FOZ – Guadiana Digital

Categoria: Sociedade

  • Mais de mil empresas do Baixo Alentejo em lay-off –

    Mais de mil empresas do Baixo Alentejo em lay-off –

    Há agora 1004 empresas do distrito de Beja no regime de lay-off, o dobro do registado em abril, quando a pandemia de covid-19 obrigou ao encerramento ou à redução de atividade de grande parte das empresas. Os trabalhadores perdem um terço do salário. O restante é pago a 70 por cento pela Segurança Social, que isenta ainda as empresas de algumas contribuições, assinala o «Diário do Alentejo», numa reportagem do jornalista Luís Miguel Ricardo.

    De acordo com dados que recolheu junto de Maria da Fé Carvalho, coordenadora da União de Sindicatos do distrito de Beja (USDB), o número de empresas do distrito que aderiram ao regime de lay-off é agora de 1004, aproximadamente o dobro do registo em meados de abril, quando se começaram a sentir os efeitos da pandemia de covid-19 na atividade económica.

    Fonte: Mais de mil empresas do Baixo Alentejo em lay-off – Diário do Alentejo

  • I-Move-Covid-19 – Resposta europeia conjunta

    I-Move-Covid-19 – Resposta europeia conjunta

    O “I-Move-Covid-19” é apoiado por fundos da União Europeia relacionados com pesquisa e inovação, em sinergia com a política comunitária de coesão, e pretende estudar casos e o funcionamento da futura vacina e de outros antídotos contra o vírus. O objetivo é obter o máximo de informação, seguindo a mesma metodologia entre todos os parceiros e países participantes.

    O projeto é apoiado pela Política de Coesão Europeia em mais de 2 milhões e 800 mil euros e envolve 22 parceiros, na sua maioria instituições públicas, da Albânia, da Bélgica, da Irlanda, da Lituânia, dos Países Baixos, de Portugal, de Inglaterra, da Escócia, da Roménia, da Suécia, de França e de Espanha.

    Créditos – Euronews: https://pt.euronews.com/2020/06/22/europa-cria-alianca-para-investigar-covid-19?utm_source=newsletter&utm_medium=pt&utm_content=europa-cria-alianca-para-investigar-covid-19&_ope=eyJndWlkIjoiMTM5NjY2YjVkMTViODk4NDNiMGQ5NmNkOTAyZTQyY2IifQ%3D%3D

  • As medidas de desconfinamento na Andaluzia

    As medidas de desconfinamento na Andaluzia

    A Espanha abandona hoje o estado de alarme, num momento em que a taxa de incidência da Covid-19 continua a cair. Porém, as medidas de desconfinamento não são idênticas para as diversas regiões do país vizinho e a fronteira com Portugal continuará encerrada até 1 de Julho.

    A considerada “no­va nor­ma­li­da­de” tm­põe res­tri­ções, co­mo a de utilizar a más­ca­ra,manter a dis­tân­cia de se­gu­ran­ça e só a descoberta de uma vacina ou tratamento poderá fazer regressar a vida normal em termos sanitários, já que diversos especialistas apontam para o facto de a Pandemia ter alterado significativamente as permissas de como a humanidade poderá viver no futuro.

    Nos territórios que confinam com os portugueses, nas margens do rio Guadiana, sabe-se que a An­da­lu­zia im­plan­ta­rá já a partir deste do­min­go 400 me­di­das reunidas em de­cre­to pa­ra uma no­va re­a­li­da­de: a ca­pa­ci­da­de per­mi­ti­da no co­mér­cio e res­tau­ra­ção se­rá de 75% no in­te­ri­or e 100% nos ter­ra­ços. A percentagem baixa para 50% nas pis­ci­nas dos ho­téis e para 65% nos ci­ne­mas, mu­seus, te­a­tros e au­di­tó­ri­os. Os con­cer­tos ao ar li­vre pode atingir a ca­pa­ci­da­de má­xi­ma de 1.500 pes­so­ase os fu­ne­rais vão até 60 par­ti­ci­pan­tes. Fei­ras, mercados e ro­ma­ri­as estão fora das recomendações.

    Quanto à Ex­tre­ma­du­ra espanhola, ela regressará ao con­fi­na­men­to se hou­ver novo surto e o con­se­lho es­ta­be­le­ceu pra­zos pa­ra o regresso à normalidade. Na pri­mei­ra fase, até 31 de ju­lho, as li­mi­ta­ções de ca­pa­ci­da­de va­ri­am entre 50% e 75%, diminuindo a seguir.

  • Nos 110 anos do nascimento de António Bandeira Cabrita

    Nos 110 anos do nascimento de António Bandeira Cabrita

    António Bandeira Cabrita nasceu em Vila Real de Santo António em 20 de Junho de 1910, no edifício da esquina sueste da Praça Marquês de Pombal.

    Foi membro do Secretariado do Partido Comunista Português e um dos primeiros portugueses a alistar-se nas milícias populares. Foi promovido a tenente por atos de bravura. Morreu na frente de Talavera. O seu funeral constituiu uma homenagem a um herói de guerra.

