FOZ – Guadiana Digital

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  • Caminhada noturna na Mesquita com histórias de Medos

    Caminhada noturna na Mesquita com histórias de Medos

    No próximo sábado, dia 24 de julho, a partir das 21h30, na aldeia da Mesquita, concelho de Mértola realiza-se uma pequena caminhada noturna com histórias de “medos” dinamizada por Pedro Bravo e Rita Sales, seguida de uma sessão de observação de lua conduzida pela Dark Sky® Alqueva. A iniciativa integra a programação do projeto FUTURAMA – iniciativa Constelações e articula-se com a divulgação da oferta turística associada ao produto Dark Sky® no território de Mértola.

    O limite é de 20 participantes que devem ir munidos de lanterna e preparados para respeitar as normas de segurança DGS.

    Cartaz da iniciativa

  • Maratonista pelos direitos das crianças passa em Castro Marim e Azinhal

    Maratonista pelos direitos das crianças passa em Castro Marim e Azinhal

    O maratonista João Paulo Félix que se propõe superar os seus próprios limites a correr de forma simbólica, pelos Direitos das Crianças passa em Castro Marim no próximo sábado às 14:30 horas e pela Aldeia do Azinhal, no concelho, entre a 15:30 e as 16:00 horas, onde lhe será aposto o «carimbo de passagem» no passaporte pela CPCJ local

    Está a correr 2.222 Km, em 40 ultramaratonas e 40 dias de sensibilização pelas estradas na «Volta a Portugal a Correr pelos direitos das crianças»

    A Volta iniciou-se no passado dia 15 de julho, na Lourinhã, e terminará no dia 23 de agosto, no mesmo local.

    A iniciativa tem o apoio da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens e Criança e à qual se juntou a CPCJ de Castro Marim. João Paulo Félix partiu com o passaporte dos direitos da criança, que lhe foi entregue pela presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) nacional, Rosário Farmhouse, e em cada paragem, cada comissão concelhia “carimba” o passaporte pelos direitos das crianças.

    Ao longo da sua vida, João Paulo Félix já percorreu 7257 quilómetros por diversas causas.

  • Trinta mil toneladas  de madeira aguardam novo desastre

    Trinta mil toneladas de madeira aguardam novo desastre

    O problemas de financiamento da recolha e transporte atrasam uma retirada urgente e necessária se o objetivo é prevenir,. Caso contrário fica no terreno um bomba de retardador que sairá muito mais cara em termos de eventuais prejuízos resultantes de uma diferente calamidade.

    Até existe um compromisso para um protocolo entre o município e a tutela para para ser assegurado o transporte e cinco mil toneladas de madeira já cortadas e empilhadas ao longo de várias estradas da serra e a começaram a ser transportadas para a fábrica de produção de biomassa em Huelva, Espanha.

    O transporte financiado pela autarquia de Monchique e o acordo para as restantes 30 mil toneladas terá como base o protocolo assinado entre o município e a Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio.

    Sobra então sobre os problema económicos, de proteção civil e de saúde pública, a questão ambiental. As árvores que não são retiradas apodrecem e podem criar um problema fitossanitário capaz de prejudicar as outras espécies e atrasar o ciclo normal do corte.

    O presidente câmara municipal Rui André, ouvido pela agência Lusa, revelou que a autarquia decidiu avançar com os 45 mil euros necessários para transportar a madeira queimada, já recolhida, para uma fábrica em Espanha, porque o preço de compra deixou de cobrir os custos da operação.

    Claro que a autarquia não mas não tem capacidade para custear a totalidade da recolha. Além do mais foi encerrada inesperadamente a central de biomassa mais próxima, no Cercal do Alentejo, e há ainda o facto de o valor pago por outra fábrica em Setúbal, com o aumento do custo do transporte, deixar de compensar o trabalho dos madeireiros.

  • DRAP Algarve anuncia a aquicultores por telemóvel a qualidade da água

    DRAP Algarve anuncia a aquicultores por telemóvel a qualidade da água

    Assim vai ser o novo serviço que o projeto PrecisAqua se propõe a desenvolver e teve um financiamento atribuído no valor de 301.083€, correspondente a uma taxa de financiamento de 70%.

