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Passadeira Inteligente na Estrada de Quarteira
A Inframoura concluiu a instalação de uma passadeira inteligente na estrada de Quarteira, numa área identificada como prioritária em termos de segurança rodoviária para peões., segundo o diário PlanetAlgarve. O novo sistema tem como objetivo promover uma mobilidade urbana mais segura através da utilização de tecnologia avançada.
A passadeira inteligente utiliza um sistema de iluminação LED de alta intensidade que é ativado automaticamente durante a noite. Uma célula crepuscular distingue entre dia e noite, garantindo que a iluminação só é acionada quando necessário, otimizando o consumo de energia.
O sistema incorpora um sensor de movimento com tecnologia PIR (presença e infravermelhos) que realiza uma dupla leitura para aumentar a precisão na deteção de peões. Ao identificar a presença de um peão na área de acesso à passadeira, a iluminação é ativada, destacando visualmente a faixa e alertando os condutores.
“A intensidade luminosa dedicada à passadeira cria um contraste claro com o ambiente envolvente, chamando a atenção dos condutores e promovendo uma condução mais cautelosa,” informou a Inframoura em comunicado. “Esta solução permite que o condutor visualize com nitidez os limites da passadeira, enquanto incentiva o peão a atravessar na zona segura.”
A escolha da estrada de Quarteira para a instalação da passadeira inteligente demonstra o compromisso da Inframoura em priorizar a segurança dos cidadãos em locais críticos. Esta iniciativa representa um passo na estratégia de modernização da infraestrutura urbana, em consonância com os princípios de sustentabilidade, inovação e bem-estar da população.
“A segurança rodoviária é uma responsabilidade coletiva, e a tecnologia pode ser uma aliada poderosa nesse esforço,” afirmou a administração da Inframoura. “Esta passadeira inteligente é um exemplo claro de como a inovação pode salvar vidas e melhorar a qualidade do espaço público.”
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Granja tem largo 25 de Abril
Decorreu no passado dia 23 de agosto, a inauguração do Largo 25 de Abril na freguesia de Granja, uma obra com um custo de aproximadamente 90 mil euros, executada pelo Município de Mourão e com a participação a nível da fase do projeto da própria freguesia.
Este espaço, há muito desejado por todos os fregueses, que agora se encontra reabilitado e renovado, está atualmente dotado de melhores condições de comodidade e segurança para usufruto de todos, nomeadamente, zona verde, bancos, pavimentação, iluminação, entre outros.

A cerimónia de inauguração contou com diversas personalidades do concelho, nomeadamente o presidente da Câmara Municipal de Mourão, João Fortes e o presidente da Junta de Freguesia de Granja, Felizardo Aranha, que enalteceram a importância desta obra para a comunidade e para os visitantes.
No decorrer do evento, houve também espaço para os três grupos corais residentes, Grupo Coral da Granja, Granjarte e Flores de Abril entoarem o poema e canção de José Afonso, “Grândola, Vila Morena”.
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A Aldeia Medieval de Castro Marim regressa no tempo
A 27.ª edição dos Dias Medievais em Castro Marim começa esta quarta-feira, dia 27 de agosto, e prolonga-se até domingo, 31 de agosto. A vila do Baixo Guadiana transforma-se numa autêntica aldeia medieval para cinco dias de recriação histórica, com centenas de espetáculos e a participação de mais de 40 grupos de animação e mais de 500 figurantes.O Castelo de Castro Marim será o epicentro da festa, servindo de palco para espetáculos de esgrima, torneios a cavalo, música, teatro de rua e recriações de combates. Nos terrenos do castelo, os visitantes poderão encontrar a maior mostra de ofícios da Idade Média, com dezenas de artesãos a demonstrar técnicas tradicionais como a olaria, a ferraria e a tecelagem. As tabernas, repletas de iguarias da época, prometem uma viagem gastronómica no tempo.
O programa deste ano inclui o desfile diário de um cortejo histórico pelas ruas da vila, com a participação de mais de 500 figurantes, incluindo cavaleiros, nobres, bobos da corte, monges e mercadores. A recriação do cerco mouro ao castelo, marcada para a noite de sábado, é um dos pontos altos do evento, com uma grandiosa batalha simulada.
A organização espera que o evento atraia mais de 70 mil visitantes, um aumento em relação aos anos anteriores, em parte devido à aposta em novos espetáculos e em maior número de animação de rua. O presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, destaca que os Dias Medievais são um dos principais cartões de visita da região, unindo cultura, história e turismo.
Um Olhar para o Passado dos Dias MedievaisOs Dias Medievais em Castro Marim nasceram em 1997 com o objetivo de celebrar a rica história da vila, que desempenhou um papel crucial durante a reconquista cristã e foi a primeira sede da Ordem de Cristo em Portugal. Desde a sua primeira edição, o evento tem crescido exponencialmente, transformando-se num dos maiores e mais importantes festivais medievais da Europa.
As primeiras edições focavam-se principalmente nas recriações históricas no Castelo de Castro Marim e em pequenas feiras de artesanato. Com o passar dos anos, o festival expandiu-se para o centro da vila, incorporando mais espetáculos, animação de rua, e uma maior variedade de artesanato e gastronomia. A introdução de espetáculos pirotécnicos e torneios de cavaleiros a grande escala contribuíram para a fama do evento.