    O escritor António Vicente Campinas, nos alvores do regime democrático saído da Revolução de Abril de 1974, ainda exilado em França, escreveu para o Jornal do Algarve uma peça chamando a atenção para a necessidade de Vila Real de Santo António de homenagear de alguma forma «um dos seus mais destacados filhos antifascistas».

    «Não é com o esquecimento que se pode fazer a história. Esquecimento de factos como de pessoas. História de povos e de nações. Mesmo de pequenas terras e seus naturais», dizia ele no texto publicado no Jornal do Algarve em 15 de Fevereiro de 1975. E, após uma cantata à liberdade reconquistada, chamava a atenção para «os que, pela posição corajosa e honrada de lutadores contra o terror e a opressão fascistas, merecem ser lembrados. Mesmo que não pertençam de há muito ao mundo dos vivos». E explicava porquê: «É o dever de quem conhece informar os que nunca souberam. E mesmo os que, por comodismo ou réstia de receio colada às necessidades das conveniências presentes possam ter-se esquecido»

    António Bandeira Cabrita não foi esquecido por Vila Real de Santo António

    António Bandeira Cabrita, tem o seu nome numa Praceta de Vila Real de Santo António, precisamente numa zoma residencial do operariado, embora a deliberação tivesse apontado a Rua Estreita. A deliberação ocorreu na reunião da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, realizada a 12 de junho de 1976, sob a presidência de Joaquim Correia, acolhendo a sugestão de Vicente Campinas, e a câmara municipal presidida por Luís Gomes, por proposta do vereador do PCP José Estêvão Cruz, ali afixou a placa toponímica atual.

    Quando foi dado nome a esta praceta, a democracia portuguesa, na sequência da Revolução de Abril de 1974, dava os primeiros passos na construção do regime democrático em que hoje Portugal vive e é natural que a colocação das placas toponímias tivessem assumido um papel secundário, no dia-a-dia daqueles autarcas.

    Para A. Vicente Campinas, António Bandeira Cabrita, ainda estudante, levou as suas ideias de liberdade para a terra onde nasceu, Vila Real de Santo António. Foi um lutador consequente, um organizador ativista «um homem que morreu na flor da idade, lutando de armas na mão contra o fascismo internacional. Contra o fascismo que, em Espanha, se enraizava, com a ativa e possante ajuda dos grandes interesses da reação mundial, que davam aos Hitlers e Mussolinis os meios de destruição mais desenfreados, para o combate contra a democracia».

    Embora não o tenha citado, António Bandeira Cabrita lutava pela República na vizinha Espanha, contra a sublevação de Francisco Franco. O que Campinas pedia de Paris, como homenagem ao herói republicano seu conterrâneo municipal era muito simples: «que o seu nome fique a ornamentar o de uma praça, de uma avenida, ou de uma rua dessa vila sulina e fronteiriça».

    «É que não será apenas uma justiça que Vila Real de Santo António prestará à memória de um grande democrata, mas também uma honra, para si e para os seus filhos, lembrar aos vindouros que, na longa e triste «noite da opressão e da vergonha fascista» de cerca de meio século, um jovem, filho dessa vila, com a coragem e a consciência dos democratas, lutou, sofreu e morreu pela Liberdade e pela Democracia», dizia António Vicente Campinas.

    O pai de António Bandeira Cabrita era tesoureiro na câmara municipal de Vila Real de Santo António e tinha ao lado do local de trabalho um estabelecimento de comércio e artigos regionais e artísticos, dirigido pela esposa. Segundo Vicente Campinas, era um velho republicano, desde os primeiros alvores da República, respeitado e respeitador, «de uma modesta ímpar».

    O casal teve cinco filhos, quatro raparigas e o António. Desde muito novo denotou uma inteligência fora do comum, com espírito inventivo. Depressa se impôs como um excelente estudante liceal.

    António Bandeira Cabrita voltava para Vila Real de António durante as férias e aqui prosseguia os estudos e experiências inventivas. Ainda segundo António Vicente Campinas, «para fazer compreender a seus jovens amigos os seus ideais de fraternidade, de socialismo, de camaradagem entre os homens, de compreensão entre os estudantes e os trabalhadores. Mas não limitava essa sua atividade a conversas isoladas ou a reuniões restritas com os seus amigos mais chegados. Expandiu-as através de um trabalho de organização dos trabalhadores vila-realenses, com a ajuda de alguns jovens que então começavam a compreender e a aceitar as suas ideias antifascistas

    Já tinha então acontecido o golpe militar de 28 de Maio de 1926 que instaurou o regime do «Estado Novo».

    António Bandeira Cabrita conseguiu que todos os sindicatos operários da sua terra se unissem num único, o Sindicato dos Trabalhadores de Terra e Mar de Vila Real de Santo António, porque entendia que «a força do operariado reside na sua unidade efetiva e duradoura», sindicato que foi uma trave mestra e a cuja direção pertenceu. António Vicente Campinas deu disso mesmo testemunha, poi foi seu camarada nessa direção, quando tinha 18 anos. A sede funcionou no edifício onde mais tarde abriu o famoso café Janelas Verdes.

    Com a extinção dos sindicatos operários decretada pelo ditador Salazar, este sindicato deixou de existir e, tal como os outros em todo o País, viu as suas portas encerradas e os bens confiscados pelo poder fascista em ascensão.