    MATEREOSPACE Lda é o Promotor deste Projeto, e os parceiros são Instituto Superior Técnico e NIVA – Norwegian Institute for Water Research. Este serviço de aquacultura de precisão com dados da água em tempo real e previsão tem como promotor a UNDERSEE – Matereospace, Lda. e parceiros o Instituto Superior Técnico, a NIVA – Norwegian Institute for Water Research.
    O financiamento EEA Grants é de 301.083,00€, para o financiamento total de 430.119,00€, ao abrigo do programa Crescimento Azul.

    Justificação

    As atividades tradicionais de monitorização de água, as operações com sensores ou os processos de manutenção e controlo são sobretudo manuais e influenciados pela experiência pessoal, o que normalmente se traduz numa baixa qualidade dos dados disponíveis.

    No sector da aquicultura, onde os níveis de qualidade da água são essenciais para manter o produto em excelentes condições para o consumo humano, esta é uma tarefa dispendiosa quer em tempo quer em dinheiro.

    Por outro lado, as previsões da qualidade da água ou são inexistentes ou demoram demasiado tempo para a maioria dos produtores de peixe mais tecnológicos podendo alguns episódios que afetam a produtividade não ser detetados, como a depleção de oxigénio ou o florescimento de algas.

    Este projeto visa o lançamento no mercado de um novo serviço/produto para o setor da aquacultura que, alegam os promotores permitirá o desenvolvimento de métodos produtivos mais eficazes e sustentáveis. Os utilizadores terão acesso a tempo real e previsões de temperatura das águas superficiais e níveis de concentrações de oxigénio dissolvidos para os próximos dias e alertas de possíveis eventos de depleção de oxigénio ou mesmo de florescimento de algas.

    O novo modelo de serviço permite aos aquicultores monitorizar e prever as mudanças na qualidade da água sem preocupações com a compra de equipamentos ou com a manutenção dos sensores.

  • Inferno em Monchique diz a Algarfuturo

    Inferno em Monchique diz a Algarfuturo

    «Infelizmente é o habitual: Calor = Incêndios em Monchique», sublinha a ALGFUTURO que diz ter acompanhado, estudado e proposto soluções, como aconteceu no último incêndio, do qual exibe fotos.

    «Tudo conhecido, mas poderes começam por demorar “séculos” a dar resposta às vítimas ou nunca dão. Medidas de fundo não há: Florestação ;- atração de população ; Incentivos a novas atividades; – Polos de vivência com serviços sociais comuns; Garantir limpezas das matas, recolha e aproveitamento de massa ardida;- Incentivos à reflorestação, etc., etc., etc.»

    Classifica como enorme a incompetência pública, sendo os bombeiros a sacrificar-se para salvar o que a incúria não preveniu. «A serra fica deserta de pessoas e vegetação, a água da chuva vai direta para o mar em vez de se infiltrar para recarga aquíferos, etc.. Mas nada: a causa é o asar!… Tão pequeno que é o Algarve é tudo litoral e turismo a caminho do colapso».

    Declaram-se solidários com a população, sempre com a esperança que, desta vez sem burocracias inventadas e sem falsas promessas, ajudem os prejudicados.

    «Nesta como noutras matérias querem quebrar-nos e calar a nossa voz, por todos os meios, mas nunca o conseguirão. Não baixaremos os braços, nem os nossos gritos de protestos», reiteram.

  • Festival do Território Hospitalário na raia de Serpa em Agosto

    Festival do Território Hospitalário na raia de Serpa em Agosto

    Ontem foi a presentação oficial do projeto, que com a presença da vereadora Odete Borralho, em representação da câmara municipal de Serpa, na localidade espanhola de Aroche.

    O Festival terá início em Aracena, com a «Muestra de Música Antigua Castillo de Aracena», de 4 a 8 de agosto, seguindo-se a «Noche de las Velas de Aroche», a 14 de agosto, e terminando no dia 21, em Serpa, com a iniciativa «Hospitalários em Serpa», que incidirá na realização de visitas teatralizadas baseadas na história da presença da Ordem do Hospital em Serpa.

