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Categoria: Sociedade

  • Via Verde acelera aumentos em abril sob o novo domínio total da Brisa

    Via Verde acelera aumentos em abril sob o novo domínio total da Brisa

    Tarifários de mobilidade sobem até 25% após a Brisa ter assegurado 100% do capital da empresa. Saiba quanto vai custar a viagem entre o Algarve e Lisboa.

    A rede de transportes em Portugal prepara-se para um novo ciclo de custos. A partir de 10 de abril, a Via Verde aplica uma nova tabela de preços que penaliza sobretudo quem utiliza o identificador para serviços além das autoestradas. Esta atualização surge num momento estratégico: a Brisa acaba de concluir a compra dos 25% da Ascendi, tornando-se a proprietária exclusiva da tecnológica de pagamentos.

    A estratégia da empresa foca-se agora na segmentação. Enquanto o plano base (Autoestrada) sofre um ajuste marginal, as modalidades de conveniência dão um salto significativo:

    • Via Verde Mobilidade: Sobe de 1,75 € para 1,99 €/mês. Um aumento anual que fixa o serviço nos 23,49 €.
    • Mobilidade Leve (Uso ocasional): Sofre um agravamento de 40 cêntimos, passando a custar 2,49 € por cada mês em que o dispositivo é detetado em parques, bombas de combustível ou ferries.

    Para um condutor que realize o trajeto entre o Sotavento Algarvio e a capital, o impacto é duplo. Além da mensalidade do serviço, as portagens na A22 e na A2 já refletem as atualizações de 2026.

    • Custo de Portagens (Classe 1): O trajeto completo fixa-se agora nos 28,90 €.
    • Viagem de Ida e Volta: Um utilizador do plano “Mobilidade” que estacione num parque pago em Lisboa gastará, entre taxas de serviço e portagens, cerca de 59,79 € (excluindo combustível).

    A Consolidação do Monopólio

    A investigação apurou que esta subida de preços coincide com a saída definitiva da Ascendi da estrutura acionista. Com o controlo de 100% do capital, a Brisa tem agora o caminho livre para integrar a Via Verde num ecossistema fechado de Mobility as a Service (MaaS).

    Especialistas do setor indicam que este movimento visa não só amortizar a aquisição da participação da Ascendi, mas também financiar a transição tecnológica obrigatória para os novos identificadores com tecnologia MDR, essenciais para a interoperabilidade europeia.

  • Algarve 2030: Acompanhamento rigoroso

    Algarve 2030: Acompanhamento rigoroso

    Acompanhamento rigoroso e foco na qualificação marcam encontro em Tavira

    A 7.ª Reunião do Comité de Acompanhamento do Programa Regional ALGARVE 2030 decorreu, no passado dia 10 de março, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, reunindo representantes da Comissão Europeia e entidades responsáveis pela execução do programa.

    O encontro, que teve lugar no Museu Zer0, projeto financiado pelo próprio programa, serviu para avaliar o progresso dos investimentos suportados por fundos europeus na região.

    Teve como objetivo principal analisar o ponto de situação da execução do programa ALGARVE 2030 e apresentar o plano de ação para a implementação de novas prioridades. Pretende-se, com este acompanhamento, garantir que os fundos europeus estão a ser aplicados de forma eficaz no desenvolvimento regional e reforçar a articulação entre as diversas entidades envolvidas na gestão do programa.

    O Algarve 2030 é um instrumento essencial para reforçar a competitividade, a qualificação e a sustentabilidade da região“, afirmou José Apolinário, presidente da Comissão Diretiva do ALGARVE 2030. Apolinário sublinhou ainda a importância do “acompanhamento próximo dos projetos e o diálogo entre as instituições” para assegurar que os fundos europeus contribuem efetivamente para o desenvolvimento do Algarve.

    O Museu Zer0, que acolheu a reunião, é um exemplo de investimento inovador apoiado pelo Programa Regional ALGARVE 2030. Este espaço, o primeiro museu de arte digital do país, representa um investimento total de 2.362.403,75 euros, dos quais 2.003.887,02 euros (80%) são provenientes de fundos europeus.

    Qualificação de Adultos no centro do debate

    A tarde foi dedicada a uma sessão temática sobre a Qualificação de Adultos, que decorreu na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira. Especialistas e entidades ligadas à formação e qualificação, incluindo Gregório de Castro, da Direção-Geral do Emprego da Comissão Europeia, debateram a importância da aprendizagem ao longo da vida e do reforço das competências da população adulta na região.

    Durante a sessão, foram apresentadas diversas ofertas formativas financiadas pelo ALGARVE 2030, nomeadamente Centros Qualifica, Formações Modulares Certificadas, Cursos de Educação e Formação de Adultos e Cursos de Especialização Tecnológica. Testemunhos de beneficiários destas medidas foram igualmente partilhados, evidenciando o impacto positivo dos fundos europeus na qualificação e empregabilidade regional.

    Investir na qualificação das pessoas é investir no futuro da região”, frisou José Apolinário. O presidente da Comissão Diretiva do ALGARVE 2030 salientou que o programa “permite reforçar oportunidades de formação e requalificação ao longo da vida, contribuindo para melhorar as competências dos adultos e para responder às necessidades do tecido económico regional“.

  • PCP Algarve Assinala Dia da Mulher

    PCP Algarve Assinala Dia da Mulher

    Críticas à «Política de Direita»

    O Partido Comunista Português (PCP) no Algarve assinalou o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, com duras críticas às políticas do governo PSD/CDS e aos partidos IL e Chega, acusando-os de promoverem uma “agenda reaccionária” que coloca em risco os direitos das mulheres. Em comunicado, o partido afirmou que as “opções neoliberais” do governo representam “novos perigos para os direitos das mulheres enquanto trabalhadoras, mães e cidadãs.”