    António Bandeira Cabrita continuou na universidade. Foi preso várias vezes, ainda como estudante, mas retomava sempre o seu posto de luta.

    Participou no golpe mal sucedido de 26 de Agosto de 1931, destinado a derrubar do poder António Oliveira Salazar. Em 2 de Setembro desse mesmo ano de 1931, o navio Pedro Gomes, com 358 deportados a bordo, faz-se ao mar a caminho de Timor. O dirigente comunista António Bandeira Cabrita é um dos deportados.

    2-9-931Deportaram o meu António para Timor

    Escreveu a irmã no seu bloco de notas

    Vamos ainda recorrer ao poder descritivo de António Vicente Campinas para caracterizar a ação desenvolvida por António Bandeira Cabrita:

    «As forças da reação e do crime, as potências imperialistas, faziam ensaios de novas armas, de novos métodos de destruição. A ambição de domínio mundial, de imposição dos seus terríveis métodos de opressão e de destruição massivas sobre outros povos menos preparados material e psicologicamente para uma confrontação bélica, lançou raízes, começando pela vizinha Espanha. A Espanha, que havia pouco tinha conseguido libertar-se, por meio de eleições, de uma monarquia obsoleta e reacionária, implantando, pela vontade da maioria do povo, a República, que atravessava, ainda, as dificuldades inerentes aos males deixados pelo regime anterior da monarquia manchada de sangue de numerosos lutadores assassinados e perseguidos, como Galán e outros, e ainda as novas dificuldades criadas pelos reacionários e privilegiados que tinham sido abatidos dos seus pedestais de senhores todo-poderosos.»

    Vicente Campinas apontava como causa do colapso da República Espanhola, perante as tropas de Franco: «O povo tinha a alma e força de lutador, espírito republicano e democrata. Mas faltava-lhe a experiência e a organização, um comando que pudesse estar à altura da situação. E sobretudo faltava-lhe armas. Com a muralha de peitos e de vontades não se pode fazer face aos pelotões assassinos, armados até aos dentes. E foi assim que, pouco a pouco, a guerra civil foi pendendo a desfavor dos republicanos espanhóis, dos antifascistas de todo o mundo».

    «António Bandeira Cabrita, logo que soube do desencadeamento da guerra civil em Espanha, mesmo nos confins do seu desterro de Timor, onde estava purgando anos de forçada detenção, decidiu ajudar na luta contra o fascismo. Democrata e antifascista consciente e corajoso, defensor da liberdade dos povos evadiu-se de Timor. E veio incorporar-se nas hostes republicanas. Atravessou mares e distâncias, dificuldades e ostracismos, para poder juntar-se aos camaradas que nunca conhecera, mas seus camaradas e irmãos de ideal, vindos de todos os recantos do mundo. Enfileirou então nas Brigadas Internacionais como posto de tenente».

    Campinas assinala também a morte de António Bandeira Cabrita na batalha de Talaveira de la Reina, mas, em termos de rigor histórico, parece mais consistente e estruturada, a versão de Domingos Abrantes, sobre a forma de participação na solidariedade internacionalista.

    Vicente Campinas descreve António Bandeira Cabrita como «um idealista fraterno, um democrata consciente e ativo, um revolucionário e defensor da democracia.

    O dia de todas as revoltas: 26 de Agosto de 1931

    – Deportação para Timor

    A ficha de António Bandeira Cabrita

    Em 1931, António Bandeira Cabrita tem 21 anos. No dia 26 de Agosto estala uma revolta de contornos imprecisos contra a ditadura, da qual o regime se apercebeu com a devida antecedência, devido a contradições, deficiências na preparação e provavelmente a golpes de compromissos difíceis de esclarecer. O jornal Diário da Manhã, afeto à ditadura, sai com a notícia de que haviam sido presos numerosos indivíduos filiados no Partido Comunista e que lhes tinham sido apreendidos documentos comprometedores na própria madrugada desse mesmo dia.

    «Ao cair da noite desse mesmo dia 26 de Agosto, o Governo detinha já o pleno controlo da situação em Lisboa, regressando-se ao «viver habitualmente» na manhã seguinte, excetuando-se um rasto de destruição e violência principalmente por ação do bombardeamento aéreo sobre áreas circundantes do forte de Almada, os 40 mortos, os cerca de 200 feridos e mais de 600 prisioneiros. Destes, 358 embarcarão uma semana depois, sem serem julgados nem autorizados a ver as famílias, para deportação em Timor, a bordo do navio Pedro Gomes». – Francisco Lopes Melo

    Leia-se o que dizia o comunicado de «Um grupo de deportados de Timor à Nação Portuguesa:

    Em 2 de Setembro de 1931 foram embarcados a horas mortas, por entre filas compactas de baionetas que se estendiam da Penitenciária até ao cais de Belém, uma centenas de cidadão portugueses. O barco que os esperava era o «PEDRO GOMES», da Companhia Nacional de Navegação. Seu destino, Timor. Em 28 de Julho já tinha partido, igualmente de Lisboa, o transporte de guerra «GIL EANES», conduzindo também umas dezenas de portugueses embarcados nas mesmas condições. Ambos os barcos aportaram a Dili, capital da Colónia.