    É uma iniciativa da Câmara Municipal de Serpa em parceria com os municípios espanhóis de Aracena e Aroche, e integra o projeto de turismo cultural “A Raia: Festival do Território Hospitalário”, no seguimento de nova candidatura no âmbito do fomento da cooperação transfronteiriça na Euroregião Andaluzia – Alentejo – Algarve, aprovada pela Junta da Andaluzia.

    A ação surge na continuidade do projeto iniciado em 2019, sob o título “Território Hospitalário: História Medieval da Raia”, que em 2020 deu origem à 1.ª edição do Festival Território Hospitalário, com o intuito de promover culturalmente esta região, através da sua história comum durante o período medieval, pretendendo consolidar a dinâmica de cooperação e a afirmação de uma agenda cultural comum.

  • Mértola reabre piscinas ao ar livre

    Mértola reabre piscinas ao ar livre

    As Piscinas Municipais descobertas irão reabrir a 20 de julho. Numa primeira fase e como medida preventiva, só para residentes e estudantes no concelho, considerando a evolução instável da pandemia COVID-19 no país. Para acesso basta na primeira utilização dos serviços da piscina apresentar o Cartão de Cidadão e comprovativo de morada ou o Cartão de Estudante para receber um cartão de acesso.

    Ainda no âmbito das medidas preventivas, referenciadas no Plano de Contingência aprovado pela Autoridade Local de Saúde (DGS),  a piscina terá as seguintes normas de utilização:

    • Capacidade máxima 75 utilizadores;
    • Horário de terça a domingo das 10h00 às 14h30 e das 15h30 às 20h00, com interrupção para higienização dos espaços;
    • Sem utilização das espreguiçadeiras;
    • Sombrinhas a disponibilizar – 12 (máximo 5 pessoas por sombrinha);
    • Obrigatório o uso de máscara nos acessos à piscina;
    • Obrigatório o cumprimento dos circuitos e das regras COVID disponibilizadas no local (distanciamento físico, medidas de higiene)
    • Interdita a utilização de boias, colchões e outros equipamentos excluindo os estritamente necessários para segurança das pessoas;
    • Interdita a utilização de vestiários.

    Em função da avaliação do funcionamento e evolução da situação pandémica, faremos, em articulação com a Autoridade Local de Saúde, as adaptações consideradas mais ajustadas.   autarquia pediu a melhor compreensão e colaboração no uso deste equipamento.

  • Parque do Vale do Guadiana em cogestão

    Parque do Vale do Guadiana em cogestão

    Foram hoje formalmente constituídas mais duas novas comissões de cogestão de áreas protegidas de âmbito nacional, informou o Munist+erio do Ambiente que diz apostar num modelo de gestão de proximidade, com os municípios a intervir na valorização territorial.

    As novas comissões abrangem por um lado o Parque Natural do Douro Internacional, nos municípios de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo e oParque Natural do Vale do Guadiana, nos municípios de Mértola e de Serpa.

    Neste momento, um total de dez áreas protegidas possuem comissão de cogestão. As outras são o Parque Natural da Serra de São Mamede – Arronches, Castelo de Vide, Portalegre e Marvão, Parque Nacional da Peneda Gerês – Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro, – Mondim de Basto e Vila Real, Parque Natural do Litoral Norte – Esposende), Reserva Natural das Dunas de São Jacinto – Aveiro), Reserva Natural das Berlengas – Peniche, Paisagem Protegida da Serra do Açor – Arganil) e Reserva Natural da Serra da Malcata – Penamacor e Sabugal.

    Segundo o ministério, estas comissões estão a ser criadas com o intuito de promover a participação de entidades relevantes das regiões na gestão das áreas protegidas, autarquias, instituições de ensino superior, organizações não governamentais, entre outras.

    Constituem-se como órgãos de administração e gestão, com responsabilidades específicas nos domínios da promoção, sensibilização e comunicação de cada área protegida.