Em 2012, o festival sofreu uma grande alteração, passando a incluir uma componente educativa mais forte, com oficinas para crianças e workshops de ofícios medievais. Nos últimos anos, a aposta tem sido na autenticidade, com a participação de grupos de recriação histórica de renome internacional e na valorização dos produtos locais e da gastronomia algarvia.
A pandemia de COVID-19 interrompeu o festival em 2020 e 2021, mas o seu regresso em 2022 foi triunfal, demonstrando a resiliência do evento e o desejo do público em reviver as suas tradições. Hoje, os Dias Medievais são um evento de referência que atrai visitantes de todo o mundo, consolidando Castro Marim como um destino de excelência para o turismo cultural e histórico.
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Festival de Acordeão 2025 em Giões
Na sede da Associação Grito d’Alegria, em Giões, houve talento e emoção com o Festival de Acordeão 2025, numa noite marcada pela mestria deste instrumento, símbolo de identidade cultural, com artistas que encantaram o público com ritmos e sonoridades únicas. -

Vila Real de Santo António lidera na Aquacultura Nacional
O investimento estratégico de 10 milhões de euros da Seaculture, empresa pertencente ao Grupo Jerónimo Martins Agro-Alimentar, solidificou a posição de Vila Real de Santo António como líder no setor da aquacultura nacional.
A unidade de produção, localizada no concelho, foi visitada pelo executivo municipal, que se inteirou do projeto, considerado o maior de produção offshore em Portugal, o qual representa um importante polo de dinamização económica para a região.
A operação da Seaculture já gerou 64 postos de trabalho no concelho com a integração de tecnologia avançada com práticas sustentáveis, visando a «produção de pescado de alta qualidade».
Segundo informa a autarquia, este investimento «demonstra o compromisso do município no apoio a projetos estratégicos que impulsionam o desenvolvimento económico e a criação de emprego qualificado» e o investimento reforça a economia local ao criar emprego qualificado. Para o presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo, «demonstra a aposta do concelho na valorização dos recursos marinhos».
A unidade de produção aponta como meta atingir uma produção de 1.500 toneladas de dourada e robalo em 2025, com planos de expansão para 3.500 toneladas anuais a partir de 2027.
A infraestrutura inclui, para além da produção em mar aberto, armazéns, escritórios e uma unidade de acondicionamento em terra, no espaço da Docapesca.
O sistema permite que o pescado capturado ao largo de Vila Real de Santo António seja distribuído para os supermercados da cadeia Jerónimo Martins em todo o país num prazo máximo de 24 horas, garantindo a sua frescura.
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Polícia Marítima em fiscalização nas Cabanas de Tavira e Quatro Águas
Os elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Tavira realizaram na tarde, 21 de agosto, uma ação de fiscalização dirigida à prática da condução de embarcações sob o efeito do álcool, na zona de Cabanas de Tavira e de Quatro Águas.
Durante a ação de fiscalização, os elementos da Polícia Marítima realizaram cerca de duas dezenas de testes de alcoolemia aos mestres de embarcações de transporte de passageiros, entre as quais de tráfego local, marítimo-turísticas e táxis, não tendo sido registados valores superiores aos previstos por lei.
Estiveram empenhados nove elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Tavira, apoiados por duas viaturas e uma embarcação.
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Enfermeiros no Algarve denunciam a falta de profissionais
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) lançou uma campanha de denúncia das condições de trabalho dos enfermeiros no Algarve, com início nesta segunda-feira, 25 de agosto.
A iniciativa, denominada “A nossa vida não tem horas extraordinárias”, visa alertar para o défice significativo de enfermeiros na região e o impacto que isso tem na qualidade dos cuidados de saúde prestados.
A campanha, que se estenderá por toda a semana, pretende evidenciar a escassez de profissionais de enfermagem nos hospitais e centros de saúde do Algarve. Segundo o SEP, o rácio de enfermeiros por mil habitantes na região é de 4,8, contrastando com a média de 9 na OCDE. O sindicato estima que o Algarve necessite de cerca de 1500 enfermeiros adicionais para suprir as necessidades da população.
“Estes números são alarmantes e refletem a enorme carência que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) enfrenta,” afirma o SEP em comunicado. A falta de enfermeiros, segundo o sindicato, leva a situações de exaustão e burnout entre os profissionais, comprometendo a qualidade dos cuidados de saúde.
A situação já havia sido denunciada durante a greve regional de 7 de agosto, onde enfermeiros relataram a dificuldade de garantir a dignidade e segurança dos pacientes devido ao elevado número de doentes com graus de dependência elevados para um número reduzido de profissionais.
O SEP lamenta que, após a greve, o problema se tenha agravado com a saída de enfermeiros com contratos por tempo indeterminado, muitas vezes substituídos por profissionais em regime de prestação de serviços.
Ao longo da semana, os enfermeiros e o SEP realizarão ações de contacto com a população e outros profissionais de saúde nas unidades do SNS no Algarve. A campanha inclui visitas aos hospitais de Portimão e Faro, bem como a diversos centros de saúde, onde a falta de enfermeiros será denunciada.
*Programação da Campanha:
* **25 de Agosto:** Hospital de Faro, Centro de Saúde de Faro e contacto com a população na praia de Faro.