    O PCP Algarve reiterou o seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, destacando as suas iniciativas políticas e institucionais “visando a prevenção e o combate à exploração, às desigualdades, às discriminações, pela igualdade e emancipação.” O partido sublinhou a importância de valorizar a luta das mulheres por direitos e defendeu um “Portugal soberano, de justiça social e promotor da Paz.

    As comemorações do Dia Internacional da Mulher no Algarve contaram com diversas iniciativas, incluindo a “Semana da Igualdade” organizada pela CGTP, que decorreu de 2 a 8 de Março em empresas e locais de trabalho. A Comissão de Igualdade da União de Sindicatos do Algarve e vários sindicatos participaram nas ações, sob o lema “A igualdade que Abril abriu. Reforçar direitos, cumprir a Constituição“.

    O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) também marcou presença com uma Manifestação Nacional de Mulheres em Faro. O desfile percorreu a Avenida Calouste de Gulbenkian e culminou com um espetáculo cultural no Teatro das Figuras.

    Segundo o PCP, o desfile do MDM, organizado pela primeira vez em Faro, contou com mais de 200 participantes, integrando-se nas manifestações realizadas em outras 18 cidades do país e regiões autónomas. A manifestação teve como lema “Vida com dignidade, direitos com igualdade. Enquanto não existirem na vida exigem-se na rua.

    O espetáculo cultural no Teatro das Figuras, que esgotou a sala, foi descrito como “de grande qualidade”, com uma forte componente política e reivindicativa em torno do Dia da Mulher.

    A Direção da Organização Regional do Algarve do PCP saudou todas as mulheres e todos os que se associaram às comemorações do Dia Internacional da Mulher na região. O partido reafirmou o seu compromisso com os direitos das mulheres, pela igualdade e emancipação.

  • PAN na Vereação de Vila Real de Santo António em Regime de Substituição

    PAN na Vereação de Vila Real de Santo António em Regime de Substituição

    Saúl Rosa, porta-voz da Comissão Política Distrital de Faro do PAN – Pessoas Animais Natureza, tomou posse como vereador substituto na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António numa sessão extraordinária realizada no dia 5 de março de 2026. Esta participação marca a estreia do PAN numa vereação municipal em Portugal, ainda que a título de substituição.

    A presença de Saúl Rosa no executivo municipal resulta de um acordo político pré-eleitoral estabelecido entre o PAN e a candidatura liderada por Álvaro Araújo, do Partido Socialista, nas eleições autárquicas de outubro de 2025.

    Em comunicado, o PAN enfatizou a importância do pluralismo democrático e da cooperação entre diferentes forças políticas para o bom funcionamento das instituições locais e a qualidade da governação municipal.

    O partido reconheceu ainda o trabalho do presidente da Câmara, Álvaro Araújo, e dos vereadores Fernando Horta e Patrícia Jerónimo, destacando o seu empenho e a confiança demonstrada nos elementos do PAN.

    Saúl Rosa, citado no mesmo comunicado, afirmou encarar esta oportunidade «com sentido de responsabilidade e humildade», considerando-a um possível primeiro passo para uma maior presença do partido no poder local. «Tratou-se de um momento com significado pessoal e político, mas encaro-o com grande sentido de responsabilidade e humildade,” declarou Rosa, sublinhando a preparação crescente da estrutura interna do PAN para a vida autárquica e a sua disponibilidade para contribuir para o município.

    Este momento é encarado pelo PAN como um avanço relevante no processo de afirmação do partido no âmbito do poder local, reiterando a sua disponibilidade para contribuir de forma construtiva para o debate democrático e a tomada de decisões nas autarquias.

  • Sinal de Alerta: A Baliza V-16 e a Multa de 200 Euros

    Sinal de Alerta: A Baliza V-16 e a Multa de 200 Euros

    Apanhou Condutores de Surpresa

    Esta é uma reportagem focada no caso recente de multas em Espanha relacionadas com o dispositivo V-16, analisando a legislação atual, os motivos das sanções e a perspetiva de expansão desta medida para o resto da União Europeia.


    Por Redacção Gem-Digi | 26 de Janeiro de 2026

    A transição tecnológica nas estradas espanholas vive um momento de tensão. Desde o passado dia 1 de janeiro, a baliza V-16 conectada tornou-se o único dispositivo legal para sinalizar avarias ou acidentes em Espanha, enterrando definitivamente os clássicos triângulos. Contudo, relatos recentes de condutores multados em 200 euros, mesmo utilizando o dispositivo, lançaram a confusão: afinal, o que está a falhar?

    O Nó Cego da Lei: Quando a Baliza não Basta

    A Direção-Geral de Trânsito (DGT) de Espanha foi clara ao implementar o Real Decreto 159/2021: a segurança vem primeiro. A baliza V-16 foi desenhada para evitar que o condutor saia do carro, reduzindo o risco de atropelamento. No entanto, as multas de 200 euros que têm surgido não se devem, na maioria dos casos, à falta de luz, mas sim a dois fatores críticos:

    1. A Falta de Conetividade: Muitos condutores adquiriram versões antigas da baliza (sem geolocalização). A partir de 2026, apenas os dispositivos “V-16 Conectados” — que enviam sinal à plataforma DGT 3.0 — são válidos. Usar uma baliza analógica é agora equivalente a não ter sinalização oficial.
    2. O Fator Humano (O Colete): É aqui que reside a maior armadilha. Embora a baliza permita sinalizar o perigo a partir de dentro do carro, a lei espanhola continua a exigir o uso do colete refletor se o condutor tiver de abandonar o habitáculo por qualquer motivo. Abandonar o veículo sem o colete continua a ser uma infração grave, punida com os referidos 200 euros e a perda de pontos na carta.