  • Jerónimo de Sousa falou do Plano Ferroviário Nacional

    Jerónimo de Sousa falou do Plano Ferroviário Nacional

    Numa sessão de esclarecimento realizada em Bragança, Jerónimo de Sousa, secretário geral do PCP afirmou que «desde que este Governo está em funções há 6 anos, este é para aí o vigésimo anúncio da aquisição de comboios, mas por enquanto só chegou à CP algum material rebocado e em segunda mão. Uma pessoa mais distraída deve considerar que em Portugal existe um ritmo frenético de investimento na ferrovia. Infelizmente, não existe. Frenético só mesmo o ritmo de anúncios e promessas».

    E disse até que «foi impossível não reparar que para apresentar esta sua promessa, o Governo usou exatamente as mesmas palavras que um outro governo usou em 2009, quando a então anunciada compra de 102 comboios foi igualmente apresentada como «o maior investimento de sempre na aquisição de material circulante». Nem um foi comprado ainda. Esperemos que os 139 agora anunciados tenham melhor taxa de concretização».

    Referiu-se ao facto de o Ministro ter voltado a falar da construção de comboios em Portugal, relevando que «Tendo em conta que o PCP anda há anos a propor isso mesmo, deveríamos estar satisfeitos. Mas o problema com este Ministro é a prática».

    E esclareceu que os 22 comboios cujo contrato de aquisição já assinou vão ser comprados a uma empresa suíça e não são construídos em Portugal. Os 14 comboios para o Metro de Lisboa foram encomendados à mesma empresa e serão feitos em Espanha. «Assim não vamos lá. É preciso romper com este caminho».

    E apontou o que no entender do PCP deve ser feito: «Deixar de ir às compras como e onde a UE nos autoriza e organizarmos a produção em Portugal. Planificar a satisfação das necessidades nacionais de comboios a 15 anos. Programar o investimento necessário para o alcançar. Usar esse investimento para alavancar a reconstrução da construção de comboios em Portugal. Tal como na proposta que apresentámos ao País em março».

  • Naufrágio junto à Armona com salvamento de duas pessoas

    Naufrágio junto à Armona com salvamento de duas pessoas

    Elementos da Polícia Marítima e da Estação Salva-vidas resgataram duas pessoas, ontem, um homem e uma mulher idosa. O alerta foi dado cerca das catorze horas junto da Polícia Marítima. Os dois tripulantes se encontravam já na água, a tentar chegar à costa, tendo sido resgatados pela embarcação da Estação Salva-vidas. Por se encontrarem bem fisicamente, não foi necessária a prestação de assistência médica, segundo o comunicado da Autoridade Marítima Nacional.

    O naufrágio ficou a dever-se às condições meteorológicas que se faziam sentir no local, sendo a embarcação empurrado para a zona de rebentação da praia da ilha da Armona.

    O comando local da Polícia Marítima de Olhão tomou conta da ocorrência, pelo que será instaurado um inquérito para apurar as causas do naufrágio, tendo notificado o proprietário da embarcação para apresentar um plano de remoção da embarcação do local.

  • Dez horas por dia abrirá o posto médico da Mina de S. Domingos

    Dez horas por dia abrirá o posto médico da Mina de S. Domingos

    São 10 horas que representam cerca de 35 consultas, em contraponto com as cerca de 50 semanais em anterior período de funcionamento do Posto Médico, anunciou a câmara municipal e Mértola sobre o posto médico da localidade de Mina de S. Domingos.

    Depois de várias diligências, e após uma reunião realizada no passado dia 13 entre a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia de Corte Pinto e a ULSBA, existe agora um compromisso de dez horas de consultas pré-agendadas, num mesmo dia.

    «Na sequência do encerramento do Posto Médico da Mina de S. Domingos, importante resposta aos munícipes desta localidade e povoados vizinhos, o município desenvolveu em próxima colaboração com a Junta de Freguesia local, vários procedimentos para a sua reabertura. Inicialmente foi necessário adaptar o espaço às condicionantes da Covid 19, com obras adequadas. Posteriormente, por dificuldades por parte da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) em colocar pessoal, médico e auxiliar, esta unidade não mais reabriu», explica a autarquia sobre as diligências encetadas para manter em funcionamento aquele posto, antes do mesmo ter sido encerrado.

