexo da identidade de Canela, da sua história ligada ao mar e da sua fé inabalável. É uma oportunidade para os canelenses, muitos deles descendentes de gerações de pescadores, honrarem a sua padroeira e reforçarem os seus laços comunitários, partilhando a sua cultura e devoção com todos os que os visitam.
No próximo domingo, 𝟐𝟕 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, entre as 𝟏𝟎:𝟎𝟎 e as 𝟏𝟐.𝟎𝟎 horas, a Praia da Lota, Manta Rota, Vila Real de Santo António, recria a histórica da prática piscatória artesanal conhecida como «galapé».
A iniciativa, partiu das pelas associações «A Manta» e «Associação Desportiva Praia da Manta Rota», com o apoio da Câmara Municipal, que está a convidar à participação numa experiência viva de património imaterial.
A técnica antiga utilizava usava uma rede de cerca de 40 metros e envolvia entre três a cinco pescadores, em zonas de pouca profundidade. Os chamados calão de fora entravam no mar, enquanto os calão de terra puxavam a rede da praia. Quem estiver na praia poderá juntar-se ao esforço, recriando o ambiente comunitário de outrora.
Profundamente enraizada na na memoria coletiva das comunidades piscatórias, a “levada” é hoje um gesto simbólico de identidade, entreajuda e ligação ao mar.
O Sistema Agrosilvopastoril do Montado da Serra de Serpa foi oficialmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (SIPAM).
No coração do Baixo Alentejo, onde a paisagem ondula entre sobreiros centenários, pastagens e culturas de sequeiro, um território moldado pela resiliência humana acaba de ser inscrito no mapa mundial dos sistemas agrícolas de exceção.
Este reconhecimento internacional, alcançado após um processo de candidatura de seis anos e meio promovido pela associação Rota do Guadiana, em parceria com a Câmara Municipal de Serpa e o INIAV, IP, destaca a importância de um sistema vivo, multifuncional e sustentável, que combina produção agrícola, silvícola e pastoril com um património cultural e natural de elevado valor.
«Este sistema acontece porque, desde há várias gerações, existem pessoas, mulheres e homens, que estão a trabalhar em condições climáticas adversas, fazendo agricultura numa relação de subsistência com a natureza, preservando-a e valorizando-a», afirma David Machado, presidente da Rota do Guadiana.
Com uma área de 621,5 quilómetros quadrados e uma população residente de cerca de 7 300 habitantes, o território do Montado da Serra de Serpa representa um exemplo da agricultura tradicional mediterrânica de sequeiro. A prática agrícola neste espaço tem sido marcada pela diversidade de atividades, entre as quais se destacam o pastoreio extensivo, o olival tradicional, os pomares de sequeiro e as hortas familiares.
A especificidade deste sistema reside na sua complexidade e na profunda ligação entre homem e território. «O Montado é um sistema único, praticamente reduzido à Península Ibérica. É icónico porque sintetiza todos os elementos: a cortiça, o porco alentejano montanheiro, as raças autóctones, o mel, a caça e ainda uma paisagem humanizada rica em biodiversidade», descreve o investigador Inocêncio Seita Coelho, autor de vasta obra sobre economia do montado.
Este especialista sublinha ainda o modo de vida das populações locais, que permanecem ligadas ao território através de um modelo de habitat disperso: «As pessoas vivem no meio, nos montes dispersos. Vivem ali, têm ali a sua vida, estão agarradas ao território».jo tourism
David Machado destaca que «o sistema possui agrobiodiversidade» e refere a importância de raças como a ovelha campaniça, a cabra serpentina, a vaca molenga e o porco alentejano. Acrescenta que o território está associado à dieta mediterrânica e ao cante alentejano, ambos reconhecidos como património imaterial da humanidade.
No plano material, o montado da Serra de Serpa revela-se ainda em construções tradicionais de taipa, infraestruturas de captação de água adaptadas à aridez do território e uma rede de produção artesanal que transforma os recursos locais no próprio território. «Ali, a transformação dos produtos é feita mesmo no território. É muito difícil encontrar isto noutro lado», frisa Seita Coelho.
O reconhecimento da FAO não implica apoio financeiro direto, mas confere visibilidade internacional e impulsiona medidas de valorização no âmbito da política agrícola comum. Para David Machado, o objetivo é garantir a continuidade deste modelo: «Estamos preocupados em que essa actividade turística também seja sustentável. O sistema tem resistido às alterações climáticas e continua a valorizar a biodiversidade. É essa sustentabilidade que queremos preservar».
O plano de ação que acompanha a candidatura prevê intervenções nas áreas da investigação científica, diversificação económica, apoio aos agricultores e promoção do território. A inclusão de medidas de discriminação positiva no novo quadro da PAC é uma ambição partilhada.
O percurso até este reconhecimento internacional foi longo. Já antes havia sido feita uma tentativa de candidatura à UNESCO, sem sucesso. Agora, com o selo da FAO, o montado da Serra de Serpa passa a integrar a lista dos cerca de 100 SIPAM existentes no mundo.