    Na expressão de um jornalista holandês de Java, onde quer um quer outro navio tocaram, conduziam a bordo «carga humana». Parte desta, a do «PEDRO GOMES» foi ainda por este paquete transportada a uma dependência da colónia, o ilhéu do Ataúro. A outra foi para longe, para um pequeno enclave que possuímos no território do Timor holandês, com o nome de Oe_Kussi_Ambeno.

    Ataúro, dada a pequenez da sua superfície e a carência de meios de comunicação, é um campo de concentração natural. O mar substitui o arame farpado e a espingarda vigilante das sentinelas. No Oe Kussi havia um verdadeiro campo de concentração, com profundos e largos fossos cheios de água e, em volta, os postes de arame farpado. Metralhadoras em posição vigiavam o campo de um alto próximo. Um comandante, à frente de uma força indígena e empunhando um chicote, dava ordens.

    Num e noutro ponto — os piores climas da Colónia — o termómetro marcava às oito horas da manhã 32 graus centígrados e as chuvas (era o mês de Outubro) começavam a encher os terrenos em volta. Por isso a doença entrou juntamente com os prisioneiros nos campos de concentração e a Morte logo abriu sobre estes, pairando invisível, as asas negras acolhedoras.

    É assim que o Governo da Ditadura, sem processo nem julgamento, trata os portugueses que combatem pela República, implantada por livre vontade da Nação em 1910.

    Judicialmente chama-se a isto degredo, com prisão no lugar de degredo, seguida de pena de morte sem guilhotina nem fuzilamento. A morte deve resultar, ignorada e distante, insidiosa e cobardemente provocada, das privações conjugadas com a natural depressão moral e a ação mortífera do clima.

    António Bandeira Cabrita era um desses 358 deportados. Ali existiam dois campos de concentração. Um em Oekussi e outro em Atauro, um ilhéu inóspito. Ele ficou em Oekussi, pelo que se entende da descrição do livro de Grácio Ribeiro «Deportados».

    «Transposto o fosso e a vedação de arame farpado, muitos dos deportados do 26 de Agosto, aguardam os novos camaradas. O Simões fica perplexo ao ver na sua frente, de braços abertos, o Cabrita, aquele mesmo Cabrita do secretariado do Partido que lhe transmitira ordens relativas ao 17 de Maio e que, mais tarde, juntamente com o Penamacor, injustamente o acusou de terrorista perante o Comité Central. Fora esse Cabrita um dos proponentes da sua irradicação do Partido em aquele mesmo a quem o Simões, na véspera do embarque para Lisboa, escrevera umas carta insultando-o e dizendo-lhe que lamentava não dispor deu uma só hora que fosse de liberdade para lhe cuspir na cara, esmurrá-lo e dizer-lhe, de viva voz, o que então lhe escrevera! O Cabrita ali estava na sua frente, com um riso franco a encher-lhe o rosto bonacheirão e os braços inequivocamente abertos para o abraçar! O Simões não era rancoroso e o Cabrita era, efetivamente, um admirável revolucionário. Estreitaram-se com efusão, com sincera alegria. Poderia qualquer ressentimento substituir tão longa distância, depois de tudo o que se passara? De resto, verificava-se que o veneno de todo aquele caso fora do sinistro Penamacor».

    Prosseguido o relato do encontro, diz Grácio Ribeiro, no seu livro «Deportados»:

    Este reencontro de dois camaradas e amigos irá fortalecer notavelmente a posição do Partido entre os deportados e isso era o mais importante. O Cabrita era dos elementos mais dinâmicos da organização e, quanto a princípios, por muitos era tido como um fanático. Na verdade, ele só vivia para a Revolução e, na sua mente ou no seu coração não havia lugar para outro amor, para qualquer outra paixão. Uma tal natureza não suscitava amizade, de modo que, entre os próprios camaradas, o Cabrita ere um solitário. Só o Simões o compreendia e apreciava devidamente, de maneira que não só olvidou o incidente de Lisboa, como se tornou no seu mais intimo amigo».

    Grácio Ribeiro afirma depois que António Bandeira Cabrita (este Cabrita, é o que se lê no texto, mas o contexto permite afirmar de quem se trata) conseguiu uma licença parta se ir tratar de uma hipotética doença em Macau, donde depois fugiu para a China. Afirma que dali seguiu para Moscovo e depois para Espanha em missão internacional. «Bateu-se heroicamente contra as hostes fascistas de Franco e acabou por morrer em combate. A sua vida foi um dos mais belos exemplos de revolucionário português e o seu nome nunca poderá ser esquecido»

  • Linha de atendimento SOS da GNR

    Linha de atendimento SOS da GNR


    A GNR disponibiliza a Linha SOS Ambiente e Território, gerida pelo SEPNA.

    Está disponível 24 horas por dia e 365 dias por ano, através do número 808 200 520 ou em www.gnr.pt, podendo ser efetuadas denúncias ambientais e obter aconselhamentos sobre matérias relacionadas com a natureza, ambiente, florestas, animais de companhia, leis sanitárias e de ordenamento do território.