    Diz reconhecer as dificuldades em conseguir médicos nesta altura, e agradece por isso «os esforços da ULSBA, reconhecemos também que esta não é ainda a situação ideal, pelo que o objetivo é aumentar o período já anunciado, por forma a que todos os que pretendam consulta a possam obter em tempo adequado neste Posto Médico, e permitir que os utentes que tinham na médica que cessou funções a sua médica de família, possam transitar para outro médico, normalizando a situação, por forma a que todos possam ter médico de família designado».

  • Bloqueio a Cuba

    O movimento norte americano Black Lives Matter condenou «o tratamento desumano do governo dos Estados Unidos aos cubanos» e exortou «o presidente Joe Biden a levantar o embargo de décadas contra Cuba». Recorde-se que, nas Nacões Unidas, apenas o EUA e Israel são favoráveis à manutenção do bloqueio total de bens, serviços e transações financeiras.
  • S2H97 novo anticorpo de esperança

    S2H97 novo anticorpo de esperança

    Cientistas do laboratório do Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA, descobriram a existência de um super anticorpo S2H97que consegue dar combate a todas as variantes do coronavirus e, ao mesmo tempo, a toda a família destes vírus que tem infectado os seres humanos.

    Acreditar que é na ciência que reside a principal arma de combate tem nesta descoberta a confirmação de ser este o caminho seguro para livrar a humanidade de pragas e doenças. A descoberta foi publicada na revista Nature e está a ser amplamente divulgada pelos meios de comunicação social.

    Embora as notícias sejam animadoras quanto ao presente, nas medidas de combate à pandemia e produção de vacinas com base nesta descoberta, as autoridades de saúde de todo o mundo têm de reforçar o investimento nos sistemas de detecção e combate à doença como sugere a Organização Mundial de Saúde que defende uma mais célere vacinação global.

    JEC/Foz

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  • Plano Ferroviário Nacional será apresentado no Algarve

    Plano Ferroviário Nacional será apresentado no Algarve

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da Região do Algarve, em parceria com o Gabinete do Ministro das Infraestruturas e Habitação e com o Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), promovem na próxima segunda-feira, dia 19 de julho, pelas 15 horas, uma sessão de apresentação das bases do Plano Nacional Ferroviário, nos termos do programa anexo.

    O debate sobre o Plano Ferroviário Nacional (PFN), um instrumento que irá definir a rede ferroviária de interesse nacional e internacional realiza-se quando o ano assinalado como Ano Ferroviário Europeu avança. Com este plano, pretendem conferir «estabilidade e previsibilidade ao planeamento da rede ferroviária para um horizonte de médio e longo prazo».

    O setor dos transportes representa 25% das emissões de gases com efeito de estufa da União Europeia, fazem notar, enquanto o transporte ferroviário é responsável por apenas 0,4% dessas emissões. O setor dos caminhos-de-ferro é, em grande parte, eletrificado, tendo sido o único modo de transporte a reduzir consideravelmente as suas emissões desde 1990. «Este setor também pode desempenhar um papel significativo no âmbito do turismo sustentável».

    A adoção de um Plano Ferroviário Nacional está prevista no programa do XXII Governo Constitucional, que também estabelece como objetivos «levar a ferrovia a todas as capitais de distrito, reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Porto e promover melhores ligações da rede ferroviária às infraestruturas portuárias e aeroportuárias. Além desses, o PFN deverá assegurar uma cobertura adequada do território e a ligação dos centros urbanos mais relevantes, bem como as ligações transfronteiriças ibéricas e a integração na rede transeuropeia. Deverá ainda garantir a integração do modo ferroviário nas principais cadeias logísticas nacionais e internacionais».

    Os promotores da reunião lembram que, na Estratégia de Desenvolvimento Regional – Algarve 2030 destacam-se como muito relevantes a melhoria das ligações modais intrarregionais, em particular na ligação ao aeroporto internacional de Faro, bem como o desenvolvimento do estudo de ligação a Andaluzia, posição partilhada e recentemente reiterada por ambas as regiões através de manifesto assinado por associações empresariais e autarcas.