* **26 de Agosto:** Centro de Saúde de Vila Real de Santo António e Tavira, contacto com a população em Monte Gordo.
* **27 de Agosto:** Centro de Saúde de Albufeira, Quarteira, Loulé e distribuição de panfletos no calçadão de Quarteira.
* **28 de Agosto:** Centro de Saúde de Lagos, Vila do Bispo, Aljezur e contacto com a população na praia da Salema.
* **29 de Agosto:** Centro de Saúde de Portimão, Hospital de Portimão e distribuição de panfletos na Praia da Rocha.O SEP espera que esta campanha de denúncia sensibilize a população e as autoridades para a necessidade urgente de reforçar o quadro de enfermeiros no Algarve, garantindo assim melhores condições de trabalho para os profissionais e cuidados de saúde de qualidade para a população.
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Dessalinizadora do Algarve terá nova parceria
A construção da controversa dessalinizadora do Algarve, um projeto crucial para aumentar a resiliência hídrica da região, avança apesar das alterações na sua estrutura societária e no seu financiamento.
A GS Inima, parceira da Aquapor no consórcio responsável pela construção da unidade, está em processo de aquisição por um grupo sediado nos Emirados Árabes Unidos. Esta mudança reforça o caráter internacional do investimento na infraestrutura, orçada em mais de 100 milhões de euros.
Apesar da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que retirou o apoio financeiro anteriormente previsto para o projeto, o governo português assegura que a construção da dessalinizadora prosseguirá sem interrupções.
Segundo declarações de Cristóvão Norte, presidente do PSD Algarve, “O relevante é a execução deste investimento estruturante, independentemente da origem dos fundos.”
O governo comprometeu-se a anunciar em breve a nova fonte de financiamento, garantindo que o projeto seja concluído até 2026.
O consórcio, composto pela Aquapor, GS Inima e Luságua, planeia utilizar tecnologia de osmose inversa para a dessalinização, combinada com a produção de energia renovável para garantir uma operação sustentável.
A capacidade inicial da dessalinizadora será de 16 milhões de metros cúbicos de água potável por ano, com potencial para expansão até 24 milhões de metros cúbicos nos anos seguintes.
Esta produção poderá corresponder a cerca de 20% do consumo urbano atual da região do Algarve.
./com Perplexity
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Fatacil abre portas em Lagoa
História da FATACIL
A FATACIL (Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa) teve início em 1980 como a Feira Regional de Lagoa, tendo sido considerada uma iniciativa pioneira no setor empresarial do Algarve numa altura em que o turismo começava a despontar como o principal motor económico da região. Fui testemunha desses primeiros passos e da controversa que desencadeou.
A primeira edição foi modesta, organizada pela Assembleia Municipal e Junta de Freguesia de Lagoa, contando com apenas 11 expositores e cerca de 1.500 visitantes. Em 1981, o evento passou a ser denominado FATACIL, nome que se mantém até hoje[1][2][3].
O recinto da feira, junto à EN125, foi crucial para o seu sucesso imediato. Nas décadas seguintes, a FATACIL afirmou-se como uma das maiores feiras do Sul de Portugal, sendo atualmente uma das maiores montras de atividades económicas do país.
O número de expositores cresceu para mais de 700 e já ultrapassou os 200 mil visitantes por edição, assumindo-se como uma plataforma prestigiada para negócios, promoção de marcas, produtos e serviços tanto para residentes como para turistas que visitam o Algarve no verão[1][2][3].
Críticas e Sucessos até à Afirmação
Ao longo dos anos, a FATACIL superou várias dificuldades iniciais, como limitações logísticas (os expositores tinham de construir os próprios pavilhões nas primeiras edições) e a necessidade de adaptar constantemente o recinto e as ofertas à crescente procura do público.
O certame evoluiu para integrar animação de rua, espetáculos musicais, dança, exposições e demonstrações de diversas áreas, fortalecendo o seu prestígio e capacidade de atrair multidões[1][3].
As críticas geralmente recaem sobre a gestão das instalações, circulação e qualidade dos serviços de restauração durante o evento. Contudo, os sucessos acumulados, como o aumento consistente de expositores e público, melhorias na fluidez das bilheteiras e no estacionamento, consolidaram o evento como referência do verão algarvio[4].
FATACIL como Certame de Referência
Desde finais dos anos 80, a FATACIL tornou-se a maior feira de atividades económicas do Sul do país e uma referência incontornável no calendário nacional de eventos e certames. Em quatro décadas, evoluiu de uma pequena feira regional para uma montra nacional de artesanato, gastronomia, comércio, indústria e cultura, ultrapassando os quatro milhões de visitantes cumulativos[1][3].
Novidades da Edição 2025
- Datas: Realiza-se entre os dias 22 e 31 de agosto de 2025, diariamente das 18h00 à 01h00, no Parque Municipal de Feiras e Exposições de Lagoa[5][6].
- Palcos e Animação: Vários palcos temáticos (Lagoa, Algarve, FATACIL), picadeiro e animação de rua, com aposta reforçada na música, dança de ranchos folclóricos e concertos dos maiores artistas portugueses.
- Espetáculos Equestres: Programação diária no picadeiro, com cavaleiros convidados e momentos especiais a partir das 21h00.