    Espanha: Um Laboratório Isolado?

    Atualmente, Espanha é o pioneiro (e o único país da UE) a tornar este dispositivo digital obrigatório para todos os veículos matriculados no país.

    Nota para condutores portugueses: Se viaja para Espanha com matrícula portuguesa, não é obrigado a possuir a baliza V-16. O tratado de circulação internacional permite que veículos estrangeiros circulem com o equipamento obrigatório do seu país de origem (neste caso, o triângulo e o colete).

    O Dispositivo vai chegar a Bruxelas?

    A questão que se coloca é se a “luz de Espanha” chegará a toda a Europa. A resposta curta é: não de imediato, mas está no radar.

    • Harmonização Europeia: A Comissão Europeia tem como objetivo a “Visão Zero” (zero mortes nas estradas até 2050). Embora ainda não exista uma diretiva que obrigue à substituição dos triângulos pela V-16 em toda a União, Bruxelas acompanha de perto o “caso espanhol”.
    • Barreiras Técnicas: Para que a baliza seja eficaz a nível europeu, seria necessário que todos os estados-membros tivessem uma plataforma de dados semelhante à “DGT 3.0” para receber os alertas de geolocalização, algo que ainda não é uma realidade uniforme.

    Comparativo: Triângulo vs. Baliza V-16

    CaracterísticaTriângulo de Pré-SinalizaçãoBaliza V-16 Conectada
    AtivaçãoExige sair do veículo (Risco elevado)Colocação magnética (Interior)
    VisibilidadeLimitada (Depende dos faróis alheios)360º e visível a mais de 1 km
    TecnologiaAnalógica (Passiva)Digital (Geolocalização em tempo real)
    Custo médio5€ – 10€40€ – 60€ (Inclui dados por 12 anos)

    Conclusão

    O dispositivo V-16 é um salto tecnológico inegável, mas a sua implementação em Espanha serve de aviso para o resto da Europa: a tecnologia não substitui a atenção às regras básicas de segurança. Enquanto a UE não decide o futuro do triângulo, o conselho para quem atravessa a fronteira é manter o colete sempre à mão — e a baliza, se a tiver, devidamente homologada.

  • Algarve mais seguro

    Algarve mais seguro

    O Município de Loulé está prestes a dar um passo decisivo no reforço das suas capacidades de resposta a emergências regionais. A 27 de outubro, a autarquia louletana irá inaugurar a obra de ampliação do Heliporto Municipal, uma infraestrutura que se reveste de importância vital para a segurança de toda a região, ao acolher a Base de Helicópteros em Serviço Permanente (BHSP) da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

    Este investimento estratégico é crucial para modernizar e aumentar a eficiência da resposta aérea no Algarve, uma zona crítica, especialmente durante os períodos de maior risco, como a época de incêndios rurais. A cerimónia oficial está marcada para as 15h30 e contará com a presença do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, sublinhando a relevância nacional desta base para o sistema integrado de proteção e socorro.

    A BHSP de Loulé tem sido um pilar da segurança regional e nacional desde o seu estabelecimento em 1998. É a partir desta localização estratégica que são despachados meios aéreos essenciais, garantindo tempos de resposta rápidos e eficazes no combate a sinistros, mas também em missões de busca e salvamento.

    A sua área de intervenção abrange não só o Algarve, mas também áreas circundantes do sul do país, tornando-a um ponto nevrálgico nas operações da Proteção Civil em Portugal continental.

    A ampliação visa dotar a base de melhores condições logísticas e operacionais, adaptando-a aos desafios do século XXI. A melhoria estrutural do heliporto garante maior segurança para as equipas e, fundamentalmente, uma capacidade reforçada para acolher frotas de helicópteros mais modernas e exigentes tecnologicamente.

    Esta modernização é vista como essencial para que o Algarve se mantenha resiliente face aos desafios ambientais e climáticos crescentes. Ao investir nesta infraestrutura, o Município de Loulé formaliza o seu compromisso firme e inadiável com a segurança pública e a proteção dos seus cidadãos.

    Com esta inauguração, a Base de Helicópteros de Loulé continuará a operar com maior eficácia e rapidez, assegurando que o sul do país está mais bem preparado para enfrentar qualquer tipo de emergência.

  • Forte incêndio em Aljezur

    Forte incêndio em Aljezur

    No momento, a situação mais preocupante no Algarve é o incêndio que deflagrou no concelho de Aljezur ontem, dia 21 de setembro, e que hoje, 22 de setembro, se estendeu para o concelho de Lagos.

    O incêndio começou na freguesia da Bordeira, em Aljezur, e evoluiu para o concelho vizinho. Mais de 500 operacionais, apoiados por cerca de 180 veículos e sete meios aéreos, estão a combater as chamas. O fogo continua com duas frentes ativas.

    A zona mais preocupante neste momento é a mata de Barão de São João, no concelho de Lagos. Uma casa de segunda habitação, que se encontrava desocupada, foi destruída em Aljezur. Por precaução, algumas pessoas foram retiradas das suas casas em Barão de São João, mas já regressaram. Não há populações ou habitações em risco neste momento.

    Também houve um outro incêndio ontem na zona de Faro, atrás do Fórum Algarve, mas esse foi rapidamente dominado. As autoridades alertam para o perigo de incêndio, que continua máximo em vários concelhos do Algarve, devido ao tempo seco e às altas temperaturas. A situação está a ser monitorizada de perto.

    Bordeira

    Um incêndio florestal de grandes proporções deflagrou ontem na área da Bordeira, no concelho de Aljezur, mobilizando um contingente significativo de recursos humanos e materiais. Segundo informações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Regional do Algarve, 492 operacionais e 173 viaturas estão no local a combater as chamas.

