A Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António foi ontem o palco escolhido para a apresentação da mais recente obra da escritora Conceição Currito, intitulada “O livro que não pede permissão”. Num final de tarde marcado por uma forte componente emocional, reflexão filosófica e atuações de fado, a autora convidou o público a abandonar o conformismo e a questionar a sociedade atual.
Sendo uma obra de resistência e lucidez, livro, que carrega a premissa “Três Teorias, 40 anos de Zénite, num mundo que insiste em não pensar”, é descrito pela própria autora como um ato de resistência e um confronto íntimo. A obra recusa a validação externa e as explicações prontas, assentando em três teorias (da mente, da consciência e do autismo) que não derivam do percurso académico convencional, mas sim da experiência vivida e da análise da realidade concreta.
Além das teorias, o livro integra 40 “Zénites” — pequenos textos de reflexão de máxima intensidade sobre a vida política, social, psicológica e humana. Conceição Currito deixou claro que o seu objetivo não é impor verdades ou converter opiniões, mas sim «provocar lucidez» e «abrir fissuras nas certezas», oferecendo aos leitores perguntas difíceis em vez de respostas fáceis.
O lançamento contou com a intervenção do médico-psiquiatra Dr. Nelson Pinto Gomes, autor do prefácio. O especialista elogiou a voz «distinta, lúcida e corajosa» da autora, num tempo em que «tantas vezes se repete o já dito». Para o psiquiatra, a escrita de Conceição Currito não procura simplificar o mistério humano nem oferecer conforto imediato, tratando-se de um verdadeiro «gesto intelectual» e uma «afirmação de liberdade».
O evento contou ainda com a presença do vereador Fernando Horta, que destacou o lado autêntico e direto da autora. O autarca sublinhou que, num mundo onde a verdade e a liberdade andam «torpes», este livro apresenta-se como um verdadeiro testemunho de pragmatismo e liberdade interior.
Beneficiando de um ambiente intimista embalado pelo fado, a apresentação revelou-se profundamente pessoal. Fátima Currito, irmã da autora e revisora literária da obra, partilhou memórias de infância, traçando o retrato de uma Conceição criança e adolescente rebelde, resistente a regras, mas dotada de grande imaginação, capacidade argumentativa e de uma força inquebrável perante os fracassos.
Já a educadora e amiga Andreia Palma leu um excerto da obra sobre «a coragem de errar», destacando a mensagem do livro de que o fracasso não destrói, sendo antes uma oportunidade para a aprendizagem genuína e a vivência autêntica, sem máscaras.
A tarde foi brilhantemente intercalada pela voz da fadista Helena Cadeias, sobrinha da autora, com registo de voz ao nível de como melhor se canta no nosso País. Com atuações intensas que transformaram «o silêncio em emoção», a cantora interpretou temas clássicos como “Algemas”, “Amor de Mel, Amor de Fel” e “Ó Meu Amor Marinheiro”, arrancando aplausos e emoção à plateia presente.
No final, ficou o apelo da autora para que “O livro que não pede permissão” não seja apenas lido, mas “vivido e refletido”, encorajando cada leitor a pensar por conta própria.
Saúl Rosa, porta-voz da Comissão Política Distrital de Faro do PAN – Pessoas Animais Natureza, tomou posse como vereador substituto na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António numa sessão extraordinária realizada no dia 5 de março de 2026. Esta participação marca a estreia do PAN numa vereação municipal em Portugal, ainda que a título de substituição.
A presença de Saúl Rosa no executivo municipal resulta de um acordo político pré-eleitoral estabelecido entre o PAN e a candidatura liderada por Álvaro Araújo, do Partido Socialista, nas eleições autárquicas de outubro de 2025.
Em comunicado, o PAN enfatizou a importância do pluralismo democrático e da cooperação entre diferentes forças políticas para o bom funcionamento das instituições locais e a qualidade da governação municipal.
O partido reconheceu ainda o trabalho do presidente da Câmara, Álvaro Araújo, e dos vereadores Fernando Horta e Patrícia Jerónimo, destacando o seu empenho e a confiança demonstrada nos elementos do PAN.
Saúl Rosa, citado no mesmo comunicado, afirmou encarar esta oportunidade «com sentido de responsabilidade e humildade», considerando-a um possível primeiro passo para uma maior presença do partido no poder local. «Tratou-se de um momento com significado pessoal e político, mas encaro-o com grande sentido de responsabilidade e humildade,” declarou Rosa, sublinhando a preparação crescente da estrutura interna do PAN para a vida autárquica e a sua disponibilidade para contribuir para o município.
Este momento é encarado pelo PAN como um avanço relevante no processo de afirmação do partido no âmbito do poder local, reiterando a sua disponibilidade para contribuir de forma construtiva para o debate democrático e a tomada de decisões nas autarquias.
Vila Real de Santo António e Ayamonte partilham o mesmo estuário, mas vivem realidades marítimas opostas. Enquanto o Plano de Navegabilidade do Guadiana aponta para o interior, a entrada do rio continua a ser um muro invisível que dita a sorte das duas margens.
Por: F. Pesquisa/jestevaocruz
O Rio Guadiana, que deveria ser a grande autoestrada líquida do Sotavento, enfrenta hoje um diagnóstico contraditório. De um lado, multiplicam-se os planos de navegabilidade e as intenções de levar o turismo fluvial até Alcoutim e Mértola. Do outro, a realidade física da barra impõe-se com uma crueza que os mapas de gabinete parecem ignorar: bancos de areia que, em maré baixa, reduzem a profundidade a pouco mais de dois metros, tornando a entrada num jogo de roleta russa para embarcações de maior calado.
