FOZ – Guadiana Digital

Blog

  • Município de Mourão amplia cemitério na Aldeia da Luz

    Município de Mourão amplia cemitério na Aldeia da Luz

    O valor global é de cento e dezasseis mil euros. A EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva S.A., entidade promotora da construção do cemitério na “nova” Aldeia da Luz comparticipou com trinta e seis mil euros.

    A câmara municipal considera esta obra «essencial para a freguesia que vai colmatar uma carência de espaço há muito sentida, dotando o local de condições de resposta nas próximas décadas».

    O projeto global de ampliação do cemitério contempla três talhões, sendo que nesta fase apenas será concluído um. A obra terá a duração aproximada de seis meses.

  • Agência bancária encerrada por Covid-19 reabre amanhã em VRSA

    Agência bancária encerrada por Covid-19 reabre amanhã em VRSA

    Os trabalhadores encontram-se em isolamento profilático, na expetativa dos testes de diagnóstico. O balcão do mesmo banco mais próximo do banco afetado situa-se em Tavira.

  • Voto antecipado tem mais de 246.000 eleitores

    Voto antecipado tem mais de 246.000 eleitores

    Na eleição para a Presidência da República, estão hoje a votar os eleitores que requereram o voto antecipado em mobilidade, tendo sido alargada a possibilidade para permitir o seu exercício a todos os eleitores recenseados no território nacional, no sétimo dia anterior ao das eleições numa mesa de voto à escolha.

    Existe uma mesa de voto antecipado em cada município do continente e das Regiões Autónoma para os eleitores que antecipadamente manifestaram essa intenção, num plataforma digital ou por via postal à administração eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, entre os dias 10 e 14 de janeiro.

    São 600 mesas de voto, o que envolve cerca de 2.500 pessoas, no continente e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, enquanto para deslocados no estrangeiro, estão previstas 117 mesas, nos consulados, num total de 585 membros de mesa.

    Quem, dos inscritos, falhar a votação, pode ainda votar na sua mesa de voto da freguesia em 24 de Janeiro.

    A administração eleitoral garante condições sanitárias e de higiene aos eleitores para votar, tanto hoje como em 24 de janeiro, colocando álcool gel nos locais de votação.

  • Retomada em Mértola a Oficina da Criança

    Retomada em Mértola a Oficina da Criança

    A autarquia informou ainda que, na sequência dos testes efetuados, a 13 e a 14 de Janeiro, quer por ela própria quer pela Autoridade de Saúde Local, em articulação com as demais entidades no terreno, em Corte do Pinto, foram apurados 17 casos positivos e nos serviços de Bombeiros e GNR não foram identificados novos casos positivos.

    Conforme procedimentos em vigor, todos os casos agora reportados como positivos são alvo de apuramento de possíveis linhas de contágio pela saúde pública. ????????????? ?? ?ú???? ?? ó?????, ?????????u ??? ? ????? ???????? ?ã? ???á ??????????, porque até ao momento da publicação do quadro acima não tinha ainda sido recebida a confirmação oficial da Autoridade de Saúde Local. 

  • Jardins sustentáveis com plantas autóctones projeto da UÉ

    Jardins sustentáveis com plantas autóctones projeto da UÉ

    Carla Pinto Cruz, professora do Departamento de Biologia e investigadora no MED da Universidade de Évora (UÉ) lidera este projecto de conservação e gestão do património natural. A finalidade é impulsionar o uso de plantas autóctones nos espaços verdes de localidades do Alentejo Central, mas pode ser replicado em todo o território nacional.

    O sargaço (Cistus monspeliensis), a roselha-grande (Cistus albidus), o rosmaninho (Lavandula pedunculata), o pilriteiro (Crataegus monogyna) ou a gilbardeira (Ruscus aculeatus) são apenas alguns exemplo de espécies nativas que a equipa de investigadores vai usar em espaços verdes no âmbito do projecto “Plantas Nativas na Cidade – Repensar os espaços verdes urbanos”, financiado no valor de 37.903 euros pelo Fundo Ambiental e inserido no Programa de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, do Ministério do Ambiente.