- Novidades Musicais: O Palco Algarve terá “Sunset” com DJ às 18h00, música às 20h30 e espetáculo ‘Fora D’Horas’ à meia-noite. O Palco Lagoa oferece música mais intimista para jantares em família, do Fado aos Cantares e acordeão.
- Ação Especial: Participação dos Paraquedistas do Exército Português (Falcões Negros) na inauguração, com salto em queda livre.
- Experiência única: Regresso do Balão de Ar à FATACIL, permitindo subidas panorâmicas nos dias 29, 30 e 31[6].
- Demonstrações da GNR: Demonstrações Cinotécnicas, junto à entrada principal, nos dias 22, 26 e 31 de agosto.
- Restaurantes: A restauração estará toda concentrada em duas zonas, junto aos palcos Lagoa e Algarve, exceto o restaurante de apoio ao picadeiro.
- Bilhética: Bilhetes disponíveis online (BOL) e em diversos pontos físicos, com bilheteiras locais abertas entre as 18h-00h[6][7].
A FATACIL mantém-se como ponto de encontro de negócios, cultura, lazer, gastronomia e animação, representando o que de melhor o Algarve e Portugal têm para mostrar, num ambiente festivo que une tradição e inovação[1][2][5][6].
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Eurocidade do Guadiana Lança Fase de Participação Cidadã
A Eurocidade do Guadiana, Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, iniciou um processo de participação cidadã com o objetivo de recolher contributos e perspetivas dos habitantes de Ayamonte (Espanha), Castro Marim e Vila Real de Santo António (Portugal) sobre propostas de planeamento e melhorias para o território transfronteiriço que estes municípios partilham.
A iniciativa visa envolver ativamente a população no processo de desenvolvimento e planeamento territorial sustentável da região, com vista a transformar a fronteira numa oportunidade de crescimento.
Para facilitar esta participação, foram implementadas diversas ferramentas, incluindo:
* Uma plataforma digital interativa.
* Questionários e inquéritos abertos.
* Conteúdo informativo nas redes sociais.
* Um “muro criativo” digital para expressão de ideias.Estas ações serão complementadas nas próximas semanas com a realização de workshops presenciais e a participação de grupos específicos da comunidade.
O projeto-piloto, denominado “Eurocidade do Guadiana: Planeamento territorial sustentável 2030”, está inserido na iniciativa Resilient Borders, financiada pela União Europeia, com o apoio da Mission Opérationnelle Transfrontalière (MOT) e da Associação de Regiões Fronteiriças da Europa (ARFE). O objetivo principal é transformar a Eurocidade do Guadiana numa referência europeia em planeamento transfronteiriço, fortalecendo a cooperação entre os municípios e convertendo a fronteira numa oportunidade de desenvolvimento sustentável. Espera-se que este projeto abra novas vias para financiamento de infraestruturas e investimentos na região.
Durante mais de um ano, equipas de urbanismo, ordenamento do território e cooperação transfronteiriça dos três municípios têm trabalhado em conjunto com a equipa técnica da Eurocidade do Guadiana no desenvolvimento de planos conjuntos, alinhados com a visão europeia de resiliência, superação de crises e minimização das barreiras resultantes da localização fronteiriça.
Os projetos-piloto a serem avaliados pelos cidadãos abrangem áreas como mobilidade e conectividade transfronteiriça, economia azul, conservação ambiental, assistência social, logística e produtividade. A iniciativa também se concentra no planeamento territorial e no aprofundamento do conhecimento sobre a região.
A Eurocidade do Guadiana apela ativamente à participação dos cidadãos, enfatizando que a adequação das soluções propostas às necessidades locais depende da contribuição do maior número possível de pessoas. Convida os interessados a dedicarem tempo a conhecer as ideias apresentadas e a participarem nas ações, como o preenchimento de questionários online.
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Razões para não apanhar conchas na praia
A remoção de conchas marinhas das praias, aparentemente inofensiva, pode causar impactos ambientais consideráveis nos ecossistemas costeiros, alertam especialistas. A prática, comum entre turistas e visitantes, afeta a biodiversidade, a estabilidade das praias e o ciclo de nutrientes essenciais para a vida marinha.
Um dos principais impactos da retirada de conchas é a diminuição da biodiversidade. Diversas espécies, como caranguejos-eremitas, dependem das conchas para abrigo e sobrevivência, enquanto outras utilizam-nas como substrato para fixação ou local de reprodução. A remoção desses objetos reduz a diversidade e a abundância de organismos que dependem desse recurso.
Além disso, as conchas desempenham um papel crucial na estabilização das praias, ajudando a mitigar a erosão causada por ondas e ventos. A ausência de conchas torna a areia mais vulnerável, comprometendo a integridade da praia a longo prazo.
Outro efeito negativo da remoção de conchas é o desequilíbrio no ciclo do cálcio. Conchas são compostas principalmente por carbonato de cálcio, um mineral importante para a formação de recifes de corais e como nutriente para outros organismos marinhos. A retirada das conchas impede o reaproveitamento desse mineral pela vida marinha.
A sensibilidade de certos animais ao impacto causado pela retirada das conchas pode levar ao afastamento de espécies das áreas costeiras, provocando desequilíbrios no ecossistema.
Embora a remoção de uma única concha possa parecer insignificante, o impacto cumulativo da ação de milhares de banhistas ao longo do tempo pode resultar em uma diminuição drástica da quantidade de conchas nas praias, conforme demonstrado em estudos internacionais.
