FOZ – Guadiana Digital

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  • 𝐃𝐎 𝐌𝐀𝐑 𝐏’𝐑𝐀 𝐌𝐄𝐒𝐀 | 𝐑𝐎𝐓𝐀 𝐆𝐀𝐒𝐓𝐑𝐎𝐍Ó𝐌𝐈𝐂𝐀

    𝐃𝐎 𝐌𝐀𝐑 𝐏’𝐑𝐀 𝐌𝐄𝐒𝐀 | 𝐑𝐎𝐓𝐀 𝐆𝐀𝐒𝐓𝐑𝐎𝐍Ó𝐌𝐈𝐂𝐀

    Sabor do Mar Invade o Centro Histórico de VRSA
    Rota de Tapas – 30 de março a 5 de abril
    Tapas inspiradas no mar • 20 restaurantes aderentes • Tapas: 3€

    Descubra, prove e celebre a tradição local num percurso gastronómico ao seu ritmo.
    Reúna carimbos no passaporte e habilite‑se a ganhar prémios.

    Em breve: restaurantes participantes e menus exclusivos.
    Prepare‑se para provar o mar.

  • O exemplo da Frusoal

    O exemplo da Frusoal

    O Triunfo da Cooperação sobre o Isolamento em Cacela

    ​A história da Frusoal confunde-se com a própria evolução da paisagem agrícola de Vila Nova de Cacela.

    Num território onde a terra sempre foi generosa, mas o mercado implacável, a empresa surge como a resposta necessária a um cenário de fragmentação que ameaçava a viabilidade das explorações familiares.

    ​O sucesso da Frusoal é a prova de que a resistência inicial de poucos foi vencida pela visão estratégica de outros. É um caso de estudo sobre como a união de esforços e a profissionalização da gestão podem transformar uma região marcada pelo pessimismo num polo de exportação e orgulho local.

    Visto no Facebook em Mais Cacela

  • Alta Mora celebra «Festival das Amendoeiras em Flor» com reforço institucional e emoção comunitária

    Alta Mora celebra «Festival das Amendoeiras em Flor» com reforço institucional e emoção comunitária

    A aldeia de Alta Mora, no interior do concelho de Castro Marim, voltou a transformar-se num polo de encontro e celebração com a 5.ª edição do Festival das Amendoeiras em Flor, um evento que une natureza, cultura e resistência comunitária.

    A sessão de abertura contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, e da presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra, cuja participação foi recebida com especial reconhecimento pela população e pela organização.

    Um festival que afirma o interior

    Na intervenção inicial, foi sublinhado o simbolismo da presença das autoridades nacionais e locais. “A vossa presença simboliza o compromisso e a valorização de uma região que preserva a sua identidade”¹, afirmou um dos oradores, destacando o papel do festival na promoção do interior algarvio.

    A presidente da Câmara, Filomena Sintra, foi várias vezes referida como parceira essencial na construção do evento ao longo dos anos. A sua presença constante desde os primórdios do projeto foi lembrada com gratidão: “A senhora Presidente da Câmara… desde 2003 ou 2000 que está cá connosco”², afirmou Walter Matias, líder da associação organizadora.

    O esforço de uma comunidade que não desiste

    A preparação desta edição foi marcada por condições meteorológicas adversas, mas a resiliência da população falou mais alto. “Foram três meses de intenso trabalho… Tivemos que desmontar, tivemos que montar, mas não desistimos”³, recordou Matias, sublinhando o contributo dos cerca de 200 voluntários envolvidos.

    A autarca Filomena Sintra foi destacada como presença ativa e solidária durante todo o processo, acompanhando a organização “neste ritmo infernal, que foi baixo de chuva, de vento”⁴. O agradecimento público reforçou a ligação entre o município e a aldeia, num esforço conjunto para manter vivo o interior do concelho.

    Uma aldeia envelhecida que se reinventa

    Alta Mora tem hoje apenas cerca de 20 habitantes permanentes, muitos deles idosos. O festival é, por isso, mais do que um evento cultural: é uma estratégia de revitalização. “Aqui há uns anos eram 1.000, agora cerca de 500 habitantes”⁵, lamentou Matias, defendendo que iniciativas como esta ajudam a criar pequenas dinâmicas económicas e a atrair visitantes.

    Um dos momentos mais simbólicos foi a referência às amendoeiras decorativas criadas a partir de árvores queimadas no incêndio de 2021. “Isto é tudo trabalho manual, feito pelas pessoas da terra com 70, 80 anos”⁶, destacou o dirigente, homenageando aqueles que considera “a alma deste evento”.

    A força das parcerias

    Além da Câmara Municipal, foram reconhecidos os apoios da Junta de Freguesia, da Caixa Agrícola e da associação ADRIP, cuja equipa “é o nosso braço direito, o esquerdo e tudo o meio”⁷.

    Cultura, natureza e identidade

    O festival oferece música, teatro, caminhadas e animação de rua, convidando visitantes a descobrir um Algarve interior autêntico, longe dos circuitos turísticos tradicionais.

    A mensagem final da organização foi clara: Alta Mora quer continuar viva — e precisa de todos para isso.


    Notas de rodapé (citações diretas do documento)

    1. “A vossa presença simboliza o compromisso e a valorização de uma região…”
    2. “A senhora Presidente da Câmara… desde 2003 ou 2000 que está cá connosco.”
    3. “Foram três meses de intenso trabalho… Tivemos que desmontar, tivemos que montar, mas não desistimos.”
    4. “A Câmara… também nos acompanharam neste ritmo infernal, que foi baixo de chuva, de vento.”
    5. “Aqui há uns anos eram 1.000, agora cerca de 500 habitantes.”
    6. “Isto é tudo trabalho manual, feito pelas pessoas da terra com 70, 80 anos.”
    7. “Eles são o nosso braço direito, o esquerdo e tudo o meio.”