«Foi um momento de grande entusiasmo para o comité científico da FAO. Quando viram a candidatura, disseram: finalmente o montado!», recorda Inocêncio Seita Coelho.
Este reconhecimento é, em última instância, um tributo às comunidades que ali vivem e cuidam do território. «Esta é uma das provas de que os agricultores são os melhores amigos da natureza. A sua atividade de subsistência resultou num sistema válido, frutuoso e resiliente», sublinha David Machado.
Portugal reforçou a sua posição como um dos países mais seguros do mundo, alcançando o 5º lugar na Europa no mais recente Índice de Paz Global (GPI) de 2024.
A nível global, Portugal figura entre os sete países mais pacíficos, consolidando a sua reputação como um destino atrativo para residentes, turistas e investidores.
O GPI, que avalia a segurança e a estabilidade de 163 países, destaca Portugal pela sua baixa taxa de criminalidade, estabilidade política e forte coesão social.
O relatório salienta que a Europa continua a ser a região mais pacífica do mundo, com Portugal a demonstrar um progresso constante na promoção da segurança e do bem-estar.
Esta ascensão no ranking reflete os esforços contínuos das autoridades portuguesas e da sociedade civil na manutenção da ordem pública e na criação de um ambiente seguro e acolhedor. A segurança reforçada é um atrativo significativo para turistas que exploram o país, bem como para investidores e indivíduos que procuram uma nova residência.
Portugal combina, assim, um alto nível de segurança com uma cultura vibrante e uma economia em crescimento, tornando-se um exemplo de prosperidade e paz.
Castro Marim prepara-se para recebe a partir de hoje e até ao próximo domingo mais uma edição da tradicional Festa da Junqueira. O certame decorre a partir das 18:00 no Polidesportivo da Junqueira e a entrada é gratuita.
O evento, promovido com o apoio da Câmara Municipal de Castro Marim e da Junta de Freguesia de Castro Marim, promete três noites de convívio popular, com tasquinhas de comes e bebes, muita animação musical e a participação de artistas e grupos locais e regionais.
A programação arranca com a atuação do Rancho Folclórico de Santo Estêvão às 20:30 horas, seguindo-se a banda Acordeanima, às 22:00 hora, e o encerramento da noite com a contagiante Brasil Tropical Band, às 23:00 horas.
No sábado, 26 de julho, sobem ao palco Sérgio Conceição, às 21:00 horas, e, mais tarde, o grupo Mini-Break, às 22h00.
O encerramento da festa está reservado para o domingo, 27 de julho, com as atuações de Duo Reflexo, às 20:00 horas, e do grupo Calma e Vento Sul, às 22:00 horas.
Os entusiastas de desportos aquáticos e aqueles em busca de novas experiências ao ar livre terão uma excelente oportunidade no próximo dia 27 de julho de 2025. O Moinho da Amendoeira, localizado no Rio Guadiana, em Serpa, será o cenário para uma atividade de Stand Up Paddle.
Esta iniciativa, organizada pelo Município de Serpa e com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e do Plano Nacional de Promoção da Saúde, disponibilizará duas sessões para os participantes, com horários distintos para uma melhor organização.
A primeira sessão terá a sua concentração às 08:30 horas junto ao Pavilhão Carlos Pinhão, em Serpa, seguida de uma aula prática de iniciação às 09:00 horas, o início do passeio às 10:00 horas e o final da atividade às 11:00 horas.
Para a segunda sessão, a concentração será às 10:30 horas no mesmo local, com a aula prática de iniciação às 11h00, o início do passeio às 12h00 e o término da atividade às 13h00.
A Concessionária ESSE não terá poderes legais para multar ou fiscalizar estacionamento em VRSA
Os trabalhadores da concessionária ESSE não têm poderes legais para fiscalizar o estacionamento nem para aplicar coimas por infrações ao Código da Estrada, nomeadamente ao artigo 71.º, que regula as regras de paragem e estacionamento. A conclusão resulta de pareceres jurídicos e de decisões já reconhecidas noutros municípios portugueses, aplicáveis igualmente ao caso de Vila Real de Santo António.
Segundo documentação a que o nosso jornal teve acesso, os funcionários da ESSE não estão equiparados a agentes de fiscalização com autoridade pública, o que significa que não podem emitir autos de notícia nem aplicar contraordenações. A situação estende-se também aos denominados “avisos de pagamento”, frequentemente deixados nos veículos estacionados, os quais carecem de qualquer valor legal ou força coerciva.
> “A Concessionária ESSE não só não tem competência para a emissão de autos de notícia, como, a bem da verdade, não pode sequer fiscalizar o cumprimento ou incumprimento das obrigações dos utilizadores dos parques e zonas de estacionamento tarifado”, refere o parecer.