    Portugal é reconhecidamente um país rico em património natural, detentor de espécies de flora e de fauna associadas a uma grande variedade de ecossistemas, habitats e paisagens, e a GNR pede ajuda aos portugueses para o proteger!

  • Marinha em busca e salvamento

    Marinha em busca e salvamento


    Foi ainda durante a manhã de terça-feira que o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) recebeu o alerta de que os responsáveis pelo navio porta-contentores, com destino a Sines, teriam identificado a falta de um elemento da sua tripulação, um homem de 54 anos de idade.

    A Marinha informou, em comunicado, que “tendo em conta o período que decorreu entre a hora a que o indivíduo foi visto, pela última vez, a bordo e a hora a que foi detetada a sua ausência, foi definida uma área de busca para atribuição de meios de busca e salvamento, tanto de superfície como aéreos”.

    As operações de busca decorrem com o empenhamento de meios como as embarcações NRP Escorpião e NRP João Roby, bem como a aeronave da Força Aérea Portuguesa P 3-C CUP+, da esquadra 601 – “Lobos”.

    Crédito a: Algarve Marfado
  • Sindicato exige testes para todos depois de caso positivo na ESIP em Peniche

    Sindicato exige testes para todos depois de caso positivo na ESIP em Peniche

    Uma trabalhadora da conserveira ESIP, em Peniche, testou positivo à Covid-19 e a empresa mandou para quarentena duas centenas de trabalhadores.

    Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab/CGTP-IN), que reuniu com os representantes da ESIP, afirma que os trabalhadores estão preocupados com a situação, mas empenhados em manter o funcionamento da empresa.

    Origem: Sindicato exige testes para todos depois de caso positivo na ESIP | AbrilAbril

  • Metade das grandes empresas é apoiada pelo Estado

    Metade das grandes empresas é apoiada pelo Estado

    A partir do cruzamento entre os dados divulgados pelo GEP/MTSSS  com o número de empresas apuradas pelo INE, a CGTP-IN concluiu que se candidataram ao lay-off simplificado 53,5% do total das empresas com 250 ou mais trabalhadores, o mesmo acontecendo com 51,6% das empresas entre 50 a 249 trabalhadores, mas apenas 8,3% das empresas com menos de 50 trabalhadores.

    Para a CGTP-IN, estes dados comprovam que o regime de lay-off simplificado «pôs o Estado a pagar o grosso dos salários às empresas que têm todas as condições económicas para não usarem os apoios concedidos ao abrigo deste regime».

    Source: Metade das grandes empresas é apoiada pelo Estado | AbrilAbril

  • Subsídio de desemprego dos trabalhadores da COFACO – Açores

    Subsídio de desemprego dos trabalhadores da COFACO – Açores

    O subsídio de desemprego dos trabalhadores da Cofaco que foram alvo de despedimento coletivo, na fábrica do Pico, Acores, termina no final do mês.

    Para evitar um desastre económico e social e por proposta de Partido Comunista, foi aprovada uma alteração ao Orçamento de Estado, destinada a 《facilitar o acesso, majorar o valor e prolongar a duração de apoios sociais dos trabalhadores》, atingidos pelo despedimento.

    Segundo a direção reginal acoriana daquele partido, a medida aprovada tarda a ser posta em prática e, por tal, já questionou o Ministério do Trabalho.

  • Zoom vs Microsoft Teams, Google Meet, Cisco WebEx ou Skype: a escolha da vídeo-conferência

    Zoom vs Microsoft Teams, Google Meet, Cisco WebEx ou Skype: a escolha da vídeo-conferência

    Zoom, Microsoft Teams, Google Meet, Skype, Cisco WebEx, BlueJeans, a escolha da video-conferência ideal é um desafio. Eeis alguns dos consideramdos na hora da escolha, segundo a TechRepublic.

    Os negócios ficaram dependentes do trabalho remoto, devido à pandemia do novo coronavirus e a video-conferência tornou-se a mais lógica das opções para tentar dar solução ao problema.

    Zoom, Google Meet and Microsoft Teams, talvez tenham sido as empresas que apresentaram as soluções que melhor se aproximam das necessidades dos utilizadores, nos tempos mais recente4s. Cada provedor, de olhos postos nos rivais e apresentando atualizações frequentes tem melhorado a oferta e incrementar a segurança, mesmo dos serviços gratuitos.

    Que video-conferência escolher

    Embora existam outras companhias como a Cisco ou a Blue Geans, tem sido a Zoom, a Microsoft e a Google as mais utilizadas até momento

    Fica aqui a lista dos prós e dos contras das diversas soluções, elaborada pela TechRepublic

    Sim Versão LivreParticipantes Partilha de ÉcranWhiteboardGravaçãoencriptação
    E2E
    Plans from Planos(p/m)App
    ZoomSim100SimSimSimNão$14.99Sim
    Microsoft TeamsYes (Limited time only)250 SimSimSimNão$5.00Sim
    Google MeetSim100SimNãoSimNão$6.00Sim
    SkypeSim50SimNãoSimNão (opcional)$2.99*Sim
    Cisco WebExSim200SimSimSimSim(optional)$13.50Sim
    BlueJeansNão100SimSimSimNão$9.99Sim

    VER: Zoom vs. Microsoft Teams, Google Meet, Cisco WebEx and Skype: Choosing the right video-conferencing apps for you (free PDF) (TechRepublic)

  • Apolinário em Tavira

    Apolinário em Tavira

    O secretário de Estado, José Apolinário, Coordenador na Região do Algarve da Execução da Declaração do Estado de Emergência, visitou o Centro de Acolhimento no âmbito do COVID-19, instalado no Destacamento de Tavira do Regimento de Infantaria nº 1 (Quartel da Atalaia).