    Se quiseres, posso também preparar uma versão mais curta para redes sociais, ou uma versão institucional para a Câmara Municipal ou para a Associação de Amigos de Alta Mora.

  • Amendoeiras em Flor pintam Alta Mora

    Amendoeiras em Flor pintam Alta Mora

    Coesão Territorial no Algarve Interior

    Castro Marim – O Festival das Amendoeiras em Flor regressa a Alta Mora, no concelho de Castro Marim, entre os dias 20 e 22 de fevereiro de 2026, celebrando a beleza da paisagem florida e promovendo o património cultural e natural do interior algarvio.

    A 5ª edição do evento contará com a presença de José Apolinário, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), na sessão de abertura.

    Organizado pela Associação Recreativa, Cultural e Desportiva dos Amigos da Alta Mora (ARCDAA), o festival procura dinamizar a região fora da época alta turística, combinando atividades de pedestrianismo, valorização do património local e uma programação cultural diversificada.

    O objetivo é impulsionar a economia local e reforçar a identidade do interior algarvio.

    A presença da CCDR Algarve no evento, confirmada por fonte oficial, demonstra a importância estratégica que a instituição atribui ao Festival das Amendoeiras em Flor como ferramenta de coesão territorial.

    O evento contribui para aumentar a atratividade do interior, atenuando o impacto da sazonalidade turística e promovendo um desenvolvimento mais equilibrado da região.

    A edição de 2026 integra-se no projeto “Cultura aos Montes”, uma iniciativa da ARCDAA financiada pelo Programa Regional ALGARVE 2030.

    Este projeto visa promover a inclusão social, combater o isolamento e dinamizar culturalmente os territórios do interior, integrando o Festival das Amendoeiras em Flor como uma das suas ações de maior visibilidade e impacto na comunidade.

    Através de ações em rede e da participação ativa no festival, pretende-se reforçar o tecido social e económico da região, oferecendo alternativas de lazer e cultura aos residentes e visitantes.

  • Sinal de Alerta: A Baliza V-16 e a Multa de 200 Euros

    Sinal de Alerta: A Baliza V-16 e a Multa de 200 Euros

    Apanhou Condutores de Surpresa

    Esta é uma reportagem focada no caso recente de multas em Espanha relacionadas com o dispositivo V-16, analisando a legislação atual, os motivos das sanções e a perspetiva de expansão desta medida para o resto da União Europeia.


    Por Redacção Gem-Digi | 26 de Janeiro de 2026

    A transição tecnológica nas estradas espanholas vive um momento de tensão. Desde o passado dia 1 de janeiro, a baliza V-16 conectada tornou-se o único dispositivo legal para sinalizar avarias ou acidentes em Espanha, enterrando definitivamente os clássicos triângulos. Contudo, relatos recentes de condutores multados em 200 euros, mesmo utilizando o dispositivo, lançaram a confusão: afinal, o que está a falhar?

    O Nó Cego da Lei: Quando a Baliza não Basta

    A Direção-Geral de Trânsito (DGT) de Espanha foi clara ao implementar o Real Decreto 159/2021: a segurança vem primeiro. A baliza V-16 foi desenhada para evitar que o condutor saia do carro, reduzindo o risco de atropelamento. No entanto, as multas de 200 euros que têm surgido não se devem, na maioria dos casos, à falta de luz, mas sim a dois fatores críticos:

    1. A Falta de Conetividade: Muitos condutores adquiriram versões antigas da baliza (sem geolocalização). A partir de 2026, apenas os dispositivos “V-16 Conectados” — que enviam sinal à plataforma DGT 3.0 — são válidos. Usar uma baliza analógica é agora equivalente a não ter sinalização oficial.
    2. O Fator Humano (O Colete): É aqui que reside a maior armadilha. Embora a baliza permita sinalizar o perigo a partir de dentro do carro, a lei espanhola continua a exigir o uso do colete refletor se o condutor tiver de abandonar o habitáculo por qualquer motivo. Abandonar o veículo sem o colete continua a ser uma infração grave, punida com os referidos 200 euros e a perda de pontos na carta.

    Espanha: Um Laboratório Isolado?

    Atualmente, Espanha é o pioneiro (e o único país da UE) a tornar este dispositivo digital obrigatório para todos os veículos matriculados no país.

    Nota para condutores portugueses: Se viaja para Espanha com matrícula portuguesa, não é obrigado a possuir a baliza V-16. O tratado de circulação internacional permite que veículos estrangeiros circulem com o equipamento obrigatório do seu país de origem (neste caso, o triângulo e o colete).

    O Dispositivo vai chegar a Bruxelas?

    A questão que se coloca é se a “luz de Espanha” chegará a toda a Europa. A resposta curta é: não de imediato, mas está no radar.

    • Harmonização Europeia: A Comissão Europeia tem como objetivo a “Visão Zero” (zero mortes nas estradas até 2050). Embora ainda não exista uma diretiva que obrigue à substituição dos triângulos pela V-16 em toda a União, Bruxelas acompanha de perto o “caso espanhol”.
    • Barreiras Técnicas: Para que a baliza seja eficaz a nível europeu, seria necessário que todos os estados-membros tivessem uma plataforma de dados semelhante à “DGT 3.0” para receber os alertas de geolocalização, algo que ainda não é uma realidade uniforme.