    Créditos: Agricultura e Mar

  • «Direito a Desligar em debate no Parlamento Europeu

    «Direito a Desligar em debate no Parlamento Europeu

    Os eurodeputados consideram o direito a desligar um direito fundamental que permite aos trabalhadores absterem-se de desenvolver atividades e responder a chamadas telefónicas, emails e outras mensagens eletrónicas relacionadas com o trabalho fora do seu horário laboral, incluindo em período de férias.

    Os parlamentares encorajam os Estados-Membros a tomar todas as medidas necessárias que permitam aos trabalhadores exercer este direito, incluindo através de acordos coletivos entre os parceiros sociais. No entender dos eurodeputados, os trabalhadores que invoquem o direito a desligar devem ser protegidos de qualquer repercussão negativa.

    Uma vez que o direito a desligar não está formalmente consagrado na lei europeia, o Parlamento Europeu deverá requerer à Comissão Europeia um ato legal relativo a este direito.

    Uma proposta para tal diretiva encontra-se anexada ao relatório que será debatido na quarta-feira e votado na quinta.

  • Rota do Barrocal do Guadiana à Costa Vicentina

    Rota do Barrocal do Guadiana à Costa Vicentina

    O percurso do Barrocal, região situada entre o litoral e a serra algarvia, zona formada tanto por terrenos pouco acidentados como por maciços de calcário, revestidos de vegetação arbustiva e arbórea diversificada, de associação mediterrânea. Nas terras argilosas e férteis do barrocal surgem os pomares mistos de sequeiro, compostos por alfarrobeiras, figueiras,
    amendoeiras e oliveiras.

    No barrocal conservam-se igualmente muitas espécies de fauna, incluindo uma extensa lista de espécies de avifauna. Entre montes, vales e cursos de água, surgem pequenas localidades, aldeias e vilas com muita história, hábitos e costumes cujas populações, orgulhosamente, fazem questão de preservar.
    Pela sua geografia e orografia, com uma altitude média entre 100 e 300 m, viajar pelo barrocal de bicicleta é uma das melhores formas de explorar esta área da região do Algarve, diz o Turismo do Algarve, criador da iniciativa.

    Ficou este percurso do Barrocal estabelecido entre Vila Real de Santo António e Aljezur, que durará cinco dias, sendo em média percorridos 44,5 quilómetros diários. entre as coordenadas 37.19695, -7.41402 e 37.31672,-8802289, num total de 223 quilómetros.

  • JSD propõe em Loulé isenção de taxas e parquímetros

    JSD propõe em Loulé isenção de taxas e parquímetros

    Por entender que em Loulé, no âmbito da pandemia covid-19, o comércio local e os empresários têm sido deixados para trás «apesar de serem a coluna vertebral e o motor da nossa economia local», a JSD enviou ao presidente da Câmara Municipal de Loulé e para o presidente da mesa da Assembleia Municipal, uma proposta que entende ser fundamentada de medidas de apoio às empresas e às famílias do concelho.

    Propõem os jovens social democratas a criação de um fundo de apoio às empresas locais; isenção de pagamento das taxas de saneamento de águas residuais e de resíduos urbanos na faturação da água para as famílias e para as empresas e a isenção de pagamento de parquímetros nas zonas que circundam o comércio tradicional/local.

  • Governo da Andaluzia aguarda confinamento

    Governo da Andaluzia aguarda confinamento

    A Região da Andaluzia vai avançar também, já a partir de amanhã com medidas que o presidente da Junta Juanma Moreno considera mais duras do ponto de vista da mobilidade, quer na comunidade quer com a atividade económica e com a convicção de que o Governo de Espanha deverir pensar em endurecer as medidas, designadamente o confinamento total.