Os impactos da remoção de conchas afetam toda a cadeia alimentar e os ciclos naturais dos ecossistemas costeiros. Diante deste cenário, especialistas recomendam que as conchas permaneçam nas praias, onde continuam a desempenhar funções ambientais essenciais. A conscientização sobre os impactos da retirada de conchas é fundamental para a preservação dos ecossistemas costeiros.
Citações:
[1] Deixe as conchas na praia! Coleta de conchas pode … https://popularizandociencia.wordpress.com/2016/04/11/deixe-as-conchas-na-praia-coleta-de-conchas-pode-causar-impactos-ao-ambiente-marinho/
[2] ‘Apreciar sem encostar’: sabia que você não deve tirar conchas da … https://www.terra.com.br/planeta/atitude-sustentavel/apreciar-sem-encostar-sabia-que-voce-nao-deve-tirar-conchas-da-praia,92affb383503f8e42e07c20229cdc0770fdwnv8k.html
[3] Saiba porque não se deve retirar conchas da praia – O Antagonista https://oantagonista.com.br/mundo/saiba-porque-nao-se-deve-retirar-conchas-da-praia/
[4] LIXARTE: Porque não devemos apanhar conchas na praia https://postal.pt/opiniao/lixarte-porque-nao-devemos-apanhar-conchas-na-praia-por-rafaela-cardoso/
[5] POR QUE VOCÊ NÃO DEVE RECOLHER E LEVAR PRA CASA AS … https://www.ondaeco.com.br/m/blog/65bd2f3c846dae6de807b822/por-que-voce-nao-deve-recolher-e-levar-pra-casa-as-conchas-do-mar
[6] Verão: retirar conchas do mar desequilibra o ecossistema; entenda https://jornaldaparaiba.com.br/cotidiano/verao-retirar-conchas-do-mar-desequilibra-o-ecossistema-entenda
[7] Sabia que não deve levar conchas da praia como … https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/2834588/porque-nao-deve-levar-conchas-da-praia-como-lembranca
[8] Retirar conchas das praias é uma prática que afeta todo o … https://novabrasilfm.com.br/jornalismo/retirar-conchas-das-praias-e-uma-pratica-que-afeta-todo-o-ecossistema-dos-oceanos
[9] O papel das conchas no ambiente marinho – Projeto Bióicos https://www.bioicos.org.br/post/o-papel-das-conchas-no-ambiente-marinho
[10] Conchas do mar: por que não deveríamos levá-las para casa https://www.potencialbiotico.com/post/conchasdomar
[11] Coletar conchas, levar cachorro, alimentar peixes https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59888555./com Perplexity e Squirrel
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Área ardida já supera 2024
Com um saldo de quase 222 mil hectares de área ardida, superando o total do ano de 2024, a quarta-feira, 20 de agosto de 2025, mantém Portugal em estado de alerta devido aos incêndios rurais.
O país conta com a mobilização de cerca de 4 mil operacionais e o apoio de meios aéreos, incluindo dois aviões Fire Boss ativados através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. No entanto, a força do vento tem dificultado o combate às chamas, que se propagam com grande intensidade.
Ponto de Situação por IncêndiosEis o balanço da Proteção Civil aponta para cinco grandes incêndios que mais preocupam as autoridades:
- Arganil (Coimbra): Este incêndio, que lavra há uma semana, é o que mobiliza mais meios. As chamas alastraram para seis concelhos, incluindo Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital, Seia (Guarda) e os concelhos de Castelo Branco, Fundão e Covilhã. Na Covilhã, as chamas ameaçam hotéis e casas, com a situação a agravar-se em Unhais da Serra, Dominguizo e Vales do Rio. Na zona do Fundão, o fogo chegou à localidade de Soalheira, levando à ponderação do corte da A23 e da EN18.
- Sabugal (Guarda): O incêndio esteve em fase de rescaldo ao início da tarde.
- Montalegre (Vila Real): O fogo de Vilar de Perdizes, que teve origem na Galiza, reativou-se e atingiu a zona industrial de Chaves, ameaçando empresas e forçando a retirada de pessoas.
- Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda): Uma frente com três quilómetros avança em direção a Almeida.
- Valongo (Porto): Incêndio considerado preocupante.
Impacto e Medidas Adicionais
Os incêndios já resultaram na morte de pelo menos três pessoas, sendo a mais recente a de um homem que morreu num acidente com a máquina de rasto que operava no combate às chamas em Mirandela.
Em resposta à gravidade da situação, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, convocou um Conselho de Ministros extraordinário para aprovar medidas de apoio às populações e municípios afetados. A ministra da Administração Interna, por sua vez, tem sido criticada pelo silêncio, mas a ANEPC lamentou a morte do manobrador.
Também no plano político, o PAN entregou um projeto de lei para que os incendiários condenados sejam obrigados a usar pulseira eletrónica entre maio e outubro
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38º ‘Concurso do Mel do Algarve’ na FATACIL 2025
A 38ª edição do Concurso do Mel do Algarve terá lugar a 24 de agosto de 2025, pelas 10h30, no âmbito da 44ª edição da FATACIL, em Lagoa.
O evento, organizado pela Melgarbe – Associação dos Apicultores do Sotavento Algarvio, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve I.P. (CCDR Algarve) e a Câmara Municipal de Lagoa, visa reconhecer e premiar a excelência do mel produzido na região.