    Comparativo: Triângulo vs. Baliza V-16

    CaracterísticaTriângulo de Pré-SinalizaçãoBaliza V-16 Conectada
    AtivaçãoExige sair do veículo (Risco elevado)Colocação magnética (Interior)
    VisibilidadeLimitada (Depende dos faróis alheios)360º e visível a mais de 1 km
    TecnologiaAnalógica (Passiva)Digital (Geolocalização em tempo real)
    Custo médio5€ – 10€40€ – 60€ (Inclui dados por 12 anos)

    Conclusão

    O dispositivo V-16 é um salto tecnológico inegável, mas a sua implementação em Espanha serve de aviso para o resto da Europa: a tecnologia não substitui a atenção às regras básicas de segurança. Enquanto a UE não decide o futuro do triângulo, o conselho para quem atravessa a fronteira é manter o colete sempre à mão — e a baliza, se a tiver, devidamente homologada.

  • O “Cérebro” Tecnológico que Vigia a Bacia do Guadiana em Espanha

    O “Cérebro” Tecnológico que Vigia a Bacia do Guadiana em Espanha

    Que é a Sira Guadiana

    Por trás da gestão da água na vizinha Espanha, existe um sistema invisível de sensores e dados que trabalha 24 horas por dia. Conheça o SIRA, a rede integrada que antecipa cheias, combate a poluição e garante que cada gota do Guadiana é aproveitada com precisão cirúrgica.

    O Rio Guadiana não é apenas uma linha no mapa ou uma fronteira natural; é um organismo vivo que pulsa de acordo com o ritmo das estações e as variações do clima.

    Gerir uma bacia hidrográfica desta importância exige mais do que a simples observação ocular das margens. Atualmente, o comando das operações cabe ao SIRA, uma sigla que esconde uma complexa Rede Integrada de monitorização.

    Este sistema funciona como o sistema nervoso central do rio, integrando sub-redes especializadas que vigiam desde os caudais e as barragens até à qualidade química da água e o estado de saúde dos aquíferos subterrâneos.

    A magia desta gestão acontece através de um fluxo de informação perfeitamente orquestrado, que começa muito antes de a água chegar às nossas torneiras ou aos campos de cultivo.

    Tudo tem início no leito do rio e nas suas infraestruturas, onde uma vasta rede de sensores capta dados em tempo real sobre o estado do meio hídrico, incluindo o comportamento das águas superficiais e até das águas residuais tratadas.

    Estes dados, transformados em sinais digitais, viajam instantaneamente para um centro de controlo onde são processados e analisados.

    É este processamento que permite aos especialistas avaliar o estado do rio em cada minuto, apresentando relatórios detalhados que ajudam os responsáveis a desenhar as melhores estratégias de prevenção e atuação, otimizando o processo de tomada de decisão perante qualquer cenário.

    Esta infraestrutura tecnológica foca-se em dois pilares fundamentais que afetam diretamente a vida das populações: a segurança e a eficiência. Por um lado, o SIRA é a ferramenta essencial para a previsão e atuação em caso de cheias, permitindo conhecer antecipadamente a evolução dos níveis e caudais.

    Com esta informação, a Proteção Civil pode ser avisada com a antecedência necessária para minimizar danos e proteger vidas. Por outro lado, o sistema garante uma vigilância rigorosa da qualidade da água, detetando prontamente parâmetros anómalos que possam indicar descargas poluentes não autorizadas, protegendo assim o ecossistema e a saúde pública.

    Mas o impacto do SIRA vai muito além da gestão de crises. No dia a dia, esta rede permite uma gestão inteligente das reservas de água.

    Ao controlar ao pormenor a operação de barragens, canais e conduções, é possível garantir que a água disponível é distribuída da forma mais eficaz possível pelos seus diversos usos — seja para o abastecimento doméstico, para o regadio agrícola, para a produção de energia hidroelétrica ou para a manutenção dos caudais ecológicos mínimos que o ambiente exige.

    Além disso, ao manter um arquivo histórico de dados fiáveis e continuados, o SIRA não está apenas a resolver os problemas de hoje; está a construir o conhecimento necessário para que as futuras gerações saibam como cuidar de um dos recursos mais preciosos da Península Ibérica.


    Para quem quer ir mais fundo: O “Dicionário” do SIRA

    Se ficou curioso sobre a tecnologia por trás desta vigilância, o SIRA é, na verdade, a união de quatro redes especializadas que funcionam em conjunto:

    • SAIH (Sistema Automático de Informação Hidrológica): É o braço direito da segurança. Mede níveis de rios e albufeiras em tempo real para prever cheias e gerir a abertura de comportas.
    • SAICA (Sistema Automático de Informação de Qualidade das Águas): Funciona como um laboratório permanente. Analisa a composição química da água para detetar poluição de forma imediata.
    • ROEA (Rede Oficial de Estações de Calibração/Aforo): Foca-se na quantidade. É a rede que mede com precisão o volume de água que passa num determinado ponto (caudal).
    • PIEZO (Rede de Piezometria): O olhar subterrâneo. Mede os níveis dos aquíferos (reservas de água debaixo do solo) para garantir que não estão a ser sobre-explorados.

  • Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Litoral sob Pressão: Obras de 14 Milhões Arrancam em Quarteira com APA em Mudança e Autarquias sem Recursos

    Por Redação GEM-DIGI | 9 de Janeiro de 2026

    QUARTEIRA — É já na próxima segunda-feira, dia 12 de Janeiro, que se inicia a grande operação de reposição de areia no litoral de Loulé. A intervenção, aguardada com ansiedade num Algarve fustigado por sucessivos temporais, avança num momento de fragilidade institucional: as autarquias clamam por falta de meios e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dona da obra, atravessa um período de incerteza na sua liderança.

    Uma Operação de Engenharia Global contra a Erosão

    O arranque dos trabalhos incidirá no troço costeiro entre a praia de Quarteira e a praia do Garrão. A empreitada, orçada em cerca de 14,3 milhões de euros, visa a alimentação artificial do sistema costeiro, repondo o perfil de segurança das praias que perderam milhares de metros cúbicos de areia nos últimos invernos.