    O alerta para o incêndio foi dado às 12h15. A fonte da ANEPC, citada pela agência Lusa, reportou que o fogo progredia com “extrema intensidade” devido ao vento forte que se fazia sentir na região, dificultando as operações de combate.

    Em consequência do incêndio, as autoridades interditaram o trânsito em duas estradas importantes: a Estrada Nacional 120 (EN120), que liga Aljezur a Bensafrim, e a Estrada Regional 268 (ER268), no troço entre o cruzamento com a EN120 e Vila do Bispo.

    A Guarda Nacional Republicana (GNR) desaconselhou a circulação em todas as vias na área de Aljezur, apelando à população para evitar a zona e seguir as indicações das autoridades.

    As causas do incêndio ainda estão a ser apuradas. A situação permanece em evolução e as autoridades continuam a monitorizar o fogo de perto, com o objetivo de conter a sua progressão e proteger as populações e bens na área afetada.

    O incêndio que deflagrou no concelho de Aljezur ontem, dia 21 de setembro, e que hoje, 22 de setembro, se estendeu para o concelho de Lagos. Mais de 500 operacionais, apoiados por cerca de 180 veículos e sete meios aéreos, estão a combater as chamas.

    O fogo continua com duas frentes ativas. A zona mais preocupante neste momento é a mata de Barão de São João, no concelho de Lagos. Uma casa de segunda habitação, que se encontrava desocupada, foi destruída em Aljezur. Por precaução, algumas pessoas foram retiradas das suas casas em Barão de São João, mas já regressaram. Não há populações ou habitações em risco neste momento.

    Também houve um outro incêndio ontem na zona de Faro, atrás do Fórum Algarve, mas esse foi rapidamente dominado.

    As autoridades alertam para o perigo de incêndio, que continua máximo em vários concelhos do Algarve, devido ao tempo seco e às altas temperaturas. A situação está a ser monitorizada de perto.

  • Concerto Solidário “Prometo Viver” regressa ao Teatro das Figuras com Causa Urgente

    Concerto Solidário “Prometo Viver” regressa ao Teatro das Figuras com Causa Urgente

    O Teatro das Figuras volta a acolher o concerto solidário da Associação Gonçalo Assunção – Prometo Viver, que este ano se dedica ao combate à violência doméstica, apoiando diretamente a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

    Sob o lema “Cada ano, uma nova causa”, esta quinta edição pretende angariar fundos para equipar casas abrigo e reforçar o apoio às vítimas, além de sensibilizar a população para um problema que continua a afetar milhares de pessoas em Portugal — muitas delas aqui mesmo, na nossa região.

    O espetáculo contará com nomes bem conhecidos do público algarvio e nacional: Diogo Piçarra, IRIS, Luís Trigacheiro, Jorge Serafim, Rita Red Shoes, Ana Bacalhau e Rita Baptista. A noite começa com uma curta-metragem criada pelo coletivo jovem “Ideias a Ferver – a Incubadora”, que promete emocionar e despertar consciências.

    Os bilhetes estão disponíveis desde 2 de setembro na plataforma BOL e na bilheteira do Teatro das Figuras. A adesão tem sido surpreendente: “Em poucas horas, mais de metade dos bilhetes já estavam vendidos”, revela a direção da associação.

    A iniciativa conta com o apoio das Câmaras Municipais de Faro e São Brás de Alportel, do Turismo do Algarve, do Teatro das Figuras e com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

    A organização reforça que, além da presença no concerto, é possível contribuir através de donativos ou ajudando a divulgar a causa. «Cada gesto conta. É tempo de dar voz a quem vive em silêncio», sublinha a associação.

  • Campanha “Taxa Zero ao Volante” Arranca em Portugal

    Campanha “Taxa Zero ao Volante” Arranca em Portugal

    A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam, a partir de amanhã, 19 de agosto de 2025, a campanha de segurança rodoviária “Taxa Zero ao Volante”.

    A iniciativa integra o Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2025 e visa sensibilizar os condutores para os riscos da condução sob a influência do álcool.

    A campanha decorrerá entre os dias 19 e 25 de agosto e incluirá ações de sensibilização e operações de fiscalização em todo o país.

    Dados de 2023 revelam a gravidade do problema em Portugal: um em cada quatro condutores falecidos em acidentes de viação apresentava uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5 g/l, sendo que três em cada quatro destes condutores tinham uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l.

    Do total de vítimas autopsiadas, 23% apresentavam uma taxa de álcool no sangue superior ao limite legalmente permitido, das quais 73% excediam a taxa considerada crime (≥1,20 g/l).

    A condução sob a influência do álcool afeta negativamente as capacidades cognitivas, o processamento de informação, a capacidade de reação e a coordenação motora, aumentando significativamente o risco de acidentes.

    As ações da campanha “Taxa Zero ao Volante” incluem:

    Ações de sensibilização promovidas pela ANSR em território continental e pelos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira.
    Operações de fiscalização levadas a cabo pela GNR e pela PSP, com foco em vias e acessos com elevado fluxo rodoviário.

    As ações de sensibilização da ANSR, que ocorrerão em simultâneo com as operações de fiscalização, estão agendadas para os seguintes locais e horários:

    19/08 | 16h30: Rotunda dos 5 F’s, Guarda (ANSR e PSP)
    20/08 | 20h00: Rotunda aérea A23-Km208,8 – Saída Guarda Sul (ANSR e GNR)
    21/08 | 16h00: Avenida de Badajoz, Elvas (ANSR e PSP)
    22/08 | 23h00: EN18-Km 172,500 – Água de Prata, Portalegre (ANSR e GNR)
    25/08 | 14h00: Rotunda Alves Redol, Tomar (ANSR e PSP)

    As autoridades relembram que o risco de sofrer um acidente grave ou mortal duplica com uma taxa de álcool no sangue de 0,5 g/l. O álcool diminui o campo visual, provocando a chamada visão em túnel e as alterações de comportamento associadas aumentam de forma significativa o risco de envolvimento em acidentes rodoviários.