Em Vila Real de Santo António, recorde-se, a autarquia rescindiu o contrato com a ESSE por alegado incumprimento contratual. No entanto, a empresa interpôs uma providência cautelar que suspendeu os efeitos da rescisão, estando o caso ainda pendente de decisão judicial. Apesar disso, mantém-se o impedimento legal: a ESSE não pode fiscalizar o estacionamento nem atuar como autoridade municipal enquanto não houver equiparação legal dos seus trabalhadores, o que não se verifica.
A situação não é inédita. Em vários municípios do país, a ausência de contrato com delegação expressa de poderes e de equiparação a autoridade legal tem impedido as concessionárias de atuarem com poderes fiscalizadores, mantendo essas competências nas mãos da Polícia Municipal, GNR, PSP ou fiscais municipais devidamente nomeados.
Enquanto não houver uma decisão judicial definitiva ou um novo enquadramento legal, os condutores em Vila Real de Santo António devem estar atentos: qualquer “multa” ou “aviso de pagamento” deixado pela ESSE carece de fundamento legal e pode ser contestado.
O município de Vila Real de Santo António (VRSA) anunciou a programação da agenda cultural “Verão VRSA 2025“, com eventos de julho a setembro. A iniciativa oferece uma variedade de atividades gratuitas, abrangendo música, artes, desporto, tradições e cultura local, distribuídas pelas três freguesias do concelho.
Música para todos os gostos:
O cartaz musical inclui concertos de artistas como David Carreira (14 de setembro, Monte Gordo), José Cid (7 de setembro, VRSA) e Emanuel (29 de agosto, Manta Rota), integrados nas festividades religiosas locais. O Lusitano Summer Fest (25 a 27 de julho) trará Sara Correia e outros artistas ao Campo de Jogos Francisco Gomes Socorro.
O Jardim da Avenida da República receberá os “Sons no Jardim” com Branko (9 de agosto) e MXGPU (30 de agosto), enquanto o “Guadiana Jazz” apresentará Memória de Peixe (3 de agosto) e Carlos Bica Quarteto 11:11 (24 de agosto). Cacela Velha acolherá a “Clássica em Cacela”, com dois concertos de música barroca na igreja local (31 de julho e 7 de agosto).
Festas Temáticas e Animação:
O centro histórico de VRSA será palco de noites temáticas como a Noite Flamenca (8 de agosto), Noite Azul com Átoa (14 de agosto), Festa Sixties (22 de agosto) e Festa Bye Bye Summer (28 de agosto). Monte Gordo celebrará a Festa Anos 80 – Rua 80 (23 de agosto) e a Noite Branca (16 de agosto) com o espetáculo “I Love Reggaeton”.
Cultura e Património:
A programação cultural inclui Cinema na Rua (todas as quartas-feiras de 23 de julho a 27 de agosto), espetáculos de dança e teatro (“Capuchinho Vermelho” e “Essência de Sevilha”), e espetáculos em setembro como GNR (20 de setembro), homenagem a Carlos Paredes (26 de setembro) e comédia de André do Karaté (27 de setembro).
A agenda valoriza o património e a memória local com a instalação artística “Conversas no Poial”, a exposição “O Algarve nos Ex-Libris de Segismundo Pinto” (a partir de 2 de agosto) e as X Jornadas de História do Baixo Guadiana (12 e 13 de setembro).
Festas Religiosas e Tradições:
As festas religiosas marcarão o verão, com destaque para as festas de Nossa Senhora da Assunção (14 a 17 de agosto), São João da Degola (25 a 29 de agosto), Nossa Senhora da Encarnação (4 a 7 de setembro) e Nossa Senhora das Dores (10 a 14 de setembro).
Desporto e Bem-Estar:
A agenda inclui a 26.ª Corrida da Baía de Monte Gordo (10 de agosto), a Marcha de São João da Degola (24 de agosto), torneios desportivos, o Campeonato de Ultimate Frisbee (13 e 14 de setembro) e ações de promoção da saúde.
Comércio e Cultura de Proximidade:
Feiras de artesanato, feiras do livro, feirinhas de velharias e o Mercadinho de Outono (28 de setembro) dinamizarão o comércio local em VRSA, Monte Gordo e Manta Rota.
A “Verão VRSA 2025” é uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, organizada em colaboração com as Juntas de Freguesia, associações e entidades locais. Mais informações e a programação completa estão disponíveis no site da Câmara Municipal.
O setor da aquacultura no Algarve, uma região com forte tradição piscatória e em crescimento na produção de peixe em cativeiro, tem vindo a enfrentar desafios preocupantes, incluindo roubos de elevado valor comercial e outras perturbações que afetam a atividade dos produtores.
Recentemente, foram assinalados furtos de espécies de alto valor, como atum-rabilho e corvina, de uma aquicultura na região, nomeadamente numa armação situada em frente à Praia do Barril. Estes incidentes, que causam prejuízos significativos às empresas, levantam questões sobre a segurança e a vulnerabilidade destas instalações, relatados pelo Jornal do Algarve.