    Esteve acompanhado pela presidente da câmara municipal do concelho, Ana Paula Martins, do comandante distrital da ANEPC, Vaz Pinto.

    Foram recebidos pelo coronel Aníbal Saraiva e pelo tenente-coronel Oliveira, respetivamente Comandantes do Regimento e do Destacamento.

  • Equipamentos em Elvas

    Equipamentos em Elvas

    A Câmara Municipal de Elvas entregou 60 mil equipamentos de proteção individual a 25 instituições, entre elas instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho.

    Foram já distribuídas 13.550 máscaras cirúrgicas, 325 máscaras FFP2, 30 fatos de proteção, 46.600 luvas, 20 viseiras e 15 termómetros de infravermelhos e nove litros de álcool gel.

  • Crédito Agrícola do Guadiana Interior isenta o pagamento de TPAs

    Crédito Agrícola do Guadiana Interior isenta o pagamento de TPAs

    O Crédito Agrícola do Guadiana Interior, com sede em Moura, emitiu uma nota na qual informa que vai conceder isenção das rendas de todos os equipamentos de pagamento automático instalados nos seus clientes, durante os meses de Maio e Junho.

    A medida insere-se no o âmbito do apoio de ajudas a mitigar os efeitos económicos e sociais que a pandemia do Covid-19 está a provocar junto do tecido empresarial naquela área.

    O Crédito Agrícola lembra ainda que tem ainda disponíveis “Linhas de Apoio à Actividade Covid-19” e recomenda que os seus clientes, sempre que possível, não se desloquem às Agências, utilizando em alternativa os canais digitais, o contacto telefónico ou o correio eletrónico.

    O Crédito Agrícola do Guadiana Interior tem 12 Agências que abrangem os Concelhos de Moura, Serpa, Vidigueira, Cuba, Viana do Alentejo e Alvito (Vila Nova da Baronia).

  • Jornadas do PCP no Algarve

    Jornadas do PCP no Algarve

    Problemas dos trabalhadores do Marshoping, do Aeroporto, dos CTT e dos comerciantes do Algarve marcam jornada do PCP na Região

    O PCP realizou no fim de semana uma jornada em que marcou presença, com o deputado João Dias, no Aeroporto e no Marshoping, para assinalar os problemas com que estão confrontados milhares de trabalhadores destes dois importantes locais de trabalho na região.

    «Os impactos sociais e económicos das medidas de prevenção e combate ao surto epidémico fizeram-se em primeiro lugar nos locais de trabalho, com despedimentos, cortes nos salários por via do layoff ou da assistência aos filhos, férias forçadas. Medidas que na sua maioria, foram provenientes de grandes empresas que acumularam milhões de euros de lucros ao longo dos últimos anos»., avança o PCP.

    Também nessa jornada, aquele partido marcou presença junto às antigas instalações dos CTT em Estói, para «assinalar as consequências para as populações do processo de privatização dos Correios que ficaram ainda mais expostas com a actual situação de surto epidémico».

    O PCP lembra que face ao descontentamento da população, já tinha tomado posição, exigindo a reposição do serviço postal naquela freguesia, bem como, a indispensável recuperação do controlo público dos CTT.

    Na freguesia de Santa Bárbara de Néxe, junto da escola do primeiro ciclo, a delegação do PCP (que contou com a participação do Presidente da Junta eleito pela CDU) chamou a atenção para a necessidade de medidas urgentes por parte do governo no fornecimento de equipamentos eletrónicos e acesso à Internet às crianças mais desfavorecidas, combatendo o aprofundamento das desigualdades no ensino público.

    Durante a tarde, a delegação do PCP reuniu também com a direcção da USAL/CGTP-IN, onde destacou a «importância das reivindicações dos trabalhadores que foram avançadas nas iniciativas do 1ºMaio. A exigência da proibição dos despedimentos e do pagamento dos salários por inteiro, a par das medidas de protecção e segurança sanitária para os trabalhadores que estão nos locais de trabalho, foram os aspectos que se destacaram, para responder a uma situação social na região onde, só no mês de Março o número de inscritos nos centros de emprego cresceu mais de 40%».

    As preocupações dos comerciantes, muitos deles micro, pequenos e médios empresários estiveram também presentes numa reunião que decorreu com a ACRAL.

    A paragem forçada ou voluntária de muitos empresários, a perda parcial ou mesmo total dos rendimentos, as dificuldades em aceder às medidas de apoio por parte do Governo e as preocupações face à perda de poder de compra por parte da população e às dificuldades que se colocarão a uma região que depende muito do turismo, foram alguns dos aspectos aprofundados.