Esta barreira de inertes não é apenas um problema ambiental; é o fiel da balança de uma profunda assimetria económica. A frota de Ayamonte, robusta e composta por mais de 120 embarcações — muitas delas de arrasto e cerco —, domina as águas do estuário, beneficiando de um porto que historicamente recebeu o investimento necessário para manter a sua operacionalidade. Do lado português, o cenário é o de um espelho invertido.
A Lota que Olha para a Estrada
O dado mais revelador desta disfunção encontra-se na Lota de Vila Real de Santo António. Num fenómeno que os especialistas locais classificam como “Lota Seca”, estima-se que entre 70% a 80% do pescado ali transacionado não chegue por via marítima. Em vez de redes e mastros, o que alimenta o leilão diário são os camiões. O peixe chega por estrada, vindo de outros portos ou da vizinha Andaluzia, transformando a lota num centro logístico terrestre em vez de um entreposto marítimo vibrante.
Esta dependência do asfalto encarece a operação e sublinha a fragilidade da frota local, composta maioritariamente por pequenas unidades de pesca artesanal que sobrevivem nas margens da pujança espanhola. Sem o desassoreamento da barra, a frota de VRSA está condenada à pequena escala, incapaz de crescer para unidades que exijam a segurança de um canal de entrada profundo e constante.
Navegabilidade: O Elo Perdido
O atual Plano de Navegabilidade do Guadiana, embora ambicioso no seu desenho para o interior, arrisca tornar-se um investimento manco. De nada serve balizar e dragar o canal até Alcoutim se a “porta de entrada” continua obstruída. Para que o iatismo de cruzeiro e os navios de recreio — que necessitam de margens de segurança de pelo menos quatro metros — possam de facto dinamizar a economia transfronteiriça, o desassoreamento da barra tem de deixar de ser uma promessa cíclica para se tornar uma prioridade estrutural.
Atualmente, a Foz do Guadiana perde competitividade a cada maré. Enquanto o turismo náutico no Algarve cresce a um ritmo de 5% ao ano, este canto do território vê o valor económico do rio passar ao largo ou ficar retido em Ayamonte, onde o volume de negócios chega a ser cinco vezes superior ao registado na margem portuguesa.
A conclusão é inevitável para quem analisa os números e a geografia: o futuro do Baixo Guadiana não se decide apenas nas capitais ou nos gabinetes da Eurocidade, mas sim nos sedimentos que a corrente deposita na foz. Sem abrir a porta do rio, os planos de navegabilidade serão pouco mais do que cartas de intenções guardadas numa gaveta que a areia teima em soterrar.
Este vídeo resume o conteúdo de um artigo publicado em 1981 na Revista de Administração Democrática – PODERL LOCAL, sobre a construção, fundação e destino de Vila Real de Santo António, quanto aos objetivos, natureza e evolução como urbe Pombalina.
No vídeo existe uma nota de como foi criado e executado.
O Plano Estratégico e as Garantias da Associação Naval
A Direção da Associação Naval do Guadiana (ANG) apresentou detalhadamente o projeto de ampliação da Doca de Recreio de Vila Real de Santo António, cujas obras deverão ter lugar após o verão. Num esforço de transparência, a exposição, realizada com os membros da direcção presentes e autarcas do município de Vila Real de Santo António visou esclarecer os agentes económicos e os órgãos eleitos sobre a viabilidade de um processo que se arrasta desde 2009 e que entra agora na sua fase decisiva.Este esclarecimento só agora se presta, depois de termos realizado as diligencias necessárias para expor os mapas da implantação das estruturas que apresentamos hoje aos nossos leitores.
Reordenamento do Rio e Aproveitamento Marítimo-Turístico
Um dos pilares do discurso centrou-se na necessidade de regulamentar o uso da margem ribeirinha, que historicamente tem sofrido com a falta de ordenamento. A intervenção está integrada numa concessão de 50 anos, regida por um Regulamento de Exploração e Utilização aprovado pela entidade concedente e publicado em Diário da República. Contrariamente a interpretações de gestão discricionária, as taxas aplicadas pela ANG são aprovadas anualmente pela Docapesca. A Direção enfatizou que a concessão traz segurança jurídica; sem ela, o cenário atual é o de desresponsabilização perante danos e vandalismo na zona do rio.
Preservação do Jardim Marginal e Impacto Visual
Ciente da preocupação popular quanto à obstrução da vista e ao destino do jardim, a ANG apresentou garantias técnicas e de manutenção e umc compromisso com o “Tapete de Entrada”, assumindo formalmente o compromisso de “velar e embelezar” o jardim, tratando-o como a porta de entrada da cidade. Haverá compensação de Espaços Verdes, uma vez que o projeto prevê a criação de cerca de 20 metros de novos espaços verdes para substituir áreas intervencionadas, garantindo que não se prejudiquem os acessos.
Existe intenção de combate ao vandalismo dado que a ANG compromete-se a cuidar da qualidade dos equipamentos, como bancos de jardim, que frequentemente sofrem atos de degradação, mantendo rigor ambiental pelo respeito no Perno Norte do impacto ambiental com a inclusãi de rampas de acesso de aproximadamente sete metros, devidamente integradas, promete a ANG.
Sustentabilidade Económica e Rigor Legal
A Direção refutou categoricamente as críticas sobre os valores da concessão e a transparência do processo esclarecendo que, nas rendas de Mercado a Associação paga uma renda superior à de qualquer estabelecimento comercial na Avenida da República, com valores publicados oficialmente.