    Para mitigar o ceticismo local quanto ao cumprimento de prazos, a investigação sobre a adjudicação revela dados concretos sobre a robustez da operação. A obra está a cargo da Dravo S.A., empresa sediada em Madrid que opera como o braço ibérico do Grupo Van Oord.

    Trata-se de uma garantia técnica relevante: a matriz holandesa é uma das líderes mundiais em engenharia marítima e dragagens, com um histórico de execução de obras complexas e elevada capacidade financeira. Este perfil empresarial afasta, à partida, os receios de insolvência ou incapacidade técnica que frequentemente paralisam obras públicas em Portugal, permitindo antever que o areal estará pronto antes do início da época balnear.

    Autarquias “De Mãos Atadas” e o Vazio Central

    Apesar do avanço das máquinas em Quarteira, o enquadramento nacional permanece crítico. O temporal que atingiu a costa algarvia expôs, uma vez mais, a vulnerabilidade de um modelo de gestão centralizado.

    As Câmaras Municipais debatem-se com um duplo constrangimento:

    1. Falta de Competência Legal: A intervenção direta no Domínio Público Marítimo é exclusiva da administração central.
    2. Incapacidade Financeira: Os orçamentos municipais não comportam obras de dezenas de milhões de euros para proteção costeira.

    As autarquias restam, assim, dependentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Ministério do Ambiente. Contudo, esta dependência agrava-se com a instabilidade na própria agência. Confirmam-se as movimentações para a substituição da atual liderança da APA, criando um cenário onde a entidade responsável por gerir a crise costeira se encontra, ela própria, em gestão de mudança.

    Num momento em que não foi apenas Quarteira a sofrer danos — com registos de destruição em várias frentes de mar da região — a resposta do Estado surge agora com esta obra de grande envergadura, mas deixa por responder às questões estruturais sobre a agilidade e a estabilidade dos organismos que tutelam o litoral português.

  • Autárquicas 2025: Resultados nos quatro concelhos do Baixo Guadiana

    Autárquicas 2025: Resultados nos quatro concelhos do Baixo Guadiana

    Os resultados das eleições autárquicas de 2025 trouxeram novidades e confirmações em quatro concelhos do Baixo Guadiana. Mário Tomé continua a liderar em Mértola, enquanto Paulo Paulino mantém o comando em Alcoutim. Em Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo permanece como presidente. Em Castro Marim, Filomena Sintra, que tinha assumido a presidência na reta final do mandato anterior após Francisco Amaral, conquista agora, pela primeira vez, a presidência da câmara em nome próprio.

    ConcelhoPresidente EleitoNotas
    MértolaMário ToméMantém-se à frente do município
    AlcoutimPaulo PaulinoReconduzido como presidente
    Vila Real de S. AntónioÁlvaro AraújoContinua como presidente da câmara
    Castro MarimFilomena SintraEleita pela 1.ª vez após sucessão de Francisco Amaral

    Esta eleição reforça a continuidade em três autarquias e marca a estreia de Filomena Sintra como presidente eleita em Castro Marim.

  • Aulas de Taekwondo começam em VRSA, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela

    Aulas de Taekwondo começam em VRSA, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela

    O Taekwondo Clube de Vila Real de Santo António anuncia o início da temporada de aulas 2025/2026, com treinos disponíveis em três localidades do concelho: Vila Real de Santo António, Monte Gordo e Vila Nova de Cacela. As sessões são para ambos os sexos.

    Em Vila Real de Santo António, os treinos iniciam-se a 16 de setembro no Ginásio n.º 2 do Estádio Municipal. As aulas destinam-se a participantes com mais de 10 anos e decorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h00 às 20h00. O mestre é José Teixeira.

    Para a localidade de Monte Gordo, o arranque está marcado para 22 de setembro, no ginásio da Escola Básica 2º e 3º ciclos. As aulas são para crianças e jovens dos 5 aos 13 anos, com treinos às segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h00 às 19h00. O mestre responsável é Rogério Rosa.

    Em Vila Nova de Cacela, os treinos já começaram a 9 de setembro no Pavilhão Municipal. As sessões são para crianças a partir dos 5 anos e acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h00 às 20h30. O mestre é também Rogério Rosa.

    Para mais informações, os interessados podem contactar o Mestre José Teixeira, para a localidade de Vila Real de Santo António, através do número 919268470, e o Mestre Rogério Rosa, para as localidades de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela, através do número 962532800.

  • Fatacil abre portas em Lagoa

    História da FATACIL

    A FATACIL (Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa) teve início em 1980 como a Feira Regional de Lagoa, tendo sido considerada uma iniciativa pioneira no setor empresarial do Algarve numa altura em que o turismo começava a despontar como o principal motor económico da região. Fui testemunha desses primeiros passos e da controversa que desencadeou.

    A primeira edição foi modesta, organizada pela Assembleia Municipal e Junta de Freguesia de Lagoa, contando com apenas 11 expositores e cerca de 1.500 visitantes. Em 1981, o evento passou a ser denominado FATACIL, nome que se mantém até hoje[1][2][3].

    O recinto da feira, junto à EN125, foi crucial para o seu sucesso imediato. Nas décadas seguintes, a FATACIL afirmou-se como uma das maiores feiras do Sul de Portugal, sendo atualmente uma das maiores montras de atividades económicas do país.

    O número de expositores cresceu para mais de 700 e já ultrapassou os 200 mil visitantes por edição, assumindo-se como uma plataforma prestigiada para negócios, promoção de marcas, produtos e serviços tanto para residentes como para turistas que visitam o Algarve no verão[1][2][3].