    Juanma Moreno atribui o agravamento da situação explosiva da pandemia às festas do passado natal. Na Andaluzia, a estirpe britânica do vírus está a provocar grandes problemas de infeccção. O presidente dá culpas ao comportamento das pessoas.

  • Dez milhões de euros para investimento em Castro Marim

    Dez milhões de euros para investimento em Castro Marim

    Segundo a câmara municipal, este Orçamento e as Grandes Opções do Plano do Município de Castro Marim é ainda o «resultado dos dois primeiros anos deste mandato, com atrasos na execução de obras, gerados por uma oposição maioritária, o que se veio a traduzir nas eleições intercalares de 2019, que viriam colocar o ponto final a dois anos de hiato entre o planeamento e a gestão política».

    Lamentando a circunstância de em 2020 o mundo ter sido fustigado pelas implicações levantadas pela pandemia COVID-19, com efeitos nefastos na eficácia administrativa e nos setores sociais, institucionais e económicos, observa a autarquia que nada ficou igual, desde a adaptabilidade exigida aos serviços municipais que implicou grandes atrasos administrativos e o setor privado que sufocou, o que levou a que muitas obras tivessem que parar.

    Entre as obras atrasadas, a câmara municipal releva a Estrutura de Proteção do Cordão Dunar em Altura (Passadiço da Praia de Altura), o Centro de Atividades Náuticas da Barragem de Odeleite e a Rede de Rega da Várzea de Odeleite, investimentos que considera estruturantes para o desenvolvimento do concelho, mas também com compromissos financeiros no âmbito do Quadro Portugal 2020, que já levava dois anos de atraso provocados pelos constrangimentos com o seu arranque.

    O foco é agora a execução de projetos de elevada expressão e que representam agora elevados riscos de perda de muitas condições de cofinanciamento já garantidas: Rede de Rega da Várzea de Odeleite, Ciclovia 125-6 (Espargosa-Praia Verde), Rede de Abastecimento de Água de Maravelha e Matos, Centro de Atividades Náuticas da Barragem de Odeleite, Centro Experimental do Queijo e da Cabra de Raça Algarvia no Centro Multiusos do Azinhal, lançamento do concurso para Abertura da Porta Este do Castelo de Castro Marim, obra da Envolvente da Casa do Sal.

    A autarquia dá nota de muito importante, também para 2021, à execução do Plano de Pormenor nº 1 de Altura, que está em curso e «cujas obras de urbanização e infraestruturas implicam também a requalificação do espaço envolvente à Escola de Altura». 

    Outra área determinante neste orçamento é a Recolha de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana, para a qual se prevê a abertura de procedimentos para contratação de pessoal e outro equipamento operacional, como viaturas, sendo que representam um peso orçamental muito significativo.

    No orçamento para 2021, o Município de Castro Marim acrescenta ainda uma «nova realidade«, a alteração ao Protocolo “Empreendimento Turístico da Verdelago”, cuja execução se planeia entre 2021 e 2024 e que em contrapartidas ascende os 3,2 milhões de euros, integrando a requalificação da Rua da Alagoa, em Altura, a construção da Rotunda da Praia Verde, a construção o Pavilhão Multiusos de Altura e a beneficiação e requalificação da zona nascente da Avenida 24 de Junho, em Altura.

    Quanto ao desenvolvimento rural, o investimento centra-se sobretudo na «regularização de centenas de quilómetros de caminhos agrícolas».

    Foto do passadiço de Altura com créditos ao fotógrafo João Conceição

  • Empresas têm Gabinete de Apoio à Crise em V.R.S.António

    Empresas têm Gabinete de Apoio à Crise em V.R.S.António

    Segundo a autarquia todas as empresas do concelho terão ajuda de forma gratuita através desta nova ferramenta com a qual pretende «prestar aconselhamento e informação aos empresários e trabalhadores independentes, agora que se aproximam novas medidas restritivas em virtude da decretação de mais um Estado de Emergência, sendo previsível um novo abrandamento da atividade económica”.