O concurso reúne produtores, embaladores e apreciadores de mel, sublinhando a importância do setor apícola para a agricultura algarvia, a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade dos ecossistemas.
Podem participar apicultores e embaladores legalmente registados que produzam mel de origem algarvia. As inscrições e a entrega de amostras estão abertas até às 17h00 do dia 21 de agosto de 2025, nas instalações da Melgarbe, situadas no edifício da CCDR Algarve, no Patacão – Faro.
O regulamento completo do concurso está disponível para consulta online [substituir por link real para o regulamento].
Um júri independente avaliará as amostras com base em critérios de análise sensorial, incluindo cor, sabor, aroma e apreciação global. Os melhores méis do Algarve serão devidamente distinguidos.
A iniciativa procura promover o valor do mel algarvio, aproximar produtores e consumidores, e celebrar a identidade e a riqueza agrícola da região.
Fonte: CCDR Algarve / DIRP – Gabinete de Comunicação
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Algarve: Projetos de Sustentabilidade Hídrica
A Águas do Algarve, S.A., anunciou um investimento superior a 39 milhões de euros em quatro projetos estratégicos para aumentar a resiliência e a eficiência do ciclo urbano da água na região. Os projetos serão cofinanciados pelo Programa Regional ALGARVE 2030 através de fundos europeus.
Estes investimentos estão alinhados com o Plano Estratégico para o Abastecimento de Água e Gestão de Águas Residuais e Pluviais 2030 (PENSAARP 2030) e priorizam a sustentabilidade e a biodiversidade.
O objetivo principal é abordar as vulnerabilidades existentes e aprimorar a gestão dos recursos hídricos, crucial para a região face aos desafios impostos pelas alterações climáticas e pela crescente escassez de água.
Os projetos financiados incluem:
Remodelação da ETAR de Paderne e Sistema Elevatório do Purgatório:** Esta modernização visa otimizar o tratamento de águas residuais e melhorar a eficiência do sistema.
Reforço de Adução e Abastecimento de Água em Alta ao Concelho de Loulé:** O projeto visa garantir um fornecimento de água mais robusto e fiável para o concelho de Loulé.
Desenvolvimento de um Sistema Inteligente e Integrado para a Eficiência Operacional:** Este sistema inovador, que abrange a modernização, a automação e a utilização de tecnologias imersivas, tem como objetivo otimizar o abastecimento de água em alta em toda a região do Algarve.
Reforço da Resiliência Hídrica através da Reabilitação de Captações Subterrâneas (RCM26A/024):** Esta iniciativa focada na revitalização de fontes subterrâneas busca aumentar a segurança hídrica da região.A Águas do Algarve sublinha que o apoio dos fundos europeus, através do ALGARVE 2030, demonstra o compromisso em fornecer serviços públicos de abastecimento de água e saneamento mais eficazes, eficientes e sustentáveis, promovendo simultaneamente o uso consciente e a valorização dos recursos hídricos
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Campanha “Taxa Zero ao Volante” Arranca em Portugal
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam, a partir de amanhã, 19 de agosto de 2025, a campanha de segurança rodoviária “Taxa Zero ao Volante”.
A iniciativa integra o Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2025 e visa sensibilizar os condutores para os riscos da condução sob a influência do álcool.
A campanha decorrerá entre os dias 19 e 25 de agosto e incluirá ações de sensibilização e operações de fiscalização em todo o país.
Dados de 2023 revelam a gravidade do problema em Portugal: um em cada quatro condutores falecidos em acidentes de viação apresentava uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5 g/l, sendo que três em cada quatro destes condutores tinham uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l.
Do total de vítimas autopsiadas, 23% apresentavam uma taxa de álcool no sangue superior ao limite legalmente permitido, das quais 73% excediam a taxa considerada crime (≥1,20 g/l).
A condução sob a influência do álcool afeta negativamente as capacidades cognitivas, o processamento de informação, a capacidade de reação e a coordenação motora, aumentando significativamente o risco de acidentes.
As ações da campanha “Taxa Zero ao Volante” incluem:
Ações de sensibilização promovidas pela ANSR em território continental e pelos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira.
Operações de fiscalização levadas a cabo pela GNR e pela PSP, com foco em vias e acessos com elevado fluxo rodoviário.As ações de sensibilização da ANSR, que ocorrerão em simultâneo com as operações de fiscalização, estão agendadas para os seguintes locais e horários:
19/08 | 16h30: Rotunda dos 5 F’s, Guarda (ANSR e PSP)
20/08 | 20h00: Rotunda aérea A23-Km208,8 – Saída Guarda Sul (ANSR e GNR)
21/08 | 16h00: Avenida de Badajoz, Elvas (ANSR e PSP)
22/08 | 23h00: EN18-Km 172,500 – Água de Prata, Portalegre (ANSR e GNR)
25/08 | 14h00: Rotunda Alves Redol, Tomar (ANSR e PSP)As autoridades relembram que o risco de sofrer um acidente grave ou mortal duplica com uma taxa de álcool no sangue de 0,5 g/l. O álcool diminui o campo visual, provocando a chamada visão em túnel e as alterações de comportamento associadas aumentam de forma significativa o risco de envolvimento em acidentes rodoviários.