    Esta é a oitava das 11 campanhas planeadas para este ano no âmbito do PNF de 2025. Até ao final do ano, serão realizadas mais três campanhas, com temáticas como velocidade, acessórios de segurança, telemóvel e veículos de duas rodas a motor, seguindo as recomendações europeias.

    A ANSR, a GNR e a PSP apelam à adoção de comportamentos seguros na estrada, reiterando que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que as suas consequências mais graves podem ser evitadas.

    A mensagem da campanha é clara: “Respira vida, sopra zero!”

    Foto: squerrly
  • Portugal sobe como país seguro

    Portugal sobe como país seguro

    Portugal reforçou a sua posição como um dos países mais seguros do mundo, alcançando o 5º lugar na Europa no mais recente Índice de Paz Global (GPI) de 2024.

    A nível global, Portugal figura entre os sete países mais pacíficos, consolidando a sua reputação como um destino atrativo para residentes, turistas e investidores.

    O GPI, que avalia a segurança e a estabilidade de 163 países, destaca Portugal pela sua baixa taxa de criminalidade, estabilidade política e forte coesão social.

    O relatório salienta que a Europa continua a ser a região mais pacífica do mundo, com Portugal a demonstrar um progresso constante na promoção da segurança e do bem-estar.

    Esta ascensão no ranking reflete os esforços contínuos das autoridades portuguesas e da sociedade civil na manutenção da ordem pública e na criação de um ambiente seguro e acolhedor. A segurança reforçada é um atrativo significativo para turistas que exploram o país, bem como para investidores e indivíduos que procuram uma nova residência.

    Portugal combina, assim, um alto nível de segurança com uma cultura vibrante e uma economia em crescimento, tornando-se um exemplo de prosperidade e paz.

  • Cuidadores informais o risco e a ansiedade

    Cuidadores informais o risco e a ansiedade

    A Ordem dos Psicólogos Portugueses lançou um alertou numa altura em que lança o documento Vamos Falar Sobre Autocuidado dos Cuidadores Informais e apela a melhores políticas públicas nesta área

    A publicação reconhece e valoriza o papel essencial de mais de 1,4 milhões de pessoas que prestam cuidados diretos, não remunerados, a familiares, amigos ou vizinhos em situação de dependência.

    «Cuidar de alguém pode ser profundamente gratificante, mas também emocional, física e socialmente exigente. Os Cuidadores informais têm risco 51% maior de depressão e até 38% maior de problemas de ansiedade. Mais de 86% dos cuidadores informais são mulheres, e 88,3% reportam já ter experienciado exaustão emocional». Lê-se no documento que aborda as consequências negativas que o cuidar pode ter, nomeadamente:

    O cansaço e fadiga, desconforto, lesões musculoesqueléticas como as contraturas, dores lombares e cervicais, fraturas ósseas e hérnias, entre outras, dificuldades em dormir e descansar, capacidade diminuída de autoavaliação do estado de saúde, sistema imunológico enfraquecido, maior risco de doenças crónicas e de mortalidade.

    Também maior vulnerabilidade e necessidade de apoio social e financeiro, oportunidades profissionais limitadas, isolamento social involuntário, menor participação em atividades comunitárias, aumento de despesas relacionadas com cuidados (e.g., medicação, consultas, tratamentos), diminuição da satisfação conjugal e agravamento de conflitos familiares.

    Há ainda a preocupação, medo, angústia, tristeza, culpa, irritabilidade e o fato de 88,3% dos cuidadores e cuidadoras informais terem referido já se ter sentido num estado de exaustão emocional.

    A publicação foca-se também em diferentes contextos de cuidado como para com crianças com cancro, marcado pelo medo e ansiedade, hiper vigilância e sentimentos de culpa; cuidar de uma criança com deficiência, com impacto na saúde mental dos pais/cuidadores, a dificuldade em aceitar a situação, eventual necessidade de se fazer o luto por uma criança que se imaginou e a preocupação com o futuro da criança.

    Também o cuidar de sobreviventes de AVC, exigindo conhecimento técnico e adaptação emocional a uma nova realidade ou de pessoas com demência, podendo sentir que cuidam de alguém que já não conhecem e que não os reconhece, sentindo exaustão devido às dificuldades de comunicação e frustração por não conseguir acalmar a pessoa.

    Perante este cenário, a OPP reforça o conceito de que o autocuidado não é egoísmo, é uma necessidade e, por isso mesmo cuidadores informais precisam de manter a sua própria saúde física e psicológica para conseguir prestar apoio continuado e de qualidade.

    O documento fornece sugestões práticas para autocuidado, designadamente atividades de lazer; entretenimento e cuidado pessoal; atividades de convívio, partilha e pertença; alimentação saudável, sono e exercício físico; participação em redes de apoio, ativismo e grupos de partilha; realizar exercícios de respiração num lugar tranquilo; ou escrever um diário (journaling), de forma livre, sobre o que pensa e sente.

    Nota a Associação que oito em cada dez cuidadores informais referem necessidade de apoio psicológico, mas apenas quatro em dez o procuraram. O documento explica como os psicólogos podem ajudar em cada fase do processo, desde a adaptação, à gestão emocional, até ao luto ou ao regresso à vida ativa após o término dos cuidados.