    O gabinete presta apoio no processo de candidatura e acesso a linhas de crédito do Governo. O Gabinete de Apoio à Crise presta ainda informações jurídicas acerca dos normativos e diplomas que venham a ser decretados, como as limitações do funcionamento do comércio e empresas durante o Estado de Emergência, além de promover o encaminhamento psicológico e social, para «promover ferramentas que possam preservar a capacidade produtiva das empresas e os postos de trabalho, garantindo que estas tenham a liquidez suficiente para satisfazer as suas obrigações com os fornecedores, os clientes, trabalhadores e o Estado».

    O novo gabinete está disponível de segunda a sexta-feira, entre as 10:00 e as 13:00, sendo a equipa constituída por funcionários da autarquia.

  • Coragem, audácia, emoção e desprezo pela vida

    Coragem, audácia, emoção e desprezo pela vida

    Calcula-se que pode acontecer todos os dias. Ela é também um exemplo de reflexão sobre o comportamento das pessoas,perante a lei, perante o perigo, perante as autoridades. A vida e as pressas de cada um estão acima de todos, de tudo.

    Este comportamento selvagem dos desenrascados, pessoas comuns é certo, é também uma explicação para as razões que todos os dias fazem subir os números da Pandemia da Covid-19.

    Não há estado de emergência, não há medidas, não há Goveno, tenha a cor que tiver, que consiga vencer, antes que que se alterem este tipo de comportamentos. Que matam. O combóio vem aí, eles passam ali, quem tiver travões que trave!

  • Campinho em Reguengos de Monsaraz

    Campinho em Reguengos de Monsaraz



    O Festival Andanças marca o seu regresso em 2021 na aldeia de Campinho, em Reguengos de Monsaraz, no próximo Verão, entre 18 e 22 de agosto, cinco dias de música, dança e outras atividades, para todas as idades.

    Em parceria com a câmara municipal de Reguengos de Monsaraz, o Andanças ancora-se ao Alentejo Central, um território já íntimo da Associação PédeXumbo , com sede em Évora.

    Mantém o objetivo de promoção da música e da dança tradicional, enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio cultural e geracional, bem como os seus quatro pilares base: dança e música, voluntariado, comunidade e sustentabilidade.

    O Festival terá o seu ano zero neste lugar, num formato misto, entre a malha urbana e a natureza banhada pelas águas de Alqueva. Situada a cerca de 50km de Évora a 12km de Reguengos de Monsaraz, na bela aldeia alentejana do Campinho e com bons acessos, irá acolher a maior parte das atividades da programação do festival, que se irá estender ainda até ao grande Lago de Alqueva e às aldeias vizinhas de São Marcos do Campo e Cumeada.

  • Acerca de escolhas e de conflitos

    Acerca de escolhas e de conflitos

    Crónicas Avulsas


    Todos os dias e a toda a hora, a inevitável dinâmica da vida, a nossa e a dos outros com quem interagimos, confronta-nos com a necessidade de fazer escolhas: umas inofensivas, outras mais complicadas!

    Um exemplo simples: querendo nós perder algum do nosso peso em excesso, questionarmo-nos se cedemos à gulodice e comemos aquele apetitoso pastel-de-nata que grita por nós, acabadinho de sair do forno, de mais do que certo saborosíssimo recheio e de massa estaladiça ou, calçamos as sapatilhas e vamos explorar um ainda desconhecido trilho que atravessa algumas pitorescas aldeias da serra?

    Ao termos de escolher entre o pastel-de-nata ou a caminhada, estamos perante um conflito interior que temos de saber gerir. Haverá quem ceda ao pastel-de-nata, todavia, muitos outros calçarão as sapatilhas. Não há respostas certas de aplicação universal. As opções de cada um dependem da sua própria realidade: alguns terão difícil relação com a balança por serem irremediavelmente gulosos, outros, por problemas de saúde que lhes descontrola o funcionamento da tiróide. Com o avançar da idade e o acumular das gordurinhas que tendencialmente se distribuem de forma indiscreta, expondo proeminências inestéticas e indesejadas, teremos maior capacidade de resistir ao pastel mas, também menor mobilidade.