Apesar da crescente importância da aquacultura para a economia algarvia – a produção aquícola representou 57% da produção nacional em 2022, com 10.792 toneladas – os investimentos em segurança parecem não acompanhar o ritmo, deixando os produtores expostos a este tipo de crimes. O elevado valor comercial do pescado torna as pisciculturas alvos apetecíveis para redes de furto organizadas.
Outras Perturbações e Medidas de Prevenção
Para além dos roubos, as pisciculturas do Algarve têm sido palco de outros incidentes, nomeadamente a morte de aves protegidas, como flamingos, que ficam presas nas redes de proteção dos tanques.
Uma empresa e o seu administrador em Faro foram inclusive condenados pela morte de 24 aves, incluindo 8 flamingos, que sucumbiram após ficarem enredadas em fios de nylon quase invisíveis.
A legislação exige licenças do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para a instalação destas redes, que devem garantir a proteção das espécies selvagens, mas o problema persiste em muitas instalações.
Face a estes desafios, os produtores e as autoridades procuram soluções para reforçar a segurança e mitigar os impactos. As medidas para prevenir roubos e perdas em empresas, que podem ser adaptadas às pisciculturas, incluem medidas de controlo de acesso rigoroso, com a implementação de sistemas que controlem a entrada e saída de pessoas e veículos nas instalações.
Também sistemas de videovigilância com câmaras de monitorização 24 horas por dia em pontos estratégicos, com possibilidade de monitorização remota; alarmes e sensores de movimento para detetar intrusões e acessos não autorizados.
A vigilância humana passa pela contratação de equipas de segurança treinadas; a gestão de inventário pela Implementação de softwares e tecnologias como RFID (Radio Frequency Identification) para um controlo mais eficaz do stock de peixe.
É fundamental manter as instalações bem iluminadas, incluindo as áreas de acesso e os tanques e reforçar a colaboração com as autoridades, denunciando os incidentes e, també, trabalhar em conjunto com a GNR e a Polícia Marítima para investigar os crimes e reforçar o patrulhamento.
As entidades responsáveis, em colaboração com os produtores, são chamadas a implementar planos de segurança abrangentes que considerem as especificidades da aquacultura, protegendo não só os ativos das empresas, mas também a fauna selvagem que coexiste com estas explorações.
A partir de 24 de julho, São Brás de Alportel volta a acolher a emblemática Feira da Serra, evento que há mais de três décadas celebra os saberes e sabores do Algarve profundo.
Nesta edição, o mel é o protagonista, inspirando mais de 22 espaços temáticos num recinto renovado com mais de quatro hectares, 300 expositores e mais de 70 horas de espetáculos.
Ao longo de quatro dias, espera-se uma verdadeira celebração da cultura local, da inovação e da ligação de gerações. Segundo o presidente da Câmara Municipal, Vítor Guerreiro, «Temos aqui todos os motivos para nos virem visitar», com destaque para a forte adesão da comunidade — cerca de 2700 pessoas estão envolvidas na organização.
Tradição, juventude e um cartaz musical de peso
Este ano, o Grande Palco recebe nomes sonantes da música portuguesa e lusófona:
🎤 Matias Damásio (24 julho)
🎤 Emanuel (25 julho)
🎤 Pedro Abrunhosa (26 julho)
🎤 Carolina Deslandes (27 julho)
Em cada noite, os concertos são abertos por bandas com ADN são-brasense, reforçando a ligação à comunidade local.
A Feira aposta ainda na inclusão dos jovens através do Programa de Voluntariado Jovem, com mais de 100 participantes, e com projetos criativos como a Banda Feira da Serra Jovem, que este ano apresenta um videoclipe gravado com o artista luso-americano Oliver Sean, nomeado para os MTV EMA e membro votante dos Grammy.
Serra Tech e Sopa da Serra: inovação com identidade
A Vice-Presidente da Câmara, Marlene Guerreiro, destaca a crescente adesão das empresas ao evento, especialmente no novo espaço Serra Tech, dedicado à tecnologia, inovação e empreendedorismo no interior algarvio.
Outra das novidades é a iniciativa “Sopa da Serra”, que oferece opções gastronómicas para diferentes regimes alimentares, reafirmando o caráter inclusivo e sustentável do certame.
Mais segurança e acessibilidade
A edição de 2025 reforça a aposta em segurança e acessibilidade com:
Novo posto de comando da Proteção Civil
Desfibrilhadores, unidade de primeiros socorros e comunicação de emergência reforçada
Zona reservada junto ao palco para pessoas com mobilidade reduzida ou outras necessidades específicas
O vereador David Gonçalves destaca o empenho dos colaboradores do Município e das forças de segurança na criação de um ambiente acolhedor para todos.
O mel como símbolo de tradição e sustentabilidade
A escolha do mel como tema é sublinhada por representantes da Associação de Apicultores do Sotavento Algarvio como uma oportunidade para educação ambiental, valorização da apicultura e sensibilização para os desafios das abelhas na preservação do ecossistema.