  • Festa da Ilha da Culatra é já Património Cultural Imaterial

    Festa da Ilha da Culatra é já Património Cultural Imaterial

    A inclusão na lista de Património Cultural Imaterial desta festa, caracterizada por uma procissão embarcada que faz o percurso entre a Culatra e Olhão, nasceu de uma proposta do ano de 2019 elaborada pela Associação de Moradores da Ilha da Culatra, um dos núcleos habitacionais das ilhas barreira da Ria Formosa, passou por um período de consulta pública de trinta dias.

    O anúncio da classificação da Festa em Honra de Nossa Senhora dos Navegantes da Ilha da Culatra no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial destaca a importância de que se reveste «esta manifestação do património cultural imaterial enquanto reflexo da identidade da comunidade envolvente», assim como a «sua profundidade histórica e evidente relação com outras práticas inerentes à comunidade».

    A festa em honra de Nossa Senhora dos Navegantes é realizada com uma procissão no primeiro domingo de cada mês de agosto, que começa com a retirada da imagem da padroeira da comunidade piscatória da Culatra da capela local para ser levada a bordo de uma embarcação de pesca, pela Ria Formosa, até Olhão. No cais de Olhão, a procissão marítima recolhe a imagem de Nossa Senhora do Rosário, a padroeira da cidade, e inicia o regresso à Culatra, onde se realiza depois uma procissão pelas ruas do núcleo piscatório e uma missa.

    Apesar da festa celebrar a Senhora dos Navegantes não se considera meramente religiosa, mas toda uma manifestação cultural em si, – a Festa da Ilha.

    JEC/FOZ – Foto cortesia do Jornal do Algarve

  • A vila pombalina vista de Espanha

    A vila pombalina vista de Espanha

    Foto de José Luiz Rua Nascer

  • Empresárias portuguesas e andaluzas unidas numa viagem aos sentidos

    Empresárias portuguesas e andaluzas unidas numa viagem aos sentidos


    Através de uma parceria «Intrepida» é apresentado um convite para descobrir recantos do Alentejo guiados por Mar Villalba, de Mi Ruta, seguindo-se uma degustação de uma seleção de Queijos Doñana com Ana Rocío Lepe, que são uma amostra do potencial das regiões que fazem parte de Portugal e de Espanha.

    Numa altura do ano em que se começa a renovar a vontade de redescobrir novas paisagens e sabores, ainda que próximos, a Fundación Tres Culturas apresenta a primeira parceria entre empresárias de Portugal e de Espanha. É uma ideia inovadora que se baseia na união e no apoio entre as empresárias dos dois países.

    A parceira encontra-se entre os muitos resultados positivos extraídos do último fórum de trabalho INTREPIDA plus, realizado em outubro de 2020 em Sevilha e que foi organizado pela Fundación Tres Culturas, líder do projeto. Nessa ocasião e apesar das circunstâncias, mais de 70 empresárias das oito províncias da Andaluzia conviveram durante dois dias consecutivos com outras empresárias do Algarve e do Alentejo.

    A Fundación Tres Culturas del Mediterráneo coordena o projeto INTREPIDA plus, uma iniciativa do programa Interreg VA Espanha-Portugal (POCTEP) que promove projetos de cooperação transfronteiriça, com o apoio da União Europeia.

    O projeto INTREPIDA plus centra o seu foco no empreendedorismo das empresárias que desenvolvem a sua atividade na Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, com o intuito de potenciar a sua internacionalização e visibilidade em novos mercados.
    Este guia turístico digital é gratuito e está disponível nos idiomas português e espanhol.

    Mais que um convite

    Na verdade, para as empresárias da Andaluzia, trata-se de algo mais do que um convite para descobrir, como turistas de Espanha, as belas paisagens e lugares de interesse que, uma pequena parte dos portugueses têm. A informação que Mar Villalba, da Asociación Mi Ruta Responsable, foi compilando durante os quatro dias em que viajou, sozinha, combina dados práticos e conselhos para os viajantes além de recomendações, ao mesmo tempo que incentiva o uso de carros elétricos como uma opção de transporte sustentável e respeitosa com o meio ambiente.

    É importante, dizem as senhoras, notar que o guia é um relato íntimo em que se visita o interior de uma seleção de empresas geridas por mulheres, onde se evidencia o papel que muitas mulheres desempenham em muitos casos, como as seguidoras de tradições empresariais que, de outra forma, talvez pudessem ter sido perdidas.