    O que importa reter é que a satisfação de um dos dois estímulos coincidentes em termos temporais tem como consequência a insatisfação do outro; esta circunstância cria alguma frustração mas, a caminhada da vida faz-se de escolhas.

    Este mecanismo que sustenta o processo das escolhas pessoais de cada um de nós perante os impulsos que a vida nos oferece, se o alargarmos a quem exerce funções de liderança, pessoa que deverá estar atenta às relações que se estabelecem entre diferentes indivíduos unidos por uma estrutura ou projecto comum, para que ele seja viável e tenha êxito, teremos de ter em consideração outras nuances.
    Desde logo, conciliar diferentes escalas de valores morais e éticos, assim como diferentes interpretações do mundo e da vida, diferentes “visões do mundo” próprias de diversas etnias ou origens culturais de quem faz parte da equipa liderada, considerando-as como contribuições de cada um para o fortalecimento do grupo.

    Caso não o faça, estarão criadas condições para gerar conflito entre os membros da equipa que lidera, o chamado conflito interpessoal, condenando o projecto comum a um eventual fracasso.

    Se um líder tiver as competências necessárias para gerir relações que resultam de diferentes sensibilidades, tem todas as condições para o sucesso e formar uma boa equipa: seja ela no plano desportivo, profissional ou, inclusivamente, na liderança de um país.

    Este texto foi escrito no rescaldo da inconcebível e inaceitável invasão do Capitólio, nos Estados Unidos da América, protagonizada por uma turba de gente fragilizada mentalmente por militâncias em diferentes organizações extremistas, religiosas e políticas, peões manipulados miseravelmente por um péssimo líder.

    Falo de um líder amoral, vaidoso e narcisista: alguém que acima de tudo quer cumprir a sua agenda pessoal; alguém que se quer esconder na função que exerce por pura cobardia; alguém que insiste em viver uma realidade alternativa; alguém que não reconhece a sua derrota democrática clara nas urnas por manifesta falta de estatura moral e ética; alguém que escolhe ser um miserável criador de ódios que dividem e lançam umas pessoas contra outras.

    O que une uma sociedade são as suas regras de funcionamento, criadas pelos seus representantes e aceites por todos, esse é o cimento que consolida todo o edifício: um líder suscitar o incumprimento dessas mesmas regras porque o resultado de uma eleição não lhe é favorável, significa que esse líder não tem condições para continuar a liderar.

    Este inqualificável líder com lugar garantido na história pelos piores motivos, que deveria assumir ser um símbolo unificador estruturante de uma nação tão importante à escala global, com a sua acção nefasta está a criar condições para um terceiro nível de divergência: o conflito intergrupal!

    Henrique Bonança
    VRSA – 9 de Janeiro de 2021

  • Quinta do Contrabando relança turismo do Guadiana em Huelva

    Quinta do Contrabando relança turismo do Guadiana em Huelva

    Integrando numa zona com cais próprio para aceder pelo rio Guadiana, na fronteira entre Portugal e Espanha avançará, segundo informa hoje o diário ABC de Sevilha, com a assinatura de M. Rosa Font.

    O novo projeto, situado em Sanlúcar del Guadiana, fronteiriço a Alcoutim, idealizado por uma empresa da província de Huelva para dar um impulso ao turismo rural, pretende ser marcado por altos padrões de qualidade e de serviços e colocar-se perfeitamente integrado no ambiente. A escolha do nome tem a ver com a história daquela povoação raiana e sua geminação com Alcoutim, porque recorda rotas antigas de bandoleiros e contrabandistas, no conceito de slow-life.