Este processo foi alvo de consulta pública pela CCDR e recebeu pareceres prévios de todas as entidades competentes, não tendo sido levantados obstáculos legais nesta fase, incluindo o da própria cãmara municipal de Vila Real de Santo António
O presidente da Direcção, Luís Madeira lembrou que o projeto envolve um investimento avultado e que qualquer entrave injustificado à sua execução poderá ter implicações económicas para quem o fizer.
Resumo das Garantias e Dados Técnicos
Aspeto
Detalhe Informativo
Início da Obra
Previsto para o final do verão.
Duração da Concessão
50 anos de responsabilidade económica da ANG.
Espaço Verde
Criação de ~20m² adicionais para compensar o jardim.
Infraestrutura
Rampas de acesso de 7 metros integradas no passeio.
Fiscalização
Taxas aprovadas anualmente pela Docapesca.
Base Legal
Regulamento publicado em Diário da República.
A cãmara municipal e membros da Assembleia Municipal acompanharam a explicação
A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António participou na sessão de esclarecimento sobre o projeto de Ampliação e Requalificação do Porto de Recreio do Guadiana, promovido pela Associação Naval do Guadiana. A autarquia considera que a obra se encontra em fase de Projeto de Execução e prevê o prolongamento da infraestrutura portuária para jusante, em área sob jurisdição da DOCAPESCA – Portos e Lotas, S.A., estando ciente que o objetivo é «reforçar a capacidade de acolhimento de embarcações de recreio e dar resposta à procura crescente que se tem vindo a verificar».
O projeto e as obras
Atualmente, o Porto de Recreio do Guadiana dispõe de 356 postos de amarração e apresenta uma taxa de ocupação de 100%, existindo uma lista formal de espera superior a 150 pedidos, a que acrescem solicitações frequentes de embarcações passantes que não encontram disponibilidade.
A ampliação incide sobre uma área adicional concessionada, correspondente a cerca de 24 000 m² no plano de água e 400 m² em zona terrestre, podendo permitir, numa primeira fase, a criação de cerca de sete dezenas de novos lugares de amarração (podendo chegar a uma centena na fase subsequente), sobretudo destinados a embarcações entre os 11 e os 15 metros, segmento onde se regista maior pressão da procura. O projeto contempla a instalação de infraestruturas flutuantes, a reconfiguração de equipamentos existentes e intervenções de dragagem, desenvolvendo-se em continuidade com a estrutura atual.
Tratando-se de uma intervenção integrada na esfera de gestão portuária nacional e desenvolvida em área sob jurisdição da DOCAPESCA – Portos e Lotas, S.A., a tramitação, avaliação, licenciamento e decisão competem às entidades da Administração Central, anota a autarquia.
Neste contexto, a Câmara Municipal não assume funções de entidade promotora, licenciadora ou decisora, «mantendo, contudo, um acompanhamento atento e permanente do processo, intervindo sempre que tal se revele necessário no quadro das suas competências para salvaguarda do interesse público local».
No âmbito da Comissão de Avaliação do Estudo de Impacte Ambiental, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António já se pronunciou-se «exclusivamente sobre matérias relacionadas com os Instrumentos de Gestão Territorial aplicáveis e com as Servidões e Restrições de Utilidade Pública, no estrito quadro das suas competências legais».
Face às questões que têm sido publicamente levantadas – designadamente quanto a um eventual condicionamento do espelho de água do rio, à alteração do jardim existente, à supressão de lugares de estacionamento ou ao impacto na leitura do património histórico da frente ribeirinha – a autarquia reiterou junto das entidades responsáveis a importância de assegurar a preservação das áreas verdes e do jardim atualmente existentes; a manutenção das zonas de estacionamento que servem aquela frente urbana; a salvaguarda da leitura patrimonial e da relação visual com os principais elementos identitários da cidade; adequada integração paisagística das infraestruturas e dos edifícios de apoio previstos na área concessionada.
Todas estas vertentes são suscetíveis de gerar interpretações subjetivas, pelo que, para os nossos leitores, FOZ – Guadiana Digital não deixar de acompanhar a evelução das obras e movimentações da população.
A autarquia comprometeu-se a que «Qualquer intervenção que venha a depender de atos administrativos da competência municipal será analisada com rigor técnico e estrito cumprimento da legalidade, sempre em defesa do interesse público».
O aproveitamento turístico de parte da nova ampliação
O presidente da Associação Naval do Guadiana, Luís Madeira, destacou que a ampliação da doca é fundamental para o aproveitamento marítimo-turístico do rio, funcionando como um mecanismo de ordenamento contra a “desordem” histórica que tem afetado as margens.
Madeira explicou que, ao contrário do cenário anterior onde a falta de regulamentação impedia a responsabilização por danos e vandalismo, a nova estrutura funcionará sob uma concessão de serviço público de 50 anos. Esta concessão obriga à implementação de um regulamento de exploração e utilização, já publicado em Diário da República, garantindo que a atividade turística e náutica seja devidamente fiscalizada e balizada pela lei.
Além disso, o presidente sublinhou que este aproveitamento estratégico permitirá transformar o que eram «’áreas degradadas» numa infraestrutura de qualidade, capaz de atrair investimento e dinamizar a economia local através de parcerias com agentes económicos e empresas de instalação.
Reforçou que as taxas aplicadas não são arbitrárias, sendo aprovadas anualmente pela entidade concedente, a Docapesca, o que assegura uma gestão transparente e orientada para o serviço público e para a valorização da zona ribeirinha como o principal “tapete de entrada” da cidade.
O Triunfo da Cooperação sobre o Isolamento em Cacela
A história da Frusoal confunde-se com a própria evolução da paisagem agrícola de Vila Nova de Cacela.