Esta é a oitava das 11 campanhas planeadas para este ano no âmbito do PNF de 2025. Até ao final do ano, serão realizadas mais três campanhas, com temáticas como velocidade, acessórios de segurança, telemóvel e veículos de duas rodas a motor, seguindo as recomendações europeias.
A ANSR, a GNR e a PSP apelam à adoção de comportamentos seguros na estrada, reiterando que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que as suas consequências mais graves podem ser evitadas.
A mensagem da campanha é clara: “Respira vida, sopra zero!”
Foto: squerrly
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Praticante de caiaque resgatado na Barragem de Odeleite
Um homem, identificado como Marco António, foi resgatado com vida na Barragem de Odeleite, no concelho de Castro Marim, após ter sido dado como desaparecido durante uma atividade de caiaque, segundo a ArenilhaTV.
De acordo com informações apuradas, Marco António iniciou a sua atividade de caiaque na manhã de hoje, com o objetivo de percorrer o percurso conhecido como “Dragão Azul”. Próximo do final do percurso, devido ao cansaço, Marco António decidiu regressar, encontrando dificuldades adicionais devido ao calor e à distância a percorrer.
As autoridades foram alertadas para o desaparecimento do praticante de caiaque, o que desencadeou uma operação de busca e salvamento. A localização de Marco António foi facilitada pelo uso de um drone, permitindo que a equipa de resgate dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim interviesse prontamente.
A operação de resgate envolveu um total de 14 operacionais, pertencentes aos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, ao Serviço Municipal da Proteção Civil e à GNR de Castro Marim. Foram utilizados 6 veículos de apoio.
O estado de saúde de Marco António não foi divulgado, mas a sua localização com vida confirma o sucesso da operação de resgate.
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Incêndios devastam 60 Mil Hectares
A recente vaga de incêndios florestais em Portugal devastou cerca de 60 mil hectares, colocando em evidência a urgência de uma transformação profunda na gestão do território e da floresta.
Se até 15 de julho de 2025 haviam ardido 10.768 hectares, as últimas semanas somaram mais de 50 mil hectares, incluindo incêndios de grandes dimensões em Arouca, Penamacor e no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Estes incêndios, além de afetarem comunidades locais, causam danos irreparáveis a ecossistemas sensíveis, comprometendo a biodiversidade, a qualidade do solo e o ciclo da água.
Diante deste cenário, a GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) defende um modelo de gestão florestal focado em espécies autóctones, ecologicamente adaptadas ao território português, como o carvalho, sobreiro, medronheiro, castanheiro, pinheiro-bravo e outras espécies nativas.
A organização acredita que esta abordagem permite restaurar a biodiversidade, conservar o solo, regular os ciclos hídricos e aumentar a resiliência às alterações climáticas, ao mesmo tempo que reduz o risco estrutural de incêndios.
“A transformação da paisagem tem de ser vista sobretudo como uma transformação social que encaixe no contexto sociocultural específico de cada território. Trabalhamos com foco no restauro ambiental, mas é um trabalho sobre as pessoas“, afirma Miguel Jerónimo, coordenador dos projetos Renature, promovidos pela GEOTA.
A organização sublinha a importância do envolvimento das comunidades locais neste processo, destacando que a mudança da paisagem é, acima de tudo, um processo social que exige ouvir quem vive nos territórios, perceber as suas necessidades e integrar o conhecimento local no planeamento das ações.
Os territórios afetados pelos incêndios enfrentam uma degradação acelerada dos solos e dos ecossistemas, agravada pelas alterações climáticas e pela ausência de gestão ativa da paisagem. Em áreas como a serra de Monchique, a GEOTA observa sinais claros de desertificação, com espécies autóctones a adaptarem-se a novas condições ecológicas.
Os projetos Renature, implementados pela GEOTA na serra de Monchique, serra da Estrela e no Pinhal de Leiria, visam reverter este cenário.
Estes projetos seguem uma metodologia estruturada e replicável, baseada no envolvimento direto de proprietários e comunidades locais, na reflorestação com espécies autóctones, na atuação de equipas técnicas especializadas e no recurso a materiais contratados localmente.
Contam ainda com parcerias com instituições públicas e são financiados por investimento privado. Até ao momento, os três projetos em curso totalizam mais de 1,8 milhões de árvores plantadas, cerca de 3.000 hectares intervencionados e a participação ativa de mais de 700 proprietários e comunidades.
José Nascimento, proprietário na serra de Monchique apoiado pelo GEOTA, relata: “Antes do incêndio de 2018 o terreno era ocupado por eucalipto e algum medronheiro. Agora foi possível replantar esta área apenas com espécies autóctones, medronheiros e sobreiros.”
Nuno Lourenço, representante da Junta de Freguesia de Cortes do Meio na serra da Estrela, reforça: “Este projeto tem um valor enorme para nós. A comunidade de Cortes do Meio está profundamente grata e orgulhosa pelo trabalho que aqui tem sido feito na serra da Estrela e estamos comprometidos em dar continuidade ao projeto que iniciámos em conjunto com o GEOTA.”
Além da reflorestação, os projetos Renature promovem ações de voluntariado ambiental com as comunidades, escolas e empresas, fomentando o envolvimento ativo da sociedade na recuperação das paisagens.