    Nessa reunião o PCP, deu a conhecer o conjunto de propostas apresentadas na Assembleia da República, designadamente a de um apoio ao rendimento dos Micro-empresários e empresários em nome individual, a equiparação dos sócios gerentes ao regime de trabalhadores independentes, o levantamento das barreiras que estão colocadas no acesso aos apoios disponibilizados pelo governo, taxas de juro zero nos empréstimos a conceder. Do conjunto destas visitas e encontros resultaram um conjunto de vídeos com várias declarações

  • SPAIC associa-se ao mote internacional no dia mundial da asma

    SPAIC associa-se ao mote internacional no dia mundial da asma

    “Chega de mortes por asma” foi o tema definido, a nível internacional, pela GINA – Global Iniciative Network for Asthma mote ao qual a SPAIC se associou, por considerar que a asma tem tratamento e qualquer morte por asma é inaceitável.

    Foi ontem, dia 5 de maio, assinalado o Dia Mundial da Asma, uma doença que no nosso País afeta cerca de 700 mil os doentes, calculando-se que um quarto estejam em idade pediátrica, conforme apurado pelo «Inquérito Nacional de Controlo da Asma de 2010» o último que se conhece..

    A asma é uma doença crónica para a qual não existe cura, mas com o tratamento adequado, pode ser controlada e permitir ao doente boa qualidade de vida e sem restrições, mas pode também.

    Portugal tem uma taxa de mortalidade por asma idêntica à dos países com melhores indicadores de saúde, mas, nos últimos anos, tem-se verificado um aumento, ainda que ligeiro, mas preocupante, do número de casos.

  • Continua a odisseia dos romenos

    Continua a odisseia dos romenos

    Câmara municipal de Idanha-a-Nova diz-se indignada

    A solução encontrada com a embaixada da Roménia foi a vinda para o distrito de Castelo Branco, mais precisamente para o concelho de Idanha-a-Nova, informa o jornal Reconquista.

    Segundo a câmara municipal idanhense os romenos chegaram ao concelho no final da noite de quinta-feira sem articulação prévia com a autarquia e partiram este sábado já em articulação com a embaixada da Roménia em Portugal.

    Esta presença inesperada em Idanha, diz o município, causou alarme social, numa altura de pandemia. Segundo a câmara a única entidade local envolvida nesta deslocação foi a Associação Romena de Aldeia de Santa Margarida.

    Para o município esta atitude “revela falta de respeito institucional e desconsideração pela saúde da comunidade idanhense” realçando que não está em causa a nacionalidade dos cidadãos mas o facto de estarem em vigor regras de isolamento social destinadas a todos os que chegam ao concelho, compreendendo a indignação gerada entre a população.

    Depois de ter tomado conhecimento desta situação a câmara e a junta entraram em campo para encontrar uma reposta para este caso humanitário e disponibilizaram o autocarro do município para transportar os romenos de regresso ao aeroporto de Lisboa. Os 15 romenos foram sujeitos ao teste de despiste de Covid-19 e todos eles deram negativo.

  • CTT abertos na manhã e na tarde

    CTT abertos na manhã e na tarde

    Todas as Lojas CTT vão estar em funcionamento nos dias úteis, entre as 9h e as 13h30 e entre as 14h30 e as 17h30 para assegurar a prestação do serviço à população no contexto da pandemia CoViD-19 e mantendo a implementação das medidas de mitigação implementadas na empresa.

    Segundo a informação divulgada, a exceção são as lojas em espaço comerciais e aeroportos, onde se que aplica o horário do próprio espaço onde estão inseridos.  Estarão encerradas a loja do Aeroporto das Lajes, na Terceira, da Loja do Cidadão de Lisboa e da Loja do Cidadão de Odivelas, devido ao encerramento desses espaços.

    Os CTT informam também que, além das medidas de mitigação implementadas, os clientes terão de utilizar máscara no interior das Lojas. Vai manter-se o atendimento à porta fechada, de forma a minimizar a permanência de clientes em loja e para garantir o distanciamento entre cada cliente. Assim, apenas podem permanecer na Loja os clientes que estão a ser atendidos. A fila de espera será efetuada à porta da Loja, garantindo que os clientes em espera o façam num local arejado e que mantenham a distância mínima sugerida.

    Foi também colocada uma fita colorida sinalizadora no chão por forma a manter a distância de segurança entre o colaborador e o cliente e um acrílico protetor nos balcões. Os colaboradores dos CTT poderão usar máscara, luvas e gel desinfetante no atendimento aos clientes.

    Relativamente aos Pontos CTT (Postos de Correio), os CTT informam que poderão existir alterações nos horários de funcionamento ou o encerramento dos mesmos, por decisão dos parceiros dos CTT na prestação deste serviço.

    Toda a informação dos horários das lojas e dos pontos CTT (Postos de Correio) estão em atualização permanente no site dos CTT – www.ctt.pt

  • Praias de Huelva ainda interditas

    Praias de Huelva ainda interditas

    Na província de Huelva as praias vão continuar interditas até meados do mês de Junho, ocasião em que se dará início à terceira fase de regresso à normalidade das quatro previstas pelo Governo de Espanha, para minimizar as consequências da Covid-19.