    Críticas e Sucessos até à Afirmação

    Ao longo dos anos, a FATACIL superou várias dificuldades iniciais, como limitações logísticas (os expositores tinham de construir os próprios pavilhões nas primeiras edições) e a necessidade de adaptar constantemente o recinto e as ofertas à crescente procura do público.

    O certame evoluiu para integrar animação de rua, espetáculos musicais, dança, exposições e demonstrações de diversas áreas, fortalecendo o seu prestígio e capacidade de atrair multidões[1][3].

    As críticas geralmente recaem sobre a gestão das instalações, circulação e qualidade dos serviços de restauração durante o evento. Contudo, os sucessos acumulados, como o aumento consistente de expositores e público, melhorias na fluidez das bilheteiras e no estacionamento, consolidaram o evento como referência do verão algarvio[4].

    FATACIL como Certame de Referência

    Desde finais dos anos 80, a FATACIL tornou-se a maior feira de atividades económicas do Sul do país e uma referência incontornável no calendário nacional de eventos e certames. Em quatro décadas, evoluiu de uma pequena feira regional para uma montra nacional de artesanato, gastronomia, comércio, indústria e cultura, ultrapassando os quatro milhões de visitantes cumulativos[1][3].

    Novidades da Edição 2025

    • Datas: Realiza-se entre os dias 22 e 31 de agosto de 2025, diariamente das 18h00 à 01h00, no Parque Municipal de Feiras e Exposições de Lagoa[5][6].
    • Palcos e Animação: Vários palcos temáticos (Lagoa, Algarve, FATACIL), picadeiro e animação de rua, com aposta reforçada na música, dança de ranchos folclóricos e concertos dos maiores artistas portugueses.
    • Espetáculos Equestres: Programação diária no picadeiro, com cavaleiros convidados e momentos especiais a partir das 21h00.
    • Novidades Musicais: O Palco Algarve terá “Sunset” com DJ às 18h00, música às 20h30 e espetáculo ‘Fora D’Horas’ à meia-noite. O Palco Lagoa oferece música mais intimista para jantares em família, do Fado aos Cantares e acordeão.
    • Ação Especial: Participação dos Paraquedistas do Exército Português (Falcões Negros) na inauguração, com salto em queda livre.
    • Experiência única: Regresso do Balão de Ar à FATACIL, permitindo subidas panorâmicas nos dias 29, 30 e 31[6].
    • Demonstrações da GNR: Demonstrações Cinotécnicas, junto à entrada principal, nos dias 22, 26 e 31 de agosto.
    • Restaurantes: A restauração estará toda concentrada em duas zonas, junto aos palcos Lagoa e Algarve, exceto o restaurante de apoio ao picadeiro.
    • Bilhética: Bilhetes disponíveis online (BOL) e em diversos pontos físicos, com bilheteiras locais abertas entre as 18h-00h[6][7].

    A FATACIL mantém-se como ponto de encontro de negócios, cultura, lazer, gastronomia e animação, representando o que de melhor o Algarve e Portugal têm para mostrar, num ambiente festivo que une tradição e inovação[1][2][5][6].

  • Fórmula 1 pode estar de regresso ao Algarve

    Fórmula 1 pode estar de regresso ao Algarve

    O regresso da Fórmula 1 a Portugal está mais próximo, com o primeiro-ministro Luís Montenegro a garantir que o Governo tem «tudo pronto para formalizar o regresso da Fórmula 1 ao Algarve em 2027».

    O anúncio foi feito durante a Festa do Pontal, em Quarteira, e confirma as negociações em curso para colocar o Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, de volta no calendário do principal escalão do automobilismo mundial.

    A intenção é que o evento se realize no Autódromo de Portimão, que já possui a homologação de Grau 1 da Federação Internacional do Automóvel (FIA), necessária para acolher a prova. A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) vê uma «janela de oportunidade», já que o acordo com as equipas de F1 estabelece uma quota de Grandes Prémios a serem realizados na Europa.

    Embora o anúncio seja uma forte intenção política, a confirmação oficial depende da promotora do campeonato (FOM) e da disponibilidade no calendário, que conta com um elevado número de países em lista de espera. O histórico recente do AIA, que acolheu o MotoGP e outras competições internacionais, fortalece a candidatura portuguesa.

    Resumo das edições anteriores no Algarve

    Apesar da longa história do Grande Prémio de Portugal, as edições realizadas no Autódromo Internacional do Algarve são relativamente recentes, tendo acontecido apenas por duas vezes, em 2020 e 2021, devido a alterações no calendário da Fórmula 1 provocadas pela pandemia de COVID-19.

    • Grande Prémio de Portugal 2020: Disputado a 25 de outubro, Lewis Hamilton (Mercedes) conquistou a vitória e alcançou o recorde de 92 triunfos na sua carreira. A corrida marcou o regresso da F1 a Portugal após 24 anos. Max Verstappen (Red Bull) ficou em segundo lugar, com Valtteri Bottas (Mercedes) a completar o pódio.
    • Grande Prémio de Portugal 2021: A prova regressou a 2 de maio, com Lewis Hamilton a vencer novamente. Max Verstappen e Valtteri Bottas voltaram a acompanhar o piloto britânico no pódio, nas mesmas posições da corrida do ano anterior.

    Estas duas edições demonstraram a capacidade do circuito algarvio de acolher o “grande circo” e a sua popularidade entre os pilotos e equipas, que elogiaram a natureza desafiante e as alterações de elevação da pista.