Num território onde a terra sempre foi generosa, mas o mercado implacável, a empresa surge como a resposta necessária a um cenário de fragmentação que ameaçava a viabilidade das explorações familiares.
O sucesso da Frusoal é a prova de que a resistência inicial de poucos foi vencida pela visão estratégica de outros. É um caso de estudo sobre como a união de esforços e a profissionalização da gestão podem transformar uma região marcada pelo pessimismo num polo de exportação e orgulho local.
O Carnaval Popular Está de Volta e Promete Cor e Folia
A freguesia de Monte Gordo, no concelho de Vila Real de Santo António (VRSA), está em contagem decrescente para o ponto alto da sua época festiva: o tradicional Carnaval Popular. Mantendo viva a identidade e a tradição desta comunidade, a iniciativa promete encher as ruas de cor, música e animação na próxima Terça-feira Gorda, 17 de fevereiro.
O grande destaque das celebrações será o desfile temático, que este ano se dedica ao tema dos “Palhaços”.
O corso carnavalesco tem início marcado para as 15h00 e irá percorrer a emblemática Avenida Infante D. Henrique, preparando-se para atrair residentes e visitantes ao litoral algarvio.
Este Carnaval Popular é uma iniciativa dinamizada pela Associação Social, Cultural, Desportiva e Juvenil de Monte Gordo, contando com o apoio institucional da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e da Junta de Freguesia local.
De facto, a folia carnavalesca já começou a espalhar-se pelo concelho. Na passada sexta-feira, 13 de fevereiro, a comunidade escolar de Vila Real de Santo António deu o mote para as celebrações.
Alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo exibiram as suas fantasias, colorindo as três freguesias — Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela — num tradicional desfile infantil.
Esta iniciativa foi o resultado de uma coordenação estreita entre as escolas de VRSA, a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia e os Agrupamentos de Escolas do concelho, que se associaram ativamente à celebração.
Além do desfile na rua, os mais pequenos participaram ainda em diversas atividades carnavalescas dinamizadas especificamente para a comunidade escolar nos estabelecimentos de ensino.
Assim, o palco está montado em Monte Gordo para mais uma demonstração vibrante do espírito comunitário da região, convidando todos a juntarem-se à festa e a testemunharem a alegria do Carnaval.
O corpo sem vida de um homem foi hoje descoberto no interior de um poço, comovendo a pequena localidade de Santa Rita, em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António.
O alerta para as autoridades foi dado pelas 11h13, conforme informações confirmadas pelo portal oficial da Proteção Civil. A vítima foi identificada como sendo um homem de 65 anos, de acordo com as fontes de comunicação social regionais, incluindo a Arenilha TV.
A complexidade da operação de resgate exigiu a mobilização de um vasto dispositivo de emergência. No total, 26 elementos estiveram envolvidos na tarefa de remoção do corpo do local, que se prolongou por várias horas.
Fizeram parte das equipas de intervenção operacional elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António e de Castro Marim, além do Serviço Municipal da Proteção Civil e do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC).
As circunstâncias exatas que levaram à morte do sexagenário, nomeadamente se se tratou de um acidente ou de outra causa, não foram detalhadas de imediato. A Polícia Judiciária ou a Guarda Nacional Republicana (GNR) ficarão encarregues de conduzir a investigação para apurar os contornos desta trágica ocorrência na aldeia algarvia.
Segundo informou a ArenilhaTV há um morto e dois feridos graves em resultado de uma intoxicação por monóxido de carbono, ao início da tarde desta quinta-feira, em Monte Gordo.
A vítima mortal, é uma mulher de 61 anos e os dois feridos graves, são uma mulher de 32 anos e um homem de 61 anos, tendo sido ambos transportados para o Serviço de Urgência Básica de Vila Real de Santo António.
Estiveram no local 15 operacionais auxiliados por seis viaturas, dos Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, Companhia de Sapadores Bombeiros de Tavira, SIV VRSA, VMER de Faro e GNR
Vila Real de Santo António deu ontem o passo inicial para aquela que é considerada a «maior operação de reabilitação habitacional da sua história», assim a define a câmara municipal.
Um investimento superior a 50 milhões de euros tem por objetivo a requalificação integral de todos os bairros de habitação social do concelho, abrangendo um total de 372 fogos.
As obras arrancaram oficialmente ontem, quinta-feira, assinalando o início da fase de execução do Programa de Requalificação dos Bairros de Habitação Social. O Bairro da Manta Rota foi o primeiro a entrar em obra, servindo como modelo de intervenção para os restantes bairros.
Com a fase de montagem de estaleiros já concluída, o município entra agora em «velocidade de cruzeiro». Embora a Manta Rota lidere o processo, está previsto que, nos próximos dias, todos os bairros abrangidos avancem para obra, concretizando a estratégia de revitalização urbana e social.
O modelo de intervenção na Manta Rota, que será replicado no concelho, visa minimizar o impacto nas famílias. Os moradores do primeiro bloco de habitações (organizado em nove frações) foram temporariamente realojados em mobile homes. Esta solução é a que permite aos moradoresd permanecer no seu bairro, mantendo a proximidade à sua rede de vizinhança e quotidiano.
A entrega das chaves destas estruturas temporárias foi acompanhada pela vice-presidente da Câmara Municipal, Patrícia Jerónimo. A empreitada no primeiro bloco tem uma duração estimada de cerca de três meses. Após a conclusão, os moradores podem regressar às suas casas renovadas, libertando as estruturas temporárias para acolher as famílias do segundo bloco.