    Huelva e Almeria, em virtude dos seus dados mais favoráveis, são as províncias andaluzas em melhores condições de aceder à fase 1 do processo de abertura, a qual poderá vir a ter início em 11 do mês em curso.

    A partir de amanhã são abertas as ilhas Graciosa, Gomera e Formentera, adianta o jornal digital Huelva Ya.

    A província encontra-se na fase 0, quando as pessoas já podem sair à rua a passear, correr isoladas, andar de bicicleta e sair com as crianças. Também o desporto profissional pode recomeçar os treinos.

  • Trabalhadores romenos seguiram de Castro Marim para Castelo Branco

    Trabalhadores romenos seguiram de Castro Marim para Castelo Branco

    Os 15 trabalhadores romenos acolhidos pela Câmara Municipal de Castro Marim, seguiram para Castelo Branco, onde serão recebidos pela Embaixada da Roménia, anunciou o município.

    Estes trabalhadores tinham sido impedidos de entrar em Espanha por não terem uma situação contratual definida. Teriam chegado ao Aeroporto de Lisboa no sábado e, depois de ter sido impedido de passar a fronteira, em Caia e na Ponte Internacional do Guadiana, rumaram a pé para Castro Marim.

    As autoridades de saúde realizaram testes de despiste da COVID-19, os quais revelaram negativo e a autarquia acolheu-os, então, no Pavilhão Municipal, onde proporcionou condições de dormida, alimentação e higiene.

    A câmara municipal de Castro Marim ainda tentou resolver a situação com Espanha, uma vez que era ali o local onde estas pessoas se dirigiam para trabalhar. Porém, o acordo de fronteira apenas permite a circulação de mercadorias e trabalhadores transfronteiriços. Depois de contactados outros organismos estatais, a autarquia acabou por receber resposta positiva por parte da Embaixada da Roménia, que irá acolher o grupo em Castelo Branco.

    O grupo de trabalhadores agrícolas era constituído por sete mulheres e oito homens que chegaram no domingo anterior ao aeroporto da Portela, provenientes de Bucareste. Na segunda-feira, dirigiam-se, em três táxis, à fronteira do Caia. Segundo a RTP, os condutores tinham instruções precisas.

    As autoridades espanholas não os deixaram passar, apesar de estarem na posse de contratos de trabalho e terem “uma autorização por parte do cônsul”, segundo afirmou Francisco Amaral, que também lembrou que a situação «transcende as competências da câmara».

    Segundo o jornal POSTAL os migrantes pernoitaram em Elvas de segunda para terça-feira e, no dia seguinte, em táxis, foram em direção à fronteira do Guadiana, mas também aí foram barrados.

  • 1º de Maio em tempo de pandemia

    1º de Maio em tempo de pandemia

    As comemorações do 1º de Maio foram marcadas este ano pelo distanciamento social e as máscaras para evitar a expansão do coronavirus, mas ainda assim, nas praças habituais de Portugal, com destaque para a Alameda D. Afonso Henriques em Lisboa e Avenida dos Aliados, no Porto.

    O principal discurso do dia foi pronunciado pela secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, na Alameda que, em primeiro lugar saudou «os trabalhadores que estão na primeira linha da resposta ao surto, dos que no SNS, nos organismos da proteção civil, na recolha e tratamento de resíduos, nas forças de segurança, no sector social, na agricultura e no comércio, na indústria e nos serviços, dão o seu melhor para garantir bens essenciais à nossa vida».

    Depois de saudar os trabalhadores que nas empresas ou em casa continuam a exercer as suas funções e também os sindicatos, estruturas da central sindical e os dirigentes, delegados sindicais, activistas que ali se encontravam em representação, disse que o «tempo que vivemos comprova a importância fundamental do trabalho e dos trabalhadores. Os trabalhadores estão na linha da frente da resposta na saúde e no funcionamento da sociedade. A CGTP-IN, os sindicatos do movimento sindical unitário, estão na linha da frente da defesa dos direitos dos trabalhadores».

    A CGTP-In estava a assinalar os 130 anos do 1º de Maio em Lisboa e mais 23 localidades do nosso país, por direito e por dever, na rua e «garantindo as medidas de protecção da saúde e distanciamento sanitário, como está aqui bem visível nesta nossa iniciativa, e estamos na rua para afirmar o direito ao trabalho, o direito que cada trabalhador tem a ver garantidas condições de vida dignas, quer em termos de protecção da sua segurança e saúde, quer em termos de horários e salários», nas palavras de Isabel Camarinha, como que a responder às críticas de dias anteriores sobre a forma como assinalava a data.

    «Estamos na rua, por direito e por dever, para com aqueles que representamos e que enfrentam uma brutal ofensiva, que estão a ser sujeitos ao aproveitamento que alguns fazem do vírus para acentuar a exploração, que têm na precariedade do vínculo laboral um elemento de instabilidade permanente das suas vidas. Estamos na rua por direito e dever, para denunciar a apropriação por parte do capital de uma parte significativa da riqueza nacional, da riqueza que criamos com o nosso trabalho e para afirmar o direito a organizar, unir e juntar a força dos trabalhadores, conquista indelével de Abril que consolidámos há 46 anos, no 1º de Maio de 1974! Alguns queriam calar-nos. Mas não nos calamos!», concluíu.