    O investimento total ronda os 550.000 euros. A empresa Predio Portil Servicios Imobiliários obteve, através do programa espanhol de apoio ao investimento turísticos das PME uma linha de financiamento de 45% para a fase de construção do projeto. O prazo de construção é de cerca de dez meses. Vai criar cinco postos de trabalho.

    Veja a reportagem original

  • Situação da Covid-19 em Tavira

    Situação da Covid-19 em Tavira

    No dia 7, há acrescentar mais uma morte de um cidadão Tavirense de 81 anos de idade com a doença, segundo o SAFEPLA52.

    Ontem, dia 8, o município registou mais um óbito por covid-19, uma senhora de 98 anos residente num lar da cidade perfazendo um um total de 6 falecimentos pela doença.

    Fica também registado o aumento de quase 40 casos de covid-19 fazendo os números passar a barreira dos 500 casos acumulados.

  • Uma árvore a falar pelas outras

    Uma árvore a falar pelas outras

    Kovács Jocó publicou no Facebook esta imagem que, de certa forma um protesto contra o abate que muitos cidadãos consideram radical das árvores plantadas na cidade de Vila Real de Santo António e que, de ceto modo, espelha a incompreensão dos cidadãos da cidade.

    A câmara municipal apresentou uma calendarização das intervenções no arvoredo urbano municipal, a qual decorreu entre 3 e 30 de Novembro do ano passado.

  • Violência no namoro em debate com Jimmy P

    Violência no namoro em debate com Jimmy P

    O objectivo é alertar comunidade juvenil para esta realidade abusiva vivida por muitos jovens, fazendo algumas perguntas sobre como prevenir, onde começa, como agir e procurando avancar uma resposta que alerte os jovens para os sinais de perigo no namoro!

    «Porque a violência no namoro começa desde cedo, na forma de pequenos sinais que muitas vezes passam despercebidos, é necessário alertar para esta problemática. “Amar-te e Respeitar-te”, é um projeto pedagógico de Jimmy P e a empresa Betweien que visa capacitar e dotar os e as jovens com ferramentas de diagnóstico e de prevenção de comportamentos agressivos nas relações de namoro, dos próprios e/ou dos seus pares», opina a estrutura das CPCJ.

    O projeto, para além do livro, compreende temas originais, musicados pelo Jimmy P, e uma peça de teatro, que é a adaptação das histórias do livro ao teatro. É direcionado aos alunos e às alunas do 3.º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário e pode ser apresentado pelas mais diversas organizações educativas, que trabalhem com este público, em diferentes modelos de apresentação.
     
    Este projeto beneficia ainda de uma parceria estratégica com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que possibilitou, entre outros aspetos, a disponibilização da Linha de Apoio da APAV no site do projeto, com o intuito de ser mais uma via de contacto e de pedido de ajuda.
     

  • Prémio de Nacional de Poesia António Ramos Rosa

    Prémio de Nacional de Poesia António Ramos Rosa

    O prémio foi instituído em 1999, para homenagear o Poeta nascido em Faro, que se sagrou com vulto maior do panorama poético nacional e internacional e é patrono da Biblioteca Municipal.

    A entrega das obras concorrentes terá de ser efetuada entre 7 de janeiro e 31 de março. São admitidas obras poéticas, em primeira edição, publicadas em 2019 e 2020. O júri vai ser composto pelo Nuno Júdice, Carina Infante do Carmo e Isabel Lucas.

    Já se realizaram sete edições, em 1999, 2001, 2007, 2009, 2015, 2017 e 2019, com o objetivo de promover o surgimento de novos poetas ou reconhecer o labor dos já consagrados.

    Em todas as edições mais de 50 obras foram submetidas a concurso, tendo sido atribuído a poetas de reconhecida excelência literária como Fernando Echevarria, Fernando Guimarães, Nuno Júdice, João Rui de Sousa, Luís Quintais, João Luís Barreto Guimarães e Gastão Cruz. É patrocinado pela Fundação Milénio BCP.