    Ao mesmo tempo que, como mães, esposas, cuidadoras, companheiras e, em definitivo, como cidadãs, essas empresárias contribuem para fixar a população em lugares afastados dos grandes centros urbanos e assim, ajudam a combater o despovoamento das áreas rurais, uma preocupação partilhada quer por Portugal quer por Espanha.

    Além disso, essas empresas demonstram o desejo de inovar e de apostar em produtos de qualidade, com serviços personalizados que animam a um desfrute tranquilo e ao deleite. Entre as empresárias e os negócios, destacam-se: Catarina Machado da Mercearia de Marvão em Marvão, Ana Paula Leitão da Água Mole em Cabeço da Vide, Paula Carvalho de Descubra o Alentejo e Ana Isabel Pereira da Horta do Muro, ambas em Campo Maior. Por outro lado, no Distrito de Évora onde Eduarda Tavares da Courela do Zambujeiro em Redondo, Manuela Marques da Olaria Bulhão em S. Pedro do Corval, várias empresárias de Arraiolos como Maria do Céu Na Sombra do Alentejo, Isabel Diogo da Sempre Noiva, Joana Garcia da Queijaria do Monte da Vinha e Teresa Barrocas do Moinho de Pisões. Em Évora, Ana Rita Guerreiro do Alentejo Natural, Isabel de Mello da Quinta da Espada e Delfina Marques da Capote’s Emotion, que além é também Vice-Presidente do NERE (Núcleo Empresarial da Região de Évora), por sua parte, também sócio no projeto INTREPIDA plus.
    Um exemplo destas empresárias que continuam com a tradição e que desenvolvem o seu trabalho nas zonas rurais da Andaluzia, é Ana Rocío Lepe, natural de Bonares na província de Huelva, Espanha, que em nome da empresa Quesos Doñana selecionou cinco variedades de queijos para uma degustação orientada por ela própria, para depois da apresentação do guia digital do Alentejo, na sede da Fundación Tres Culturas, em Sevilha, Espanha.

    Os rebanhos caprinos da empresa familiar Quesos Doñana, alimentam-se das pastagens que crescem às portas do Coto de Doñana, um lugar privilegiado pela sua flora e fauna, um ecossistema único em muitos aspetos. Desde 2005 que começaram a produzir queijos artesanais desde zero, a partir de leite cru e pasteurizado dos seus próprios rebanhos. Entre as suas marcas, a produção artesanal destaca-se sobre a produção industrial. Em menos de dez anos, até ganhou 40 prémios, incluindo duas medalhas de ouro do World Cheese Awards, competindo com mais de 3.000 queijos de 35 países dos cinco continentes. No entanto, nas palavras de Ana Rocío Lepe, «os prémios são necessários porque ajudam a continuar a acreditar no seu trabalho quotidiano, mas, o reconhecimento das pessoas que regressam à loja é a melhor recompensa que se mantém a longo prazo». Sem dúvida que a fé no projeto empresarial e no trabalho constante, são os ingredientes que garantem a continuidade e o sucesso de uma empresa que começou com um volume de negócios de 100.000 euros e que triplicou no seu quarto ano de existência. Os seus queijos utilizam apenas 15% do leite de cabra utilizado na Andaluzia. O leite que os queijeiros andaluzes não utilizam é exportado para países como a França.

    Como acontece em Espanha e Portugal, é necessário um maior convencimento da qualidade e das possibilidades dos nossos próprios produtos. Esta empresa também permite a sobrevivência de raças de gado autóctones como a cabra Rubia Costeña, típica da Serra de Huelva, Andaluzia, também muito apreciada pelo seu leite. Ana Rocío Lepe declarou que se sente «orgulhosa de valorizar o produto da sua terra e assim contribuir para a economia local».

    Neste encontro INTREPIDA, que foi transmitido na plataforma de zoom digital, nas redes sociais da Fundação Tres Culturas e presencialmente, permitiu aos participantes poderem degustar de cinco variedades de queijos com diferentes combinações de texturas e de sabores diversos, que vão do doce ao picante, queijos como entrada ou de sobremesa, entre tantas outras possibilidades, com destaque para os queijos de cabra e ovelha com sabores.