A requalificação será profunda e estrutural, afirma a autarquia, e as intervenções incidirão sobre o reforço estrutural dos edifícios, a melhoria significativa da envolvente térmica e acústica, isolamentos e impermeabilizações de coberturas, bem como a substituição integral das redes de água, eletricidade, telecomunicações e saneamento.
O objetivo é assegurar uma melhoria mínima de 10% no desempenho térmico das frações, garantindo maior conforto, segurança e eficiência energética às famílias.
Este ambicioso programa é financiado a 100% por fundos comunitários, nomeadamente através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Programa 1.º Direito.
O investimento é o resultado direto do trabalho desenvolvido pelo Município no âmbito da Estratégia Local de Habitação, que permitiu o planeamento rigoroso e a angariação dos mecanismos financeiros necessários para uma intervenção desta dimensão.
Para o presidente da Câmara Municipal de VRSA, Álvaro Araújo, o arranque das obras simboliza uma «transformação histórica no concelho». O autarca sublinha que este é «o maior programa de requalificação de habitação social de sempre, com financiamento integral do PRR», e demonstra que o município está preparado para colocar «as pessoas no centro das prioridades».
Com a entrada progressiva de todos os bairros em obra, VRSA reafirma o seu compromisso com a justiça social e a melhoria efetiva das condições de vida de centenas de famílias. O investimento global ascende a 50.274.304,71 euros, distribuídos pelos vários bairros do concelho da seguinte forma:
O Bairro Santo António, com 143 fogos, receberá a maior fatia do investimento, no valor de 20.168.555,03 €, seguido pelo Bairro da Barquinha (73 fogos) com 8.908.604,85 €.
Os restantes valores distribuem-se pelos bairros Caminhos de Ferro, dos Navegantes, do Encalhe, da Caixa de Previdência, Manta Rota, e fogos dispersos pelo concelho.
A autarquia esdpera que toda a obra esteja concluída no final do mês de Agosto do ano em curso.
Transparência e Profissionalismo no Bem-Estar Animal anunciam
Os municípios de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim deram um passo decisivo na política de bem-estar animal ao assumirem a gestão direta do Centro de Recolha Oficial de Animais Intermunicipal (CROA). A nova estratégia foca-se na profissionalização dos serviços, no reforço das equipas técnicas e numa comunicação mais transparente e célere com a população.
Localizado no Sítio de Monte Matos, em Castro Marim, o CROA é uma estrutura vital para a salvaguarda da saúde pública e do bem-estar animal na região. O centro garante a recolha, o alojamento temporário e os cuidados básicos a todos os animais errantes ou abandonados, operando agora sob a responsabilidade integral das autarquias.
Esta reorganização estratégica visa clarificar responsabilidades e garantir uma maior estabilidade na gestão, permitindo uma resposta mais estruturada e imediata. Até à data, a gestão operacional esteve a cargo da Associação Guadi, cuja colaboração foi relevante no apoio aos animais acolhidos. Encerrado este ciclo, a transição para a gestão direta assegura a continuidade do serviço com um reforço substancial da capacidade institucional.
Um dos pilares desta nova fase é o investimento em recursos humanos. A equipa técnica, que já contava com a contribuição de uma enfermeira de Castro Marim, integra agora mais uma enfermeira de VRSA, garantindo uma atuação mais próxima e articulada no terreno. Complementarmente, e para responder a uma das maiores necessidades do concelho, VRSA contratualizou um novo médico veterinário, dedicado em exclusivo ao reforço da capacidade de esterilização. Este investimento garante que cada animal sinalizado receba o acompanhamento técnico e clínico adequado.
No contexto da modernização, foi lançada uma nova página oficial do CROA, gerida em conjunto pelos dois municípios. Esta plataforma digital concentra a divulgação de animais para adoção, o registo de animais perdidos e diversas ações de sensibilização, tornando-se uma ferramenta fundamental para aumentar as taxas de adoção e garantir total transparência sobre o trabalho desenvolvido na estrutura de Monte Matos.
Para além da gestão do centro de recolha, a autarquia vila-realense continua a consolidar a sua política de proteção com o Programa KAHU. Esta estratégia, prestes a completar meio ano, foca-se no controlo humanizado das colónias de gatos errantes através do método CED (Captura – Esterilização – Devolução).
O KAHU não se limita ao controlo populacional, integrando a instalação de abrigos normalizados e garantindo condições de higiene e alimentação supervisionada. Esta abordagem equilibra o bem-estar dos felinos com as exigências de saúde pública e sustentabilidade urbana, resultando em colónias saudáveis e monitorizadas.
Esta reorganização traduz uma opção política clara: assumir diretamente a responsabilidade pela causa animal, reforçando o compromisso público nesta área. Os municípios continuarão a promover a articulação com a sociedade civil, garantindo uma intervenção estruturada e orientada para a melhoria da qualidade de vida de pessoas e animais.
Os cidadãos são convidados a seguir a nova página oficial para acompanhar o trabalho e as campanhas de adoção: Centro de Recolha de Animais Intermunicipal de VRSA e Castro Marim (facebook.com/croavrsacm).
Mais de Uma Tonelada de Bens Essenciais Seguem para Pombal Vítima da Depressão Kristin
A resposta humanitária e a solidariedade nacional demonstraram mais uma vez a sua força. Em resposta aos graves estragos causados pela depressão Kristin no concelho de Pombal, distrito de Leiria, os municípios de Vila Real de Santo António (VRSA) e Castro Marim uniram esforços numa campanha de angariação de bens que superou largamente o objetivo inicial, resultando na recolha de mais de uma tonelada de produtos essenciais.