    Para quem conhece alguém em situação de cuidador informal, o apoio passa por ouvir, ajudar em tarefas concretas, conhecer a pessoa cuidada e reconhecer o valor do trabalho invisível que é cuidar.

    A Ordem dos Psicólogos lança ainda um Policy Brief, roteiro com propostas para os decisores políticos, que passam por estabelecer políticas laborais que garantam o direito à assistência da pessoa cuidada, estabelecer um período alargado de faltas justificadas, licenças de assistência sem quebra de remuneração no apoio urgente ou programado, por exemplo, um subsídio diário de assistência em situações de cuidados de curta ou média duração.

    A publicação pode ser consultada em ORDEM DOS PSICÓLOGOS e é acompanhada de recursos úteis, checklists de autocuidado e contactos de apoio, como a Linha de Apoio Psicológico do SNS24 (808 24 24 24) e a Linha Nacional de Apoio ao Cuidador (800 24 22 52).

  • Lanterna obrigatória em substituição ao triângulo

    Lanterna obrigatória em substituição ao triângulo

    A partir de 1 de janeiro de 2026, uma nova regra de trânsito entrará em vigor, tornando obrigatório o uso da lanterna em substituição ao tradicional triângulo de sinalização em situações de emergência nas estradas.

    Esta mudança visa aumentar a segurança dos condutores e de outros utentes da via, proporcionando uma sinalização mais visível e eficaz.

    A lanterna de emergência deve ser colocada a uma distância segura do veículo imobilizado, de modo a alertar os outros condutores sobre a presença de um obstáculo na via.

    A medida tem como objetivo reduzir o número de acidentes e garantir uma melhor proteção para todos os envolvidos em situações de emergência rodoviária.

    As autoridades recomendam que os condutores se familiarizem com o uso correto da lanterna e garantam que a mesma esteja sempre em bom estado de funcionamento no interior do veículo.

    A não utilização da lanterna conforme previsto poderá resultar em sanções. Esta alteração faz parte de um conjunto de medidas que visam modernizar e melhorar a segurança rodoviária, adaptando-se às novas tecnologias e às necessidades dos condutores.

    A mudança tem um motivo simples: mais segurança. Atualmente, colocar os triângulos na estrada obriga o condutor a sair do carro e caminhar dezenas de metros pela berma ou pela própria via, o que representa um risco muito elevado, especialmente em autoestradas e vias de grande tráfego. O V-16 pode ser ativado de dentro do carro e colocado no tejadilho sem que o condutor saia para a estrada, reduzindo significativamente o perigo de atropelamento.

    Além disso, os modelos conectados permitem que o veículo avariado ou acidentado envie a sua localização automaticamente às autoridades, melhorando a rapidez das respostas dos serviços de emergência.

    ./ com Le Chat

  • Balanço da Campanha «Zero ao Volante»

    Balanço da Campanha «Zero ao Volante»

    A campanha de segurança rodoviária “Taxa Zero ao Volante”, promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP), decorreu entre 4 e 10 de fevereiro e teve como objetivo alertar para os riscos da condução sob o efeito do álcool.

    Principais números e ações:

    • 349 condutores e passageiros sensibilizados em cinco ações da ANSR em Viana do Castelo, Castelo Branco e Lisboa, além de ações nos Açores e Madeira.
    • 4,2 milhões de veículos fiscalizados, sendo:
    • 4,1 milhões em controlo de velocidade por radar (3,7 milhões pelo sistema SINCRO da ANSR);
    • 75,4 mil veículos fiscalizados presencialmente pela GNR e PSP.
    • 26 mil infrações registadas, incluindo:
    • 876 infrações por condução sob efeito do álcool (820 no Continente e 56 nas Regiões Autónomas).
    • Destas, 654 detetadas pela GNR e 222 pela PSP.

    Acidentes registados:

    • 2.477 acidentes, com:
    • 7 vítimas mortais (homens entre 14 e 69 anos).
    • 27 feridos graves e 684 feridos leves.
    • Em relação ao período homólogo de 2024:
    • Menos 231 acidentes;
    • Mesmo número de vítimas mortais;
    • Menos 9 feridos graves;
    • Menos 157 feridos leves.
    • Os acidentes mortais ocorreram nos distritos de Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Santarém e Setúbal e envolveram colisões, despistes e um atropelamento.

    Plano Nacional de Fiscalização (PNF)

    Esta foi a segunda das 11 campanhas planeadas para 2025. Estão previstas mais nove campanhas ao longo do ano, abrangendo temas como Velocidade, Álcool, Acessórios de Segurança, Telemóvel e veículos de duas rodas a motor, em conformidade com as recomendações europeias.

    Desde 2020, ANSR, GNR e PSP realizam campanhas anuais de sensibilização e fiscalização. Em 2025, 950 pessoas já foram sensibilizadas presencialmente, enquanto 146,3 mil condutores foram fiscalizados presencialmente e 8,9 milhões de veículos foram monitorizados por radar.

    🚗 Objetivo principal: Reforçar a segurança rodoviária e reduzir os acidentes causados pelo consumo de álcool ao volante.

  • A Longevidade dos 112 anos de Maria da Conceição a mais idosa do País

    A Longevidade dos 112 anos de Maria da Conceição a mais idosa do País


    Em São Brás de Alportel a Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel acolhe atualmente a mulher mais idosa de Portugal: Maria da Conceição que celebrou os seus 112 anos a 22 de dezembro.

    O aniversário marca mais de um século de história, vivências e memórias preservadas na vida de «uma mulher extraordinária, carinhosamente apelidada de “Rainha” na Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel», onde atualmente reside.