    A cerimónia de entrega do Prémio está prevista para setembro de 2021, no âmbito das comemorações do Dia da Cidade, em data a definir.

  • Vicente Campinas 110 anos do nascimento

    Vicente Campinas 110 anos do nascimento

    António Vicente Campinas, patrono da Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António, nasceu a 28 de Dezembro de 1910 em Vila Nova de Cacela, concelho de Vila Real de Santo António mas, devido a aspetos burocráticos da época, apenas foi registado em 8 de Janeiro de 1911.

    Com pouco mais de um ano a família, António Francisco Campinas e Maria Rosa fixou-se em Vila Real de Santo António. Teve o primeiro emprego na Tipografia Socorro, trabalhou como guarda-livros das firmas José Joaquim Capa, Raul Folque Flores e José António Rita. No Cine Parque de S. José foi violinista em bailes populares. A escrita e a Literatura foram sempre a sua grande paixão. Foi livreiro na Rua Teófilo Braga e em Faro. Em 1935, fundou e dirigiu o periódico Foz do Guadiana, em Vila Real de Santo António, colaborando de forma regular no importante semanário de crítica literária e artística “O Diabo”, desde a sua criação em 1934, até ao seu encerramento pela polícia fascista em 1940. Aos 10 anos, foi colaborador do Pim-Pam-Pum, suplemento juvenil do jornal O Século, já extinto.

    Como jovem escuteiro, organiza a angariação de mais de mil livros e funda a primeira biblioteca pública de Vila Real de Santo António, instalada na sede do Grupo de Escoteiros e, com o amigo António Bandeira Cabrita, nascido seis meses antes, aos 18 anos unificam os diversos sindicatos e fundam o Sindicato dos Trabalhadores da Terra e do Mar. Aos 19 anos transfere da Figueira da Foz, em conjunto com outros jovens vilarealenses, o quinzenário Jornal de Cinema do qual foi diretor. Em 21 de Janeiro de 1935, funda edita e dirige o jornal FOZ DO GUADIANA.

    Vicente Campinas primeiro e Nataniel Campinas, depois, autorizaram que este título pudesse ter alguma continuidade e FOZ -Guadiana Digital, sendo um projeto digital diferente, honra a memória deste vilarealense.

    Vicente Campinas acompanhou escritores com Alves Redol, Manuel da Fonseca e Fernando Namoras. Sofreu perseguições políticas, foi preso e esteve exilado em França, como trabalhando como terrasier , operário na cadeia de montagem da Panhard , valet de chambre, voltando mais tarde a guarda-livros. Se fosse hoje, Campinas entraria no rol daqueles que editam os seus livros e andam com eles debaixo do braço a fazer a distribuição, pois muitos saíram em edições do próprio autor, alguns sob pseudónimo. Quando exilado, começou por trabalhar como operário da construção civil e contabilista, até contactar o editor Arsénio Mota que o ajudou na carreira literária.

    Figura cimeira da corrente literária do neo-realismo português, foi autor de vastíssima obra, abrangendo vários géneros literários, da poesia ao romance, mas também novela e crónica. Alguns dos seus livros foram traduzidos em várias línguas. Autodidata de grande talento, tornou-se um escritor muito apreciado, vindo a ser citado em estudos universitários.

    A nota Biográfica de Vicente Campinas encontra-se amplamente desenvolvida pelo autor da antologia «Guardador de Estrelas», Gil Furtado, editado em 1994, pela câmara municipal de Vila Real de Santo António, presidida por António José Martins. A obra contou com o prefácio de Urbano Tavares Rodrigues.