    ./com GEM – Redacção Digital
  • Eurocidade do Guadiana

    🇪🇸 Un grupo de jóvenes de Ayamonte, Castro Marim y Vila Real de Santo António han participado en la primera actividad de los Diálogos Laborales Transfronterizos que se desarrollan en el ámbito del proyecto Eures Transfronterizo Andalucía Algarve con el objetivo de conocer de manera directa las inquietudes, preocupaciones y el conocimiento real que este sector de la población tiene respecto a la movilidad laboral en el entorno de frontera.
    🇵🇹 Os Diálogos Laborais Transfronteiriços constituem-se como um espaço de análise para identificar os obstáculos que dificultam a contratação no território fronteiriço, procurando promover projectos de desenvolvimento económico que reforcem o investimento e o turismo na região. O fórum contará com um comité composto pelas entidades de referência do projeto, o Serviço Andaluz de Emprego e o Instituto de Emprego e Formação Profissional de Portugal, bem como por representantes de empregadores, sindicatos e outras entidades cuja contribuição seja de interesse.

    EuresTAA #EurociudadGuadiana #EurocidadeGuadiana #EuroGuadiana

  • Eurocidade do Guadiana no norte de Espanha

    Eurocidade do Guadiana no norte de Espanha

    Uma delegação da Eurocidade do Guadiana, liderada pelos vice-presidentes Alberto Fernández e Filomena Sintra, reuniu-se recentemente na Eurorregião Nova Aquitânia-Euskadi-Navarra (NAEN) para aprofundar o conhecimento sobre projetos de desenvolvimento transfronteiriço.

    A equipa técnica da NAEN, sob a direção de Leyre Azcona, apresentou exemplos de sucesso em áreas como mobilidade sustentável, observatórios territoriais, cidadania partilhada e coesão territorial.

    Alberto Fernández e Filomena Sintra, participaram no intercâmbio de boas práticas transfronteiriças, partilhando experiências em áreas como a mobilidade transfronteiriça sustentável, observatórios territoriais,  projetos de cidadania partilhada e coesão territorial. Foram ainda realizadas reuniões com empresas públicas e entidades envolvidas em projetos transfronteiriços.

    O grupo de trabalho é composto pela equipa técnica do AECT da Eurocidade do Guadiana, bem como por geógrafos e arquitetos dos departamentos de Planeamento Urbano e Ordenamento do Território de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António.

    No primeiro dia, foram recebidos em San Sebastián pelo Vice-Ministro das Infraestruturas e Mobilidade Sustentável do Governo Basco, Miguel Ángel Páez, que apresentou diversas iniciativas e ações de mobilidade transfronteiriça.

    Posteriormente, a Diretora-Geral da Autoridade de Transportes de Guipúzcoa, Elusca Renedo, partilhou a experiência deste território histórico na coordenação de redes de transporte intermodais e transfronteiriças. No mesmo dia, visitaram “bacias de vida transfronteiriças” em Hendaye-Irún e Xareta, cidade que abrange municípios de Navarra e da região francesa dos Pirenéus Atlânticos, onde o Presidente da Câmara de Sare, Battit Laborde, foi o anfitrião.

    A visita foi organizada em coordenação com a AECT Eurorregião Nova Aquitânia Euskadi Navarra e insere-se na iniciativa Resilient Borders, financiada pela Comissão Europeia, pela Associação das Regiões Fronteiriças Europeias e pela Missão Operacional Transfronteiriça (MOT). Esta iniciativa financia dez projetos únicos na Europa. Através desta iniciativa, a Eurocidade do Guadiana está a desenvolver um documento de planeamento territorial estratégico conjunto para todo o seu território.

    fonte: Eurocidade do Guadiana e Redes

  • Fuga de Animais em Yellowstone? Vídeos Virais São Falsos e Alarmistas

    Fuga de Animais em Yellowstone? Vídeos Virais São Falsos e Alarmistas

    Nos últimos dias, vários vídeos circularam nas redes sociais e em plataformas de mensagens sugerindo que animais estariam a fugir em massa do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, alegadamente devido a uma possível erupção do supervulcão ali existente. As imagens mostram ursos, alces e bisontes em movimento, com legendas alarmistas e músicas dramáticas.

    Mas a verdade é bem diferente: as autoridades norte-americanas desmentem qualquer evento fora do normal em Yellowstone, e os vídeos em causa são enganosos, manipulados ou fora de contexto.

    O que está a acontecer realmente?

    Segundo o Serviço Nacional de Parques (NPS) e o Serviço Geológico dos EUA (USGS), não há qualquer anomalia na actividade vulcânica da região. O nível de alerta está em “verde”, ou seja, normal. A zona é monitorizada 24 horas por dia, com sensores sísmicos e térmicos, e não existe qualquer indício de erupção iminente.

    Além disso, os especialistas explicam que:

    • Movimentos de animais são comuns e ocorrem sazonalmente, principalmente no inverno, quando procuram alimento a altitudes mais baixas.
    • Alguns dos vídeos virais foram gravados fora de Yellowstone, como é o caso de um vídeo de ursos que, na realidade, foi filmado em Bear Country USA, na Dakota do Sul.
    • Outros vídeos foram gerados ou alterados com inteligência artificial e circulam em perfis de entretenimento ou desinformação.

    O que dizem os cientistas?

    A geóloga do USGS, Dr. Lisa McCarter, afirmou à imprensa norte-americana que “não há qualquer alteração no comportamento dos animais ou no estado geológico da caldeira de Yellowstone que aponte para risco acrescido”. O mesmo foi reforçado pelo biólogo Morgan Warthin, do Parque Nacional, que classificou os vídeos como “exemplos perigosos de desinformação viral”.

    Porque é que isto importa?

    Num mundo cada vez mais exposto a redes sociais e a conteúdos manipulados, é fundamental manter o espírito crítico e verificar a veracidade das informações antes de partilhar. As chamadas “notícias virais” podem gerar pânico infundado e até descredibilizar alertas reais no futuro.

    Conclusão

    A comunidade científica e as autoridades oficiais desmentem categoricamente que exista qualquer fuga de animais em Yellowstone provocada por actividade vulcânica. O que vemos é mais um exemplo de alarmismo digital, alimentado por vídeos tirados do contexto ou manipulados por inteligência artificial.