Entre os destaques estão o Sítio do Mel, com demonstrações gastronómicas, e a Aldeia Serrana, espaço dedicado ao artesanato ao vivo e saberes antigos.
Um evento para toda a família
A Feira da Serra continua a investir numa experiência interativa e multigeracional com:
🐾 Palco Patudos com demonstrações caninas
🐓 Capoeira com nascimento de pintainhos
🐴 Batismo de equitação no picadeiro
🧠 Atividades lúdicas no Sítio dos Curiosos
🐐 Espécies autóctones no Sítio dos Animais
As portas abrem às 19h00, com bilhetes à venda no local ou em Meo Blueticket, incluindo opções familiares e pacotes promocionais de 3 ou 4 dias.:
A Universidade do Algarve (UAlg) vai reforçar a sua capacidade de ensino com a construção de dois novos edifícios, um no Campus de Gambelas (Faro) e outro no futuro campus de Portimão. O projeto integra-se no programa ALGARVE 2030 e representa um investimento de 8 milhões de euros em fundos europeus, geridos pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve).
O objetivo principal passa por ampliar a oferta dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), respondendo aos desafios das transições digital e climática e às prioridades da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (EREI).
Três intervenções estratégicas
O plano de expansão contempla a remodelação do Laboratório UALG TecMed, no campus da Penha, centrado na valorização da Dieta Mediterrânica e recursos endógenos; a construção do Edifício Digital no campus de Gambelas, focado nos cursos tecnológicos; e o novo Edifício Politécnico no campus de Portimão, em colaboração com o município local.
Segundo dados da UAlg, estas obras permitirão aumentar o número de cursos CTeSP de 11 para 15 e o número de alunos de 417 para 460 até ao ano letivo de 2025/2026.
Mais inclusão, mais prática
As novas instalações garantem acessibilidade universal, com rampas, elevadores e sinalização adaptada. Os espaços serão equipados com dispositivos técnicos individualizados, permitindo uma aprendizagem mais prática e atualizada.
Além da ampliação física, está prevista a oferta de microcredenciais em parceria com empresas da região, reforçando a ligação ao tecido empresarial e à empregabilidade jovem.
Este conjunto de investimentos posiciona a Universidade do Algarve como motor de inovação e desenvolvimento no sul do país, potenciando a formação de profissionais qualificados e alinhados com os objetivos económicos e tecnológicos até 2030.
O concelho de Vila Real de Santo António recebe, entre 25 e 27 de julho, a primeira edição do Lusitano Summer Fest, um evento que junta negócios, cultura e gastronomia num só espaço, combinando concertos ao ar livre, uma mostra empresarial e uma área de alimentação.
Organizado pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, em parceria com o Lusitano Futebol Clube, no âmbito do projeto Centro Comercial a Céu Aberto, o festival realiza-se no Campo de Jogos Francisco Gomes Socorro, com atividades diárias entre as 19h00 e as 2h00.
A iniciativa pretende assinalar o «regresso dos grandes eventos ao concelho de Vila Real de Santo António», segundo a câmara municipal que também o classifica como «sendo uma aposta clara na dinamização da economia local e na valorização da cultura, através de uma programação acessível e diversificada».
O cartaz musical abre a 25 de julho com a atuação da fadista Sara Correia, às 22h00, seguida do concerto de Fábio Lagarto, à meia-noite.
No dia 26 de julho, sobem ao palco os Íris, banda emblemática do rock algarvio, e a Banda DFB.
A 27 de julho, o programa encerra com o espetáculo “As Vozes – Tributo à Música Portuguesa”, seguido do aguardado regresso da Orquestra Sérgio Peres, formação que volta agora a celebrar a música com o público.
Em paralelo, o recinto acolhe uma Business Expo, com dezenas de empresas, marcas e projetos do concelho. Esta mostra visa «dar visibilidade ao comércio, aos serviços e à produção local, promovendo o contacto direto com o público num ambiente informal, que inclui também uma zona de alimentação com propostas da gastronomia regional».
Os bilhetes são pagos e têm um custo de 5 euros para os dias 25 e 26 de julho e de 3 euros para o dia 27. Está também disponível um passe geral para os três dias, no valor de 10 euros. A entrada é gratuita para sócios do Lusitano Futebol Clube e para crianças até aos 12 anos.
Com o Lusitano Summer Fest, o Município de Vila Real de Santo António diz pretender reforçar o seu «compromisso com a promoção cultural, o apoio ao tecido económico local e a criação de eventos que valorizem o território e os seus agentes».
Os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel e Tavira, no distrito de Faro, estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê um agravamento deste risco nos próximos dias.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também vários concelhos de Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Beja e Faro em perigo muito elevado de incêndio rural.
De acordo com os cálculos do instituto, o perigo de incêndio rural vai começar a aumentar ao longo da semana e pelo menos até ao fim de semana. O IPMA prevê um aumento das temperaturas a partir de quinta-feira.
Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.
O IPMA prevê a partir de quinta-feira uma subida das temperaturas, que pode ser superiores a 40 graus Celsius em algumas regiões de Portugal Continental, em especial do interior.