    Nascida em 1912, dois anos antes da fundação do concelho de São Brás de Alportel, Maria da Conceição é testemunha viva de momentos marcantes que moldaram Portugal e o mundo, incluindo o fim da Monarquia, o Estado Novo, a Revolução de 25 de Abril de 1974, a adesão de Portugal à União Europeia e a recente pandemia de Covid-19.

    Com um espírito inspirador, as suas histórias de vida continuam a encantar todos à sua volta, refletindo a riqueza de tempos passados. Quando questionada se gostaria de reviver a sua juventude nos dias de hoje, responde com a simplicidade e sabedoria que a caracterizam: «Não, porque antigamente tínhamos tempo para conversar!».

    A cerimónia comemorativa, realizada no Salão de Festas da Santa Casa da Misericórdia, foi marcada por momentos «emocionantes e únicos».

    A apresentação ficou a cargo de D. Apresentação, colega da aniversariante e igualmente notável pelos seus 104 anos. Um dos momentos mais comoventes a assinalar foi a surpresa preparada para Maria da Conceição: um vídeo de parabéns enviado por Joaquim Varela, de 109 anos, que a convidou para celebrarem juntos os seus 110 anos num futuro próximo!

    Este gesto reforçou a ligação e o espírito de comunidade entre gerações que partilham uma história de vida tão longa e rica.

    Maria da Conceição e Joaquim Varela foram em 2020, dois dos sete centenários são-brasenses, à data, que participaram na Festa dos Centenários, promovida pelo Município e pela Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel. Um evento que os constrangimentos da pandemia transformaram em evento digital.

    Familiares, amigos, representantes do Município e da comunidade local estiveram presentes num ambiente de convívio, celebração e homenagem a esta acarinhada senhora.

    Este aniversário especial não só homenageou uma vida repleta de histórias e conquistas, como também destacou a importância de preservar e valorizar os laços que nos conectam ao passado e nos inspiram no presente.

    Maria da Conceição é, sem dúvida, um exemplo notável de resiliência e sabedoria para a comunidade de São Brás de Alportel e para todo o País.




  • Olhão reforça verbas de apoio social

    Olhão reforça verbas de apoio social

    O Município de Olhão dispõe de um pacote financeiro de 244 mil euros, destinados ao projeto Radar Social, importante iniciativa destinada a fortalecer a rede de apoio social no concelho.

    Este projeto tem por objetivo a criação de uma equipa técnica multidisciplinar composta por três profissionais, que vão trabalhar na identificação e solução de problemas relacionados com a pobreza e a exclusão social.

    Os critérios de mérito para a aprovação da candidatura foram: a apresentação de um Diagnóstico Social e um Plano de Desenvolvimento Social atualizados; e a relação entre o número de potenciais destinatários a serem abrangidos e a população residente no concelho. Em Olhão, calculam-se em 11.465 os potenciais destinatários.

    O Radar Social pretende desenvolver um trabalho de referenciação, e de reconhecimento dos problemas de pobreza e exclusão social que afetam alguns setores da população local, sendo também uma oportunidade para uma maior capacitação e qualidade da intervenção ao nível do território.

    Com o projeto procuram contribuir para o reforço do apoio social a situações de vulnerabilidade ou exclusão no município, incluindo as pessoas em situação de risco de pobreza, exclusão social ou discriminação nas suas múltiplas dimensões.

    O Radar Social é um projeto financiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, que prevê a criação de equipas multidisciplinares para implementação de projetos piloto em Portugal continental, com a duração de 27 meses, integradas nos Conselhos Locais de Ação Social, da Rede Social.

    Para António Pina, presidente da câmara municipal, a nova iniciativa visa fortalecer o apoio ao setor social no concelho, uma vez que a autarquia se considera com a responsabilidade de «garantir que todos os cidadãos tenham acesso aos recursos e apoios necessários para uma vida digna. O setor social é uma prioridade para o nosso Executivo e estamos determinados a investir nas políticas que promovam a equidade e o suporte às comunidades mais vulneráveis».

  • Casas do Cine-Foz vão ao ministro

    Casas do Cine-Foz vão ao ministro

    Nesse terreno, recentemente adquirido pela empresa Green Prime que, segundo o presidente da câmara municipal, Álvaro Araújo, tem ligação ao Grupo Ferreira, a autarquia decidiu comprar as habitações a serem construídas por aquela empresa, desde que sejam postas no mercado a custos controlados, utilizando financiamento do PRR.

    A autarquia anunciou que, após a aquisição, seriam as casas alugadas a famílias que possam pagar rendas entre os 260 e os 600 euros, dentro do programa do “rendimento acessível.

    No seu comunicado, os citados moradores apresentam uma declaração, onde se desvinculam de qualquer força política e rejeitam a colagem a interesses partidários. Afirmam-se também apoiantes da estratégia municipal de habitação, proposta pela câmara e aprovada na Assembleia Municipal por unanimidade das forças políticas e movimentos independentes.

    A sua insurgência é contra a sua localização e as discrepâncias no processo, as quais elevaram ao ministro.

  • Cabaz alimentar trocado por Cartão Social

    Cabaz alimentar trocado por Cartão Social

    O objetivo proporcionar «maior liberdade e dignidade às famílias mais carenciadas», segundo anunciou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), em comunicado.

    O Cartão Social vai ser carregado com o valor do apoio aos destinatários finais do programa Cartões Sociais, já definido numa portaria do Governo de 09 de julho, sendo atribuídos 50,95 euros ao responsável pelo agregado, a que acresce 70% desse valor, 35,67 euros, por cada um dos restantes membros do agregado familiar, mesmo menores de idade.

    O Cartão Social, que será entregue a partir do último trimestre do ano em curso e procura «permitir às famílias mais carenciadas optarem pelos bens alimentares que preferem, diminuindo o risco de estigmatização social».