    ./investigação ChatGPT – IA

  • Concentração de motos de Faro espera 20 Mil participantes

    Concentração de motos de Faro espera 20 Mil participantes

    A 42ª Concentração Internacional de Motos de Faro começou ontem, com a expectativa de atrair cerca de 20.000 motociclistas e entusiastas até domingo. O evento, em Vale das Almas, um pinhal entre o aeroporto e a Praia de Faro, oferece quatro dias de concertos, bike show e outras atividades, culminando com o tradicional desfile de motos pela cidade.

    Segundo Pedro Baptista, presidente do Moto Clube de Faro, organizador do evento, a estrutura está preparada para receber o público esperado, proveniente de diversas partes do mundo, «Esperamos receber 20.000 pessoas, mas temos tudo preparado para 20.000 ou mais», afirmou Baptista em conferência de imprensa.

    Entre os artistas confirmados para os concertos estão The Waterboys e Sara Correia (sábado), Calle del Ruido, Moonspell e Blasted Mechanism (sexta-feira), e The Black Mamba e Bubba Brothers (hoje).

    O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, destacou o impacto económico significativo do evento na região, estimando que injete cerca de dois milhões de euros na economia local. Bacalhau garantiu que as condições de segurança estão asseguradas, com todas as inspeções necessárias já realizadas.

    Para garantir a segurança dos participantes, a organização conta com uma equipa de cerca de 1.000 pessoas, liderada por Pascal Cavaco. Na área da saúde, estarão presentes cerca de 40 profissionais, além de 66 enfermeiros e técnicos da Cruz Vermelha, conforme informou Bárbara Ribeiro, profissional de saúde.

    A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou que intensificará o patrulhamento e a fiscalização rodoviária nos principais acessos à concentração.

    ./com Lusa
  • Avião de combate a incêndios faz amaragem de emergência

    Um avião de combate a incêndios fez hoje uma amaragem de emergência no rio Arade, em Portimão, devido a um alegado problema no trem de aterragem, num incidente que não provocou feridos, revelou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

    O alerta foi dado pelas 17:48 e o piloto do avião não necessitou de assistência médica, indicou a AMN em comunicado.

    Para o local foram destacados elementos da capitania e do comando local da Polícia Marítima de Portimão e dois tripulantes da estação salva-vidas de Ferragudo, que auxiliaram o piloto.
    A AMN referiu ainda que os tripulantes da estação salva-vidas rebocaram a aeronave, que apresentava “flutuabilidade positiva”, para a rampa do cais do Calhau, na boca do rio Arade.

    ./com Lusa
  • Algarve em Alerta Máximo para Incêndios Rurais

    Algarve em Alerta Máximo para Incêndios Rurais

    Faro, 14 jul 2025 – Os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel e Tavira, no Algarve, encontram-se hoje sob perigo máximo de incêndio rural, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A previsão é de agravamento do risco nos próximos dias, estendendo-se a outras regiões do país.

    O IPMA alerta para risco “muito elevado” de incêndio em dezenas de concelhos do interior Norte e Centro, bem como noutras áreas do Algarve. O Alentejo e a faixa costeira do Norte apresentam risco “elevado”.

    O instituto prevê um aumento gradual do perigo de incêndio a partir de terça-feira, impulsionado pela subida das temperaturas. Esta situação deverá persistir pelo menos até ao final da semana em diversos distritos.

    O perigo de incêndio rural é avaliado pelo IPMA numa escala de cinco níveis, de reduzido a máximo, considerando fatores como temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e precipitação das últimas 24 horas.

    Devido às altas temperaturas, os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco e Portalegre estarão sob aviso amarelo entre as 09h00 de terça-feira e as 18h00 de quarta-feira. A costa sul e as regiões montanhosas da Madeira também estão sob aviso amarelo pelo mesmo motivo, entre as 09h00 de terça-feira e as 21h00 de quarta-feira. O aviso amarelo indica “situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.”

    Para hoje, o IPMA prevê no continente céu pouco nublado ou limpo, vento mais intenso no litoral oeste e terras altas, possibilidade de neblina matinal e ligeira subida da temperatura, exceto da máxima no litoral da região Centro.

    As temperaturas mínimas devem variar entre os 12°C (Guarda) e os 18°C (Aveiro e Lisboa), enquanto as máximas deverão oscilar entre os 23°C (Viana do Castelo) e os 28°C (Santarém e Bragança).

    No arquipélago da Madeira, espera-se céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente, com possibilidade de aguaceiros fracos nas terras altas e na vertente norte. As temperaturas no Funchal variarão entre os 21°C e os 27°C e no Porto Santo entre os 19°C e os 25°C.

  • Atlântida real e perto de Cadiz

    Atlântida real e perto de Cadiz

    Há notícias recentes a circular sobre a possível descoberta da Atlântida ao largo de Cadiz, Espanha, alegadamente submersa por um tsunami.

    O arqueólogo Michael Donnellan apresentou digitalizações de sonar que, segundo ele, revelam estruturas circulares no fundo do oceano que correspondem às descrições de Platão da cidade perdida, incluindo um templo central e paredes concêntricas. As descobertas sugerem que a cidade, se for de facto a Atlântida, pode ter sido atingida por um desastre marítimo, como um tsunami, que a afundou “num dia e numa noite”, tal como descrito por Platão.

    No entanto, é importante notar que, embora estas afirmações tenham gerado um grande entusiasmo, Michael Donnellan ainda não convenceu a totalidade da comunidade científica. As investigações e discussões sobre a veracidade desta descoberta continuam.