«Existe uma tendência para que o anticiclone, localizado na região dos Açores, se intensifique e se estenda em crista para a Europa Central a partir de dia 24, originando um fluxo do quadrante leste e, consequentemente, um transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica e o arquipélago da Madeira», explicou o IPMA, num comunicado divulgado no domingo.
Assim, depois de dias “com temperaturas próximas, ou ligeiramente inferiores, ao normal para a época do ano no continente”, que vão continuar no início desta semana, “prevê-se uma subida significativa da temperatura do ar no final da semana”, indicou o IPMA.
Os valores de temperatura máxima vão estar acima de “30 °C na generalidade do território do continente, devendo superar 40°C em algumas regiões, em especial do interior.
No arquipélago da Madeira, as temperaturas máximas “poderão rondar ou mesmo ultrapassar 30°C, em especial na vertente sul e nas regiões montanhosas”, acrescentou.
Nos últimos dias, vários vídeos circularam nas redes sociais e em plataformas de mensagens sugerindo que animais estariam a fugir em massa do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, alegadamente devido a uma possível erupção do supervulcão ali existente. As imagens mostram ursos, alces e bisontes em movimento, com legendas alarmistas e músicas dramáticas.
Mas a verdade é bem diferente: as autoridades norte-americanas desmentem qualquer evento fora do normal em Yellowstone, e os vídeos em causa são enganosos, manipulados ou fora de contexto.
O que está a acontecer realmente?
Segundo o Serviço Nacional de Parques (NPS) e o Serviço Geológico dos EUA (USGS), não há qualquer anomalia na actividade vulcânica da região. O nível de alerta está em “verde”, ou seja, normal. A zona é monitorizada 24 horas por dia, com sensores sísmicos e térmicos, e não existe qualquer indício de erupção iminente.
Além disso, os especialistas explicam que:
Movimentos de animais são comuns e ocorrem sazonalmente, principalmente no inverno, quando procuram alimento a altitudes mais baixas.
Alguns dos vídeos virais foram gravados fora de Yellowstone, como é o caso de um vídeo de ursos que, na realidade, foi filmado em Bear Country USA, na Dakota do Sul.
Outros vídeos foram gerados ou alterados com inteligência artificial e circulam em perfis de entretenimento ou desinformação.
O que dizem os cientistas?
A geóloga do USGS, Dr. Lisa McCarter, afirmou à imprensa norte-americana que “não há qualquer alteração no comportamento dos animais ou no estado geológico da caldeira de Yellowstone que aponte para risco acrescido”. O mesmo foi reforçado pelo biólogo Morgan Warthin, do Parque Nacional, que classificou os vídeos como “exemplos perigosos de desinformação viral”.
Porque é que isto importa?
Num mundo cada vez mais exposto a redes sociais e a conteúdos manipulados, é fundamental manter o espírito crítico e verificar a veracidade das informações antes de partilhar. As chamadas “notícias virais” podem gerar pânico infundado e até descredibilizar alertas reais no futuro.
Conclusão
A comunidade científica e as autoridades oficiais desmentem categoricamente que exista qualquer fuga de animais em Yellowstone provocada por actividade vulcânica. O que vemos é mais um exemplo de alarmismo digital, alimentado por vídeos tirados do contexto ou manipulados por inteligência artificial.
O Festival Internacional do Caracol regressa ao Revelim de Santo António e amanhã termina tem uma programação diversificada que combina gastronomia inovadora e animação cultural. O evento, com entrada livre a partir das 18:00, visa promover a vila como destino gastronómico e impulsionar o comércio local.
Este ano, o festival aposta em novas receitas à base de caracol, como Xarém de Caracoletas, Empada de Caracol, Pizza de Caracol e Caracol à Brás, que se juntam aos pratos tradicionais já conhecidos, preparados por restaurantes e coletividades locais.
Além dos caracóis, o recinto oferecerá outras opções gastronómicas, incluindo iguarias espanholas, doçaria regional e cerveja artesanal local.
O cartaz musical inclui as atuações de Charanga Los del Ruedo, Domingos e Amigos e Fábia Rebordão (18 de julho), Pardais à Solta, Los Gurumelos e Luís Gomez (19 de julho), e Olho’s 4, Jorge & os “Queridos” e o espetáculo “Eis o Algarve” de Nelson Conceição (20 de julho).
A organização espera que o festival valorize os produtos tradicionais, a cozinha e a cultura mediterrânea, além de destacar o património edificado do Revelim de Santo António.
O Relatório Anual de Sinistralidade e Fiscalização Rodoviária de 2024 revela uma diminuição no número de vítimas mortais e feridos leves, mas um aumento nos acidentes e feridos graves em comparação com 2019, ano de referência para as metas europeias de segurança rodoviária.