    A obra

    Entre os seus trabalhos, contam-se:

    • Aguarelas (poesia), 1938
    • Recantos farenses (Livraria Campina), 1956
    • Lisboa, Outono (Livraria Ibérica), 1959
    • Preia-mar, poesias (Ed.do Autor), 1969
    • Reencontro, 1971
    • Escrita e combate – textos de escritos comunistas, 1976
    • Natais de exílio, 1978
    • Homens e cães (contos), 1979
    • Três dias de inferno, (Jornal do Algarve), 1980
    • Vigilância, camaradas (Jornal do Algarve), 1981
    • Gritos da fortaleza, (Jornal do Algarve), 1981
    • Putos ao deus-dará, 1982
    • Rio Esperança, Guadiana, meu amigo (Jornal do Algarve), 1983
    • Fronteira azul carregada de futuro (Ed.do Autor), 1984
    • O dia da árvore marcada (Nova Realidade), 1985
    • Fronteiriços (Nova Realidade), 1986
    • Ciladas de amor e raiva (Ed. do Autor), 1987
    • Segredo do meio do mar (Ed. do Autor), 1988
    • Mais putos ao deus-dará (Orion), 1988
    • O azul do sul é cor de sonho, narrativas, 1990
    • A dívida, os corvos e outros contos (em colaboração com Manuel da Conceição) 1992
    • Guardador de Estrelas, antologia, 1994

    Para além destes livros da sua lavra, participou em várias antologias de poesia, conto e prosa.

    Homenagens

    Em 1994, quando já se encontrava imobilizado e muito doente, a autarquia vila-realense prestou-lhe uma digna homenagem pública e o seu nome foi dado a uma artéria da cidade. Fez parte dessa homenagem a edição de uma antologia das suas obras, com o título «Guardador de Estrelas», com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues

    Em 2011, voltou a ser homenageado em Vila Real de Santo António, presidida por Luís Gomes, por ocasião do centenário do seu nascimento. A vida e obra do escritor foram evocadas numa cerimónia promovida pela Câmara Municipal, que decorreu na Biblioteca com o seu nome. As comemorações do nascimento de António Vicente Campinas começaram em 2010 com a inauguração de duas exposições na Biblioteca Municipal, mas prolongaram-se por todo o ano de 2011.

    A Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António teve patente duas exposições integradas nas comemorações do centenário do nascimento do escritor: uma mostra filatélica organizada pela Secção de Colecionismo dos Bombeiros Voluntários, bem como a exposição “Vicente Campinas – O Homem e o Escritor – 100 Anos”, organizada pela própria biblioteca e composta por documentos do escritor, notas manuscritas e diversos painéis explicativos. Foi também lançado um selo e um postal comemorativos do centenário do nascimento do escritor. E, por ocasião do 109ª aniversário do nascimento de Manuel Cabanas, a Liga dos Amigos da Galeria Manuel Cabanas levou a cabo um programa de comemorações que incluía Vicente Campinas, conterrâneo e amigo daquele outro ilustre vila-realense: “Manuel Cabanas e Vicente Campinas – Uma Relação de Amizade”. Em Abril, na Biblioteca Municipal, realizou-se uma palestra com Teresa Rita Lopes e Rui Moura (que musicou poemas de Vicente Campinas); e, por fim, em Setembro, teve lugar, também na biblioteca, uma tertúlia com familiares, amigos e conhecidos de Vicente Campinas.

    O historiador António Rosa Mendes 1954 – 2013, patrono do Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António tinha uma grande admiração pela obra de António Vicente Campinas e pela atenção ao pormenor de refletir as gentes que viviam e labutavam no ambiente de trabalho marítimo das fábricas e das pescas.

    Rosa Mendes ainda participou na homenagem prestada a Vicente Campinas, faz hoje precisamente dez anos, no auditório da Biblioteca Municipal que porta o seu nome. Tiveram um dos pontos altos no dia 8 de Janeiro de 2011, quando dezenas de pessoas encheram a sala de sessões da Biblioteca Municipal, para ouvirem o vereador José Carlos Barros e o historiador António Rosa Mendes falar sobre a vida e a obra do escritor vila-realense.