    De acordo com o ministério, o titular pode adquirir os bens alimentares que necessita na rede de estabelecimentos comerciais aderentes ao programa, existente em todo o território continental.

    O Cartão Social será entregue aos beneficiários do Cabaz Alimentar que sejam selecionados pelas instituições locais que apoiam os mais carenciados, medida que segundo o ministério «segue a lógica de subsidiariedade que é marca deste Governo».

  • Da cirurgia ao trabalho caseiro eis os robôs

    Da cirurgia ao trabalho caseiro eis os robôs

    Carrozza, presidente do Conselho Nacional de Investigação de Itália, afirma que os robôs avançados prometem melhorias generalizadas na qualidade de vida na Europa e fora dela.

    Em locais que vão desde quintas a fábricas, ela prevê que a robótica será muito mais uma aliada dos humanos do que uma ameaça ao seu emprego.

    «A robótica é uma tecnologia fundamental», disse Carrozza, físico e engenheiro que serviu há 11 anos como ministro italiano da investigação. «Os robôs podem ser um apoio para melhorar a qualidade do trabalho

    O programa de investigação da UE, a terceira maior parte do orçamento da UE, com um financiamento de quase 100 mil milhões de euros em 2021-2027, dedicou uma atenção considerável à robótica.

    Os projetos financiados pela UE examinaram o potencial dos robôs para fazer tudo, desde colaborar com os trabalhadores nas fábricas até melhorar as operações nos hospitais.

    A própria Carrozza tem foco de pesquisa em robótica. Ela diz que a Europa desfruta de uma vantagem competitiva neste domínio porque o continente é há muito tempo o lar de fabricantes automóveis de classe mundial e estes tradicionalmente implementam tais tecnologias.

    «Temos as competências, temos as infraestruturas, temos as empresas – e engenheiros muito bons», disse Carrozza.

    Ela diz que esta experiência pode ser aproveitada não apenas para reforçar a base industrial da Europa, mas também para garantir uma influência europeia proeminente no desenvolvimento de robôs para uma série de funções emergentes.

    Estas incluem o trabalho agrícola no campo, que as pessoas podem ter cada vez mais dificuldade em realizar devido às alterações climáticas, bem como serviços domésticos básicos, incluindo a aspiração, de acordo com Carrozza.

    «Isso significa prestar assistência ao domicílio – como, por exemplo, apoiar os idosos em casa, mas também apoiar a vida quotidiana em casa através da automatização da limpeza», disse ela. «Este será um negócio importante para o futuro.»

    Republicado em língua portuguesa sob Licença CC. Este artigo foi originalmente publicado em . EU Research and Innovation magazineEste arti Horizon, the EU Research and Innovation magazine

  • As mulheres e a Igreja primitiva

    As mulheres e a Igreja primitiva

    Este curso vai ser realizado aos sábados, ente 8 a 29 de junho de 2024 às 18:00 horas de Portugal e às 14:00 horas do Brasil e vão ser gravadas para quem não puder participar das aulas ao vivo, estando já abertas as inscrições.

    O tema do curso aborda o Novo Testamento e aponta para uma igreja nascente com forte atuação feminina e aponta os nomes de Priscila, Febe, Lídia, Evódia, Sintique, Trifena e Trifona, alguns dos muitos nomes citados nos textos de Atos dos Apóstolos e nas cartas paulinas.

    E as perguntas são sobre a razão por que as mulheres foram silenciadas a partir do segundo século; quem foram os principais defensores deste silenciamento; quais eram as mulheres conhecidas e respeitadas no segundo século como profetisas e mestres; por que seus nomes e suas histórias foram apagados dos livros de história da igreja.

    Neste curso procuram resgatar a memória de mulheres cuja teologia foi vista como uma ameaça a autoridade masculina da igreja.

    Chamadas de hereges, prostitutas e endemoniadas, tiveram seus escritos destruídos e seus ensinos combatidos.

    Silenciadas à força, sua história foi registada apenas pelos seus opositores, mas seu estudo é essencial para se compreender o processo histórico de silenciamento das mulheres na igreja cristã até os dias de hoje.

    O curso é destinado a curiosos, estudiosos em geral e interessados na história do cristianismo, estudantes e professores de ciência das religiões e teologia, líderes religiosos em geral, pastores e leigos, envolvidos com o campo religioso e eclesial, agentes de pastoral, educadores e líderes comunitários, dirigidos e com a docência da prof. doutora Lidice Meyer

  • Sem abrigo baixaram mas ainda há mais de dois mil

    Sem abrigo baixaram mas ainda há mais de dois mil

    Mais de 10.700 pessoas viviam na condição de sem-abrigo em 2022, segundo dados oficiais divulgados em 20 de dezembro de 2023, após a primeira vez que foi feito um levantamento em todos os municípios de Portugal continental sobre este flagelo social.

    Segundo a síntese de resultados do Inquérito de Caracterização das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo para o ano de 2022, foram sinalizadas 10.773 pessoas em situação de sem-abrigo. Ainda assim, cerca de 2.500 pessoas deixaram de viver na condição de sem-abrigo nos últimos três anos, entre 2020 e 2022.

    Segundo a Lusa, que se apoia em dados do referido inquérito, das 10.773 pessoas em situação de sem-abrigo, 5.975 viviam na condição de sem-teto, ou seja, na rua, num abrigo de emergência ou noutro local precário. As restantes 4.798 não tinham casa e viviam num alojamento temporário.

    O Alentejo, a Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve são as regiões que registaram as proporções mais elevadas, respetivamente 2,13; 1,60 e 1,51 de pessoas em situação de sem-abrigo por mil residentes.