Em 2024, Portugal Continental e Regiões Autónomas registaram 38.037 acidentes com vítimas, resultando em 477 mortes, 2.756 feridos graves e 44.618 feridos leves. Comparativamente a 2019, houve menos 43 óbitos (-8,3%) e 335 feridos leves (-0,7%). No entanto, o número de acidentes subiu 2,1% (mais 786) e o de feridos graves aumentou 8,8% (mais 224).
Destaques do Relatório:
Continente: Apesar da diminuição de 19 mortes (-3,9%) face a 2014, os acidentes (+18,7%), feridos graves (+19,7%) e feridos leves (+15,3%) apresentaram um aumento significativo. O índice de gravidade (mortes por 100 acidentes) diminuiu 19,1%.
Comparação com 2023: Redução de quatro mortes (-0,9%), mas aumentos nos acidentes (+3,9%), feridos graves (+5,7%) e feridos leves (+4,0%).
Circulação Rodoviária: O aumento na circulação rodoviária nas autoestradas pode ter contribuído para o aumento do risco de acidentes nessas vias, apesar da diminuição de 0,7% no consumo de combustível rodoviário.
Tipos de Acidente: A colisão foi o tipo de acidente mais frequente (53,6%), mas os despistes (33,0% dos acidentes) foram responsáveis pela maior percentagem de mortes (44,3%).
Localização: O número de mortes em áreas urbanas (253) superou o de áreas rurais (210), com um aumento significativo face a 2019 e 2023. No entanto, o índice de gravidade em áreas rurais foi mais de três vezes superior ao das áreas urbanas.
Tipo de Via: A maioria dos acidentes (62,6%) ocorreu em arruamentos, enquanto as estradas nacionais foram palco de um maior número de mortes (36,5%). As autoestradas registaram uma diminuição de mortes e o número de feridos graves manteve-se igual face a 2023.
Vítimas: Condutores representaram a maior parte das vítimas mortais (73,2%), seguidos por peões (14,9%) e passageiros (11,9%). Houve um aumento significativo de mortes entre peões em relação a 2023.
Veículos: Automóveis ligeiros estiveram envolvidos em 70,8% dos acidentes. Destaca-se o aumento no envolvimento de bicicletas e motociclos.
Responsabilidade da Via: A Infraestruturas de Portugal (41,3%) e os Municípios são as entidades gestoras de via com maior número de vítimas mortais na sua rede.
Fiscalização Rodoviária:
A fiscalização rodoviária aumentou 47,7% em relação a 2023, atingindo 262,5 milhões de veículos fiscalizados. No entanto, as infrações diminuíram 10,1%, com uma taxa de infração global de 0,50% (uma redução de 36,3%).
Excesso de Velocidade: Responsável por 60,5% das infrações, embora tenha registado uma diminuição de 5,9%.
Álcool e Cinto de Segurança: Diminuições significativas nas infrações relacionadas com álcool e cinto de segurança (-23,1% e -23,2%, respetivamente).
Seguro e Inspeção: Aumentos nas infrações relacionadas com a falta de seguro (+54,6%) e inspeção periódica obrigatória (+26,9%).
Condução sob Influência de Álcool: Diminuição de 9,3% nos testes de álcool e uma redução de 15,3% na taxa de infração.
Criminalidade Rodoviária: Queda de 31,2% no número de detenções, principalmente devido à condução sob influência de álcool e falta de habilitação legal.
Carta por Pontos:
Até dezembro de 2024, 757,3 mil condutores foram sancionados com a subtração de pontos. Desde 2016, 3.425 condutores tiveram a sua carta de condução cassada.
Nota: A Comissão Europeia utiliza o ano de 2019 como referência para monitorizar as metas de redução de mortes e feridos graves até 2030. As metas da Comissão Europeia são referentes a vítimas mortais a 30 dias e a feridos graves de acordo com a classificação MAIS 3+, o que difere da metodologia deste relatório, que contabiliza vítimas apuradas em 24 horas.
./Fonte ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária
Para o Dia Mundial do Cérebro, a celebrar a 22 de julho, a neurologista Inês Laranjinha, da ULS Santo António e em representação da Sociedade Portuguesa do AVC, sublinha a importância de estimular e proteger o cérebro em todas as fases da vida para prevenir o AVC e outras doenças neurológicas, como a demência.
Em declarações à imprensa, a especialista enfatizou que o cérebro, «o órgão mais fascinante do nosso corpo», é crucial para as funções vitais, o funcionamento dos outros órgãos e a nossa individualidade. Laranjinha alertou para as devastadoras sequelas que lesões cerebrais, como as causadas pelo AVC e pela demência, podem provocar, incluindo défices de força, sensibilidade, coordenação e cognitivos.
«As falhas cognitivas, de memória, raciocínio, comportamento e personalidade, têm um impacto quer no doente, quer na sua família e cuidadores, porque cursam com frequência com maior dependência no dia a dia e alteração da identidade própria», explicou a neurologista.
O foco, segundo Laranjinha, deve ser a prevenção do dano cerebral. No caso do AVC, a prevenção passa por controlar fatores de risco como a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Relativamente à demência, a especialista destacou que quase metade do risco é modificável, apontando medidas preventivas específicas para cada faixa etária:
Infância: Incentivar a escolaridade.