A operação de recolha, que decorreu entre os dias 31 de janeiro e 3 de fevereiro no quartel de bombeiros de VRSA e Castro Marim, reuniu uma vasta e diversificada gama de artigos de primeira necessidade.
A tonelagem é composta por alimentos para bebés, cereais, leite, azeite, bolachas, arroz, enlatados, massa e água, complementados por produtos de higiene e alimentação para animais de estimação. De vital importância para o processo de reconstrução são também os materiais de construção civil, como telhas, cimento e telas.
Os bens essenciais seguem viagem ainda esta semana em três viaturas – duas cedidas pelo Município de Castro Marim e uma pela autarquia de VRSA. A gestão de distribuição no terreno será assegurada pela Câmara Municipal de Pombal, que utilizará a sua extensa rede local para garantir que a ajuda chega a todo o território afetado.
Este notável movimento de apoio foi articulado e organizado pelos Municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António.
A iniciativa contou com a estreita colaboração das Juntas de Freguesia de Castro Marim, Altura, Odeleite, Azinhal, Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela, sendo o apoio logístico dos bombeiros fundamental para o sucesso da primeira fase da campanha.
Embora a primeira remessa de apoio esteja a caminho de Leiria, a solidariedade mantém-se ativa.
A segunda fase do movimento decorre a partir desta semana, e as doações continuam a ser aceites no quartel de bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim, permitindo um fluxo contínuo de ajuda para as populações de Pombal atingidas pela tempestade.
Alerta no Baixo GuadianaRisco de Cheias Aumenta Devido a Descargas de Barragens e Influência das Marés
Os concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António declararam, na tarde de 4 de fevereiro, a Situação de Alerta de âmbito municipal.
A decisão, tomada às 16h00, surge em resposta ao risco hidrológico elevado que ameaça provocar cheias significativas no troço internacional e terminal do Rio Guadiana, uma área historicamente vulnerável na fronteira entre o Algarve e o Alentejo.
Esta medida excecional justifica-se por uma conjunção perigosa de fatores. O caudal do Guadiana aumentou de forma sustentada e significativa, impulsionado pelas descargas massivas das barragens de Alqueva e Pedrógão, em Portugal, e da barragem de Chança, em Espanha.
Este volume de água extraordinário é agravado pela precipitação persistente que tem afetado toda a bacia hidrográfica.
Contudo, o fator mais crítico reside na zona estuarina: a conjugação da previsão de caudais elevados nas próximas horas com a influência das marés no estuário do Guadiana está a condicionar drasticamente a capacidade de escoamento do sistema fluvial.
Este cenário traduz-se num risco acrescido para toda a zona ribeirinha dos respetivos concelhos.
As autoridades alertam para potenciais impactos em pessoas, bens, infraestruturas, acessibilidades e atividades económicas.
A declaração de alerta permite a ativação imediata de mecanismos excecionais de coordenação e resposta para mitigar os danos.
Em articulação estreita com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) – enquanto Autoridade Nacional de Segurança de Barragens – e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os municípios ativaram os Centros de Coordenação Operacional Municipal (CCOM).
Entre as medidas já adotadas, contam-se o acompanhamento contínuo da evolução hidrográfica do rio, a articulação permanente com os gestores das barragens para a modulação das descargas, e o reforço da vigilância em zonas historicamente vulneráveis.
Foi igualmente determinado o encerramento preventivo de vias de comunicação e rodoviárias afetadas por cheias ou com risco iminente de inundação, com a participação ativa dos corpos de bombeiros, forças de segurança e Autoridade Marítima Nacional.
Depressão Leonardo Força Reunião de Emergência e Ativa Nível de Prontidão 4
O Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) de Vila Real de Santo António (VRSA) reuniu-se de emergência hoje, 3 de fevereiro, para preparar e definir medidas preventivas perante o iminente agravamento das condições meteorológicas provocado pela Depressão Leonardo.
De acordo com as previsões emitidas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos da depressão começaram a sentir-se com maior intensidade no Baixo Alentejo e Algarve a partir do final da tarde de terça-feira.
Esperam-se períodos de chuva persistente, vento forte e agitação marítima significativa, com o pico de maior impacto previsto entre a noite de 3 de fevereiro e a manhã de 5 de fevereiro.
Face à ameaça, o sistema nacional de Proteção Civil encontra-se em estado de prontidão especial – nível 4, e o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi ativado. A região do Algarve mantém, por isso, vários avisos meteorológicos em vigor.
A reunião do CCOM sublinhou a articulação entre múltiplas entidades. Estiveram presentes responsáveis da saúde, forças de segurança, autarquia, juntas de freguesia, Águas de Vila Real de Santo António, e os Bombeiros de VRSA e Castro Marim, garantindo uma gestão operacional coordenada do território.
A nível hidrográfico, a situação do rio Guadiana está sob vigilância. Embora estejam previstas marés com alguma amplitude, que poderiam potenciar inundações em zonas vulneráveis se coincidissem com precipitação intensa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) não emitiu, até ao momento, alertas de cheia para esta zona.
Estão igualmente programadas descargas controladas nas barragens de Alqueva, Chança, Odeleite e Beliche, mas a amplitude das marés deverá permitir acomodar os aumentos de caudal previstos.
Em termos de prevenção local, o Município, em colaboração com a Rede Ambiente, reforçou a limpeza e desobstrução de sumidouros e sarjetas, bem como a limpeza dos cursos de água, visando garantir as melhores condições possíveis para o escoamento das águas pluviais.
O Serviço Municipal de Proteção Civil mantém-se em contacto permanente com a ANEPC, assegurando que qualquer alteração ao estado de alerta ou emissão de avisos de cheia será prontamente comunicada à população.