    Para mais detalhes, pode consultar as seguintes notícias:

  • Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    Vila Real de Santo António quer fixar profissionais de saúde com apoios

    A Câmara de Vila Real de Santo António aprovou um conjunto de apoios para incentivar a fixação de profissionais de saúde no concelho, onde o custo da habitação está a dificultar o preenchimento de vagas, disse à Lusa o presidente Álvaro Araújo (PS).

    O edil apelou também ao Governo para que disponibilize uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) para o sotavento (este) algarvio, para juntar às três que estão colocadas no Algarve, mais nomeadamente em Portimão, Albufeira e Faro.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara disse que o Regulamento Municipal de Apoio à Fixação de Médicos e Outros Profissionais de Saúde foi publicado em Diário da República em 30 de junho e cria «incentivos financeiros e logísticos» para ajudar à fixação de profissionais e reduzir o número pessoas sem médico de família.

    «A dificuldade em atrair e fixar médicos de família, enfermeiros e outros técnicos da área da saúde, aliada ao envelhecimento do quadro clínico e aos constrangimentos nas escalas de urgência, tem comprometido a capacidade de resposta das unidades de saúde locais», argumentou em nome do município.

    Os profissionais que optem pelos apoios devem exercer funções nas unidades de saúde do concelho, integradas na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, e a medida visa garantir «a qualidade dos cuidados de saúde primários» e do Serviço de Urgência Básica (SUB). local. Entre os benefícios aprovados estão subsídios ao alojamento, de deslocação ou a redução de tarifas e taxas.

    «Não podemos admitir que o nosso território tenha falta de médicos de família. E aquilo que nós fizemos foi, de alguma forma, arranjar motivos para que os médicos se queiram fixar aqui, os médicos e os profissionais de saúde, porque o regulamento é para apoiar não só médicos, mas também os restantes profissionais de saúde, que vivem num raio de 50 quilómetros do nosso concelho», afirmou Álvaro Araújo.

    O autarca, que se recusa a aceitar que haja munícipes sem acesso a médico de família, defendeu que todos os cidadãos devem ter «o mesmo acesso aos cuidados de saúde» e salientou que é cada vez mais difícil os profissionais fixarem-se no concelho e no Algarve.

    «Por isso, a única forma que tivemos foi a criação deste regulamento», justificou, apontando o elevado custo com a habitação como um dos principais fatores que dificultam a fixação de profissionais nos municípios do Algarve e do Baixo Guadiana, como Alcoutim ou Castro Marim, que também têm em vigor incentivos deste tipo.

    Álvaro Araújo afirmou que existe no Algarve e em Vila Real de Santo António uma «grande carência de habitação a custos normais», acrescentando que as casas têm preços a que a classe média não chega, nem mesmo os profissionais de saúde, e as rendas estão com «valores quase à volta dos mil euros e superior a isso», disse.

    Para o autarca, «esse é o grande problema de quaisquer profissões, dos nossos jovens, da nossa população em geral», tendo admitido a possibilidade de, no futuro, estes apoios serem estendidos a professores ou a elementos das forças de segurança. «Como o Estado Central não cria soluções, têm de ser, como sempre, os municípios a criar essas soluções», ressalvou.

    Sobre a colocação de uma VMER no sotavento do Algarve, Álvaro Araújo entende não pode haver portugueses de primeira e de segunda e que a população tem direito a um meio de socorro que salva vidas e vai cobrir um território entre Tavira, Castro Marim, Alcoutim e Vila Real [de Santo António], de 1.500 quilómetros quadrados.

    A VMER que está mais próxima está em Faro. Se houver um problema em Alcoutim, se houver um problema em Vila Real de Santo António e for precisa uma viatura destas, quando chegar [o socorro], a pessoa dificilmente sobrevive”, afirmou.

    ./Com Lusa
  • Cervejaria familiar do Algarve  Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Cervejaria familiar do Algarve Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Inova com Crackers de Resíduos de Cerveja e Garante Prémio Dieta Mediterrânica

    Loulé, Algarve – A cervejaria familiar Nova Vida Cerveja, sediada em Loulé, conquistou o segundo lugar na primeira edição do “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” em 2024 com suas inovadoras Crackers de Dreche. O projeto, que utiliza resíduos de cereais do processo de fabricação da cerveja para criar um novo produto, demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a criatividade no setor agroalimentar.

    O prêmio, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve, I.P.) em conjunto com o Município de Tavira e outras entidades, visa incentivar a inovação alinhada com os princípios da Dieta Mediterrânica.

    As Crackers de Dreche, ainda em fase de desenvolvimento, representam um passo significativo para a Nova Vida Cerveja, que busca parcerias com produtores locais para expandir a linha de produtos e incorporar ingredientes regionais como ervas e queijos.

    “Queremos trazer algo inovador e saudável ao mercado”, afirmam os responsáveis pela Nova Vida Cerveja. “Este produto acompanha muito bem o que já produzimos, a cerveja artesanal.”

    A empresa reconhece o prémio como um importante apoio para o desenvolvimento do projeto, abrindo portas para potenciais parcerias e investimentos. A Nova Vida Cerveja projeta, produz, engarrafa e distribui todas as suas cervejas, e está orientada para a “reutilização de produtos, circuitos locais e valorização de produtos locais”. A empresa ambiciona efetivar a análise nutritiva das crackers e conseguir “uma cozinha industrial” para a sua produção.

    Sobre o Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica

    O “Prémio Inovação – Dieta Mediterrânica” é uma iniciativa da CCDR Algarve, I.P., do Município de Tavira, da Associação IN-LOCO e da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio. Tem como objetivo selecionar, divulgar e premiar projetos inovadores na área agroalimentar que promovam os princípios da Dieta Mediterrânica e cujos produtores estejam representados na Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira.

    [Inserir imagem das Crackers de Dreche ou da Nova Vida Cerveja]