“Os projetos de voluntariado desenvolvidos no âmbito do Renature Leiria, na Mata Nacional de Leiria, são socialmente relevantes, potenciando uma sensibilização geral, transversal a diferentes gerações da comunidade para o combate aos problemas ecológicos e a favor da sua recuperação ambiental”, afirma a Engª Mónica Almeida, Chefe da Divisão de Gestão Florestal do Centro Litoral do ICNF.
Perante a dimensão dos desafios, a GEOTA apela à ação imediata: “Não podemos esperar pelo próximo verão para agir. O tempo da prevenção, do planeamento e da recuperação é agora e deve-nos envolver a todos.”
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Fórmula 1 pode estar de regresso ao Algarve
O regresso da Fórmula 1 a Portugal está mais próximo, com o primeiro-ministro Luís Montenegro a garantir que o Governo tem «tudo pronto para formalizar o regresso da Fórmula 1 ao Algarve em 2027».
O anúncio foi feito durante a Festa do Pontal, em Quarteira, e confirma as negociações em curso para colocar o Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, de volta no calendário do principal escalão do automobilismo mundial.
A intenção é que o evento se realize no Autódromo de Portimão, que já possui a homologação de Grau 1 da Federação Internacional do Automóvel (FIA), necessária para acolher a prova. A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) vê uma «janela de oportunidade», já que o acordo com as equipas de F1 estabelece uma quota de Grandes Prémios a serem realizados na Europa.
Embora o anúncio seja uma forte intenção política, a confirmação oficial depende da promotora do campeonato (FOM) e da disponibilidade no calendário, que conta com um elevado número de países em lista de espera. O histórico recente do AIA, que acolheu o MotoGP e outras competições internacionais, fortalece a candidatura portuguesa.
Resumo das edições anteriores no Algarve
Apesar da longa história do Grande Prémio de Portugal, as edições realizadas no Autódromo Internacional do Algarve são relativamente recentes, tendo acontecido apenas por duas vezes, em 2020 e 2021, devido a alterações no calendário da Fórmula 1 provocadas pela pandemia de COVID-19.
- Grande Prémio de Portugal 2020: Disputado a 25 de outubro, Lewis Hamilton (Mercedes) conquistou a vitória e alcançou o recorde de 92 triunfos na sua carreira. A corrida marcou o regresso da F1 a Portugal após 24 anos. Max Verstappen (Red Bull) ficou em segundo lugar, com Valtteri Bottas (Mercedes) a completar o pódio.
- Grande Prémio de Portugal 2021: A prova regressou a 2 de maio, com Lewis Hamilton a vencer novamente. Max Verstappen e Valtteri Bottas voltaram a acompanhar o piloto britânico no pódio, nas mesmas posições da corrida do ano anterior.
Estas duas edições demonstraram a capacidade do circuito algarvio de acolher o “grande circo” e a sua popularidade entre os pilotos e equipas, que elogiaram a natureza desafiante e as alterações de elevação da pista.
./com GEM – Redacção Digital
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Projetos de água com Fundos Europeus
O Algarve está a intensificar esforços para modernizar e tornar mais resistente o ciclo urbano da água, com um forte apoio dos Fundos Europeus da Política de Coesão, através do Programa Regional ALGARVE 2030.
Já foram submetidas candidaturas que ascendem a um investimento total de 58 milhões de euros, dos quais 14 milhões de euros correspondem a projetos propostos pelos municípios da região, com execução prevista entre 2025 e 2027.
Estes projetos, segundo a informa a CCDR – Algarve, têm como objetivo abordar desafios estruturais na gestão da água na região, incluindo a redução de perdas nas redes de distribuição, a mitigação da intrusão salina, e o reforço da cobertura e eficiência dos sistemas de abastecimento e saneamento. Pretende-se também, sempre que justificável, expandir a rede pública para abranger mais famílias e habitações.
O aviso ALGARVE 2024-58 permanece aberto para novas candidaturas, e a Autoridade de Gestão do Programa prioriza o aumento do número de projetos apresentados e a aceleração da sua implementação, com o objetivo de impactar positivamente a qualidade da água, a saúde pública e a sustentabilidade dos sistemas.
As áreas de intervenção consideradas elegíveis incluem a reabilitação e/ou construção de infraestruturas de distribuição de água, visando melhorar a qualidade da água para consumo humano e a saúde pública; digitalização do sistema de abastecimento e controlo de consumos; aumento da resiliência dos sistemas de distribuição de água: expansão da cobertura da rede de saneamento e aumento da resiliência de infraestruturas e reabilitação e/ou construção de infraestruturas em baixa para reduzir a intrusão salina nos sistemas urbanos.
José Apolinário, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, destacou «o esforço conjunto dos Municípios, da AMAL, da APA e da Autoridade de Gestão do ALGARVE 2030 na concretização de uma estratégia inteligente para a água, que posiciona a região como piloto nacional na gestão integrada e resiliente dos recursos hídricos.»
Foi também referida a recente decisão do Governo de eliminar a penalização de 15% anteriormente aplicada aos Municípios do Algarve, uma medida considerada fundamental para fortalecer o compromisso local e acelerar a utilização das verbas disponíveis.
Com este impulso, esperam que os Fundos Europeus reforcem o seu papel como «catalisadores de transformação no Algarve, promovendo um desenvolvimento mais sustentável e resiliente, alinhado com os desafios climáticos atuais e futuros».