    A Fundación Tres Culturas del Mediterráneo é a Beneficiária Principal do projeto INTREPIDA plus, juntamente com os seguintes parceiros de Espanha e Portugal: Mancomunidad Condado de Huelva, Diputación de Huelva, Núcleo de Empresários da Região de Portalegre (NERPOR), Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE) e do Município de Faro. O projeto INTREPIDA plus tem financiamento europeu do programa INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP).

    JEC/Foz

  • Recibos verdes sem aumento do apoio na pandemia

    O Tribunal Constitucional chumbou o aumento do apoio aos trabalhadores independentes decidido pelo Parlamento. O diploma, aprovado na Assembleia da República e promulgado pelo Presidente da República foi recusado porque o TC considera que os deputados não podem aprovar medidas que constituam aumento da despesa fora do Orçamento de Estado. O Governo tinha invocado a inconstitucionalidade da medida. O artigo chumbado que teria maior impacto orçamental é o que determina que os apoios à redução de atividade dos independentes devem ter em conta a quebra de faturação registada em comparação com 2019 (e não com o ano anterior), gerando, por isso, um subsídio mais alto.

  • A pupia

    A pupia

    O BOLO

    Na nossa dieta andevalenha quase que não pode faltar, para o café da manhã e lanches o característico pãozinho de gordura ou manteiga, elaborado com a simplicidade de mãos artesanais que adquiriram o costume que deixassem os séculos como boa herança; pequena iguaria que nas mesas dos mineiros ou no campo é um elemento alimentício de valor capaz de suportar as longas intempéries de qualquer manhã de inverno.

    As crianças gostam de pãozinho e mastigam-no com prazer e devagar como querendo que não se lhes acabe; as mulheres acham primordial, guardam-no com excesso de cuidado na bolsa, oferecem-no com esmero e fazem-lhe o seu rito devocional de mães ou esposas; os mais velhos querem o toque da sua ternura e degustam-no molhado no café, simbolizando a necessidade de mais ternura e mais sabor.

    Faz-se com sabedoria, como se fazem as coisas que nos sustentam a vida e nos livram da fome e se come com paixão. O pãozinho é redondo como um pequeno universo e não tem fim.

    Ramon Llanes. 15 julho de 2021.
  • Espanha prepara planos contra inundações no Guadiana

    Espanha prepara planos contra inundações no Guadiana

    A Confederação Hidrográfica do Guadiana submeteu a informação pública, durante um período de três meses, a documentação correspondente à “Proposta de plano de gestão do risco de inundação”, no valor de 153 milhões de euros, entre 2022 e 2027.

    As inundações em Espanha constituem o risco natural que causa maiores danos, tanto em perda de vidas humanas e danos materiais que têm ocorrido ao longo do tempo e este organismo da vizinha Espanha que atua na bacia do Guadiana entende que o combate aos seus efeitos passa pela implementação de soluções estruturais e não centradas na prevenção, protecção e preparação. 

    Destaca os planos de Protecção Civil e a implementação de sistemas de alerta precoce ( 12,85 milhões de euros), bem como a recuperação de rios e margens (53,33 milhões de euros), e a melhoria da continuidade fluvial, transversal, longitudinal e sedimentar (59,33 milhões de euros).  

    As autoridades costeiras competentes e as autoridades de proteção civil estabelecem objetivos de gestão de risco de inundação para cada Área de Risco Potencial de Inundação Significativa (ARPSI), concentrando sua atenção na redução das potenciais consequências adversas das inundações para a saúde humana, meio ambiente, patrimônio cultural, atividade econômica e infraestrutura.

    O ARPSI foi determinado durante a revisão e atualização da Avaliação Preliminar de Risco de Inundação (EPRI), aprovada em 12 de abril de 2019. Junto com os mapas de perigo e de risco de inundação, relatados pelo Comitê de Autoridades Autoridades Competentes do Distrito da Bacia Hidrográfica em 17 de março , 2020, constituem a informação fundamental em que se baseiam os PGRIs.