Recomendações Essenciais para a População
Perante este cenário de alerta, a ANEPC apela à adoção de medidas de autoproteção. A população deve proceder à limpeza dos sistemas de drenagem junto às habitações (esgotos e caleiras); fixar estruturas soltas (andaimes, lonas, toldos); evitar a permanência junto à orla costeira e zonas ribeirinhas; não tentar atravessar zonas inundadas, mesmo que pareçam pouco profundas; adotar uma condução defensiva e reduzir a velocidade nas estradas.
O Município apela à serenidade de todos os munícipes e ao rigoroso cumprimento das orientações emitidas pelas autoridades competentes, assegurando que continuará a monitorizar de perto a evolução da situação meteorológica.
Para casos de ocorrência, foram divulgados os seguintes contactos de emergência: Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim — 281 543 112; Número nacional de emergência — 112
É o fim de uma era para a GUADI que decidiu abandonar o Canil Intermunicipal de Castro Marim e VRSA Após 20 Anos de Serviço, rementendo as explicações para mais tarde.
A comunidade algarvia ligada à causa animal foi surpreendida esta semana com a notícia da saída de uma associação histórica do Centro de Recolha Oficial (CRO) Intermunicipal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (VRSA).
Após duas décadas de dedicação ininterrupta ao acolhimento de animais, a entidade optou por cessar a sua colaboração, remetendo a explicação completa desta «decisão muito pensada» para um momento posterior.
Durante 20 anos, a associação foi o pilar da gestão e apoio no canil intermunicipal. O comunicado emitido pela organização sublinha a longevidade deste compromisso, mencionando que, apesar das «muitas adversidades», a equipa conseguiu alcançar resultados significativos na defesa e bem-estar dos animais.
Com a retirada imediata, há uma alteração operacional crucial para o público. A associação informa que, a partir de agora, qualquer contacto referente a informações ou assuntos relacionados com o canil deve ser dirigido exclusivamente às autarquias de Castro Marim e VRSA.
A entidade manifesta, contudo, a sua disponibilidade para prestar apoio em “qualquer outro assunto” que não o canil em si.
Embora a nota oficial assegure que “não há culpa, nem culpados”, o tom da comunicação é marcadamente emocional e sugere que a decisão não foi fácil. A associação refere que a vida “é feita de ciclos” e expressa o seu pesar por não poder, neste momento, fornecer todos os detalhes sobre o fim desta parceria de longa data.
“Teríamos muito para dizer, mas neste momento não consigo”, confessa a entidade no comunicado, revelando que a decisão, apesar de apresentada como um fecho de ciclo ponderado, pode estar ligada a dificuldades subjacentes que se tornaram insustentáveis.
A totalidade dos motivos que levaram a esta rutura será, portanto, esclarecida apenas quando os responsáveis se sentirem preparados para tal.
O adeus é marcado por uma profunda gratidão. A associação aproveitou a oportunidade para agradecer publicamente a todos os voluntários, colaboradores e amigos que, de uma forma ou de outra, fizeram parte da equipa ao longo das duas décadas de serviço no CRO Intermunicipal.
A agenda desportiva de Vila Real de Santo António (VRSA) acaba de ganhar um brilho internacional para 2026. O município algarvio será novamente o anfitrião do prestigiado Torneio de Desenvolvimento UEFA Sub-16, um evento que atrai as mais promissoras jovens talentos femininas e masculinas do futebol mundial.
Entre os dias 4 e 17 de fevereiro de 2026, a cidade algarvia transforma-se no epicentro da formação desportiva europeia. Todos os encontros serão disputados no Complexo Desportivo de VRSA, aproveitando a excelência das infraestruturas do Estádio Municipal, reconhecido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) como um local ideal para competições de alto nível de formação.
O torneio contará com um cartaz de luxo e uma forte presença internacional, abrangendo competições femininas e masculinas.
Na vertente feminina, Portugal terá a difícil tarefa de defrontar as seleções da Alemanha, do México e dos Países Baixos. No que toca à competição masculina, a Seleção Nacional enfrentará equipas de alto calibre, nomeadamente a Alemanha, o Japão e, novamente, os Países Baixos. Esta diversidade de estilos de jogo promete um futebol de elevado nível tático e técnico.
Mas o que realmente eleva a importância deste torneio não é apenas a competição, mas sim a montra de talentos que representa. Todos os anos, dezenas de ‘olheiros’ dos principais clubes do futebol europeu rumam a VRSA, na esperança de detetar a próxima grande estrela. Para estes jovens atletas, esta é uma oportunidade inigualável para mostrarem o seu valor sob os holofotes e, potencialmente, garantir uma vaga nos plantéis dos gigantes do desporto-rei.
A organização deste evento de desenvolvimento está a cargo da FPF, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Complexo Desportivo local.
Os entusiastas do futebol têm uma excelente notícia: a entrada para todos os jogos do Torneio de Desenvolvimento UEFA Sub-16 é totalmente livre, permitindo que o público possa assistir, de perto e gratuitamente, ao desabrochar destas futuras estrelas internacionais.
Os Campeonatos Nacionais de Pista, que se realizaram recentemente no Centro de Alto Rendimento do Velódromo Nacional de Sangalhos, foram palco de um feito notável para o concelho de Vila Real de Santo António (VRSA).
Dois atletas oriundos da região, David Costa e Ângelo Correia, asseguraram uma ‘dobradinha’ histórica, elevando o nome do município ao mais alto nível do ciclismo nacional.
O grande destaque da participação vilarealense deu-se na exigente prova do quilómetro, inserida na classe C4. Esta disciplina, que exige força máxima e precisão cronométrica, foi totalmente dominada pelos representantes de VRSA.