Adultos: Praticar atividade física regular, corrigir a falta de audição e tratar doenças cardiovasculares.
Idosos: Promover a socialização e corrigir a falta de visão.
Com o tema deste ano do Dia Mundial do Cérebro a ser “Saúde do Cérebro para todas as idades”, Inês Laranjinha conclui, apelando a que se estime a saúde do cérebro em todos os momentos da vida, “para tornar cada um deles memorável”.
A urbanização de Altura que tem causado grande acima, acima de tudo após uma reportagem televisiva, remonta aos finais do século passado e resulta da pressão urbano turística sobre as imediações de uma das praias de excelente qualidade, das melhores do Algarve.
O pecado original, foi cometido em sede de GAT de Tavira, gabinete de apoio às autarquias locais, num período em que, apesar de estar já em vigor as Lei das Finanças Locais, as autarquias ainda não tinham dinheiro suficiente para sonharem colmatar as várias carências deixadas, especialmente nas periferias, pelo regime deposto.
É claro que a zona de Altura é de aluvião, que a própria estação de tratamento de esgotos sofreu grandes constrangimentos, à lodos no subsolo, de natureza quase insanável e na zona nascente foi construída uma zona de retenção, para onde até se chegou a projectar uma marina.
Assim, as inundações em Altura, no concelho de Castro Marim, representam um desafio complexo e persistente, enraizado numa confluência de fatores. A intensidade crescente de fenómenos meteorológicos extremos, as vulnerabilidades geográficas como a coincidência com marés altas e a influência da Ribeira do Álamo, e, fundamentalmente, as deficiências de um urbanismo histórico sem cautela que resultou na impermeabilização de solos e na criação de barreiras ao escoamento natural da água, são os pilares deste problema crónico.
Apesar das intervenções passadas, como a construção do emissário submarino e dos canais subterrâneos, os problemas de drenagem persistem, evidenciando uma capacidade insuficiente da infraestrutura existente para lidar com os volumes de água gerados pelos eventos extremos.
Esta persistência, mesmo com a manutenção e supervisão contínuas, destaca a necessidade de correcções estruturais mais profundas e uma abordagem mais abrangente.
O Município de Castro Marim, ciente destas dificuldades, está a avançar com uma nova fase de intervenções, marcada por um planeamento mais robusto e baseado em estudos hidráulicos aprofundados da Ribeira do Álamo e das zonas baixas de Altura.
Projectos como a lagoa de retenção, que visa duplicar a capacidade de drenagem, representam um passo significativo em direcção a uma solução mais abrangente e resiliente. A integração destas medidas no Plano Municipal de Ação Climática demonstra a abordagem de uma visão estratégica que reconhece a influência crescente e imprevisível das alterações climáticas, posicionando a gestão de cheias dentro de um quadro de adaptação mais vasto.
Para garantir o sucesso a longo prazo e transformar os desafios históricos em oportunidades para um desenvolvimento urbano mais sustentável e seguro em Altura, será vital manter um compromisso contínuo com a implementação rigorosa dos novos planos.
Além disso, a adaptação das futuras práticas urbanísticas para evitar a repetição de erros passados, a promoção de soluções baseadas na natureza e o reforço da comunicação e envolvimento da comunidade são passos cruciais para construir uma resiliência duradoura face às inundações.
A 42ª Concentração Internacional de Motos de Faro começou ontem, com a expectativa de atrair cerca de 20.000 motociclistas e entusiastas até domingo. O evento, em Vale das Almas, um pinhal entre o aeroporto e a Praia de Faro, oferece quatro dias de concertos, bike show e outras atividades, culminando com o tradicional desfile de motos pela cidade.
Segundo Pedro Baptista, presidente do Moto Clube de Faro, organizador do evento, a estrutura está preparada para receber o público esperado, proveniente de diversas partes do mundo, «Esperamos receber 20.000 pessoas, mas temos tudo preparado para 20.000 ou mais», afirmou Baptista em conferência de imprensa.
Entre os artistas confirmados para os concertos estão The Waterboys e Sara Correia (sábado), Calle del Ruido, Moonspell e Blasted Mechanism (sexta-feira), e The Black Mamba e Bubba Brothers (hoje).
O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, destacou o impacto económico significativo do evento na região, estimando que injete cerca de dois milhões de euros na economia local. Bacalhau garantiu que as condições de segurança estão asseguradas, com todas as inspeções necessárias já realizadas.
Para garantir a segurança dos participantes, a organização conta com uma equipa de cerca de 1.000 pessoas, liderada por Pascal Cavaco. Na área da saúde, estarão presentes cerca de 40 profissionais, além de 66 enfermeiros e técnicos da Cruz Vermelha, conforme informou Bárbara Ribeiro, profissional de saúde.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou que intensificará o patrulhamento e a fiscalização rodoviária nos principais acessos à concentração.