David Costa demonstrou um desempenho excecional, sagrando-se Campeão Nacional. A festa ficou completa com o colega Ângelo Correia, que garantiu a medalha de prata e conquistou o prestigiado título de Vice-Campeão Nacional.
Este domínio total do pódio — com ouro e prata a viajarem para Vila Real de Santo António — representa um momento de enorme orgulho desportivo para a comunidade local.
Ambos os atletas competiram em mais do que uma disciplina ao longo do evento. Além da prova de velocidade pura do quilómetro, David Costa e Ângelo Correia participaram também na prova de eliminação, sublinhando a sua versatilidade e a dedicação ao ciclismo de pista.
Este sucesso alcançado em Sangalhos não é apenas um triunfo individual para David Costa e Ângelo Correia, mas também uma validação do trabalho desenvolvido na promoção do desporto em Vila Real de Santo António. O concelho reafirma assim a sua posição como um viveiro de talentos, celebrando um feito que inspira a comunidade desportiva.
A cooperação intermunicipal e a salvaguarda do património local foram o foco central de uma reunião técnica em Vila Real de Santo António (VRSA), nos dias 22 e 23 de janeiro.
O encontro juntou os municípios de Fundão, Marinha Grande, Montemor-o-Novo e VRSA para analisar e planear o futuro do projeto «À Descoberta das 4 Cidades», uma iniciativa cultural e educativa que liga estas «cidades irmãs» desde 1988, quando foram promovidas as respetivas vilas.
A sessão de abertura dos trabalhos foi conduzida pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo, e pela Vice-Presidente, Patrícia Jerónimo, contando com a presença de vereadores, eleitos e técnicos de todos os municípios parceiros, ali representados.
O principal objetivo desta reunião teve o sentido era estratégico de avaliar o estado de execução do projeto no triénio 2024–2026, analisar as metodologias adotadas e promover uma partilha eficaz de boas práticas entre as autarquias.
O projeto “À Descoberta das 4 Cidades” assume um papel crucial na valorização da memória e da identidade local, dedicando-se à investigação de práticas culturais e ao reforço das tradições.
O seu pilar fundamental reside no envolvimento direto da comunidade escolar, mobilizando alunos e professores na recolha de testemunhos e no desenvolvimento de atividades colaborativas, garantindo que o conhecimento histórico e patrimonial seja transmitido às novas gerações.
Durante o encontro, os parceiros definiram as linhas orientadoras do novo eixo temático que irá dominar o projeto no período 2024–2026: «Festas e Romarias das 4 Cidades, do sagrado ao profano».
Este foco permitirá explorar a rica tapeçaria de celebrações que marcam o calendário cultural de cada município, articulando-se com iniciativas de intercâmbio escolar e educação para a cidadania.
A ligação entre as quatro cidades remonta a 11 de março de 1988, data em que foram elevadas à categoria de cidades, estabelecendo, a partir daí, um sólido protocolo de geminação. Desde então, celebram anualmente, de forma rotativa, o Dia das 4 Cidades Irmãs, consolidando um laço que demonstra a importância da união e da partilha para a preservação cultural e histórica do país.
De visita ao Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC), a convite do Comandante Regional, Vítor Vaz Pinto, estiveram os presidentes das juntas de freguesia do concelho de Vila Real de Santo António.
Esta visita foi classificada de «muito enriquecedora», dado que permitiu conhecer de perto o trabalho desenvolvido na área da proteção civil e reforçar a importância da cooperação institucional na prevenção, preparação e resposta a situações de emergência.
Os autarcas agradeceram o convite e a disponibilidade pelo trabalho diário em prol da segurança de todos.
O Município de Vila Real de Santo António (VRSA) está a preparar-se para assinalar o Dia Mundial do Cancro, que se celebra anualmente a 4 de fevereiro, com uma ação de sensibilização focada nos pilares essenciais da luta contra a doença, a prevenção e rastreio.
As atividades estão agendadas para o próximo dia 3 de fevereiro, entre as 9h15 e as 11h15, e terão lugar no Pavilhão Municipal Ilídio Setúbal.
O evento é uma iniciativa do Gabinete Municipal de Saúde da Câmara Municipal de VRSA, estabelecendo uma parceria estratégica com a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Durante a manhã, o foco incidirá na importância da prevenção da doença, destacando a relevância dos programas de rastreio e sublinhando o papel crucial do exercício físico como ferramenta de promoção da saúde e de redução do risco oncológico. A autarquia visa assim reforçar a educação para a saúde junto da comunidade local.
A Câmara Municipal de VRSA está a convidar ativamente toda a população a participar e a vestir uma peça de roupa branca, laranja ou roxa, cores associadas à causa, demonstrando o seu apoio à iniciativa que tem como lema unificador: “Unidos por cada um!”.
O Dia Mundial do Cancro: Uma Iniciativa Global
Assinalado a 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Cancro é a principal iniciativa internacional que visa aumentar a consciencialização global sobre a doença, reforçar a educação e incentivar a ação individual e coletiva na sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.
O objetivo primordial é contribuir significativamente para a redução das mortes evitáveis.
A instituição deste dia a nível mundial ocorreu em 2000, no âmbito da Cimeira Mundial Contra o Cancro para o Novo Milénio, realizada em Paris.
É promovido e coordenado pela União Internacional Contra o Cancro (UICC), a maior e mais antiga organização internacional dedicada à luta contra o cancro, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A UICC lidera esta campanha global, que frequentemente utiliza um tema trienal, mobilizando milhares de organizações e indivíduos em todo o planeta.